SóProvas


ID
1517035
Banca
FCC
Órgão
MANAUSPREV
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

    Outro dia, numa mesa de bar, hesitante e assustado, me dei conta de que eu não sabia a minha idade. Como pode, a esta altura do campeonato -qual altura exatamente? -a pessoa ignorar quantos anos tem?
    Quando você é criança, a idade é um negócio fundamental. É o dado mais importante depois do seu nome. Lembro que, na época, eu achava de uma obviedade tacanha esse “vou fazer", mas hoje entendo: o desejo de crescer é parte fundamental do software com que viemos ao mundo. Seis, vou fazer sete, é menos uma constatação óbvia do que uma saudável aspiração.
    Dos 20 aos 30 anos, avança-se lentamente, com sentimentos contraditórios. A escola foi há séculos, mas ser adulto ainda é estranho. A resposta sincera a quantos anos você tem, nessa fase, seria: “26, queria fazer 25", “25, queria fazer 24", até chegar a 20 -acho que ninguém, a não ser dopado por doses cavalares de nostalgia e amnésia, gostaria de ir além, ou melhor, aquém, e voltar à adolescência.
    Trinta anos é uma idade marcante. Agora é inegável que você ficou adulto. Mas aí você faz 35 e entra numa zona cinzenta (ou grisalha?) em que idade não significa mais muita coisa. A impressão que eu tenho, a esta altura do campeonato - qual altura, exatamente? -é que todo mundo tem a minha idade. Não sendo púbere nem gagá, estão todos no mesmo barco, uns com mais dor nas costas, mas no mesmo barco, trabalhando, casando, separando e resmungando nas redes sociais. Deve ser por isso que, sem perceber, parei de contar.


                                                             (Adaptado de: PRATA, Antonio. Folha de S. Paulo, 01/02/2015)

O comentário escrito com correção gramatical e lógica encontra-se em:

Alternativas
Comentários
  • para mim a A está errada, está escrito seguemse. Isso está errado...

  • a)O fato de ser publicada no jornal, via de regra, determina a vida curta da crônica, pois à (crônica) de hoje seguem se muitas outras nas próximas edições (... muitas outras se seguem nas próximas edições); entretanto, certas crônicas chegam até mesmo a definir um novo modo de encarar uma determinada questão. CORRETA

    .


    b)As crônicas, geralmente, apresentam linguagem simples, espontânea, que se situa entre a oral e a literária, o que contribui para que os leitores se identifiquem com o cronista, embora possam (os leitores possam) não concordar com suas ideias. O verbo deve concordar com o sujeito, conforme correção acima.

    .


    c)Existem elementos que distinguem (Os elementos distinguem a crônica de um texto) a crônica de um texto exclusivamente informativo, visto que, ao tratar dos acontecimentos diários, o cronista pode lhe dar um estilo próprio, incluindo elementos como ficção e fantasia. O pronome relativo indica que "elementos" é o sujeito da segunda oração. Logo, o verbo deve concordar com o sujeito "elementos".

    .


    d)Ao desenvolver seu estilo e selecionar as palavras que utilizam (utilizam as palavras em seu texto) em seu texto, o cronista transmite ao leitor a sua visão de mundo e expõe a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cerca. Mesma situação da alternativa "c"

    .


    e)Pode-se dizer que o estilo do cronista faz com que se situe entre duas áreas do conhecimento, qual seja, o jornalismo e a literatura, dado que muitos o classificam (muitos classificam o cronista como o verdadeiro poeta) como o verdadeiro poeta dos acontecimentos do cotidiano. Quem classifica o cronista como o verdadeiro poeta? Nesta situação só pode ser "muito". Portanto, este é o sujeito.

  • Diego Macedo, o erro da alternativa D não é esse que vc citou.

    d)Ao desenvolver seu estilo e selecionar zpalavras que utiliza ( o sujeito deste verbo é o "cronista", portanto aqui está correto)em seu texto, o cronista transmite ao leitor a sua visão de mundo e expõe a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cerca ( o erro está aqui, o correto seria: acontecimentos que o cercam= os acontecimentos que cercam o cronista).

  • Na prova estava assim: (QC passou sem o hífen)

    O fato de ser publicada no jornal, via de regra, deter-

    mina a vida curta da crônica, pois à de hoje seguem-

    se muitas outras nas próximas edições; entretanto,

    certas crônicas chegam até mesmo a definir um

    novo modo de encarar uma determinada questão

  • Na forma que está a alternativa (A) estão todas alternativas erradas!

  • Em que mundo "seguemse" existe? que português é esse?

  • Com certeza, o responsável por transcrever a questão da prova para o site errou e consequentemente, nos induziu ao erro também. Tem que ter mais atenção. Ainda mais nesse tipo de prova!

  • Acertei por exclusão, já que todas as outras apresentavam erros de concordância. Mas na letra A não deveria ser "se seguem"? A palavra "hoje" não atrai a partícula "se"?

  • Como as demais têm explícitos erros de concordância verbal, fui por eliminação, mas sinceramente não entendi a crase e a ênclise em "HOJE SEGUEM-SE" do GABARITO (A). Se alguém puder explicar, ficaria agradecido. 

  • e- Pode-se dizer que o estilo do cronista faz com que se situe entre duas áreas do conhecimento, quais sejam, o jornalismo e a literatura, dados que muitos o classificam como o verdadeiro poeta dos acontecimentos do cotidiano.

    quais sejam=duas áreas do conhecimento (jornalismo e literatura)

    dados que= jornalismo e literatura

    muitos classificam o cronista

  • Diego Hilário,

    Não sei explicar ênclises (apesar de a ênclise do texto não me parecer errada), mas quanto a crase, entendo que se substituirmos o trecho do texto por (...) "pois" após a "de hoje" (...), teremos a preposição após acompanhada do artigo a. Assim, no texto original, a preposição foi aglutinada com o artigo e o acento grave (ou indicativo de crase) foi colocado para indicar essa aglutinação.

  • Continuo sem entender o motivo da crase na assertiva A... Caso alguém consiga explicar, agradeço!

  • Crase na A: troque o à por após a.

    Ou substitua crônica por artigo: após ao de hoje...