SóProvas


ID
1119595
Banca
CEPERJ
Órgão
Rioprevidência
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

FALTA DE NEUTRALIDADE NA WEB FARÁ INTERNAUTA PAGAR “MAIS PEDÁGIOS”

Após tantos anos de debate, deve ser ?nalmente votado o projeto do Marco Civil da Internet. Ao longo das discussões, tornou-se ainda mais óbvia a importância da internet como meio de expressão social: são 105 milhões de internautas no Brasil e cerca de dois bilhões no mundo.

Um dos pontos básicos do projeto – e o que mais está em risco – refere-se à neutralidade de rede. Parece um conceito reservado apenas à compreensão dos técnicos, distante dos interesses dos tantos milhões de internautas, mas é o oposto. Esta é a chave para a manutenção da internet livre e aberta como tem sido até agora. Se o tratarmos como um tema para experts, sem decifrar este “enigma”, corremos o risco de deixar os detentores da infraestrutura de banda larga (as empresas telefônicas) intervir como quiserem no livre ?uxo de criação de sites e dados, mudando assim o espírito da igualdade dos conteúdos, serviços e negócios inovadores na rede.

Não é tão complicado como parece. Os serviços e redes de telecomunicações funcionam como uma malha de ruas e estradas, por onde trafegam os “carros” (os internautas) por todos os sites disponíveis (conteúdos jornalísticos, de entretenimento, além de serviços como e-mails, redes sociais etc.). As empresas telefônicas cobram dos internautas para trafegarem na internet em diferentes velocidades, de acordo com o plano que cada um quer ou pode pagar.

Segundo pesquisa da Mesuring Information Society, hoje 45% dos lares brasileiros pagam mensalidades a estas empresas de banda larga. Até aí, tudo bem: atualmente, após pagar o “pedágio”, o internauta pode trafegar livremente pelas “estradas” que preferir, com acesso a todos os serviços e conteúdos. A regra da neutralidade de redes garante que as condições de acesso aos sites sejam iguais, sem privilégio a nenhum serviço ou conteúdo. A única limitação é o limite de velocidade contratado.

Mas as empresas telefônicas, além de cobrarem dos usuários pelo limite de velocidade, querem cobrar em função de onde e o que o carro está fazendo, ou seja, querem poder intervir também na navegação dos internautas e na sua liberdade de escolha dos conteúdos, favorecendo os seus parceiros ou os que puderem pagar mais.

Por meio de mudanças aparentemente sutis no texto original do relator, buscam alterar radicalmente o espírito da internet livre. Impor barreiras ou prioridades para o acesso a determinados conteúdos é limitar a liberdade de acesso à informação. É tornar a internet uma rede limitada. Com a neutralidade é possível ao internauta alugar um “carro” com o tamanho e potência de motor que escolher, sendo-lhe reservado o direito de ir e vir. Se o lobby das empresas telefônicas prevalecer, o carro alugado circulará apenas por determinados locais de?nidos por elas, ou então mediante o pagamento de mais pedágios.

Convém não esquecer também de outra questão colocada no Marco Civil, que é a retirada dos conteúdos da internet. Hoje, quem produz e divulga conteúdos responsabiliza-se por eles, inclusive em juízo.

Quando se trata de inserção de conteúdos em plataformas de terceiros, o responsável pela plataforma é obrigado a retirar do ar um conteúdo tão logo receba uma ordem judicial com esta determinação ou, mesmo sem ordem judicial, por violação de suas políticas de uso, como é o caso de conteúdos postados que tenham conotação evidentemente criminosa, como pedo? lia. Mas algumas instituições sugerem a retirada do conteúdo mediante o simples pedido de um interessado, sem que o responsável pela plataforma tenha segurança de estar agindo da forma justa e correta.

É como se a editora de livros fosse obrigada a retirar partes de uma publicação mediante a simples comunicação por um interessado que sequer precisa ter qualquer relação de propriedade intelectual com a matéria publicada. É necessário, neste ponto, aprofundar a discussão dos requisitos mínimos para retirada de um conteúdo antes que passe a vigorar tal dispositivo, de modo a não colocar em risco valores sociais inegociáveis, como a liberdade de expressão.

Espera-se que a Câmara exerça a sua função de forma independente de interesses econômicos desmesurados, de modo que tal lei represente a vontade da sociedade, especialmente dos internautas, em prol da neutralidade. Só assim teremos a proteção de todos contra interferências das operadoras de telecomunicações no conteúdo que acessamos, sejam jornalísticos ou vídeos, redes sociais, e-mails, comércio eletrônico etc. Não vamos deixar que as empresas de telecomunicações restrinjam o desenvolvimento da internet.

EDUARDO F. PARAJO
(Adaptado de http://tecnologia.uol.com.br/)



A palavra “infraestrutura” é formada pelo seguinte processo:

Alternativas
Comentários
  • Assuntinho de morfologia. A derivação consiste em formar uma nova palavra a partir de outra já existente. Ocorre de 4 maneiras, sendo uma delas a derivação por prefixação, a qual acrescenta um prefixo a um radical. Exemplos: In-capaz, des-ligar, re-fresco, co-autor, etc. A palavra "infraestrutura" presente na questão é formada por prefixação. Aliás, o prefixo "-infra", de origem latina, significa abaixo, na parte inferior.


    Reposta letra B.

  • Para aumentar nossos conhecimentos!!

    Derivação:

     É o processo pelo qual uma palavra nova (derivada) forma-se a partir de uma única outra palavra já existente (chamada primitiva).  Em geral, a derivação se dá pelo acréscimo de prefixo ou sufixo à palavra primitiva.

    A derivação pode ocorrer das seguintes maneiras:

    Derivação prefixal: quando acrescentamos um prefixo à palavra primitiva.
    EX.: RE(prefixo) + fazer (palavra primitiva) = refazer (deriv. prefixal)

    Derivação sufixal: quando acrescentamos um sufixo à palavra primitiva.
    EX.: ponta (palavra primitiva) + EIRO(sufixo) = ponteiro (deriv. sufixal)

     Derivação parassintética (ou parassíntese): ocorre quando a um determinado radical acrescentam-se, ao mesmo tempo, um prefixo e um sufixo.
    EX.:
    RE (prefixo) + pátria (palavra primitiva) + AR (sufixo) = repatriar (parassíntese)

    OBS: A palavra só é formada por parassíntese se, ao tirarmos o prefixo ou sufixo, ela deixar de ter sentido. Não existe, por exemplo, patriar.

     Se, tirando o prefixo ou sufixo, a palavra continuar com sentido, dizemos que ela foi formada por derivação prefixal e sufixal. Ex.: infelizmente

     Derivação regressiva: nesse caso, ao contrário dos anteriores, a palavra não aumenta sua forma, e sim diminui.
    Esse processo dá, principalmente, origem a substantivos a partir de verbos e ocorre com a substituição da terminação do verbo pelas desinências A, E, O.
    Convém notar que todo substantivo formado por derivação regressiva termina em A, E ou O e indica uma ação.

    Para exemplificar esse processo, vamos considerar as duas palavras grifadas na frase:
    O resgate dos passageiros foi feito através da âncora.
    resgate: termina em e e indica a ação de resgatar, portanto é formada por derivação regressiva
    âncora: termina em a, mas não indica ação, portanto não é formada por derivação regressiva. Trata-se de uma palavra primitiva.

     Derivação imprópria: é a passagem de uma palavra que pertencente a determinada classe gramatical (substantivo, adjetivo, advérbio etc.) para outra classe.
    EX.:
    fumar (é verbo) --> o fumar (é substantivo)
    claro (é adjetivo) --> ela fala claro (é advérbio)

    Note que a palavra muda de classe gramatical sem sofrer modificação em sua forma.


  • Terminando:

    Composição

     Uma palavra é formada por composição quando, para constituí-la, juntam-se duas ou mais palavras (ou radicais).
      A composição pode ser de dois tipos:

     Composição justaposição: quando as duas (ou mais) palavras que se juntam não perdem nenhum fonema, mantendo, por isso, a pronúncia que apresentam antes da composição.
    EX.: passatempo (passa + tempo); couve-flor (couve + flor); girassol (gira + sol); pé-de-moleque (pé + de + moleque)

    Composição por aglutinação: quando pelo menos uma das palavra que se unem perde um ou mais fonemas, sofrendo, assim, uma mudança em sua pronúncia.
    EX.: petróleo (petra + óleo); fidalgo (filho + de + algo).

    Outros processos

    Além dos dois processos principais já estudados (derivação e composição), temos ainda dois outros processos que, embora menos importantes, também contribuem para a formação de novas palavras em português. São eles:

     Hibridismo: uma palavra é formada por hibridismo quando na constituição dela entram palavras pertencentes a idiomas diferentes.
    EX.: sócio (latim) + logia (grego) = sociologia

     abreu(português) + grafia(grego) = abreugrafia

     Onomatopeia: quando a palavra nasce de uma tentativa de reproduzir os sons da natureza.
    EX.: tique-taque, reco-reco, zunzum.

    http://www.profeneida.com.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=37&Itemid=110


  • Hellen Vieira, parabéns pelos comentários!

  • Prefixação

    Infra

  • Letra B, devido a infra ser um prefixo que significa abaixo

  • b)prefixação

    O prefixo é infra, o qual significa abaixo. No caso é a estrutura que suporta tudo

    http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/radicais-prefixos-latinos.htm

  • A palavra “bicombustível” é formada por prefixação.
    ( ) CERTO
    ( ) ERRADO


    COMENTÁRIO:


    Vejamos o processo: combusto + -vel > combustível > bi + combustível
    > bicombustível. Note um detalhe muito importante: a maneira como o
    CESPE cobra a classificação da derivação é pelo último elemento
    constituinte da palavra.
    Como o prefixo bi- entrou por último para formar
    a palavra bicombustível, a derivação é prefixal.
    Outras bancas diriam que
    esta palavra sofreu derivação prefixal e sufixal, pois ela recebeu um
    sufixo e um prefixo em momentos diferentes em sua formação. Atenção
    ao estilo das bancas.

    FONTE FERNANDO PESTANA
    GABARITO: CERTO.

  • Infra é um afixo, ou seja, sozinha é "vazia" e significado, assim como "recém"

  • Poderia jurar mesmo depois de ter errado que deveria ser aglutinação, mas devida a inexatidão da " ciência português" ....who am I?