SóProvas


ID
1862812
Banca
Nosso Rumo
Órgão
Prefeitura de Mairinque - SP
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                      O que não mata faz crescer

                     A criança precisa exercitar paciência, esforço e outros
                           pequenos sofrimentos para se desenvolver

      Quem tem filhos com idade entre seis e 12 anos, mais ou menos, precisa pensar seriamente que, nessa fase da vida, o importante é crescer.

      Tem sido muito difícil para essas crianças encontrar oportunidades que as ajudem durante esse processo, porque temos escolhido, muitas vezes, impedir que isso aconteça na hora certa.

      Temos atrapalhado o crescimento dos nossos filhos, esse é o fato.

      Tomemos como exemplo uma parte importante da experiência das crianças nessa fase, e que deveria ser a sua grande chance de crescimento: a vida escolar.

      Primeiramente, vamos entender os motivos disso. É a partir dos seis, dos sete anos que a criança inicia o período escolar, um processo que deve possibilitar a ela, progressivamente, o acesso aos códigos que, por sua vez, lhe permitirão decifrar o mundo adulto.

      Aprender a trabalhar com as letras e os números, com um grau cada vez maior de complexidade, é o que oferece à criança a ferramenta necessária para que ela comece a fazer a sua leitura de mundo, no mais amplo sentido que essa expressão possa ter.

      Mas, ainda, com o necessário apoio dos adultos, é importante ressaltar.

      Essa nova aquisição possibilita, por sua vez, que a criança ganhe condições de começar a andar com suas próprias pernas.

      Até então, vamos lembrar, seus passos eram dirigidos por seus pais ou por outros adultos que acompanhavam de perto sua vida.

      Junto com o entendimento mais bem informado do funcionamento do mundo e da compreensão de como a vida é, experiências novas surgem, é claro.

      Pequenos deveres e responsabilidades, por exemplo, passam a recair sobre a criança. Novas dificuldades e exigências também fazem com que a criança tenha de exercitar o que antes não precisava, porque cabia ao adulto: paciência, esforço, concentração, espera, superação, entre outros.

      O que fazemos nessas horas? Em vez de apoiar a criança, encorajá-la nessa sua nova empreitada, ampará- la em seus inevitáveis, mas ainda pequenos sofrimentos, achamos necessário fazer tudo isso por ela.

      De quem é hoje a responsabilidade pela vida escolar dessas crianças? Delas? Dificilmente. São os pais quem tem assumido essa parte da vida por elas, devidamente incentivados pela escola e pela sociedade de uma maneira geral.

      E por vida escolar vamos entender tudo o que diz respeito ao período passado na escola: desde a árdua batalha pela aquisição do conhecimento até o convívio com colegas e professores naquele espaço.

      Tem sido dever dos pais, por exemplo, o acompanhamento da realização do trabalho escolar que deve ser feito em casa.

      É dos pais também a preocupação com o rendimento e o desenvolvimento no processo da aprendizagem do filho, bem como o monitoramento do comportamento da criança no espaço escolar. 

      E o que dizer então a respeito da frustração ao não ser convidado para uma festa ou à experiência de isolamento na hora do recreio?

      Tudo isso e ainda mais os pais querem (ou são pressionados a) administrar na vida de seus filhos, nessa segunda e última parte da infância deles. E eles têm assumido tudo isso com orgulho, vamos reconhecer.

      Resultado? A criança permanece aprisionada nesse mundo ilusório e mágico em que sempre tudo termina bem, e nunca por sua própria intervenção.

      Desse modo, ela não cresce, não desenvolve o seu potencial, tampouco reconhece esse potencial, enfim: não se encontra. Melhor dizendo: ela se encontra sempre na condição de criança, até o dia em que terá de enfrentar o tédio que isso é.

                                     ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?"
                         Fonte:(Publifolha) www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=441

Analise a função sintática do termo grifado na frase a seguir:

               Os pais administram a vida de seus filhos.

Assinale a alternativa cujo termo grifado tenha a mesma função sintática do termo destacado na oração acima. 

Alternativas
Comentários
  • Os pais administram a vida de seus filhos -> "os pais" é SUJEITO da oração.

     

    a) A criança não reconhece seu potencial -> "seu potencial" é OBJETO DIRETO da oração.

    b) Um dia, a criança terá de enfrentar o tédio -> "o tédio" é OBJETO DIRETO da oração.

    c) Aos pais compete a educação -> "aos pais" é OBJETO INDIRETO da oração.

    d) Devemos amparar as crianças nos sofrimentos -> "as crianças" é OBJETO DIRETO da oração.

    e) Foram à escola a mãe, o pai e os filhos -> "a mãe, o pai e os filhos" é SUJEITO da oração.

     

    Gabarito: letra E.

  • Aos pais compete a educação - Nesta frase onde está o sujeito ? Alguém me ajuda ?

  • A educação compete aos pais. O sujeito está fora de sua posição ordinária. Para identificarmos o sujeito basta averiguarmos com quem o verbo estabelece relações de concordância.

    Compete está no singular, assim como Educação.

  • A educacao compete aos pais. Qual é o sujeito dessa frase @JESSICA XAVIER

  • c) Aos pais compete a educação.

    O SUJEITO NÃO PODE SER "AOS PAIS" POIS O SUJEITO NUNCA PODE SER PREPOSICIONADO.

    AOS = A (preposição) + os

    Colocando na ordem direta: S + V + C

    A educação compete aos pais.

    O que compete aos pais? A educação