SóProvas


ID
1293409
Banca
FGV
Órgão
SEDUC-AM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                                               A ciência rigorosa
      A vampirologia - não ria - acaba de perder um expoente. Morreu no sul da França o historiador romeno Radu Florescu, 88 anos, professor emérito do Boston College, nos EUA, e responsável por revelar a ligação entre o conde Drácula, personagem criado pelo escritor inglês Bram Stoker em 1897, e um monarca do século 15, o príncipe Vlad Tepes [pronuncia-se como te-pesh], que dominou a região da Valáquia, entre o Danúbio e os Cárpatos, perto da Transilvânia, na atual Romênia.
      Em parceria com seu colega de cátedra, o americano Raymond T. McNally, Florescu foi autor, em 1972, do livro “Em Busca de Drácula", grande sucesso de vendas e que tornou Vlad quase tão famoso quanto o próprio conde. Um dos motivos era o fato de que, em seu apogeu, o príncipe mandou empalar cerca de 100 mil otomanos, quase devastando as matas da região com sua política de obrigar os inimigos a sentar-se sobre estacas pontiagudas.
      O fato de Vlad gostar de sangue e ser também conhecido como Dracul - dragão ou, na intimidade, o diabo - foi suficiente para que Florescu e McNally explorassem a crença daquela região em vampiros e fizessem a conexão. Na verdade, não há uma linha no livro em que se prove essa identidade. O que há é uma argumentação que finge que se leva a sério, dá voltas em torno do assunto e sugere muito mais do que afirma. Infalível para convencer quem quer se deixar convencer.
      Até então, Florescu era um homem austero, especialista em Leste europeu e autor de livros sérios, um deles sobre as relações diplomáticas anglo-turcas. O estouro de "Em Busca de Drácula" mudou sua vida. De repente - e até o fim - , ele passou a viver de palestras muito bem pagas em universidades, às quais comparecia usando uma capa de vampiro.
      A história - como bem sabem os historiadores - já foi uma ciência mais rigorosa.
(Ruy Castro, Folha de São Paulo)

Assinale a opção que indica a frase em que o se exerce a função de indeterminador do sujeito.

Alternativas
Comentários
  • SE: Função Sintática

    f) Partícula apassivadora: acompanha verbo transitivo direto e serve para indicar que a frase está na voz passiva sintética. Para comprovar, pode-se colocar a frase na voz passiva analítica, como está feito abaixo.

    Fazem-se unhas. (voz passiva analítica: Unhas são feitas)
    Alugam-se casas e apartamentos. (casas e apartamentos são alugados)

    g) Índice de Indeterminação do Sujeito: vem acompanhando um verbo transitivo indireto, um verbo intransitivo (sem sujeito claro), um verbo de ligação ou um transitivo direto, em casos de objeto direto preposicionado. Serve para indicar que o Sujeito da oração é indeterminado. A voz é ativa. Neste caso, caso seja feita a tentativa, não é possível pôr a oração na voz passiva analítica.

    - Necessita-se de voluntários para o hospital. (VTI)
    - Neste lugar se é tratado como um animal. (VL)
    - Ainda se corre o risco de perder o oxigênio. (VI)
    - Ama-se a Deus. (VTD)


  • Acho que nas letras b, c e d, o "se" é pronome reflexivo e na letra e, PAS

  • Solicitei comentário do professor, mas se alguém puder dar uma força e comentar cada alternativa eu agradeço.

    Obrigada gente..

    • “obrigar os inimigos a sentar-se sobre estacas pontiagudas". Sujeito: Os inimigos. Os inimigos eram obrigados a sentar sobre estacas pontiagudas.
    • “uma argumentação que finge que se leva a sério". Sujeito: Uma argumentação. Uma argumentação fingia ser levada a sério.
    • “Infalível para convencer quem quer se deixar convencer". Sujeito: Quem. Quem se deixa convencer...
    • “não há uma linha no livro em que se prove essa identidade". Sujeito: Uma linha no livro. Uma linha no livro não há provando essa identidade.

      Foi assim que resolvi.

  • Na letra B, observa-se o SÊ como partícula expletiva; letra C nos revela pronome apassivador (argumentação que finge ser levada a sério), portanto com sujeito claro - argumentação; a letra D, o sujeito é o indefinido quem e o SÊ pronome reflexivo; letra E, de novo pronome apassivador, com sujeito claro -  linha) - uma linha que seja provada. Para mim, a letra A segue esse rito do pronome apassivador, já que o sujeito está oculto fazendo referência ao nome: (o nome) é pronunciado como te-pesh. Ou seja, não há resposta.

  • No caso de o SE ser um índice de indeterminação do sujeito, ele estará sempre agregado ao verbo na 3ª pessoa do singular, e o sujeito será indeterminado.

  • A) CORRETA

     

    B) “obrigar os inimigos a sentar-se sobre estacas pontiagudas".

    Sujeito: Os inimigos. Os inimigos eram obrigados a sentar sobre estacas pontiagudas.

     

    C) “uma argumentação que finge que se leva a sério". 

    Sujeito: Uma argumentação. Uma argumentação fingia ser levada a sério.

     

    D) “Infalível para convencer quem quer se deixar convencer". 

    Sujeito: Quem. Quem se deixa convencer...

     

    E) “não há uma linha no livro em que se prove essa identidade". 

    Sujeito: Uma linha no livro. Uma linha no livro não há provando essa identidade.

     

    Fonte: CC Colega do QC

  • Gabarito A

     

    a) “pronuncia-se como te-pesh".

    Verbo pronominal, pede complemento preposicionado.

    Quem pronuncia-se, pronuncia-se COMO alguma coisa.

     

  • Quando fui marcar a acertiva, ví que havia algo estranho, pois não encontrei PIS entre alternativas. A banca deu gabarito o item a), porém se você for ao texto, vai chegar a conclusão que a particula "se" na verdade é PA. ..."o príncipe Vlad Tepes [pronuncia-se como te-pesh]": desenvolvendo a frase: "...o Vlad Tepes é pronunciado como te-pesh..."  

    Vale ressaltar que o verbo "pronunciar" é VTD ou pronominal.

  • ATENÇÃO: Tática de resolução: https://www.youtube.com/watch?v=65_Qj9-cFOU&index=9&list=PL6tFLHDq1B8A_CU6TbWwAzXqccX2fEE9f - Professor Deivid Xavier.

    Bons estudos!

  • Comentário do Professor

     

    A) Gabarito dado é imperfeito. É um caso de Partícula apassivadora . o príncipe Vlad Tepes [pronuncia-se (refere-se ao príncipe Vlad)

    B ) Reflexivo

    C) Reflexivo

    D) Reflexivo

    E) Partícula Apassivadora

  • Não pode ser A. E não há item. Pronunciar é VTD. Logo P. Apassivadora.

  • Eu ia marcar a letra A, mas ai eu marquei a letra E pelo verbo Haver, que no sentido de existir é impessoal e não tem sujeito, se alguem poder dar uma luz.

  • Quanto à letra A, é preciso analisar o verbo no contexto em que se insere:

    1) Pronunciou-se o nome corretamente ("pronunciou": verbo transitivo direto; "o nome": sujeito paciente).

    SE: Partícula apassivadora - O nome foi pronunciado corretamente.

    2) Pronuncia-se com maestria (pronuncia: verbo intransitivo; "com maestria": adjunto adverbial).

    SE: Índice de indeterminação do sujeito

  • Puts a Luana viajou legal haha, sorte que o comentário é antigo.

    Eu não sabia que "como" é preposição, nem acidental, nunca ouvi falar kkk.

    A questão quer confundir nossa cabeça ela não quer um índice de indeterminação do sujeito, mas apenas a opção em que o sujeito é indeterminado.

    Em todos os casos salvo a Letra A), podemos identificar o sujeito, portanto Gabarito A).

    "pronunciar-se" é em relação ao nome do príncipe, como é pronunciado, logo não há como determinar quem vai pronunciar o nome dele, sujeito indeterminado.

    Tentei ser o mais claro possível, mas é isso, tratava-se de uma pegadinha da FGV, como já é de praxe.

  • bRNrj, rapaz tu que clareou minha mente, procurei o Pis tb

  • Dênnis Morinel, eu acredito que a particula "SE" não está relacionada ao verbo haver, e sim ao verbo "PROVAR".

  • fgv sendo fgv

  • Questao MARAVILHOSA !!

  • Mas a alternativa "A" não é P.A?

    fgv, a cespe da terceira idade.

  • e a letra b?

    serio o quê?

  • O comentário mais curtido está errado, pois VTDI também é caso de P.A.