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ID
1586128
Banca
VUNESP
Órgão
APMBB
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Fronteiras do pensamento

     SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (superfícies e essências), do físico convertido em cientista cognitivo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem a demonstrá-la.
      Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argumentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algumas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
       A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias. Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), banais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “vendo” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo que não nos demos conta disso.
       Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categorização, que muitos especialistas consideram a base do pensamento, não envolve nada mais do que fazer analogias.
      Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digressões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas, estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia teriam sido suficientes.
     A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão e em conformidade com o sentido do texto.

Alternativas
Comentários
  • A conjunção “porém” é perfeitamente substituível pela conjunção “todavia”. A posposição do sujeito composto permite que se concorde o verbo o com o núcleo mais próximo

  • Se fomos ao texto e vermos a conjuncao "porém", basta substituir por outra adversativa como: todavia, entretanto...

  • Sujeito posposto ao verbo , ou seja, após o verbo : Concordância atrativa pelo mais próximo ou permanência no plural.

    As Conjunções equivalentes de contraste da oração , nas alternativas , são TODAVIA OU NO ENTANTO

    As duvidas podem ser a letra C ou E

    LETRA C

    > C) Para apagar o brilho da obra, no entanto, a prolixidade e o exagero não basta.

    Em tese a ideia desse período é a mesma do referente, o erro é a não concordância do sujeito composto anteposto ao verbo

    > E) Todavia, não basta a prolixidade e o exagero para apagar o brilho da obra.

    Aqui todos termos estão concordando e a conjunção é equivalente às conjunções adversativas

    LETRA E

    APMBB