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Andrei Jdanov (1894-1948) foi o poderoso encarregado das questões de ideologia e cultura do PCUS no auge do stalinismo. De família burguesa, ele participou do Partido Bolchevique depois de 1915, ligando-se a Stalin no início dos anos 20.
Já em agosto de 1934 Jdanov foi o representante do CC do PCUS no I Congresso dos Escritores Soviéticos realizado em Moscou, que enterrou definitivamente a rica e contraditória experiência das vanguardas artísticas soviéticas, vigorosa até o final dos anos 20. Tem um papel crescente na fixação da estética do regime, o realismo socialista.
O "jdanovismo" foi, depois da guerra, a linha oficial na ciência e na estética. Nele, a pintura exaltava as virtudes do novo regime e a força do proletário russo, os heróis do romances eram paradigmas do conformismo, as manifestações culturais dos povos não-russos eliminados como expressões de chauvinismo nacionalista e as correntes de vanguarda das ciências combatidas como ideologias burguesas (entre elas, a biologia de Morgan, a mecânica ondulatória, a física nuclear, a cibernética e a psicanálise). Jdanov foi o promotor da "genética proletária" de Lyssenko. Os cientistas e artistas que não se enquadravam na linha do senhor da ideologia foram depurados.
http://www.teoriaedebate.org.br/?q=materias/politica/jdanov-e-o-jdanovismo
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O realismo socialista foi o estilo artístico oficial da União Soviética entre as décadas de 1930 e 1960, aproximadamente. Foi, na prática, uma política de Estado para a estética em todos os campos de aplicação da forma, desde a Literatura até o Design de produto, incluindo todas as manifestações artísticas e culturais soviéticas (pintura, arquitetura, design, escultura, música, cinema, teatro, etc.).
O Realismo Socialista está diretamente associado ao comunismo ortodoxo e aos regimes de orientação ou inspiração stalinista.
Nos países da antiga União Soviética (notavelmente a Rússia, a Bielorrússia e a Ucrânia), o estilo do realismo socialista é tomado como sinônimo de jdanovismo, a estética oficial assim batizada em referência a Andrei Jdanov, comissário de Stalin responsável pela produção cultural e propaganda.
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ERRADO.
O Modernismo surgiu como consequência do Liberalismo. Então todo ele (Cubismo, Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo...) era uma forma de exaltar o indivíduo, de liberar a criatividade.
O movimento do jdanovismo foi uma expressão Russa de controle, Foi "a linha oficial na ciência e na estética. Nele, a pintura exaltava as virtudes do novo regime e a força do proletário russo, os heróis do romances eram paradigmas do conformismo. Os cientistas e artistas que não se enquadravam na linha do senhor da ideologia foram depurados."
Assim o jdanovismo não tem nenhuma relação com o Modernismo. São idéias que se contrapõem.
FONTE: http://www.teoriaedebate.org.br/?q=materias/politica/jdanov-e-o-jdanovismo
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ERRADO
O único movimento de vanguarda adotado por regimes totalitários (H. Arendt) foi o cubismo na Itália fascista.
Vanguarda = decadência burguesa.
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Errado
Até o fim dos anos 1950, o rígido código ideológico de Jdanov, conhecido como Jdanovismo, definia os limites da produção cultural aceitável na URSS. Na verdade, Jdanov transcendia os objetivos egoístas da censura totalitária: ele pretendia criar uma nova Filosofia da arte para o mundo inteiro. Após a morte de Stalin, em 1953, artistas deixaram de estar à mercê dos jdanovistas, e o controle estético-ideológico foi afrouxado. O resultado foi uma explosão criativa na arte soviética — tanto abstrata quando figurativa — de estilos antes proibidos.
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Andrei Aleksandrovitch Jdanov , correligionário de Stalin, entrou para a facção Bolchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) em 1915. Chegou a dirigente do PCUS (Partido Comunista) em Leningrado após o assassinato de Serguei Kírov, em 1934.
Foi defensor convicto do que se entende por “ realismo socialista" , estilo artístico oficial da União Soviética entre 1930 e mais ou menos 1960 e, depois, reavivada no período de governo de Leonid Brejnev. Aliás, a abertura das Olimpíadas de 1980 insere-se dentro desta proposta de estética: praticidade, objetividade e simplicidade.
O realismo socialista defendido por Jdanov era um projeto de construção cultural do mundo socialista, além de uma forma de controle estatal sobre a produção de todas as formas de expressão cultural. Foi também adotado e aplicado em outros países sob regimes de inspiração stalinista (comunista ortodoxa), como a República Popular da China, a Coreia do Norte, o Vietnã, o Laos, o Camboja, a Alemanha Oriental e diversos países do Leste Europeu.
No entender de artistas como Pablo Picasso, o realismo socialista foi uma orientação doutrinária e artificial da liberdade de criação, que associava a representação baseada no real mas de uma sociedade idealizada e igualitária, que não existia nem mesmo na Rússia socialista. Além disso levou a um cerceamento da expressão criativa de artistas, sendo que muitos sofrerem repressão e perseguição.
“Jdanovismo" é a crença e a defesa deste realismo que, na verdade, é contra expressões Modernistas de arte e cultura, consideradas “ burguesas". Assim sendo, não é difícil perceber que a afirmativa não está correta.
A bibliografia fornecida pelo Instituto Rio Branco para a preparação para o concurso é suficiente para que o candidato tenha condições de entender e responder questões mais específicas. No entanto, é preciso repassá-la toda. Com cuidado.
E, para aqueles que quiserem um exemplo da estética do realismo socialista vale conhecer a obra de Maiakovski e a pintura do ucraniano Isaak Izrailevitch Brodski .
Gabarito do Professor: ERRADO.