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ID
1347442
Banca
FUNDEP (Gestão de Concursos)
Órgão
IPSEMG
Ano
2013
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Segundo Brunner e Suddarth (2009, p.1201), [...] “o diabetes constitui a terceira causa principal de morte por doença, principalmente devido à elevada taxa de doença cardiovascular (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença vascular periférica), entre indivíduos com diabetes”.

Considerando os conhecimentos necessários para prestar os cuidados de enfermagem ao paciente com diabetes, analise as seguintes afirmativas e assinale com V as assertivas verdadeiras e com F as falsas.

( ) A cetoacidose diabética (CAD) pode provocar sinais e sintomas, como dor abdominal, náuseas, vômitos, hálito com odor de fruta e, se não for tratada, alteração no nível de consciência, coma e morte.

( ) O diabetes tipo 2 está associado à intolerância lenta e progressiva a glicose e, quando começa a se manifestar, o paciente pode apresentar febre intensa, poliúria, polidpsia e alteração no nível do ferro sanguíneo entre outros.

( ) O Diabetes Melito Gestacional (DMG) refere-se a qualquer grau de intolerância a glicose com início durante a gravidez, e a hiperglicemia ocorre devido à secreção de hormônios placentários, que provocam resistência a insulina.

( ) A adesão ao tratamento (capacidade de seguir a prescrição medicamentosa, a dietoterapia e a prática de exercícios físicos), estilo de vida, fatores culturais, psicossociais e econômicos são fatores que podem influenciar a vida do paciente com diabetes.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas
Comentários
  • A cetoacidose diabética é uma condição grave que, se não tratada adequadamente, pode levar ao coma e à morte. Ela ocorre principalmente em pacientes com diabetes tipo 1, sendo algumas vezes a primeira manifestação da doença. O diabetes tipo 2, que mantém uma reserva pancreática de insulina, raramente desenvolve essa complicação, mas isso pode ocorrer em intercorrências como infarto, AVC ou infecção grave. São sinais e sintomas poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, fraqueza, pele e mucosas secas, diminuição do turgor cutâneo, olhos encovados, rubor facial, visão turva, náuseas, vômitos, dor abdominal, sonolência, desorientação, letargia, hálito cetônico, hipotensão, taquicardia hiper-ventilação de Kussmaul (respiração ampla e acelerada) e alterações no nível de consciência. O hálito cetônico é semelhante ao cheiro de maçã velha. Logo, primeira afirmativa está correta. O DM tipo 2 costuma ter início insidioso e sintomas mais brandos. Manifesta-se, em geral, em adultos com longa história de excesso de peso e com história familiar de DM tipo 2. Caracteriza-se por uma deficiência relativa de insulina, isto é, há um estado de resistência à ação da insulina, associado a um defeito na sua secreção. No DM tipo 2, o início é insidioso e muitas vezes a pessoa não apresenta sintomas. Não infrequentemente, a suspeita da doença é feita pela presença de uma complicação tardia, como proteinuria, retinopatia, neuropatia periférica, doença arteriosclerótica ou então por infecções de repetição. A segunda afirmativa é falsa, já que dificilmente no diabetes tipo 2 há manifestações agudas. Diabetes gestacional é uma alteração no metabolismo dos carboidratos, resultando em hiperglicemia de intensidade variável, que é diagnosticada pela primeira vez ou se inicia durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto. As necessidades insulínicas tendem a aumentar progressivamente durante a gravidez, um sinal clínico indireto de funcionamento placentário. A fisiopatologia do diabetes gestacional é explicada pela elevação de hormônios contra-reguladores da insulina, pelo estresse fisiológico imposto pela gravidez e a fatores predeterminantes (genéticos ou ambientais). O principal hormônio relacionado com a resistência à insulina durante a gravidez é o hormônio lactogênico placentário, contudo, sabe-se hoje que outros hormônios hiperglicemiantes como cortisol, estrógeno, progesterona e prolactina também estão envolvidos. Logo, a terceira afirmativa é verdadeira. Hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento do diabetes, sobre a qual pode ser acrescido – ou não – o tratamento farmacológico. Seus elementos fundamentais são manter uma alimentação adequada e atividade física regular, evitar o fumo e o excesso de álcool e estabelecer metas de controle de peso. Diante disse a última afirmativa também está correta. Resposta B. Bibliografia Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : diabetes mellitus / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diabetes Mellitus / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006 SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Diabetes mellitus gestacional. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2008, vol.54, n.6, pp. 477-480. ISSN 1806-9282. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 5. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2010. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.
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