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ID
116728
Banca
FCC
Órgão
TRE-AC
Ano
2003
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O caso Amina Lawal

A absolvição da nigeriana Amina Lawal, que havia sido condenada à morte por apedrejamento pela acusação de adultério, representa uma vitória dos direitos humanos e da comunidade internacional. Ela está longe, entretanto, de significar
uma melhora da situação das mulheres no país. Na verdade, a "solução" encontrada pelos juízes da corte islâmica de apelações que reviu o caso manteve as aparências. Lawal foi absolvida devido a "erros de procedimento" nos dois julgamentos anteriores. Em nenhum momento o "crime" (sexo fora do casamento, ou "zina", na lei islâmica) ou a crueldade da pena foram postos em questão. A sentença, porém, aliviou a pressão internacional sobre o governo nigeriano.
O caso Lawal é, para os padrões democráticos ocidentais, um verdadeiro escândalo. Amina Lawal, 31, foi sentenciada em primeira instância, em março de 2002, no Estado de Katsina, no norte da Nigéria. Segundo a Anistia Internacional, a prova usada contra ela foi o fato de ter engravidado sem ser casada. Curiosamente, o homem que ela afirmava ser o pai da criança apenas negou que tivesse mantido relações sexuais com Amina e nem foi a juízo. Pelos cânones da escola Maliki de interpretação da "sharia", a lei muçulmana, que é a corrente dominante no norte da Nigéria, a gravidez é prova bastante da culpabilidade da ré. A condenação de Amina fora confirmada em segunda instância em agosto de 2002.
A absolvição representa um alívio para o governo do presidente Olusegun Obasanjo (cristão). Se o apedrejamento fosse confirmado pela corte islâmica e ascendesse a um tribunal laico, uma eventual liberação de Lawal - vista por observadores como certa - poderia desencadear uma guerra civil entre os muçulmanos do norte do país e os cristãos do sul. Se o pior desfecho foi evitado com a absolvição, a questão dos direitos humanos está longe de equacionada. No
mesmo dia em que Lawal era libertada, a imprensa nigeriana noticiava a condenação ao apedrejamento de um acusado de sodomia.

(Folha de S.Paulo. Editorial. 27/09/2003)

Há plena observância da necessidade de utilização do sinal de crase em:

Alternativas
Comentários
  • a) Não espantou A maioria das pessoas ... Espantar é VTDb) Pouco à pouco, a Não ocorre diante de palavras repetidas c) Não se impute à corte nigeriana qualquer culpa pelo fato de se ater às leis do país, pois é a estas, e não a outras, que lhe cabe dar cumprimento. CORRETAd) Aqui e ali se verifica, à toda hora... Não ocorre crase diante de Pronomes indefinidos (algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada) e) Tendo em vista A condenação do acusado ... Tendo em vista ALGO (não pede preposição)
  • a) Não espantou A maioria das pessoas ... Espantar é VTDb) Pouco à pouco, a Não ocorre diante de palavras repetidas c) Não se impute à corte nigeriana qualquer culpa pelo fato de se ater às leis do país, pois é a estas, e não a outras, que lhe cabe dar cumprimento. CORRETAd) Aqui e ali se verifica, à toda hora... Não ocorre crase diante de Pronomes indefinidos (algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada) e) Tendo em vista A condenação do acusado ... Tendo em vista ALGO (não pede preposição)
  • a) Não espantou A maioria das pessoas ...
    Espantar é VTD e não pede preposição

    b) Pouco A pouco, ...
    Não ocorre diante de palavras repetidas

    c) Não se impute à corte nigeriana qualquer culpa pelo fato de se ater às leis do país, pois é a estas, e não a outras, que lhe cabe dar cumprimento. CORRETA

    d) Aqui e ali se verifica, à toda hora...
    Não ocorre crase diante de Pronomes indefinidos (algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada) e) Tendo em vista A condenação do acusado ...

    e) Tendo em vista ALGO
    (não pede preposição)
  • pessoal me ajudem pq eu já estou louco pois, vejo que em determiadas siuações não se admite crase antes de plavras no plural ( e criança está no plural) por isso. como fica essa situação de crase com palavras no plural?
  • Jackson, lembre-se sempre de uma coisa: a sequencia singular + plural ñ tem crase. Veja:

    Não vou a festas.

    Festas exige artigo as. Como ele ñ aparece, esse a é pedido pelo verbo ir, pois quem vai vai a algum lugar.

    A crase deve ocorrer na junção do artigo a com a preposição a. Se 1 dos 2 ñ aparece, tb ñ aparecerá a crase.

    Não fui à festa.

    Aqui temos o a de festa (a festa) e o a do verbo ir (não fui a algum lugar).

    Outro ex: Refiro-me a mulheres. Quem se refere se refere a. Mas mulheres exige o artigo as, q ñ aparece aqui.

    Conseguiu visualizar? Espero ter ajudado.

    Bons estudos! Não desanimem!

  • A) Errado. ''Chegado à uma solução tão feliz'' errado , pois não se emprega crase antes de artigo ( definido ou indefinido)

    B) Errado. Não se emprega crase entre palavras iguais como '' pouco à pouco ''

    C) Correto

    D) Errado. Pois não se emprega crase antes de pronomes indefinidos , já em relação aos pronomes possesivos é facultativo

    E) Errado. '' tendo em vista'' é um VTD rege um OD , não cabe crase .

  • GABARITO: LETRA C

    ACRESCENTANDO:

    Tudo o que você precisa para acertar qualquer questão de CRASE:

    I - CASOS PROIBIDOS: (são 15)

    1→ Antes de palavra masculina

    2→ Antes artigo indefinido (Um(ns)/Uma(s))

    3→ Entre expressões c/ palavras repetidas

    4→ Antes de verbos

    5→ Prep. + Palavra plural

    6→ Antes de numeral cardinal (*horas)

    7→ Nome feminino completo

    8→ Antes de Prep. (*Até)

    9→ Em sujeito

    10→ Obj. Direito

    11→ Antes de Dona + Nome próprio (*posse/*figurado)

    12→ Antes pronome pessoalmente

    13→ Antes pronome de tratamento (*senhora/senhorita/própria/outra)

    14→ Antes pronome indefinido

    15→ Antes Pronome demonstrativo(*Aquele/aquela/aquilo)

    II - CASOS ESPECIAIS: (são7)

    1→ Casa/Terra/Distância – C/ especificador – Crase

    2→ Antes de QUE e DE → qnd “A” = Aquela ou Palavra Feminina

    3→ à qual/ às quais → Consequente → Prep. (a)

    4→ Topônimos (gosto de/da_____)

    a) Feminino – C/ crase

    b) Neutro – S/ Crase

    c) Neutro Especificado – C/ Crase

    5→ Paralelismo

    6→ Mudança de sentido (saiu a(`) francesa)

    7→ Loc. Adverbiais de Instrumento (em geral c/ crase)

    III – CASOS FACULTATIVOS (são 3):

    1→ Pron. Possessivo Feminino Sing. + Ñ subentender/substituir palavra feminina

    2→ Após Até

    3→ Antes de nome feminino s/ especificador

    IV – CASOS OBRIGATÓRIOS (são 5):

    1→ Prep. “A” + Artigo “a”

    2→ Prep. + Aquele/Aquela/Aquilo

    3→ Loc. Adverbiais Feminina

    4→ Antes de horas (pode está subentendida)

    5→ A moda de / A maneira de (pode está subentendida)

    FONTE: Português Descomplicado. Professora Flávia Rita

  • IMPUTAR (SENTINDO DE ATRIBUIR) ALGO A ALGUÉM

    GABARITO LETRA C