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ID
1333108
Banca
FGV
Órgão
SEDUC-AM
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

29 anos de democracia 

Mais de 90 milhões de brasileiros, quase metade da população atual, não eram nascidos quando o último general- presidente, João Figueiredo, deixou o Palácio do Planalto. Outros 30 milhões ainda não eram adolescentes. 

Maioria crescente dos brasileiros, portanto, terá nascido ou se tornado adulta na vigência do regime democrático. A Nova República já é mais longeva que todos os arranjos republicanos anteriores, à exceção do período oligárquico (1889-1930). 

Em termos de escala, assiduidade e participação da população na escolha dos governantes, o Brasil de 1985 a 2014 parece outro país, moderno e dinâmico, no cotejo com a restrita experiência eleitoral anterior. 

A hipótese de ruptura com o passado se fortalece quando avaliamos a extensão dos mecanismos de distribuição de oportunidades e de mitigação de desigualdades de hoje. Sozinhas, as despesas sociais no Brasil equivalem, em percentual do PIB, a quase todo o gasto público chinês. 

A democracia brasileira contemporânea, e apenas ela na história nacional, inventou o que mais perto se pode chegar de um Estado de Bem-Estar num país de renda média. A baixa qualidade dos serviços governamentais está ligada sobretudo à limitação do PIB, e não à falta de políticas públicas social- democratas. 

Autoritários e populistas do passado davam uma banana para o custeio -e o controle de qualidade- da educação básica. Governos democráticos a partir de 1985 fizeram disparar a despesa. Muito da redução na desigualdade de renda se deve a isso. 

Ainda assim, a parte da esquerda viúva da ruína socialista vive a defender o “aprofundamento da democracia” e “mudanças estruturais” que nos livrem do modelo de “modernização conservadora” -seja lá o que esses termos signifiquem hoje. 
Já ocorreu a tal “mudança estrutural”. O Brasil democrático não se parece com seu passado tristonho, embora ainda haja tanto por fazer.

(Vinicius Mota, Folha de São Paulo)

“Mais de 90 milhões de brasileiros, quase metade da população atual, não eram nascidos quando o último general-presidente, João Figueiredo, deixou o Palácio do Planalto”.

Assinale a opção que mostra uma afirmação correta sobre a concordância verbal desse período.

Alternativas
Comentários
  • Tanto a expressão '90 milhões' como 'brasileiros' estão no plural. A locução verbal deve concordar em número com o sujeito ou com o termo partitivo.

    Gabarito: A.

  • CONCORDÂNCIA NOMINAL - TERMOS PARTITIVOS (tratam de uma parte de um todo)  

    “Mais de 90 milhões (nucleo do sujeito) de brasileiros não eram nascidos quando o último general-presidente, João Figueiredo, deixou o Palácio do Planalto”.

    quase metade da população atual,  (APOSTO)

     a) A forma verbal “eram nascidos” concorda com “90 milhões” ou “brasileiros”. (certo) 

      b) A forma verbal “eram nascidos” apresenta erro, pois deveria concordar com “população”. errado- população faz parte do aposto 

      c) A forma “eram nascidos” deve, obrigatoriamente, concordar com “brasileiros”. errado - pode concordar com milhões que é o núcleo do sujeito. 

      d) A forma “eram nascidos” deve, obrigatoriamente, concordar com “90 milhões” errado - pode concordar, com brasileiro, ou só com milhões (núcleo do sujeito)  
      e) A forma verbal correta seria “era nascida”, concordando com “metade”. errado - metade faz parte do aposto

  • O sujeito está preposicionado?

  • GABARITO - A

    Concordância com expressões partitivas!

    90 milhões de brasileiros  eram nascidos.

    Nesse caso, os dois termos estão no plural e a concordância deve ser no plural.