SóProvas


ID
1368739
Banca
FGV
Órgão
PROCEMPA
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I
                                             A maçã não tem culpa

    Pela lenda judaico-cristã, o homem nasceu em inocência. Mas a perdeu quando quis conhecer o bem e o mal. Há uma distorção generalizada considerando que o pecado original foi um ato sexual, e a maçã ficou sendo um símbolo de sexo.
    Quando ocorreu o episódio narrado na Bíblia, Adão e Eva já tinham filhos pelos métodos que adotamos até hoje. Não usaram proveta nem recorreram à sapiência técnica e científica do ex-doutor Abdelmassih. Numa palavra, procederam dentro do princípio estabelecido pelo próprio Senhor: “Crescei e multiplicaivos". O pecado foi cometido quando não se submeteram à condição humana e tentaram ser iguais a Deus, conhecendo o bem e o mal. A folha de parreira foi a primeira escamoteação da raça humana.
    Criado diretamente por Deus ou evoluído do macaco, como Darwin sugeriu, o homem teria sido feito para viver num paraíso, em permanente estado de graça. Nas religiões orientais, creio eu, mesmo sem ser entendido no assunto (confesso que não sou entendido em nenhum assunto), o homem, criado ou evoluído, ainda vive numa fase anterior ao pecado dito original.
    Na medida em que se interioriza pela meditação, deixando a barba crescer ou tomando banho no Ganges, o homem busca a si mesmo dentro do universo físico e espiritual. Quando atinge o nirvana, lendo a obra completa do meu amigo Paulo Coelho, ele vive uma situação de felicidade, num paraíso possível. Adão e Eva, com sua imensa prole, poderiam ter continuado no Éden se não tivessem cometido o pecado. A maçã de Steve Jobs não tem nada a ver com isso.
    Repito: o pecado original não foi o sexo, o ato do sexo, prescrito pelo próprio latifundiário, dono de todas as terras e de todos os mares. A responsabilidade pelo pecado foi a soberba do homem em ter uma sabedoria igual à de seu Criador.

                                                                                           (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo)

Os dados presentes no texto, que revelam posicionamentos diferentes do cronista, são fruto de

Alternativas
Comentários
  • como assim? o autor gerou os 'DADOS presentes no texto' ? nao entendi... alguém?

  • A questão pede: os posicionamentos diferentes do cronista são fruto de: os posicionamentos diferentes, ao meu ver, surgem sempre em comparação com outros, em momentos como "Nas religiões orientais", lendo Paulo Coelho, citando teoria de Darwin. Por isso seriam fruto da opinião própria comparada a de outros. Não são posicionamentos diferentes fruto somente dele. A alternativa menos errada a meu ver seria a C, que é a única que remete a opiniões externas, mas mesmo assim não seria correta, pois nem todos os citados no texto são estudiosos no assunto.

    To muito errada?


  • Ao ler corretamente o enunciado fica evidente que a única resposta correta é a B. Eu li o enunciado e fiquei procurando posicionamentos diferentes AO POSICIONAMENTO do cronista. E não foi isso que a banca pediu, ela quis pedir simplesmente quais os posicionamentos do cronista (que são diferentes). FGV.

  • Entendo da mesma forma da Andressa

  • questão ambígua.

  • b-

    se sao posicionamentos do cronista, sao a opiniao dele mesmo. as referencias no texto sao a base para seu "argumento", para sustentar sua ideia