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ID
981949
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
DEPEN
Ano
2013
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

A respeito dos fundamentos de elaboração de pesquisa e de intervenção social, julgue o item seguinte.


Na perspectiva marxista, a inexistência da neutralidade no processo de conhecimento pode ser explicada pelo fato de a relação sujeito/objeto ser uma relação de externalidade, ou seja, o sujeito se afasta do objeto e o analisa a partir da consciência do pesquisador e com base na orientação teórica por ele escolhida.

Alternativas
Comentários
  • Não existe neutralidade, na perspectiva marxista. Se fosse positivismo, sim!

  • o erro da questão está em afirmar que o marxismo pode ser explicada pelo fato de a relação sujeito/objeto ser uma relação de externalidade, ou seja, o sujeito se afasta do objeto e o analisa a partir da consciência do pesquisador e com base na orientação teórica por ele escolhida. o que não é verdade, como a questão mesmo afirma, no marxismo INEXISTE neutralidade, sendo assim, o sujeito não está externo ao objeto, pelo contrário, está inserido, estabelece uma relação de interiorização, somente dessa forma, compreenderá para além do que está posto. 

  • Para mim o que tornou a assertiva errada foi o "se afasta do objeto".

  • A questão misturou conceitos da perspectiva marxista e conceito da perspectiva positivista.

  • É necessário compreender que na relação sujeito/objeto, para o marxismo, tal objeto que se quer conhecer é também fruto da ação dos sujeitos ao longo da história e, portanto, eles encontram-se intimamente interligados. Dessa forma, não há uma relação de externalidade. Além disso, essa perspectiva entende que o objeto que se quer conhecer existe independentemente daquele pesquisador que quer conhecê-lo. Porém, o conhecimento que será produzido acerca daquele objeto pelo sujeito não será neutro e estará "contaminado" pelas aspirações, visão de mundo, ideologia e valores daquele sujeito. Nesse sentido, diferentemente do que propõe o positivismo, o marxismo compreende que todo conhecimento e interpretação produzidos acerca da realidade social nunca será axiologicamente neutro, isento de valores e ideologias e produzido de forma imparcial.


    RESPOSTA: ERRADO


  • Autor: Victória Sabatine , Mestre em Serviço Social (UFJF), Doutoranda em Serviço Social pela UFRJ, Assistente Social e Professora de Serviço Social

    É necessário compreender que na relação sujeito/objeto, para o marxismo, tal objeto que se quer conhecer é também fruto da ação dos sujeitos ao longo da história e, portanto, eles encontram-se intimamente interligados. Dessa forma, não há uma relação de externalidade. Além disso, essa perspectiva entende que o objeto que se quer conhecer existe independentemente daquele pesquisador que quer conhecê-lo. Porém, o conhecimento que será produzido acerca daquele objeto pelo sujeito não será neutro e estará "contaminado" pelas aspirações, visão de mundo, ideologia e valores daquele sujeito. Nesse sentido, diferentemente do que propõe o positivismo, o marxismo compreende que todo conhecimento e interpretação produzidos acerca da realidade social nunca será axiologicamente neutro, isento de valores e ideologias e produzido de forma imparcial.


    RESPOSTA: ERRADO

  • Pegadinha do malandro!

    Na perspectiva marxista, a inexistência da neutralidade no processo de conhecimento pode ser explicada pelo fato de a relação sujeito/objeto ser uma relação de externalidade, ou seja, o sujeito se afasta do objeto e o analisa a partir da consciência do pesquisador e com base na orientação teórica por ele escolhida.

    Erro 1 Segundo José Paulo Netto, a relação sujeito/objeto no processo do conhecimento teórico não é uma relação de externalidade, tal como se dá, por exemplo, na citologia ou na física; antes, é uma relação em que o sujeito está implicado no objeto.

    Erro 2 ● Ainda segundo José Paulo Netto, o objeto da pesquisa tem, insista-se, uma existência objetiva, que independe da consciência do pesquisador.

    Citação de Marx: "Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência."

    Fonte: Introdução ao estudo do método de Marx - José Paulo Netto