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ID
1177138
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TC-DF
Ano
2014
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

         Dora, com sete anos de idade, foi atendida por um pediatra que constatou que ela havia perdido peso, andava chorando facilmente e apresentava medo de se alimentar, razão por que a encaminhou para acompanhamento psicológico. Nas primeiras entrevistas realizadas pelo psicólogo, a mãe de Dora relatou que os sintomas constatados pelo pediatra haviam começado aproximadamente seis semanas antes, após um episódio de engasgo. A partir de então, Dora passou a mostrar-se ansiosa e a relatar medo de morrer. Além disso, Dora apresenta dificuldades em se separar da mãe quando chega à escola, reluta em ficar em casa quando a mãe não está presente, tem pesadelos recorrentemente e acorda com dores abdominais, chorando e dizendo que está com medo de que a mãe morra.

Considerando essa situação hipotética, julgue os itens subsecutivos.


Dora apresenta um transtorno de ansiedade de separação, evidenciado pela ocorrência de pesadelos, pela ansiedade e pela relutância em separar-se da mãe.

Alternativas
Comentários
  •          Dora, com sete anos de idade, foi atendida por um pediatra que constatou que ela havia perdido peso, andava chorando facilmente e apresentava medo de se alimentar, razão por que a encaminhou para acompanhamento psicológico. Nas primeiras entrevistas realizadas pelo psicólogo, a mãe de Dora relatou que os sintomas constatados pelo pediatra haviam começado aproximadamente seis semanas antes, após um episódio de engasgo. A partir de então, Dora passou a mostrar-se ansiosa e a relatar medo de morrer. Além disso, Dora apresenta dificuldades em se separar da mãe quando chega à escola, reluta em ficar em casa quando a mãe não está presente, tem pesadelos recorrentemente e acorda com dores abdominais, chorando e dizendo que está com medo de que a mãe morra

     

    CERTO!

     

    Transtorno de Ansiedade de Separação:
    Medo ou ansiedade impróprios e excessivos em relação ao estágio de desenvolvimento, envolvendo a separação daqueles com quem o indivíduo tem apego, evidenciados por três (ou mais) dos seguintes aspectos:

    1. Sofrimento excessivo e recorrente ante a ocorrência ou previsão de afastamento de casa ou de figuras importantes de apego.
    2. Preocupação persistente e excessiva acerca da possível perda ou de perigos envolvendo figuras importantes de apego, tais como doença, ferimentos, desastres ou morte.
    3. Preocupação persistente e excessiva de que um evento indesejado leve à separação de uma figura importante de apego (p. ex., perder-se, ser sequestrado, sofrer um acidente, ficar doente).
    4. Relutância persistente ou recusa a sair, afastar-se de casa, ir para a escola, o trabalho ou a qualquer outro lugar, em virtude do medo da separação.
    5. Temor persistente e excessivo ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de apego em casa ou em outros contextos.
    6. Relutância ou recusa persistente em dormir longe de casa ou dormir sem estar próximo a uma figura importante de apego.
    7. Pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação.
    8. Repetidas queixas de sintomas somáticos (p. ex., cefaleias, dores abdominais, náusea ou vômitos) quando a separação de figuras importantes de apego ocorre ou é prevista.

    O medo, a ansiedade ou a esquiva é persistente, durando pelo menos quatro semanas em crianças
    e adolescentes e geralmente seis meses ou mais em adultos.

     

     

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