SóProvas


ID
2061859
Banca
INAZ do Pará
Órgão
Prefeitura de Itaúna - MG
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto para a questão

    Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois, passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho, tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se curiosa:

    - Coelhinho, o que você está fazendo aí tão concentrado?

    - Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho sem tirar os olhos do computador.

    - Humm... E qual é o tema da sua tese?

    - Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

    A raposa ficou indignada:

    - Ora! Isso é ridículo! Nós, as raposas, é que somos os predadores dos coelhos!

    - Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.

    O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se uns ruídos indecifráveis e alguns grunhidos de dor e depois o silêncio. Em seguida o coelho volta sozinho e mais uma vez retoma os trabalhos no notebook, como se nada tivesse acontecido

    Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve saber do que se trata, antes de devorar o coelhinho:

    - Olá, meu jovem coelho. O que o faz trabalhar tão arduamente?

    - Minha tese de doutorado, Sr. Lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os piores predadores naturais dos lobos.

    O lobo não se conteve e caiu na gargalhada com a petulância do coelho:

    - Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...

    - Desculpe-me, mas se você quiser, eu posso apresentar a prova da minha tese. Você gostaria de me acompanhar à minha toca?

    O lobo não consegue acreditar na sua sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois, ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta a dedilhar o teclado de seu laptop, como se nada tivesse acontecido...

    Dentro da toca do coelho, vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e peles de diversas exraposas e, ao lado destas, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado e sonolento, a palitar os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA:

Não importa quão absurdo é o tema de sua tese.

Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico.

Não importa se os seus experimentos nunca chegarem a provar sua teoria.

Não importa nem mesmo se suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos.

O que importa é quem é o seu orientador.

Autor desconhecido

Em relação à formação lexical da palavra ensolarado é correto dizer:

Alternativas
Comentários
  • partiu chutou heee..................praaa foooraa!!

    gabarito A- es estudar mais.

  • gabarito A

    Derivação Parassintética: é um processo de formar palavras através do acréscimo de um prefixo e de um sufixo. Também é chamado de parassíntese. Prefixo + palavra primitiva + sufixo 

    Por exemplo: 

    a + funil + ar = afunilar 
    en + gaiola + ar = engaiolar 
    a + manh(ã) + ecer = amanhecer
     

  • Gab A

     

     Derivação prefixal e sufixal: acréscimo de um prefixo e um sufixo num mesmo radical. A derivação prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma independente, ou seja, sem a presença de um dos afixos a palavra continua tendo significado.

     

    Ex.: deslealmente ( des- prefixo e -mente sufixo ). Você pode observar que os dois afixos são independentes: existem as palavras desleal e lealmente.

     

    Derivação parassintética: ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e do sufixo. A derivação parassintética ocorre quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos não podem se separar, devem ser usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a palavra não se reveste de nenhum significado.

     

    Ex.: anoitecer ( a- prefixo e -ecer sufixo), neste caso, não existem as palavras anoite e noitecer, pois os afixos não podem se separar.

    ****************************************************************************************************************

     

    Na questão,

    ensolarado: en- prefixo // sol- radical //  arado- sufixo.  Não existe ensol e não existe solarado, portanto PARASSINTÉTICA

     

    FONTE: https://linguagenselinguagens.wordpress.com/2010/05/31/processo-de-formacao-de-palavras/

  • Gabarito: Letra A

     

    Ensolarado:

    "ensolar" não existe, assim como "solarado", então é parasintetismo.
     

    DERIVAÇÃO:

    Parassintética
    : acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. (não há sentido apenas com um dos afixos)

    Prefixal e Sufixal: acréscimo de prefixo e sufixo, não simultâneo. (há sentido apenas com um dos afixos)

    Regressiva: palavra formada não por acréscimo, mas por redução. (basicamente de substantivos a partir de verbos)

    Imprópria: palavra muda de classe gramatical, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma.

     

    ONOMATOPEIA: reproduzir na forma de palavras os sons da realidade.

  • Dica: PARAssintetismo vem de dupla (par), ou seja exige tanto o sufixo quanto prefixo, Ex: anoitecer.

  • Otima dica " mizaravi" hahah:

    DERIVAÇÃO PARASSINTETICA: prefixo + sufixo. CASO TIRE ALGUM, A PALAVRA VAI FICAR SEM SENTIDO!

    Ensolarado.

     

    GABARITO ''A''

  • Derivação

    1)prefixo (antes do núcleo)

    2)sufixo (depois do núcleo)

    3)parassintetismo = prefixo + sufixo  

    -

    FÉ!

  • Formação das palavras:


     

    Derivação: forma palavras pelo acréscimo de afixos. A derivação se divide em:

    ■ Prefixal: pela colocação de prefixos: reler, infeliz, ultravioleta, super-homem.

    ■ Sufixal: pela colocação de sufixos: boiada, canalizar, felizmente, artista.

    ■ Prefixal-sufixal: pela colocação de prefixo e sufixo numa só palavra: deslealdade, infelizmente, desligado.


     

    Parassintética (ou parassíntese): pela colocação simultânea de prefixo e sufixo numa mesma palavra: entardecer, entristecer, desalmado, emudecer.

    → A diferença entre a derivação prefixal-sufixal e a derivação parassintética está no fato de que na primeira podemos tirar o prefixo ou o sufixo e a palavra continua existindo; na segunda, se tirarmos o prefixo ou o sufixo, o que sobra não existe em língua portuguesa:

    deslealdade = desleal, lealdade — derivação prefixal-sufixal

    entardecer = *entarde, *tardecer — essas palavras não existem — derivação parassintética.


     

    Regressiva: pela redução de uma palavra primitiva: sarampo (de sarampão), pesca (de pescar), barraco (de barracão), boteco (de botequim).

    → quando a palavra original a ser reduzida é um verbo, recebe o nome de derivação regressiva deverbal: pesca (de pescar).


     

    Imprópria: pela mudança de classe gramatical da palavra: o jantar (substantivo formado pelo uso do verbo jantar), o belo (substantivo formado pelo uso do adjetivo belo).


     

    Fonte: Agnaldo Martino; Pedro Lenza - Português Esquematizado.

  • a-

    è um caso de derivação parassintetica. É uma derivação que exige simultaneamente um pre- e um sufixo. senao, nao formará uma palavra inteligível da lingua. e.g.: esfriar, encasacar, adormecer etc

  • Acho que está questão deveria ser anulada. Pois, na minha opinião a letra B também está correta.

    Me explique ai pessoal!

  • Derivação prefixal e sufixal: Consiste na formação de uma nova palavra a partir do acréscimo simultâneo de um prefixo e um sufixo a um radical, SEM QUE AQUELES SE ANEXEM A ESTE. 

    Ex: leal>>>>> (des) leal (dade) 

    Derivação parassintética: Consiste no acréscimo simultâneo de um prefixo e um sufixo a um radical, de modo que a palavra NÃO POSSA EXISTIR APENAS COM UM OU COM OUTRO.

    manhã>>>>>> (a) manh( ecer)

    A diferença entre a derivação parassintética e a derivação prefixal e sufixal é que na parassintética a palavra criada inexiste se tirar qualquer dos elementos (prefixo/ sufixo) 

    Ex:  alma >>>>> (des) alm (ado). A palavra almado existe? Não.

  • Para saber se é PARASSINTETISMO ou DERIVADA PREFIXAL e SUFIXAL segue a diferença:

     

    PARASSINTETISMO: se você retirar o SUFIXO ou o PREFIXO e o restante NÃO FIZER SENTIDO ( NÃO EXISTIR na lingua portuguesa ) então estamos tratando de PARASSINTETISMO:

     

    EX: ENSOLARADO. TIRE O PREFIXO EN- O QUE SOBRA É "SOLARADO" ( SOLARADO NÃO EXISTE ).

    EX: ENTARDECER. TIRE O PREFIXO EN- O QUE SOBRA É "TARDECER" ( TARDECER NÃO EXISTE ), TIRE O SUFIXO -ECER-, SOBRA "ENTARD" ( ENTARD NÃO EXISTE )

     

    NO CASO DE DERIVAÇÃO PREFIXAL e SUFIXAL caso removamos o PREFIXO ou o SUFIXO o que sobra EXISTIRÁ NA LÍNGUA PORTUGUESA.

     

    EX: INFELIZMENTE. TIRE O PREFIXO -IN- SOBRARÁ "FELIZMENTE", FELIZMENTE EXISTE? SIM !

    AGORA TIRE O SUFIXO -MENTE-, SOBRARÁ "INFELIZ", INFELIZ EXISTE? SIM !

     

    EX: INCONTESTAVELMENTE: TIRE O PREFIXO -IN- SOBRARÁ "CONTESTAVELMENTE", CONTESTAVELMENTE EXISTE? SIM !

    AGORA TIRE O SUFIXO -MENTE- SOBRARÁ INCONTESTÁVEL, INCONTESTÁVEL EXISTE? SIM !

     

     

    Eis a diferença ..

  • Parassintética formada por prefixação e sufixação. 

    Se tirar uma das partes fica sem sentido.

  • VAMOS LA!

     

    PARASSINTESSE= PAR, PRECISA DE SUFIXO E PREFIXO PARA TER SENTIDO

     

    RADICAL É SOL

     

    ENSOL NÃO EXISTE

    SOLARADO NÃO EXISTE

  • "Crima ensorarado"