SóProvas



Questões de Sintaxe


ID
718
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Da ação dos justos

Em recente entrevista na TV, uma conhecida e combativa
juíza brasileira citou esta frase de Disraeli*: “É preciso que
os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. Para a
juíza, o sentido da frase é atualíssimo: diz respeito à freqüente
omissão das pessoas justas e honestas diante das manifestações
de violência e de corrupção que se multiplicam em
nossos dias e que, felizmente, têm chegado ao conhecimento
público e vêm sendo investigadas e punidas. A frase propõe
uma ética atuante, cujos valores se materializem em reação
efetiva, em gestos de repúdio e medidas de combate à barbárie
moral. Em outras palavras: que a desesperança e o silêncio não
tomem conta daqueles que pautam sua vida por princípios de
dignidade.

Como não concordar com a oportunidade da frase?
Normalmente, a indignação se reduz a conversas privadas, a
comentários pessoais, não indo além de um mero discurso
ético. Se não transpõe o limite da queixa, a indignação é
impotente, e seu efeito é nenhum; mas se ela se converte em
gesto público, objetivamente dirigido contra a arrogância
acanalhada, alcança a dimensão da prática social e política, e
gera conseqüências.

A frase lembra-nos que não costuma haver qualquer
hesitação entre aqueles que se decidem pela desonestidade e
pelo egoísmo. Seus atos revelam iniciativa e astúcia, facilitadas
pela total ausência de compromisso com o interesse público.
Realmente, a falta de escrúpulo aplaina o caminho de quem não
confronta o justo e o injusto; por outro lado, muitas vezes faltam
coragem e iniciativa aos homens que conhecem e mantêm viva
a diferença entre um e outro. Pois que estes a deixem clara, e
não abram mão de reagir contra quem a ignore.

A inação dos justos é tudo o que os contraventores e
criminosos precisam para continuar operando. A cada vez que
se propagam frases como “Os políticos são todos iguais”,
“Brasileiro é assim mesmo” ou “Este país não tem jeito”,
promove-se a resignação diante dos descalabros. Quem vê a
barbárie como uma fatalidade torna-se, ainda que não o queira,
seu cúmplice silencioso.


* Benjamin Disraeli, escritor e político britânico do século XIX.
(Aristides Villamar)

Quanto às normas de concordância verbal, a frase inteiramente correta é:

Alternativas
Comentários
  • As questões de concordância verbal resumem-se à descoberta do núcleo do sujeito com o qual o verbo deve concordar em número. (A)mais gente deveria...(e não deveriam) o suj.aqui é Gente(palavra que indica conjunto ou quantidade).Nesse caso de sujeito coletivo o verbo deve ser conjugado noa 3ªp.do sing.
    (B)Sujeito:" a muitas pessoas" >incomodam reconhecer, ok! Porém, na continuação da frase falta a concordância do verbo tornar "as tornam cúmplices".
    (C)É comum > oração principal
    ...calarmos diante dos descalabros > Oração Subord.Subst.Objetiva porque é suj. da oração principal Ok.
    "a que constuma dar destaque o noticiário da imprensa", pois o sujeito aqui é o noticiário - verbo no singular.
    (D) É A RESPOSTA CORRETA. Vamos descobrir o sujeito?
    "os homens justos" é o suj.da oração principal. As demais orações são Orações Subord.Adverbiais temporais."quando não se opõem à ação do homem acanalhado" > suj.elíptico os homens justos por isso o verbo no plural "opõem".
    "quando ocorre essa grave omissão" > verbo no sing. suj. essa grave omissão.
    (E) O verbo haver, quando usado no sentido de existir, é impessoal devendo ele e seu auxiliar ser conjugado na 3ªp.do singular: "se tivesse havido firmes reações..."
  • a) Mais gente, assim como o fez a juíza brasileira, DEVERIA ponderar as sábias palavras que escolheu Disraeli para convocar a ação dos justos.

    b) A muitas pessoas INCOMODA reconhecer que sua omissão diante da barbárie as torna cúmplices silenciosas dos contraventores e criminosos. (A muitas pessoas não é sujeito - não existe sujeito introduzido por preposição, mas sim seu objeto indireto - a oração substantiva '- reconhecer que sua omissão diante da barbárie as torna cúmplices silenciosas dos contraventores e criminosos' é o sujeito do verbo incomodar - pode ser substituída da seguinte forma: Isso [reconhecer que sua omissão diante da barbárie as torna cúmplices silenciosas dos contraventores e criminosos] incomoda a muitas pessoas. )

    c) É comum calarmos diante dos descalabros a que COSTUMA dar destaque o noticiário da imprensa, e acabamos, assim, por consenti-los. --> o pronome 'que' substitui descalabros que funciona como complemento do verbo em O noticiário da imprensa costuma dar destaque aos descalabros.

    d) CORRETA.

    e) Se TIVESSE havido firmes reações aos descalabros dos canalhas, estes não desfrutariam, com sua falta de escrúpulo, de um caminho já aplainado. - o verbo haver no sentido de existir é impessoal e transfere sua impessoalidade para o verbo auxiliar.
  • Bom resumo!

  • Excelente resumo. Nível top. 

  • (A)Mais gente, assim como o fez a juíza brasileira, deveriam ponderar as sábias palavras que escolheu Disraeli para convocar a ação dos justos.

    Os verbos “deveriam + ponderar” formam uma locução verbal, portanto não pode flexionar, pois está se referindo ao sujeito “Mais gente” que se encontra no singular, se fosse necessário flexionar, esta construção iria estar correta, porque em locução verbal flexiona apenas o verbo auxiliar.

    ITEM ERRADO

    (B)A muitas pessoas incomodam reconhecer que sua omissão diante da barbárie as torna cúmplices silenciosas dos contraventores e criminosos.

    Item complicado de entender para assim fazer uma avaliação correta, mas vamos lá!

    “Temos que fazer o que a questão quer, pois ela está pedindo que identifique a questão correta quanto a concordância verbal. Portanto, sabendo disso vamos analisarmos só o verbo.”

    Não podemos considerar que “A mui                      tas pessoas” seja o sujeito, pois se fosse o “A” deveria estar no plural para concordar com o substantivo “pessoas”, portanto já temos uma dica que essa oração não está na ordem direta, temos que organizarmos ela.

    Reescrevendo na ordem direta: “Reconhecer sua omissão diante da barbárie as tornam cúmplices silenciosas dos contraventores e criminosos que incomodam a muitas pessoas.”

    ITEM ERRADO

    (C) É comum calarmos diante dos descalabros a que costumam dar destaque o noticiário da imprensa, e acabamos, assim, por consenti-los.

    Localizamos o verbo “é”, agora vamos fazer a pergunta antes dele para acharmos o sujeito > “o que é comum?” e obtemos a resposta no plural “calarmos diante...”, portanto percebemos que o sujeito está no plural, então o verbo deve flexionar para concordar com esse sujeito. O correto é “são comuns”.

    ITEM ERRADO

    (D)Quando não se opõem à ação do homem acanalhado, quando ocorre essa grave omissão, os homens justos deixam de fazer valer seu peso político.

    Temos duas orações adverbias temporais desenvolvidas anteposta a oração principal, “estão perfeitamente virguladas”.

    Nota-se que o verbo da primeira oração adverbial “opõem” refere-se ao sujeito que está no plural “homens”, devido a isso a construção está correta.

    ITEM CORRETO

    (E)Se tivessem havido firmes reações aos descalabros dos canalhas, estes não desfrutariam, com sua falta de escrúpulo, de um caminho já aplainado.

    Temos uma “locução verbal”, o verbo “haver” está no sentido de existir, portanto não deve flexionar e com isso transmiti também a singularidade para o verbo auxiliar, então é devido a isso que o item está errado.

    ITEM ERRADO


ID
751
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Da ação dos justos

Em recente entrevista na TV, uma conhecida e combativa
juíza brasileira citou esta frase de Disraeli*: “É preciso que
os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. Para a
juíza, o sentido da frase é atualíssimo: diz respeito à freqüente
omissão das pessoas justas e honestas diante das manifestações
de violência e de corrupção que se multiplicam em
nossos dias e que, felizmente, têm chegado ao conhecimento
público e vêm sendo investigadas e punidas. A frase propõe
uma ética atuante, cujos valores se materializem em reação
efetiva, em gestos de repúdio e medidas de combate à barbárie
moral. Em outras palavras: que a desesperança e o silêncio não
tomem conta daqueles que pautam sua vida por princípios de
dignidade.

Como não concordar com a oportunidade da frase?
Normalmente, a indignação se reduz a conversas privadas, a
comentários pessoais, não indo além de um mero discurso
ético. Se não transpõe o limite da queixa, a indignação é
impotente, e seu efeito é nenhum; mas se ela se converte em
gesto público, objetivamente dirigido contra a arrogância
acanalhada, alcança a dimensão da prática social e política, e
gera conseqüências.

A frase lembra-nos que não costuma haver qualquer
hesitação entre aqueles que se decidem pela desonestidade e
pelo egoísmo. Seus atos revelam iniciativa e astúcia, facilitadas
pela total ausência de compromisso com o interesse público.
Realmente, a falta de escrúpulo aplaina o caminho de quem não
confronta o justo e o injusto; por outro lado, muitas vezes faltam
coragem e iniciativa aos homens que conhecem e mantêm viva
a diferença entre um e outro. Pois que estes a deixem clara, e
não abram mão de reagir contra quem a ignore.

A inação dos justos é tudo o que os contraventores e
criminosos precisam para continuar operando. A cada vez que
se propagam frases como “Os políticos são todos iguais”,
“Brasileiro é assim mesmo” ou “Este país não tem jeito”,
promove-se a resignação diante dos descalabros. Quem vê a
barbárie como uma fatalidade torna-se, ainda que não o queira,
seu cúmplice silencioso.


* Benjamin Disraeli, escritor e político britânico do século XIX.
(Aristides Villamar)

Justificam-se ambas as ocorrências do sinal de crase em:

Alternativas
Comentários
  • Crase é a contração da preposição a + o artigo a.
    Na alternativa (A) a segunda crase não exite pois está diante de um artigo indefinido (uma).
    Na (B) não ha crase antes do "que". Se fosse "a qual" teria, pois só o pronome relativo "a qual" tem a partícula "a" integrando-o. Os pronomes "que" e "quem" não se fazem acompanhar por essa partícula.
    Na (C)o mesmo acontece aqui. "a quem deveria" sem crase.
    Na (D)Não se abre a+aqueles inescrupulosos OK!
    ...o campo favorável a+a impunidade(palavra feminina)OK!
    Na (E)o verbo assistir aqui está no sentido de competência,auxílio,proteção...não é preciso crase, já na segunda ocorrência não há crase: dar combate a tal ousadia.
  • resposta certa letra D

    Dois macetes para acerta essa questão:

    1º) Substituir "aquele", "aquela", "aquilo" por "este", "esta" e "isto". Se após a substituição vier precedido o "a" haverá crase.

    ex: Outorgou o premio aquele aluno.
    Outorgou o premio a este aluno.
    Outorgou o premio àquele aluno. - > Apresenta Crase



    2º) Quando poder substituir "a" por "para a(as)", "pela(s)" e "na" haverá crase.

    ex: Enviei flores a visitante.
    Enviei flores para a visitante.
    Enviei flores à visitante. -> Haverá Crase.


    espero ter ajudado!
  • Discordo da Mariene Moura com referência à alternativa E. Se colocarmos na ordem, a frase ficaria: Assiste à comunidade dos justos a obrigação de dar combate à tal ousadia.
  • Acredito que, assim como eu, a maioria ficou em dúvida entre as alternativas D e E.

    Vejamos a (E):

    A comunidade dos justos assiste à obrigação de dar combate à tal ousadia 

    ( o verbo assistir está no sentido de [ser de direito], nesse caso ele V.T. I e rege a preposição a)

    Já em: (combate a tal ousadia) não ocorre crase, pois a palavra combate não rege preposição obrigatória.

    Alternativa (D):

     Não se abra àqueles inescrupulosos o campo favorável à impunidade . (correta)

    -->Não se abra a alguém (preposição)

    -->favorável a alguma coisa.

  • Correta letra D
    1º Antes de artigo indefinido não vai crase.
    2º a no singular e a palavra posterior no plural não vai crase.
    3º  antes de pronome relativo, diferente de a qual, não vai crase.
    4º correta
    5º antes de pronome indefinido (tal) não vai crase.
  • Pessoal, o pronome TAL é exceção à regra de que antes de pronomes não é admissível a crase.
  • EM RELAÇÃO A ALTERNATIVA E:

    Não se usa crase:

    Antes de Pronomes Indefinidos
     que não admitem artigo (seguidos ou não de "s"): alguém, alguma, nenhuma, cada, certa, determinada, pouca, quanta, tal, tamanha, tanta, toda, ninguém, muita, outra, tudo, qual, qualquer, quaisquer. E de Pronomes Interrogativos:
    ~   Falaste a que pessoa? / A qual delas você se refere?
    ~   Não sei como resistiu a tanta provação.
    ~   Embarcarei daqui a poucas semanas.
    ~   Dirigiu-se em vão a outra repartição.
    Mas atenção:  Em certas ocasiões, alguns desses indefinidos (tal, mesma, muitas, outra, pouca) podem admitir o artigo, dando ensejo à crase.Fazendo a substituição do substantivo feminino que os segue por outro masculino correlato, comprovaremos a ocorrência da crase:
    ~   Assistimos sempre às mesmas cenas (aos mesmos episódios).

    Em síntese:
    Não se usa crase antes de Pronomes Indefinidos que não admitem artigo (seguidos ou não de "s");
    Exceções: 
    Alguns desses indefinidos (tal, mesma, muitas, outra, pouca) podem admitir o artigo, dando ensejo à crase.

    Apliquemos os exemplos na alternativa:

    e) A comunidade dos justos assiste à obrigação de dar combate a tal ousadia.

    O Pronome Indefinido tal admite artigo (será craseado) ou não (não será craseado)?!

    Fazendo a substituição do feminino para o masculino, temos:

    A comunidade dos justos assiste a obrigação de dar combate a tal manifesto.

    Se fosse "ao tal manifesto", no feminino seria a+a=à, mas como, nesse caso, o pronome não admite artigo, logo, este a não leva o acento grave!

    http://www.recantodasletras.com.br/gramatica/1656133
  • Minha dúvida em relação à letra D é com a palavra inescrupulosos. Não é masculina? Antes de palavra masculina não se tem crase......


  • GABARITO: LETRA D

    Principais casos em que não ocorre a crase:

    * Antes de palavra masculina

    * Em locução feminina que indique instrumento (ex: Ela escreveu o texto a caneta)

    * Antes de verbo

    * Entre palavras repetidas que formem uma expressão (ex: cara a cara)

    * Antes de artigo indefinido

    * Quando o A estiver no singular e a palavra posterior estiver no plural

    * Antes dos seguintes pronomes: 

       a) De tratamento (exceções: senhora, senhorita, dona e madame)

       b) Relativos (exceção: à qual, às quais)

       c) Indefinidos (exceção: outra(as))

       d) Demonstrativos (exceções: àquele, àquela, àquilo)

       e) Pessoais

    FONTE: QC

  • Sempre que houver a preposição A junto aos pronomes demonstrativos AQUELE(S), AQUELA(S) e AQUILO, haverá crase. Devemos, então, usar o acento da crase no primeiro “a”.

    Observe mais exemplos:

    “Ele sempre comparece àqueles encontros.”

    “Fez referência àquilo que ficou decidido na última reunião.”

    “Era muito semelhante àquelas camisetas.”

    fonte: http://g1.globo.com/educacao/

  • Casos proibidos de crase:

    É proibido inserir crase antes de preposição, artigo, verbo, palavra masculina, pronomes, a palavra "que", a + plural e palavras iguais.

    Para = preposição

    Um = artigo

    Homem = palavra masculina

    Que

    Diga = verbo

    Tudo = pronomes

    A mulheres = a + plural

    Cara a cara = palavras iguais.

  • Alguém pode me ajudar? Está correto esse meu raciocínio em relação a letra E?

    A crase antes de "tal" não existe, pois trata-se de pronome indefinido. Todavia, a crase antes de "obrigação" está correta, já que o verbo "assistir" quando tem significado de competência é VTI e por isso pede preposição A, que se contraiu com o artigo A exigido pelo substantivo "obrigação'


ID
1720
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
BNDES
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Num pequeno texto distribuído por moradores de um condomínio da Zona Sul do Rio de Janeiro apareciam as seguintes frases:

- "os condôminos cujas reclamações o síndico não deu atenção..."

- "os itens que não foram discutidos os pontos principais..."

Sobre essas frases pode-se afirmar, em termos de correção gramatical, o seguinte:

Alternativas
Comentários
  • Não consegui visualizar o porquê da resposta. A 1a frase apresenta erro de regência nominal (omissão da presposição "a", regida por "atenção"), enquanto a 2a peca pela sintaxe (os itens cujos pontos...)alguém poderia esclarecer?
  • Gabarito letra B. O erro está no emprego das palavras cujas e que.

    "os condôminos cujas reclamações o síndico não deu atenção..."

    Reescrevendo: o síndico não deu atenção às (a + as) reclamações dos condominos. OU

    reclamações dos condôminos as quais o síndico não deu atenção

    - "os itens que não foram discutidos os pontos principais..."

    Reescrevendo: os pontos principais dos itens não foram discutidos OU

    os itens dos quais não se discutiu os pontos principais.

  • São 2 erros de regência:

    - "os condôminos a cujas reclamações o síndico não deu atenção..." (quem dá atenção, dá atenção a alguma coisa)

    - "nos itens que não foram discutidos os pontos principais..." (não foram discutidos os pontos principais em alguma coisa)

  • Resposta: B – As duas frases apresentam o mesmo tipo de erro gramatical: a colocação do pronome relativo (com ou sem preposição).
    Correção: os condomínios a cujas reclamações o
    síndico não deu atenção (dar atenção a) = o síndico não deu atenção a cujas (=suas) reclamações = ...não deu atenção às reclamações do condomínio;
    os itens cujos pontos não foram discutidos = não foram discutidos seus pontos principais = não foram discutidos os pontos dos itens.

    fonte: http://pt.scribd.com/doc/2985581/Portugues-Prova-Resolvida-Comentada-toq2
  •  - "os condôminos cujas reclamações o síndico não deu atenção..."
    O pronome cujas já inseri automaticamente a preposição de: reclamações de quem? do síndico. (ok)
    Entretanto existe a falta da preposição do verbo: o síndico não deu atenção a que??? às reclamações dos condôminos!
    Desta maneira, a frase correta seria: "os condôminos a cujas reclamações o síndico não deu atenção..."

     - "os itens que não foram discutidos os pontos principais..."
    o que não foi discutido? os pontos principais. (ok)
    os pontos principais de que??? os pontos principais dos ítens!
    Desta maneira, a frase correta seria: "os itens cujos pontos principais não foram discutidos..."
    Como já dito acima, o pronome cujo  já inseri automaticamente a preposição de.

    Em ambos os casos, o erro acontece na colocação do pronome relativo por falta da preposição necessária: na primeira frase, a preposição provém do objeto indireto, e na segunda frase provém do complemento nominal.

    Espero ter ajudado! Bons estudos!
  • os condôminos a cujas reclamações o síndico não deu atenção.

    os itens que não foram discutidos os pontos principais... = Os pontos principais dos itens não foram discutidos

    logo, 

    os itens de que (dos quais) não foram discutidos os pontos principais... ou  

    os itens cujos pontos principais não foram discutidos 


ID
1729
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
BNDES
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A língua portuguesa e os conhecimentos matemáticos nem sempre estão de acordo.
A frase abaixo em que a concordância verbal contraria a lógica matemática é:

Alternativas
Comentários
  • MENOS DE DOIS ? QUANTO QUE É ?ALG SABE?
    1 NÉ !
    E 1 "SÃO" SINGULAR ....KKKKKKKK
  • A questão pede a frase em que matemática e concordância verbal divergem. Para a gramática oficial da Língua
    Portuguesa, o verbo concorda, neste caso, com o numeral (dois - plural), independentemente da semântica do enunciado. Por sua vez, para a matemática, menos de dois (um ou zero) exprime idéia de sigular, levando-se em conta aqui, o significado do contexto.
  • Sem entrar em qualquer contestação, pois acredito estar correto o comentário feito pelo Rodrigo Luiz, e se no exemplo fosse 1,8 , ficaria no singular ou no plural?
  • Rodrigo, só um detalhe para retificarmos sua excelente resposta: a concordância com expressões que indicam quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de, perto de)não se dá com os numerais, mas sim com o substantivo. Observe:Ex. 1 - Cerca de mil pessoas participaram da manifestação. (o verbo concordará com o substantivo "pessoas", que está no plural)Ex. 2 - Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade. (alunos)Ex. 3 - Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas. (atleta)Em relação a questão, a lógica é a mesma, se o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda SEMPRE com o substantivo. Conhecendo esta regra, eu sei que a alternativa (c) contraria a matemática e a lógica, pois, se concordasse com o numeral, a frase teria que passar para o singular (- de 2 turistas = 1 turista); entretanto, a oração com seu verbinho fofo continua no plural, e, sendo assim, a concordância é sempre realizada, nestes casos (expressões com quantidades aproximadas), com base no substantivo - se ele estiver no plural, o verbo também irá, como bem constatamos através da palavra "turistas". Se tiverem mais dicas, "tamo na pista!" Obrigada, colegas!
  • Menos de dois, podem ser 1,9 Turistas, 1,8 turistas, 1,7 turistas como também 1 turista, zero já forçou a amizade!Em casos como este, o verbo concorda com: o número inteiro; com o numerador; ou com o determinante .Ex: 1,3 brasileiros compareceu ( compareceram) para o referendo.Se estiver errado, por favor, façam as devidas correções! Sorte a todos e até à próxima.
  • Para descontrair!

    Essa questão não foi para a Família Addams.

    Nesse clã, sim, pode haver cabeça ou mão livres dos seus respectivos corpos a perambular como turistas pelo mundo afora. Portanto, não há a possibilidade de 1,3; 1,8 turistas etc.

    Assim, "fechei negócio" com a alternativa "c" porque pensei em 1, ou até nenhum (zero).

    Ou um turista deixou de participar do passeio ou Nenhum turista deixou de participar do passeio.
  • Essa questão além de gramatical é também interpretaiva.

    Todas as alternativas possuem concordância correta, porém devemos nos atentar para o que pede o enunciado.

    Na linguagem matemática, “menos de dois” turistas é igual a “um” turista; por essa lógica, teríamos o verbo no singular (um deixou). No entanto, a regra de concordância gramatical diz que quando o sujeito for representado por “mais” (ou “menos”) seguido de numeral, o verbo concorda com o numeral: Menos (mais) de dois deixaram. O mesmo ocorre com “mais de um”. Embora a expressão, na linguagem matemática, denote plural, o verbo concorda com o numeral “um”: Mais de um deixou.

    Comentário:
    a) Com porcentagem, o verbo concorda com o numeral ou com o substantivo: gostaram / gostou;
    b) Concordância com o numeral: participaram;
    d) O verbo concorda com o numeral, se não houver a palavra “dia”: são 16 de outubro.
    Obs.: se houver a palavra “dia”, o verbo fica no singular, concordando com essa palavra: É dia 16 de outubro.
    e) com a expressão “um e outro” o verbo pode ficar no singular ou no plural: Um e outro professor participou ou participaram.
  • Com porcentagem, o verbo concorda com o numeral ou com o substantivo: gostaram / gostou;
    Concordância com o numeral: participaram;
    O verbo concorda com o numeral, se não houver a palavra “dia”: são 16 de outubro.

    http://www.editoraferreira.com.br/publique/media/toq_2_henrique_nuno.pdf

    http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=5&ved=0CD4QFjAE&url=http%3A%2F%2Fwww.masterconcursos.com.br%2Fintranet%2FHERON%2520-%2520DICAS%2520PARA%2520O%2520INSS%2520-%252001.doc&ei=Ux5uT5_0NMndtgfP9I2wBg&usg=AFQjCNEB9XzKXu6KEbgK-qhMvoebTvTfgQ
  • essa questão e puramente interpretativa.Letra C.

    menos de dois é 1 que seria singular,mais as nossas regrinhas de concordância kkkkkkkkkkk

  • c)menos de dois turistas deixaram de participar do passeio;

    No português: em expressões aproximativas o verbo concorda com o NUMERAL (dois, no caso)
    Na matemática: não faria sentido estar no plural, já que menos de dois com certeza é ZERO OU UM, ou seja, para a matemática faria mais sentido a expressão ficar no singular.

  • a) 50% da torcida brasileira gostaram da seleção

    Sujeito formado por número percentual ou fracionário - Verbo concorda com o numerador ( Número antes da barra da fração 50/100  que é igual 50%), contudo se viesse acompanhado de determinante como por exemplo , apenas/cerca/aproximadamente poderia concordar com o especificador do numeral (substantivo) no caso da letra a , torcida Brasileira.

    Segue exemplo: Apenas 50% da torcida brasileira gostou da seleção ou Apenas 50% da torcida Brasileira gostaram da seleção.

     b) mais de três jornalistas participaram da entrevista;

     c) menos de dois turistas deixaram de participar do passeio;

    Sujeitos formados pelas expressões mais de um, menos de, perto de ,entre outras. Verbo concorda com o numeral.

    d) são 16 de outubro;

    Indicação de data, verbo concorda com o predicativo

     e) participaram do congresso um e outro professor.

    Sujeito constituído pelas expressões um e outro e um nem outro, verbo fica no dingular ou no plural

     


ID
1762
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
BNDES
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os adjetivos mostram qualidades, características ou especificações dos substantivos;
a alternativa abaixo em que o termo em negrito NÃO funciona como adjetivo é:

Alternativas
Comentários
  • ...de dificuldade: complemento nominal;

    ex: " Tinha a sensação?    de dificuldade"

  • Resposta letra b: A expressão "de dificuldade" completa o sentido do nome sensação, logo é complemento nominal.

    A letra C é uma oração subordinada adjetiva (corresponde a um adjetivo).
    Nas letras A, D e E o que está em negrito qualifica um substantivo, por isso funcionam como adjetivos.
  • Só um completo a resposta da Pri:

    Na A, D e E a palavra difícil não só funciona como é um adjetivo e em dificílima há o grau superlativo absoluto sintético --> difícil + ílimo (a) = dificílima.
    Meu receio é que, às vezes Pri,  poderíamos confundir com locução adjetiva em que substantivos funcionam como adjetivo, caracterizando o substantivo. 
  • Complementando
    O sufixo DADE  indica a transformação de um adjetivo em substantivo

  • Por que não é Adjunto Adnominal?...sensação é um substantivo abstrato então pode ser Complemento Nominal ou Adjunto Adnominal, dependendo se o termo preposicionado, no caso, de dificuldade é um termo agente ou paciente..isso que eu não consegui definir???? alguém ajuda?

  • GABARITO: LETRA B

    sensação de dificuldade:

    ------> uma forma de caracterizar o complemento nominal é o valor passivo: a dificuldade é sentida (está sofrendo a ação, logo temos um complemento nominal), para ficar mais claro:

    Amor à mãe: a mão é amada (sofre a ação, complemento nominal);

    Amor da mãe: (valor possessivo, valor ativo: A mãe ama ---> realiza a ação).

    Força, guerreiros(As)!!

  • "de dificuldade" não está mostrando qualidades, características ou especificações de "sensações", logo, não pode funcionar como um adjetivo.

    Pra matar a questão basta entender que: não é a sensação que é dificultosa.

  • O sentido da sensação é completado, logo é um complemento nominal.

    LETRA B

    APMBB


ID
2047
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Amazônia (1989)

Roberto Carlos - Erasmo Carlos
Tanto amor perdido no mundo
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Sangue verde derramado
O solo manchado;
Feridas na selva
A lei do machado
Avalanches de desatinos
Numa ambição desmedida
Absurdos contra os destinos
De tantas fontes de vida
Quanta falta de juízo
Tolices fatais;
Quem desmata, mata
Não sabe o que faz [...]
Desde os anos 70, muito antes de o tema "ecologia" entrar
na moda por aqui, Roberto Carlos já abordava o assunto, em
canções como O Progresso. Na década de 80 foi a vez de As
Baleias
e Amazônia, ambas em torno da preservação ambiental.
Nesta canção, ele chama a atenção para a destruição
da maior reserva natural da Terra, que cobre grande parte do
território brasileiro.

(Adaptado de Roberto Carlos Braga II, Na poltrona, Revista de
bordo do Grupo Itapemirim, ano 6, no 67, janeiro 2005, p. 60)

Roberto Carlos já abordava o assunto ... (2a linha)

A frase em que o verbo exige o mesmo tipo de complemento que o do verbo grifado acima é:

Alternativas
Comentários
  • QUEM ABORDA, ABORDA ALGUMA COISA OU ALGUÉM.
    QUEM PERDE, PERDE ALGUMA COISA OU ALGUÉM.
    ASSIM, AMBOS OS VERBOS SÃO TRANSITIVO DIRETO, POIS SEU COMPLEMENTE NÃO EXIGE PREPOSIÇÃO.

  • recapitulando, a primeira alternativa nao esta correta pois e um verbo de ligacao, e nao um verbo transitivo direto.
    Se eu estiver errado, corrijam-me por favor
  • Vamos lá

    Roberto Carlos já abordava o assunto. O verbo sublinhado é um VTD, o assunto é o seu objeto direto.


    a) A defesa da floresta é o objetivo de várias entidades, tanto do governo quanto da sociedade. ( Verbo de ligação )


     b) Grupos de ambientalistas, preocupados com a devastação da floresta, investiram na educação dos moradores.( VTI )


     c) As notícias sobre derrubada da floresta chegam diariamente à imprensa falada e escrita. ( VI ) diariamente é um adj. adverbial de tempo.


     d) Resposta correta.


     e) O combate à destruição de árvores depende da mobilização de toda a sociedade. ( VTI )




  • enunciado apresenta um verbo transitivo direto

     

    Letra D é a unica alternativa que apresenta enunciado com Verbo Transitivo Direto

  • GABARITO: D

     

    Abordava =VTD

    Perde       =VTD 

     

    Quem aborda, aborda alguma coisa.

    Quem perde, perde alguma coisa.

  • Abordava o quê? 

    R: o assunto (objeto direto)

    Perde o quê! 

    R: enormes áreas de vegetação à cada ano ( objeto direto)

  • d-

    ABORDAR E PERDER = VERBOO TRANSITIVO DIRETO

  • Não sei se estou mais surpreso por ter acertado ou por não ter um comentário do Arthur.

  • D) verbo transitivo direto.
  • Roberto Carlos já ABORDAVA o assunto 

    DICA: pergunte ao verbo, abordava o quê?

    OBJETO DIRETO: o assunto

    "Apesar do controle governamental, a Amazônia PERDE enormes áreas de vegetação a cada ano."

    DICA: pergunte ao verbo, perde o quê?

    OBJETO DIRETO: enormes áreas de vegetação

    CUIDADO: "a cada ano" é um Adjunto Adverbial, e não objeto do verbo.


ID
2062
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: Para responder às questões de números 5 a 9, assinale,
na folha de respostas, a letra da alternativa
que preenche corretamente as lacunas da frase
apresentada.

Fiscais ...... motoristas de caminhão que ...... transportando madeira, por não ...... os documentos necessários.

Alternativas
Comentários
  • letra A Fiscais detiveram motoristas de caminhão que estavam transportando madeira, por não apresentarem os documentos necessários.


     

  • Detiveram - estavam - apresentarem

    Reposta Letra A

    Bons Estudos Pessoal !!

     

    Paulo.

  • Gabarito. A.

    o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa .

  • Fiscais DETIVERAM motoristas de caminhão que ESTAVAM transportando madeira, por não APRESENTAREM os documentos necessários.

    De acordo com a regra da concordância verbal, o verbo deve concordar sempre com o sujeito.

    1) A palavra "Deteram" não existe, a forma correta do verbo "deter" na 3° pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo é "detiveram";

    2) "(...) que estavam (...)", esse "que" é um pronome relativo, ou seja, retoma algum termo (no caso: motoristas de caminhão). Dessa forma, o sujeito de "estavam" é "motoristas de caminhão", no plural, pois o núcleo do sujeito é "motoristas";

    3) Pela própria interpretação do texto, quem não apresentou os documentos foram os motoristas de caminhão, desse modo, o verbo "apresentarem" também concorda com o sujeito "motoristas de caminhão".

    ALTERNATIVA: A

  • GABARITO: A

    o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa .


ID
2065
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: Para responder às questões de números 5 a 9, assinale,
na folha de respostas, a letra da alternativa
que preenche corretamente as lacunas da frase
apresentada.

Ainda ...... bastante ...... os índices de devastação da floresta amazônica, apesar das medidas de proteção ...... pelas autoridades responsáveis.

Alternativas
Comentários
  • letra C

    Ainda são bastante elevados os índices de devastação da floresta amazônica, apesar das medidas de proteção tomadas pelas autoridades responsáveis.
     

  • Eu fiz por eliminação:

    primeiro eu vi pelo último traço,que so podia ser tomadas porque depois vem a palavra pelas.só nisso eu ja matei 3 alternativas e depois matei pelo o são e elevados.

    Resposta Letra C

    Bons Estudos Pessoal !!

    Paulo.

  • Melhorando os comentarios, "bastante" é um adverbio de intensidade, portanto não precisa concorda com o adjetivo (elevados). "Tomadas" é facil primeiro por concorda com o feminino "pelas", depois por concorda com as autoridades... que esta no plural.
  • Bastante - quando na função de advérbio é INVARIÁVEL.
  • "Ainda SÃO bastante ELEVADOS os índices de devastação da floresta amazônica, apesar das medidas de proteção TOMADAS pelas autoridades responsáveis."

    DICA: os termos sintáticos da frase inicial estão deslocados, vamos organizar pela forma tradicional da análise sintática: sujeito, verbo, predicado.

    "Os índices de devastação da floresta amazônica ...... bastante ........, apesar das medidas de proteção ........ pelas autoridades responsáveis."

    1) por óbvio, o verbo "ser" deve concordar em número com o núcleo do sujeito "os índices", ou seja, no plural, e como trata-se de um verbo impessoal, será sempre na 3° pessoa, ficando na forma "são".

    2) o adjetivo (concordância nominal) deve concordar em gênero e número com o substantivo, ficando na forma "elevados" que adjetiva "os índices", sendo masculino no plural;

    3) "Tomadas" é um verbo no particípio, assim concorda com o agente da passiva "pelas autoridades responsáveis", ou seja, feminino no plural.

    ALTERNATIVA: C

  • Ainda ...... bastante ...... os índices de devastação da floresta amazônica, apesar das medidas de proteção ...... pelas autoridades responsáveis.

    Os índices de devastação da floresta amazônica ainda são bastante elevados, apesar das medidas de proteção tomadas.

    Gab.C

  • Dica! Sempre que você puder trocar "bastantes" por 300, ele se refere à quantidade e portanto se flexiona.


ID
2068
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: Para responder às questões de números 5 a 9, assinale,
na folha de respostas, a letra da alternativa
que preenche corretamente as lacunas da frase
apresentada.

...... , pelo Governo Federal, unidades de conservação ambiental que ...... o desmatamento, protegendo, assim, a fauna e a flora.

Alternativas
Comentários
  • Foram criadas concorda com unidades.Controlam concorda com unidades.
  • Fiz por eliminação:

    ali está se referindo a UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL então no primeiro espaço só poderia ser FORAM CRIADAS.Aí eu ja matei 3 alternativas ai ficaram a D e E,e depois eu vi pelo o controlam que é o  certo e não controla.

    Portanto, Resposta Letra E

    Bons Estudos Pessoal !!

    Paulo.

  • Unidades de conservação ambiental que CONTROLAM o desmatamento FORAM CRIADAS ...

  • Foram criadAS unidades que controLAM

  • Para entender melhor coloca na ordem direta:

    Unidades de conservação ambiental que controlam o desmatamento, protegendo, assim, a fauna e a flora, foram criadas pelo Governo Federal.


ID
2071
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: Para responder às questões de números 5 a 9, assinale,
na folha de respostas, a letra da alternativa
que preenche corretamente as lacunas da frase
apresentada.

Amazônia é uma canção em que seu autor, atento ...... devastação da floresta, transmite ...... seu público a idéia de respeito ...... natureza.

Alternativas
Comentários
  • Na primeiro espaço tinha que ser a craseado porque devastação é feminino,com isso ja eliminei a A e a B. Depois é o a normal,ai ja eliminei a E. Agora só falta o último,como natureza é feminino tem que ser a craseado.

    Portanto a única alternativa que sobra é a Letra D

    Resposta Letra D

    Bons Estudos Pessoal !!

    Paulo.

  • Atento a alguma coisa, como a devastação aceita o artigo feminino a: atentos à devastação.

     

    a seu público --> não ocorre crase com o pronome possessivo MASCULINO.

    Obs: Nos casos em que o pronome possessivo é femino ocorrerá a crase, facultativamente, se houver um termo regendo a preposição a.

    Ex: Eu dirigi-me (à / a) Andreia.

     

    -respeito à natureza.

    Poderiamos usar o critério prático: respeito ao meio ambiente.



  •  Fonte: http://miscelaneaconcursos.blogspot.com.br
  • Questão desatualizada. Acredito que ainda não está sendo exigido somente o uso pela nova ortografia, mas, tudo que está atualizado já usa IDEIA sem acento.
  • Antes de pronome possessivo a crase não é facultativa ?

  • Antes de PRONOME POSSESSIVO "FEMININO" A CRASE É FACULTATIVA.

  • GABARITO: LETRA D

    Os casos proibidos, obrigatórios e facultativos:

    Casos proibidos:

    • Palavras masculinas (ele fazia menção a dissídio trabalhista)

    • Palavras com sentido indefinido (o homem não assistia a filmes medíocres)

    • Verbos (os meninos estavam dispostos a estudar)

    • Pronomes pessoais, de tratamento e interrogativos (a Sua Excelência, dirigimos um comunicado)

    • Em expressões com palavras repetidas (cara a cara, dia a dia)

    • Topônimos (nomes de lugares) que não admitem artigo (João viajará a São Paulo). Cuidado: se for um lugar específico, haverá crase (João viajará à São Paulo de sua infância - "de sua infância" está especificando)

    • Palavra "casa" no sentido de própria residência (o menino voltou a casa para buscar sua carteira). Cuidado: se for casa de outra pessoa, haverá crase (o menino foi à casa de Mariana)

    • Palavra "terra" no sentido de solo (muitos virão a terra após navegar)

    Casos obrigatórios:

    • Locução adverbial feminina (à vista, à noite, à esquerda)

    • Expressão masculina ou feminina com o sentido de "à moda de" (gol à Pelé, cabelos à Sanção)

    • Locução prepositiva (à vista de, à beira de, à mercê de)

    • Locução conjuntiva proporcional (à medida que e à proporção que)

    • Para evitar ambiguidade (ama à mãe a filha e ama a mãe à filha - a crase indica quem é a pessoa amada)

    • Palavras "madame", "senhora" e "senhorita" (enviaremos uma carta à senhorita)

    • Palavra "distância", quando ela estiver determinada (o acidente se deu à distância de 100 metros)

    Casos facultativos:

    • Após a preposição "até" (caminharemos até a/à sala do diretor)

    • Pronome possessivo feminino (ninguém fara menção a/à sua citação)

    • Substantivo feminino próprio (houve uma homenagem a/à Cecília)

    • Palavra "dona" (enviamos a correspondência a/à dona Nádia)

    FONTE: QC

  • a devastação pode ser substituído por ao desmatamento, logo, leva crase. Nap se usa crase antes de pronome possessivo, a natureza pode ser substituído por ao meio ambiente, logo, leva crase.
  • Casos proibidos de crase:

    É proibido inserir crase antes de preposição, artigo, verbo, palavra masculina, pronomes, a palavra "que", a + plural e palavras iguais.

    Para = preposição

    Um = artigo

    Homem = palavra masculina

    Que

    Diga = verbo

    Tudo = pronomes

    A mulheres = a + plural

    Cara a cara = palavras iguais.

  • Uso facultativo da crase:

    Diante de Pronomes Possessivos Femininos tem que classificar o pronome possessivo em:

    Pronomes Possessivos Femininos Adjetivos no Singular => é aquele que acompanha o nome escrito => A crase é facultativa.

    Pronome Possessivo Substantivo => substitui o nome => crase obrigatória.


ID
2248
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
TRE-RJ
Ano
2001
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO . OS COITADINHOS
Clóvis Rossi . Folha de São Paulo, 25/02/01

SÃO PAULO . Anestesiada e derrotada, a sociedade
nem está percebendo a enorme inversão de valores em
curso. Parece aceitar como normal que um grupo de
criminosos estenda faixas pela cidade e nelas fale de paz.
Que paz? Não foram esses mesmos adoráveis
senhores que decapitaram ou mandaram decapitar seus
próprios companheiros de comunidade durante as
recentes rebeliões?
A sociedade ouve em silêncio o juiz titular da Vara
de Execuções Penais, Otávio Augusto Barros Filho,
dizer que não vai resolver nada a transferência e
isolamento dos líderes do PCC (Primeiro Comando da
Capital ou Partido do Crime).
Digamos que não resolva. Qual é a alternativa
oferecida pelo juiz? Libertá-los todos? Devolvê-los aos
presídios dos quais gerenciam livremente seus negócios
e determinam quem deve viver e quem deve morrer?
Vamos, por um momento que seja, cair na real:
os presos, por mais hediondos que tenham sido seus
crimes, merecem, sim, tratamento digno e humano. Mas
não merecem um micrograma que seja de privilégios,
entre eles o de determinar onde cada um deles fica preso.
Há um coro, embora surdo, que tenta retratar
criminosos como coitadinhos, vítimas do sistema.
Calma lá. Coitadinhos e vítimas do sistema, aqui, são
os milhões de brasileiros que sobrevivem com salários
obscenamente baixos (ou sem salário algum) e, não
obstante, mantêm-se teimosamente honestos.
Coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente,
aqui, são os parentes dos abatidos pela violência,
condenados à prisão perpétua que é a dor pela perda
de alguém querido, ao passo que o criminoso não fica
mais que 30 anos na cadeia.

Parafraseando Millôr Fernandes: ou restaure-se
a dignidade para todos, principalmente para os coitadinhos
de verdade, ou nos rendamos de uma vez à Crime
Incorporation.

O segmento do texto que apresenta um sujeito posposto ao verbo é:

Alternativas
Comentários
  •  D)  "Coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente, aqui, são os parentes dos abatidos pela violência..."

             Verbo: são

             Sujeito: os parentes dos abatidos pela violêcia.

     

            Colocando-se o sujeito antes do verbo fica assim:

            Aqui, os parentes dos abatidos pela violência são coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente.

  • a letra c esta errada pois, Ha e um verbo impessoal, e logo nao ha sujeito da frase. Creio que esta alternativa tenha pegado muita gente.
  • Alguém poderia indicar o erro da letra "B". O sujeito não seria " um grupo de criminosos" e o verbo "Aceitar" aparece antes do sujeito.




    Ajuda.
  • Excelente aula!

  • d) "Coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente, aqui, são os parentes dos abatidos pela violência..."; 


    Se trocarmos a ordem:


    Os parentes dos abatidos pela violência são coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente.



  • d) ANESTESIADA e DERROTADA é predicado "a sociedade" nesta questão é o sujeito, e depois dela não interessa, pois já não foi precedida por verbo.

  • @Catia Cilene: grupo de criminosos é sujeito de estendam. O sujeito de parece aceitar é sociedade, e aparece no início do parágrafo.

  • A) Errado . '' A sociedade '' sujeito da locução '' está percebendo''

    B) Errado . O sujeito de ''parece aceitar '' não está no trecho

    C) Errado . Verbo haver com sentido de existir é impessoal , sendo uma oração sem sujeito

    D) Correto . O sujeito do verbo '' são'' é o trecho '' os parentes dos batidos .. '' , sendo que '' coitadinhhos e vítima ..'' seria o predicativo do sujeito

    E)  Errado . O sujeito de ''MERECEM '' não está no trecho


ID
2398
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO I

Pronto para outra?
Ricardo Freire

          Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
emprego.
          Além do que, planejar uma viagem com antecedência
é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
          Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
divertida preparação.
          É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
"enredo" de sua próxima viagem.
          Tire os meses seguintes para encomendar guias e
colecionar as informações que caírem em sua mão -
revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis.
          Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
não merece ser visto.
          Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
a apoteose.

Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

"mas é o grand finale de um ano inteiro de divertida preparação" (l. 19). A palavra que inicia essa passagem pode ser substituída, sem alterar o sentido e a estrutura do texto, apenas por:

Alternativas
Comentários
  • Sempre tem que ir ao texto!

    Vejamos!

    "o Carnaval em si dura pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de divertida preparação"

    mas : carrega idéia de oposição, ressalva entre as orações.

    a) no entanto; CERTA. idéia de oposição, ressalva.

    b) apesar de; ERRADA. idéia de concessão.

    c) embora; ERRADA. idéia de concessão.

    d) de modo que; ERRADA. idéia de consecução.

    e) porque. ERRADA. idéia de causa, explicação.

    []s

  • Quadro das Principais Conjunções e Locuções Conjuncionais Subordinativas
    DESIGNAÇÃO CONJUNÇÕES LOCUÇÕES
    Temporais
    (indicam tempo)
    quando, enquanto, apenas, mal, como,
    que (=desde que)
    antes que, depois que, logo que, assim que, desde que, até que, primeiro que, sempre que, todas as vezes que, tanto que, à medida que, ao passo que
    Causais
    (indicam a causa ou o motivo)
    porque, pois, porquanto, que (=porque), como(=porque) visto que, já que, por isso que, pois que, uma vez que
    Finais
    (designam o fim)
    que (=para que) a fim de que, para que, por que
    Condicionais
    (exprimem uma condição)
    se, caso a não ser que, desde que, no caso que, contanto que, na condição de, salvo se, se não, sem que, dado que, a menos que, excepto se
    Integrantes
    (que integram ou completam)
    que, se  
    Comparativas
    (estabelecem uma comparação)
    Como, segundo, conforme, que, qual (antecedida de tal) Como…assim, assim como… assim, assim como… assim também, bem como, que nem, segundo... assim, consoante… assim, conforme… assim, tão/tanto… como, como se, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor, pior)
    Consecutivas
    (exprimem consequência)
    Que (combinada com tal, tanto,  tanto, tão ou tamanho, de tal maneira, de tal modo, de tal sorte presentes ou latentes na oração anterior)  
    Concessivas
    (apresentam facto contrário à acção principal, mas incapaz de impedi-la)
    Embora, conquanto,
    que ( =ainda que)
    Ainda que, posto que, mesmo que, se bem que, por mais que, por menos que, apesar de (que), nem que
    Relativas Explicativas que Obs.:Delimitadas por vírgula
    Restritivas Obs.: não são assinaladas por vírgulas, mudam o sentido à frase
    Reduzidas De infinitivo Sempre assinaladas por vírgula e são caracterizadas pelos verbos.
    Exemplos:
    Antes de chegar, telefonou ao irmão.
    Feitas as contas, ainda lhe sobrava muito dinheiro.
    Andando pela rua, encontrei uma moeda.
    De particípio
    De gerúndio

ID
2404
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO I

Pronto para outra?
Ricardo Freire

          Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
emprego.
          Além do que, planejar uma viagem com antecedência
é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
          Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
divertida preparação.
          É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
"enredo" de sua próxima viagem.
          Tire os meses seguintes para encomendar guias e
colecionar as informações que caírem em sua mão -
revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis.
          Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
não merece ser visto.
          Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
a apoteose.

Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

 "Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande viagem ao preparo de um desfile" (l. 16). Nesse segmento, por três vezes se emprega a preposição DE. Na última delas, é empregado para introduzir um termo que desempenha sintaticamente a mesma função do termo destacado em:

Alternativas
Comentários
  • *a) "Você volta das férias," (l. 2);  adjunto adverbial


    * b) "...receber a conta do cartão de crédito." (l. 4); adjunto adnominal

    * c) "Nem sintoma de descaso pelo trabalho." (l. 7); complemento nominal (resposta certa )

    * d) "...planejar uma viagem com antecedência,..." (l. 11); adjunto adverbial

    * e) "...um desfile de escola de samba,..." (l. 17). adjunto adnominal

  • Preparo é nome ? Se alguém puder me explicar me mande nos meus recados .
  • Também não entendi. Alguém pode explicar???
    Mande nos meus recados!
  • Preparo e nome sim, tanto que recebeu artigo que esta contraido com a preposiçao a >>>>  " aO preparo "

    espero ter ajudado..... abraços...
  • Olá, pessoal. Preparo é substantivo abstrato. Complemento Nominal pode se referir a: adjetivo, advérbio e susbtantivo abstrato e tem sentido passivo.








  • Diferença entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal

    Primeiro Passo: Há preposição?

    SIM

    NÃO

    Segundo Passo

    ADJUNTO ADNOMINAL

    Segundo Passo: Qual é o antecedente?

    Subs. Concreto

    Subs. Abstrato

    Adjetivo

    Advérbio

    Adj. Adnominal

    Terceiro passo

    CN

    CN

    Terceiro Passo: Qual a natureza do termo?

    Agente (pratica ação)

    Paciente (sofre ação)

    Adj. Adnomina

    CN

  • Gente, descaso é um substantivo abstrato (pode ser AA ou CN), ENTÃO modifica por um substantivo equivalente ´´DESPRESO´´.

    despreso pelo trabalho (é o mesmo que despresar o trabalho) logo é uma relação COMPLETIVO, um CN.

    resposta C
  • O que seria "despreso"?
    O cara que foi solto da cadeia?
  • "Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande viagem ao preparo de um desfile"

    preparo = substantivo abstrato ; um desfile sofre a ação de ser preparado, logo de um desfile é complemento nominal.

    a) adjunto adverbial de lugar virtual

    b) adjunto adnominal, pois cartão é substantivo concreto

    c) complemento nominal

    d) adjunto adverbial de modo

    e) adjunto adnominal, pois escola é substantivo concreto

  • Sem dúvida, o melhor professor de informática que já vi! Parabéns Frank 

  • Parabéns Professor!! Ótimas aulas e excelente professor!

  • PREPARO (substantivo abstrato) DE UM DESFILE (PACIENTE) - CN 

    substantivo abstrato -deriva de verbo, no caso , preparo deriva do verbo preparar.

    desfile (sofre a ação) - não age - paciente - complemento nominal 

     a) "Você volta das férias," (l. 2); (ligado a verbo não será complemento nominal) 

     b) "...receber a conta do cartão de crédito." (l. 4); cartão - substantivo concreto - adj. adn

     c) "Nem sintoma de descaso pelo trabalho." (l. 7); descaso - substantivo abstrato (sentimento) -   pelo trabalho (paciente - cn)  - é a resposta

     d) "...planejar uma viagem com antecedência,..." (l. 11); viagem - substantivo concreto- adj. adn

     e) "...um desfile de escola de samba,..." (l. 17). escola - substantivo concreto - adj. adj. 

     

    RESPOSTA LETRA C 

  • Em outras palavras, a questão busca um termo que exerce função de complemento nominal

     

    a) é um adjunto adverbial ("voltar" é um verbo intransitivo e admite complemento apenas de ordem circunstancial, ou seja, advérbios);

    b) é um adjunto adnominal (o termo especifica um substantivo concreto);

    d) é um adjunto adverbial de modo;

    e) é um adjunto adnominal (o termo especifica um substantivo concreto);

     

    Quem escolheu a busca não pode recusar a travessia - Guimarães Rosa

    ------------------- 

    Gabarito: C

  • pessoal peca o comentario do professor, vi alguns comentarios que podem induzir a erro

  • Tenha em mente que o Adjunto Adnominal será um termo CARACTERIZANTE de um substantivo (abstrato), adjetivo ou adverbio, já o Complemento será um termo regido CLASSIFICANTE de um substantivo (concreto ou abstrato). Se mesmo assim gerar duvidas é só identificar quem é o agente (CN) ou paciente (ADJ. ADN.) no termo.


ID
2416
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO I

Pronto para outra?
Ricardo Freire

          Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
emprego.
          Além do que, planejar uma viagem com antecedência
é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
          Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
divertida preparação.
          É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
"enredo" de sua próxima viagem.
          Tire os meses seguintes para encomendar guias e
colecionar as informações que caírem em sua mão -
revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis.
          Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
não merece ser visto.
          Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
a apoteose.

Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

Em "Você volta de férias, tenta se adaptar de novo à rotina e já pressente as surpresas" (l. 2), ocorre o emprego do acento de crase. Nessa passagem, ele se explica a partir da regra que trata do caso em que a preposição está:

Alternativas
Comentários
  • RESPOSTA CERTA: C

    PREP.+ ARTIGO FEMININO NO SINGULAR.
  • Excelente aula!Parabéns!

  • GABARITO: LETRA C

    ACRESCENTANDO:

    Os casos proibidos, obrigatórios e facultativos:

    Casos proibidos:

    • Palavras masculinas (ele fazia menção a dissídio trabalhista)

    • Palavras com sentido indefinido (o homem não assistia a filmes medíocres)

    • Verbos (os meninos estavam dispostos a estudar)

    • Pronomes pessoais, de tratamento e interrogativos (a Sua Excelência, dirigimos um comunicado)

    • Em expressões com palavras repetidas (cara a cara, dia a dia)

    • Topônimos (nomes de lugares) que não admitem artigo (João viajará a São Paulo). Cuidado: se for um lugar específico, haverá crase (João viajará à São Paulo de sua infância - "de sua infância" está especificando)

    • Palavra "casa" no sentido de própria residência (o menino voltou a casa para buscar sua carteira). Cuidado: se for casa de outra pessoa, haverá crase (o menino foi à casa de Mariana)

    • Palavra "terra" no sentido de solo (muitos virão a terra após navegar)

    Casos obrigatórios:

    • Locução adverbial feminina (à vista, à noite, à esquerda)

    • Expressão masculina ou feminina com o sentido de "à moda de" (gol à Pelé, cabelos à Sanção)

    • Locução prepositiva (à vista de, à beira de, à mercê de)

    • Locução conjuntiva proporcional (à medida que e à proporção que)

    • Para evitar ambiguidade (ama à mãe a filha e ama a mãe à filha - a crase indica quem é a pessoa amada)

    • Palavras "madame", "senhora" e "senhorita" (enviaremos uma carta à senhorita)

    • Palavra "distância", quando ela estiver determinada (o acidente se deu à distância de 100 metros)

    Casos facultativos:

    • Após a preposição "até" (caminharemos até a/à sala do diretor)

    • Pronome possessivo feminino (ninguém fara menção a/à sua citação)

    • Substantivo feminino próprio (houve uma homenagem a/à Cecília)

    • Palavra "dona" (enviamos a correspondência a/à dona Nádia)

    FONTE: QC

    1. nunca pode ser sozinha, pois decorre de uma fusão
    2. não usa seguida de pronome demonstrativo
  • Atente-se aos casos proibidos de crase:

    É proibido inserir crase antes de preposição, artigo, verbo, palavra masculina, pronomes, a palavra "que", a + plural e palavras iguais.

    Para = preposição

    Um = artigo

    Homem = palavra masculina

    Que

    Diga = verbo

    Algo = pronomes

    A mulheres = a + plural

    Cara a cara = palavras iguais.


ID
2431
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso - tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de dois dias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

A conjunção E, empregada na passagem "avistamos Alcatrazes relativamente próximos e bastou chegar um pouco mais perto" (l.4), auxilia na construção de uma idéia de:

Alternativas
Comentários
  • Mas o "e" não é uma conjunção aditiva?
  • Não é contraposição mesmo !!! Repare que no texto ele vem seguido de vírgula e faz parte da próxima oração e não desta citada no enunciado.
    Essas bancas ...  
  • Tirando a oração intercalada pelas vírgulas temos:   Com a visibilidade prejudicada " E/ENTRETANTO/PORÉM....."  bastou chegar um pouco mais perto para esquecermos qualquer mal estar-
     Assim ficou mais fácil para visualizar.
  • Duas formas de "matar" essa questão...

    Não se prendam apenas ao fragmento destacado. Vá ao texto, desde o início, e verá a nítida ideia de contraposição:

    "O balanço do barco, o mar instável e a chuva
    puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
    durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
    prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
    próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
    esquecermos qualquer mal estar
    "

    Esquecer "qualquer mal estar" se contrapõe a ideia de "parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo".

    E para corroborar a ideia, pode-se utilizar mais um método:

    "avistamos Alcatrazes relativamente próximos e bastou chegar um pouco mais perto"

    O fragmento mostrado não possui natureza de subordinação, logo não poderia ser causa, comparação e finalidade. As únicas que sobram é contraposição e alternância. Como alternância você sempre utilizará o "ou", matamos por eliminação.
  • Se é conjunção adversativa não deveria vir antecedida de vírgula ? 

  • não concordo com os comentários pois há um ponto final entre as orações o qual encerra o período . Se a banca queria analisar o primeiro parágrafo como um todo que ela coloca-se assim:

    A conjunção E, empregada no primeiro parágrafo auxilia na construção de uma ideia de:

    analisando o enunciado da questão está bem claro que é para fazer a análise na oração destacada pelo enunciado e não do primeiro paragrafo

  • pode-se substituir o "E" por "MAS".

  • Correta, B

    Típica questão em que é de extrema importância voltar ao texto e reler o trecho completo, vejamos:

    "Com a visibilidade prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por completo(...)".

    Com a visibilidade prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente próximos, MAS / ENTRETANTO / TODAVIA bastou chegar um pouco mais perto para esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por completo(...).

    Logo, assertiva correta, letra B.

    Pertenceremos !!!


ID
2452
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso - tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de dois dias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

Em "e são necessárias seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o bote" (l. 21), a posição do sujeito em relação ao verbo é a mesma que se encontra em:

Alternativas
Comentários
  •  No enunciado, o sujeito está posposto ao verbo.Fica fácil observar quando escrevemos:Seguidas aproximações(...)são necessárias.

    Na opção A(que é a resposta), acontece o mesmo.Reescrevendo:Quando Setembro entrar...

    Gabarito:A

    Em todas as outras opções o sujeito está anteposto ao verbo...

  • Alternativa A, sujeito posposto ao verbo, como no enunciado.

    A única que poderia levantar alguma dúvida era a letra C, onde temos uma inversão, em que a oração principal vem depois da subordinada. Passando pra ordem direta ficaria: 

    Eu preciso de você e desse amor (or. princial), como uma abelha necessita de uma flor (or. subord. Adv. comparativa)

    Porém, o enunciado deixa claro que a questão trata sobre sujeito posposto.
  •  Alguém também entende que a letra D poderia ser considerada como sujeito posposto ao verbo ? Tenho ouvido muitos discos é voz passiva.. sujeito paciente...
  • Thiago, acho q na letra D o sujeito está na ordem certinha, só q ele está oculto (sujeito = EU). Seria: Eu tenho ouvido.....

    Hoje, já ñ há mais essa classificação de sujeito oculto ou elíptico. Os autores falam em Sujeito Simples.

    Espero ter colaborado.

    Bons estudos! Não desanimem!
  • Pessoal,

                  Estas inversões complicam a análise sintática, mas não podemos esquecer que o verbo concorda com o sujeito em número (singular e plural).

                   Desta forma, a ordem correta ficaria:
    "Não há praia ou cais e seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o bote são necessárias apenas para descer a carga de uma viagem."

    Conhecimento + dedicação + equilíbrio = sucesso.
  • Muito boa aula, estou aguardando o restante :D

  • Em breve completaremos todo o tópico dos servidores, Silvana! Abraço!
  • Professor Denis o sr é muito bom com suas explicações, mas aquela bolinha ali embaixo onde o sr troca as cores atrapalha para copiar os textos.

    Giani

  • Ola Prof Denis...concordo com Giani Costa...Uma sugestão seria colocar o cursor/ no canto superior esquerdo. Acho que atrapalharia menos o texto.

    Suas aulas são dinâmicas e de fácil entendimento, explicações com exemplos do cotidiano! Muito bom!!

    Obrigada pela atenção,

    Marilia

  • Não estou conseguindo assistir as estas aulas .

  • Basta buscar a frase com ordem inversa: Sujeito+Verbo+Complemento(ordem normal)

    musica boa:

    O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai, de Jorge Aragão, kkkk.



  • Estam na ordem inversa como no exemplo:

    "Quando entrar  SETEMBRO e a boa nova andar nos campos"

                       v           Sujeito

  • PQP, eu não acredito que errei esta questão só porque não vi que há dois verbos na letra A, ou seja, há dois sujeitos: "Quando entrar Setembro" (sujeito posposto ao verbo, como no exemplo dado pelo enunciado). Eu só olhei o segundo sujeito: "a boa nova andar nos campos" (sujeito anteposto ao verbo, como nas demais alternativas).

    Por que eu só entendo a questão depois que já errei??? Buááááááa´´aá´´aááá´´aáá!


ID
2461
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso - tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de dois dias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

O emprego do travessão em "O desembarque é moroso - tudo precisa ser transferido para um bote de borracha com motor de popa" (l. 18) é uma alternativa de construção que dispensa o uso do conectivo entre as duas orações. No entanto, o autor poderia ter utilizado uma conjunção em lugar do travessão. Assinale a única alternativa em que a nova redação NÃO mantém coerência com o trecho transcrito:

Alternativas
Comentários
  • As pessoas confundem muito "posto que" com "já que" (inclusive eu!), mas na verdade o "posto que" possui uma idéia de adversidade, vejamos:
    Posto que = ainda que, se bem que, conquanto, embora, mesmo que


  • POSTO QUE = introduz uma oração concessiva, o que altera o sentido de justificativa da frase.Mas o POSTO QUE pode ter o valor de causa: Ex: "Eu possa dizer do meu amor (que tive) Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure"
  • Alguém poderia explicar por que não poderia ser a letra D a resposta? Pelo que eu saiba, a conjunção E é utilizada para adversativas e aditivas .. 41
  • Letra B
    • Já que= Conjunção Subordinativa Causal. Subordina uma oração a outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, a qual se subordina.
    Exemplo: Os balões sobem já que são mais leves que o ar.
    • Posto que= Conjunção Subordinativa Concessiva. Conjunção que, iniciando uma oração subordinada, se refere a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de uma das ocorrências.
    Exemplo: Acompanhou a multidão, posto que o tenha feito contra sua vontade;
  • Thiago Cantídio

    N
    ão há perda de coerência na alternativa "D".

    O elaborador tentou enganar o candidato fazendo-o pensar que se tratava de uma oração adversativa, visto que havia uma vírgula antes da conjunção "E".

    Mas observe que a vírgula apenas separa orações com sujeitos diferentes.

  • Pessoal, essa questão requer somente atenção!

    b) O desembarque é moroso, posto que tudo PRECISE ser transferido para um bote de borracha com motor de popa.

    É importante prestar atenção na concordância verbal de TODAS as questões. Como está no próprio texto (enunciado da questão), o correto seria "PRECISA".
  • conforme o colega logo acima comentou... o erro nao esta no elemento coesivo "posto que", esta no verbo "precisar"... pois o que torna a assertiva errada é nao ter coesão na frase. A questão nao quer manter o sentido da frase original, que apenas que a nova frase tenha coesão! assim entendi!
  • Pessoal, atenção:

    POSTO QUE é locução usada no sentido CONCESSIVO, ou seja, sinônimo de ainda que; se bem que; embora; apesar de. Substituam o "posto que" da frase por essas outras conjunções concessivas e verão que a frase perde totalmente o sentido original.

    É comum o POSTO QUE cair em prova pq o Vinícius de Moraes fez o 'favor' de distorcer o sentido da conjunção no Soneto da Fidelidade ("Que não seja imortal, posto que é chama..."), utilizando-a como explicativa. Nada a ver.




ID
2464
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso - tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de dois dias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

"Não há praia ou cais..." (l. 21). O verbo utilizado nesse trecho obedece ao mesmo caso de concordância de:

Alternativas
Comentários
  • "Mesmos casos" abordados pela questão, referem-se aos:

    Verbos Impessoais que concordam na 3ª pessoa do singular.
    HAVER: no sentido de existir.
    FAZER: no sentido de tempo decorrido.

    Nestes casos não há sujeito nas orações.

    RESPOSTA: "B".
  • letra b.

    o caso "não há praia ou cais" é de verbo impessoal. haver no sentido de existir é impessoal, não tem sujeito.

    a- o verbo HAVER não é impessoal, pois nao esta no sentido de existir....ele se modificaria: hão de existir novas chances.
    b- resposta. verbo fazer com sentido de tempo decorrido.
    c- tem sujeito. o relógio
    d-concorda com vinte casos
    e- concordancia grande parte voltou
  • Ele pede o mesmo caso de concordância. Não há sujeito, no entanto,  na frase da linha 21. Logo não concordância, o verbo permanece invariável.

    Trata-se de um verbo impessoal.

    Sujeitos das frases.

    Uma nova chance...
    Verbo haver funciona como auxiliar, não pode ser, então, impessoal.

    O relógio....


    Perto de vinte casos....


    Grande parte....
  • O verbo haver é impessoal quando tem sentido de existir e também de tempo decorrido.

    Exemplo: Havia uma cadeira vaga na sala de aula.

    uma semana que não vejo minha irmã.

    O verbo fazer é impessoal quando indica tempo decorrido ou fenômeno natural.

    Exemplos: Faz sete dias que não vejo minha irmã.

    Faz muito calor na sala ao lado.


ID
2626
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 apóiam-se no texto
apresentado abaixo.

Rios caudalosos e lagos deslumbrantes, cachoeiras e
corredeiras, cavernas, grutas e paredões. Onças, jacarés, tamanduás,
capivaras, cervos, pintados e tucunarés, emas e
tuiuiús. As maravilhas da geologia, fauna e flora do Brasil Central
reunidas em três ecossistemas únicos no mundo - Pantanal,
Cerrado e Floresta Amazônica
?, poderiam ser uma abundante
fonte de receitas turísticas. Mas não são, e os Estados da
região agradecem.
Para preservar seus delicados santuários ecológicos, o
Centro-Oeste mantém rigorosas políticas de controle do turismo,
com roteiros demarcados e visitação limitada. Assim é feito
em Bonito, município situado na Serra da Bodoquena, cujas
belezas naturais despertaram os fazendeiros para as oportunidades
do turismo.

(Adaptado de O Estado de S. Paulo, Novo mapa do Brasil,
H16, 20 de novembro de 2005)

A concordância está correta na frase:

Alternativas
Comentários
  • A) Alguns proprietários, que perceberam o potencial turístico da região, investiram em projetos voltados para atividades que não prejudiquem o meio ambiente.


    B) As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Central representam um paraíso que não foi feito para o turismo de massas de visitantes.


    C) As visitas a algum santuário ecológico devem ser agendadas com antecedência e feitas  em pequenos grupos de turistas, monitorados por guias treinados.


     D) Romarias religiosas e festas folclóricas servem como atração a grande parte de turistas, que deseja visitar a região Centro-Oeste do Brasil.


     E) O potencial turístico da região central do país abrange atividades variadas, que justificam os novos e múltiplos investimentos no setor.

  • a) Alguns proprietários, que perceberam o potencial turístico da região, investiram em projetos voltados para atividades que não prejudiquem o meio ambiente.
  • Letra A.

    Deus é Soberano !!!

  • a)

    Alguns proprietários, que perceberam o potencial turístico da região, investiram em projetos voltados para atividades que não prejudiquem o meio ambiente.

     b)

    As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Central representaM um paraíso que não foram feitas para o turismo de massas de visitantes.

     c)

    As visitas a algum santuário ecológico deveM ser agendado com antecedência e feitAS em pequenos grupos de turistas, monitorados por guias treinados.

     d)

    Romarias religiosas e festas folclóricas serveM como atração a grande parte de turistas, que deseja visitar a região Centro-Oeste do Brasil.

     e)

    O potencial turístico da região central do país abrange  atividades variadas, que justifica os novos e múltiplos investimentos no setor.

  • Nem parece questão da FCC de tão fácil.


ID
2635
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 apóiam-se no texto
apresentado abaixo.

Rios caudalosos e lagos deslumbrantes, cachoeiras e
corredeiras, cavernas, grutas e paredões. Onças, jacarés, tamanduás,
capivaras, cervos, pintados e tucunarés, emas e
tuiuiús. As maravilhas da geologia, fauna e flora do Brasil Central
reunidas em três ecossistemas únicos no mundo - Pantanal,
Cerrado e Floresta Amazônica
?, poderiam ser uma abundante
fonte de receitas turísticas. Mas não são, e os Estados da
região agradecem.
Para preservar seus delicados santuários ecológicos, o
Centro-Oeste mantém rigorosas políticas de controle do turismo,
com roteiros demarcados e visitação limitada. Assim é feito
em Bonito, município situado na Serra da Bodoquena, cujas
belezas naturais despertaram os fazendeiros para as oportunidades
do turismo.

(Adaptado de O Estado de S. Paulo, Novo mapa do Brasil,
H16, 20 de novembro de 2005)

A cidade de Corumbá, que se situa ...... margens do rio Paraguai e ...... uma distância de 420 quilômetros de Campo Grande, recebe turistas sempre dispostos ...... pescar. As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por

Alternativas
Comentários
  • I) A regencia de situa exige preposiçao (a, em ou entre) portanto existe a preposiçao a mais o artigo as referente a margens.
    II) Nenhum termo exigiu artigo.
    III) A crase é proibida antes de verbos no infinitivo (pescar)
  • " a margem do rio Paraguai" é locução adverbial que indica circunstância de lugar. Recomenda-se o emprego do acento grave nas formadas de "a" + palavra feminina no SINGULAR.

    "uma" é artigo indefinido. Não se usa crase antes de artigo indefinido.

    "pescar" é verbo. Não se usa crase antes de verbo.
  • e ... uma distância de 420 kilômetros

    Neste caso há crase.

    Ex. os bombeiros ficaram a distância do fogo - distância indeterminada.

    Ex. O carro ficou à distância de 100 kilômetros da cidade - distância determinada.

    Gabarito Errado.
  • a uma distância, não tem crase. Se trocarmos por uma palavra masculina,p.ex.:a um ponto; e não ao um ponto. Portanto justifica a ausência de crase.
  • Recomendo o comentário da colega Kémmelly Castro .

     

    às margens --> Locução adverbial feminina

    a uma --> Antes do artigo indefinido não há crase. Isso é devido a uma questão lógica (Como vou poder colocar o artigo feminino definido A?) Se já existe um artigo indefinido. não tem como.

    a pescar --> Antes do verbo não há crase.

  • Julius, perfeito seu comentário. Distância, quando determinada, leva crase.
    Mas a FCC arquitetou um pequeno escorregador ali, botou um artigo indefinido e, como sabemos, esse não leva crase.
  • Segundo Evanildo Bechara, gramática escolar da língua portuguesa, diz que diante da palavra uma no sentido indefinido não ha crase, mas ha o acento antes do numeral uma.


     às margens do rio Paraguai - ( locuçao verbal feminina, ha crase )
     à uma distância de 420 quilômetros - ( uma no sentido definido, ha crase  )
     a pescar - ( não tem crase antes de verbo )

    resposta letra b

  • O verbo pronominal "se situa" rege preposição "a" e o substantivo "margens", de acordo com as alternativas, recebe artigo "as". Assim, há crase obrigatória e se devem eliminar as alternativas (D) e (E).
    Pelo mesmo motivo, ocorre a preposição "a" antes de "uma distância", porém esse substantivo é antecedido de artigo indefinido "uma", o que impede a ocorrência de crase. Eliminam-se as alternativas (B) e (C). Sabe-se, portanto, que a alternativa correta é a (A), mas isso deve ser comprovado.
    Verificando-se que o particípio "dispostos" exige preposição "a", mas o verbo "pescar" não admite artigo, então não há crase; ratificando a alternativa (A) como correta.
    Sucesso a todos!!!

  • Alberto, uma distância é indefinido e não numeral, Você não diz: uma distância, duas distâncias, três distâncias... portanto não há crase, resposta (a)

  • Porraaaaaa, caí na pegadinha do artigo INDEFINIDO(Uma) ali na distância, e isso não se craseia..Pega ratão fooorte!
  • Cai nessa. 

    Fui analisar distância, pulei o artigo feminino uma.

    Putz.

  • GABARITO: LETRA A

    ACRESCENTANDO:

    Principais casos em que não ocorre a crase:

    * Antes de palavra masculina

    * Em locução feminina que indique instrumento (ex: Ela escreveu o texto a caneta)

    * Antes de verbo

    * Entre palavras repetidas que formem uma expressão (ex: cara a cara)

    * Antes de artigo indefinido

    * Quando o A estiver no singular e a palavra posterior estiver no plural

    * Antes dos seguintes pronomes: 

       a) De tratamento (exceções: senhora, senhorita, dona e madame)

       b) Relativos (exceção: à qual, às quais)

       c) Indefinidos (exceção: outra(as))

       d) Demonstrativos (exceções: àquele, àquela, àquilo)

       e) Pessoais

    FONTE: QC

  • Fui com a guarda aberta e cai na pegadinha.

    #disgramada

  • Alguns casos de CRASE PROIBIDA:

    1) Antes de verbos;

    2) Antes do artigo indefinido UMA.

    Só resta a alternativa "A".

  • TEM CRASE

    • AQUELE AQUELA E AQUILO = QUE PODE SER SUBSTITUIDO POR = A ESTE A ESTA E A ISTO
    • PARA INDICAR MODO = "PAGAMOS À VISTA"
    • HORA EXATA
    • DISTÂNCIA EXATA
    • PARALELISMO = "DE 2H A 3H" = "DAS 13H ÀS 16H"

    NÃO CRASE

    • VERBO
    • ARTIGO INDEFINIDO (UMA UMAS)
    • PRONOMES (PESSOAIS, DEMONSTRATIVOS, INDEFINIDO, TRATAMENTO, RELATIVOS)

    OPCIONAL

    • NOME PRÓPRIO FEM.
    • PREPOSIÇÃO "ATÉ"
    • PRONOME POSSESSIVOS FEM. SINGULAR (A SUA, A MINHA)
  • Vou a, volto da, crase há.

    Vou a, volto de, crase pra que?

  • Importante notar que aqui incidem dois casos de proibição ao uso da crase. "... uma distância" (artigo) e "... pescar" (verbo). Observe abaixo.

    Casos proibidos de crase:

    É proibido inserir crase antes de preposição, artigo, verbo, palavra masculina, pronomes, a palavra "que", a + plural e palavras iguais.

    Para = preposição

    Um = artigo

    Homem = palavra masculina

    Que

    Diga = verbo

    Algo = pronomes

    A mulheres = a + plural

    Cara a cara = palavras iguais.


ID
2665
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para responder a esta questão, considere o fragmento, reproduzido abaixo, de um informe publicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

  • QUALIDADE DE VIDA
    Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece
    melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada,
    sem favelas e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso
    do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e
    empreendedores.
A afirmativa INCORRETA, a partir dos elementos aí existentes, é:

Alternativas
Comentários
  • O emprego do pronome possessivo seus ==> não introduz uma dificuldade de sentido no período e está correto, concordando com "moradores e empreendedores".
  • E também jamais poderia ser substituído por sua, pois o pronome nesse caso deve concordar com "moradores e empreendedores", ambas palavras masculinas e no plural
  • Alguém poderia explicar porque a C esta errada???
  • Roberta Bonani o enuciado da questão está se referindo a acertiva incorreta portanto a letra "C" está correta as virgulas separam elementos do mesmo valor no caso uma enumeração. Podemos afirma que a questão errada é a letra "E", só seguir as explicações dos colegas acima.

    Bons Estudos!!!!


  • A) está correta, pois os verbos “oferece” e “registra” são transitivos diretos e seus objetos diretos são, respectivamente: “melhor índice de qualidade de vida” e “alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores”.
    B) está correta, pois se deve notar que o sujeito do verbo “oferece” é o pronome relativo “que”, o qual retoma o vocábulo “uma”, por isso o verbo está no singular. Mas este pronome pode retomar o substantivo “capitais”, por isso o verbo pode concordar também no plural.
    C), as vírgulas ali inseridas fazem parte de uma enumeração, por isso separam elementos de mesmo valor: explicativo.
    D), por haver termo explicativo, a vírgula pode naturalmente ser substituída por travessão, mesmo que este termo esteja antecipado, como neste contexto.
    E), o pronome possessivo “seus” é o adjunto adnominal antecipado de um núcleo composto, por isso ele deve se flexionar de acordo com o primeiro núcleo, por isso não se pode modificar sua flexão.
    Gabarito E
    Fonte: Prof. Décio Terror-Ponto dos Concursos
    Bons estudos


ID
2815
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

"A batalha para alimentar a humanidade acabou.
Centenas de milhões vão morrer nas próximas décadas, apesar
de todos os programas contra a fome", escreveu o biólogo
americano Paul Ehrlich em seu livro A bomba populacional, de
1968. Não era à toa. O número de pessoas no mundo chegava
a assustadores 3,5 bilhões e, de fato, não existia terra suficiente
para alimentar todas elas.


Mas Ehrlich errou. Ele não acreditava que um daqueles
programas contra a fome daria certo. Era a Revolução Verde,
um movimento que começou nos anos 40. O revolucionário ali
foi dotar a agricultura de duas novidades. A primeira foram os
fertilizantes de laboratório. Criados no começo do século XX,
esses compostos químicos permitiam maior crescimento das
plantas, com três nutrientes fundamentais: nitrogênio, potássio e
fósforo. A segunda novidade eram os pesticidas e herbicidas
químicos, capazes de destruir insetos, fungos e outros inimigos
das lavouras com uma eficiência inédita.

E o resultado não poderia ter sido melhor: com essa dupla,
a produtividade das lavouras cresceu exponencialmente.
Tanto que, hoje, dá para alimentar uma pessoa com o que cresce
em 2 mil metros quadrados; antes, eram necessários 20 mil.


A química salvou a humanidade da fome. Mas cobrou
seu preço. Os restos de fertilizantes, por exemplo, tendem a
escapar para rios e lagos próximos às plantações e chegar à
vegetação aquática. As algas se multiplicam a rodo e, quando
finalmente morrem, sua decomposição consome o oxigênio da
água, sufocando os peixes. Com os pesticidas é pior ainda. Eles
não são terríveis só contra os insetos que destroem lavouras,
mas também contra borboletas, pássaros e outras formas de
vida. A biodiversidade ao redor das fazendas fica minguada e,
quando os agricultores exageram na dose, sobram resíduos nos
alimentos, toxinas que causam danos à saúde das pessoas.
Diante disso, muitos consumidores partiram para uma alternativa:
os alimentos orgânicos, que ignoram os pesticidas e
fertilizantes químicos em nome de integrar a lavoura à natureza.

(Adaptado de Ana Gonzaga. Superinteressante, novembro
2006, p.90-92)

... esses compostos químicos permitiam maior crescimento das plantas... (2o parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do verbo grifado acima está na frase:

Alternativas
Comentários
  • letra d. consumir é verbo transitivo direto, não exigindo preposição, igual ao verbo permitir.

  • a) O número de pessoas no mundo chegava(VTI) a assustadores 3,5 bilhões...  b) ... que começou(VI) nos anos 40 (adj. adv tempo).  c) A primeira foram(VL) os fertilizantes de laboratório(predicativo).  d) ... sua decomposição consome (VTD) o oxigênio da água (OD)...  e) Com os pesticidas é (VL)pior ainda (PREDICATIVO DO SUJEITO).

ID
2821
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

"A batalha para alimentar a humanidade acabou.
Centenas de milhões vão morrer nas próximas décadas, apesar
de todos os programas contra a fome", escreveu o biólogo
americano Paul Ehrlich em seu livro A bomba populacional, de
1968. Não era à toa. O número de pessoas no mundo chegava
a assustadores 3,5 bilhões e, de fato, não existia terra suficiente
para alimentar todas elas.


Mas Ehrlich errou. Ele não acreditava que um daqueles
programas contra a fome daria certo. Era a Revolução Verde,
um movimento que começou nos anos 40. O revolucionário ali
foi dotar a agricultura de duas novidades. A primeira foram os
fertilizantes de laboratório. Criados no começo do século XX,
esses compostos químicos permitiam maior crescimento das
plantas, com três nutrientes fundamentais: nitrogênio, potássio e
fósforo. A segunda novidade eram os pesticidas e herbicidas
químicos, capazes de destruir insetos, fungos e outros inimigos
das lavouras com uma eficiência inédita.

E o resultado não poderia ter sido melhor: com essa dupla,
a produtividade das lavouras cresceu exponencialmente.
Tanto que, hoje, dá para alimentar uma pessoa com o que cresce
em 2 mil metros quadrados; antes, eram necessários 20 mil.


A química salvou a humanidade da fome. Mas cobrou
seu preço. Os restos de fertilizantes, por exemplo, tendem a
escapar para rios e lagos próximos às plantações e chegar à
vegetação aquática. As algas se multiplicam a rodo e, quando
finalmente morrem, sua decomposição consome o oxigênio da
água, sufocando os peixes. Com os pesticidas é pior ainda. Eles
não são terríveis só contra os insetos que destroem lavouras,
mas também contra borboletas, pássaros e outras formas de
vida. A biodiversidade ao redor das fazendas fica minguada e,
quando os agricultores exageram na dose, sobram resíduos nos
alimentos, toxinas que causam danos à saúde das pessoas.
Diante disso, muitos consumidores partiram para uma alternativa:
os alimentos orgânicos, que ignoram os pesticidas e
fertilizantes químicos em nome de integrar a lavoura à natureza.

(Adaptado de Ana Gonzaga. Superinteressante, novembro
2006, p.90-92)

Considerando-se ortografia, acentuação gráfica e sinal de crase, a frase inteiramente correta é:

Alternativas
Comentários
  • O CERTO SERIA:

    B) A agricultura orgânica passou a ser vista como algo menos NOCIVO À natureza, o que condiz com a atual CONSCIÊNCIA ecológica.

    C)Ao INVÉS de pesticidas sintéticos no combate ÀS pragas da lavoura, surgiu a noção de se utilizarem predadores vivos, como vespas e joaninhas.


    D) Graças ÀS descobertas biológicas RECENTES, é possível controlar as pragas com INSETOS que impedem sua disseminação nas plantações.


    E) Resíduos tóxicos em alimentos produzidos pelo método CONVENCIONAL podem provocar, desde um simples MAL-estar, até graves doenças.




  • Foi fácil sim! Mais juro a vocês que só reparei nos erros ortográficos na segunda vez que li!

    Fui mais pensando em achar erros de acentuação gráfica ou erro na crase. heheheh...

    Por isso e bom se ler sempre duas ou mais vezes se dispuser te tempo também!
  • Questão com grau de dificuldade baixo. A banca examinadora, TAMBÉM, não é lá tão rígida. FCC.
  • Na letra C ao InveS é com S, mas à ou a pragas está correto, pois o uso de crase antes de substantivo no plural é facultativo.

  • Afonso, a regra da crase é a seguinte. Caso proibido, NÃO se usa crase antes de palavras no plural.
    e a palavra invés é acentudada ( oxítona terminada em E seguida ou não de S ).
    Comentado por Alfonso Rafael há 6 meses.

    Na letra C ao InveS é com S, mas à ou a pragas está correto, pois o uso de crase antes de substantivo no plural é facultativo.

    • a) Na agricultura orgânica, os fertilizantes de laboratório cedem lugar a adubos naturais, tais como esterco e restos de vegetação.
    • b) A agricultura orgânica passou a ser vista como algo menos nossivo a natureza, o que condiz com a atual conciência ecológica.
    • c) Ao invez de pesticidas sintéticos no combate à pragas da lavoura, surgiu a noção de se utilizarem predadores vivos, como vespas e joaninhas.
    • d) Graças as descobertas biológicas ressentes, é possível controlar as pragas com insétos que impedem sua disseminação nas plantações.
    • e) Resíduos tóxicos em alimentos produzidos pelo método convensional podem provocar, desde um simples mau-estar, até graves doenças.

    palavras erradas
  • Está errada a sua análise Aroldo, e a do Afonso também.

    Graças à
    s descobertas   /  as (plural) + descobertas (plural) = crase obrigatória 
    Graças a descobertas     /  a (singular) + descobertas (plural)  = crase proibida


    Casos de Crase Facultativa

    1. Antes de nome próprio feminino:
    Refiro-me à (a) Julinana.

    2. Antes de pronome possessivo feminino:
    Dirija-se à (a) sua fazenda.

    3. Depois da preposição até:
    Dirija-se até à (a) porta.

  • Kémmelly Castro se equivocou na correção da letra C com relação a crase.

    C)Ao INVÉS de pesticidas sintéticos no combate ÀS pragas da lavoura, surgiu a noção de se utilizarem predadores vivos, como vespas e joaninhas. 

    Alguém combate alguma coisa, e não “a alguma coisa”. O verbo é o que a Nomenclatura Gramatical Brasileira classifica de transitivo direto, ou seja, um verbo cujo complemento não é introduzido por preposição.

    Se não ocorre a preposição “a”, também não pode ocorrer a crase. Vale lembrar que a crase é o fenômeno fonético de fusão de sons vocálicos.No português atual, ocorre principalmente quando a preposição “a” se encontra com o artigo definido “a”.

  • B) nocivo à natureza ... consciência 
    C) Ao invés de .... no conbate a ou às 
    D) Graças às .... insetos 
    E)...... convencional .... mal-estar

  • GABARITO: LETRA A

    ACRESCENTANDO:

    Principais casos em que não ocorre a crase:

    * Antes de palavra masculina

    * Em locução feminina que indique instrumento (ex: Ela escreveu o texto a caneta)

    * Antes de verbo

    * Entre palavras repetidas que formem uma expressão (ex: cara a cara)

    * Antes de artigo indefinido

    * Quando o A estiver no singular e a palavra posterior estiver no plural

    * Antes dos seguintes pronomes: 

       a) De tratamento (exceções: senhora, senhorita, dona e madame)

       b) Relativos (exceção: à qual, às quais)

       c) Indefinidos (exceção: outra(as))

       d) Demonstrativos (exceções: àquele, àquela, àquilo)

       e) Pessoais

    FONTE: QC

  • Casos proibidos de crase:

    É proibido inserir crase antes de preposição, artigo, verbo, palavra masculina, pronomes, a palavra "que", a + plural e palavras iguais.

    Ante = preposição

    Um = artigo

    Homem = palavra masculina

    Que

    Diz = verbo

    Pouco = pronome

    A mulheres = a + plural

    Olho a olho = palavras iguais.


ID
2824
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

"A batalha para alimentar a humanidade acabou.
Centenas de milhões vão morrer nas próximas décadas, apesar
de todos os programas contra a fome", escreveu o biólogo
americano Paul Ehrlich em seu livro A bomba populacional, de
1968. Não era à toa. O número de pessoas no mundo chegava
a assustadores 3,5 bilhões e, de fato, não existia terra suficiente
para alimentar todas elas.


Mas Ehrlich errou. Ele não acreditava que um daqueles
programas contra a fome daria certo. Era a Revolução Verde,
um movimento que começou nos anos 40. O revolucionário ali
foi dotar a agricultura de duas novidades. A primeira foram os
fertilizantes de laboratório. Criados no começo do século XX,
esses compostos químicos permitiam maior crescimento das
plantas, com três nutrientes fundamentais: nitrogênio, potássio e
fósforo. A segunda novidade eram os pesticidas e herbicidas
químicos, capazes de destruir insetos, fungos e outros inimigos
das lavouras com uma eficiência inédita.

E o resultado não poderia ter sido melhor: com essa dupla,
a produtividade das lavouras cresceu exponencialmente.
Tanto que, hoje, dá para alimentar uma pessoa com o que cresce
em 2 mil metros quadrados; antes, eram necessários 20 mil.


A química salvou a humanidade da fome. Mas cobrou
seu preço. Os restos de fertilizantes, por exemplo, tendem a
escapar para rios e lagos próximos às plantações e chegar à
vegetação aquática. As algas se multiplicam a rodo e, quando
finalmente morrem, sua decomposição consome o oxigênio da
água, sufocando os peixes. Com os pesticidas é pior ainda. Eles
não são terríveis só contra os insetos que destroem lavouras,
mas também contra borboletas, pássaros e outras formas de
vida. A biodiversidade ao redor das fazendas fica minguada e,
quando os agricultores exageram na dose, sobram resíduos nos
alimentos, toxinas que causam danos à saúde das pessoas.
Diante disso, muitos consumidores partiram para uma alternativa:
os alimentos orgânicos, que ignoram os pesticidas e
fertilizantes químicos em nome de integrar a lavoura à natureza.

(Adaptado de Ana Gonzaga. Superinteressante, novembro
2006, p.90-92)

A concordância nominal e verbal está inteiramente correta na frase:

Alternativas
Comentários
  • O verbo deve concordar com o sujeito a que se refere, essa é a regra principal, admitidas algumas exceções.

    a) - Que é que são feitos? A produção ... (A produção são feitos)
    b) - Que é que são evitados? O domínio ...(O domínio são evitados)
    c) - Quem é que é responsável? Os fertilizantes ...(Os fertilizantes é responsável)
    d) - Que é que cresceram? As vendas ...(As vendas cresceram)
    e) - Quem é que alega? Os defensores ...(Os defensores alega)

    RESPOSTA: "D".
  • Corrigindo
    A - A produção de alimentos orgânicos É FEITO...
    B - Com o revezamento... É EVITADO...
    C - Os Fertilizantes químicos utilizados na lavoura SÃO RESPONSÁVEIS...
    D - CORRETO
    E - Os defensores... ALEGAM que os adubos não PREJUDICAM...
  • A - A produção de alimentos orgânicos É FEITO...
    B - Com o revezamento... É EVITADO...
    C - Os Fertilizantes químicos utilizados na lavoura SÃO RESPONSÁVEIS...
    D - CORRETO
    E - Os defensores... ALEGAM que os adubos não PREJUDICAM...

  • Gabarito. D.

    Artigo no plural verbo no plural.

  • Gabarito: d

     

    " As vendas de produtos orgânicos " concorda com " cresceram" e

    "a área dedicada" concorda com "tornou-se".

     

  • Alternativa D

     

    A) E     O verbo "ser" (são) faz referência á produção de alimentos: ( a produção=singular\  feminino),assim o verbo deve permanecer no singular\feminino).. A banca gosta  de acrescentar palavras no plural para confundir o candidato.O que é feito a respeito do meio ambiente? A produção (singular\ feminino).

    FRASE CORRETA : A produção de alimentos orgânicos é feita com respeito ao meio ambiente, evitando-se compostos químicos tóxicos.

     

    B) E    Dica: Pergunte ao verbo a informação necessária: o que são evitados? O domínio de certas pragas! Perceberam o domínio.(masculino singular)

    FRASE CORRETA : Com o revezamento entre uma plantação de milho e outra, por exemplo, de legumes, é evitado o domínio de certas pragas na lavoura.

     

    C) E Vamos perguntar ao verbo a informação que precisamos: O que é responsável para emitir um gáz? Os fertilizantes quimicos (plural)..Sendo assim, o verbo" ser " faz referência(concorda) com a expressão: Os fertilizantes quimicos.(plural),logo deve também flexionar no plural para a  concordância ser correta.

    FRASE CORRETA :  Os fertilizantes químicos utilizados na lavoura são responsáveis por emitir um gás que contribui enormemente para o aquecimento global.

     

    D) C  O verbo "cresceram" está no plural para concordar com as vendas,Assim a concordância está de acordo com o padrão culto escrito.

              Vale destacar que o verbo "tornou-se¨  está no singular para concordar com aréa. 

    As vendas de produtos orgânicos, em todo o mundo, cresceram tanto, que a área dedicada a esse cultivo tornou-se quatro vezes maior.

     

    E) E  Pergunte ao verbo: Quem alega que os adubos não prejudicam a atmosfera? Os defensores ! (plural) assim,o verbo "alegar" deve está no plural para concordar com o termo a que se referem (defensores).

    O que prejudica a atmosfera? Os adubos! (plural).O verbo " prejudicar" deve flexionar no plural para concordar com adubos.

    O que vai parar na água? Os adubos  (plural) A locução "vai parar" deve flexionar no plural para concordar com" .adubos."

    FRASE CORRETA : Os defensores da agricultura orgânica alegam que os adubos naturais não prejudicam a atmosfera, nem vão parar na água, intoxicando os peixes.

  • Eu marquei a letra D por ser a única de concordância verbal correta, entretanto parece-me que há um erro na pontuação:

    "As vendas de produtos orgânicos, em todo o mundo, cresceram tanto, que a área dedicada a esse cultivo tornou-se quatro vezes maior.

    O certo não seria sem a vírgula? Não vi justificativa alguma para separar a conjunção do verbo. Alguém saberia me dizer por quê?


ID
2842
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 11 a 18 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

A fronteira da biodiversidade é azul. Atrás das ondas,
mais do que em qualquer outro lugar do planeta, está o maior
número de seres vivos a descobrir. Os mares parecem guardar
as respostas sobre a origem da vida e uma potencial revolução
para o desenvolvimento de medicamentos, cosméticos e
materiais para comunicações. Sabemos mais sobre a superfície
da Lua e de Marte do que do fundo do mar. Os oceanos são
hoje o grande desafio para a conservação e o conhecimento da
biodiversidade, e os especialistas sabem que ela é muitas
vezes maior do que hoje conhecemos. Das planícies abissais -
o verdadeiro fundo do mar, que ocupa a maior parte da
superfície da Terra - vimos menos de 1%. Hoje sabemos que
essa planície, antes considerada estéril, está cheia de vida. Nos
últimos anos, não só se fizeram novos registros, como também
se descobriram novas espécies de peixes e invertebrados
marinhos - como estrelas-do-mar, corais, lulas e crustáceos.
Em relação à pesca, porém, há más notícias. Pesquisadores
alertam que diversidade não é sinônimo de abundância. Há
muitas espécies, mas as populações, em geral, não são
grandes.

A mais ambiciosa empreitada para conhecer a
biodiversidade dos oceanos é o Censo da Vida Marinha, que
reúne 1.700 cientistas de 75 países e deverá estar pronto em
2010. Sua meta é inventariar toda a vida do mar, inclusive os
microorganismos, grupo que representa a maior biomassa da
Terra. Uma pequena arraia escura, em forma de coração, é a
mais nova integrante da lista de peixes brasileiros. Ela foi
coletada entre os Estados do Rio de Janeiro e do Espírito
Santo, a cerca de 900 metros de profundidade. Como muitas
espécies marinhas recém-identificadas, esta também é uma
habitante das trevas.

O mar oferece outros tipos de riqueza. Estudos feitos no
exterior revelaram numerosas substâncias extraídas de animais
marinhos e com aplicação comercial. Há substâncias de
poderosa ação antiviral e até mesmo anticancerígena. Há
também uma esponja cuja estrutura inspirou fibras óticas que
transmitem informação com mais eficiência. Outros compostos
recém-descobertos de bactérias são transformados em cremes
protetores contra raios ultravioleta. Vermes que devoram ossos
de baleias produzem um composto com ação detergente. Já o
coral-bambu é visto como um substituto potencial para próteses
ósseas.

(Adaptado de Ana Lucia Azevedo. Revista O Globo. 19 de
março de 2006, p.18-21)

Nos oceanos ...... um grande número de seres vivos que ...... ser ...... .

Alternativas
Comentários
  • Creio que o motivo da anulação é que tanto a "A" como a "C" estariam corretas.
  • Creio que o motivo da anulação é que tanto a "A" como a "C" estariam corretas.Creio que o motivo da anulação é que tanto a "A" como a "C" estariA corretA?Se fosse este o motivo da anulação eu poderia empregar na sua frase o mesmo tratamento?
  • Comentário desnecessário, colega. Ao invés disso, poderia ter complementado o porquê da questão admitir duas respostas.

    O verbo "estar" está ligado ao sujeito coletivo (UM GRANDE NÚMERO), sem restritivos. Logo, concorda com o sujeito.

    Já para o restante da frase, o coletivo é acompanhado de restritivo no plural (DE SERES VIVOS): nesse caso, o predicado poderá concordar com qualquer um deles, ficando tanto no singular, quanto no plural:

    A) Nos oceanos está um grande número de seres vivos que devem ser descobertos.

    C) Nos oceanos está um grande número de seres vivos que deve ser descoberto.

    Sem mais.


ID
2929
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As crônicas de Rubem Braga



Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam
contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,
observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem
límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma
crônica de Rubem Braga. Os chamados "assuntos menores",
que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista
uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um
passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma
empregada doméstica esperando alguém num portão de
subúrbio
? tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais
importante que a escandalosa manchete do dia. É o que
costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de
humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual
costumamos passar desatentos.
Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como
profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um
dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a
um gênero considerado "menor": a crônica sempre esteve longe
de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do
teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de
dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos
de "páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas
recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de
jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:
resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,
são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram
escritas ou publicadas.
Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo
impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes
de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,
naquele evento organizado por uma grande empresa, a que
comparecera apenas por força de contrato profissional.
Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar
distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já
estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que
os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era
evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,
talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento
(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,
povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas
observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se
nos dissesse: "Não me perguntem mais nada, estou cansado,
tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,
meninos."
E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho
Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do
que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,
meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.



(Manuel Régio Assunção)

As normas de concordância verbal e nominal estão plenamente atendidas na frase:

Alternativas
Comentários
  • a)correta
    b)os méritos ... reconheciam
    c)estipular ... cabe
    d)ficar aguardando ... custasse
    e)ter os olhos ... bastasse
  • quaisquer não indicaria qualquer um? Então poderia ser um mérito somente - reconhecia quaisquer méritos na obra.
  • As normas de concordância verbal e nominal estão plenamente atendidas na frase:Reservam-se os artistas o direito (ou privilégio?) de escolherem o gênero e a forma que lhes pareçam os mais adequados ao seu intento de expressão. Porém, não consegui achar o erro da letra "B"...Na minha opinião, a questão é passível de anulação...Alternativa correta pelo gabarito da FCC, letra "A".
  • a) Reservam-se os artistas o direito (ou privilégio?) de escolherem o gênero e a forma que lhes pareçam os mais adequados ao seu intento de expressão. (CORRETA) b) Não se RECONHECIAM na crônica, antes de Rubem Braga, quaisquer méritos que PUDESSEM alçá-la à altura dos chamados grandes gêneros literários. (ERRADA) c) Não CABE aos críticos ou aos historiadores da literatura estipular se o gênero de uma ou outra obra é maior ou menor em si mesmos. (ERRADA) d) Uma vez submetido ao poder de sedução de seu estilo admirável, é possível que CUSTASSE aos leitores de Rubem Braga ficar aguardando a crônica seguinte. (ERRADA) e) Não lhe BASTASSE, além do estilo límpido, ter os olhos de um grande fotógrafo, Rubem Braga ainda freqüentava as alturas da poesia lírica. (ERRADA) Questão Complicada. Mas é isso mesmo, bons estudos pessoal! Aceito críticas!
  •  Pessoal, permaneço em dúvida, já que acredito em erro na alternativa "a". O verbo reservar é vtdi não? Ou seja, quem reserva reserva algo a alguém. Não estaria faltando preposição "a" para que a assertiva estivesse correta?

     

    Grato. 

  • Respondendo a dúvida de Rafa...

    Reservam-se os artistas..., neste caso se é pronome reflexivo e não pronome apassivador. 

    Os artistas se reservam o direito (ou privilégio?)...= Os artistas reservam a si o direito..., realmento o verbo é VTDI

     

  • PAra ajudar...

    a) Reservam-se os artistas o direito (ou privilégio?) de escolherem o gênero e a forma que lhes pareçam os mais adequados ao seu intento de expressão.

    O colega Rafa disse: "quem reserva reserva algo a alguém", ou seja, o verbo reservar é VTDI.

    O colega MoSam disse: "neste caso se é pronome reflexivo"

    Se é reflexivo, então SE = a si

    Rafa perguntou: "Não estaria faltando preposição "a" para que a assertiva estivesse correta?"

    Essa "a" responde a sua dúvida.

    OBS: acho que essa era a dúvida de muitos.

  • Outro erro da alternativa D não seria "Uma vez SUBMETIDOS ao poder de sedução de seu estilo admirável, é possível que CUSTASSE aos LEITORES de Rubem Braga ficar aguardando a crônica seguinte"??? 

  • Indiquem para cometário do professor, por favor!

  • a. Reservam-se os artistas o direito (ou privilégio?) de escolherem o gênero e

    a forma que lhes pareçam os mais adequados ao seu intento de expressão.

    Os artistas → sujeito.

    O direito → objeto direto.

    Se → objeto indireto reflexivo.

    Estaria errada a seguinte forma: reservam-se aos artistas o direito...

    b. Não se reconhecia na crônica, antes de Rubem Braga, quaisquer méritos

    que pudessem alçá-la à altura dos chamados grandes gêneros literários.

    A informação está impessoalizada.

    Reconhecia → VTD.

    Quaisquer méritos → sujeito.

    c. Não cabe aos críticos ou aos historiadores da literatura estipular se o gê-

    nero de uma ou outra obra é maior ou menor em si mesmos.

    Cabe → VTI.

    Aos críticos ou aos historiadores da literatura → OI.

    Estipular se o gênero de uma ou outra obra é maior ou menor em si mesmos

    → sujeito oracional.

    d. Uma vez submetido ao poder de sedução de seu estilo admirável, é possível

    que custasse aos leitores de Rubem Braga ficar aguardando a crônica seguinte.

    Custasse → VTI.

    Aos leitores de Rubem Braga → OI.

    Ficar aguardando a crônica seguinte → sujeito oracional.

    e. Não lhe bastasse, além do estilo límpido, ter os olhos de um grande fotó-

    grafo, Rubem Braga ainda frequentava as alturas da poesia lírica.

    Bastasse → VTI.

    Lhe → OI.

    Ter os olhos de um grande fotógrafo → sujeito oracional.

  • GABARITO: A

    Creio que há, sim, erro de regência na assertiva A, mas a questão quer saber se as normas de CONCORDÂNCIA estão sendo atendidas, e neste quesito elas estão.


ID
3604
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 31 a 41 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

O governo inglês divulgou recentemente o que é até
agora o mais detalhado estudo sobre custos e riscos econômicos
do aquecimento global e sobre medidas que poderiam reduzir
as emissões de gases do efeito estufa, na esperança de
evitar algumas de suas piores conseqüências. Ele deixa claro
que o problema não é mais se podemos nos dar ao luxo de
fazer algo sobre o aquecimento global, mas sim se podemos
nos dar ao luxo de não fazer nada.

Esse relatório propõe uma agenda que custaria apenas o
equivalente a 1% do consumo mundial, mas evitaria riscos que
custariam cinco vezes mais. Os custos são mais altos do que
em estudos anteriores porque levam em conta que o processo
de aquecimento é bastante complexo e não-linear, com a possibilidade
de que possa ganhar ritmo muito mais alto do que se
imaginava, além de ser muito maior do que o previsto anteriormente.
O estudo talvez esteja subestimando significativamente
os custos: por exemplo, a mudança do clima pode fazer desaparecer
a Corrente do Golfo - de particular interesse para a
Europa - e provocar doenças.

Já em 1995 havia sinais evidentes de que a concentração
de gases do efeito estufa na atmosfera tinha aumentado
acentuadamente desde o início da era industrial, de que a
atividade humana contribuíra significativamente para esse
aumento e de que ele teria efeitos profundos sobre o clima e o
nível dos mares. Mas poucos previram a rapidez com que a calota
de gelo do Ártico parece derreter. Mesmo assim, alguns
sugerem que, já que não estamos seguros da extensão do problema,
pouco ou nada devemos fazer. A incerteza deve, porém,
levar-nos a agir hoje mais resolutamente, e não menos.

Um efeito global pode ser enfrentado com uma mudança
tributária globalmente consensual. Isso não quer dizer aumento
geral de tributação, mas simplesmente a substituição em cada
país de algum imposto comum por outro, específico, sobre
atividades poluidoras. Faz mais sentido tributar coisas más do
que coisas boas, como a poupança e o trabalho. A boa notícia é
que há muitas formas pelas quais melhores incentivos poderiam
reduzir as emissões. Mudanças de preços que mostrem os
verdadeiros custos sociais da energia extraída de combustíveis
fósseis devem estimular inovação e conservação. Pequenas
alterações práticas, multiplicadas por centenas de milhares de
pessoas podem fazer uma enorme diferença. Por exemplo,
plantar árvores em volta das casas ou mudar a cor de telhados
em clima quente, para que reflitam a luz do sol, podem produzir
uma grande economia na energia consumida pelo ar
condicionado.

Só temos um planeta e devemos cuidar dele. O aquecimento
global é um risco que simplesmente não podemos mais
ignorar.

(Adaptado de Joseph E. Stiglitz. O Globo, Opinião, 19 de novembro de
2006)

Já em 1995 havia sinais evidentes de que a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera tinha aumentado acentuadamente ... (início do 3o parágrafo)

Analise a articulação do segmento grifado acima com o termo anterior a ele. A mesma articulação se repete no segmento, também grifado, da frase:

Alternativas
Comentários
  • Estou boiando nessas questões...Eu marquei a questão C), pensando que funcionavam como complemento nominal.Qual o raciocínio para marcar a D)?
  • Ola Cristhiano!Realmente estamos procurando complemento nominal, mas na questão procuramos por complemente de adjetivo e não substantivo. Asssim a única resposta é a d.
  • Analisei  e observei que a única questão que poderia ser substituido o "de" por "de que", sem prejuízo do sentido foi a questão "D"

  • Já em 1995 havia sinais evidentes (adjetivo) de que a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera tinha aumentado acentuadamente ... (início do 3o parágrafo) 

    Analise a articulação do segmento grifado acima com o termo anterior a ele. A mesma articulação se repete no segmento, também grifado, da frase:

     

     a) ... que o processo (subst.) de aquecimento é bastante complexo ...  b) ... a mudança (subst.) do clima pode fazer desaparecer a Corrente do Golfo ...  c) ... com que a calota (subst.) de gelo do Ártico parece derreter.  d) ... já que não estamos seguros (adjetivo) da extensão do problema ... Certo  e) ... mudar a cor (subst.) de telhados em clima quente ...
  • Já em 1995 havia sinais evidentes de que a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera tinha aumentado acentuadamente ... Sentido paciente , complemento de um nome, cuja preposição é uma exigência do termo anterior.

     

     a) ... que o processo de aquecimento é bastante complexo ... Relação de POSSE = ADJUNTO ADNOMINAL 

     

     b)... a mudança do clima pode fazer desaparecer a Corrente do Golfo ... Relação de POSSE = ADJUNTO ADNOMINAL 

     

     c)... com que a calota de gelo do Ártico parece derreter. Relação de POSSE = ADJUNTO ADNOMINAL 

     

    d) (GABARITO) ... já que não estamos seguros da extensão do problema ... Sentido paciente , complemento de um nome, cuja preposição é uma exigência do termo anterior.

     

     e)... mudar a cor de telhados em clima quente ... Relação de POSSE = ADJUNTO ADNOMINAL.

     

    ERROS, IN BOX.

  • A. que o processo de aquecimento é bastante complexo .

    B a mudança do clima pode fazer desaparecer a Corrente do Golfo -- Relação de POSSE Adj Adnominal.

    C. com que a calota de gelo do Ártico parece derreter. Relação de TIPO adj Adnominal

    D. já que não estamos seguros da extensão do problema ... Verbo ESTAR+ adverbio - Complemento Nominal

    E. mudar a cor de telhados em clima quente - COR - subs concreto. ADC adnominal

  • Para mim faz papel de sujeito


ID
3628
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 42 a 50 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Elefantes são herbívoros tranqüilos. Sem predadores
naturais, só recorrem à violência quando se sentem ameaçados.
Nos últimos anos, no entanto, ficaram mais agressivos e
os ataques fatais a pessoas, animais e outros elefantes tornaram-
se mais freqüentes. Em certas partes da Ásia e da
África, eles investem contra carros, casas e, às vezes, vilas
inteiras, sem ser provocados. No mês passado, um turista
inglês que fazia um safári na reserva florestal do Quênia foi
pisoteado até a morte por um elefante, quando saiu do carro
para apreciar a natureza. Um paquiderme invadiu uma casa na
ilha de Sumatra, na Indonésia, agarrou um morador com a
tromba e o matou. "Tromba não é arma. Normalmente é usada
apenas para segurar alimentos e galhos", diz a psicóloga
americana Isabel Bradshaw, especialista em elefantes. "O que
está ocorrendo é algo totalmente fora dos padrões."

Após estudar manadas na Ásia e na África, ela concluiu
que a mudança de comportamento se deve ao colapso da estrutura
familiar dos elefantes, ocasionado pela caça aos animais
mais velhos e pela redução das reservas de vida selvagem nas
últimas décadas. Ela afirma que a espécie sofre de um distúrbio
psicológico bem conhecido entre os seres humanos, o stress
pós-traumático, que deixa esses animais propensos à depressão
e à agressividade excessiva.

Um estudo recente mostrou que os elefantes são capazes
de reconhecer a própria imagem no espelho. A experiência
coloca o paquiderme no reduzido grupo de animais com autoconsciência,
que inclui o homem, o chimpanzé e o golfinho.
Uma manada de elefantes é um grupo coeso, em que cada
membro está estreitamente ligado aos demais. O sistema de comunicação
dentro do grupo, com vibrações no solo, vocalizações
e movimentos com o corpo, é um dos mais complexos já
observados entre animais. O conhecimento - como encontrar
água ou se comportar dentro do grupo
? é transmitido entre as
gerações. Os filhotes passam oito anos sob a tutela da mãe e
também aprendem com tias, primas e, sobretudo, com a matriarca
que lidera o grupo. Após esse período, os machos jovens
se afastam para uma temporada de aventuras entre os machos
adultos.

A matança indiscriminada fez a população mundial de
elefantes cair. Os esforços de preservação conseguiram evitar a
extinção desses mamíferos, mas não foram suficientes para
impedir o desequilíbrio dos laços familiares. Não apenas caiu o
número de matriarcas e de fêmeas mais velhas, como também
o de machos adultos, cujo papel é manter os mais jovens na
linha. Foram identificados vários grupos sem fêmeas adultas -
não é surpresa que, nessas condições, os elefantes se
comportem como jovens transviados.

(Adaptado de Duda Teixeira. Veja, 8 de novembro de 2006, p. 132-133)

.... eles investem contra carros, casas e, às vezes, vilas inteiras ... (1o parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

Alternativas
Comentários
  • Investem e sofre: VTIa) ficaram: VI (Intransitivo)b) estudar: VTDd) deixa: VIe) inclui: VTD
  • Investir e verbo transitivo indireto:
    Vejamos:
    a)  (Eles) Ficaram mais agressivos - Acho que se trata de predicativo do sujeito, pois mais agressivos se trata de uma qualidade do sujeito(eles), entendem? Simples assim. Logo, o verbo ficar é um verbo de ligação.
    b) Estudar manadas na Ásia e na África - estudar algo - nesse caso e verbo transitivo indireto, talvez o examinador tenha tentando confundir como sendo VTDI, sendo que na Ásia e na África é um típico caso de Adunto adverbial de lugar - estuda na ásia e áfrica manadas.
    c) Sofre, sofre de alguma coisa, logo, VTi, sofre de um distúrbio psicológico. - Correta
    d) Que deixa esses animais propensos à depressão e à agressividade. - propenso nao é verbo - pegadinha -, Deixar - VTD
    e) VTD. - objeto direto - o homem, o chimpanzé e o golfinho.

    Simples assim.

    Grato.
  • Correta, C

    .... eles investem contra carros, casas e, às vezes, vilas inteiras ... 

    ... que a espécie sofre de um distúrbio psicológico bem conhecido entre os seres humanos ...

    INVESTIR e SOFRER, no contexto empregados, funcionam como Verbos Transitivos Indiretos (os quais exigem o uso de preposição para se ligarem ao seu complemento verbal - o objeto indireto).

    Quem investe, investe CONTRA algo ou alguém // Quem sofre, sofre DE alguma coisa.

    A luta continua !


ID
3631
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 42 a 50 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Elefantes são herbívoros tranqüilos. Sem predadores
naturais, só recorrem à violência quando se sentem ameaçados.
Nos últimos anos, no entanto, ficaram mais agressivos e
os ataques fatais a pessoas, animais e outros elefantes tornaram-
se mais freqüentes. Em certas partes da Ásia e da
África, eles investem contra carros, casas e, às vezes, vilas
inteiras, sem ser provocados. No mês passado, um turista
inglês que fazia um safári na reserva florestal do Quênia foi
pisoteado até a morte por um elefante, quando saiu do carro
para apreciar a natureza. Um paquiderme invadiu uma casa na
ilha de Sumatra, na Indonésia, agarrou um morador com a
tromba e o matou. "Tromba não é arma. Normalmente é usada
apenas para segurar alimentos e galhos", diz a psicóloga
americana Isabel Bradshaw, especialista em elefantes. "O que
está ocorrendo é algo totalmente fora dos padrões."

Após estudar manadas na Ásia e na África, ela concluiu
que a mudança de comportamento se deve ao colapso da estrutura
familiar dos elefantes, ocasionado pela caça aos animais
mais velhos e pela redução das reservas de vida selvagem nas
últimas décadas. Ela afirma que a espécie sofre de um distúrbio
psicológico bem conhecido entre os seres humanos, o stress
pós-traumático, que deixa esses animais propensos à depressão
e à agressividade excessiva.

Um estudo recente mostrou que os elefantes são capazes
de reconhecer a própria imagem no espelho. A experiência
coloca o paquiderme no reduzido grupo de animais com autoconsciência,
que inclui o homem, o chimpanzé e o golfinho.
Uma manada de elefantes é um grupo coeso, em que cada
membro está estreitamente ligado aos demais. O sistema de comunicação
dentro do grupo, com vibrações no solo, vocalizações
e movimentos com o corpo, é um dos mais complexos já
observados entre animais. O conhecimento - como encontrar
água ou se comportar dentro do grupo
? é transmitido entre as
gerações. Os filhotes passam oito anos sob a tutela da mãe e
também aprendem com tias, primas e, sobretudo, com a matriarca
que lidera o grupo. Após esse período, os machos jovens
se afastam para uma temporada de aventuras entre os machos
adultos.

A matança indiscriminada fez a população mundial de
elefantes cair. Os esforços de preservação conseguiram evitar a
extinção desses mamíferos, mas não foram suficientes para
impedir o desequilíbrio dos laços familiares. Não apenas caiu o
número de matriarcas e de fêmeas mais velhas, como também
o de machos adultos, cujo papel é manter os mais jovens na
linha. Foram identificados vários grupos sem fêmeas adultas -
não é surpresa que, nessas condições, os elefantes se
comportem como jovens transviados.

(Adaptado de Duda Teixeira. Veja, 8 de novembro de 2006, p. 132-133)

... que a mudança de comportamento se deve ao colapso da estrutura familiar dos elefantes ... (início do 2o parágrafo)

A forma verbal correta e de sentido equivalente ao da que se encontra grifada na frase acima é:

Alternativas
Comentários
  • A resposta é Letra, pois é a única que esta no presente do indicativo..

    ps: tinha explicado todas as respostasm porem o site disse que eu digitei erra a conta ¬¬
  • Priscila, sempre copie suas respostas pois, caso isso aconteça, é só vc colar e digitar novamente o resultado solicitado.

    Em relação à colocação pronominal (sei q ñ é o tema, mas podem surgir dúvidas) reparem q usaram a próclise: a mudança do comportamento se deve. 



    Poderia ser deve-se mas, nesse caso, a próclise é possível pelo fato de o sujeito estar explícito na oração. A FCC faz muuuuuito isso! Às vezes, pode confundir.

    Bons estudos! Não desanimem!
  • "que a mudança de comportamento se deve ao colapso da estrutura familiar dos elefantes"

    se deve => dever no presente do indicativo

    a) tinha sido devido = verbo ter no pretérito imperfeito e ser no particípio passado

    b) deveria ser devida = verbo deverer no futuro do pretérito, ser no infinitivo 

    c) será devida = verbo ser no futuro do presente 

    d) foi devida = verbo ser no pretérito perfeito

    e) é devida = verbo ser no presente do indicativo

    Assim, dever no presente do indicativo é equivalente em relação ao tempo verbal com  verbo ser no presente do indicativo.

    Portanto, resposta letra (E)

  • Fala galerada. Esses tres exemplos que darei abaixo podem ser substituidos entre si, dando-se o mesmo significado,, nos tres casos


    EU COMPRO UM CARRO = VOZ ATIVA

    O CARRO EH COMPRADO POR MIM = VOZ PASSIVA REFLEXIVA

    COMPRA-SE UM CARRO= VOZ PASSIVA SINTÉTICA



    BONS ESTUDOSS


ID
3634
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 42 a 50 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Elefantes são herbívoros tranqüilos. Sem predadores
naturais, só recorrem à violência quando se sentem ameaçados.
Nos últimos anos, no entanto, ficaram mais agressivos e
os ataques fatais a pessoas, animais e outros elefantes tornaram-
se mais freqüentes. Em certas partes da Ásia e da
África, eles investem contra carros, casas e, às vezes, vilas
inteiras, sem ser provocados. No mês passado, um turista
inglês que fazia um safári na reserva florestal do Quênia foi
pisoteado até a morte por um elefante, quando saiu do carro
para apreciar a natureza. Um paquiderme invadiu uma casa na
ilha de Sumatra, na Indonésia, agarrou um morador com a
tromba e o matou. "Tromba não é arma. Normalmente é usada
apenas para segurar alimentos e galhos", diz a psicóloga
americana Isabel Bradshaw, especialista em elefantes. "O que
está ocorrendo é algo totalmente fora dos padrões."

Após estudar manadas na Ásia e na África, ela concluiu
que a mudança de comportamento se deve ao colapso da estrutura
familiar dos elefantes, ocasionado pela caça aos animais
mais velhos e pela redução das reservas de vida selvagem nas
últimas décadas. Ela afirma que a espécie sofre de um distúrbio
psicológico bem conhecido entre os seres humanos, o stress
pós-traumático, que deixa esses animais propensos à depressão
e à agressividade excessiva.

Um estudo recente mostrou que os elefantes são capazes
de reconhecer a própria imagem no espelho. A experiência
coloca o paquiderme no reduzido grupo de animais com autoconsciência,
que inclui o homem, o chimpanzé e o golfinho.
Uma manada de elefantes é um grupo coeso, em que cada
membro está estreitamente ligado aos demais. O sistema de comunicação
dentro do grupo, com vibrações no solo, vocalizações
e movimentos com o corpo, é um dos mais complexos já
observados entre animais. O conhecimento - como encontrar
água ou se comportar dentro do grupo
? é transmitido entre as
gerações. Os filhotes passam oito anos sob a tutela da mãe e
também aprendem com tias, primas e, sobretudo, com a matriarca
que lidera o grupo. Após esse período, os machos jovens
se afastam para uma temporada de aventuras entre os machos
adultos.

A matança indiscriminada fez a população mundial de
elefantes cair. Os esforços de preservação conseguiram evitar a
extinção desses mamíferos, mas não foram suficientes para
impedir o desequilíbrio dos laços familiares. Não apenas caiu o
número de matriarcas e de fêmeas mais velhas, como também
o de machos adultos, cujo papel é manter os mais jovens na
linha. Foram identificados vários grupos sem fêmeas adultas -
não é surpresa que, nessas condições, os elefantes se
comportem como jovens transviados.

(Adaptado de Duda Teixeira. Veja, 8 de novembro de 2006, p. 132-133)

A concordância verbo-nominal está inteiramente correta na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) CERTO
    b) é intenso
    c) acabam / evitem
    d) apontaram
    e) foram mortas
  • a) Em todas as épocas, ocorreram ataques de elefantes em várias regiões, porém a média de pessoas expostas a eles era quase insignificante. (CERTO); b) O sentimento familiar entre manadas de elefantes É INTENSO, e muitas vezes os ataques de um animal constitui reação a uma iniciativa humana.
    c) Elefantes que desenvolvem comportamento agressivo ACABAM abatidos a tiro para que se evite os ataques a pessoas e a propriedades.
    d) Imagens do cérebro de elefantes apresentadas em estudo recente APONTARAM a importância do convívio com animais mais velhos durante a infância.
    e) Nos últimos anos, na Índia, FORAM MORTAS mais de 500 pessoas, atacadas por elefantes em fúria, aparentemente explicáveis por stress pós-traumático.
  • Alguém me tira uma dúvida? Não deveria ser "a média de pessoas exposta"?? eu achava que concordando com a "a média..." ficaria no singular. Alguém ajuda!

  • tem um período composto

ID
3637
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 42 a 50 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Elefantes são herbívoros tranqüilos. Sem predadores
naturais, só recorrem à violência quando se sentem ameaçados.
Nos últimos anos, no entanto, ficaram mais agressivos e
os ataques fatais a pessoas, animais e outros elefantes tornaram-
se mais freqüentes. Em certas partes da Ásia e da
África, eles investem contra carros, casas e, às vezes, vilas
inteiras, sem ser provocados. No mês passado, um turista
inglês que fazia um safári na reserva florestal do Quênia foi
pisoteado até a morte por um elefante, quando saiu do carro
para apreciar a natureza. Um paquiderme invadiu uma casa na
ilha de Sumatra, na Indonésia, agarrou um morador com a
tromba e o matou. "Tromba não é arma. Normalmente é usada
apenas para segurar alimentos e galhos", diz a psicóloga
americana Isabel Bradshaw, especialista em elefantes. "O que
está ocorrendo é algo totalmente fora dos padrões."

Após estudar manadas na Ásia e na África, ela concluiu
que a mudança de comportamento se deve ao colapso da estrutura
familiar dos elefantes, ocasionado pela caça aos animais
mais velhos e pela redução das reservas de vida selvagem nas
últimas décadas. Ela afirma que a espécie sofre de um distúrbio
psicológico bem conhecido entre os seres humanos, o stress
pós-traumático, que deixa esses animais propensos à depressão
e à agressividade excessiva.

Um estudo recente mostrou que os elefantes são capazes
de reconhecer a própria imagem no espelho. A experiência
coloca o paquiderme no reduzido grupo de animais com autoconsciência,
que inclui o homem, o chimpanzé e o golfinho.
Uma manada de elefantes é um grupo coeso, em que cada
membro está estreitamente ligado aos demais. O sistema de comunicação
dentro do grupo, com vibrações no solo, vocalizações
e movimentos com o corpo, é um dos mais complexos já
observados entre animais. O conhecimento - como encontrar
água ou se comportar dentro do grupo
? é transmitido entre as
gerações. Os filhotes passam oito anos sob a tutela da mãe e
também aprendem com tias, primas e, sobretudo, com a matriarca
que lidera o grupo. Após esse período, os machos jovens
se afastam para uma temporada de aventuras entre os machos
adultos.

A matança indiscriminada fez a população mundial de
elefantes cair. Os esforços de preservação conseguiram evitar a
extinção desses mamíferos, mas não foram suficientes para
impedir o desequilíbrio dos laços familiares. Não apenas caiu o
número de matriarcas e de fêmeas mais velhas, como também
o de machos adultos, cujo papel é manter os mais jovens na
linha. Foram identificados vários grupos sem fêmeas adultas -
não é surpresa que, nessas condições, os elefantes se
comportem como jovens transviados.

(Adaptado de Duda Teixeira. Veja, 8 de novembro de 2006, p. 132-133)

Os elefantes apresentam necessidades parecidas com ...... dos seres humanos e, para oferecer ...... eles os cuidados exigidos, os especialistas têm recorrido até mesmo ...... táticas inovadoras.

As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por

Alternativas
Comentários
  • 1. necessidades parecidas com AS (artigo) NECESSIDADES dos seres humanos;2. não há crase antes de pronome pessoal;3. não há crase antes de palavra no plural.
  • DA ONDE NÃO VAI CRASE EM PALAVRAS NO PLURAL!!!???Óbviu que vai, no caso não pede preposição.
  • Esclarecendo a ausência de crase na terceira lacuna.

    No caso, a explicação para o não uso da crase antes de táticas inovadoras não é porque não há hipótese de crase no plural, mas sim porque quando o "a" está no singular e a palavra está no plural não pode haver crase. O a é apenas preposição. Não existe artigo sobreposto a ela, pois, se existisse, estaria no plural (para concordar com o substantivo "táticas"), e o "s" dele ficaria aparecendo.

    Assim, somente caberia o uso da crase se fosse "recorrido até mesmo às táticas inovadoras"
  • 1- nao vai crase, pois é palavra masculina.
    2- nao vai crase em pronones pessoais caso reto.
    3- neste caso, dizer que nao vai crase qaundo existe plural é equivocar. Neste não foi crase pq o A esta no singular. Se o A fosse AS, ai sim seria com crase.
  • fiquei com grande dúvida com relação à palavra necessidades, pois existe uma regra que diz que crase em:

    Palavras omitidas antes de QUE e DE. Se tiver palavra feminina omitida (com sentido de comparação). 

    Tua idéia é semelhante à dele. (a idéia foi omitida)
     
    Esta rua é paralela à que leva ao mercado. (a rua foi omitida)
     
    Sua lealdade é semelhante à de seu pai. (a lealdade foi omitida)
     

    Se alguem puder explicar o porquê a frase não caiu na regra acima, agradeço.
  • Porque no caso não existe a preposição a.

    Ao revés, existe a preposiçã com, logo não há o fenômeno da crase. 
  • falam demais, gabarito que é bom, NADA !!.

    GABARITO LETRA B
  • 1. AS: nesse caso, o termo "necessidade" está em elipse para evitar repetição mas, seu artigo definido plural permanece na estrutura.

    2. A: Preposição exigida pela regência do verbo. Não possui crase pois não apresenta artigo feminino.

    3. A: Preposição exigida pela regência do verbo. Não possui crase pois não apresenta artigo feminino. 

    Nos casos 2 e 3, além de não apresentar artigo definido feminino, não são representados pelos pronomes demonstrativos "aquele", "aquela" e "aquilo". 

  • Errei por causa da  primeira crase , mas depois percebi que não há preposição ''A'' porque já tem a preposição ''COM'', ou seja, só quem acompanha a palavra subentendida é o artigo.

  • No caso da primeira lacuna, não há crase devido ao paralelismo, visto que já temos a preposição "com". Com isso, não podemos acrescentar o "a" em forma de preposição.

    Quem apresenta necessidades parecidas, apresenta necessidades parecidas "com" alguém.

  • Consegui entender."Os elefantes apresentam necessidades parecidas com ...... dos seres humanos"

    Como o com é preposição não haverá outra preposição, no caso A, depois dela.

  • GABARITO: LETRA B

    ACRESCENTANDO:

    Os casos proibidos, obrigatórios e facultativos de crase:

    Casos proibidos:

    • Palavras masculinas (ele fazia menção a dissídio trabalhista)

    • Palavras com sentido indefinido (o homem não assistia a filmes medíocres)

    • Verbos (os meninos estavam dispostos a estudar)

    • Pronomes pessoais, de tratamento e interrogativos (a Sua Excelência, dirigimos um comunicado)

    • Em expressões com palavras repetidas (cara a cara, dia a dia)

    • Topônimos (nomes de lugares) que não admitem artigo (João viajará a São Paulo). Cuidado: se for um lugar específico, haverá crase (João viajará à São Paulo de sua infância - "de sua infância" está especificando)

    • Palavra "casa" no sentido de própria residência (o menino voltou a casa para buscar sua carteira). Cuidado: se for casa de outra pessoa, haverá crase (o menino foi à casa de Mariana)

    • Palavra "terra" no sentido de solo (muitos virão a terra após navegar)

    Casos obrigatórios:

    • Locução adverbial feminina (à vista, à noite, à esquerda)

    • Expressão masculina ou feminina com o sentido de "à moda de" (gol à Pelé, cabelos à Sanção)

    • Locução prepositiva (à vista de, à beira de, à mercê de)

    • Locução conjuntiva proporcional (à medida que e à proporção que)

    • Para evitar ambiguidade (ama à mãe a filha e ama a mãe à filha - a crase indica quem é a pessoa amada)

    • Palavras "madame", "senhora" e "senhorita" (enviaremos uma carta à senhorita)

    • Palavra "distância", quando ela estiver determinada (o acidente se deu à distância de 100 metros)

    Casos facultativos:

    • Após a preposição "até" (caminharemos até a/à sala do diretor)

    • Pronome possessivo feminino (ninguém fara menção a/à sua citação)

    • Substantivo feminino próprio (houve uma homenagem a/à Cecília)

    • Palavra "dona" (enviamos a correspondência a/à dona Nádia)

    FONTE: QC

  • E pela milésima vez o plural me faz errar...

  • "A" no singular, palavra no plural, crase nem a p a u.

  • Não há crase em nenhuma das situações dessa questão, por conta da presença de preposição, palavra no masculino e palavra sem a presença do artigo feminino a.

    Veja os casos proibidos de crase:

    É proibido inserir crase antes de preposição, artigo, verbo, palavra masculina, pronomes, a palavra "que", a + plural e palavras iguais.

    Ante = preposição

    Um = artigo

    Homem = palavra masculina

    Que

    Diz = verbo

    Pouco = pronome

    A mulheres = a + plural

    Olho a olho = palavras iguais.


ID
3685
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

Alternativas
Comentários
  • * NEM todos os pais são dados a reconhecer que filmes e romances constituem elementos vitais para a formação dos filhos.

    * b) Ainda que não TIVESSEM outros méritos, as ficções sempre apresentariam a diversidade do mundo e constituiriam um repertório do possível.

    * c) SEJA EM UM ensaio ou EM UM documentário, a caracterização de valores étnicos representam-se de modo distinto do das ficções.

    * d) Para além das diferenças étnicas que pode um ensaio revelar, há aquela semelhança humana que somente às ficções cabe dar viva expressão.

    * e) O respeito ÀS ficções, que o autor reconhece na formação que lhe DEU seus pais, viriam a inspirá-lo na educação de seus filhos.
  • A) A nem todos os pais É DADO reconhecer que filmes e romances constituem elementos vitais para a formação dos filhos. B) Ainda que não TIVESSEM outros méritos, as ficções sempre apresentariam a diversidade do mundo e constituiriam um repertório do possível. C) Sejam num ensaio ou num documentário, a caracterização de valores étnicos REPRESENTA-SE de modo distinto do das ficções. D) correta E) O respeito pelas ficções, que o autor reconhece na formação que lhe deram seus pais, VIRIA a inspirá-lo na educação de seus filhos.

  • E) ERRADA. O respeito pelas ficções, que o autor reconhece na formação que lhe deram seus pais, viriam a inspirálo na educação de seus filhos. Correção>>O respeito pelas ficções, que o autor reconhece na formação que lhe deram seus pais, VIRIA a inspirá-lo na educação de seus filhos. (O Respeito viria a inspirar...) Sujeito Simples, verbo no singular.

  • a) A nem todos os pais É DADO.

    b) AINDA QUE TIVESSEM.

    c) SEJA em um ensaio, seja em um documentário ... REPRESENTA-SE (o SE é índice de indeterminação do sujeito).

    d) correta.

    e) QUE LHE DEU...


ID
3709
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

Em perpetuei e transmiti o respeito de meus pais pelas ficções, não haverá necessidade de se alterar ou introduzir qualquer outro elemento nessa frase caso se substitua perpetuei e transmiti por

Alternativas
Comentários
  • Os verbos perpetuei e transmiti são transitivos diretos, portanto a única alternativa que encaixaria na frase sem qualquer alteração é a alternativa B. A frase seria reescrita da seguinte maneira: "herdei e difundi o respeito de meus pais pelas ficções".
  • Perpetuar - nesse contexto é um Verbo Transitivo Direto;
    Transmitir - nesse contexto é um Verbo Transitivo Direto;

    a) honrar - VTD e conviver - VTI (E);
    b) herdei - VTD e difundi - VTD (C);
    c) habituei-me - VTI e aprendi VTD (E);
    d) orgulhei-me - VTI e admirei - VTD (E);
    e) rendi-me - VTI e louvei VTD (E).

    Bons Estudos!
    Espero ter ajudado ....



  • Em perpetuei e transmiti o respeito de meus pais pelas ficções, não haverá necessidade de se alterar ou introduzir qualquer outro elemento nessa frase caso se substitua perpetuei transmiti por:

    .
    Veja o comando da questão: "...não haverá necessidade de se alterar ou introduzir qualquer outro elemento nessa frase caso se substitua perpetuei transmiti por.
    .
    Com isso, alternativas c), d) e e) serão descartadas. Pois, o conectivo "se" atrai próclise.

ID
3724
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

Quanto à observância da necessidade do sinal de crase, a frase inteiramente correta é:

Alternativas
Comentários
  • b) Se à princípio os jovens demonstram pouco interesse pelas ficções, o contínuo estímulo a elas pode reverter esse quadro.

    ERRADA porque "princípio" é palavra masculina. E, só se usa crase antes de palavras femininas.


    c) Quem se entrega à boa leitura pode avaliar sua inestimável contribuição à uma vida interior mais rica e mais profunda.

    ERRADA porque "a uma" é artigo indefinido. E, antes de artigo indefinido não se usa crase.


    d) Ao se referir à ficção de "O Caçador de Pipas", o autor tomou-a como exemplo essencial a argumentação que desenvolvia.

    ERRADA porque "essencial" é termo regente, ou seja, exige complemento regido da preposição "a" para completar o sentido da frase. Dessa forma, o erro está na ausência da crase em " a argumentação". Portanto, o correto seria: Ao se referir à ficção de "O Caçador de Pipas", o autor tomou-a como exemplo essencial à argumentação que desenvolvia.


    e) Os que se dedicam à cultivar a boa literatura sabem o quanto é difícil dotar as palavras de um sentido verdadeiramente essencial.

    ERRADA porque não se usa crase antes de verbos.



  • Na questão D, eu entendo que "essencial" realmente necessita de preposição A, mas e se eu entender que a palavra argumentação está em sentido genérico, ou seja, sem artigo definido, então estaria correto a colocação somente da preposição A sem crase. Se alguém souber porque este item está errado, me mande a resposta diretamente na minha caixa de mensagens.

  • Diego, também fiquei nessa dúvida.


    Na minha primeira leitura eu entendi:  A argumentação que o autor desenvolvia serviu de exemplo para "Caçador de pipas".
  • Fiquei com dúvida na letra A após o gabarito, mas analisando a questão entendi que o "a" antes dos "que" não levam crase pq se referam a palavras masculinas, apesar de os verbos "dedicar" e assistir" serem, na questão, VTI, necessitando de preposição, portanto.
    Foi o que entendi...
  • caros,

    com relação às dúvidas geradas pelas letras "a" e "d":

    Letra "a": quando se faz a análise da crase diante de pronome relativo, você deverá procurar sempre o termo antecedente. Se o antecedente for ou uma palavra masculina ou outro caso impeditivo de crase, você não irá usar a crase. Na oração:  Voltam-me à memória os romances a que (TERMO ANTECEDENTE É PALAVRA MASCULINA E NO PLURAL, NAO POSSO DE FORMA ALGUMA USAR CRASE AQUI) me dediquei como jovem leitor, bem como os filmes a que (MESMO CASO QUE O ANTERIOR: PALAVRA MASCULINA E NO PLURAL) assisti com tanto prazer. 

    Letra "d": Em questões que possam gerar muitas dúvidas, busquem o macete da substituição por palavra masculina. Se ao realizarem, conseguirem obter "ao", leva-se crase. 
    o autor tomou-a como exemplo essencial a argumentação que desenvolvia. (ao desenvolvimento que desenvolvia).

    Só isso...

    "Fé em Deus"
  • Pessoal,

    Teve vários comentários aqui, mas eu continuo sem entender. Fiquei em dúvida na A e D. Optoei pela letra D.
  • Vimos  a  estrutura  de  um  verbo  ou  nome  que  exige  preposição  “a”.
    Agora, veremos a locução adverbial que não é exigida pelo verbo, mas possui a estrutura interna com a preposição.
    Exemplo: Estive aqui de manhã.
    Note  que  a  locução  adverbial  “de  manhã”  ocorreu  sem  exigência  do verbo, pois poderíamos dizer “Estive aqui.” Esta locução tem uma composição própria:  de  +  manhã.  Se  essa  estrutura  fosse  composta  por  preposição  “a” seguida de nome feminino que admitisse artigo “a”, haveria crase.  
    Exemplo: Estive aqui à noite. PORTUGUÊS P/ TRTs 12ªR e 18ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)  
    PROFESSOR TERROR

  • Volnei Moura, o erro da letra D está na ausência de acento grave em 'essencial à argumentação'

     

    O que é essencial, é essencial  algo/alguém + argumentação = ESSENCIAL À ARGUMENTAÇÃO

  • B) antes de palavra masculina não vai crase,
    C) antes de numeral não vai crase.
    D) O autor tomou-a como exemplo essencial à argumentação que desenvolvia ao se referir à ficção de " O Caçador de Pipas",
    E)antes de verbo  não vai crase.

  • GABARITO: LETRA A

    ACRESCENTANDO:

    Os casos proibidos, obrigatórios e facultativos de crase:

    Casos proibidos:

    • Palavras masculinas (ele fazia menção a dissídio trabalhista)

    • Palavras com sentido indefinido (o homem não assistia a filmes medíocres)

    • Verbos (os meninos estavam dispostos a estudar)

    • Pronomes pessoais, de tratamento e interrogativos (a Sua Excelência, dirigimos um comunicado)

    • Em expressões com palavras repetidas (cara a cara, dia a dia)

    • Topônimos (nomes de lugares) que não admitem artigo (João viajará a São Paulo). Cuidado: se for um lugar específico, haverá crase (João viajará à São Paulo de sua infância - "de sua infância" está especificando)

    • Palavra "casa" no sentido de própria residência (o menino voltou a casa para buscar sua carteira). Cuidado: se for casa de outra pessoa, haverá crase (o menino foi à casa de Mariana)

    • Palavra "terra" no sentido de solo (muitos virão a terra após navegar)

    Casos obrigatórios:

    • Locução adverbial feminina (à vista, à noite, à esquerda)

    • Expressão masculina ou feminina com o sentido de "à moda de" (gol à Pelé, cabelos à Sanção)

    • Locução prepositiva (à vista de, à beira de, à mercê de)

    • Locução conjuntiva proporcional (à medida que e à proporção que)

    • Para evitar ambiguidade (ama à mãe a filha e ama a mãe à filha - a crase indica quem é a pessoa amada)

    • Palavras "madame", "senhora" e "senhorita" (enviaremos uma carta à senhorita)

    • Palavra "distância", quando ela estiver determinada (o acidente se deu à distância de 100 metros)

    Casos facultativos:

    • Após a preposição "até" (caminharemos até a/à sala do diretor)

    • Pronome possessivo feminino (ninguém fara menção a/à sua citação)

    • Substantivo feminino próprio (houve uma homenagem a/à Cecília)

    • Palavra "dona" (enviamos a correspondência a/à dona Nádia)

    FONTE: QC

  • O verbo voltar exige preposição e a palavra memória é substantivo feminino, por isso o emprego da crase na alternativa A.

    "O verbo voltar é um verbo de movimento que pode reger diversas preposições, que introduzem um complemento do verbo:

    (1) «Ele voltou a Paris.»

    (2) «Ele voltou para casa.»

    (3) «Ele voltou de Paris.»

    Embora seja menos frequente, o verbo pode também reger a preposição por que introduz um complemento que indica o meio no qual se realiza o movimento:

    (4) «Ele voltou por terra."

    in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/os-complementos-do-verbo-voltar/35778 [consultado em 08-07-2021]


ID
3982
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

A safra atual de cana está prevista em 414 milhões de
toneladas e, para 2010/2011, há previsão de chegar a 560 milhões.
O grande crescimento do setor sucroalcooleiro no Brasil
se dará, inicialmente, por causa do mercado interno. Os carros
bicombustíveis ou flex
- que podem rodar tanto com gasolina
quanto com álcool
- serão os principais responsáveis pela
necessidade de expansão dos canaviais, pelo menos nos
próximos cinco anos.
Quanto ao mercado externo de álcool combustível, um
dos diretores do setor destaca que a curto prazo não há
expectativa muito grande, embora se fale muito do potencial do
Brasil. As expectativas são conservadoras, porque o mercado
externo é ainda muito incerto. "Nenhum país muda sua matriz
energética dependendo apenas de um fornecedor, no caso, o
Brasil", diz. Para que isso aconteça, é necessário que outros
países entrem forte na produção canavieira e na produção de
álcool.
Quanto ao açúcar, calcula-se um crescimento na demanda
interna de 2% ao ano, historicamente vinculado ao
aumento da população, e de 3% no mercado externo, em
países para os quais o Brasil já exporta. De qualquer maneira,
ancorado por projeções otimistas, principalmente em relação ao
mercado interno, o setor vem investindo pesado na instalação
de novas unidades produtoras, no oeste paulista e nos cerrados
mineiro, goiano e sul-matogrossense. Há 90 usinas em
processo de montagem ou que deverão ser montadas nos
próximos anos e que vão se juntar às 330 usinas já em
operação no País. Até 2010 deverão estar todas funcionando.

(Adaptado de Novo Mapa do Brasil. O Estado de S.Paulo, H26,
19 de março de 2006)

- que podem rodar tanto com gasolina quanto com álcool - (1o parágrafo) Os travessões isolam

Alternativas
Comentários
  • Os carros
    bicombustíveis ou flex - que podem rodar tanto com gasolina
    quanto com álcool - (...)  

    INTRODUZ UMA EXPLICAÇAO

    GABARITO:D

  • Sem os travessões daria ideia de restrição. Diferença muito cobrada nos concursos do Brasil todo.

  • Sintaticamente:

    Aposto - Explicativo: Traduz, ou seja, dá significado a uma frase, geralmente entre vírgulas, dois pontos ou parênteses. 

     

  • Sintaticamente é adjunto adnominal!

    É uma oração adjetiva a qual é iniciada pelo pronome relativo: (que = a qual)

    e podem ser classificadas em:

    > RESTRITIVAS: Sem vírgula.

    > EXPLICATIVAS: Com vírgulas ou travessões (caso da questão)

  • [GABARITO: LETRA D]

    O grande crescimento do setor sucroalcooleiro no Brasil se dará, inicialmente, por causa do mercado interno. Os carros bicombustíveis ou flex - que podem rodar tanto com gasolina quanto com álcool - serão os principais responsáveis pela necessidade de expansão dos canaviais, pelo menos nos próximos cinco anos.

    Travessão

    1 - Indica a fala de um personagem no discurso direto.

    Cíntia disse:

    - Amigo, preciso pedir-lhe algo.

    2 - Isola um comentário no texto (sentença interferente).

    Aquela pessoa eu já havia falado isso acabou de mostrar que tem péssimo caráter.

    3 - Isola um aposto na sentença.

    Minha irmã a dona da loja ligou para você.

    4 - Reforçar a parte final de um enunciado:

    Para passar no concurso você deve estudar muito muito mesmo!

    5 - Para indicar a mudança de interlocutor.

    Já é hora de irmos?

    Vamos esperar mais um pouco...

    6 - Para isolar, num contexto, palavras ou frases de natureza explicativa. Neste caso, em que desempenha uma função análoga à dos parênteses, ou das vírgulas, usa-se geralmente o travessão duplo.

    A primavera estação das flores é a mais bela.

    FONTE: RESUMO DAS AULAS DO QC E PROF. PABLO JAMILK.

  • isolam uma oração subordinada adjetiva explicativa. (explicação) Não é aposto, pois a base não é nominal.

ID
3985
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

A safra atual de cana está prevista em 414 milhões de
toneladas e, para 2010/2011, há previsão de chegar a 560 milhões.
O grande crescimento do setor sucroalcooleiro no Brasil
se dará, inicialmente, por causa do mercado interno. Os carros
bicombustíveis ou flex
- que podem rodar tanto com gasolina
quanto com álcool
- serão os principais responsáveis pela
necessidade de expansão dos canaviais, pelo menos nos
próximos cinco anos.
Quanto ao mercado externo de álcool combustível, um
dos diretores do setor destaca que a curto prazo não há
expectativa muito grande, embora se fale muito do potencial do
Brasil. As expectativas são conservadoras, porque o mercado
externo é ainda muito incerto. "Nenhum país muda sua matriz
energética dependendo apenas de um fornecedor, no caso, o
Brasil", diz. Para que isso aconteça, é necessário que outros
países entrem forte na produção canavieira e na produção de
álcool.
Quanto ao açúcar, calcula-se um crescimento na demanda
interna de 2% ao ano, historicamente vinculado ao
aumento da população, e de 3% no mercado externo, em
países para os quais o Brasil já exporta. De qualquer maneira,
ancorado por projeções otimistas, principalmente em relação ao
mercado interno, o setor vem investindo pesado na instalação
de novas unidades produtoras, no oeste paulista e nos cerrados
mineiro, goiano e sul-matogrossense. Há 90 usinas em
processo de montagem ou que deverão ser montadas nos
próximos anos e que vão se juntar às 330 usinas já em
operação no País. Até 2010 deverão estar todas funcionando.

(Adaptado de Novo Mapa do Brasil. O Estado de S.Paulo, H26,
19 de março de 2006)

Nenhum país muda sua matriz energética... (2o parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

Alternativas
Comentários
  • Alguém sabe explicar esta questão?Valeu!
  • O verbo mudar como colocado na questão tem complemento não preposicionado, ou seja, direto. O que se deveria buscar nas alternativas, portanto, era outro verbo com complemento não preposicionado.a) está prevista EM - preposicionado;b) não HÁ expectativa - não preposicionado;c) expectativas SÃO - verbo de ligação; d) isso ACONTEÇA - como colocado na oração, sem nenhum complemento, ou seja, intransitivo;e) entrem forte NA - (em+a) preposicionado.
  • Natalia Godoi, esclarecedor seu comentário mas, no item "a" o verbo está ,não seria de ligação?
  • Sim, penso ser verbo de ligação e prevista é predicativo do sujeito (A safra está prevista).

    Bons estudos! Não desanimem!
  • Ainda não consegui, apesar dos comentários, compreender a questão. Alguém poderia clarificar melhor? Por que letra B? Obrigado!
  • mudar é vtd ( no sentido de trocar)

    na letra A e C são verbos de ligação. 

    na letra D você perceberá que é verbo transitivo indireto.

    Para que isso aconteça DE forma certa
    Para que isso aconteça DE outro modo

    (Eu não vejo esse vejo esse verbo como intrasitivo - como diz o amigo acima, vejo como transitivo indireto, ele está pedindo complemento).

    Na letra B

    O verbo haver que é impessoal, ele funciona também como VTD

    Há muitas coisas aqui
    Há pessoas lá.
    Há animais aqui.
    então B é a resposta correta, porque mudar está sendo também como VTD.
  • A pergunta do colega Francis é muito pertinente, uma vez que desde o colegial aprendemos que devem ser feitas perguntas ao verbo para que possamos encontrar o objeto, seja ele direto ou indireto, assim também como aprendemos a simplesmente aceitá-lo como tal (VTD) sem se ater aos porquês.Vejamos: Paula vai à escola. (vai a onde? ou simplesmente, quem vai, vai A algum lugar)VTI Ela produziu a festa. (Produziu o quê? ou simplesmente, quem produz, produz algo ou alguma coisa)VTD Não havia riscos.Observem que nessa última frase, até pergunta-se: Não havia o quê? porém se analisarmos, conforme a pergunta padrão, diríamos: Quem existe, existe. logo pensaríamos que trata-se de um verbo intransitivo, cujo sentido é completo (independe de complemento). Dificilmente diríamos quem existe, existe algo ou alguma coisa, até porque perde-se todo o sentido lógico. Nota-se que estamos diante de um verbo transitivo (sentido incompleto), uma vez que o significado do verbo haver transita (movimenta) em direção ao seu complemento. No exemplo dado, estamos diante de um trânsito sem obstáculos (não exige preposição) visto que completa-se o seu sentido de forma direta (objeto direto).Outra coisa: Aprendemos na aulas de concordância que o verbo haver com o sentido de existir é impessoal(não apresenta sujeito), o que está absolutamente correto, MAS dizer que não apresenta sujeito não significa dizer que não apresenta OBJETO, inclusive na frase exemplificada, a função é exercida pelo seu complemento: Riscos (objeto direto), logo temos uma transitividade direta (sem obstáculos = sem preposição), daí a denominação verbo transitivo direto.Espero ter contribuído!
  • O dicionario diz que o ACONTECER no sentido aí da frase é intransitivo, alguem falou que é VTI, nao acho que seja VTI, alguem poderia mandar uma msg para mim?
    lembrem galera, no final, o que acabamos colhendo é o que plantamos. Se você se disonibilizar para tirar dúvidas de outras pessoas, ajudar, pode ter certeza, que quando você precisar você tambem vai ter uma mão esperando pra te levantar.
    Plante e colha.
    Ajude e seja ajudado. 
  • Nenhum país muda sua matriz energética... -> Nenhum país muda o quê? Sua matriz energética -> Portanto, VTD.

    a) A safra atual de cana está prevista em 414 milhões de toneladas... -> Está (do verbo Estar) é Verbo de Ligação. ERRADA

    b) ... que a curto prazo nãoexpectativa muito grande... -> Não há o quê? Expectativa muito grande. CERTA, pois é VTD.

    c) As expectativas são conservadoras... -> São (do verbo Ser) é Verbo de Ligação. ERRADA

    d) Para que isso aconteça... -> Acontecer é VI. ERRADA

    e) ... que outros países entrem forte na produção canavieira e na produção de álcool. -> Que outros países entrem! Entrar, nessa oração, é VI. ERRADA
  • ENTRAR

    Pede objeto indireto.

    Exemplos:

    Entrei na sala de aula. Entrei de cantor no conjunto do colégio. Entrei para o coro do teatro.



    Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/sintaxe/regencia-verbal.php


    Portanto, entrar é VTI (Verbo Transitivo Indireto).

ID
3988
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

A safra atual de cana está prevista em 414 milhões de
toneladas e, para 2010/2011, há previsão de chegar a 560 milhões.
O grande crescimento do setor sucroalcooleiro no Brasil
se dará, inicialmente, por causa do mercado interno. Os carros
bicombustíveis ou flex
- que podem rodar tanto com gasolina
quanto com álcool
- serão os principais responsáveis pela
necessidade de expansão dos canaviais, pelo menos nos
próximos cinco anos.
Quanto ao mercado externo de álcool combustível, um
dos diretores do setor destaca que a curto prazo não há
expectativa muito grande, embora se fale muito do potencial do
Brasil. As expectativas são conservadoras, porque o mercado
externo é ainda muito incerto. "Nenhum país muda sua matriz
energética dependendo apenas de um fornecedor, no caso, o
Brasil", diz. Para que isso aconteça, é necessário que outros
países entrem forte na produção canavieira e na produção de
álcool.
Quanto ao açúcar, calcula-se um crescimento na demanda
interna de 2% ao ano, historicamente vinculado ao
aumento da população, e de 3% no mercado externo, em
países para os quais o Brasil já exporta. De qualquer maneira,
ancorado por projeções otimistas, principalmente em relação ao
mercado interno, o setor vem investindo pesado na instalação
de novas unidades produtoras, no oeste paulista e nos cerrados
mineiro, goiano e sul-matogrossense. Há 90 usinas em
processo de montagem ou que deverão ser montadas nos
próximos anos e que vão se juntar às 330 usinas já em
operação no País. Até 2010 deverão estar todas funcionando.

(Adaptado de Novo Mapa do Brasil. O Estado de S.Paulo, H26,
19 de março de 2006)

A concordância está correta na seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • a) devem
    b) deveriam
    c) CERTO
    d) têm
    e) propiciaria
  • D - INCORRETA. INVESTIMENTOS no setor alcooleiro TÊM sido FEITOS para que SE AMPLIEM AS EXPORTAÇÕES à medida que a tecnologia brasileira desperte interesse mundial. 
    E - INCORRETA. A PREFERÊNCIA na compra de carros bicombustíveis PROPICIARIA aumento no consumo de álcool, e também no volume de exportações do produto.

  • Letra C.

    Deus é Soberano !!!

  • A - Errado - o correto seria "devem", pois deve comncordar com o sujeito "novas usinas de produção de álcool", que é um sujeito cujo núcleo é plural.

    B-Errado - NOVENTA NOVAS USINAS DE PRODUÇÃO DE ÁLCCOL DEVERIAM ENTRAR (...)

    C - Correto

    D- Errado.O VERBO AMPLIAR DEVE CONCORDAR COM SEU SUJEITO.... "AS EXPORTAÇÕES", QUE É PLURAL

    E - Errado - PROPICIOU! POIS O SUJEITO É A PREFERÊNCIA NA COMPRA DE CARROS BICOMBUSTÍVEIS


ID
4024
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 16 a 20 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Em todo o mundo, há 175 milhões de pessoas vivendo e
trabalhando fora do país em que nasceram. A maior parte desse
contingente é de imigrantes de países pobres em busca de
melhores empregos no Primeiro Mundo. Outro êxodo, mais
discreto mas igualmente intenso, percorre um caminho diferente.
É formado por cidadãos do mundo próspero que vão viver
em outros países. Emprego e qualidade de vida estão no topo
dessa migração.
Uma semelhança entre os dois fluxos é a de que ambos
se dirigem sobretudo aos países ricos. O número de americanos
que vivem fora dos Estados Unidos cresceu; a cada ano
aumenta o número de franceses que moram no exterior; Inglaterra
e Alemanha, que nas últimas décadas foram inundadas
por levas de imigrantes, bateram recentemente o recorde histórico
em emigração. Desde a II Guerra não se viam tantos
alemães de mudança para o exterior. No ano passado, a
quantidade foi equivalente à que saía do país no fim do século
XIX
? época das grandes migrações, quando 44 milhões de
pessoas fugiram da pobreza na Europa, em busca de oportunidades
no Novo Mundo.
Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes, que
saem de países ricos, é o de profissionais que encontram no
exterior oportunidade de investir na carreira, se possível
conciliando trabalho com qualidade de vida. A globalização da
economia é o principal catalisador dessa tendência.

(Adaptado de José Eduardo Barella, Veja, 14 de setembro de
2005, p. 100)

Sempre há profissionais dispostos ...... trabalhar em lugares distantes, especialmente em atividades ligadas ...... áreas de ciência e tecnologia, se ...... essas atividades estiver associada a qualidade de vida.

As lacunas estão corretamente preenchidas, respectivamente, por

Alternativas
Comentários
  • Antes de verbos no infinitivo nao se usa crase (trabalhar) - quem se liga se liga A algo (para procurar a preposiçao na regencia nominal pode se usar o macete de perguntar para o termo regente, assim como na regencia veral) + as do substatantivo feminino areas = ÀS. - O pronome essas nao pede artigo portanto somente a preposiçao A.
  • Antes de verbo não a crase. Nem antes de pronome desmostrativo.
  • Correta letra D.
    1º antes de verbos não vai crase.
    2º troca áreas por meio, ficará ... ligadas aos meios de ..... então vai crase. Com isso já define a questão.
  • 1) dispostos ... trabalhar . Antes de verbo - > Não há crase
    2) atividades ligadas ...... áreas.  Ligadas A alguma coisa. Portanto, há crase nessa lacuna.
    3) se ...... essas.  Antes de pron demonstrativo-> Não há crase
  • 1) dispostos ... trabalhar . Antes de verbo - > Não há crase
    2) atividades ligadas ...... áreas.  Substitui-se pelo masculino se tiver AO é porque há crase nessa lacuna.

        atividades ligas AOS setores de ...    
    3) se ...... essas.  Antes de pron. demonstrativo-> Não há crase

  • GABARITO: LETRA D

    ACRESCENTANDO:

    Os casos proibidos, obrigatórios e facultativos de crase:

    Casos proibidos:

    • Palavras masculinas (ele fazia menção a dissídio trabalhista)

    • Palavras com sentido indefinido (o homem não assistia a filmes medíocres)

    • Verbos (os meninos estavam dispostos a estudar)

    • Pronomes pessoais, de tratamento e interrogativos (a Sua Excelência, dirigimos um comunicado)

    • Em expressões com palavras repetidas (cara a cara, dia a dia)

    • Topônimos (nomes de lugares) que não admitem artigo (João viajará a São Paulo). Cuidado: se for um lugar específico, haverá crase (João viajará à São Paulo de sua infância - "de sua infância" está especificando)

    • Palavra "casa" no sentido de própria residência (o menino voltou a casa para buscar sua carteira). Cuidado: se for casa de outra pessoa, haverá crase (o menino foi à casa de Mariana)

    • Palavra "terra" no sentido de solo (muitos virão a terra após navegar)

    Casos obrigatórios:

    • Locução adverbial feminina (à vista, à noite, à esquerda)

    • Expressão masculina ou feminina com o sentido de "à moda de" (gol à Pelé, cabelos à Sanção)

    • Locução prepositiva (à vista de, à beira de, à mercê de)

    • Locução conjuntiva proporcional (à medida que e à proporção que)

    • Para evitar ambiguidade (ama à mãe a filha e ama a mãe à filha - a crase indica quem é a pessoa amada)

    • Palavras "madame", "senhora" e "senhorita" (enviaremos uma carta à senhorita)

    • Palavra "distância", quando ela estiver determinada (o acidente se deu à distância de 100 metros)

    Casos facultativos:

    • Após a preposição "até" (caminharemos até a/à sala do diretor)

    • Pronome possessivo feminino (ninguém fara menção a/à sua citação)

    • Substantivo feminino próprio (houve uma homenagem a/à Cecília)

    • Palavra "dona" (enviamos a correspondência a/à dona Nádia)

    FONTE: QC

  • Análise da frase:

    Sempre há profissionais dispostos A* trabalhar em lugares distantes, especialmente em atividades ligadas ÀS** áreas de ciência e tecnologia, se A*** essas atividades estiver associada a qualidade de vida.

    *Não se craseia antes de verbo.

    **Substituindo-se "áreas" por uma palavra masculina (setores, por exemplo), nota-se a presença da preposição e do artigo. (...atividades ligadas AOS setores...)

    ***Não se craseia antes de pronome demonstrativo.

    Resposta: D

  • Casos proibidos de crase:

    É proibido inserir crase antes de preposição, artigo, verbo, palavra masculina, pronomes, a palavra "que", a + plural e palavras iguais.

    Ante = preposição

    Um = artigo

    Homem = palavra masculina

    Que

    Diz = verbo

    Pouco = pronome

    A mulheres = a + plural

    Olho a olho = palavras iguais.


ID
4165
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto
seguinte.

Caso de injustiça

Quando adolescente, o poeta Carlos Drummond de
Andrade foi expulso do colégio onde estudava. A razão alegada:
"insubordinação mental". O fato: o jovem ganhara uma nota
muito alta numa redação de Português, mas o professor, ao lhe
devolver o texto avaliado, disse-lhe que ele talvez não a
merecesse. O rapaz insistiu, então, para que lhe fosse atribuída
uma nota conforme seu merecimento. O caso foi levado ao
diretor da escola, que optou pela medida extrema. Confessa o
poeta que esse incidente da juventude levou-o a desacreditar
por completo, e em definitivo, da justiça dos homens.
Está evidente que a tal da "insubordinação mental" do
rapaz não foi um desrespeito, mas uma reação legítima à
restrição estapafúrdia do professor quanto ao mérito que este
mesmo, livremente, já consignara. O mestre agiu com a
pequenez dos falsos benevolentes, que gostam de transformar
em favor pessoal o reconhecimento do mérito alheio.
Protestando contra isso, movido por justa indignação, o jovem
discípulo deu ao mestre uma clara lição de ética: reclamou pelo
que era o mais justo. Em vez de envergonhar-se, o professor
respondeu com a truculência dos autoritários, que é o reduto da
falta de razão. E acabou expondo o seu aluno à experiência
corrosiva da injustiça, que gera ceticismo e ressentimento.
A "insubordinação mental", nesse caso, bem poderia ter
sido entendida como uma legítima manifestação de amorpróprio,
que não pode e não deve subordinar-se à
agressividade dos caprichos alheios. Além disso, aquela
expressão deixa subentendido o mérito que haveria numa
"subordinação mental", ou seja, na completa rendição de uma
consciência a outra. O que se pode esperar de quem se rege
pela cartilha da completa subserviência moral e intelectual? Não
foi contra esta que o jovem se rebelou? Por que aceitaria ele
deixar-se premiar por uma nota alta a que não fizesse jus?
Muitas vezes um fato que parece ser menor ganha uma
enorme proporção. Todos já sentimos, nos detalhes de situações
supostamente irrelevantes, o peso de uma grande injustiça.
A questão do que é ou do que não é justo, longe de ser
tão-somente um problema dos filósofos ou dos juristas, traduzse
nas experiências mais rotineiras. O caso do jovem poeta
ilustra bem esse gosto amargo que fica em nossa boca, cada
vez que somos punidos por invocar o princípio ético da justiça.

(Saulo de Albuquerque)

As normas de concordância verbal encontram-se plenamente atendidas na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) aqueles ... podem
    b) qualquer gesto ... espere
    c) CERTO
    d) a repetição ... costuma
    e) a descrença ... deriva
  • Podem ficar em nossa boca, mais do que o gosto amargo da injustiça eventual, os travos da amargura e do ceticismo definitivos

    da amargura E do cetismo - é inclusivo - portanto PODEM FICAR
    e fosse da amargura OU do cetismo - poderia ser :
    Pode ficar em noss boca, mais do que o gosto amargo da injustiça eventual, os travos da amargura OU do cetismo.
  • A alternativa C está correta porque "podem ficar" está concordando com "os travos".
  • A minha professora nunca me ensinou essa regra! gostaria de aprender como discernir, como entender e como colocar em prática a forma correta! tenho uma dificuldade muito grande com a vírgula e com a crase! se alguem quiser me encinar ficarei eternamente grato!!! 

    gesovitor.vitor@hotmail.com

  • As normas de concordância verbal encontram-se plenamente atendidas na frase:


ID
4468
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

Brasileiro se realiza em arte menor. Com raras exceções
aqui e ali na literatura, no teatro ou na música erudita, pouco
temos a oferecer ao resto do mundo em matéria de grandes
manifestações artísticas. Em compensação, a caricatura ou a
canção popular, por exemplo, têm sido superlativas aqui, alcançando
uma densidade raramente obtida por nossos melhores
artistas plásticos ou compositores sinfônicos. Outras artes, ditas
"menores", desempenham um papel fundamental na cultura
brasileira. É o caso da crônica e da telenovela. Gêneros inequivocamente
menores e que, no entanto, alcançam níveis de superação
artística nem sempre observada em seus congêneres
de outros quadrantes do planeta.

Mas são menores diante do quê? É óbvio que o critério
de valoração continua sendo a norma européia: a epopéia, o
romance, a sinfonia, as "belas artes" em geral. O movimento é
dialético e não pressupõe maniqueísmo. Pois se aqui não se
geraram obras como as de Cervantes, Wagner ou Picasso, "lá"
também - onde quer que seja esse lugar - nunca floresceu uma
canção popular como a nossa que, sem favor, pode compor um
elenco com o que de melhor já foi feito em matéria de poesia e
de melodia no Brasil.

Machado de Assis, como de costume, intuiu admiravelmente
tudo. No conto "Um homem célebre", ele nos mostra
Pestana, compositor que deseja tornar-se um Mozart mas,
desafortunadamente, consegue apenas criar polcas e maxixes
de imenso apelo popular. Morre consagrado - mas como autor
pop. Aliás, não foi à toa que Caetano Veloso colocou uma frase
desse conto na contracapa de Circuladô (1991). Um de nossos
grandes artistas "menores" por excelência, Caetano sempre
soube refletir a partir das limitações de seu meio, conseguindo
às vezes transcendê-lo em verso e prosa. [...]

O curioso é que o conceito de arte acabou se alastrando
para outros campos (e gramados) da sociedade brasileira. É o
caso da consagração do futebol como esporte nacional, a partir
da década de 30, quando o bate-bola foi adotado pela imprensa
carioca, recebendo status de futebol-arte.

Ainda no terreno das manifestações populares, o ibope
de alguns carnavalescos é bastante sintomático: eles são os
encenadores da mais vista de todas as nossas óperas, o
Carnaval. Quem acompanha a cobertura do evento costuma
ouvir o testemunho deliciado de estrangeiros a respeito das
imensas "qualidades artísticas" dos desfiles nacionais...

Seguindo a fórmula clássica de Antonio Candido em
Formação da literatura brasileira ("Comparada às grandes, a
nossa literatura é pobre e fraca. Mas é ela, e não outra, que nos
exprime."), pode-se arriscar que muito da produção artística
brasileira é tímida se comparada com o que é feito em outras
paragens. Não temos Shakespeare nem Mozart? Mas temos
Nelson Rodrigues, Tom Jobim, Nássara, Cartola - produtores
de "miudezas" da mais alta estatura. Afinal são eles, e não
outros, que expressam o que somos.

(Adaptado de Leandro Sarmatz. Superinteressante, novembro de
2000, p.106, (Idéias que desafiam o senso comum)

... desempenham um papel fundamental na cultura brasileira. (1o parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

Alternativas
Comentários
  • Também errei esta questão porque não atentei para o fato de que a letra "c" não está na ordem direta.Basta ler a linha 6 do 2° parágrafo.c) ... nunca floresceu uma canção popular...Uma canção popular nunca floresceu. > Portanto, não se trata de verbo transitivo direto e sim de verbo intransitivo.________________________A "d" está correta.Machado de Assis, como de costume, intuiu admiravelmente tudo."Intui tudo" - Verbo transitivo direto com seu respectivo objeto direto.
  • A - VL
    .
    B - VL
    .
    C - VI
    .
    D - VTD - Correta
    .
    E - VI
  • Pensei que nao teria a resposta certa, pois

    ... desempenham um papel fundamental na cultura brasileira -- acredito que o verbo (desempenhar) seria VTDI, pois existe obj direto e obj. indireto na frase. (desempenha algo em algum lugar).
  • Roberson,

    O "em algum lugar" que vc está tomando como objeto indireto, na verdade traz uma ideia de lugar, cabendo aí adjunto adverbial. O "em" pode ter  confundido vc, que o relacionou à preposição de um objeto indireto. Na verdade, o termo aí é circunstancial (advérbio) e não complemento verbal.


    :) 
  • Entendi.. alem de linda é inteligentissíma..
  • Concordo em gênero, número e grau, Roberson...rsrs
  • LETRA D


    A primeira coisa que devemos buscar é o SUJEITO das orações e depois é que vamos para os VERBOS.


    Na letra C temos - "nunca floresceu uma canção popular"  , quem é que nunca floresceu?  Uma canção popular = SUJEITO. 

  • pensei assim: B) Onde quer que seja esse lugar.

    O verbo "quer" seria o VTD. E o Obj.D. dele: "que seja esse lugar". (No caso, Obj. D. Oracional).
    Pq tá errado ?
  • O verbo da oração original é transitivo direto ("um papel fundamental").

     

    a) o verbo é predicativo.

     

    b) verbo intransitivo.

     

    c) verbo intransitivo.

     

    d) o verbo transitivo direto como complemento um objeto direto ("tudo").

     

    e) verbo intransitivo.

     

     

    GABARITO: D

  • Após errar varias questões semelhantes, acertei essa!!

    A persistência é o caminho do êxito. Charles Chaplin


ID
4486
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 10 a 15 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Um fator até pouco tempo negligenciado deve entrar na
conta do desmatamento da Amazônia dentro de alguns anos.
As chamadas florestas secundárias, produto da regeneração da
mata após a derrubada, devem começar a ser contabilizadas
pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia
(Prodes).

O rebrotamento de florestas não reconstitui toda a
biodiversidade, mas pode ser relevante no longo prazo. Sabese,
por exemplo, que florestas secundárias podem reabsorver
até 15% do carbono emitido pela perda da mata primária - o
que ajuda a reduzir o efeito estufa. Só que esse dado não entra
na conta dos milhões de toneladas de carbono que a destruição
da Amazônia lança no ar por ano, porque ainda não se mediu a
capacidade de "ressurreição" da floresta.

Estudos mostram que alguns proprietários de terras
abandonam certas áreas ao longo do tempo e nelas a vegetação
pode começar a regenerar-se. Não se sabe ainda com
que intensidade esse fenômeno acontece na Amazônia.
Entender o que ocorre nas florestas secundárias também é
importante, porque elas podem ser cortadas novamente para
suprir parte da demanda por madeira e voltar a receber pasto.

Os fatores que influenciam o grau de regeneração das
matas, porém, são inúmeros, e não é tão simples prever como
uma área desmatada e depois abandonada se comportará.
Tudo isso depende, por exemplo, do tipo de uso que a terra
teve antes. Um terreno desgastado por pastagens durante muito
tempo pode se recuperar mais lentamente do que outro,
submetido à agricultura com rotação de culturas. A proximidade
do trecho desmatado com áreas de floresta primária também
conta. Terras muito isoladas não estão sujeitas a processos de
polinização e semeadura naturais. "Se houver um banco de
sementes próximo, em uma área florestal ainda grande, com
pássaros, ou algum vetor que possa trazer sementes, ela pode
recuperar parte da biodiversidade", explica um pesquisador do
Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

(Adaptado de Rafael Garcia. Folha de S. Paulo, Mais!, 11 de junho de
2006, p. 10)

A concordância verbo-nominal está inteiramente correta na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) observam-se
    b) indicam / eram
    c) são vetores / indispensáveis
    d) oferecem
    e) CERTO
  • C - INCORRETA. PEQUENOS ANIMAIS da floresta, assim como os PÁSSAROS, SÃO VETORES que disseminam SEMENTES, INDISPENSÁVEIS para a permanência da mata principal.  (Só não consegui entender se são os pássaros, os pequenos animais ou as sementes que são indispensáveis..."
    D - INCORRETA. PARQUES indígenas da Amazônia OFERECEM vasta extensão de MATA PRESERVADA, que SE TORNA de grande interesse para a conservação da biodiversidade.

  • a)ObservaM-se, na Amazônia, algumas clareiras de desmatamento, que parece surgir sem ligação com a presença humana, embora possam ser avistadas áreas de pastagens. ERRADA.

    OBSERVAR (VTD) SE (Particula apassivadora): quando o verbo transitivo direto ou verbo transitivo direto e indireto vier acompanhado pelo "se" este será partícula apassivadora e o que seria objeto direto se torna sujeito da oração, no caso "algumas clareiras de desmatamento". Assim, o verbo deve concordar com o sujeito. 

    1º ;Ordem direta: ALGUMAS CLAREIRAS DE DESMATAMENTO OBSERVAM-SE  (caso o "se" seja partícula apassivadora_PA_, o verbo concordará com o sujeito paciente. O "se" será PA quando o verbo for transitivo direto ou verbo transitivo direto e indireto. 

    2º : Ordem direta: ALGUMAS CLAREIRAS DE DESMATAMENTO (=QUE) PARECEM  SURGIR. Devido o "que" é sujeito da frase,assim o verbo parecer deverá concorda com o termo que o antecede.  

    **a virgula que antecede o pronome relativo 'que' está errada, pois trata-se de uma ORAÇÃO ADJETIVA RESTRITIVA  (já que são apenas algumas clareiras) assim,  não pode vir entre virgulas.  Já que entre virgulas será oração adjetiva explicativa. 




  • b)Imagens de satélites indicaM a existência de enormes áreas de pastagens em locais onde eraM antes apenas matas de transição, entre a floresta fechada e o cerrado. ERRADO, 

    NÃO SE SEPARA POR VIRGULA, O COMPLEMENTO NOMINAL DO NOME A QUE SE REFERE "TRANSIÇÃO ENTRE". 

    c)Pequenos animais da floresta(SUJEITO), assim como os pássaros, SÃO  VETORES que disseminam sementes, INDISPENSÁVEIS para a permanência da mata principal. ERRADA 

    d)Parques indígenas da Amazônia (SUJEITO) ofereceM  vasta extensão de mata preservada, que se TORNA de grande interesse para a conservação da biodiversidade. ERRADA 

    O PRONOME RELATIVO "QUE" É SUJEITO DO VERBO "TORNAR", ASSIM O VERBO CONCORDA COM O TERMO QUE ANTECEDE O "QUE" : VASTA EXTENSÃO DE MATA PRESERVADA SE TORNA...

      e) Nas áreas desmatadas para a abertura de pastos e depois abandonadas (ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR- TERMO DESLOCADO), arbustos formam uma variada mata secundária, à medida que as invadem. CORRETO. 

    À MEDIDA QUE ARBUSTOS INVADEM AS ÁREAS DESMATADAS.

  • a) Observam-se, na Amazônia, algumas clareiras de desmatamento, que parece surgir sem ligação com a presença humana, embora possam ser avistadas áreas de pastagens.


    b) Imagens de satélite indicam a existência de enormes áreas de pastagens que eram antes apenas matas de transição, entre a floresta fechada e o cerrado.


    c) Pequenos animas da floresta, assim como os pássaros, são vetores que disseminam sementes, indispensáveis para a permanência da área principal.


    d) Parques indígenas da Amazônia oferecem vasta extensão de mata preservada, que se torna de grande interesse para a conservação da biodiversidade.


    e) Certa.


  • Letra E.

    Deus é Soberano !!!

  • Letra A -

    Verbo na voz passiva sintética, põe o verbo na voz passiva analítica ( verbo ser + particípio do verbo principal) ficando então: Na Amazônia, são observadas algumas caldeiras...Quem são observadas? As Caldeiras. Dessa forma,caldeiras é o sujeito da oração, logo o verbo concorda em número e pessoa: OBSERVAM-SE.

    Letra B- O verbo indicar faz concordância com o sujeito "imagens de satélites" logo, ele ficará na terceira pessoa do plural: INDICAM.

    Letra C- O verbo tem que concordar com "pássaros" flexionando assim em número e pessoa, ficando: SÃO VETORES.

    Letra D- O verbo oferecer tem que fazer concordância com o sujeito "parques indígenas" concordando assim em número e pessoa, ou seja: os parques indígenas OFERECEM.

    LETRA E- CORRETA! o verbo formar concorda em número e pessoa com "arbustos".


ID
4645
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

Ensino que ensine

Jogar com as ambigüidades, cultivar o improviso, juntar
o que se pretende irreconciliável e dividir o que se supõe
unitário, usar falta de método como método, tratar enigmas
como soluções e o inesperado como caminho
? são traços da
cultura do povo brasileiro. Estratégias de sobrevivência? Por
que não também manancial de grandes feitos, tanto na prática
como no pensamento? A orientação de nosso ensino costuma
ser o oposto dessa fecundidade indisciplinada: dogmas
confundidos com idéias, informações sobrepostas a
capacitações, insistência em métodos "corretos" e em respostas
"certas", ditadura da falta de imaginação. Nega-se voz aos
talentos, difusos e frustrados, da nação. Essa contradição
nunca foi tema do nosso debate nacional.

Entre nós, educação é assunto para economistas e
engenheiros, não para educadores, como se o alvo fosse
construir escolas, não construir pessoas. Preconizo revolução
na orientação do ensino brasileiro. Nada tem a ver com falta de
rigor ou com modismo pedagógico. E exige professorado
formado, equipado e remunerado para cumprir essa tarefa
libertadora.

Em matemática, por exemplo, em vez de enfoque nas
soluções únicas, atenção para as formulações alternativas, as
soluções múltiplas ou inexistentes e a descoberta de problemas,
tão importante quanto o encontro de soluções. Em leitura e
escrita, análise de textos com a preocupação de aprofundar,
não de suprimir possibilidades de interpretação; defesa, crítica e
revisão de idéias; obrigação de escrever todos os dias,
formulando e reformulando sem fim. Em ciência, o despertar
para a dialética entre explicações e experimentos e para os
mistérios da relação entre os nexos de causa e efeito e sua
representação matemática. Em história, e em todas as
disciplinas, as transformações analisadas de pontos de vista
contrastantes.

Isso é educação. O resto é perda de tempo. (...) Quem
lutará para que a educação no Brasil se eduque?

(Roberto Mangabeira Unger, Folha de S. Paulo, 09/01/2007)

A concordância verbal está plenamente respeitada na frase:

Alternativas
Comentários
  • DISCORDO da resposta, não deveria ser:

    Tanto na leitura como na escrita, LEVAM-SE em conta as variáveis de interpretação, que aprofundam o sentido do texto.
  • Julius, na prova tem a partícula "se".

    Boa observação. ;)
  • Questão estranha...
    Até nas estatísticas tem mais erro do que acerto.
  • Marquei a letra B como sendo a alternativa correta. Não consegui visualizar o erro, se alguém puder me ajudar, agradeço!!!Em relação à alternativa C está correta:c)...leveM-SE em conta as variáveis de interpretação... O "se", nesse caso, funciona como partícula apassivadora, logo a frase apresenta sujeito(variáveis de interpretação) e o verbo DEVE concordar com ele.Caso restem dúvidas, quando for definir a função do "se" na frase, basta passa-lá para a voz passiva: As variáveis de interpretação são levadas em conta.Se não for possível a construção, então será indíce de indeterminação do sujeito ( o verbo fica OBRIGATORIAMENTE na 3ª p do sing.por não possuir sujeito)
  • Alternativa b: são as possibilidades de enfoques alternativos o que IMPORTA nas operações que levam a soluções múltiplas. É importa no singular porque seu sujeito é o pronome "o" de "o que importa", sendo aquilo que importa.
    Encontrei a justificativa no fórum concurseiros.
  • Alternativa C
      
    Correlações: "tanto... como..." e "tanto... quanto...".

    Regra: o verbo concorda no plural.

    Exemplos:
    "Tanto João como José participaram do debate";
    "Tanto a minha empresa quanto a sua não atrasam pagamento de salário". 

    Fonte: www.portuguesnarede.com?
    ww.portuguesnarede.com 
  • correta letra  "C", porque a  frase está na ordem indireta..  o verbo "levar" tem como sujeito " as variaveis de interpretação"... assim.. as variáveis de interpretação é que são levadas em conta e aprofundam o sentido do texto tanto na leitura como na escrita.
     
  • De 7 comentários até então expostos, só 2 úteis. Fica difícil revisar assim!!!. A dúvida persiste! Por que "levem-se" e não "levam-se"?
  • letra c:

    Veja uma frase na prova da FCC!!! (TRT 18ªR 2008)
    O termo sublinhado está corretamente flexionado?
    Observa-se  subversões  à  norma  culta  diariamente,  nos  bate-papos  pela internet.
    NÃO.  O  verbo  “observa”  é  transitivo  direto  (alguém  observa  algo)  e  o vocábulo  “se”  possivelmente  é  o  pronome  apassivador.  Para  se  ter  certeza disso,  basta  transpormos  para  a  voz  passiva  analítica: 

    subversões  são observadas...
      Como há coerência, realmente o “se” é pronome apassivador e com isso “subversões” é o sujeito paciente. Dessa forma, o verbo deve ser flexionado no plural: Observam-se. Veja a reescrita:
    Observam-se  subversões  à  norma  culta  diariamente,  nos  bate-papos  pela internet.

  • A - INCORRETA. O ENFOQUE nas soluções únicas dos problemas que enfrentamos EMPOBRECE, quase sempre, a qualidade mesma do raciocínio. 
    B - INCORRETA. São as possibilidades de enfoques alternativos O QUE IMPORTA nas operações que levam a soluções múltiplas.

  • Peçam comentários do professor!


ID
4843
Banca
CESGRANRIO
Órgão
TCE-RO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

Assinale a opção em que há uso INADEQUADO da regência verbal, segundo a norma culta da língua.

Alternativas
Comentários
  • comparar é vti e pede preposiçao a

     

    logo o correto seria:...nao vejo alguem a quem ele possa se comparar.

  • Comentário objetivo:

    a) É interessante a obra de Freyre com a qual a de Sérgio Buarque compõe uma dupla magistral.   CORRETO: A obra de Sérgio Buarque compõe uma dupla magistral COM a obra de Freyre.  

    b) É necessário ler estes livros nos quais nos vemos caracterizados.
    CORRETO: Nós nos vemos caracerizados NOS livros.

    c) Chico Buarque, por quem os brasileiros têm grande admiração, é filho de Sérgio Buarque.   CORRETO: os brasileiros têm grande admiração POR Chico Buarque.  

    d) É tão bom escritor que não vejo alguém de quem ele possa se comparar. ERRADO: não vejo alguém COM (ou A) que o escritor possa se comparar.

    e) Valoriza-se, sobretudo, aquele livro sob cujas leis as pessoas traçam suas vidas.   CORRETO: As pessoas traçam suas vidas SOB aquele livro.  
  • Quem se compara, se compara a alguém, e não de alguém. Compara-se uma pessoa a outra, e não de outra. O correto seria "É tão bom escritor que não vejo alguém a quem ele possa se comparar". 
  • a preposição a
    correta é letra D.
  • Gabarito, D

    É tão bom escritor que não vejo alguém de quem ele possa se comparar.

    É tão bom escritor que não vejo alguém A quem ele possa se comparar.

    Regência:

    Quem se compara, se compara A alguém.


ID
5491
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Transpetro
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O QUE É... DECISÃO


No mundo corporativo, há algo vagamente conhecido
como "processo decisório", que são aqueles insondáveis
critérios adotados pela alta direção da empresa
para chegar a decisões que o funcionário não consegue
entender. Tudo começa com a própria origem da palavra
"decisão", que se formou a partir do verbo latino caedere
(cortar). Dependendo do prefixo que se utiliza, a palavra
assume um significado diferente: "incisão" é cortar para
dentro, "rescisão" é cortar de novo, "concisão" é o que já
foi cortado, e assim por diante. E dis caedere, de onde
veio "decisão", significa "cortar fora". Decidir é, portanto,
extirpar de uma situação tudo o que está atrapalhando e
ficar só com o que interessa.
E, por falar em cortar, todo mundo já deve ter
ouvido a célebre história do não menos célebre rei
Salomão, mas permitam-me recontá-la, transportando
os acontecimentos para uma empresa moderna. Então,
está um dia o rei Salomão em seu palácio, quando duas
mulheres são introduzidas na sala do trono. Aos berros
e puxões de cabelo, as duas disputam a maternidade
de uma criança recém-nascida. Ambas possuem
argumentos sólidos: testemunhos da gravidez recente,
depoimentos das parteiras, certidões de nascimento.
Mas, obviamente, uma das duas está mentindo: havia
perdido o seu bebê e, para compensar a dor, surrupiara
o filho da outra. Como os testes de DNA só seriam
inventados dali a milênios, nenhuma das autoridades
imperiais consultadas pelas litigantes havia conseguido
dar uma solução satisfatória ao impasse.
Então Salomão, em sua sabedoria, chama um
guarda, manda-o cortar a criança ao meio e dar metade
para cada uma das reclamantes. Diante da catástrofe
iminente, a verdadeira mãe suplica: "Não! Se for assim, ó
meu Senhor, dê a criança inteira e viva à outra!", enquanto
a falsa mãe faz aquela cara de "tudo bem, corta aí". Pronto.
Salomão manda entregar o bebê à mãe em pânico, e a
história se encerra com essa salomônica demonstração
de conhecimento da natureza humana.
Mas isso aconteceu antigamente. Se fosse hoje,
com certeza as duas mulheres optariam pela primeira
alternativa (porque ambas teriam feito um curso de Tomada
de Decisões). Aí é que entram os processos decisórios
dos salomões corporativos. Um gerente salomão
perguntaria à mãe putativa A: "Se eu lhe der esse menino,
ó mulher, o que dele esperas no futuro?" E ela diria:
"Quero que ele cresça com liberdade, que aprenda a cantar
com os pássaros e que possa viver 100 anos de felicidade".
E a mesma pergunta seria feita à mãe putativa B, que de
pronto responderia: "Que o menino cresça forte e obediente
e que possa um dia, por Vossa glória e pela glória
de Vosso reino, morrer no campo de batalha". Então, sem
piscar, o gerente salomão ordenaria que o bebê fosse
entregue à mãe putativa B.
Por quê? Porque na salomônica lógica das
empresas, a decisão dificilmente favorece o funcionário
que tem o argumento mais racional, mais sensato, mais
justo ou mais humano. A balança sempre pende para os
putativos que trazem mais benefício para o sistema.

GEHRINGER, Max. Revista Você S/A, jan. 2002.

Por meio de uma carta, os funcionários _______________ aos superiores. Com respeito à regência, a forma verbal que preenche adequadamente a lacuna acima é:

Alternativas
Comentários
  • Letras a,b,c,d, todos verbos são transitivos direto.E somente letra e é VTI.
  • Quem responde, responde algo a alguém. 
  • A letra E está correta, pois somente o verbo responder é um VTI, necessitando assim de uma preposição, ou seja, a preposição "a"

    Por meio de uma carta, os funcionário responderam aos superiores...
  • Exemplo da transitividade desses verbos:

    Eu chamei você (VTD)
    Eu convidei você (VTD)
    Eu cumprimentei você (VTD)
    Eu pressionei você (VTD)
    Eu respondi A você (VTI) ou (VTDI) Eu respondi obrigado(OD) a você(OI).
  • Simples e perfeita a resposta do Naldo

    Obrigada
  • Correta, E

    Quem responde, responde A alguém

    "Por meio de uma carta, os funcionários respondem AOS aos superiores".

  • "Um tiroteio de mensagens escritas tende à catástrofe." (l. 16-17) A forma verbal que pode ser usada para substituir o verbo em destaque, mantendo a mesma regência, é:

    A

    causa.

    B

    provoca.

    C

    traz.

    D

    convida.

    E

    prenuncia.

    Resposta: D

    Mesma banca diz que convida aqui seria VTI


ID
5674
Banca
CESGRANRIO
Órgão
EPE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Memória
Potencial para o futuro


Treinar a memória equivale a treinar os músculos
do corpo ? é preciso usá-la ou ela atrofia. Há duas boas
maneiras para fazer isso: a primeira é a leitura, porque,
no instante em que se lê algo, ativam-se as memórias
visual, auditiva, verbal e lingüística. "A qualidade do que
se lê importa mais que a quantidade, porque gostar do
assunto gera interesse", diz o médico e pesquisador
Iván Izquierdo, diretor do Centro de Memória da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A memória
sofre influência do humor e da atenção, despertada
quando existe interesse em determinado assunto ou
trabalho ? o desinteresse, ao contrário, é uma espécie
de "sedativo", que faz a pessoa memorizar mal. A outra
forma de deixar a memória viva é o convívio com
familiares e amigos, com quem se podem trocar idéias
e experiências. "Palavras cruzadas são inferiores à
leitura, mas também ajudam. Da mesma forma que ouvir
uma música e tentar lembrar a letra ou visitar uma cidade
para onde já se viajou e relembrar os pontos mais
importantes", afirma Izquierdo.
É preciso corrigir o estilo de vida para manter a
memória funcionando bem. "Uma pessoa de 40 anos
só sofre de esquecimento se viver estressada e tiver
um suprimento de informações acima do que é capaz
de processar. Não dá para esperar o mesmo nível de
retenção de informação quando se lê um e-mail enquanto
se conversa ao telefone e é interrompido pela secretária.
É preciso dar tempo para o cérebro", explica o psiquiatra
Orestes Forlenza, da USP.
Segundo Barry Gordon, professor da Johns Hopkins
Medical Institution, a memória "comum" focaliza coisas
específicas, requer grande quantidade de energia mental
e tem capacidade limitada, deteriorando-se com a idade.
Já a "inteligente" é um processo que conecta pedaços
de memória e conhecimentos a fim de gerar novas
idéias. É a que ajuda a tomar decisões diárias, aquela
"luz" que se acende quando se encontra a solução de
um problema. Por exemplo: a comum esquece o
aniversário da mulher; a inteligente lembra o que poderia
ser um presente especial para ela. A comum esquece
o nome de um conhecido encontrado na rua; a
inteligente lembra o nome da mulher dele e onde ele
trabalha, pistas que acabam levando ao nome da
pessoa.

CLEMENTE, Ana Tereza; VEIGA, Aida. Receitas para a inteligência.
Revista Época. 31 out.2005. p.77-78.

"É preciso corrigir o estilo de vida para manter a memória funcionando bem." (l. 21-22). Substituindo, no período acima, as orações reduzidas pelas desenvolvidas correspondentes, tem-se:

Alternativas
Comentários
  • ALGUEM EXPLICA?

  • a) É preciso que se corrija o estilo de vida para que se mantenha a memória funcionando bem. ----> Os verbos "corrigir" e "manter", que na sentença original estavam reduzidos de infinitivo, na letra A passam a estar na forma desenvolvida, conjugado no modo subjuntivo tempo presente.

     b) É preciso a correção do estilo de vida para se manter a memória funcionando bem. ----> não colocou na forma desenvolvida: "correção", por exemplo, passou a ser um nome e deixou de ser um verbo e "se manter" continua no infinitivo reduzido...

     c) É preciso que o estilo de vida seja corrigido a fim de se manter a memória funcionando bem. ------> Continua reduzido....

     d) É preciso que se corrija o estilo de vida para a boa manutenção funcional da memória. -------> passou para forma nominal...

     e) É preciso corrigir o estilo de vida a fim de que se mantenha a memória funcionando bem. ------> Continua reduzido....

  • GAB: LETRA A

    Complementando!

    Fonte:Sandra

    CORRETA: A (É preciso que se corrija o estilo de vida para que se mantenha a memória funcionando bem.)

    Analisemos as orações reduzidas da frase "É preciso corrigir o estilo de vida para manter a memória funcionando bem".

    As orações reduzidas têm algumas características:

    • não são introduzidas por conjunções
    • apresentam verbo nas formas nominais (infinitivo, particípio e gerúndio)

    (Perceba, candidato, que os verbos "corrigir" e "manter" estão no infinitivo) 

    Para transformar uma oração reduzida em uma desenvolvida, é necessário introduzir a conjunção e fazer a correlação verbal. Assim:

    • É preciso corrigir o estilo de vida > É preciso que se corrija o estilo de vida 
    • ... para manter a memória funcionando bem > ... para que se mantenha a memória funcionando bem

    Assim,as demais alternativas estão incorretas


ID
5830
Banca
CESGRANRIO
Órgão
MPE-RO
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O tempo do desenvolvimento

        Levei minha moto para ser consertada em uma
pequena oficina no centro de Genebra. O mecânico abriu
uma agenda (como as de médico) e me instruiu para
que em oito dias voltasse com a moto às 2h e que fos-
se buscá-la às 3h15min. E assim foi. Ainda naquela re-
gião, procurei um carpinteiro. Sem olhar a agenda, ele
foi logo dizendo que estava ocupado pelos próximos três
meses. Contudo, havia uma chance no fim de sema-
na seguinte. Se chovesse, nada feito, não se abre telha-
do com chuva. Se fizesse sol, ele ia escalar um pico
próximo. Mas, se o tempo estivesse nublado, aí talvez
fosse possível. As cartas estavam na mesa, com toda a
sinceridade.
        Um professor chinês em Yale, segurando a xícara
de café, ficava olhando o ponteiro de segundos do
relógio da sala de aula. Quando marcava 8h em ponto,
começava a aula.[...]
        Nos Estados Unidos, é prática corrente lojas e
oficinas darem um prazo máximo para a entrega dos
serviços. Em geral, terminam antes. Mas o cliente
planeja sua vida para o prazo máximo.
        Aqui em Pindorama vivemos numa sociedade que
mescla o melhor e o pior do respeito pelo tempo. Eu tinha
um amigo radicado nos Estados Unidos. Na época em
que morou no Rio, ele costumava marcar com seus
colegas de tênis partidas para o dia seguinte.
Não apareciam ou chegavam atrasados. Voltando a
Washington, passou a marcar partidas com mais de três
meses de antecedência. Na hora aprazada, estavam
todos lá.
        Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a
conferência marcada para as 10h começará em
horas diferentes, dependendo do ministério.
N o Itamaraty, começa na hora. Na área econômica,
cabem alguns minutos de tolerância. Na área social,
estão todos muito ocupados, e meia hora de atraso não
é incomum. Curioso, os ministérios mais eficazes são
aqueles em que as reuniões começam na hora.
        Quem marca com o consertador do computador,
da televisão, da pia ou da máquina de lavar terá uma
surpresa se a criatura vier – e mais ainda se chegar na
hora marcada. Já nas empresas modernas, a chance
de andar no horário é bem maior.[...]
        Tais exemplos dizem o que todos já sabem, pelo
menos na teoria: tempo é dinheiro. A riqueza é resultante
do trabalho. O trabalho é a aplicação do tempo em
atividades produtivas. Quanto mais tempo se perde por
desorganização ou esperando pelos outros, menos
tempo se utiliza produzindo e menos riqueza é gerada.
E isso sem ganhar em lazer.[...]
       O respeito pelo tempo dos outros aumenta a
produtividade social, pois o tempo de todos não é
desperdiçado pelas esperas. Aliás, fazer com antece-
dência é mais rápido e mais barato. Planejamento é
isso. O tempo do desenvolvimento é o aprendizado
social de estruturar o tempo de cada um e cada um não
atrapalhar o tempo dos outros.

CASTRO, Claudio de Moura, Revista Veja, 24 mar. 2004 (adaptado).

Aponte a opção em que a concordância verbal está realizada corretamente.

Alternativas
Comentários
  • a) Verbo 'haver' no sentido de 'existir' é impessoal (oração sem sujeito) e deve permanecer na 3ª do singular;
    b) O uso do artigo anes de "'Estados Unidos" obriga o verbo a concordar com ele.
    c)O determinante deixaria o verbo no singular
    e)O verbo deveria estar no plural concordando com o núcleo do sujeito posposto.
  • Correto! "um dia, um mês, um ano" é caso de gradação, podendo, assim, tanto concordar no singular como no plural.
  • A opção “A” esta errada. O verbo “haver” é impessoal e fica na 3ª pessoa do singular quando indica tempo decorrido, existência, ocorrência ou acontecimento. Houve muitas festas de Carnaval na Bahia.A opção “B” esta errada. Quando o sujeito é representado por substantivo próprio no plural, com o artigo no plural, o verbo vai para o plural. Os Estados Unidos, ontem, bombardearam o Iraque.A opção “C” esta errada. Quando o sujeito é formado pelas locuções cada um ou cada qual, seguidas ou não de substantivos, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular. Cada um dos funcionários apresenta boas propostas.A opção “D” esta correta, trata-se de um sujeito composto ordenado em degradação, portanto o verbo poderá ficar no singular ou ir para o plural. Um dia, um mês, um ano passam depressa.
  • Comentário objetivo:

    a) Houveram HOUVE muitas festas de Carnaval na Bahia.

    b) Os Estados Unidos, ontem, bombardeou
    BOMBARDEARAM o Iraque.

    c) Cada um dos funcionários apresentaram
    APRESENTOU boas propostas.

    d) Um dia, um mês, um ano passam depressa.   
    PERFEITO!!!  
    OBS: Caberia aqui uma outra construção com a forma verbal "passando" ficando no singular, concordando com "um ano" (CONCORDÂNCIA ATRATIVA): "
    Um dia, um mês, um ano PASSA depressa".

    e) Aconteceu
    ACONTECERAM vários fatos marcantes na minha vida.

  • Desculpe, mas terei que discordar dos colegas. Pois na letra D quando a oração é formada por núcleos do sujeito em sequencia gradativa o verbo fica necessaria mente no singular. Logo a resposta seria a letra C pois a expressão "Cada um dos funcionários..." o verbo pode concordar facultativamente com o Cada um ou com funcionários. Se eu estiver errado por favor, me ajudem!
  • Rodrigo ,
    a alternativa D esta certa pois"passam" se refere a todos os elementos já citados   
    quanto a alternativa c esta errada pois cada um dos funcionários recai em concordancia no singular  "um" 
    não confuda "cada um" com termos partitivos que devem ser consideradas como expressoes (grande parte de, a maior parte de ,a maioria de ect. que são denominados os núcleos.
     exemplo: A maioria das pessoas saiu(maioria)  ou sairam(pessoas) da reunião.   
  • Boa tarde pessoal,

    Na alternativa D - a correta - caso fosse "Um dia, um mês E um ano passam depressa." Estaria correta da mesma maneira?

    Abraço e sucesso a todos!

  • D correta

    Gradação entre os núcleos do sujeito------ )verbo fica no singular ou plural.

  • D)Um dia, um mês, um ano passam depressa.

    Sujeito com núcleos sinônimos : verbo fica no singular ou plural

    tragédia, catástrofe, incidente é o futuro daquele lugar

    tragédia, catástrofe, incidente são o futuro daquele lugar

    Sujeto com núcleos em gradação: verbo no plural ou concorda com o mais próximo

    um dia, um mês, um ano, uma vida de opressão não é suficiente

    um dia, um mês, um ano, uma vida de opressão não são suficiente

     

     

  • Expressões em Gradação a concordância é facultativa .

    Ou fica no plural ou concorda com o termo mais próximo ( concordância atrativa )

    Um dia, um mês, um ano passam depressa. ( correta )

    Um dia, um mês, um ano passa depressa. ( correta)

    LETRA D

    APMBB


ID
6163
Banca
CESGRANRIO
Órgão
AL-TO
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Conta-se que, certa vez, ligaram para Brasília
uns cientistas americanos intrigados com o que viram
em algumas fotos de satélite. Eles queriam saber o
que havia na região ao norte do Distrito Federal, porque
as imagens mostravam um brilho intenso naquelas
coordenadas, algo muito incomum. Bem, esse
telefonema pode nem ter ocorrido, mas o certo é que a
Chapada dos Veadeiros, a 230 quilômetros de Brasília,
está sobre uma das mais generosas jazidas de cristal
de que se tem notícia.
Os tais cientistas americanos, caso tenham
ligado mesmo, não estavam descobrindo nenhuma
América, pois durante longo tempo a garimpagem do
cristal movimentou a Chapada e seus arredores. Esse
minério translúcido servia como matéria-prima para
fabricação de componentes eletrônicos e de
computador, em vista de sua altíssima condutividade.
Com o tempo, os pesquisadores desenvolveram outros
materiais em laboratório e o cava-cava acabou.
Os místicos falam que há uma gigantesca placa
de cristal sob toda a região. E sobre ela, como você
pode imaginar, uma gigantesca massa de místicos.
Atraídos pela inegável atmosfera divinal da Chapada,
que é um manancial de água e luz (a solar, ok?) e com
visuais que chamam à contemplação, milhares de
terapeutas, psicólogos, massagistas e líderes
espirituais se mudaram para lá, o que faz de Alto
Paraíso e da vizinha vila de São Jorge um "território
alto-astral" de fama internacional.

RODRIGUES, Otávio. Viagem, Edição Especial (Ecoturismo)
Ed. Abril - Edição 108-A.

Marque a frase em que a concordância nominal está correta.

Alternativas
Comentários
  • a)diários
    b)proibida
    c)CERTA
    d)as mesmas
    e)olhos
  • Haver ( sentido de existir), não se conjuga no plural. Contudo, o verbo 'existir' conjuga-se normalmente.
  • a)ERRADA. Quando o adjetivo vem depois de dois ou mais substantivos, deve concordar com o substantivo mais próximo, ou com todos. Forma correta: Imagens e telefonemas diários intrigavam os pesquisadores.b) ERRADA. A expressão "É PROIBIDO" é invariável quando não se determina o substantivo. Contudo, quando o subst. vem determinado através de artigo,deve haver concordância. Forma correta: A garimpagem é proibida naquela região. OuGarimpagem é proibido naquela região. c) Correta.Verbo haver no sentido de existir não varia. d) ERRADA. A palavra MESMA deve concordar com o nome a que se refer, assim como as palavras ANEXO, INCLUSO, QUALQUER... Forma correta: Fotos e imagens eram as mesmas de sempre.e) ERRADA. A expressão "A OLHOS VISTOS" pode ficar invariável, (concordando com 'olhos') ou, concordar com o nome a que se refere. Forma correta: A cidade crescia rapidamente, a olhos vistos. OuA cidade crescia rapidamente, a olhos vista. (concordando com cidade)
  • Comentário objetivo:

    a) Imagens e telefonemas diárias DIÁRIOS intrigavam os pesquisadores.

    b) A garimpagem é proibido
    PROIBIDA naquela região.

    c) Havia místicos e pesquisadoras interessados no lugar.   
    PERFEITO!!!  

    d) Fotos e imagens eram a mesma
    OS MESMOS de sempre.

    e) A cidade crescia rapidamente, a olho
    OLHOS vistos.

  • Quando o adjetivo se referir a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes e do plural, e vier posposto, tomará oplural masculino ou concordará com o mais próximo.
    Letra C: é a correta
  • Daniel Silva, na letra D, o correto seria  " AS MESMAS ".


    d) Fotos e imagens eram AS MESMAS de sempre.  -----> Tanto a palavra foto como a palavra imagem são substantivos feminimos.

  • Letra C ( CORRETA):  O  verbo "haver" no sentido de existir é impessoal, portanto,  é também invariável , inflexionável."

     

  •  c) Havia místicos e pesquisadoras interessados no lugar.

     

    Já comentaram sobre o verbo "Havia".

    Faltou falar sobre a concordância do adjetivo "interessados". Porque está correto? 

     

    Comentário:

    Quando o adjetivo posposto (interessados) se refere a dois ou mais substantivos (místicos e pesquisadoras), concorda com o último ou vai facultativamente:

    para o plural, no masculino, se pelo menos um deles for masculino;

    para o plural, no feminino, se todos eles estiverem no feminino.

     

    Como o adjetivo está no masculino plural (interessados) seguiu a regra de concordar facultativamente no plural, no masculino, já que um dos substântivos está no masculino (OS místicos).

  • Daniel Silva o seu comentario objetivo ficou bacana, mas na D é "as mesmas" (pq concorda com As fotos e As imagens).

  • É proibida a garimpagem naquela região.

    A garimpagem é proibida naquela região.

  • a) Imagens e telefonemas diárias DIÁRIOS intrigavam os pesquisadores.

    b) A garimpagem é proibido PROIBIDA naquela região.

    c) Havia místicos e pesquisadoras interessados no lugar. PERFEITO!!!

    d) Fotos e imagens eram a mesma OS MESMOS de sempre.

    e) A cidade crescia rapidamente, a olho OLHOS vistos.


ID
6382
Banca
ESAF
Órgão
MTE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de concordância.

Alternativas
Comentários
  • d) A fragmentação das sociedades campesinas tradicionais, que originou as grandes massas nas cidades, ("""fazem""""???) com que, nas palavras de Hobsbawm, "nada se tornasse mais inevitável" do que o aparecimento dos movimentos operários.
  • d) A fragmentação das sociedades campesinas tradicionais, que originou as grandes massas nas cidades, ("""fazem""""???) com que, nas palavras de Hobsbawm, "nada se tornasse mais inevitável" do que o aparecimento dos movimentos operários.
  • Gabarito D

    A fragmentação das sociedades campesinas tradicionais, que originou as grandes massas nas cidades, fazem (Fez) com que, nas palavras de Hobsbawm, "nada se tornasse mais inevitável" do que o aparecimento dos movimentos operários.

  • Estranho que a letra B usou ''esses'' como pronome Anafórico, sendo que deveria ser ''estes'', já que não retomou nada. Enfim, a questão é de concordância, então sem bitolar.


ID
6400
Banca
ESAF
Órgão
MTE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que apresenta justificativa correta para o emprego da vírgula correspondente.

O setor de petróleo brasileiro merece legitimamente a comemoração pelo sucesso presente, (1) e as perspectivas do futuro contemplam êxito no trabalho de todas as empresas que atuam nessa área no Brasil, em especial, a Petrobras. Este futuro terá, com certeza, a marca do realismo e da humildade, (2) que são duas virtudes que, invariavelmente, andam juntas. Realismo no reconhecimento das possibilidades e limitações de todas as coisas. Humildade na renúncia a qualquer espécie de soberba, (3) de cega arrogância, (4) entendendo que a construção de uma nação e a consolidação de empresas fortes não são façanhas apenas de um punhado de homens, mas, sim, do esforço de uma sociedade inteira, (5) unida pelos laços multiplicadores da solidariedade nacional.

(Joel Mendes Rennó, Jornal do Brasil, 19/04/2006)

Alternativas
Comentários
  • a) Usou-se virgula antes da conjunção "e", pois as orações coordenadas tiveram sujeitos diferentes. 

    b) A vírgula é proibida no caso de orações adjetivas restritivas.

    c) Isola oração subordinada adjetiva explicativa. "(...) renúncia a qualquer espécie de soberba, (isto é) de cega arrogância, (...)"

    d) CORRETO 
  • A vírgula da letra "E" é por tratar-se de oração reduzida de particípio.

  • c: isolar termos com valor de aposto.
  • gabarito: d
    Segue a justificativa correta para os demais sinais de pontuação. 
    a) A regra é não empregar a vírgula antes da conjunção aditiva "e". Somente é admitida em situações especiais:  I - quando apresenta sujeitos diferentes e seu emprego tem por objetivo a clareza textual
    “O ator agrediu a camareira e o segurança 
    deu queixa na polícia.” --> note que, sem a vírgula antes da conjunção, em uma leitura rápida, poderíamos entender que o ator agrediu a camareira e o segurança (os dois), o que não seria verdade. 
    Agora, 
    releia com a vírgula: “O ator agrediu a camareira, e o segurança deu queixa na polícia.” --> a pausa tornou o texto mais claro;  II - quando faz parte de uma figura de linguagem chamada polissíndeto --> o uso excessivo de vírgulas e de conjunções tem a função estilística de fazer supor um fim que nunca chega. Com isso, enfatiza-se cada oração introduzida pela conjunção "e": De tudo ao meu amor serei atento/ Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto/ Que mesmo em face do maior encanto/ Dele se encante mais meu pensamento.  III - por clareza textual, mesmo que as orações apresentem o mesmo sujeito. Verifica-se isso, por exemplo, quando a primeira oração do período for tão extensa, que exija a retomada do sujeito. Isso é feito a partir da pausa, indicada com a vírgula. Esse é mais um dos casos em que a clareza suplanta a correção gramatical.  No caso da passagem do texto "O setor de petróleo brasileiro merece legitimamente a comemoração pelo sucesso presente, e as perspectivas do futuro contemplam... ", as duas orações coordenadas possuem sujeitos distintos e, para marcar uma pausa maior, empregou-se uma vírgula antes da conjunção “e”.  b) Agora, sim, a vírgula introduziu uma oração adjetiva explicativa, com comentários sobre “realismo e humildade”.  c) A vírgula separa elementos de uma enumeração --> “renúncia a qualquer espécie de soberba, [a qualquer espécie] de cega arrogância...”  e) Introduz oração adjetiva explicativa, agregando à “sociedade” mais uma qualidade (a de ser unida pelos laços multiplicadores da solidariedade nacional).  fonte: Ponto dos Concursos, professora Claudia Koslowski
  • ACRESCENTANDO:

    USO DA VÍRGULA

    Vírgula – indica uma pequena pausa na sentença.

    Não se emprega vírgula entre:

    • Sujeito e verbo.

    • Verbo e objeto (na ordem direta da sentença).

    Para facilitar a memorização dos casos de emprego da vírgula, lembre-se de que:

    A vírgula:

    Desloca

    Enumera

    Explica

    Enfatiza

    Isola

    Separa

    Emprego da vírgula:

    a) separar termos que possuem mesma função sintática no período:

    - João, Mariano, César e Pedro farão a prova.

    - Li Goethe, Nietzsche, Montesquieu, Rousseau e Merleau-Ponty.

    b) isolar o vocativo:

    - Força, guerreiro!

    c) isolar o aposto explicativo:

    - José de Alencar, o autor de Lucíola, foi um romancista brasileiro.

    d) mobilidade sintática:

    - Temeroso, Amadeu não ficou no salão.

    - Na semana anterior, ele foi convocado a depor.

    - Por amar, ele cometeu crimes.

    e) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos:

    - Isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc.

    f) separar os nomes dos locais de datas:

    - Cascavel, 10 de março de 2012.

    g) isolar orações adjetivas explicativas:

    - O Brasil, que busca uma equidade social, ainda sofre com a desigualdade.

    h) separar termos enumerativos:

    - O palestrante falou sobre fome, tristeza, desemprego e depressão.

    i) omitir um termo:

    - Pedro estudava pela manhã; Mariana, à tarde.

    j) separar algumas orações coordenadas

    - Júlio usou suas estratégias, mas não venceu o desafio.

    Vírgula + E

    1)Para separar orações coordenadas com sujeitos distintos:

    Minha professora entrou na sala, e os colegas começaram a rir.

    2) Polissíndeto:

    Luta, e luta, e luta, e luta, e luta: é um filho da pátria.

    3) Conectivo “e” com o valor semântico de “mas”:

    Os alunos não estudaram, e passaram na prova.

    4) Para enfatizar o elemento posterior:

    A menina lhe deu um fora, e ainda o ofendeu.

    FONTE: RITA SILVA

  • Gabarito: D.

    USO DA VÍRGULA

    • Enumeração;
    • Ruptura da forma canônica (ordem direta);
    • Termo explicativo (aposto);
    • Vocativo.

    APOSTO EXPLICATIVO

    O aposto explicativo serve para:

    1. Referir-se a nome;
    2. Expressão de natureza substantiva;
    3. Identidade semântica;
    4. Característica única.

    Ex.: O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, autorizou a abertura de um inquérito.


ID
6403
Banca
ESAF
Órgão
MTE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Avalie as afirmações abaixo, a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto, para assinalar a opção correta.

Quando se ouve a palavra "preço", as primeiras
imagens que invadem nossa mente são as de cartazes
de liquidação, máquinas registradoras, cheques e
cartões de crédito. Mesmo nas sociedades orientais,
menos capitalistas que a nossa, a idéia de preço é
sempre ligada à noção de objeto de valor.
Porém, diferentemente do que a mídia informa, nem
tudo pode ser comprado e parcelado em três vezes no
cartão. As coisas realmente importantes da vida têm
seu preço, isso é certo, mas a forma de pagamento é
bem diversa das praticadas nos shopping centers.
Na infinita negociação que é viver, se sairá melhor
aquele que possuir uma sólida conta corrente de
reservas emocionais e de bom senso do que aquele
que confia apenas em sua coleção de cartões de
plástico. Lucrará mais aquele que souber responder
com sabedoria a pergunta: vale a pena pagar o
preço?

(Adaptado da Revista Planeta, maio de 2006)

I. Para a coerência textual, o vocábulo "as"(l.2) tanto pode ser interpretado como um pronome, substituindo o substantivo "imagens"(l.2), quanto como um artigo definido que deixa implícita a concordância com "imagens".

II. O acento indicativo de crase em "à noção"(l.6) decorre da presença da preposição a, exigida por "ligada"(l.6) e do artigo determinante de "noção".

III. Por ser expressa a comparação em estrutura oracional, o termo "do que"(l.7) pode ser escrito apenas como "que", sem prejuízo da correção gramatical do texto.

IV. A retirada do pronome em "isso é certo"(l.10) resulta em erro gramatical, porque a oração fica sem sujeito; o que prejudica a coesão textual.

V. Devido ao emprego da vírgula, mantém-se a coerência textual e a correção gramatical ao empregar o pronome átono depois do verbo em "se sairá"(l.12): sairá-se.

VI. As regras gramaticais possibilitam também o emprego do acento indicador de crase em "a pergunta"(l.17): à pergunta.

Estão corretos apenas os itens

Alternativas
Comentários
  • I. Para a coerência textual, o vocábulo "as"(l.2) tanto pode ser interpretado como um pronome, substituindo o substantivo "imagens"(l.2), quanto como um artigo definido que deixa implícita a concordância com "imagens".- Correto, pode ser um pronome demonstrativo substituindo o termo imagens ou pode ser interpretado pelo leitor como um artigo definido, que no caso faria concordância com a palavra imagens que foi omitida.

    II. O acento indicativo de crase em "à noção"(l.6) decorre da presença da preposição a, exigida por "ligada"(l.6) e do artigo determinante de "noção". - Correto, faça o teste de substituir por uma palavra masculina, se esta palavra aparecer no formato ao (preposição + artigo) então a palavra feminina deverá vir acompanhada de crase. Ex. Ligada ao pensamento.

    III. Por ser expressa a comparação em estrutura oracional, o termo "do que"(l.7) pode ser escrito apenas como "que", sem prejuízo da correção gramatical do texto. - Errado, o advérbio diferentemente pede uma preposição. Pergunte-se: Diferentemente do quê e não diferentemente quê? Portanto sua ausência implicaria em um erro de regência.

    IV. A retirada do pronome em "isso é certo"(l.10) resulta em erro gramatical, porque a oração fica sem sujeito; o que prejudica a coesão textual. - Errado, isso = pronome demonstrativo. É = verbo de ligação e certo = advérbio. Além disso, o sujeito da 1° oração é As coisas realmente importantes da vida e da 2° oração é mas a forma de pagamento

    V. Devido ao emprego da vírgula, mantém-se a coerência textual e a correção gramatical ao empregar o pronome átono depois do verbo em "se sairá"(l.12): sairá-se. -   Errado, o emprego correto seria da mesóclise (utilizada no futuro do presente e no futuro do pretérito). Sair-se-á.

    VI. As regras gramaticais possibilitam também o emprego do acento indicador de crase em "a pergunta"(l.17): à pergunta. - Correto, substituindo por uma palavra masculina: Ex: Responder com sabedoria ao questionário, portanto a preposição é exigida e a palavra pergunta exige o artigo.


      
  • VI. As regras gramaticais possibilitam também o emprego do acento indicador de crase em "a pergunta"(l.17): à pergunta.

    A crase nesse caso não é obrigatória? No texto está errado?
  • Respondendo ao colega.
    A crase não é obrigatória, pois depende do sentido.
    Veja:
    Responder é VTDI.
    Portanto pergunta tanto poderia ser OD ou OI, vai depender do sentido do texto.
    Espero ter ajudado.
    Alexandre
  • Regência: RESPONDER


    De acordo com os dicionários, o verbo "responder" tem as seguintes regências:

    a) Transitivo direto quando o complemento é a resposta: "Ele respondeu que não é contra a CPMF".

    b) Transitivo indireto com a preposição "a" quando significa dar resposta a alguém ou a alguma coisa: "Respondeu ao ministro em tom agressivo"; "Os estudantes terão três horas para responder às questões de português e matemática"; "Haverá tempo para responder ao restante dos testes"; "Acusado responderá a processo na OAB e pode ser cassado"; "Ele respondeu à pergunta rapidamente".

    c) Significando dar resposta a alguém ou a alguma coisa, "responder" pode também ser intransitivo: "Eu a chamei, mas ela não respondeu"; "O réu não ergueu os olhos nem respondeu".

    d) Transitivo indireto com a preposição "por" quando significa responsabilizar-se: "Todo cidadão responde pelos seus atos"; "Parecia que outro personagem respondia por ele, a fim de deixá-lo à vontade".

    e) Transitivo direto e indireto quando há dois complementos: "Respondeu ao ministro que é contra a CPMF"; "O deputado respondeu aos jornalistas que não aceitava a acusação"; "Ele responderá o que quiser ao público"; "Respondeu-lhes que aceitava a proposta".

    http://www.portuguesnarede.com/2008/06/regncia-responder.html



ID
6406
Banca
ESAF
Órgão
MTE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção de proposta de alteração para o texto que resulta em erro gramatical e/ou incoerência textual.

No atual estágio da sociedade brasileira, se se
deseja um regime democrático, não basta abolir a
necessidade de bens básicos. É necessário que o
processo produtivo seja capaz de continuar, com
eficiência, a produção e a oferta de bens considerados
supérfluos.
Em se tratando de um compromisso democrático,
uma hierarquia de prioridades deve colocar o
básico sobre o supérfluo. O que deve servir como
incentivo para a proposta de casar democracia, fim
da apartação e eficiência econômica em geral é o
fato de que o potencial econômico do país permite
otimismo quanto à possibilidade de atender todas
essas necessidades, dentro de uma estratégia em
que o tempo não será muito longo.

(Adaptado de Cristovam Buarque, Da modernidade técnica à modernidade ética, p.29)

Alternativas
Comentários
  • O erro neste caso não é de pleonasmo. O que ocorre é que ao utilizar "caso" o verbo deveria ir para o subjuntivo: "caso se DESEJE um regime democrático..." Por isso esta é a proposta de modoficação inaceitável.
  • Gente, a acertiva "C" está errada!!

    É um caso obrigatório de próclise. Por favor, já procurei ajuda em 02 gramáticas (Celso Cunha e Cegalla) caso alguém possa me ajudar ! Existe exessão neste caso?

    Ficarei muito grata!!!

    Esse tipo de questão acaba confundindo o candidato.

    grsonia@ig.com.br

    Sonhos ... Se não vamos alcança-los, para quê tê-los??? Bora gente ! 2012 é nosso!
  • Eu até ia responder, mas quando li "exessão" desisti.
  • Sônia, o erro na alternativa é que existe outra regra que diz quem não se pode ter uma próclise iniciando um período!!!! Por isso que é incorreto fazer a afirmação que vc fez.. Na nova oração proposta o "se" realmente tem que aparecer depois do verbo.

  • Linda questão!

    Erro  gramatical Substituir o conectivo de valor condicional "se" (l.1) por caso, resultando em: caso se.
    Caso se deseja
    "Caso se deseje... correto"
    A conjução condicional caso concorda com o verbo no subjuntivo
  • Gente, eu achei que a letra "b" fosse a errada.
    Pesquisei e encontrei a explicação da professora Claudia Koslowski, do Ponto dos Concursos. Vou colocá-la aqui. Talvez também tenha sido a dúvida de alguém.
    "Realmente, a inserção do pronome SE após o verbo ABOLIR não acarretaria erro, contudo, de acordo com a doutrina majoritária, esse pronome seria classificado como
    pronome apassivador (já que o verbo ABOLIR apresenta transitividade direta: “abolir a necessidade”), e não índice de indeterminação do sujeito. Esse gabarito indicava que a banca seguia a doutrina de Said Ali, gramático que destaca a possibilidade de um VTD, mesmo com pronome SE, formar a indefinição do agente da ação verbal. Casos assim ocorrem quando prevalece essa ideia de indefinição, em detrimento da passividade.
    Dica: Se na hora da prova surgir um
    pronome "se" junto a um VTD ou VTDI que seja classificado como indeterminador do sujeito pela banca ESAF, você deve desenhar uma caveira ao lado, ver as demais opções e, somente se surgir algo pior, considerá-la correta!"
  • Vem SIM!!! Qual o dia da prova Gi? TRT SP o seu queridinho... Rsrsr!
  • Isso mesmo amiga....meu queridinho! E o seu queridinho TRT MA deve apontar no começo da semana né?!
  • Ain nem me fala, dá até um nervoso só de pensar... hj é que vou estudar pela primeira vez orçamento público, ainda nem comecei ADM. DE MATERIAIS E ESTOU ENGANTILHANDO EM RLM... Aaaaaaf!!!
  • Tinha que ser a ESAF pra elaborar uma questão passível de anulação. Senão vejamos o porquê deveria ser anulada.

    c) Retirar a preposição da expressão "Em se tratando" (l.7), deslocando-se o pronome para depois do verbo e fazendo-se os ajustes nas iniciais maiúsculas; o que resulta em Tratando-se.

    PRÓCLISE

    Usamos a próclise nos seguintes casos:

    (1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, de modo algum.

    - Nada me perturba.
    - Ninguém se mexeu.
    - De modo algum me afastarei daqui.
    - Ela nem se importou com meus problemas.

    (2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo, que.

    - Quando se trata de comida, ele é um “expert”.
    - É necessário que a  deixe na escola.
    - Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos sinceros.

    (3) Advérbios

    - Aqui se tem paz.
    - Sempre me dediquei aos estudos.
    - Talvez o veja na escola.

    OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de atrair o pronome.

    - Aqui, trabalha-se.

    (4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos.

    - Alguém me ligou? (indefinido)
    - A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
    - Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)

    (5) Em frases interrogativas.

    - Quanto me cobrará pela tradução?

    (6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).

    - Deus o abençoe!
    - Macacos me mordam!
    - Deus te abençoe, meu filho!

    (7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.

    - Em se plantando tudo dá.
    - Em se tratando de beleza, ele é campeão.

    (8) Com formas verbais proparoxítonas

    - Nós o censurávamos.


    Ou seja, o que o item c propõe resultaria num erro gramatical. Pelas regras da próclise, não se iniciaria a frase "Tratando-se", mas sim "Em se tratando". 

    1. PRÓCLISE ESPECIAL

    A base para se usar próclise (pronome átono antes do verbo) está na presença de palavras atrativas. Casos existem, entretanto, em que a próclise é legítima sem a dependência de palavras com poder de atração.

    a) Prep “em” + “gerúndio” – As preposições não funcionam como palavras atrativas. Mas a seqüência “em” + verbo no gerúndio requer próclise.

    Veja construções certas e erradas:

    1. Em tratando-se de Zona Franca, há poucos políticos bem informados. (errado)

    2. Em se tratando de Zona Franca, há poucos políticos bem informados. (certo) 

    3. Em tratando-se de língua, tinha preferência pela Língua Inglesa. (errado)

    4. Em se tratando de língua, tinha preferência pela Língua Inglesa. (certo)


    Por isso acho que deveria ser anulada a questão.

    Fonte: http://www.infoescola.com/portugues/colocacao-pronominal-proclise-mesoclise-enclise/
    Fonte: http://www.colegioweb.com.br/trabalhos-escolares/portugues/colocacao-pronominal/proclise-especial.html

  • Realmente a dica da Sabrina é boa pois fiquei na dúvida em relação a letra B pois é uma particula apassivadora e não indice de indeterminação do sujeito.

  • c) certa. Realmente o verbo iniciando a oração pede ênclise. d) certa. Atender pode ser tanto VTD ou VTI, vejamos: Como VTI tem o sentido de servir, e como VTD tem o sentido de deferir, aceitar. Então é possível desde que aceitemos a mudança de sentido do texto, mas ñ ocorrerá incoerência textual. e) errada. No trecho “No atual estágio da sociedade brasileira”, se se deseja ...”, o elemento em destaque é um conector que indica condição, ao passo que o segundo é um pronome. Inicialmente, é importante frisar que não há qualquer impedimento para substituir a conjunção condicional “se” pelo conectivo “caso”, entretanto, ao fazer a substituição recomendada pelo examinador da banca, é necessário alterar a flexão do verbo “desejar” para o presente do subjuntivo: “caso se deseje...”. Letra E.

  • Fiquei com a mesma dúvida de Rogério H. A mudança proposta na letra b não indeterminará o sujeito, mas fará com que o objeto direto passe a ser sujeito paciente.


ID
6412
Banca
ESAF
Órgão
MTE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A extinção do uso da mão-de-obra escrava no Brasil se deu por um processo lento, com vistas à transição para a formação de um mercado de trabalho livre.___1____, a segunda metade do século XIX é um período marcado pela preocupação de constituição e regulamentação legal do uso do trabalho livre no Brasil. A regulação dessas novas modalidades de uso da mão-de-obra contou com a mediação do Estado (Império), que disciplinava os contornos do trabalho livre. ___2___haja uma inexplicável lacuna na bibliografia do direito do trabalho, as leis de locação e serviços de 1830,1837 e 1879 representam o principal marco na experiência de intervenção estatal na contratação do trabalho livre no Brasil. O período de transição da escravidão ___3___ adoção do trabalho livre é longo. A importação de mão-de-obra européia tem início no ano de 1850, __4__ talvez a primeira experiência na importação de colonos pela firma Vergueiro & Cia. Os colonos eram cativados para o paraíso de terras férteis e abundantes __5__ oferta de trabalho livre e passavam a conviver com a mão-de-obra escrava nas fazendas.

(Sidnei Machado - http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/article/ viewPDFInterstitial/1766/1463)

assinale a opção que preenche orretamente as lacunas do texto

Alternativas
Comentários
  • A chave para a resolução dessa questão é a conjunção Conquanto que é concessiva, ou seja, apresenta ideia oposta em relação à Or principal. (= embora)
  • Discordo do colega abaixo: a chave da questão está em se identificar corretamente a primeira conjunção, que não poderia ser outra senão "por isso", já que a relação entre os dois períodos é de causalidade.
  • Preposição para

     Segundo Câmara Júnior (1975: 179, 180) a preposição para marcava, inicialmente, "um percurso com direção definida", passando, em português, a marcar a noção de chegada e permanência – ir para Paris – opondo-se a preposição a, com o significado geral de direção – ir a Paris. Já Cunha (2001), destaca a predominância da idéia de direção enquanto em a predomina a idéia de término do movimento. Bechara (1999: 317) simplifica: a preposição para indica direção com a idéia acessória de demora ou destino – Foi para Europa.

  • Conquanto haja + Ainda que haja/ mesmo que haja/ Embora haja

    A conjunção Conquanto é a única que reforça a ideia de concessão, combinando dcom o verbo haver.
  • Correta, B

    Os colonos eram cativados para o paraíso de terras férteis e abundantes __5__ oferta de trabalho livre e passavam a conviver com a mão-de-obra escrava nas fazendas.

    Quem é cativado, é cativado POR (pela) alguma coisa.

    Logo, assertiva B correta.


ID
6940
Banca
ESAF
Órgão
CGU
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a substituição que provoca erro gramatical.

O Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento na Amazônia Legal, implantado pelo Governo Federal em 2003, fez cair o(1) desmatamento na região em 31% no último ano. Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a área desmatada despencou de 27.200 km2 a 18.900 km2. A queda ocorreu nos nove estados da Amazônia Legal, sobretudo Pará, Mato Grosso e Rondônia, considerados críticos. A redução foi igualmente signifi cativa no entorno da BR-163 (rodovia Cuiabá-Santarém), sob regime(2) severo de fi scalização. Os dados resultaram(3) da comparação do desmatamento no período de agosto de 2004 a julho de 2005 com igual período anterior. O resultado indica o acerto das(4) políticas públicas em curso e que envolvem fi scalização, ordenamento fundiário e territorial, criação de áreas protegidas (foram criados 85 km2 de unidades de conservação em áreas de confl ito, homologados 93 mil km2 de terras indígenas e criados 3,76 mil km2 de projetos de assentamentos sustentáveis), além da previsão de investimentos em infra-estrutura e conversão da atividade econômica na região, com vistas à substituição da(5) extração predatória pelo desenvolvimento sustentável da fl oresta.

Alternativas
Comentários
  • Completando as palavras 'escondidas' dentro da vírgula:
    A redução foi igualmente signifi cativa no entorno da BR-163 (rodovia Cuiabá-Santarém)O QUAL ESTÁ sob regime(2) severo de fi scalização.
    O sujeito da Oraçao Subordinada Adjetiva Restritiva é o entorno, não sendo possível termos o verbo em discorância com aquele.

ID
6961
Banca
ESAF
Órgão
CGU
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o seguinte texto para responder às questões 19 e
20.

As normas jurídicas embasadas nos valores éticos e que
traduzem os procedimentos e as vivências mais fortes
e consolidados da coletividade tendem a ter a adesão
espontânea da maioria das pessoas que nelas se sentem
representadas. É o sentimento de identidade nacional,
de pátria, sem o qual a coesão social se esgarça e abre
as portas para o caminho do individualismo, do salve-se
quem puder, da corrupção, da violência. A consolidação
desse sentimento pressupõe, além das leis, uma ação
constante, coordenada pelo Estado, com a participação
da sociedade, dos organismos intermediários e das
famílias, num processo de educação cívica, nacional,
patriótica.

(Adaptado de Patrus Ananias, Civilização pelo Estado,
Correio Braziliense, 9 de janeiro de 2005)

Julgue as seguintes afi rmações a respeito das relações de concordância entre os termos do texto:

I. A fl exão de plural em "traduzem"(l.2) justifi ca-se pelo plural em "valores éticos"(l.1).

II. Porque no termo "os procedimentos e as vivências" (l.2), há a inclusão de nome masculino, o termo "consolidados"(l.3) precisa ser fl exionado no masculino.

III. O emprego do feminino plural em "nelas"(l.4) justifi ca-se pelo feminino plural de "pessoas"(l.4)

IV. O pronome indicativo de indeterminação de sujeito em "salve-se"(l.7) exige que o verbo seja fl exionado no singular.

A quantidade de itens corretos é

Alternativas
Comentários
  • Conforme professor do POnto dos concursos, assertiva IV também estaria errada:IV. O pronome indicativo de indeterminação de sujeito em “salve-se”(l.7) exige que o verbo seja flexionado no singular.ANÁLISE: O pronome “se” é reflexivo e tem como sujeito a forma oracional “quem puder”. Na ordem direta, a construção seria “quem puder salve-se”, ou seja, “quem puder salve a si mesmo”. Como o sujeito se apresenta sob a forma oracional, o verbo permanece na terceira pessoa do singular. Por isso, a afirmação de que se trata de sujeito indeterminado está INCORRETA.Requer-se, assim, a troca do gabarito para a opção A (quantidade de itens corretos: zero) da questão 20 (gabarito 1).
  • O Item II desta questão está correto: 

    Porque no termo "os procedimentos e as vivências" (l.2), há a inclusão de nome masculino, o termo "consolidados" (l.3) precisa ser flexionado no masculino". Como um termo masculino obriga, na regra geral, a concordar com o masculino, isto torna a questão correta. Neste caso não caberia concordância atrativa, concordando somente com vivências.

    Caso, eu esteja errado. Alguém, por favor, se manifeste.

  • I - errado - "traduzem" se refere a "normas jurídicas" e não a "valores éticos";

    II - correto - essa condição gramatical acaba por pedir sempre pelo bom senso no contexto;
    no caso, se o adjetivo fizesse concordância por atração com "vivências", causaria entendimento equivocado, ambíguo no contexto, já que "consolidados" refere-se tanto a "procedimentos" quanto a "vivências"; por isso precisa da concordância gramatical: em MASC. + FEM. prevalece o MASC;

    III - errado - "nelas" se refere "normas jurídicas" e não a "pessoas";

    IV - errado - em "salve-se", o SE não é índice de indeterminação do sujeito; o sujeito da frase é "quem" oculto e determinado na oração "salve-se"; assim o SE é objeto direto reflexivo -> "quem puder, salve a si mesmo".

  • Galera, o texto não está aparecendo para mim...
  • Texto da Questão:

    As normas jurídicas embasadas nos valores éticos e que

    traduzem os procedimentos e as vivências mais fortes

    e consolidados da coletividade tendem a ter a adesão

    espontânea da maioria das pessoas que nelas se sentem

    representadas. É o sentimento de identidade nacional,

    de pátria, sem o qual a coesão social se esgarça e abre

    as portas para o caminho do individualismo, do salve-se

    quem puder, da corrupção, da violência. A consolidação

    desse sentimento pressupõe, além das leis, uma ação

    constante, coordenada pelo Estado, com a participação

    da sociedade, dos organismos intermediários e das

    famílias, num processo de educação cívica, nacional,

    patriótica.


    Assertiva IV - O verbo salvar é VTD. A união da partícula "se" com verboo transitivo direto é caso de partícula apassivadora e sendo assim o verbo deve concordar com o sujeito normalmente.

  • Questão muito difícil
  • esse gabarito é absurdo...

    Os procedimentos e as vivências mais fortes e consolidados  

    Os procedimentos e as vivências mais fortes e consolidadas 

    ADJETIVO COMO ADJUNTO ADNOMINAL

  • Após os substantivos 
    Quando o adjetivo funcionar como adjunto adnominal e estiver após os substantivos, tanto poderá concordar com a soma destes quanto concordar apenas com o elemento mais próximo. Por isso a frase apresentada inicialmente tanto poderá ser escrita "Existem conceitos e regras complicados" quanto "Existem conceitos e regras complicadas". 

    Outros exemplos: "Ela escolheu coordenador e assistente péssima" ou "Ela escolheu coordenador e assistente péssimos"; "Encontrei colégios e faculdades ótimas" ou "Encontrei colégios e faculdades ótimos"
  • Conforme já explicado, a assertiva IV também está errada. o sujeito é QUEM
  • I- suj de traduzem é "normas jurídicas"
  • III- "nelas" refere-se a "normas jurídicas"
  • não há alternativa correta.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/fovest/concordancia_nominal.shtml

  • I. A flexão de plural em “traduzem”(l.2) justifica-se pelo plural em “valores éticos”(l.1).

    ANÁLISE: O sujeito semântico da forma verbal “traduzem”, a que o pronome relativo (sujeito sintático) se refere, é “As normas jurídicas”, e não “valores éticos”. Essa assertiva está INCORRETA.

    II. Porque no termo “os procedimentos e as vivências” (l.2), há a inclusão de nome masculino, o termo “consolidados”(l.3) precisa ser flexionado no masculino.

    ANÁLISE: O adjetivo ‘consolidados’, por estar posposto aos elementos a que se refere (“os procedimentos e as vivências”), pode concordar com todos eles, caso em que se mantém no gênero masculino e número plural (concordância gramatical), ou concordar com o elemento mais próximo, no caso, com o substantivo feminino “vivências”, situação que o leva ao gênero feminino e número plural (concordância atrativa ou ideológica). Assim, incorre em erro a afirmação de que o termo “precisa ser flexionado no masculino”. O uso do verbo “precisar” dá idéia de obrigatoriedade da flexão no masculino; contudo, a flexão do adjetivo é facultativa, permanecendo escorreita quer no feminino (concordância atrativa), quer no masculino (concordância gramatical). Essa asserção, portanto, está INCORRETA.

    III. O emprego do feminino plural em “nelas”(l.4) justifica-se pelo feminino plural de “pessoas”(l.4)

    ANÁLISE: Extrai-se do texto que o pronome “elas” (contraído com a preposição “em”, formando “nelas”) se refere a “normas” – “As normas jurídicas (...) tendem a ter a adesão espontânea da maioria das pessoas que nelas se sentem representadas.”. O vocábulo “pessoas” faz parte do sintagma (‘a maioria das pessoas’) referente do pronome relativo ‘que’, sujeito sintático da forma verbal “sentir”. Aceitar que o pronome “elas” estivesse se referindo a “pessoas” causaria erro de coerência textual – “As pessoas se sentem representadas nas pessoas (!)”. Logo, essa afirmação também está INCORRETA.

    IV. O pronome indicativo de indeterminação de sujeito em “salve-se”(l.7) exige que o verbo seja flexionado no singular.

    ANÁLISE: O pronome “se” é reflexivo e tem como sujeito a forma oracional “quem puder”. Na ordem direta, a construção seria “quem puder salve-se”, ou seja, “quem puder salve a si mesmo”. Como o sujeito se apresenta sob a forma oracional, o verbo permanece na terceira pessoa do singular. Por isso, a afirmação de que se trata de sujeito indeterminado está INCORRETA.

    Requer-se, assim, a troca do gabarito para a opção A (quantidade de itens corretos: zero)

    FONTE : Prof Claudia Kozlowski -


ID
7123
Banca
ESAF
Órgão
CGU
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Nas questões 14 e 15 assinale a opção que corresponde
a palavra ou expressão do texto que contraria
a prescrição gramatical.

No século XX, a arte cinematográfica introduziu um novo conceito de tempo. Não mais o conceito linear, histórico, que perspassa(1) a Bíblia e, também, as pinturas de Fra Angelico ou o Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. No filme, predomina a simultaneidade( 2). Suprimem-se(3) as barreiras entre tempo e espaço. O tempo adquire caráter espacial, e o espaço, caráter temporal. No filme, o olhar da câmara e do espectador(4) passa, com toda a liberdade, do presente para o passado e, desse, para o futuro. Não há continuidade ininterrupta(5).

(Adaptado de Frei Betto)

Alternativas
Comentários
  • A grafia correta é perpassa.
  • Espectador - espetáculo
    Expectador - expectativa
  • perpassa.

  • Item 1 errado, como falado pelos outros companheiros, a grafia correta é perpassa.

    Item 2 correto, grafia certa.

    Item 3 correto, Suprimem-se = VTD ou VTDI, nesse caso, suprime-se algo, VTD, se é VTD então temos uma partícula apassivadora. Quando é partícula apassivadora verbo concorda com o sujeito, nesse caso (as barreiras entre tempo e espaço) plural, então ====> SUPRIMEM-SE.

    Item 4 correto, como explicado no comentário da colega Erica Neves, Espectador - espetáculo, Expectador - expectativa.

    Item 5 correto, grafia correta.

  • GABARITO: ALTERNATIVA ''A''

    A grafia correta é perpassa, que vem do verbo ''perpassar'', cujo significado é o mesmo que decorre, passa e etc.


ID
7129
Banca
ESAF
Órgão
CGU
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale o trecho do texto em que, na transcrição, foi inserido erro gramatical.

Alternativas
Comentários
  • A desvalorização cambial vai o quê? Melhorar o lucro dos exportadores e permitir (e não permitirem) uma concorrência em preços,...
  • A desvalorização cambial vai [...] PERMITIR

    GAB. D

  • Questão tranquila de se resolver, mas o tropeço pode acontecer devido à contaminação de palavras podendo causar uma distração no momento de analisar e responder a questão.

    A desvalorização cambial vai o quê?

    Permitir ✔️ ( Permitirem ❌)

  • Gabarito: D

    A desvalorização cambial vai, é claro, melhorar o lucro dos exportadores e permitirem (permitir) uma concorrência em preços, mas o real mais fraco não estimula necessariamente o crescimento do valor das exportações e ainda encarece as importações.


ID
7135
Banca
ESAF
Órgão
CGU
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

No texto a seguir, assinale o trecho em que foi inserido erro de concordância.

Alternativas
Comentários
  • entendo que a (c) tb está errada: houve controles estatais tão severos ??? não seria houveram controles estatais... se algume puder me ajudar agradeco
  • Caro colega o verbo haver no sentido de existir fica invariável.
  • a clamorosa abstinência que marcaram as eleições norteamericanas (a clamorosa abstinência marcou)
  • o verbo haver no item e está no sentido de ter, dessa forma se admite o plural.

  • Maria Magalhães,

     

    no item E, o sujeito do verbo haver é a ciência social, portanto nada de plural!

  • Gabarito: B

    Exemplo disso é a clamorosa abstinência que marcaram (marcou) as eleições norteamericanas e, mais recentemente, o caso francês, em que o Partido Socialista foi excluído do turno final das eleições presidenciais de 2002 pela simples indiferença do seu eleitorado tradicional.


ID
8572
Banca
ESAF
Órgão
Receita Federal
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em relação ao texto, assinale a opção correta.

IBGE e BNDES mostraram que a desesperança nas cidades pequenas empurra a força de trabalho para as médias, que detêm maior dinamismo econômico. A carga da pesada máquina administrativa das pequenas "cidades mortas" é paga pelas verbas federais do Fundo de Participação dos Municípios. A economia local nesses municípios, como o IBGE também já mostrou, é dependente da chegada do pagamento dos aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social. O seminário "Qualicidade", por sua vez, confi rmou que a favelização é produto de "duas ausências", a do crescimento econômico e a de política urbana.

(Gazeta Mercantil, 17/10/2005, Editorial)

Alternativas
Comentários
  • será que a letra E tb nao estaria correta? alguem pode me ajudar?

  • b) ERRADA. A expressão "é paga" concorda com "a carga...administrativa". E não somente com "máquina admininstrativa".
  • Galera, parece que as linhas não estão na ordem correta...
  • a)...mostraram que a desesperança nas cidades pequenas empurra a força de trabalho para as médias, que detêm maior dinamismo...
  • Olá,
    Rápido comentário:
    A) ERRADA. Está fazendo referência a "médias".
    B) ERRADA. Está concordando com " A carga".
    C) CERTA. Está isolando " como o IBGE também já mostrou". Verificamos que realmente é uma oração intercalada entre a oração principal e por isso precisa ser isolada por vírgulas.
    D) ERRADA. Tanto a vírgula como os dois pontos introduzem a explicação.
    E) ERRADA. Na verdade está substendido " ausência". Isso se dá justamente porque o texto cita duas ausências e a vírgula delimita que irá ocorrer a explicação posterior.
    Espero ter ajudado.
    Bons estudos.

    Alexandre
  • AONDE ESTAO AS LINHAS DO TEXTO?

ID
8599
Banca
ESAF
Órgão
Receita Federal
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As opções trazem o diagnóstico e a indicação de correção do que estiver gramatical e lingüisticamente errado no trecho abaixo.

Podemos prever o traço fundamental do comércio
colonial: ele deriva imediatamente do próprio caráter
da colonização, organizada como ela está na base
da produção de gêneros tropicais e metais preciosos
para o fornecimento do mercado internacional. É a
exportação desses gêneros, pois, que constituirá
o elemento essencial das atividades comerciais da
colônia.
O comércio exterior brasileiro é todo ele, pode-se
dizer, marítimo. Nossas fronteiras atravessavam áreas
muito pouco povoadas, quando não inteiramente
indevassadas. A colonização portuguesa vinda do
Atlântico, e a espanhola, quase toda do Pacífi co, mal
tinham ainda engajado suas vanguardas, de sorte
que entre ambas ainda sobravam vastos territórios
ocupados.
Circunstância essa ditada por contingências
geográfi cas e econômicas, e que tem grande
signifi cação política e administrativa, pois facilitou,
pode-se dizer mesmo que tornou possível, o monopólio
do comércio da colônia que a metrópole pretendia para
si. Foi bastante reservar-se a navegação, providência
muito mais simples que uma fi scalização fronteiriça
– difícil, se não impraticável, nos extensos limites do
país.


(Caio Prado Júnior, História econômica do Brasil, com
adaptações)

Alternativas
Comentários

  • a)"pois" está bem colocado.
    b)Concordo que há um erro no trecho "vinda do Atlântico", devendo haver antes de "vinda" uma vírgula e não ser colocado o trecho entre parênteses.
    c)A colonização portuguesa... e a (colonização) espanhola ... tinham...
    e)travessão adequado.
  • Olá,

    Rápido comentário:

    A) INCORRETA. Não podemos suprimir a vírgula que isola "pois". Isso ocorre por se tratar de "pois deslocado" que demarca uma oração adverbial conclusiva. Tente substituir por "PORTANTO".
    B) INCORRETA. Não a obrigatoriedade de isolar o termo "vinda do Atlântico".
    C) INCORRETA. O verbo tem sujeito composto, dessa forma deve permanecer no plural.
    D) CORRETA. A interpretação do texto informa que o correto é que sobrassem territórios desocupados. Veja a argumentação do 2° parágrafo. Fala em áreas pouco povoadas, indevassadas, etc.
    E) INCORRETA. O travessão é necessário.Acredito que o travessão se deve a um termo subtendido.

    Espero ter ajudado.

    Alexandre

  • O que doeu foi essa palavra: "INOCUPADOS"! Não seria mais fácil utilizar DESOCUPADOS?

  • INOCUPADO: que não foi ocupado, ocioso, desocupado.


ID
8602
Banca
ESAF
Órgão
Receita Federal
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os fragmentos abaixo foram adaptados do texto O
sentido do som, de Leonardo Sá, para compor três
itens. Julgue-os quanto ao respeito às regras gramaticais
do padrão culto da língua portuguesa para assinalar a
opção correta a seguir.

I. A ausência de discurso é silêncio. O silêncio enquanto
formador do discurso expressivo e entendido em
sua forma dinâmica, em contraposição aquele que
corresponde à ausência de discurso, ganha amplitude a
gravidade quando passa a ser o perfi l de comportamento,
isto é, quando passa a ser uma atitude assumida por (e
imposta a) segmentos sociais que não “discursam”, mas
que apenas silenciam, que exercem a expressão em
dimensão mínima e deixam projetarem-se no discurso
de outrem como sendo o seu discurso.


II. Em um contexto como o do Brasil, no qual há uma
perversa concentração de privilégios, e no qual o acesso
aos meios disponíveis é restrito, outra vez coloca-se a
questão que abordamos ao falar dos silêncios: apenas
alguns segmentos sociais “emitem”, enquanto amplas
maiorias tornam-se “silenciosas”, resultando daí que as
imagens acústicas encontram suporte em meios que,
por razões tecnológicas e culturais, são inacessíveis às
massas.

III. Por conseguinte, esse monólogo passa a gerar imagens
sobre si mesmo, imagens de imagens, sem diálogo,
produtos fortuitos que a indústria da cultura massifi ca,
difunde, impõe, substitui, esquece, retoma, redimensiona,
rejeita e reinventa.... As razões do “silêncio”, portanto, são
também razões sociais e econômicas. Neste silêncio, o
que se absorve não são apenas imagens, mas também
o imaginário em seu conjunto pré-delimitado, um
imaginário que não identifi ca as fontes de suas imagens,
que nem sequer se preocupa em identifi cá-las, que aos
poucos as esquece.

Estão respeitadas as regras gramaticais apenas

Alternativas
Comentários
  • No item I: "em contraposição aquele que corresponde à ausência de discurso". Em contraposição a (preposição) algo... Em contraposição a + aquele.

    Correto: "em contraposição ÀQUELE que corresponde à ausência de discurso"
  • Na última assertiva, não estaria errado utilizar "nem sequer"??? Acredito que sim.
  • No Item II, "amplas maiorias tornam-se silenciosas"... Esta palavra, maiorias, existe? Procurei e não encontrei.

  • Prof Claudia Kozlowski - Português
    http://cursos.pontodosconcursos.com.br/artigos3.asp?prof=100&art=2534&idpag=15

    Não há dúvidas de que o item I desrespeita as regras gramaticais. Os diversos problemas observados são:
    - erro de regência nominal: o vocábulo “contraposição” exige a preposição a, que, associada ao pronome demonstrativo subseqüente, forma àquele (“em contraposição aquele que corresponde à ausência de discurso”);
    - incoerência textual: a expressão “a gravidade” não apresenta nexo em relação ao restante da estrutura oracional, cujo sujeito é silêncio (“O silêncio enquanto formador do discurso expressivo e entendido em sua forma dinâmica, em contraposição aquele que corresponde à ausência de discurso, ganha amplitude...”).
    - pontuação: a estrutura adverbial que vai de “enquanto formador” até “ausência de discurso” deveria estar isolada por um par de vírgulas, mas apresenta apenas uma, antes de “ganha”, pontuação essa inadequada por separar o núcleo do sujeito de seu verbo correspondente;
    - construção verbal: em “deixam projetarem-se”, a forma verbal apropriada seria “se deixam projetar”, ocorrendo a próclise por força da forma oracional subordinada, ou “deixam projetar-se”, com a ênclise no infinitivo, que está sempre certa, todas elas com o verbo projetar no singular.

    O gabarito apontou para a letra d – estão respeitadas as regras gramaticais apenas nos itens II e III.

    Ocorre que o item III apresenta, à linha 5, o emprego de quatro pontos, em vez de três (reticências) e isso suscitou muitas dúvidas sobre o emprego correto da pontuação, inclusive com pedidos de elaboração de recurso.
    Pode ser que isso tenha sido um mero erro de digitação (o que, por si só, ensejaria a troca do gabarito de D para C - somente estaria correto o item II). Mas existe, na Gramática, respaldo para o emprego de quatro pontinhos. Celso Cunha, em Nova Gramática do Português Contemporâneo, indica a possibilidade do uso de reticências como modo de demonstrar a supressão de alguma(s) palavra(s), no meio ou no fim de uma citação. Afirma, na seqüência, que:
    "Modernamente, para evitar qualquer dúvida, tende a generalizar-se o uso de quatro pontos para marcar tais supressões, ficando os três pontos como sinal exclusivo de reticências."
    Sinceramente, não acredito que o examinador possa ter sido tão detalhista. Dado o contexto, acreditamos que essa não seria uma boa justificativa para o emprego de quatro pontos, por não se tratar de citação, mas de uma enumeração (“produtos fortuitos que a indústria da cultura massifica, difunde, impõe, substitui, esquece, retoma, redimensiona, rejeita e reinventa....”).
  • No item II, a oração" outra vez coloca-se a questão que abordamos ao falar dos silêncios" não possui erro de colocação pronominal, já que o termo "outra vez" é locução adverbial e exigiria próclise?

  • Concordo com o Luan. Neste caso, seria obrigatória a próclise: equivale a advérbio que é palavra atrativa.

  • Na III "sobre si mesmo" não é pleonasmo ?

  • texto massa

  • No item III, há o trecho "Neste silêncio" que faz referência a algo que já foi dito. O correto, nesse caso, não seria utilizar a expressão "Nesse silêncio"? Anáfora em vez de catáfora?

    Se algum colega puder me explicar, eu agradeço. 


ID
8605
Banca
ESAF
Órgão
Receita Federal
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que preenche corretamente a seqüência
de lacunas do texto, mantendo sua coerência textual e sua
correção gramatical.

Tendo _____ unidade de análise o gênero humano no
tempo, Morgan dispõe ______ sociedades humanas
na história segundo graus de complexidade crescente
_________ se aproximam da civilização. Diferentes
organizações sociais sucedem-se porque se superam
______ desenvolvimento de sua capacidade de ______ e
de dominar a natureza, identifi cando vantagens biológicas
e econômicas em certas formas de comportamento que
são, então, instituídas ________ modos de organização
social.

(Sylvia G. Garcia, Antropologia, modernidade, identidade. In:
Tempo Social, vol. 5, no. 1 – 2, com adaptações)

Alternativas
Comentários
  • É pelo fato de estar no infinitivo, assim com o verbo "dominar". Não sei muito bem as regras dos verbos infinitivos, mas deve haver alguma faculdade de concordância com o sujeito da frase nesse caso.
  • Teríamos, portanto, caso optássemos pela concordância do verbo "adaptar" com o sujeito da frase (ficando "adaptarem-se"), também modificar o verbo "dominar" para "dominarem", o que não se pode fazer. Pelo princípio da simetria, ficaria mesmo "adaptar-se".
  • Regras de Concordância.
    Casos de NÃO flexão do INFINITIVO:

    4) Quando complemento de adjetivo ou substantivo, precedidos, respectivamente, de preposição DE ou PARA.
    Exemplos:
    Eles têm aptidão PARA APRENDER línguas estrangeiras.

    São casos difíceis DE SOLUCIONAR.

    Gramática para concursos - Fernando Pestana

  • Tendo (POR, COMO) unidade de análise o gênero humano no tempo, Morgan dispõe (AS) sociedades humanas na história segundo graus de complexidade crescente (CONFORME, À MEDIDA QUE) se aproximam da civilização.

    Diferentes organizações sociais sucedem-se porque se superam (PELO, NO) desenvolvimento de sua capacidade de (ADAPTAR-SE) e de dominar a natureza, identificando vantagens biológicas e econômicas em certas formas de comportamento que são, então, instituídas (COMO) modos de organização social.

    Dica: comece eliminando as mais fáceis: 2, 3 ou 5. Mas explicando em ordem:

    1) Para dar coerência pode-se usar por ou como. (a, b, c, d)

    2) DISPOR: (TI) 1. resolver, decidir: preposição “a”; 2. possuir; ter disponível; utilizar: preposição “de”; (TD) colocar em ordem (a, c).

    3) Conforme: conformativa. Pode ser (a, d).

    À medida que: locução proporcional (à proporção que). Pode ser (b, e).

    Na medida em que: locução causal (tendo em vista que, porque). Não pode ser.

    4) O verbo superar pode ser empregado como transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto, regendo as preposição “em” e “por”. Assim, seriam possíveis as opções: pelo e no (a, b).

    5) O verbo fica no singular pois completa o sentido de capacidade. Confirma-se pelo verbo dominar no singular. (a, c, e)

    6) O termo “instituídas” pode ser acompanhado pelas preposições “por”, “como” e “em”, dependendo do sentido da frase. Nesse caso, os “modos de organização social” são a forma como essas “formas de comportamento” são instituídas. Podemos perceber que a preposição “como” é a correta (a, d).


ID
9112
Banca
ESAF
Órgão
TJ-CE
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Já foram registradas na floresta amazônica brasileira
2.500 espécies de árvores. Em apenas um
hectare são encontradas trezentas espécies de
vegetais diferentes. _____________________ , o
consumo e a miséria são faces da mesma moeda.
Alguns recursos naturais, renováveis ou não, são
explorados de forma inescrupulosa e consumidos
em ritmo superior à capacidade de renovação da
natureza.

Para unir as duas partes do texto de forma coerente, assinale a expressão correta.

Alternativas
Comentários
  • O  primeiro trecho traz a ideia de abundância, de fartura de recursos naturais na Floresta Amazônia. Já a segunda parte do texto se contrapõe a essa ideia, pois fala de miséria e consumo desenfreado dos recursos naturais.  A única conjunção que se enquadra para unir os 2 trechos é a da alternativa "E".

  • Só olhar a vírgula ali... Não se usa vírgula pros demais.

  • A primeira parte do texto tem com a segunda parte do texto uma relação de adversidade


ID
9118
Banca
ESAF
Órgão
TJ-CE
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção gramaticalmente incorreta.

Alternativas
Comentários
  • colocando na ordem direta e destacando os sujeitos:

    A RECICLAGEM, o USO de combustíveis limpos e os ESQUEMAS de produções mais eficiente que gasta menos energia FAZEM parte dessas fórmulas.
  • ...o uso de combustíveis limpos e os esquemas de produções mais eficienteS que gastaM menos energia. letra B

  • B) O Sujeito do verbo ''faz'' é o sujeito composto '' a reciclagem , o uso de combustíveis limpos e os esquemas ...'' ( MAS ESTE NÃO É O ERRO , POIS O VERBO COM SUJEITO POSPOSTO PODE CONCORDAR NO PLURAL , COM TODOS OS NÚCLEOS , OU NO SINGULAR , COM NÚCLEO MAIS PRÓXIMO )

    Verbo gastar também deveria se encontrar no plural para concordar com seu sujeito '' os esquemas de produções ..''

  • Para quem marcou a opção C, assim como eu, por engano: a palavra inter-relacionam está errada, pois o uso do hífen permanece entre prefixos e falsos prefixos terminados em r e palavras iniciadas por r.

    Ex.:

    inter-racial

    hiper-realista

    super-resistente

    Diferentemente dos prefixos e falsos prefixos terminados em vogal e palavras iniciadas por r ou s.

    Ex.:

    antessala

    antissocial

    autorretrato

    Bons estudos!

  • "Fórmulas"

  • Gabarito: B

    Faz parte dessas formulas a reciclagem, o uso de combustíveis limpos e os esquemas de produções mais eficiente (eficientes) que gasta (gastam) menos energia.

  • o verbo "FAZ", no sentido de tempo transcorrido permanece no singular, entretanto, na assertiva não está em sentido de tempo transcorrido, logo, tem que estar no plural concordando com o restante da frase.

  • ALTERNATIVA : B

    faz parte : ERRADO

    fazem parte: CERTO


ID
9454
Banca
ESAF
Órgão
MRE
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Identifique o período inteiramente construído de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.

Alternativas
Comentários
  • A identificação dos erros seguem:a)de quec)hajamd)de crere)Não dá para acreditar ( uso de gíria)resposta certa é a letra b
  • ola, acredito que o erro na letra A seja do verbo existir. Deveria estar na 3ªp do plural (concordando com pessoas - existam pessoas).
  • faltu crase na E

  • Corrigindo:

    A) Existam pessoas (no plural) 3° pessoa do plural do Presente do Subjuntivo

    C) Hajam, não pode estar no plural quando for no sentido de existir; o correto seria: haja pessoas

    D) Acredito que o erro dessa seja o início dela É Difícil de crer que...acho que essa preposição não está sendo precisa aí e também o seja está singular, o correto seria: haja pessoas que sejam contras as cotas.... se eu tiver errado na conclusão dessa me corrijam me corrijam!

    E) USO DE GÍRIA: Não dá para acreditar....

    SE TIVER ALGUM PONTO QUE PRECISE DESTACAR COMENTEM..

  • Complementando os comentários dos colegas...

    No caso da Letra E, um outro erro que pode ser apontado é a ausência da crase em "as cotas". O certo seria "às cotas".


ID
9460
Banca
ESAF
Órgão
MRE
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Analise as sentenças a seguir, à luz da seguinte norma gramatical:

Os particípios dado e visto têm valor passivo e concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.

(Extraído do Manual de Redação da Presidência da República)


Aponte a sentença que não cumpre a norma gramatical
supracitada.

Alternativas

ID
9463
Banca
ESAF
Órgão
MRE
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que corresponde a erro morfossintático, de concordância ou inadequação vocabular.

Nossa língua é, entre as grandes do mundo, certamente uma das que mais mudam de ano para ano, como se tomada por um desejo furibundo de se destruir, de perder sua identidade, de se esquecer e alienar- se de si. Devemos isso, em parte, à mania experimentalista que redundou na idolatria do "inventar", e caiu no mero beletrismo; em parte, devemos-lo ao jornalismo e à TV, que, ansiosos por imitar os trejeitos primeiromundistas, o fazem em prejuízo da lógica e da gramática.

(Baseado em Olavo de Carvalho, "O pensamento brasileiro no futuro: um apelo à responsabilidade histórica")

Alternativas
Comentários
  • "que, ansiosos por imitar os trejeitos primeiromundistas, o fazem... ".
    Tem que tomat cuidado, pois o "o" não esta iniciando a oração!!se tivesse, não poderia...
    "ansiosos por imitar os trejeitos primeiromundistas" é somente aposto.
  • Verifica-se que a letra esta correta escrevendo-a da seguinte forma:  Entre as que mais mudam ela é uma. o verbo deve permanecer no plural.. abraços..
  • ALTERNATIVA   D

    a) ... uma das que mais mudam...
        O verbo pode concordar com UMA e ficar no SINGULAR ou concordar com seu complemento que no caso é " das grandes do mundo" e ir para o PLURAL, ficando no singular ou plural  sabe-se a qual deles quer se dar ênfase.

    b) " furibundo"
         Significa " cheio de fúria" e dá sentido correto a frase.

    c) " aliernar-se de si"
         O pronome oblíquo está no sentido reflexivo .

    e) "o fazem"
    FAZEM está no plural porque concorda com jornalistas e TV
    O artigo que nos remete aos desejo furibundo da nossa língua de se destruir ou aos demais motivos expostos no texto que gera a constantemudança de nossa língua.


    d ') " devemos-lo

         Verbos terminados em R. S ou  Z  = tira-se essas consoantes e acrescenta-se oo pronome lo (s) , la(s).
      

    Fonte: Basiei-me nas aulas da Professora Claudia Kozlowski do Ponto.
  • Olavo tem razão!!

  • O erro era gritante. GT D para os não assinantes.

  • devemo-lhes verbo dever exige preposição

  • DEVEMO-LO

  • Olavo is Dead


ID
9559
Banca
ESAF
Órgão
MRE
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção em que ao menos um dos conectivos propostos para preencher a lacuna provoca incoerência textual ou erro gramatical.


O Brasil é um país grande, diversificado _____(a)  visto como uma promessa que parece nunca se realizar. O potencial existe, _______(b) há algo  bloqueando o Brasil. Acho que é uma combinação de fatores como o sistema político e o modo de  trabalhar do cidadão, pouco engajado nos problemas da sociedade, ______(c) é muito freqüente o brasileiro eleger políticos por seu nível de popularidade, sem avaliar seus programas e ações. É um país muito importante para a economia mundial, _____(d) sermos sempre decepcionados.
É, _______(e), um desafio delicado entender por que as coisas não acontecem rapidamente no Brasil.

(Michel Porter, Veja, 5/12/2001, com adaptações)

 

Alternativas
Comentários
  • Creio que o gabarito está errado. "Embora" e "apesar de" tem o mesmo sentido, que se encaixa no contexto. Já a alternativa "e" apresenta dois conectivos com sentidos distintos, e "contudo" não se encaixa no contexto da frase.
  • Ao menos um dos conectivos esteja errado ou incoerente.
    Na letra D o apesar de está certo e o embora não. Então pelo menos um não estava certo: embora
  • Questão chata e trabalhosa. Como todas dessa ESAF.   =(
  • Nao considerei a questao chata, e nem trabalhosa. Apenas acredito que a banca tenha se equivocado na resposta.
    Contudo e Portanto sao duas conjuncoes com sentidos e significados diferentes.
    Na D acredito que se trata realmente de uma adversao.
    Se o pais e importante para a economia, e uma adversao afirmar que ele e sempre decepcionado, logo, as conjucoes estao edequadas ao contexto.
  • EMBORA SEJAMOS  seria o correto
  • Gabarito correto:  embora sermos sempre decepcionados parece ficar faltando complementação para estar correto.

    ... embora sermos sempre decepcionados pelas nossas expectativas quanto a essa mesma economia.

    Espero não tem viajado muito.
    Bons estudos sempre!!!
  • Como é que a resposta é a letra d? se as principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.
    O "e" seria uma aditiva. Para o "mas " ser uma aditiva teria que está acompanhado no mínimo de também!

    Essa ESAF é um saco, se alguem tiver outra explicação ficarei grato!
  • Houve um erro de digitação quando o QC transcreveu o texto. segue abaixo o texto correto retirado do pci http://www.pciconcursos.com.br/provas/mre-2002. percebam que não existe (é um país). L 3

    O Brasil é um país grande, diversificado _____(a)
    visto como uma promessa que parece nunca se
    realizar. O potencial existe, _______(b) há algo
    bloqueando o Brasil. Acho que é uma combinação
    de fatores como o sistema político e o modo de
    trabalhar do cidadão, pouco engajado nos problemas
    da sociedade, ______(c) é muito freqüente
    o brasileiro eleger políticos por seu nível
    de popularidade, sem avaliar seus programas e
    ações. É um país muito importante para a economia
    mundial, _____(d) sermos sempre decepcionados.
    É, _______(e), um desafio delicado
    entender por que as coisas não acontecem rapidamente
    no Brasil.

    a banca pede que preencha os espaços com um conectivo, mas não diz que eles pecisam ser da mesma classe, apenas que não provoque erros.
    no penútmo espaço D o embora tornaria incoerente.
    embora sermos um país ....errado
    embora fôssémos um país ....certo
    É contudo, um desafio... adversativa
    é, portanto, um desafio...conclusiva
  • Não compreendi o erro da questão (gabarito D), pois sermos importantes para economia mundial não impede sermos sempre decepcionados (concessão) ... Se alguém matar a "charada" não consegui a partir do post dos colegas.
    O Brasil é um país grande, diversificado (a) e / mas  visto como uma promessa que parece nunca se realizar. = correto as 2 interpretações (aditiva e adversativa).

    O potencial existe, (b) entretando / mas há algo bloqueando o Brasil.  = correta! Ambas demonstram a ideia adversativa.

    Acho que é uma combinação de fatores como o sistema político e o modo de  trabalhar do cidadão, pouco engajado nos problemas da sociedade, (c) já que / pois  é muito freqüente o brasileiro eleger políticos por seu nível de popularidade, sem avaliar seus programas e ações.= correta! Ambas expressam a ideia de adverbial de causa.
    É um país muito importante para a economia mundial, (d) embora / apesar de  sermos sempre decepcionados. = Expressam a ideia de concessão, contraria a ideia da oração principal, sem impedir sua ocorrência. => NÃO COMPREENDI O ERRO !!!
    É, (e) contudo / portanto, um desafio delicado entender por que as coisas não acontecem rapidamente no Brasil. = CONTUDO expressa uma idéia ADVERSATIVA e PORTANTO uma ideia CONCLUSIVA, ambas dão sentido no texto.

  • Conectivos de relação adversativa:

    Esses servem para indicar uma relação de contraste.

    Conectivos: Mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto.

    Conectivos de relação concessiva:

    Será usado para indicar a apresentação de uma ressalva.

    Conectivos: Embora, ainda que, mesmo que, por mais que, apesar de que


ID
10621
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder às questões 01 e 02.

As hidrelétricas podem ser uma boa opção de
energia barata e renovável, desde que não inundem
florestas primárias e nações indígenas nem desalojem
compulsoriamente milhares de agricultores. Pequenas e
médias hidrelétricas e também algumas muito grandes,
como a Xingó, no Nordeste, têm um impacto
socioambiental positivo. A combinação dos princípios de
reciclagem, descentralização e conservação de energia
com os mecanismos de democratização, avaliação dos
impactos ambientais e opções energéticas menos
agressivas promoverá mudanças substanciais na matriz
energética e na economia global. Em decorrência,
haverá amplo acesso de energia às populações e
menor impacto nas florestas e no efeito estufa, bem
como maior benefício na redução do lixo atômico e na
conservação dos recursos hídricos.

(Carlos Minc, Ecologia e Cidadania, Rio de Janeiro, Editora
Moderna, p.120)

Em relação ao texto, assinale a opção incorreta.

Alternativas
Comentários
  • Esta questão tava de graça.
  • Poderiam por gentileza incluir o texto da questão ? Está faltando...

  • Eu não consegui perceber o erro, alguém pode me ajudar por favor?

  • O erro está na alternativa dizer que só as usinas pequenas têm impacto positivo, sendo que o texto diz:

    "Pequenas e médias hidrelétricas e também algumas muito grandes,
    como a Xingó, no Nordeste, têm um impacto
    socioambiental positivo."


    Força!
  • Acho que o erro está em afirmar que as usinas pequenas ao contrário das médias e grandes tem impacto positivo no meio ambiente.

    Pois na realidade ambas têm, um impacto socioambiental positivo, tal como diz o texto:

    " Pequenas e
    médias hidrelétricas e também algumas muito grandes,
    como a Xingó, no Nordeste, têm um impacto
    socioambiental positivo.

  • essa questão está equivocada pois na alternativa (E) a um erro quanto ao novo acordo ortográfico pois a expressão (consequentemente) na questão está com o sinal de trema que foi abolido da nossa língua portuguesa com exceção de nomes próprios e palavras estrangeiras

ID
10627
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Em relação ao texto, assinale a opção correta.

O gás metano é produzido pela decomposição de
matéria orgânica e normalmente não é aproveitado,
perdendo-se na atmosfera. Aliás, a sua perda na
atmosfera colabora para o efeito estufa, pois seu
contato com o oxigênio do ar produz uma queima
incompleta, que gera o monóxido de carbono (CO). O
gás metano expelido nos aterros sanitários pode ser
usado como fonte energética alternativa (pelo
sistema termelétrico), podendo ser canalizado para
pequenas usinas, onde servirá para acionar motores
de combustão ligados a geradores de energia.

(Adaptado de http://www.aultimaarcadenoe.com/energia.htm)

Alternativas
Comentários
  • "Truncamento sintático é um erro de construção sintática (por exemplo, utilizar oração adverbial e não utilizar a oração principal no mesmo período: se o Brasil diminuir suas taxas de juros e estimular as exportações.), foi o que caiu na prova do MPOG elaborada pela ESAF. "

    - http://www.obcursos.com.br/portal/OBPortal2006/home/tiraduvidas46255.php
  • Acho que a substituição correta do onde na opção E, seria "no qual" (e não "na qual" nem "nas quais"), pois está se referindo a "gás metano" no início do período.

ID
10636
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que provoca erro gramatical ao preencher a lacuna do texto.

A energia solar é uma fonte complementar fundamental e de importância crescente. Os sistemas solares mais simples de pré-aquecimento da água (não-fotovoltaicos) podem aliviar os piques de uso de energia. Em São Paulo, ao fim do dia, quando os chuveiros elétricos são ligados, _______________ uma turbina de Itaipu, deixando a Eletrobrás em alerta.

(Carlos Minc, Ecologia e Cidadania, Rio de Janeiro, Editora Moderna, p.120)

Alternativas
Comentários
  • a palavra "Chuveiros" encontra-se no plural e "consome" no singular, impossibilitando a correta concordância.
  • a frase ficaria correta com o uso do pronome: "consome-se a produção equivalente a uma turbina de Itaipu". O verbo consumir não deve ser no plural, pois concorda com "uma turbina". Reescrevendo na voz passiva "...uma turbina de Itaipu é consumida quando os chuveiros elétricos são ligados".
  • Creio que o Valber se equivocou.

    [...]  Em São Paulo, ao fim do dia, quando os chuveiros elétricos são ligados, ( são todos adjuntos adverbias ) logo não são termos integrantes da oração. Então não tem vínculos com a Concordância Verbal.

    [...] consome a produção equivalente a uma turbina de Itaipu

    Ao meu ver, falta um complemento verbal na frase , pois a mesma está incompleta

    Veja

    a produção consome ''energia'' equivalente a uma turbina de Itaipu.

    LETRA B


ID
10651
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.

A energia elétrica tem importância fundamental ___1____ desenvolvimento, principalmente quando se trata de desenvolvimento sustentável, ___2____ possibilita a elaboração e acompanhamento de projetos biotecnológicos que dependem de sua existência para efetiva realização. A grande maioria dos instrumentos de medição, de estudos científicos e de suportes técnicos para testes dependem da força da energia elétrica. ____3____, a energia elétrica auxilia muito os trabalhos relacionados ______4______ preservação ambiental.

(Adaptado de http://www.aultimaarcadenoe.com/energia.htm)

Alternativas
Comentários
  • Questão simples que exigia o uso correto de conectivos (1-finalidade/ 2- explicação/ 3-conclusão)e o conhecimento de crase em 4 (termo anterior pede preposição e o complemento é formado por palavra feminina - troque a palavra feminina por uma masculina e observe o uso da preposição+artigo: "...relacionados AO planeta...")
  • Olá
    Eliminei asim
    a- 2- por que separado é pergunta... aqui está explicando "porque"
    c- 2 - após a vírgula pede explicação
    d- 1- pelo.. nem pensar fica sem sentido, 2 "e" adição.. nem pensar 4- com... não.. e sim ao = à
    e- 4- nem pensar...pela
  • o ponto-chave que me fez resolver a questão foi a crase no item 4. Era o único que daria certo no sentido do período

ID
10657
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale o trecho que apresenta erro gramatical.

Alternativas
Comentários
  • A primeira parte da oração adjetiva de "(...) usinas de vapor d'água" está no singular, quando deveria concordar com o núcleo do sujeito.
  • a frase "que é mais utilizada" está incorreta, pois deveria concordar com o sujeito "as usinads por vapor d'água". Assim ficaria:
    "As usinas por vapor d'água, que são mais utilizadas e mais baratas..."
  • Erro de concordância verbal...
  • o que é ... ou o que são mais utilizadas?
    ...
    sujeito - AS USINAS POR VAPOR D'ÁGUA

    ENTÃO PLURAL X PLURAL -- O VERBO, LOGICAMENTE, CONCORDARÁ COM O SUJEITO

  • Alguem poderia me explica por favor, porque que na letra C o verbo POSSILIBITAM está no plural, se o sujeito ao meu ver é A energia éolica? alguem ajuda?



  • quem é que possibiltam a movimentação das turbinas?.... os VENTOS ..... os ventos QUE MOVIMENTAM .... 

    a energia eolica é o resultado de todo o processo ....


ID
10660
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que corresponde a rro gramatical.

Em 1934, foi promulgado(1) o Código das Águas, que atribuiu(2) à União o poder de autorizar ou conceder o aproveitamento de energia hidráulica e estabeleceu a distinção entre a propriedade do solo e a propriedade das quedas d'água e outras fontes de energia hidráulica para o efeito de(3) aproveitamento industrial. Todos os recursos hídricos foram incorporados ao patrimônio da União. Asseguravam-se(4) ao Estado Novo o direito de intervir(5) nas atividades produtivas para suprir as deficiências da iniciativa privada e negava-se aumento da participação de estrangeiros no setor elétrico, bem como em outros setores econômicos.

(Adaptado de www.energiabrasil.gov.br/energiabrasil_historico)

Alternativas
Comentários
  • Direito é singular e não plural, desta forma, deve ser assegurava-se e não asseguravam-se.
  • ESTE "SE" É INDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO PORTANTO O VERBO DEVE PERMANECER NA TERCEIRA PESSOA DO SINGULAR
  • Com todo respeito, nobres

    Asseguravam-se O direito

    O verbo assegurar segundo a melhor gramática é Bitransitivo

    ou seja pelo contexto temos uma partícula apassivadora sendo que o direito (Objeto direto)

    passará a condição de sujeito.

    O direito era assegurado.

    Equívocos? Mande msg, Vlw , um abraço, Bons estudos, nãodesista!


ID
10666
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que corresponde a rro gramatical.

Uma das formas de combustível renovável é a utilização do biodiesel, que é produzido com o óleo vegetal e até(1) com o(2) animal. Mais comumente(3) o biodiesel vem sendo feito à partir de(4) óleos vegetais, utilizando-se a mamona, a soja e o feijão. Nessa época de racionamento de energia, nada mais importante do que(5) encontrar combustíveis renováveis para a geração de energia, principalmente para o pequeno e médio consumidor.

(Adaptado de http://www.aultimaarcadenoe.com/energia.htm)

Alternativas
Comentários
  • Observa-se erro quando do emprego do sinal de crase no trecho "à partir de"
  • Regra básica: não existe crase antes de verbo.
  • Ponto dos Concursos, professora Cláudia:

    Resolvemos comentá-la
    também nesse encontro para que você observe uma ocorrência muito comum de erro: acento grave antes de verbo no infinitivo. Isso pode ser observado, também, em expressões como a partir de, locução prepositiva cujo elemento principal é um verbo. Nesse caso, não se coloca acento
    grave. As locuções prepositivas que recebem acento, independentemente da verificação desse esquema TERMO REGENTE X TERMO REGIDO, são as locuções FEMININAS.
  • ...a partir de não tem crase no artigo a, mas onde estão os outros erros e por que?
    Alguém pode explicar?
  • Ao colega Luz Chim,

    Não entendi sua pergunta...
    A questão não pede para assinalar o único erro?
  • Não existe crase antes de verbo no infinitivo! Não existe crase antes de verbo no infinitivo! Não existe crase antes de verbo no infinitivo! Não existe crase antes de verbo no infinitivo! Não existe crase antes de verbo no infinitivo! Não existe crase antes de verbo no infinitivo! Não existe crase antes de verbo no infinitivo! Não existe crase antes de verbo no infinitivo! Não existe crase antes de verbo no infinitivo!

  • A partir de


ID
10672
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que apresenta erro de concordância.

Alternativas
Comentários
  • Letra c: 2.o) Número percentual - pode concordar com o numeral ou com o termo posposto.
    80% da população acreditam (oitenta) / acredita (população) na moeda.
    Dez por cento das pessoas declaram Imposto de Renda.
    (A única forma é plural – dez e pessoas)
    Se vier determinado, vai para o plural.
    Os 10% mais ricos do Brasil possuem a maior parte da renda.

    e) A concordância com termos partitivos (a maioria de, grande parte de) aceita duas formas de construção – com o núcleo, mantendo-se no singular, ou com o complemento. Nesse caso, optou-se pela segunda no trecho "o maior número de pessoas que não têm acesso". O erro está na concordância entre "o maior número" com "residem". O correto seria o maior número de pessoas reside...
  • Nao entendi a explicação...

    "O correto seria o maior número de pessoas reside..."
    mas a palavra reside nao poderia concordar com a expressão de pessoas,ficando no plural?
  • "correspondem a 62,5% da população rural."

    Regra-> Caso a expressão que indica porcentagem venha acompanhada de partitivo ( de + substantivo ), a concordancia se faz em geral com esse substantivo (singular ou plural)

    Ex: Vinte por cento da população votou contra o projeto

    ...deveria ser "CORRESPONDE"
  • Bom,penso que o erro da letra e está em "que correspondem",pois o QUE está no sentido de "e isto corresponde".Então o verbo corresponder deve estar no singular.
  • Concordo com a primeira explicação, o erro está em "reside", se retirar o que não interessa da frase fica:
    "O maior número residem na região Norte."
  • o erro está na concordância como o pronome "o" que na passagem está equivalendo ("aquilo" o que correspondem a 62,5% da população rural.)
  • Letra E:

    "Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas 'a maior parte de', 'parte de', 'a maioria de', 'grande número de', etc., seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo, quando posposto ao sujeito, pode ir para o singular ou para o plural, conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática, expressiva, com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito".
    Fonte: Cegalla, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa.

    Logo, estão corretas as duas formas, tanto "o maior número de pessoas [...] residem na região Norte", quanto "o maior número de pessoas [...] reside na região Norte".

    O erro encontra-se no seguinte trecho: "[...]São cerca de 2,5 milhões de pessoas, o que correspondem a 62,5% da população rural."

    "O que" tem a função de substituir toda a oração anterior à vírgula.

    Escrevendo de outra maneira, teríamos:

    - São cerca de 2,5 milhões de pessoas, VALOR QUE CORRESPONDE a 62,5% da população rural.

    - São cerca de 2,5 milhões de pessoas. ISSO CORRESPONDE a 62,5% da população rural.

    - Cerca de 2,5 milhões de pessoas É O CORRESPONDENTE A 62,5% da população rural.
  • Eis o erro da questão: o que correspondem

    o certo é: o que corresponde a
  • Faltou a crase no A

  • R: a) certa. Qdo o sujeito é o pronome relativo : O verbo concorda com o antecedente do pronome. OBS: Com a expressão /, o verbo deve assumir a forma plural, exceto quando a ação se refere a um só agente. Ex: Era uma das suas filhas que namorava com ele. Em nosso caso o que está ligado a universalização (...), logo 3ªPS. b) certa. Em geral o verbo concorda com o sujeito, aqui “a exclusão elétrica” na 3ªPS. c) certa. O sujeito é formado por expressões aproximativas: mais de um, menos de dois, cerca de..., etc.: O verbo concorda com o numeral. Assim o verbo deve se apresentar na 3ªPP. d) certa. O único verbo que é o chegar está relacionado com o sujeito “o índice”, logo concordará na 3ªPS. e) errada. A 1ª concordância com o pronome relativo que se relaciona com o antecedente (pessoas) 3ªPP. A 2ª do verbo residir pode tanto ir para o plural qto para a 3ªPS, pois possui coletivos partitivos (metade, a maior parte, grande parte, maioria, etc.): O verbo fica no singular (concordância lógica) ou vai para o plural (concordância atrativa). A 3ª concordância está errada porque o pronome tem um determinante que o antecede (o) que pede 3ªPS (corresponde). Letra E.


ID
10783
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o seguinte texto para responder às questões 06 e
07.

A classe média está mudando. Essa classe média é
herdeira da porção Bélgica da Belíndia (mistura de
Bélgica e Índia, expressão usada na década de 70
para explicar a desigualdade no Brasil). Ela antes
tinha acesso ao sistema financeiro habitacional, a
universidades públicas, à expansão de empresas
estatais cheias de ofertas de trabalho e à indexação,
que reajustava o dinheiro nos bancos. Na década de 90,
essas facilidades acabaram e a classe média passou a
ter mais gastos. É como se ela tivesse viajado sempre
de executiva e agora tivesse de andar de econômica.
Em compensação, existe uma população que era de
baixa renda e ascendeu.

(Adaptado de Ricardo Neves, Correio Braziliense, 22 de fevereiro de
2006)

Assinale a opção incorreta a respeito das estruturas sintáticas do texto.

Alternativas
Comentários
  • Não é valor adversativo, e sim consecutivo;pois introduz uma consequencia!
  • Acredito que a incorreção está no termo CONTRADIZ.O que o período faz é confirmar o que diz no início do texto,que a classe média está mudando...

    Se estiver enganada, me ajudem.
  • concordo com vc rosangela;.;. mas a minha dúvida fica não no que conerne à questão propriamente dita, mas ao comentário do colega júnior;.;..; não teria o "Em compensação" valor causal??? a classe média está mudando, JÁ QUE existe uma população de baixa renda q ascendeu.,., não seria ao contrário?? "população baixa q ascendeu" num seria causa "da classe média está mudando"???? QUEM SOUBER AO CERTO SE É CAUSAL OU CONSECUTIVO FALA AÍ., VLWWW
  • Na verdade há apenas um valor adversativo na conjunção "em compensação", ou seja, fica estabelecido apenas uma idéia de contraste entre a primeira oração do texto e a última. Não que uma contradiga a outra, pois neste caso teríamos um texto sem coerência, o que não é o caso.

    Em outras palavras, o autor quer dizer que, apesar de termos uma "classe média" (uma coisa) que perde prestígio ao passar dos tempos, possuímos um considerável crescimento da "classe baixa" (outra coisa). Não há uma relação direta, pelo menos demonstrada pelo autor, entre essas duas coisas.
  • Jean,

    na verdade a classe média que está mudando é a que antes tinha "acesso ao sistema financeiro habitacional, a universidades públicas, à expansão de empresas
    estatais cheias de ofertas de trabalho e à indexação, que reajustava o dinheiro nos bancos".

    Se uma população que antes era de baixa renda agora ascendeu, é porque a classe baixa TAMBÉM está mudando.

    Porém, o autor não afirma que a queda de uma levou à ascensão da outra, ou vice-versa. Uma coisa não é causa nem conseqüência da outra.

    Em outras palavras: DE UM LADO, houve uma "queda" da classe média, e POR OUTRO LADO, houve uma "ascensão" de parcela da classe baixa.

    POr isso o uso do conectivo "em compensação", com valor adversativo.
  • Pessoal .. .estou em desacordo com este gabarito....

    Vejam bem
    d) A conjunção "e"(l.11) coordena duas orações que, semanticamente, expressam um contraste; por isso equivale a mas.

    Vamos analisar esse trecho:
    Na década de 90,
    essas facilidades acabaram e a classe média passou a
    ter mais gastos

    Esse trecho passa ideia de contraste?

    Esse e para mim passa ideia de causa/consequencia. Nunca poderia ser substituido por mas.

    O que conservaria a ideia inicial do trecho?


    Na década de 90,
    essas facilidades acabaram mas a classe média passou a
    ter mais gastos

    ou
    Na década de 90,
    essas facilidades acabaram por isso a classe média passou a
    ter mais gastos

    Ate' concordo com os amigos que acham que a letra E esta correta, porque "Em compensacao" realmente traz ideia adversativa. Mas dizer que a letra D esta correta para mim e' absurdo.

    Acho que a letra D e E respondem de forma verdadeira a requisicao feita pelo enunciado, de modo que acredito que esta questao deveria ser anulada....

  • Caro Leandro

    Lamento informá-lo que o conectivo "e" sugerido no item de resposta não se refere à frase por vc atribuída, mas sim: "É como se ela tivesse viajado sempre
    de executiva e agora tivesse de andar de econômica." O que torna possível e perfeitamente correta a substituição por "mas".
  • nao precisa lamentar. Ajuda e' SEMPRE bem vinda
  • Boa!
    Essa é pra desempatar o concurso...
  • LETRA E

    Uma questão bem inteligente da ESAF que deixou muita gente passar despercebido. Olha só o erro:

    O conectivo "Em compensação" (l.12) está empregado com valor adversativo, pois introduz um período sintático que, semanticamente, contradiz o que afirma A PRIMEIRA ORAÇÃO DO TEXTO. (ele fala do início do texto e não do 1º trecho do último parágrafo do mesmo. )  

  • 2) Adversativasligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou compensação. São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.

    http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf85.php

  • pq a universidades publicas não é complemento nominal de acesso?

     


ID
10801
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que, ao preencher as lacunas com vocábulos, expressões e sinais de pontuação, mantém o texto coerente, coeso e gramaticalmente correto.

A pólvora dos tempos modernos __(1)__ o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, descreve a Internet, a rede mundial de computadores __(2)__ advento fez surgir um novo ponto em comum entre as mais variadas profi ssões: a busca de conhecimento e agilidade na atualização. Hoje em dia, não __(3)__ profi ssional ter apenas os conhecimentos específi cos da área em que atua. É preciso enfrentar os desafi os que levam __(4)__ informações e recursos disponíveis na chamada grande rede. Isso vale também, é claro, __(5)__ ainda não se profi ssionalizou e em especial para o estudante. A pesquisa ganhou dimensões planetárias ___(6)__ chegada da internet.

(Adaptado da Revista do Provão, n. 5, p. 35) (1) (2) (3) (4) (5) (6)

Alternativas
Comentários
  • Gostaria de expressar uma dica particular e genérica sobre a ESAF:
    Não acredite em erros partindo da ESAF! Isso é um evento raro.
    As perguntas são formuladas com certa confusão levando a crer que podem existir erros.
  • Errei esta questão só por não ter observado a pontuação colocada no início de cada alternativa. Acredito ser este o gde diferencial dos concursos - ATENÇÃO.
  • A pontuação correta colocaria todas as alternativas como erradas, pois no espaço "__(4)__", não tem nenhum ponto que justifique a preposição (seja A/Às/Aos) como maiúscula. Mas ignorando essa gafe, a correta é a B.
  • Olhando no gabarito final publicado pela Esaf, esta questão esta como ANULADA
  • Olá, pessoal!

    Essa questão foi anulada pela organizadora.


    Bons estudos!

ID
10804
Banca
ESAF
Órgão
ANEEL
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para cada lacuna abaixo são propostas duas formas de preenchimento. Assinale a opção em que as duas propostas complementam de maneira coerente e gramaticalmente correta o texto.

O Brasil está assumindo papel ___(a)___liderança no
fornecimento de energia de fonte renovável, ___(b)___o
álcool. Chamou, por isso, ___(c)___atenção do mundo
desenvolvido e há países negociando a compra do produto
nacional. Problemas como o do preço interno devem ser
administrados com responsabilidade para não corrermos
o risco de perder a oportunidade, rara, ___(d)___fi xar
papel preponderante ___(e)___ setor essencial como o
energético.


(Adaptado de Correio Braziliense, 22 de fevereiro de 2006)

Alternativas
Comentários
  • Questão de enunciado confuso e extremamente mal eleborada. Honestamente, a fiz sem ter a certeza do que era realmente solicitado.
  • cada alternativa serve para uma lacuna do texto, mas em apenas uma delas as duas proportas servem, nas outras nao servem ou serve apenas uma...
  • Na opção D as duas preposições preenchem a lacuna:

    "para não corrermos o risco de perder a oportunidade, rara, de fixar papel preponderante"
    ou
    "para não corrermos o risco de perder a oportunidade, rara, para fixar papel preponderante"
  • Essa eu até achei fácil e olha que em português eu me acho muito limitado;
  • Aparentemente o enunciado apresenta uma confusão. Parece que uma das alternativas preenchem todas as lacunas. Mas se seguirmos a sequência a,b,c,etc que o texto dá, veremos que a única linha que preenche a mesma lacuna com o mesmo termo é "de/para". Ou seja, cada alternativa deve ser testada em uma linha.

  • Estou até agora tentando entender o que a banca quer. 

  • mas que questao mal formulada

  • Quem mais ficou confuso levanta a mão!


ID
10954
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ANATEL
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto para os itens de 1 a 8

Como não usar o telefone celular

1 É fácil ironizar os possuidores de telefones celulares.
Mas é necessário descobrir a qual das cinco categorias eles
pertencem. Primeiro, vêm as pessoas fisicamente incapacitadas,
4 ainda que sua deficiência não seja visível, obrigadas a um
contato constante com o médico ou com o pronto-socorro.
Depois, vêm aqueles que, devido a graves deveres profissionais,
7 são obrigados a correr em qualquer emergência (capitães do
corpo de bombeiros, médicos, transplantadores de órgãos). Em
terceiro lugar, vêm os adúlteros. Só agora eles têm a
10 possibilidade de receber ligações de seu parceiro secreto sem
que membros da família, secretárias ou colegas malintencionados
possam interceptar o telefonema.
13 Todas as três categorias enumeradas até agora
merecem o nosso respeito: no caso das duas primeiras, não nos
importamos de ser perturbados em restaurantes ou durante uma
16 cerimônia fúnebre, e os adúlteros tendem a ser muito discretos.
Seguem-se duas outras categorias que, ao contrário,
representam um risco. A primeira é composta de pessoas
19 incapazes de ir a qualquer lugar se não tiverem a possibilidade
de conversar fiado acerca de frivolidades com amigos e
parentes de que acabaram de se separar. Elas nos incomodam,
22 mas precisamos compreender sua terrível aridez interior,
agradecer por não estarmos em sua pele e, finalmente, perdoar.
A última categoria é composta de pessoas preocupadas
25 em mostrar em público o quanto são solicitadas, especialmente
para complexas consultas a respeito dos negócios: as conversas
que somos obrigados a escutar em aeroportos ou restaurantes
28 tratam de transações monetárias, atrasos na entrega de perfis
metálicos e outras coisas que, no entendimento de quem fala,
dão a impressão de que se trata de um verdadeiro Rockfeller.
31 O que eles não sabem é que Rockfeller não precisa de
telefone celular, porque conta com um plantel de secretários tão
vasto e eficiente que, no máximo, se seu avô estiver morrendo,
34 por exemplo, alguém chega e lhe sussurra alguma coisa no
ouvido. O homem poderoso é justamente aquele que não é
obrigado a atender todas as ligações, muito pelo contrário:
37 nunca está para ninguém, como se diz.
Portanto, todo aquele que ostenta o celular como
símbolo de poder, na verdade, está declarando de público sua
40 condição irreparável de subordinado, obrigado que é a pôr-se
em posição de sentido, mesmo quando está empenhado em um
abraço, a qualquer momento em que o chefe o chamar.

Umberto Eco. O segundo diário mínimo. Sergio Flaksman (Trad.).
Rio de Janeiro: Record, 1993, p. 194-6 (com adaptações).

Com base nas idéias e estruturas do texto de Umberto Eco, julgue os itens a seguir.

Nas formas verbais "vêm" e "têm", ambas na linha 9, foi aplicada a mesma regra de acentuação gráfica.

Alternativas
Comentários
  • Os verbos vir e ter na terceira pessoa do plural são acentuadas graficamente. Ele tem, Ele vem, Eles têm, Eles vêm.
  • Regras de acentuação:
    Ocorre acento circunflexo para diferenciar as 3 pessoas dos verbos ter, vir, e derivados: tem/têm; vem/vêm; contém/contêm; retém/retêm; advém/advêm; intervém/intervêm
  • Leva acento circunflexo a terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos TER e VIR e seus derivados. O singular segue as regras gerais.

    Ex.: eles têm, eles vêm, eles detêm, eles convêm

    Mas: ele tem, ele detém, ele vem, ele convém

  • Cabe lembrar, que com o Novo Acordo Otográfico, os verbos CRER, DAR, LER e VER, quando na 3ª pessoa do plural duplicam a letra "E" e não se emprega o acento circonflexo.

    No entanto, os verbos TER e VIR, QUANDO na 3ª pessoa do plural emprega-se o acento circunflexo (presente do indicativo), e ainda, esses verbos no singular e os derivados no singular, são acentuados conforme regra geral da acentuação gráfica.

    Bons estudos!!


  • Os verbos ter e vir na terceira pessoa do plural recebem acento circunflexo. 

    Os seus derivados, no singular levam acento agudo; no plural, circunflexo. (ex.: a caixa contém / as caixas contêm)

  • São oxítonas terminados em Ê / Ô


    crê, dendê, vê

    freguês, inglês

    bisavô, metrô

    "São acentuadas as sílabas tônicas da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter, vir e seus compostos 

    eles têm, eles contêm, elas entretêm, eles vêm, elas advêm, convêm (eles) etc."

    Fonte: http://www.lpeu.com.br/q/g574h

  • Questão desatualizada.

  • Gab: Certo 

     

    A questão está atualizada.

     

    Continuam válidas as regras de acentos diferenciais para os verbos vir e ter (e seus derivados) para a terceira pessoa do plural. 

  • Acento diferencial utilizado para diferenciar palavras de grafia semelhante, nesse caso para marcar o plural.

    Ele tem = Eles têm

    Ele vem = Eles vêm

     

    Fonte: Estratégia Concursos

     

  • è utilizado o acento diferencial para coloca a palavra em terceira pessoa do plural.

  • ACENTO DIFERENCIAL:

    Os verbos TER e VIR assim como seus derivados (Manter, entreter, reter, conter, convir, intervir, advir etc) RECEBEM acento diferencial quando for em 3° pessoal do plural!

    Exs: Eles entretêm.

    Eles obtêm.

    Escola da Magistratura do Paraná (EMAP).

    Bons estudos!

  • As formas verbais "vêm" e "têm" estão na 3ª pessoa do plural, portanto emprega-se o acento circunflexo.

  • ACENTO DIFERENCIAL:

    Ele tem = Eles têm

    Ele vem = Eles vêm

  • Acento diferencial.

  • CERTO

  • GAB.: CERTO

    Os acentos diferenciais foram abolidos em sua maioria. Nas palavras vêm e têm foram mantidos para indicar a 3ª pessoa do plural.

  • VIR - ACENTO CIRCUNFLEXO

    VER - DUPLICA O "E"

    Comentário válido para 3ª pessoa do plural do presente do indicativo

  • Caramba errei por não presta atenção na 3º pessoal do plural.

  • GAB: C

    O acento diferencial faz a distinção entre formas, mas não se encaixa nas regras de acentuação vigentes.

    Ex.: ele tem - eles têm / ele vem - eles vêm

    OBS.: ele mantém – eles mantêm

    ele intervém – eles intervêm

    (regra das oxítonas terminadas em em, ens com mais de uma sílaba)

    PROF.ª ISABEL VEGA - QC

  • Os verbos vir e ter na terceira pessoa do plural são acentuadas graficamente. Ele tem, Ele vem, Eles têm, Eles vêm.

  • Singular-tem,vem

    plural-têm,vêm

    PMAL 2022

    PMPB 2022

    PMPE 2022


ID
10963
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ANATEL
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto para os itens de 9 a 15

1 Foi "entrevistado" aquele que é apontado pelas
autoridades como o principal responsável pelos ataques do
PCC. O Celular "falou" ao repórter com o compromisso de não
4 ter sua identidade e sua marca reveladas.
O senhor admite ter desempenhado um papel
fundamental na organização dos ataques do PCC?
Não se
7 pode dispensar todo o barril por causa de algumas maçãs
podres. Eu ajudo mais de 90 milhões de brasileiros a se
comunicarem diariamente. Sou um aparelho democrático.
10 É possível ou não bloquear os seus serviços?
Eu sempre me esforço para ser o melhor naquilo que faço. Esta
é a minha receita de sucesso. Para bloquear, é preciso
13 acompanhar o meu ritmo de avanço tecnológico. Alguns
bloqueadores instalados já estavam obsoletos quando foram
instalados.
16 Afinal, existe alguma forma de bloquear o seu
sinal?
Tem uma tal de gaiola de Faraday. Apesar de o nome
parecer complicado, é bem simples. Basta instalar uma tela de
19 metal em volta das celas ou dos presídios. A gaiola de metal
impede que minhas ondas eletromagnéticas entrem ou saiam.
Aí, não tem comunicação.

Veja, 31/5/2006 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue os próximos itens.

Como o verbo ajudar admite duas regências, atenderia aos preceitos gramaticais a inserção da preposição a antes do termo "mais de 90 milhões de brasileiros" (l.8).

Alternativas
Comentários
  • Se o verbo admite a dupla regência, não poderia existir a preposição antes de mais de 90 milhões, pois já existe a preposição depois "a se comunicarem...".
  • Quem ajuda ajuda alguém a fazer alguma coisa VTD.

  • Quem ajuda ajuda O QUE ?

    alguém

    A QUE ?

    a fazer alguma coisa

    Eu ajudo mais de 90 milhões de brasileiros (OBJETO DIRETO) a se comunicarem diariamente. (OBJETO INDIRETO) 

    LOGO NESTE CASO O VERBO É TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO. A preposição a Não deve vir antes de mais de 90 milhões, pois ela já vem antes de se comunicarem. Conforme lembrou nossa colega Dila Costa.

  • Companheiro, faltou um NÃO no seu comentário aí.
    Pois seria: "não se admite acento indicativo de crase antes de verbo"
  • Klaus Serra,

    que comentário foi esse???????? kkkkkkkkkkkkkkkkk ri d+ viu dessa classificação do verbo ajudar... ashusahuashuhusashau.
  • o VERBO AJUDAR EFETIVAMENTE ADMITE DUAS REGÊNCIAS QUANDO NO SENTIDO DE PRESTAR ASSISTÊNCIA ,ATENDER,PRESTAR AJUDA.TODAVIA,NA QUESTAO APRESENTADA JÁ HAVIA UM COMPLEMENTO COM PREPOSIÇÃO ,IMPOSSBILITANDO,ASSIM,A INSERÇÃO DE MAIS UM DESTE PARA O MESMO VERBO
  • Realmente é VTDI, porém

    Já temos uma preposição no OI

    O que impossibilita acrescentar mais uma.

  • Cespe não dá para ter dois objetos indiretos em uma mesma frase né...


    MANTENHA O FOCO! A NOMEAÇÃO FICOU MAIS PERTO HOJE!

  • Eu ajudo mais de 90 milhões de brasileiros a se comunicarem diariamente. VTDI

    Não pode existir a preposição antes de ''mais de 90 milhões'', pois já existe a preposição depois  na expressão "a se comunicarem...".

  • Eu ajudo mais de 90 milhões de brasileiros a se comunicarem diariamente.

         VTDI                             OD                                               OI

  • Errado. Ajudar é um VTD não havendo espaço para preposição

  • Eu não entendi... não poderia ser caso de OD preposicionado?

    "Às vezes, o objeto direto vem acompanhado de preposição. Nesses casos, a preposição pode ter apenas uma função enfática ou ser obrigatória – seja para evitar ambiguidade, seja porque o objeto direto é um pronome pessoal oblíquo tônico.

    Para reconhecermos um objeto direto preposicionado, basta isolarmos o verbo e verificarmos se ele é realmente transitivo direto."

  • Segundo a gramática de Fernando Pestana o verbo ajudar expressando a ideia de auxiliar é VTI, logo admite a preposição EM. Inserir a preposição A estaria errado.

  • Pessoal não tentem ensinar o que não sabem!

  • Regência do Verbo Ajudar, no sentido de ajudar alguém, ou seja, prestar ajuda, auxiliar, é Transitivo Direto (sem preposição):

    ●   Sempre ajuda os amigos.

    ●   Ajudou o pai.

    ●   Gosta de ajudar quem está em dificuldades.

    ●   Óculos ajudam a leitura.

    Regência do Verbo Ajudar No sentido de ajudar alguém a seguido de infinitivo é Transitivo Direto e Indireto:

    ●   Ele o ajudou a conseguir emprego.

    ●   O menino ajudou a mãe a sair.

    ●   Ajudou-o a fazer o trabalho.

    ●   Ajudaram a empresa a progredir.

    Regência do Verbo Ajudar No sentido de ajudar alguém em seguido de substantivo é Transitivo Direto e Indireto: Ajudou o escritor nas pesquisas.

    ●   O filho ajuda o pai na loja.

    ●   Todos o ajudaram no serviço.

    ●   As crianças ajudavam no trabalho de casa.

    Como Verbo Pronominal (= ajudar-se): Todos se ajudaram.

    ●   Se ele não se ajudasse, não teria sarado.

    ●   Eles se ajudam, pois são muito unidos

    ●   Ajudava-se dos pés e das mãos para subir na árvore.

  • Como o verbo ajudar admite duas regências, atenderia aos preceitos gramaticais a inserção da preposição a antes do termo "mais de 90 milhões de brasileiros" (l.8).

    Ajuda V.T.D.I [alguém] O.D [a algo] O.I

    Eu ajudo [mais de 90 milhões de brasileiros] [a se comunicarem diariamente]

    "mais de 90 milhões de brasileiros" é objeto direto, se colocasse a preposição a antes dessa expressão, ela se tornaria objeto indireto, mas já há um objeto indireto.

    Gabarito: ERRADO, pois não é possível a inserção da preposição atendendo aos preceitos gramaticais.


ID
11275
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 12 a 17 referem-se ao
texto abaixo.

1. Certos candidatos a deputado ornam com um retrato
o seu prospecto eleitoral. Isto equivale a supor que a
fotografia possui um poder de conversão. Para começar, a
efígie do candidato estabelece um elo pessoal entre ele e
5. seus eleitores; o candidato não propõe apenas um
programa, mas também um clima físico, um conjunto de
opções cotidianas expressas numa morfologia, num modo
de vestir, numa pose.
O que é exposto, através da fotografia do candidato,
10. não são seus projetos, são suas motivações, todas as
circunstâncias familiares, mentais, e até eróticas, todo um
estilo de vida de que ele é, simultaneamente, o produto, o
exemplo, e a isca. É óbvio que aquilo que a maior parte
dos nossos candidatos propõe através de sua efígie é uma
15. posição social, o conforto especular das normas familiares,
jurídicas, religiosas, ou seja, aquilo a que se chama "uma
ideologia". Naturalmente, o uso da fotografia eleitoral supõe
uma cumplicidade: a foto é espelho, ela oferece o familiar,
o conhecido, propõe ao eleitor a sua própria efígie, clarifica-
20. da, magnificada, imponentemente elevada à condição de
tipo. É, aliás, esta ampliação valorativa que define
exatamente a fotogenia: ela exprime o eleitor e,
simultaneamente, transforma-o num herói; ele é convidado
a eleger-se a si mesmo, incumbindo o mandato que vai
25. conceder de uma verdadeira transferência física: delega de
algum modo a sua "raça".

(Adaptado de BARTHES, Roland. Fotogenia eleitoral. Mitologias.
3.ed. São Paulo: DIFEL, 1978, p. 102-103.)

Considerado sempre o contexto, é correto afirmar:

Alternativas
Comentários
  • Letra A.

    O mas dá ideia de adição.

  • Gab A

    Aditivas:

    Não só.....mas também/como também /bem como/mais ainda


ID
11284
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A frase que está totalmente em conformidade com a norma padrão da Língua Portuguesa é:

Alternativas
Comentários
  • Leonilda, a C está incorreta porque o verbo "pode" não está no passado. Para concordar com a frase ele deveria levar acento circunflexo: pôde.
  • Maicon, além disso, na alternativa C, deve haver crase em "posta à prova",não é mesmo?
  • a) se estaráSb) "trabalhos de quem?" ambiguidadec) não pôde - pretérito.d) quiSe) CORRETA
  • Advinha é o pretérito imperfeito do verbo ADVIR = acontecer, sobrevir.
    Adivinha é referente a adivinhações ou o presente do indicativo do verbo ADIVINHAR = decifrar, descobrir.
  • A) Pronome de tratamento Vossa Excelência, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular. "...em vosso gabinete..." (E). O certo seria: "...em seu gabinete...".
  • Na alternativa B o que está errado é a grafia da da palavra Reivindicação, escrita erroneamente como Reinvidicações.

  • a) seu gabinete
    b) reivindicações / nada a ver com ....
    c) posta à prova / pôde
    d) quis
  • a) Gostaria de saber de Vossa Excelência, Senhor Ministro, se estará amanhã em vosso gabinete para que possamos marcar a prometida entrevista com a imprensa.( SEU gabinete [...] );

    b) O assessor não para de reclamar das reinvindicações daqueles três artistas, pois entende que seus trabalhos não têm nada haver com o projeto anunciado. ( REIVIDICAÇÕES) ( NADA A VER ). Obs.:   termo "nada haver" está errado, NÂO pela falta do "a", mas sim pelo emprego errôneo da palavra HAVER. O correto é: "nada a ver". Quando quiser dizer que algo não tem relação a outro usa-se " a ver ";  Use " nada a haver" quando alguém precisa receber dinheiro, por exemplo, de alguém;

    c) Sua eficiência para coordenar grupos de trabalho era conhecida e já tinha sido posta a prova muitas vezes, mas na semana passada não pode ser ratificada: não houve reunião. ( POSTA Á PROVA ) ( PÔDE )

    d) Sempre disponível em ajudar a quem precisa, começou a levantar fundos de auxílio aos flagelados, mas sua intensão não bastou: quase ninguém quiz colaborar. ( INTENÇÃO, POIS INTENSÃO VEM DE INTENSIDADE ) ( QUIS )

    e) Ninguém poderia adivinhar que aquele adolescente conhecido por sua timidez, e por vezes mal entendido, fosse capaz de atingir aquele nível de compreensão da pesquisa.   \O/
  • acrescento mais um item que faz da alternativa d errada, a regência do verbo ajudar.
    Correto seria mencionar, ajudar quem precisa, e não a quem precisa, pois ajudar é VTD.

  • Giovanii 

    Na letra b o correto seria: reivindicações.
  • a) Gostaria de saber de Vossa Excelência, Senhor Ministro, se estará amanhã em "vosso" (seu) gabinete para que possamos marcar a prometida entrevista com a imprensa.

    b) O assessor não para de reclamar das "reinvindicações" (reivindicações) daqueles três artistas, pois entende que seus trabalhos não têm nada haver com o projeto anunciado.

    c) Sua eficiência para coordenar grupos de trabalho era conhecida e já tinha sido posta "a" (à) prova muitas vezes, mas na semana passada não "pode" (pôde) ser ratificada: não houve reunião.

    d) Sempre disponível em ajudar a quem precisa, começou a levantar fundos de auxílio aos flagelados, mas sua intensão não bastou: quase ninguém "quiz" (quis) colaborar.

    e) Ninguém poderia adivinhar que aquele adolescente conhecido por sua timidez, e por vezes mal entendido, fosse capaz de atingir aquele nível de compreensão da pesquisa.

    GABARITO: LETRA E

  • O verbo querer é sempre escrito com S: quis, quisesse, quisessem, quiseram, quisera, quiser...

  • a) Gostaria de saber de Vossa Excelência, Senhor Ministro, se estará amanhã em seu gabinete para que possamos marcar a prometida entrevista com a imprensa.

    b) O assessor não para de reclamar das reivindicações daqueles três artistas, pois entende que seus trabalhos não têm nada a ver com o projeto anunciado.

    c) Sua eficiência para coordenar grupos de trabalho era conhecida e já tinha sido posta à prova muitas vezes, mas na semana passada não pôde ser ratificada: não houve reunião.

    d) Sempre disponível em ajudar a quem precisa, começou a levantar fundos de auxílio aos flagelados, mas sua intenção não bastou: quase ninguém quis colaborar.

    e) Ninguém poderia adivinhar que aquele adolescente conhecido por sua timidez, e por vezes mal entendido, fosse capaz de atingir aquele nível de compreensão da pesquisa. (A partir de 2016 é obrigatória a utilização de hífen quando o advérbio MAL constituir um termo composto em que o segundo termo começa por H, L ou por uma vogal. Nesse caso, escrever-se-ia mal-entendido. No entanto a obrigatoriedade é só a partir de 2016, sendo utilizado optativamente nos anos de 2009 a 2015). 

  • Sobre a letra A:

     

    Do ponto de vista da concordância verbal, importa lembrar que todos os pronomes de tratamento pertencem à terceira pessoa gramatical, do singular ou do plural ("Vossa Senhoria fez boa viagem?", "Vossas Senhorias fizeram boa viagem?"). Consequentemente, os pronomes que se relacionam com essas formas também serão de terceira pessoa: "Vossa Excelência, tenho muito apreço pelo seu país!". Os pronomes possessivos "vosso" e "vossa" são da segunda pessoa do plural (vós), portanto não se empregam com as formas de tratamento em nenhuma situação.

    Para facilitar o raciocínio, convém lembrar que o pronome "você" também é uma forma de tratamento (que um dia foi Vossa Mercê). Certamente ninguém emprega os pronomes "vosso" ou "vos" para se referir a "você": "Você trouxe seu casaco?". Todos os pronomes de tratamento podem mentalmente ser substituídos por "você", o que facilita o raciocínio na hora de escolher os pronomes e de conjugar os verbos.

     

    Sobre a letra B:

     

    O acento da forma de passado do verbo “poder” (“ontem ele pôde”), que a diferencia da forma do presente (“hoje ele pode”).

    Então: “pôde” no passado e “pode” no presente. 

     

    Fonte: http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/pronomes-de-tratamento-sao-de-terceira-pessoa.jhtm

  • a)Gostaria de saber de Vossa Excelência, Senhor Ministro, se estará amanhã em vosso gabinete para que possamos marcar a prometida entrevista com a imprensa.Errado, o correto seria no SEU gabinete.

     b)O assessor não para de reclamar das reinvindicações daqueles três artistas, pois entende que seus trabalhos não têm nada haver com o projeto anunciado.Errado, reIvindicações.

     c)Sua eficiência para coordenar grupos de trabalho era conhecida e já tinha sido posta a prova muitas vezes, mas na semana passada não pode ser ratificada: não houve reunião.Errado, pÔde.

     d)Sempre disponível em ajudar a quem precisa, começou a levantar fundos de auxílio aos flagelados, mas sua intensão não bastou: quase ninguém quiz colaborar.Errado, quiS

     e)

    Ninguém poderia adivinhar que aquele adolescente conhecido por sua timidez, e por vezes mal entendido, fosse capaz de atingir aquele nível de compreensão da pesquisa.

  •  a) Gostaria de saber de Vossa Excelência, Senhor Ministro, se ESTARÁS amanhã em vosso gabinete para que possamos marcar a prometida entrevista com a imprensa.
      b) O assessor não para de reclamar das REIVINDICAÇÕES daqueles três artistas, pois entende que seus trabalhos não têm nada haver com o projeto anunciado.
      c) Sua eficiência para coordenar grupos de trabalho era conhecida e já tinha sido posta a prova muitas vezes, mas na semana passada não PÔDE ser ratificada: não houve reunião.
      d) Sempre disponível em ajudar a quem precisa, começou a levantar fundos de auxílio aos flagelados, mas sua INTENÇÃO não bastou: quase ninguém QUIS colaborar.
      e) Ninguém poderia adivinhar que aquele adolescente conhecido por sua timidez, e por vezes mal entendido, fosse capaz de atingir aquele nível de compreensão da pesquisa.

  • Sobre a alternativa A:

    "Vossa Excelência (você), ..., se (você) estará em seu gabinete,..."

    Lembrando que você e os pronomes de tratamento do singular ( e vocês = pron tratam no plural) conjugam-se como se fosse DA TERCEIRA PESSOAL (SING OU PLURAL). NADA DE CONJUGAR COMO TU!!

  • Pós-reforma:

    O verbo “pôr” continua com acento para diferenciá-lo da preposição “por” (de “por isso”, “por aí”, “por mim”).

    Já “pôde”, no passado, continua a ter acento, para diferenciá-lo do presente do mesmo verbo: “ele não pode” (pronunciado “póde”: presente); “ele não pôde” (passado).

    Além desses dois verbos (em que o acento diferencial é obrigatório), o novo Acordo Ortográfico também estabeleceu que é permitido usar, opcionalmente, o acento diferencial no substantivo “fôrma” (uma “fôrma” de pão, de bolo), para diferenciá-lo do substantivo “forma” (“forma de dizer”, “forma de pensar”, “fora de forma”, “bela forma”, etc).


ID
11287
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A frase em que as duas formas destacadas estão empregadas de acordo com a norma padrão é:

Alternativas
Comentários
  • Com as novas regras ortográficas, a alternativa D também está certa: CREEM DEEM LEEM VEEM não têm mais o acento circunflexo na primeira letra E.
  • Na opção "D" Há um erro de acentuação, CREEM- de acordo com a regra antiga,haja vista que na regra nova, este acento caiu. Ainda há um segundo erro- de acordo com a banca. O "que" é uma conjunçao integrante, e antes dela temos o verbo crer. Quem crê, crê EM alguma coisa. Logo: Para esta alternativa ficar correta, entre "creem" e "que" teria de haver a preposição EM.
    OBS: Para algumas bancas isso é irrelevante, não obstante para a ESAF o emprego da preposição é obrigatória.

  • b) Há muitos vices na política e não sei a quantos esse projeto de lei é capaz de satisfazer, motivo pelo qual não arrisco nenhum palpite sobre os entraves que encontrará.

ID
11290
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A frase em que a concordância está totalmente em conformidade com a norma padrão é:

Alternativas
Comentários
  • a)não é viável
    b)que deixavam deslumbrados
    c)deve fazer
    e)serem necessários
  • se me permite uma pequena correçãob)deixaVA deslumbradoSpois O trabalho deixava deslumbrados OS que tinham sorte...
  • A - INCORRETA. Acredito que A PREPARAÇÃO daqueles detalhados relatórios, no prazo de apenas duas semanas, não SEJA/É? VIÁVEL, mas, de nossa parte, todos os esforços serão feitos. 
    B - INCORRETA. Seu trabalho era tão criativo e tão minucioso que deixava DESLUMBRADOS, sempre, sem exceção, OS QUE TINHAM A SORTE DE CONHECÊ-LO. 
    C - INCORRETA. Acho que DEVE FAZER uns dez dias que não o vejo, mas CIRCULAM por aí MUITAS NOTÍCIAS de que ele está se dando bem no novo emprego.

  • Reformulando: Muitas diferenças entre eles podem existir.

  • No caso da letra " D", uma locução verbal o verbo auxiliar herda a impessoalidade. Entretanto,  verbo existir não faz parte da regra. 

    Podem existir ...

  • A correta é D. O verbo existir tem sujeito e concorda com ele; o auxiliar acompanha o principal. O sujeito é muitas diferenças. O sujeito de ocorrer é muitas diferenças; o auxiliar acompanha o principal: têm (plural) ocorrido muitas diferenças. Em A, a preparação não é viável. Em B, deixava deslumbrados os que tinham a sorte …… Em C, o verbo fazer com referência a tempo fica sempre no singular, e o auxiliar segue o principal: deve fazer uns dez dias. Em E, ser necessário concorda com os artigos: um grande especialista afirma serem necessários todos os artigos.


ID
11401
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

Alternativas
Comentários
  • Não concordo com o gabarito, pois acredito que a C está errada! Veja que o sujeito do verbo caber é "Jovens". Assim, tal frase escrita de maneira correta seria:

    "Se aos jovens de hoje coubessem sonhar no ritmo das ficções projetadas em nossas telas, múltiplos e ágeis devaneios se processariam".

    Acho que a resposta correta é a letra D.
  • Esta questão, esta sim correta! pois o sujeito do verbo não é "jovens" e sim: "sonhar nos ritmos das ficções" (é sujeito oracional) por isso, leva o verbo para a terceira pessoa do singular. Temos que fazer a pergunta ao verbo. CABE- o que?(sonhar nos ritmos das ficções) A quem? (Aos jovens) O QUE é objeto direto será o sujeito.
    Lembrando que: "AOS" jovens. É a junção da preposição "a" com o artigo "OS" . Oque nos leva a perceber que ali ñ seria o sujeito e sim o objeto indireto.
  • Complementando o comentario da colega Vania, o sujeito nao pode estar preposicionado. Portanto atente-se, é comum as bancas mudarem a ordem da oraçao para nos confundir.


  • Posso estar totalmente enganado, mas interpretei assim:

    Se aos jovens de hoje (Objeto indireto)   COUBESSE (VTDI)  sonhar no ritmo das ficções projetadas em nossas telas ( Objeto Direto), múltiplos e ágeis devaneios ( Sujeito) se processariam.
     
                       
    ORDEM DIRETA: 

    MÚLTIPLOS E ÁGEIS DEVANEIOS SE PROCESSARIAM SE COUBESSE AOS JOVENS DE HOJE SONHAR NO RITMO DAS FICÇÕES PROJETAS EM NOSSAS TELAS.


     
  • Forma direta: Múltiplos e ágeis devaneios se precessariam se aos jovens de hoje coubesse sonhar no ritmo das ficções projetadas em nossas telas.

    Coubesse se refere a sonhar.
  • Múltiplos e ágeis devaneios(sujeito)   processar-se-iam(verbo)    se(conjunção condicional) sonhar no ritmo das ficções projetadas em nossas telas(sujeito) coubesse(verbo do sujeito oracional = 3ª pessoa do singular) aos jovens de hoje(complemento VTI).

    Que Deus seja SEMPRE com nós!!!
  • comentários letra D alguém ????
  • A alternativa D) esté me ordem inversa, como é de costume da FCC para nos atrapalhar.

    D) Ficaram como versões melhoradas da nossa vida acomodada de hoje o vestígio dos nossos sonhos de ontem.


    Colocando-a em ordem direta, ficará:

    D) O vestígio dos nossos sonhos de ontem FICARIA como versões melhoradas da nossa vida acomodada;

    Ou seja, o núcleo do sujeito é "Vestígio", por esse motivo, o verbo "ficar" deve permanecer no singular.
  • Alguém pode comentar a letra "E"

    Desde já, grata!

  • GRIFEI OS SUJEITOS
    Mudei a cor dos verbos
    As únicas alternativas dignas de justificativa são a "a" e a :

    a)
    ERRADA Não se imputem aos adolescentes de hoje a exclusiva responsabilidade pelo fato, lastimável, de aspirarem a tão pouco.
    Justificativa:
    O "se" pode assumir o papel de partícula apassivadora ou de índice de indeterminação do sujeito.
    Exemplo de partícula apassivadora: Vendem-se carros. Equivale a carros são vendidos
    Exemplo de índice de indeterminação: Fala-se disso muito.

    O truque é verificar se há algum termo não regido por preposição que possa ser o sujeito.
     
    PS: Essa justificativa vale também p/ a alternativa "e"


    b) ERRADA A presença maciça, em nossas telas, de tantas ficções, não nos devem fazer crer que sejamos capazes de sonhar mais do que as gerações passadas.

    c) CERTA Se aos jovens de hoje coubesse sonhar no ritmo das ficções projetadas em nossas telas, múltiplos e ágeis devaneios se processariam.
    Justificativa: Sujeito oracional impõem que o verbo fique no singular.


    d) ERRADA Ficaram como versões melhoradas da nossa vida acomodada de hoje o vestígio dos nossos sonhos de ontem.

    e) ERRADA Ao pretender que se mobilize os estudantes para as exigências do mercado de trabalho, o professor de nossas escolas impede-os de sonhar.


  • a) a exclusiva responsabilidade Não se imputa aos adolescentes

    b) A presença maciça não nos deve fazer

    c) ok

    d) o vestígio Ficou

    e) Ao pretender que os estudantes se mobilizem

  • O VERBO CONCORDA COM O NÚCLEO DO SUJEITO, O NÚCLEO DO SUJEITO NUNCA VEM PREPOSICIONADO.


ID
11416
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

É preciso suprimir um ou mais sinais de crase em:

Alternativas
Comentários
  • letra e: ERRADA
    A salvo não tem crase, pois é palavra masculina.
  • Em complemento da observação da colega a palavra "salvo" é palavra masculina no sentido de salvar. Mas, se for no sentido ("salvo" exeto e afora) é preposição.
  • Relativamente à alternativa a, o verbo assistir poderia causar dúvida:Conforme Aurélio: as.sis.tirVerbo transitivo indireto. 1.Estar presente; comparecer: Assisti à cerimônia.2.Acompanhar visualmente; ver, testemunhar: assistir a uma sessão de cinema.3.Competir, caber: Não lhes assistia julgar nossas ações.4.Assistir (5 a 7). Verbo transitivo direto. 5.Auxiliar, socorrer; proteger.6.Acompanhar na qualidade de ajudante, assistente, assessor.
  • Por que 'à juventude' nas letras 'b' e 'e' possuem crase?! qual justificativa?!
  • Galera, crase tem muito a ver com o estudo da regência verbal, ou seja, devemos estudar qu verbos pedem ou não complemento, especialmente quando um verbo tem mais de um sentido.No caso de assistir, temos a seguinte situação:Assistir, no sentido de presenciar ou de ver alguma coisa, pede preposição "a". ex.: Vamos assistir ao filme. Vamos assistir à programação da televisão.Assistir no sentido de ter um direito também pede a mesma preposição.ex.: Assiste ao autor o direito à indenização. Assiste à autora...Já no sentido de ajudar, prestar auxílio, assistir não exige preposição, por isso, não haverá crase.Ex.: A bondosa senhora assiste os desamparados.
  • Alguem pode explicar o motivo da crase em "àquele" no item d? Como uma palavra masculina pode ter crase?
  • Respondendo a JOANA FROTA,  aquele é um pronome demonstrativo e admite crase.

    A crase também ocorre com os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo. Isso acontece quando a expressão anterior é acompanhada da preposição a, que se aglutina ao a inicial desses pronomes. Pronuncia-se um a só. Na escrita, também fica um a só, mas com acento grave:

    Refiro-me a aquele homem. Refiro-me àquele homem. Refiro-me a aquela mulher. Refiro-me àquela mulher. Não me refiro a aquilo. Não me refiro àquilo. Mas prestem-se todas as homenagens àquele que cultiva seus sonhos.
           * Prestem-se a aquele ser humano que cultiva seus sonhos todas as homenagens.
           * Prestem-se  àquele ser humano que cultiva seus sonhos todas as homenagens.
  • Na letra E, há dois erros, o correto seria: " Quem acha que agracia a juventude... (agraciar é VTD) / não está a salvo... (não se usa crase antes de palavra masculina).
  • Letra E: Na verdade, o verbo AGRACIAR (condecorar) é VTDI: Agraciar alguém com algo.

    Na assertiva o Objeto Direto é: A JUVENTUDE (por isso não há crase, pq não há preposição). O objeto indireto é:  COM ELOGIOS.
  • agraciar
    a.gra.ci.ar
    (a1+graça+ar2) vtd 1 Dar ou comunicar graça ou perfeição a:Deus agraciou a alma de Santo Antônio. 2 Anistiar, indultar, perdoar ou comutar a pena: O Presidente agraciou os presos políticos. 3 Considerar como, honrar com o título de: "O decreto que o agraciava Barão do Rabaçal" (Cam. Castelo Branco). 4 Conceder ou dispensar graças, condecorações, honras ou mercês a: S. M. o agraciou com o título de duque.
  • O VERBO AGRADAR TEM DUPLA TRANSITIVIDADE COM ALTERAÇÃO DE SENTIDO.

    AGRADAR = NO SENTIDO DE ACARICIAR = VTD

    AGRADAR NO SENTIDO DE ALEGRAR = VTI


    NA QUESTÃO O VERBO AGRADAR ESTÁNO SENTIDO DE ALEGAR EXIGE A PREPOSIÇÃO A.

    JÁ O SEGUNDO CASO DE CRASE, À SALVO DE, REFERE-SE A LOCUÇÃO PREPOSITIVA QUE EXIGE O ACENTO DIFERENCIAL.



  •  
    Fonte: http://miscelaneaconcursos.blogspot.com.br
  •  A salvo é locução adverbial, cujos significados são: sem perigo, em segurança; livre de. 
  • (A) certo: “À falta de ...” é uma locução adverbial, iniciada por preposição “a”, por isso possui crase. O verbo “assistir” em "muita gente assiste à televisão" é transitivo indireto e exige preposição “a”, e “televisão” admite artigo “a”;
    (B) certo: o verbo “caber” em "Cabe à juventude de hoje..." exige a preposição “a”; “dedicar-se” e “jus” também. Como os substantivos “juventude”, “substituição” e “capacidade” admitem artigo “a”, está correto o uso da crase;
    (C) certo: as locuções adverbiais “à vista”, “às vezes” e “à revelia” recebem crase;
    (D) certo: o verbo “aspirar” e “prestar” nas expressões "aspira à estabilidade de um emprego" e "prestem-se todas as homenagens àquele que cultiva seus sonhos" exigem preposição “a”. Em contato com o substantivo “estabilidade” (o qual admite artigo “a”) e como pronome “aquele”; ocorre a crase;
    (E) ERRADA: o verbo “agraciar” em "agracia à juventude de hoje" é transitivo direto, por isso o objeto direto “a juventude” não pode receber crase. O vocábulo “salvo” é masculino, por isso não pode haver crase.
  • Assistir: transitivo direto no sentido de “dar assistência”, “amparar”.
    O médico assistiu o paciente. 


    Mas  também  é  aceito  como  transitivo  indireto,  com  a  preposição  a,  neste
    mesmo sentido:  O médico assistiu ao paciente. 


    Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “ver”, “presenciar”.
    Meu filho assistiu ao jogo. 


    Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “caber”, “competir”.
    Esse direito assiste ao réu. 


    Intransitivo, com a preposição em, com o sentido de “morar”.
    Seu tio assistia em um sítio. (o termo grifado é o adjunto adverbial de lugar)
    Neste  sentido,  admite  o  advérbio  “onde”:  Este  é  o  local  onde  assisto  (onde
    moro).


    PORTUGUÊS P/ TRTs 12ªR e 18ªR (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)  
    PROFESSOR TERROR

  • Às vezes (COM CRASE): De quando em quando, ocasionalmente, por vezes. EX: Às vezes você fala demais.

    As vezes: Ocasiões, momentos, ocorrências. EX: Todas as vezes que vou nadar fico cansado.

  • e)

    Agraciar é verbo transitivo direto, nao ha preposição e portanto nao ha crase.

    A salvo nao ha crase porque nao há artigo, e sim, somente preposição. Observem como em "a salvos" nao ha concordancia com o salvos.

  • 3 REGRAS BÁSICAS DE CRASE:

    I) Trocar feminino por masculino

    II) Trocar o A por PARA ou PARA A - Se ficar apenas "para", NÃO USA CRASE. Se ficar "PARA A" ,usa crase;

    II)Substituir o IR por VOLTAR DA - "IREI A BAHIA" - Voltarei DA BAHIA.

     

    NUNCA OCORRE CRASE!!!

    1) Antes de verbos

    2)Antes de palaras maculinas. OBS. expressão "à moda de" (excessão). ex. Móveis À São luis. São luiz é masculino mas a expressão "Móveis à moda são luis" está embutida.

    3)Antes de pronomes no geral

     

    SEMPRE USO CRASE!!!

    1)Antes de horas- o show começa às 23h.

    2)Expressões adverbiais femininas - cheguei à tarde (tempo); comi à vontade (modo).

    (exceto em expressões sobre instrumentos ex. matou a facadas.)

     

    FACULTATIVA (OPCIONAL)- 

    I) Depois da expressão "ATÉ"- leve-o até a/à porta.

    II) Diante de nomes próprios femininos- refiro-me à/a Julia.

    III)Diante de pronome possessivo feminino 

  • O salvo me salvou hahha

  • GABARITO: LETRA E

    ACRESCENTANDO:

    Os casos proibidos, obrigatórios e facultativos de crase:

    Casos proibidos:

    • Palavras masculinas (ele fazia menção a dissídio trabalhista)

    • Palavras com sentido indefinido (o homem não assistia a filmes medíocres)

    • Verbos (os meninos estavam dispostos a estudar)

    • Pronomes pessoais, de tratamento e interrogativos (a Sua Excelência, dirigimos um comunicado)

    • Em expressões com palavras repetidas (cara a cara, dia a dia)

    • Topônimos (nomes de lugares) que não admitem artigo (João viajará a São Paulo). Cuidado: se for um lugar específico, haverá crase (João viajará à São Paulo de sua infância - "de sua infância" está especificando)

    • Palavra "casa" no sentido de própria residência (o menino voltou a casa para buscar sua carteira). Cuidado: se for casa de outra pessoa, haverá crase (o menino foi à casa de Mariana)

    • Palavra "terra" no sentido de solo (muitos virão a terra após navegar)

    Casos obrigatórios:

    • Locução adverbial feminina (à vista, à noite, à esquerda)

    • Expressão masculina ou feminina com o sentido de "à moda de" (gol à Pelé, cabelos à Sanção)

    • Locução prepositiva (à vista de, à beira de, à mercê de)

    • Locução conjuntiva proporcional (à medida que e à proporção que)

    • Para evitar ambiguidade (ama à mãe a filha e ama a mãe à filha - a crase indica quem é a pessoa amada)

    • Palavras "madame", "senhora" e "senhorita" (enviaremos uma carta à senhorita)

    • Palavra "distância", quando ela estiver determinada (o acidente se deu à distância de 100 metros)

    Casos facultativos:

    • Após a preposição "até" (caminharemos até a/à sala do diretor)

    • Pronome possessivo feminino (ninguém fara menção a/à sua citação)

    • Substantivo feminino próprio (houve uma homenagem a/à Cecília)

    • Palavra "dona" (enviamos a correspondência a/à dona Nádia)

    FONTE: QC


ID
11455
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 21 a 25 referem-se ao
texto que segue.

Imagens banalizadas

A tecnologia proporciona verdadeiros milagres, mas
também produz alguma banalização. Nunca se tirou tanta
fotografia instantânea como hoje: em todo lugar há gente
promovendo a permanência de um instante, que imediatamente
se ilumina na tela minúscula de uma câmera digital ou de um
telefone celular. Impossível não lembrar as fotos antigas,
quando o fotógrafo, investido de alguma solenidade, pedia aos
fotografados que se preparassem, que posassem, e de repente
acionava o botão, e triunfava:
? Pronto! E era esperar algum
tempo para que a foto fosse revelada e encaminhada ao álbum
da família. Na pressa de hoje, os "cliques" das maquininhas
eletrônicas disparam como metralhadoras, as pessoas mal têm
tempo para ver as fotos e logo, enfadadas, apagam-nas
. As
eventualmente selecionadas costumam ir parar nos arquivos de
um computador. Mais cedo ou mais tarde, serão igualmente
apagados. De fato, o tempo está passando cada vez mais
rápido.

(Ruiz de Souza Oviedo, inédito)

Considerando-se as normas de concordância verbal, há uma incorreção na frase:

Alternativas
Comentários
  • Eu marquei letra C. O que há de errado na letra B?
  • com alta tecnologia (cheguem) a se banalizar ou chegue ?
    seria isto?
  • A letra c) é caso facultativo de concordância. Quando o sujeito composto é ligado pela dupla negativa nem... nem... o verbo pode tanto ir para o plural, quanto para o singular.

    Quanto à letra b) também não sei informar onde está o erro... se algum colega pudesse ajudar... =)
  • O que está incorreto na letra B é o verbo "vir" que neste caso é Verto Transitivo Indireto, observe o objeto Indireto: a utilizá-los. Portanto o "se" é Indice de Indeterminação do sujeito que pede o verbo na 3a pessoa do singular.
  • Creio que o erro da b) seja a regência da locução: "vir a se utilizar", que deva ser: "venham a se utilizar DAS circunstâncias" e não NAS como está grafado com o "em": "em que se venham a utilizá-los". Quem se utiliza, se utiliza DE, e não "se utiliza EM" ou "se utiliza NA".

  • b)Não é de se crer que todos os produtos com alta tecnologia cheguem a se banalizar, já que a banalidade está nas circunstâncias em que se venham a utilizá-los.

    Está correto "é de se crer" pq é sujeito oracional "que todos os produtos.." é de se crer. Não pode ficar no plural.

    Tb não achei o erro: será que seria VENHA a utilizá-los?
  • Comentário objetivo:

    O verbo "vir", nesta acepção, é transitivo indireto. Como está associado a um índice de indeterminação do sujeito "se", deverá ficar na 3ª pessoa do singular – venha. O verbo "banalizar-se" está corretamente empregado, já que faz parte de uma locução verbal com o verbo "chegar".

    Fonte: http://www.euvoupassar.com.br/visao/artigos/completa.php?id=820

  • Olá pessoal, venho para tentar esclarecer esta questão..


    na frase: "Não é de se crer que todos os produtos com alta tecnologia cheguem a se banalizar, já que a banalidade está nas circunstâncias em que se venham a utilizá-los." o fraguimento EM QUE SE VENHAM, o "que" é pronome relativo e traz o "se" para antes do verbo, fazendo assim que não enxerguemos que estamos diante do indice de indeterminação do sujeito.

    vejamos:

    a partícula "se" nos casos de indeterminação do sujeito ela sempre estará ligada a um verbo Intransitivo, de ligação ou transitivo indireto;
    Nesses casos o verbo Obrigatoriamente irá para a 3º pess. sing.
    caso o verbo seja transitivo direto, entraremos no caso de voz passiva pronominal e a partícula será apassivadora.

    obs.: nos casos de voz passiva pronominal, o verbo concorda com seu complemento.


    Visto isso, voltando a nossa questão teremos o seguinte:

    Verbo VIR - verbo intransitivo
    Ligando-o a partícula "se" teremos então o índice de indeterminação do sujeito, fazendo assim, com que o verbo fique na 3º pess. sing.

    Ficando: Venha-se.

    colocando o pronome relativo "que" antes do verbo, teremos a frase desta forma- "...em que se venha.." e não "..em que se venham".

    espero ter ajudado,

    desejo bons estudos e um abraço a todos.

     

  • Quanto à letra C, o material de estudo(http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint54.php) é contraditório à FCC

    3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o verbo deverá ficar no plural se a declaração contida no predicado puder ser atribuída a todos os núcleos.

    Por Exemplo:

    Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira.


    Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.

     

    Quando a declaração contida no predicado só puder ser atribuída a um dos núcleos do sujeito(que não é o caso da letra C), ou seja, se os núcleos forem excludentes, o verbo deverá ficar no singular.

    Por Exemplo:

    Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada.
    Você ou ele será escolhido. (Só será escolhido um)

    Assim é difícil estudar. E agora José? hehehe
  • Qual o sujeito do verbo chegar?
    Quem ou o que é que está chegando a se banalizar?

    Crer que todos os produtos com alta tecnologia não seria o sujeito?

    Sujeito oracional = verbo na terceira pessoa do singular?

    Alguém poderia tentar ver com um professor.

    Deus é Fiel!!!
  •  A INCORRETA É A LETRA B

    b) Não é de se crer que todos os produtos com alta tecnologia (sujeito da oração ) cheguem ( o sujeito deste verbo é uma oração, ou seja, é sujeito oracional, por isso o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular – CHEGUE- O VERBO SEMPRE CONCORDA COM O SUJEITO EM NÚMERO E PESSOA) e a se banalizar, já que a banalidade está nas circunstâncias em que se venham a utilizá-los.

    • Caso alguém, como eu, tenha ficado em dúvida sobre a letra D), aqui vai uma breve explicação. A forma "haja" (futuro do subjuntivo) soa estranha, menos natural que "houver" (presente do subjuntivo) nessa mesma estrutura. Mas estaria certa? Uma boa maneira de testar a adequação da forma verbal é trocar por outro verbo mais "familiar": Quanto mais inventos EXISTIREM (futuro do subjuntivo) ou Quanto mais eventos EXISTAM (presente do subjuntivo). As duas formas estão corretas, embora dessa vez a forma no futuro me pareça um pouco mais comum. Por similaridade, podemos concluir que a forma "Quanto mais eventos haja" também está correta, mesmo que soe pouco natural. 
    • Para quem ficou em dúvida no item c,  saiba que "nem aos cientistas nem aos produtores" em hipótese alguma pode ser considerado como sujeito da oração. Trata-se, no entanto, de objeto indireto do verbo competir.
    • Pra quem fala que o sujeito é oracional:

      Pra ter uma oração tem que ter verbo certo?

      Onde vocês estão vendo verbo em "todos os produtos com alta tecnologia" ? Eu produtos tu produtas ele produta? Ou eu tecnologia tu tecnologias e ele tecnologias? 


      NÃO, a resposta não é pelo cheguem, o cheguem está correto porque concorda com "Todos os produtos com alta tecnologia" Os produtos, plural. Inventem outra...


      A  razão pela B estar errada é: Em que se venham a utilizá-los. 

      Em que se vem a utilizá-los é a resposta correta, o SE indica que existe um índice de indeterminação do sujeito, logo, não se deve botar no plural.  

    • Talvez, todas as alternativas estão corretas, a banca esqueceu de colocar uma alternativa incorreta. Logo, deveria ter sido anulada a questão.

    • Errado está a letra c com trema na palavra conseqüências

    • no caso da letra C) não compete isso,ou seja,oração subordinada substantiva.


    ID
    12466
    Banca
    FCC
    Órgão
    TRF - 2ª REGIÃO
    Ano
    2007
    Provas
    Disciplina
    Português
    Assuntos

    Instruções: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
    seguinte.

    A eterna juventude

    Conforme a lenda, haveria em algum lugar a Fonte da
    Juventude, cujas águas garantiriam pleno rejuvenescimento a
    quem delas bebesse. A tal fonte nunca foi encontrada, mas os
    homens estão dando um jeito de promover a expansão dos
    anos de "juventude" para limites jamais vistos. A adolescência
    começa mais cedo - veja-se o comportamento de "mocinhos" e
    "mocinhas" de dez ou onze anos - e promete não terminar
    nunca. Num comercial de TV, uma vovó fala com desenvoltura
    a gíria de um surfista. As academias e as clínicas de cirurgia
    plástica nunca fizeram tanto sucesso. Muitos velhos fazem
    questão de se proclamar jovens, e uma tintura de cabelo é
    indicada aos homens encanecidos como um meio de fazer
    voltar a "cor natural".
    Esse obsessivo culto da juventude não se explica por
    uma razão única, mas tem nas leis do mercado um sólido
    esteio. Tornou-se um produto rentável, que se multiplica
    incalculavelmente e vai da moda à indústria química, dos
    hábitos de consumo à cultura de entretenimento, dos salões de
    beleza à lipoaspiração, das editoras às farmácias. Resulta daí
    uma espécie de código comportamental, uma ética subliminar,
    um jeito novo de viver. O mercado, sempre oportunista, torna-se
    extraordinariamente amplo, quando os consumidores das mais
    diferentes idades são abrangidos pelo denominador comum do
    "ser jovem". A juventude não é mais uma fase da vida: é um
    tempo que se imagina poder prolongar indefinidamente.
    São várias as conseqüências dessa idolatria: a
    decantada "experiência dos mais velhos" vai para o baú de
    inutilidades, os que se recusam a aderir ao padrão triunfante da
    mocidade são estigmatizados e excluídos, a velhice se torna
    sinônimo de improdutividade e objeto de caricatura. Prefere-se
    a máscara grotesca do botox às rugas que os anos trouxeram, o
    motociclista sessentão se faz passar por jovem, metido no
    capacete espetacular e na roupa de couro com tachas de metal.
    É natural que se tenha medo de envelhecer, de adoecer,
    de definhar, de morrer. Mas não é natural que reajamos à lei da
    natureza com tamanha carga de artifícios. Diziam os antigos
    gregos que uma forma sábia de vida está na permanente preparação
    para a morte, pois só assim se valoriza de fato o presente
    que se vive. Pode-se perguntar se, vivendo nesta ilusão da
    eterna juventude, os homens não estão se esquecendo de
    experimentar a plenitude própria de cada momento de sua
    existência, a dinâmica natural de sua vida interior.

    (Bráulio Canuto)

    Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é:

    Alternativas
    Comentários
    • VAMO SUMARIAR ....
      VÊ SE EU TO ERRADO....
      a) Atribuíam-se às águas da Fonte da Juventude o poder de rejuvenescimento de quem delas se servisse.
      (ERRADO)- "DA FONTE DA JUVENTUDE " - É UMA SÓ FONTE, ENTÃO NÃO É "DELAS SE SERVISSE" E SIM "DELA SE SERVICE"

      b) Quanto mais tende a ganhar expansão os limites da juventude, mais tendem os homens a subestimar a experiência dos mais velhos.
      (ERRADO)- TENDE E NÃO TENDEM , CERTO?

      c) Preconceitos contra os velhos sempre houveram, sobretudo a partir da excessiva valorização dos atributos da juventude.
      (ERRADO)- HOUVE E NÃO HOUVERAM ,CERTO?


      d) Não se condenem os moços por essa idolatria que, embora os favoreça, não nasce como iniciativa deles.
      (CERTO)- "QUE" - CONCORDA COM ANTECEDENTE , CERTO?

      e) Destacam-se entre as conseqüências dessa idolatria a exclusão dos velhos, injustamente vistos como improdutivos.
      (ERRADO)- VISTO E NÃO VISTOS , CERTO?

      É NOIS NA FITA....!
    • Na alternativa (E), o verbo destacar refere-se à exclusão dos velhos, portanto, deveria estar na forma singular.

      Destaca-se entre as consequências dessa idolatria a exclusão dos velhos, injustamente vistos como improdutivos.


      Acredito que a expressão "entre as consequências dessa idolatria" poderia ser colocada entre vírgulas, o que facilitaria e muito oa compreensão da concordância. hehehe
    • Caro Macedo,

      ..., injustamente vistos como improdutivos." está correto pois vistos se refere aos velhos, portanto concorda com ele.

      O erro desta assertiva está no verbo Destacar, que é VTDI: Destaca-se (v) a exclusão dos velhos (OD) entre as consequências dessa idolatria (OI) o que torna o se como Particula apassivadora, e o OD em Sujeito Passivo, logo o verbo concorda com seu sujeito = A Exclusão
    • o correta seria:a) atribuiab) tendem a ganhar...c)houved) corretae)destaca-se"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo de plantamos"
    • Não entendi o houve da letra C deveria concordar com preconcecito? Não entendi.....
    •             Na letra "C"  o verbo haver com sentido de existir é impessoal, sendo assim< deve ficar na terceira pes. sing.
    • a) Atribuíam-se às águas da Fonte da Juventude o poder de rejuvenescimento de quem delas se servisse

      O que atribui-se ás águas da fonte...?O poder de rejuvenescimento        dela -> da fonte

      B) O que mais tende a ganhar expansão ? os limites da juventude (plural) tendem*
      e) Destacam-se entre as conseqüências dessa idolatria a exclusão dos velhos, injustamente vistos como improdutivos.A exclusão dos velhos destaca-se
      C) Preconceitos contra os velhos sempre houveram, sobretudo a partir da excessiva valorização dos atributos da juventude.
      Verbo haver no sentido de existir fica no singular haverá.

    ID
    12835
    Banca
    CESPE / CEBRASPE
    Órgão
    TRT - 16ª REGIÃO (MA)
    Ano
    2005
    Provas
    Disciplina
    Português
    Assuntos

    Em novo compasso

    1         Neste momento, em várias partes do
          mundo, algum pesquisador está tentando descobrir
          um detalhe no funcionamento do músculo cardíaco
    4    ainda não percebido pela ciência, enquanto outro
          se esforça para aprimorar um tratamento já
          reconhecido, e um terceiro se lança em um
    7    experimento que pode resultar em mais uma opção 
          de terapia. Eles integram um imenso batalhão de 
          investigadores que têm como único objetivo tornar
    10   o coração mais forte. Trata-se de um sonho nobre e 
          também de uma urgência. Afinal, o órgão precisará
          bater em um compasso afinadíssimo para dar conta
    13  de bombear o sangue em seres humanos cada vez
          mais longevos.
               É de olho nas exigências do futuro que estão
    16  sendo desenhadas mudanças nos tratamentos do
          presente. Algumas das mais significativas ocuparam
          as principais discussões de evento que reuniu
    19  cerca de 11 mil médicos de todo o planeta em
         Orlando - EUA, na semana passada, e que é
         considerado um dos mais importantes encontros
    22  mundiais de cardiologistas. Estudo divulgado no
         encontro, por exemplo, fez que a comunidade
         médica passasse a discutir com mais ênfase uma
    25  alteração no limite permitido de colesterol ruim
         (LDL) em pacientes de alto risco (portadores de
         alguma doença cardíaca ou que acumulam pelo
    28  menos dois fatores de risco - hipertensão,
         obesidade, diabete, sedentarismo, fumo, entre os
         mais importantes). Hoje, segundo a Sociedade
    31  Brasileira de Cardiologia, essas pessoas devem
         manter o LDL abaixo de 100 mg/dL.

    Eduardo Holanda, Greice Rodrigues e Mônica Tarantino. Istoé, 16/3/2005, p. 45 (com adaptações).

    Com relação às idéias do texto ao lado e às palavras e expressões nele empregadas, julgue os itens a seguir.

    A forma verbal "têm" (R.9) concorda com "batalhão" (R.8), palavra que denota pluralidade.

    Alternativas
    Comentários
    • Errado. O verbo concorda com "investigadores" e por isso está no plural.

    • Concordância verbal.

      quando aparecer o pronome QUE, o verbo deve concordar com o termo anterior ao QUE;

      Exemplos:

      Fui eu que trouxe  (  EU trouxe)

      Foram eles que trouxeram ( ELES trouxeram )


      batalhão de  investigadores que têm como único objetivo ( INVESTIGADORES QUE TÊM )

    • ERRADO

      Obs: Apesar de denotar pluralidade, caso a forma verbal "têm" concorda-se com esse termo "batalhão" teria que ser no singular, no caso "tem".
    • a forma verbal têm é plural, pois o plural de batalhão é Plural: batalhões

    • Eles integram um imenso batalhão de investigadores que tem/têm.

      A oração acima compara-se com:

      Eles integram uma maioria de investigadores  que foi/foram.

      Negrito concorda com negrito.
      Sublinhado concorda com sublinhado.

    • Ele : detem, convem, obtem, tem.

      Eles: detêm, convêm, obtêm, têm.

    • Quem têm? ELES - > investigadores

    • Errado . batalhão não denota pluralidade , mas sim singularidade . A concordância do verbo '' têm'' está sendo feita com investigadores

    • O verbo concorda com "investigadores"

    • Texto: "Eles integram um imenso batalhão de investigadores que têm como único objetivo tornar

      o coração mais forte."

      Assertiva: A forma verbal "têm" (R.9) concorda com "batalhão" (R.8), palavra que denota pluralidade. Errado.

      Na verdade concorda com investidores.

    • ERRADA!

      O termo "TÊM" esta acompanhando o sujeito "ELES". O termo "QUE" é pronome relativo, logo, retoma "ELES" E NÃO "DE INVESTIGADOES'. Existe também essa POSSIBILIDADE por especificar o coletivo "BATALHÃO". Porém, no questionamento de quem têm como único objetivo...? ELES

    • O batalhão têm por objetivo?

      Não, nem concorda em número... os investigadores têm por objetivo!

    • ELES =TÊM


    ID
    12838
    Banca
    CESPE / CEBRASPE
    Órgão
    TRT - 16ª REGIÃO (MA)
    Ano
    2005
    Provas
    Disciplina
    Português
    Assuntos

    Em novo compasso

    1         Neste momento, em várias partes do
          mundo, algum pesquisador está tentando descobrir
          um detalhe no funcionamento do músculo cardíaco
    4    ainda não percebido pela ciência, enquanto outro
          se esforça para aprimorar um tratamento já
          reconhecido, e um terceiro se lança em um
    7    experimento que pode resultar em mais uma opção 
          de terapia. Eles integram um imenso batalhão de 
          investigadores que têm como único objetivo tornar
    10   o coração mais forte. Trata-se de um sonho nobre e 
          também de uma urgência. Afinal, o órgão precisará
          bater em um compasso afinadíssimo para dar conta
    13  de bombear o sangue em seres humanos cada vez
          mais longevos.
               É de olho nas exigências do futuro que estão
    16  sendo desenhadas mudanças nos tratamentos do
          presente. Algumas das mais significativas ocuparam
          as principais discussões de evento que reuniu
    19  cerca de 11 mil médicos de todo o planeta em
         Orlando - EUA, na semana passada, e que é
         considerado um dos mais importantes encontros
    22  mundiais de cardiologistas. Estudo divulgado no
         encontro, por exemplo, fez que a comunidade
         médica passasse a discutir com mais ênfase uma
    25  alteração no limite permitido de colesterol ruim
         (LDL) em pacientes de alto risco (portadores de
         alguma doença cardíaca ou que acumulam pelo
    28  menos dois fatores de risco - hipertensão,
         obesidade, diabete, sedentarismo, fumo, entre os
         mais importantes). Hoje, segundo a Sociedade
    31  Brasileira de Cardiologia, essas pessoas devem
         manter o LDL abaixo de 100 mg/dL.

    Eduardo Holanda, Greice Rodrigues e Mônica Tarantino. Istoé, 16/3/2005, p. 45 (com adaptações).

    Com relação às idéias do texto ao lado e às palavras e expressões nele empregadas, julgue os itens a seguir.

    Na oração "Trata-se de um sonho nobre e também de uma urgência" (R.10-11), não se pode identificar o agente da ação verbal.

    Alternativas
    Comentários
    •  Partícula (-SE).

      Índice de Indeterminação do Sujeito

      Em uma das causas que acontece é quando vem acompanhado de um V.T.D, em casos de O.D preposicionados.

    • a partícula SE é índice de Indeterminação do Sujeito e aparece quando vem acompanhado de um V.T.D. alternativa certa

    • O SE nesse caso é indice de indeterminaçao do sujeito e como tal, sempre é acompanhado por VTI ou VTDI.

      Trata-se de que???

      se é indice de indeterminaçao do sujeito, logicamente, n se pode identificar o agente da açao verbal!

    • As tres explciacoes estao corretas e muito boas.... estou comecando a achar que esse pessoal que colcoa ruim em comentarios serios como estes na verdade tratam-se de pessoas que nao estao estudando suficiente para entender as explicacoes que estao sendo feitas '....Dai ficam colocando nota ruim em quem esta se esforcando para ajudar quem nao sabe....

      Vou tentar ajudar quem nao entendeu ok?
      Mas ai senao entender de novo o problema e' que esta precisando estudar um pouco mais mesmo....Nao e' de quem esta tentando ajudar nao....

      Uma oracao pode ser formada por 3 vozes...
      Voz ativa, Voz passiva Analitica e Voz passiva sintetica

      Quando uma oracao esta na voz ativa, e passamos para a voz passiva analitica, o sujeito se transforma em agente da passiva e o complemento da voz ativa transforma-se em sujeito paciente:

      Voz Ativa da oracao:
      O sonho nobre tambem trata de uma urgencia
           Sujeito                                  complemento

      Dai como fica na Voz passiva Analitica

      A urgencia tambem e' tratada por um sonho nobre.
      Virou Sujeito paciente                   Virou agente da passiva


      E da Voz passiva analitica passamos para a passiva sintetica. O  Detalhe e' que na voz passiva sintetica o sujeito desaparece... por isso que o "se" chama-se indice de indeterminacao do sujeito, que 'e exatametne o que o examinador esta perguntando. não se pode identificar o agente da ação verbal.

      Trata-se de um sonho nobre e também de uma urgência => voz passiva analitica

      Entao na verdade... o  que o examinador esta perguntando e' se a oracao Trata-se de um sonho nobre e também de uma urgênciab esta' na voz passiva analitica e a resposta e' SIM

      Afirmativa CORRETA

      Espero ter ajudado quem nao entendeu

      Bons estudos
    • certo

      pois o sujeito desta oração é indeterminado

    • CERTO

      RESUMINDO :  TRATA-SE 

      ESSE SE AÍ É ÍNDICE DE IND DO SUJEITO ;)

    • Verbo na terceira pessoa do singular + se de indeterminação = Sujeito indeterminado

      Gabarito: Certo.

      Bons estudos  e muito fé em Deus!!!

    • "Trata-se de um sonho nobre e também de uma urgência"

      Verbo: tratar + particula se implica em resultado de sujeito indeterminado.

      Objeto indireto 1: de um sonho nobre;

      Objeto indireto 2: também de uma urgência.

      Foram elencados dois objetos indiretos, pois o e tem como objetivo separar os dois elementos, não haveria alteração no entendimento da oração se os dois elementos fossem alterados:

      "Trata-se de uma urgência e também de um sonho nobre."

      A preposição de em regra deve anteceder cada um dos elementos separados por virgula ou pela conjunção e.

    • ''Trata-se de um sonho nobre e também de uma urgência"

      VTI + SE + preposição = Índice de indeterminação do sujeito

    • cespe vive fazendo esse joguinho de "não tem sujeito" ou "o sujeito é determinado".

      Viu que tem a partícula -se, respira e pensa:

      o verbo que a antecede é VTI VI VL? então o -SE é uma partícula de indeterminação do sujeito, ou seja, o sujeito é indeterminado.

      o verbo que a antecede é VTD ou VTDI? então o -SE é uma partícula apassivadora. HÁ SUJEITO paciente!

      Fica esperto! sem garotear :P

      na questão: Trata-se de um sonho nobre e também de uma urgência

      Tratar DE

      É um VTI, pois exige a preposição DE.

      Logo, o sujeito é indeterminado e não se pode identificar o agente da ação (sujeito)

      Valeus.

    • Na oração "Trata-se de um sonho nobre e também de uma urgência" (R.10-11), não se pode identificar o agente da ação verbal. CORRETO.

      Justificativas:

      O SE nesse caso é índice de indeterminação do sujeito e como tal, sempre é acompanhado por VTI ou VTDI.

      Trata-se de que???

      se é índice de indeterminação do sujeito, logicamente, n se pode identificar o agente da ação verbal!

      ''Trata-se de um sonho nobre e também de uma urgência"

      VTI + SE + preposição = Índice de indeterminação do sujeito

      Fonte: Colegas do QC.

    • Por favor alguém pode me dizer oque levam as pessoas copiar o comentário dos mais curtido e colarem ? Deve ter algum motivo . Deve ganhar algum prêmio .

    • Olá pessoal! Achei essa questão lendo a obra do prof. Fernando Pestana (A Gramática para concursos públicos), que comenta:

      "Tratar-se + de indicando um assunto.

      Exemplo: Paro de falar aqui, pois não se trata de quem tem ou não razão.

      Obs.:Tanto Bechara quanto Kury aceitam esta análise (oração sem sujeito), mas a demolidora maioria diz que o sujeito é indeterminado – sendo a partícula se indeterminadora do sujeito. O verbo tratar, nesse caso, nunca se pluraliza!"

    • No caso, é um índice de indeterminação do sujeito, visto que o verbo tratar é transitivo indireto.


    ID
    13489
    Banca
    FCC
    Órgão
    TRT - 4ª REGIÃO (RS)
    Ano
    2006
    Provas
    Disciplina
    Português
    Assuntos

    Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao
    texto seguinte.

    A família na Copa do Mundo

    A rotina de uma família costuma ser duramente atingida
    numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter
    novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputaa
    com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente
    para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa rara,
    nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão
    interminável de jogos, as bandeiras, os rojões e os alaridos da
    vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria
    está em jogo nos gramados estrangeiros.
    É preciso também reconhecer que são muito distintas as
    atuações dos membros da família, nessa época de gols. Cabe
    aos homens personificar em grau máximo as paixões
    envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória, recolher o
    drama de uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista da
    Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la. Quando
    solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com
    intensidade muito menor, essas alegrias ou dores dos homens.
    Entre as crianças menores, a modificação de comportamento é
    mínima, ou nenhuma: continuam a se interessar por seus
    próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas
    maiores tendem a reproduzir, respectivamente, algo da atuação
    do pai ou da mãe.
    Claro, está-se falando aqui de uma "família brasileira
    padrão", seja lá o que isso signifique. O que indiscutivelmente
    ocorre é que, sobretudo nos centros urbanos, uma Copa do
    Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas
    pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição, à
    alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às
    tensas expectativas, às súbitas mudanças de humor coletivo
    ? e
    disseminam pela casa uma insatisfação, um rancor, uma
    vingança que afetam o companheiro, a companheira ou os
    filhos. Como toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo
    pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim, costumam
    cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem, por
    força dos diferentes papéis que os familiares desempenham
    durante os jogos. Cicatrizam, volta a rotina, retornam os papéis
    tradicionais
    ? até que chegue uma outra Copa.
    (Itamar Rodrigo de Valença)

    O verbo indicado entre parênteses deverá ser obrigatoriamente flexionado numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

    Alternativas
    Comentários
    • a) pode afrouxar (concorda com qualquer súbita alteração).b) não costumam afetar (concorda com as vibrações).c) demonstra (concorda com a mulher).d) aglomera-se (concorda com uma imensa torcida nacional).e) falta (concorda com a convicção).
    • b) Não ...... (costumar) afetar a quem não gosta de futebol as vibrações (SUJEITO)  dos torcedores durante uma Copa do Mundo.
    • ordem inversa : as vibraçoes COSTUMAM afetar quem n gosta de futebol 

    • a) QUALQUER SUBITA ALTERACAO ==> pode afrouxar.

      b) AS VIBRACOES ==> não costumam afetar ==> SUJEITO PLURAL - VERBO PLURAL

      c) A MULHER DEMONTRA ==>  demonstra 

      d) UMA IMENSA TORCIDA ==>  aglomera-se 

      e) falta ==> A CONVICACAO

      gabarito: B


    ID
    13504
    Banca
    FCC
    Órgão
    TRT - 4ª REGIÃO (RS)
    Ano
    2006
    Provas
    Disciplina
    Português
    Assuntos

    Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao
    texto seguinte.

    A família na Copa do Mundo

    A rotina de uma família costuma ser duramente atingida
    numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter
    novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputaa
    com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente
    para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa rara,
    nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão
    interminável de jogos, as bandeiras, os rojões e os alaridos da
    vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria
    está em jogo nos gramados estrangeiros.
    É preciso também reconhecer que são muito distintas as
    atuações dos membros da família, nessa época de gols. Cabe
    aos homens personificar em grau máximo as paixões
    envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória, recolher o
    drama de uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista da
    Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la. Quando
    solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com
    intensidade muito menor, essas alegrias ou dores dos homens.
    Entre as crianças menores, a modificação de comportamento é
    mínima, ou nenhuma: continuam a se interessar por seus
    próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas
    maiores tendem a reproduzir, respectivamente, algo da atuação
    do pai ou da mãe.
    Claro, está-se falando aqui de uma "família brasileira
    padrão", seja lá o que isso signifique. O que indiscutivelmente
    ocorre é que, sobretudo nos centros urbanos, uma Copa do
    Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas
    pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição, à
    alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às
    tensas expectativas, às súbitas mudanças de humor coletivo
    ? e
    disseminam pela casa uma insatisfação, um rancor, uma
    vingança que afetam o companheiro, a companheira ou os
    filhos. Como toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo
    pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim, costumam
    cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem, por
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