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ID
179026
Banca
FCC
Órgão
TJ-MS
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Numa palestra para alunos de direito, na disciplina
"Redação e linguagem jurídica", Theotonio Negrão abordou o
tema "A linguagem do advogado". Transcreve-se um trecho de
sua apresentação oral, que foi gravada e transcrita
preservando-se a linguagem utilizada na interação com os
graduandos.

À primeira vista, a correção da linguagem é fundamental
para o advogado. E por que fundamental? Não por patriotismo,
mas porque o advogado que não consegue ter uma linguagem
correta não consegue exprimir adequadamente seu
pensamento. [...] A linguagem tem uma certa dignidade e essa
dignidade deve ser atingida pelo advogado, que não deve
transigir. [...] E a clareza é absolutamente necessária.

O palestrante assinala que, entretanto, o óbvio, aquilo
que se chama de óbvio ululante, deve ser evitado.
Afirma, ainda, sobre o uso da palavra: Cada palavra
deve ser necessária, não deve haver palavras sobrando, nem
faltando.

Tomando como parâmetro os comentários do palestrante, a frase que se revela totalmente adequada é:

Alternativas
Comentários
  • LETRA (A)
    a) Não tergiverse - como sói acontecer -, pois, ao invés de solucionarmos o problema dos reincidentes, o postergaremos, e eu, obcecado na ideia de recuperá-los, mais uma vez verei freados meus esforços.
    A regência nominal de “obcecado” é mais frequentemente feita com as preposições “com” e “por”, mas o uso de “em” também é possível. Ainda, houve o risco de, pela proximidade com "reincidentes", flexionar no flural o pronome "o" - que substitui "problema" - em "o postergaremos".
    b) Disse-lhe sem rodeios: Meritíssimo Senhor, protesto contra vossa [sua] humildade; acaso não mereceis [merece] o título que vos [lhe] oferecem? E Sua Excelência retrucou que não era dado a tais honrarias.
    Os pronomes de tratamento, mesmo aqueles com “vossa”, ao contrário do que é intuitivo, são para uso com verbo em 3ª pessoa do singular e isso se estende a toda frase (pronomes etc.).
    c) Sempre tachando de mau-caráter quem não lhe cedia às vontades, tratava com arrogância o colega que lhe inflingia [infligia] crítico distanciamento, sem ao menos se dignar a cumprimentá-lo.
    A grafia/pronúncia errônea do verbo “infligir” é um daqueles vícios comuns do dia-a-dia.
    d) De tanto deparar-se [se deparar] com a ex-cunhada a achacar o irmão e o sobrinho, resolveu, e o fez prazerosamente, denunciá-la por extorsão, a despeito de como isso o afetaria emocionalmente.
    O pronome indefinido “tanto” provoca a próclise do “se”.
    e) Parece terem havido [ter havido] muitos casos de mendigância [mendicância] na cidade, a que excedem, sem dúvida, os casos de relutância contra as novas maneiras de abordagem, mesmo por parte de associações beneficentes.
    A locução verbal com verbo principal “haver” no sentido de “existir” também é considerada impessoal, portanto é usada apenas no singular.
  • Que absurda essa questão

    Abraços