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ID
2185309
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                          Questão de gosto

      A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de conversa, inútil discutir”. A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou mesmo possível. “Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de colégio.”Questão de gosto.

      Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso, e pronto, estamos conversados. Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta engolir em seco o gosto próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se discute.

     Mas se tudo é questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra, a ausência vale a presença − tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem valores a definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão ética, uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas contradições.

                                                                                                 (Emiliano Barreira, inédito) 

Muita gente não enfrenta uma argumentação, prefere substituir uma argumentação pela alegação do gosto, atribuindo ao gosto o valor de um princípio inteiramente defensável, em vez de tomar o gosto como uma instância caprichosa.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados por, respectivamente,

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra b).

     

    1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os pronomes: o, a, os, as não se alteram. 
    Exemplos:


    Chame-o agora. 
    Deixei-a mais tranquila.

    2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se para lo, la, los, las. 
    Exemplos:

    (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho. 
    (Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.

    3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na, nos, nas.
    Exemplos:

    Chamem-no agora. 
    Põe-na sobre a mesa.

     

    o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas = OBJETO DIRETO

    lhe = OBJETO INDIRETO

     

    Muita gente não enfrenta uma argumentação, prefere substituir uma argumentação pela alegação do gosto, atribuindo ao gosto o valor de um princípio inteiramente defensável, em vez de tomar o gosto como uma instância caprichosa.

    prefere substituir uma argumentação (Objeto direto) = prefere substituí-la.

    atribuindo ao gosto (Objeto indireto) = atribuindo-lhe.

    tomar o gosto (Objeto direto) = tomá-lo

     

    Fonte: 

    http://portugues.uol.com.br/gramatica/colocacao-pronominal-.html

    http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/colocacao-pronominal-casos-virgula.htm (MUITO BOA A DICA DESSE SITE)

     

     

     

    => Meu Instagram para concursos: https://www.instagram.com/qdconcursos/

  • Letra (b)

     

    Muita gente não enfrenta uma argumentação, prefere substituí-la (a argumentação) pela alegação do gosto, atribuindo-lhe (alegação do gosto) o valor de um princípio inteiramente defensável, em vez de tomá-lo (o valor) como uma instância caprichosa.

     

    Caso de recurso anaforico.