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Questões de Morfologia - Pronomes


ID
736
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Da ação dos justos

Em recente entrevista na TV, uma conhecida e combativa
juíza brasileira citou esta frase de Disraeli*: “É preciso que
os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. Para a
juíza, o sentido da frase é atualíssimo: diz respeito à freqüente
omissão das pessoas justas e honestas diante das manifestações
de violência e de corrupção que se multiplicam em
nossos dias e que, felizmente, têm chegado ao conhecimento
público e vêm sendo investigadas e punidas. A frase propõe
uma ética atuante, cujos valores se materializem em reação
efetiva, em gestos de repúdio e medidas de combate à barbárie
moral. Em outras palavras: que a desesperança e o silêncio não
tomem conta daqueles que pautam sua vida por princípios de
dignidade.

Como não concordar com a oportunidade da frase?
Normalmente, a indignação se reduz a conversas privadas, a
comentários pessoais, não indo além de um mero discurso
ético. Se não transpõe o limite da queixa, a indignação é
impotente, e seu efeito é nenhum; mas se ela se converte em
gesto público, objetivamente dirigido contra a arrogância
acanalhada, alcança a dimensão da prática social e política, e
gera conseqüências.

A frase lembra-nos que não costuma haver qualquer
hesitação entre aqueles que se decidem pela desonestidade e
pelo egoísmo. Seus atos revelam iniciativa e astúcia, facilitadas
pela total ausência de compromisso com o interesse público.
Realmente, a falta de escrúpulo aplaina o caminho de quem não
confronta o justo e o injusto; por outro lado, muitas vezes faltam
coragem e iniciativa aos homens que conhecem e mantêm viva
a diferença entre um e outro. Pois que estes a deixem clara, e
não abram mão de reagir contra quem a ignore.

A inação dos justos é tudo o que os contraventores e
criminosos precisam para continuar operando. A cada vez que
se propagam frases como “Os políticos são todos iguais”,
“Brasileiro é assim mesmo” ou “Este país não tem jeito”,
promove-se a resignação diante dos descalabros. Quem vê a
barbárie como uma fatalidade torna-se, ainda que não o queira,
seu cúmplice silencioso.


* Benjamin Disraeli, escritor e político britânico do século XIX.
(Aristides Villamar)

Se há iniciativa e astúcia na ação do homem injusto, não há iniciativa e astúcia no bom cidadão que, apesar de indignado, não confere à iniciativa e à astúcia o mesmo valor que o mau reconhece na iniciativa e na astúcia.


Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os segmentos sublinhados por, respectivamente,

Alternativas
Comentários
  • Nesta questão basta saber que o "não" serve como termo que atrai os pronomes.
  • Existe a possibilidade de algum amigo(a) explicar, mais detalhadamente, acerca da resposta, pois o pronome lhe não deve ser usado somente quando se refere à pessoa e não à coisa?
  • Quero agradecer à Fabiana e ressaltar que a intenção do site é nos ajudar em nossas dificuldades, não por si só como também pelos seus seguidores.Antes de qualquer coisa na vida, hombridade é a mais bela das virtudes em uma pessoa.O meu comentário acerca da questão foi fruto dos ensinamentos de um professor o qual adquiri um DVD, por essa razão me equivoquei.Muito OBRIGADO!
  • o, a, os, as --> quando o verbo pede complemento não preposicionado.

    lhe, lhes --> quando o verbo pede complemento preposicionado - "a" ou "para".

    não --> partícula atrativa

    há - verbo pede complemento NÃO preposicionado; e o 'não' atrai o pronome.

    confere - verbo pede complemento preposicionado (a crase já é um indicativo de que existe a preposição); e o 'não' mais uma vez atrai o pronome.

    reconhece - apesar do verbo pedir complemento preposicionado, a preposição usada é o "em" (em + a = na), logo não se pode usar o "lhe" e nem o "a".

  • GABARITO A 

    há (VERBO HAVER = VTD) iniciativa (A) e astúcia (A) = A+A = as

    as há

     

    não confere (VTDI) à iniciativa e à astúcia (OI) o mesmo valor (OD)

    não = partícula atrativa = atrai o pronome

     não lhes confere

     

    reconhece (VTI) na iniciativa e na astúcia.

    OD = preposição = na (em + a) = não é possível usar o "lhe" e nem o "a".

     nelas reconhece

     

  • Sudário, acredito que vc quis dizer LETRA B.
  • Questão resolvida: https://www.youtube.com/watch?v=bXa8f0BC8RY

  • Questão assim é um mel de se resolver.


ID
739
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Da ação dos justos

Em recente entrevista na TV, uma conhecida e combativa
juíza brasileira citou esta frase de Disraeli*: “É preciso que
os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. Para a
juíza, o sentido da frase é atualíssimo: diz respeito à freqüente
omissão das pessoas justas e honestas diante das manifestações
de violência e de corrupção que se multiplicam em
nossos dias e que, felizmente, têm chegado ao conhecimento
público e vêm sendo investigadas e punidas. A frase propõe
uma ética atuante, cujos valores se materializem em reação
efetiva, em gestos de repúdio e medidas de combate à barbárie
moral. Em outras palavras: que a desesperança e o silêncio não
tomem conta daqueles que pautam sua vida por princípios de
dignidade.

Como não concordar com a oportunidade da frase?
Normalmente, a indignação se reduz a conversas privadas, a
comentários pessoais, não indo além de um mero discurso
ético. Se não transpõe o limite da queixa, a indignação é
impotente, e seu efeito é nenhum; mas se ela se converte em
gesto público, objetivamente dirigido contra a arrogância
acanalhada, alcança a dimensão da prática social e política, e
gera conseqüências.

A frase lembra-nos que não costuma haver qualquer
hesitação entre aqueles que se decidem pela desonestidade e
pelo egoísmo. Seus atos revelam iniciativa e astúcia, facilitadas
pela total ausência de compromisso com o interesse público.
Realmente, a falta de escrúpulo aplaina o caminho de quem não
confronta o justo e o injusto; por outro lado, muitas vezes faltam
coragem e iniciativa aos homens que conhecem e mantêm viva
a diferença entre um e outro. Pois que estes a deixem clara, e
não abram mão de reagir contra quem a ignore.

A inação dos justos é tudo o que os contraventores e
criminosos precisam para continuar operando. A cada vez que
se propagam frases como “Os políticos são todos iguais”,
“Brasileiro é assim mesmo” ou “Este país não tem jeito”,
promove-se a resignação diante dos descalabros. Quem vê a
barbárie como uma fatalidade torna-se, ainda que não o queira,
seu cúmplice silencioso.


* Benjamin Disraeli, escritor e político britânico do século XIX.
(Aristides Villamar)

Está adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • correção:

    * a) A resignação diante dos descalabros é uma reação que cujo efeito só traz benefícios aos maus cidadãos.

    * b) A firme reação dos justos será uma surpresa a qual os desonestos jamais estarão preparados.

    * c) A desonestidade e o egoísmo são defeitos dos quais nenhum contraventor se envergonha.

    * d) Os princípios de dignidades dos quais o homem honesto vê uma prioridade devem transformar-se em ação.
  • Desculpe, mas acho que o colega está equivocado. Para que a frase estivesse correta não se pode usar OS QUAIS porque o preposição que antecede o pronome tem apenas uma sílaba. Logo, se usa simplesmente QUE
  • corrigindo a correção:

    * a) A resignação diante dos descalabros é uma reação que cujo efeito só traz benefícios aos maus cidadãos. 

    não se pode usar dois pronomes "que" e "cujo"... para que a frase fique correta basta retirar o "de" da frase.

    "Efeitos" está exercendo a função de sujeito na 2ª fase e nesse situação não se pode usar a preposição (o sujeito da frase nunca está preposicionado). Diferente da frase "O artista de cuja obra eu falara morreu ontem." Aqui a palavra "obra" está exercendo a função de complemento do verbo "falara", verbo que exige a preposição "de" - "Eu falara da obra..."

  • a) A resignação diante dos descalabros é uma reação cujos efeitos só trazem benefícios aos maus cidadãos.

    b) A firme reação dos justos será uma surpresa para que os desonestos jamais estarão preparados. (estar preparado para alguma coisa)

    c) A desonestidade e o egoísmo são defeitos de que  nenhum contraventor se envergonha. (envergonhar-se de alguma coisa)

    d) Os princípios de dignidades nos quais o homem honesto vê uma prioridade devem transformar-se em ação. (ver algo em alguma coisa)

    e) CORRETA
  • Colega Karol ou outrem saberiam explicar-me o porquê da alternativa B ser assim? 


    AO INVÉS DISSO:
    b) A firme reação dos justos será uma surpresa para que 
    os desonestos jamais estarão preparados.

    NÃO SERIA ISSO?!
    b) A firme reação dos justos será uma surpresa para qual os desonestos jamais estarão preparados.
  • Sim. Eu sei que fica estranho... mas quem conta, conta com. Por isso, antes do pronome relativo "que" deverá ser posta a preposição "com".


ID
1720
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
BNDES
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Num pequeno texto distribuído por moradores de um condomínio da Zona Sul do Rio de Janeiro apareciam as seguintes frases:

- "os condôminos cujas reclamações o síndico não deu atenção..."

- "os itens que não foram discutidos os pontos principais..."

Sobre essas frases pode-se afirmar, em termos de correção gramatical, o seguinte:

Alternativas
Comentários
  • Não consegui visualizar o porquê da resposta. A 1a frase apresenta erro de regência nominal (omissão da presposição "a", regida por "atenção"), enquanto a 2a peca pela sintaxe (os itens cujos pontos...)alguém poderia esclarecer?
  • Gabarito letra B. O erro está no emprego das palavras cujas e que.

    "os condôminos cujas reclamações o síndico não deu atenção..."

    Reescrevendo: o síndico não deu atenção às (a + as) reclamações dos condominos. OU

    reclamações dos condôminos as quais o síndico não deu atenção

    - "os itens que não foram discutidos os pontos principais..."

    Reescrevendo: os pontos principais dos itens não foram discutidos OU

    os itens dos quais não se discutiu os pontos principais.

  • São 2 erros de regência:

    - "os condôminos a cujas reclamações o síndico não deu atenção..." (quem dá atenção, dá atenção a alguma coisa)

    - "nos itens que não foram discutidos os pontos principais..." (não foram discutidos os pontos principais em alguma coisa)

  • Resposta: B – As duas frases apresentam o mesmo tipo de erro gramatical: a colocação do pronome relativo (com ou sem preposição).
    Correção: os condomínios a cujas reclamações o
    síndico não deu atenção (dar atenção a) = o síndico não deu atenção a cujas (=suas) reclamações = ...não deu atenção às reclamações do condomínio;
    os itens cujos pontos não foram discutidos = não foram discutidos seus pontos principais = não foram discutidos os pontos dos itens.

    fonte: http://pt.scribd.com/doc/2985581/Portugues-Prova-Resolvida-Comentada-toq2
  •  - "os condôminos cujas reclamações o síndico não deu atenção..."
    O pronome cujas já inseri automaticamente a preposição de: reclamações de quem? do síndico. (ok)
    Entretanto existe a falta da preposição do verbo: o síndico não deu atenção a que??? às reclamações dos condôminos!
    Desta maneira, a frase correta seria: "os condôminos a cujas reclamações o síndico não deu atenção..."

     - "os itens que não foram discutidos os pontos principais..."
    o que não foi discutido? os pontos principais. (ok)
    os pontos principais de que??? os pontos principais dos ítens!
    Desta maneira, a frase correta seria: "os itens cujos pontos principais não foram discutidos..."
    Como já dito acima, o pronome cujo  já inseri automaticamente a preposição de.

    Em ambos os casos, o erro acontece na colocação do pronome relativo por falta da preposição necessária: na primeira frase, a preposição provém do objeto indireto, e na segunda frase provém do complemento nominal.

    Espero ter ajudado! Bons estudos!
  • os condôminos a cujas reclamações o síndico não deu atenção.

    os itens que não foram discutidos os pontos principais... = Os pontos principais dos itens não foram discutidos

    logo, 

    os itens de que (dos quais) não foram discutidos os pontos principais... ou  

    os itens cujos pontos principais não foram discutidos 


ID
2056
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Amazônia (1989)

Roberto Carlos - Erasmo Carlos
Tanto amor perdido no mundo
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Sangue verde derramado
O solo manchado;
Feridas na selva
A lei do machado
Avalanches de desatinos
Numa ambição desmedida
Absurdos contra os destinos
De tantas fontes de vida
Quanta falta de juízo
Tolices fatais;
Quem desmata, mata
Não sabe o que faz [...]
Desde os anos 70, muito antes de o tema "ecologia" entrar
na moda por aqui, Roberto Carlos já abordava o assunto, em
canções como O Progresso. Na década de 80 foi a vez de As
Baleias
e Amazônia, ambas em torno da preservação ambiental.
Nesta canção, ele chama a atenção para a destruição
da maior reserva natural da Terra, que cobre grande parte do
território brasileiro.

(Adaptado de Roberto Carlos Braga II, Na poltrona, Revista de
bordo do Grupo Itapemirim, ano 6, no 67, janeiro 2005, p. 60)

Com o sistema de monitoramento por satélite, dados e imagens de desmatamento da Amazônia são transmitidos em tempo real para o Ibama, que consegue fiscalizar o desmatamento logo em seu início, tendo sido possível reduzir o ritmo do desmatamento da Amazônia.

Os trechos grifados serão corretamente substituídos por formas pronominais correspondentes, na ordem, em:

Alternativas
Comentários
  • Fiscalizá-lo - Seu Ritmo

    Correta Letra C
    Bons Estudos !!

    Pedro.
  • Fiscalizá-lo em concordância com "desmatamento"

  • Fiscalizar ---> verbos terminados em R,S e Z, empregar: (lo, la, los, las).

    Seu ritmo (m) ---> concorda com o desmatamento (m)

  • Boa noite! Alguém pode explicar esse SEU

    estou iniciando agora. rsrs


ID
2380
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO I

Pronto para outra?
Ricardo Freire

          Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
emprego.
          Além do que, planejar uma viagem com antecedência
é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
          Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
divertida preparação.
          É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
"enredo" de sua próxima viagem.
          Tire os meses seguintes para encomendar guias e
colecionar as informações que caírem em sua mão -
revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis.
          Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
não merece ser visto.
          Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
a apoteose.

Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

A partir do quarto parágrafo o autor se vale do imperativo para construir os últimos argumentos de sua estratégia de "convencimento do leitor", mas o texto como um todo mostra coerência na forma de tratamento em terceira pessoa do singular porque, além dos verbos no imperativo, emprega pronomes:

Alternativas
Comentários
  • Pronome oblíquo reflexivo: " ... o carnaval em si dura pouco"...

  • Certamente, muitos erraram a questão por terem lido a questão rápido demais.

    Os pronomes Retos de terceira pessoa são:  ele/ela singular;  eles/elas plural (podem atuar como sujeito,predicativo e COMPLEMENTOS VERBAIS),ou seja, podem ser "retos ou oblíquos".

    Os oblíquos podem ser átonos ou tônicos e os de terceira pessoa são:  se/o/a/lhe singular ( átonos, atuam como complementos verbais);
    se/os/as/lhes plural (átonos).

    Os tônicos  de terceira pessoa do singular são: si/ele/consigo (reflexivos ou antecedidos de preposição no caso do pronome ELE).
    No plural temos as formas: si/consigo/eles

    OBS: Os únicos pronomes RETOS, segundo o profesor Renato Aquino, que fazem papel,somente, de sujeito e predicativo são: EU e TU os demais assumem,também,a forma de complementos.

    Os possessivos de terceira pessoa são: seu e sua singular; seus e suas plural

    Logo, os pronomes relativos não se enquadram como resposta para essa questão.

  • Na verdade há pronomes relativos no texto.

    A pegadinha é:

    Não existem pronomes relativos nem indefinidos de 3ª pessoa.
  • Excelente professor  !!!! 

  • Muito boa explicação, parabéns.

  • Excelente aula !!!

  • Eu não sabia Sobre o APOSTROFE na formula.

    Parabéns!!!

  • Prezado,

    tem q aproximar mais a tela do computador.

     

  • Não é para analisar apenas o 4º parágrafo (A partir do quarto parágrafo o autor se vale do imperativo para construir os últimos argumentos de sua estratégia de "convencimento do leitor", ), e sim o texto completo (mas o texto como um todo mostra coerência na forma de tratamento em terceira pessoa do singular porque, além dos verbos no imperativo, emprega pronomes:)

  • fiquei perdidinho... então resolvi chutar.. eu sabia vagamente que pronomes de tratamento são conjugados ou concordam em 3 pessoa, os possessivos quando se relacionam com os de tratamento também, pronomes obliquos tem variação em terceira pessoa, então a ideia partia do tema terceira pessoa, pronomes relativos nuca ouvi falar mas os indefinidos referem-se a 3 pessoa de forma vaga, então eliminei as alternativas que não tinham pronome de tratamento e fechei o olho cruzando os dedos entre a A e B.


ID
2392
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO I

Pronto para outra?
Ricardo Freire

          Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
emprego.
          Além do que, planejar uma viagem com antecedência
é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
          Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
divertida preparação.
          É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
"enredo" de sua próxima viagem.
          Tire os meses seguintes para encomendar guias e
colecionar as informações que caírem em sua mão -
revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis.
          Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
não merece ser visto.
          Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
a apoteose.

Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

 "... e sem pagar mais por isso?" (l. 15). O trecho contém um pronome demonstrativo cuja função textual é referir-se a:

Alternativas
Comentários
  • começar a viagem bem antes

  • O pronome demonstrativo "isso" retoma o que foi dito anteriormente " viajar muito antes de embarcar".
  • Planejar a viagem com antecedência possibilita uma rentabilidade maior no investimento.

    " planejar uma viagem com antecedência

    é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento."

    o pronome isso tem valor anafórico e no texto retoma:

    [...]

    se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa

    longe de casa, quando dá para começar a viajar muito

    antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso? [...]

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • A função do pronome demonstrativo é marcar a posição de um elemento no texto em relação às pessoas do discurso, situando-os no espaço, no tempo, ou no próprio discurso.

    Quando utilizamos "Esse(s)/Essa(s)/Isso" podemos indicar posse do interlocutor, indicar tempo passado ou futuro próximo e, também, retomar algo já citado no próprio texto, sendo esse último recurso (veja o uso do "esse" nessa frase) utilizado nessa questão.

    "Além do que, planejar uma viagem com antecedência é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa longe de casa, quando dá para começar a viajar muito antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?"

    ALTERNATIVA: D

  • GABARITO: D

    O pronome demonstrativo "isso" retoma o que foi dito anteriormente " viajar muito antes de embarcar".


ID
2407
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO I

Pronto para outra?
Ricardo Freire

          Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
emprego.
          Além do que, planejar uma viagem com antecedência
é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
          Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
divertida preparação.
          É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
"enredo" de sua próxima viagem.
          Tire os meses seguintes para encomendar guias e
colecionar as informações que caírem em sua mão -
revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis.
          Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
não merece ser visto.
          Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
a apoteose.

Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

 "Quando faltarem quatro meses para a partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis" (l. 29). Em vez de estarem relacionados com substantivos, os verbos desse trecho poderiam estar acompanhados de pronomes que os substituíssem, o que resultaria na seguinte reescritura:

Alternativas
Comentários
  • c) Quando eles faltarem, tome-a e reserve-os;

  • O pronome oblíquo ( lhe ) é usado como complemento verval, já o pronome reto ( ele ) é usado como sujeito do verbo. No caso: Quatro meses faltam para a partida.

  • Questão de uso/emprego de pronome.

    tome coragem e reserve a passagem e os hotéis

    "coragem" é OD, palavra feminina -> substitui por pron. obliquo "a"

    tome-a e reserve a passagem e os hotéis

    "a passagem e os hotéis" é OD. "passagem" é feminino e "hotéis" masculino, logo prevalece o masculino plural -> substitui por pron. obliquo "os"

    tome-a e reserve-os

    "quatro meses" é sujeito (o verbo concorda com ele!) > substitui por pron. reto "eles".

    Quando eles faltarem, tome-a e reserve-os;

    Mesmo que não percebesse que "quatro meses" é sujeito, achando que fosse OD, o pron. obliquio "lhe" não pode ser utilizado no lugar de OD, apenas para OI.

    []s

  • O sujeito da 1ª oração é "quatro meses para a partida".  Eles é pronome pessoal reto, logo funciona como sujeito.  O pronome oblíquo "lhes" só pode funcionar como objeto indireto, adjunto adnominal ou complemento nominal. 
    Dica simples e fácil: o pronome oblíquo "lhes" só pode fazer referência a pessoas.
  • Muito importante saber as funções menos usadas que tem a possibilidade de cair na prova. Para não sermos pegos de surpresa! 



  • Mto bom, professor!!!

  • ATENÇÃO!!

    **o pronome obliquio "lhe" não pode ser utilizado no lugar de Objeto Direto, apenas para Objeto Indireto.

    * "quatro meses" é o sujeito, logo só poderá ser substituído por "eles"

  • o pronome LHE só exerce função de objeto indireto.

     reserve o quê? a passagem e os hotéis.....OBJETO DIRETO.

     


ID
2410
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO I

Pronto para outra?
Ricardo Freire

          Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano.
Você volta das férias, tenta se adaptar de novo à rotina e
já pressente as surpresas que vai ter ao receber a conta do
cartão de crédito. Quando se dá conta, é mais uma vítima
da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de
sair dessa: começar a pensar já na próxima. Não, não é
cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo trabalho.
Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter
aceso o interesse pelo fato gerador de suas férias: seu
emprego.
          Além do que, planejar uma viagem com antecedência
é o melhor jeito de rentabilizar seu investimento. Por que
se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa
longe de casa, quando dá para começar a viajar muito
antes de embarcar - e sem pagar nada mais por isso?
          Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande
viagem ao preparo de um desfile de escola de samba no
Carnaval. Assim como as férias, o Carnaval em si dura
pouco - mas é o grand finale de um ano inteiro de
divertida preparação.
          É fácil trazer o know how do samba para suas férias.
Use os três primeiros meses depois da volta para definir o
"enredo" de sua próxima viagem.
          Tire os meses seguintes para encomendar guias e
colecionar as informações que caírem em sua mão -
revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o
itinerário mais consistente, descobrindo os meios de
transporte mais adequados, decidindo quais são os hotéis
imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para a
partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis.
          Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina:
escolhendo restaurantes, decidindo o que merece e o que
não merece ser visto.
          Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para
a apoteose.

Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento).

O trecho "Por que se contentar em aproveitar apenas os dias que você passa longe de casa?" (l. 12) contém um pronome relativo empregado de acordo com as normas da língua padrão. O mesmo ocorre em:

Alternativas
Comentários
  • Esta questão exigia conhecimentos de pronomes e sua colocação bem como de regencia.
    a) em que ...
    b) cujas...
    c) em que... (observe que o onde so pode ser utilizado referindo-se a lugar, neste caso referia-se a dias)
    d) de que ... (o quem so pode ser utilizado para referir-se a pessoas ,e dia nao é pessoa)
    e) correta
  • Por que a letra A está errada, sendo que é idêntica à apresentada no enunciado da questão?
  •  Pedro,

    não é idêntica...ao analisar os pronomes relativos, você precisa descobrir o antecedente (a quem o pronome está se referindo), a função sintática dele e a regência do verbo que está relacionado com o pronome...precisamos estar muito atentos, pois a impressão que dá, é que realmente as frases são muito parecidas...

    No enunciado, o QUE está retomando "os dias", então, "você passa OS DIAS longe de casa..."Não existe preposição antes do relativo.

    Na opção A, "você fica sem fazer nada NOS dias", logo, o correto seria"...aproveitar apenas os dias EM QUE você fica sem fazer nada."

    Não deixe de prestar atenção no verbo, ok?

    Espero ter ajudado...

    Bons estudos

  • Excelente comentário!

    O pron. relativo "QUE" retoma "DIAS". Basta substituir na sua oração subord. adjetiva:

    a) você fica sem fazer nada NOS (EM + OS) dias - EM QUE

    b) as manhãs DOS dias são ensolaradas - relação de posse (os dias possuem manhãs) - CUJAS

    c) todos vão à praia NOS (EM + OS) dias - EM QUE

    d) ninguém se lembra DOS (DE + OS) dias - de que

    e) você nunca teve problema COM os dias - COM QUE ou COM OS QUAIS

    []s

  • desculpe a minha ignorancia, mas, letra "a" da questão:

    NOS DIAS - EM QUE

    OS DIAS - QUE

    nao seria uma questão de paralalismo?
  • Suas dicas são ótimas! Você explica cada detalhe do Excel! =)

  • Show de bola

  • O pron. relativo "QUE" retoma "DIAS". Basta substituir na sua oração subord. adjetiva:

    a) você fica sem fazer nada NOS (EM + OS) dias - EM QUE

    b) as manhãs DOS dias são ensolaradas - relação de posse (os dias possuem manhãs) - CUJAS

    c) todos vão à praia NOS (EM + OS) dias - EM QUE

    d) ninguém se lembra DOS (DE + OS) dias - de que

    e) você nunca teve problema COM os dias - COM QUE ou COM OS QUAIS

  • O pronome relativo "que" é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal pode ser substituido por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais",quando seu antecedente for um substantivo.

  • NAO VI (NOS) ESCRITO NA LETRA (A) E SIM (OS)

    DE ONDE VCS TIRARAM ESSE (EM + OS) ?

  • Por que se contentar em aproveitar apenas os dias que você fica sem fazer nada?

    ...em que você fica sem fazer nada.

    Por que se contentar em aproveitar apenas os dias em cujas manhãs são ensolaradas?

    ...dias cujas manhãs são ensolaradas.

    Por que se contentar em aproveitar apenas os dias onde todos vão à praia?

    Onde retoma lugar.

    ...dias em que todos vão à praia.

    Por que se contentar em aproveitar apenas os dias de quem ninguém se lembra?

    - Ninguém lembra de

    Não se admite “quem”, já que se refere a dias.

    ...de que ninguém se lembra.

    Por que se contentar em aproveitar apenas os dias com os quais você nunca teve problemas?

    - Ter problema com

    Correto.

  • Achei esta questão de difícil raciocínio, pois você tem que procurar a regência correta nos termos à frente.


ID
2620
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 apóiam-se no texto
apresentado abaixo.

Rios caudalosos e lagos deslumbrantes, cachoeiras e
corredeiras, cavernas, grutas e paredões. Onças, jacarés, tamanduás,
capivaras, cervos, pintados e tucunarés, emas e
tuiuiús. As maravilhas da geologia, fauna e flora do Brasil Central
reunidas em três ecossistemas únicos no mundo - Pantanal,
Cerrado e Floresta Amazônica
?, poderiam ser uma abundante
fonte de receitas turísticas. Mas não são, e os Estados da
região agradecem.
Para preservar seus delicados santuários ecológicos, o
Centro-Oeste mantém rigorosas políticas de controle do turismo,
com roteiros demarcados e visitação limitada. Assim é feito
em Bonito, município situado na Serra da Bodoquena, cujas
belezas naturais despertaram os fazendeiros para as oportunidades
do turismo.

(Adaptado de O Estado de S. Paulo, Novo mapa do Brasil,
H16, 20 de novembro de 2005)

... cujas belezas naturais despertaram os fazendeiros para as oportunidades do turismo. (final do texto)

O termo grifado na frase acima está corretamente substituído pelo pronome correspondente em

Alternativas
Comentários
  • Eu pensei que a regra era, quando o verbo terminar em R, S ou Z, retira esta terminação e substitui por lo ou la, ou seja despertaram ficaria despertaram-los. Tem alguma partícula atrativa aqui?
  • Está questão está relacionada com a próclese obrigatória e verbo transitivo direto.
    Verbo despertar = TD ( quem disperta, disperta algo ou alguém), logo o complemento é o pron. demonstrativo "OS".
    Alternativa correta letra "E"
  • O verbo “despertaram” é transitivo direto e “os fazendeiros” é o objeto direto. O pronome adequado seria “os”. Assim, eliminam-se as alternativas A e C. 
    A alternativa B está errada, porque o pronome “elesnão é átono.
    Como o verbo termina em “m”, esse pronome recebe “n”, quando estiver em ênclise; por isso a alternativa D está errada.
    Resta, então, a alternativa E, pois a próclise é admitida, mesmo sem palavra atrativa, tendo em vista soar menos artificial (princípio da eufonia).
    Fonte: Prof. Décio Terror - Ponto dos Concursos
    Bons estudos

  • Questões FCC: Marque a menos errada.Sempre dá certo.
    Não vislumbrei, de acordo com a Gramática da Língua Portuguesa, um caso de próclise, mas como dos erros esse era o menor, acabei acertando a questão. No dia que fizeram uma Gramática da Língua Brasileira, aí sim, poderei concordar que o gabarito está correto.

ID
2836
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 11 a 18 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

A fronteira da biodiversidade é azul. Atrás das ondas,
mais do que em qualquer outro lugar do planeta, está o maior
número de seres vivos a descobrir. Os mares parecem guardar
as respostas sobre a origem da vida e uma potencial revolução
para o desenvolvimento de medicamentos, cosméticos e
materiais para comunicações. Sabemos mais sobre a superfície
da Lua e de Marte do que do fundo do mar. Os oceanos são
hoje o grande desafio para a conservação e o conhecimento da
biodiversidade, e os especialistas sabem que ela é muitas
vezes maior do que hoje conhecemos. Das planícies abissais -
o verdadeiro fundo do mar, que ocupa a maior parte da
superfície da Terra - vimos menos de 1%. Hoje sabemos que
essa planície, antes considerada estéril, está cheia de vida. Nos
últimos anos, não só se fizeram novos registros, como também
se descobriram novas espécies de peixes e invertebrados
marinhos - como estrelas-do-mar, corais, lulas e crustáceos.
Em relação à pesca, porém, há más notícias. Pesquisadores
alertam que diversidade não é sinônimo de abundância. Há
muitas espécies, mas as populações, em geral, não são
grandes.

A mais ambiciosa empreitada para conhecer a
biodiversidade dos oceanos é o Censo da Vida Marinha, que
reúne 1.700 cientistas de 75 países e deverá estar pronto em
2010. Sua meta é inventariar toda a vida do mar, inclusive os
microorganismos, grupo que representa a maior biomassa da
Terra. Uma pequena arraia escura, em forma de coração, é a
mais nova integrante da lista de peixes brasileiros. Ela foi
coletada entre os Estados do Rio de Janeiro e do Espírito
Santo, a cerca de 900 metros de profundidade. Como muitas
espécies marinhas recém-identificadas, esta também é uma
habitante das trevas.

O mar oferece outros tipos de riqueza. Estudos feitos no
exterior revelaram numerosas substâncias extraídas de animais
marinhos e com aplicação comercial. Há substâncias de
poderosa ação antiviral e até mesmo anticancerígena. Há
também uma esponja cuja estrutura inspirou fibras óticas que
transmitem informação com mais eficiência. Outros compostos
recém-descobertos de bactérias são transformados em cremes
protetores contra raios ultravioleta. Vermes que devoram ossos
de baleias produzem um composto com ação detergente. Já o
coral-bambu é visto como um substituto potencial para próteses
ósseas.

(Adaptado de Ana Lucia Azevedo. Revista O Globo. 19 de
março de 2006, p.18-21)

A substituição do segmento grifado pelo pronome correspondente está feita de modo INCORRETO em:

Alternativas
Comentários
  • Na prova "guardá-las" está grafada corretamente. Aqui nos testes, a pessoa que digitou esqueceu de separá-la.
  • O pronome “lhe” é usado para substituir o complemento de um verbo transitivo indireto, ou seja, que exige a preposição (a, para ) como antecedente. o verbo em questão é transitivo direto (produzir) - resposta correta E
  • pura regencia conforme comentario abaixo
  • o certo seria PRODUZEM-NO. Objeto direto:Quem produz produz alguma coisa. O pronome do caso obliquo"lhe" substitui o objeto indireto SEMPRE.
  • O pronome LHE só é usado para se referir a PESSOAS, não a coisas ou lugares


ID
2947
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As crônicas de Rubem Braga



Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam
contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,
observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem
límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma
crônica de Rubem Braga. Os chamados "assuntos menores",
que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista
uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um
passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma
empregada doméstica esperando alguém num portão de
subúrbio
? tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais
importante que a escandalosa manchete do dia. É o que
costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de
humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual
costumamos passar desatentos.
Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como
profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um
dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a
um gênero considerado "menor": a crônica sempre esteve longe
de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do
teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de
dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos
de "páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas
recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de
jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:
resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,
são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram
escritas ou publicadas.
Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo
impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes
de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,
naquele evento organizado por uma grande empresa, a que
comparecera apenas por força de contrato profissional.
Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar
distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já
estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que
os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era
evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,
talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento
(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,
povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas
observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se
nos dissesse: "Não me perguntem mais nada, estou cansado,
tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,
meninos."
E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho
Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do
que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,
meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.



(Manuel Régio Assunção)

Rubem Braga escreveu muitas crônicas, nutriu as crônicas com a matéria do cotidiano, fez as crônicas atingir um patamar que parecia interditado às crônicas, e notabilizouse empregando todo o seu talento nas crônicas.

Evitam-se as viciosas repetições e mantém-se a correção do período acima, substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

Alternativas
Comentários
  • nutriu-lhes - as fez atingir

    Não pode se usar próclise "as" em início de período.
  • Rubem Braga escreveu muitas crônicas, nutriu as crônicas com a matéria do cotidiano, fez as crônicas atingir um patamar que parecia interditado às crônicas, e notabilizouse empregando todo o seu talento nas crônicas.Evitam-se as viciosas repetições e mantém-se a correção do período acima, substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:nutriu-as - fê-las atingir - a elas parecia interditado - nelas todo o seu talento. Alternativa correta letra "A".
  • Nutriu-as - o,a,os,as utilizado para OD;

    Fê-las atingir - verbos terminados em R, S ou Z utilizamos o lo, la, los e las;

    A elas parecia interditado - remetendo as crônicas;

    Nelas todo o seu talento- mesma remissão da anterior.

    Alternativa correta: A

    Estudando e vencendo!

  • Rubem Braga escreveu muitas crônicas, nutriu as crônicas com a matéria do cotidiano, fez as crônicas atingir um patamar que parecia interditado às crônicas, e notabilizou-se empregando todo o seu talento nas crônicas.


    nutriu as crônicas = nutriu as / Nutrir é VTD e exige OD [nutrir algo]

    fez as crônicas atingir = fê-las /verbos terminados em R, S ou Z utilizamos o lo, la, los e las /distância da vírgula

    que parecia interditado às crônicas = A elas parecia interditado / às crônicas = ELAS

    todo o seu talento nas crônicas =  nelas todo o seu talento / nelas = EM + ELAS (crônicas)


ID
3694
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

A frase Cresci numa família em que ler romances e assistir a filmes (...) não era considerado uma perda de tempo permanecerá formalmente correta caso se substitua a expressão sublinhada por

Alternativas
Comentários
  • Comentário objetivo:

    O pronome relativo "que" e derivados ("a qual", "o qual", "à qual", "ao qual") deve ser utilizado com o intuito de substituir um substantivo (pessoa ou "coisa"), evitando sua repetição. Na montagem do período, deve-se colocá-lo imediatamente após o substantivo repetido, que passará a ser chamado de elemento antecedente.

    Assim, para resolver esse tipo de questão basta separar a frase apresentada nas frases que estão sendo conectadas pelo pronome. Nesse caso teríamos:

    Cresci numa família.
    Para a minha família ler romances e assistir a filmes (...) não era considerado uma perda de tempo.


    Nota-se assim que a expressão adequada a ser utilizada é a presente na alternativa B (para a qual).

  • Aonde indica movimento

    Ex: Aonde você vai?

    Onde ocorre em situações estáticas

    Ex: A casa onde moro tem tiroteio todos os dias (Ilusão vendida da cidade maravilhosa)

  • ONDE: Transmite ideia de lugar fixo.

    AONDE: Transmite ideia de destino e movimento

    EM QUE: É como se fosse um ''coringa'', entretanto só pode ser utilizado quando não se tratar de lugar físico.

    MUITA ATENÇÃO!!

    ONDE sempre poderá ser substituído por EM QUE, mas o EM QUE só poderá ser substituído por ONDE quando for ideia de lugar.

  • Galera tem como alguém explicar novamente essa questão ?


ID
3703
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

A expressão com que preenche corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Discordo que a resposta correta seja A, na verdade a resposta correta seria a letra E:

    A) As ficções, sobretudo as da meninice, COM AS QUAIS o autor tanto conviveu e se impressionou, marcaram-no para sempre.

    B)O exemplo de "O Caçador de Pipas", AO QUAL devemos atentar, é um caso de particularismo cultural que imediatamente se universaliza.

    c) A "mágica da ficção" é um efeito artístico COM O QUAL o autor, já em seus primeiros contatos com esse universo, demonstrou sua preferência.

    d) As experiências da vida comum, AS QUAIS muita gente não atribui valor especial, revelam-se extraordinárias ao ganhar forma artística.

    e)O entusiasmo QUE o autor demonstrou pelas ficções prova sua convicção quanto à verdade expressa pelas artes.

  • Concordo com o colega Julius. Não considero a resposta oficial como correta. Alguém comenta?
  • Na letra a: o autor conviveu COM as ficções. Portanto, com que. Correta.b) devemos atentar AO exemplo. Não cabe "com que".c) mostrou sua preferência A a (à) mágica. Não cabe "com que".d) não atribui valor A as (às) experiências. Não cabe "com que".e) demonstrou entusiasmo pelas ficções. Não cabe "com que", apenas "que".
  • Julius, que equivale a o qual ou a qual, então com que equivale a com a qual ou com o qual.
    LETRA A
  • Eu também errei essa questão marcando a letra "e". Mas o colega Michel  está certo. O pronome "que" deve ser utilizado com referência à coisa ou pessoas antecedentes.
    Pex. O livro a que se referiu foi editado. LIVRO = coisa. E quem se refere, se refere a. Logo o pronome faz regência com o verbo "referir".
    Já os pronomes o qual, os quais, a qual, as quais, têm a mesma utilidade do pronome relativo "que", ou seja, referem-se a coisa ou pessoa.
    Por isso poderíamos dizer: O livro ao qual se referiu foi editado.

    No caso em tela: As ficções, sobretudo as da meninice, (com as quais ou com que) ...... o autor tanto conviveu e se impressionou, marcaram-no para sempre

     

  • a) Conviver - Regência VTI - Exige preposição com      ---->   com que / com o qual
    b) Atentar   - Regência VTI - Exige preposição    a          ----> a que / ao qual
    c) Preferência a algo - O termo "Preferência" exige a preposição a ----> a que
    d) Atribui valor especial a algo ----> a que
    e) Demonstrar - Regência VTD ----> que

    Obs: O pronome relativo "que" pode ser substituido pelo pronome relativo "o qual".


ID
3721
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

Está correto o emprego da forma sublinhada na frase:

Alternativas
Comentários
  • Sinceramente, não entendi. Alguém pode me explicar?
  • "de cujas"?? tb não entendi!
  • O "de" concorda com o verbo agradar. Portanto, se vc retirasse a preposição antes do cujas, a oração ficaria errada.
  • a) lhes -> assistiam a eles.b) de cujas -> agradou das páginas.c) as -> considera as ficções.d) cujo -> ninguém contesta o valor.e) os -> o autor os louva (objeto direto).
  • Comentário objetivo:

    b) Quando o autor leu o romance "O Caçador de Pipas", de cujas páginas tanto se agradou, absorveu o sentido universal da história narrada.

    A alternativa acima está correta. Veja que são dois pontos a ser analisados:

    Em primeiro lugar o emprego do "cujas", que está corretíssimo, visto que ele faz a conexão entre o elemento possuidor (o romance "O Caçador de Pipas") e o elemento possuído (páginas).

    Por fim, a preposição "de" é necessária devida à regência do verbo "agradar". Note que "quem de agrada, se agrada DE alguma coisa". No caso, se agrada das páginas do romance "O Caçador de Pipas".

  • Sinceramente achei que o verbo louvar era transitivo indireto (quem louva, louva A alguém). No caso, louvar seria como amar? (quem ama, ama alguém)? Alguém pode explicar melhor? Obrigado.
  • Vinicius, neste caso quem louva, louva algo -> os hábitos de sua família.

    Entendeu?
  • AGRADAR: VTD (fazer agardo)
                        VTI (contentar)
  • Caros colegas,  o revisaço português 2015, 2 edição,  quanto à letra A  ele faz a seguinte obs : não será assistiam-nos nem assistiam -lhes. Será " assistiam a eles "》》 pq os verbos ASSISTIR, ASPIRAR, VISAR qnd VTI, não admitem a forma LHE.

  • Alguem poderia me explicar o erro da letra "D" 

  • Pedro Mendes, o erro da letra D:

     d) Admirar um romance de Dostoiévski, de cujo valor ninguém contesta, não exclui a possibilidade de se admirar o gênero policial.

    Sempre quando for resolver questões com o "cujo", lembre-se de que deves olhar sempre se se refere a um substantivo e olhar sua regência. Nesse caso o verbo constestar é verbo VTD, não sendo possível a preposição anteposta a ele. 

  • Gab B

    Correção em azul:

    Atentar-se à transitividade dos verbos.

    a)Na família do autor, romances eram lidos livremente; quanto aos filmes, todos também assistiam-nos com grande interesse. Assistiam aos filmes = assistiam-lhes. VTI>OI

    c)Muitos depreciam as ficções ? não o autor do texto, que lhes considera essenciais para a formação de um indivíduo. Considera essencial = considera – o. VTD>OD

    d)Admirar um romance de Dostoiévski, de cujo valor ninguém contesta, não exclui a possibilidade de se admirar o gênero policial. Ninguém contesta o valor = cujo valor ninguém contesta. VTD>OD.

    e)Rememorando os hábitos de sua família, louva-lhes o autor como estímulos essenciais para a sua formação de leitor. Louva os hábitos da família = louva-os. VTD>OD


ID
4006
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 9 a 14 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Permitir às empresas que utilizem, em projetos artísticos,
parte do dinheiro que gastariam com tributos. É esse o espírito
das leis de incentivo, sejam elas municipais, estaduais ou
federais. A proposta é simples: como no orçamento da maioria
dos governos os recursos destinados à cultura são geralmente
escassos, os artistas e produtores, em vez de recorrer ao
Estado, procuram patrocínio da iniciativa privada, com o
atraente argumento de que, sem desembolsar nenhum centavo,
além do que gastaria em impostos, o empresário poderá
vincular sua marca àquele livro, show, produção de artesanato
ou outra ação desse tipo.
A Lei Rouanet é o principal instrumento de captação de
recursos para iniciativas culturais no Brasil. Por meio dela, as
empresas podem investir em produções até 4% do imposto de
renda devido e deduzir o valor na hora de pagar ao Fisco. A
verba investida só não é abatida integralmente em investimentos
em filmes de ficção
? que já têm uma lei específica ? e
em projetos de música popular, cuja dedução é de 30% do valor
aplicado. Pessoas físicas também podem patrocinar iniciativas
culturais, com um desconto de, no máximo, 6% do imposto de
renda.
Há, ainda, as leis de incentivo à cultura estaduais, que
oferecem geralmente abatimentos no Imposto sobre Comércio
de Mercadorias e Serviços (ICMS), e municipais, que isentam
os investimentos do pagamento do Imposto sobre Serviços (ISS)
ou do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
(IPTU).

(Adaptado de Alan Infante, Vida Bosch, out/nov/dez 2005, p. 43)

O termo grifado está substituído por um pronome equivalente, de modo INCORRETO, no segmento:

Alternativas
Comentários
  • Essa é, talvez, a milésima questão da FCC sobre o tema que respondo hoje! Então atenção para a dica:
    observe que a opção E é a errada porque foi usado o pronome LHE com um verbo transitivo direto.
    Erradíssimo já que o pronome LHE substitui um objeto indireto, ou seja, o verbo da frase terá que ser sempre VTI (verbo transitivo indireto).

    Eu sempre "pergunto" ao verbo da frase para saber o tipo de objeto que o acompanha. Exemplo:
    a) que utilizem O QUE? parte do dinheiro (OBJETO DIRETO)= que a utilizem. = A (OBJETO DIRETO)
    b) sem desembolsar O QUE? nenhum centavo (OBJETO DIRETO) = sem desembolsá- lo. = LO (OBJETO DIRETO)
    c) que oferecem geralmente O QUE? abatimentos (OBJETO DIRETO) = que os oferecem. = OS (OBJETO DIRETO)
    d) também podem patrocinar O QUE? iniciativas culturais (OBJETO DIRETO) = podem patrociná-las. = LAS (OBJETO DIRETO)
    e) o empresário poderá vincular O QUE? sua marca (OBJETO DIRETO) = poderá vincular-lhe. - LHE (OBJETO INDIRETO)
    Ficou claro? Espero que sim e perseverança a todos.
  • Adorei a dica! Sempre me perco em questões desse tipo. Valeu.
  • Confundi aqui pq acreditei que o "lhe" nessa situação tem sentido de posse, hipótese que tmb cabe o uso. Por conta disso, a única opção é estudar mais

  • Quem vincula, vincula algo a alguém, não?


ID
4012
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Considere o final de um pedido endereçado a um industrial, em que um Diretor Cultural busca patrocínio para suas atividades.

             Dirijo-me a ...... para solicitar ...... atenção a nosso
          pedido, tornando possível a montagem de tão importante
          peça que, sem dúvida, atrairá grande público.

                           Atenciosamente,
          Diretor do Grupo de Teatro Raios e Trovões

            A ......
            Senhor Peri dos Montes Verdes
            Diretor-Presidente da Artefatos Quaisquer
            Nesta Cidade

 

As lacunas estão corretamente preenchidas, respectivamente, por

Alternativas
Comentários
  • alguém por gentileza poderia me explicar o porquê da assertiva?

  • Vossa Senhoria- deve-se usar o verbo na 3 pessoa (SUA atenção) e no endereço deve-se colocar SUA SENHORIA.

    Isso está no manual de redação da Presidência da República disponível no site do planalto.

  •  Quando está falando com a pessoa Vossa Senhoria -um diretor por exemplo .

    Quando está falando da pessoa ou se referindo a alguém usa-se Sua Senhoria,quando esta se referindo a um diretor por exemplo.

ID
4171
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto
seguinte.

Caso de injustiça

Quando adolescente, o poeta Carlos Drummond de
Andrade foi expulso do colégio onde estudava. A razão alegada:
"insubordinação mental". O fato: o jovem ganhara uma nota
muito alta numa redação de Português, mas o professor, ao lhe
devolver o texto avaliado, disse-lhe que ele talvez não a
merecesse. O rapaz insistiu, então, para que lhe fosse atribuída
uma nota conforme seu merecimento. O caso foi levado ao
diretor da escola, que optou pela medida extrema. Confessa o
poeta que esse incidente da juventude levou-o a desacreditar
por completo, e em definitivo, da justiça dos homens.
Está evidente que a tal da "insubordinação mental" do
rapaz não foi um desrespeito, mas uma reação legítima à
restrição estapafúrdia do professor quanto ao mérito que este
mesmo, livremente, já consignara. O mestre agiu com a
pequenez dos falsos benevolentes, que gostam de transformar
em favor pessoal o reconhecimento do mérito alheio.
Protestando contra isso, movido por justa indignação, o jovem
discípulo deu ao mestre uma clara lição de ética: reclamou pelo
que era o mais justo. Em vez de envergonhar-se, o professor
respondeu com a truculência dos autoritários, que é o reduto da
falta de razão. E acabou expondo o seu aluno à experiência
corrosiva da injustiça, que gera ceticismo e ressentimento.
A "insubordinação mental", nesse caso, bem poderia ter
sido entendida como uma legítima manifestação de amorpróprio,
que não pode e não deve subordinar-se à
agressividade dos caprichos alheios. Além disso, aquela
expressão deixa subentendido o mérito que haveria numa
"subordinação mental", ou seja, na completa rendição de uma
consciência a outra. O que se pode esperar de quem se rege
pela cartilha da completa subserviência moral e intelectual? Não
foi contra esta que o jovem se rebelou? Por que aceitaria ele
deixar-se premiar por uma nota alta a que não fizesse jus?
Muitas vezes um fato que parece ser menor ganha uma
enorme proporção. Todos já sentimos, nos detalhes de situações
supostamente irrelevantes, o peso de uma grande injustiça.
A questão do que é ou do que não é justo, longe de ser
tão-somente um problema dos filósofos ou dos juristas, traduzse
nas experiências mais rotineiras. O caso do jovem poeta
ilustra bem esse gosto amargo que fica em nossa boca, cada
vez que somos punidos por invocar o princípio ético da justiça.

(Saulo de Albuquerque)

É adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Errada, pois neste caso não é utilizado o artigo no meio da frase, o que normalmente se usa em início de frase;
    b) CERTA, pois usamos crase com o pronome 'a qual';
    c) Errada, pois usamos 'à que' no sentido de 'àquela que';
    d) Errada, pois há ocorrência de crase com a (= aquela), aquele, aquela e aquilo;
    e) Errado, pois 'O caso narrado deixa claro' é transitivo direto, não aceitando a preposição 'de';
  • A letra "a" está errada. Mas o motivo que percebi foi outro: A regência do verbo ASPIRAR - "Eis tudo A que o jovem Drumond aspirava"
  • na alternativa (a), concordo com um dos comentários anteriores:

    o verbo ASPIRAR significa “pretender”, “desejar”, “almejar” e exige complemento com a preposição “a”, sendo então Transitivo Indireto.

    então seria correto dizer "...eis tudo a que o jovem Drummond aspirava"
  • Comentário objetivo:

    a) Apenas uma avaliação justa de sua redação - eis tudo o que A QUE o jovem Drummond aspirava.

    b) "Insubordinação mental" foi a justificativa à qual recorreu a direção da escola para expulsar o adolescente.   PERFEITO!  

    c) "Subordinação mental" é a expressão à que A QUE chega o autor, subentendendo o sentido de uma outra.

    d) Entendendo o rapaz que não fazia jus aquela ÀQUELA nota, solicitou ao professor uma nova avaliação.

    e) O caso narrado deixa claro de que QUE pequenas injustiças podem gerar grandes ressentimentos. 

  • Bom dia!


    Alguém poderia me ajudar.

    A crase da letra C não seria exigida pela regência do verbo CHEGAR. Quem chegar, chega a algum lugar.



    Ajuda por favor!
  • a) Apenas uma avaliação justa de sua redação - eis tudo À QUAL/ A QUE o jovem Drummond aspirava. 
    b) "Insubordinação mental" foi a justificativa à qual recorreu a direção da escola para expulsar o adolescente. 
    c) "Subordinação mental" é a expressão A QUE chega o autor, subentendendo o sentido de uma outra. 
    d) Entendendo o rapaz que não fazia jus ÀQUELA nota, solicitou ao professor uma nova avaliação. 
    e) O caso narrado deixa claro QUE pequenas injustiças podem gerar grandes ressentimentos

  • Gab B

    Correção em azul

    a)Apenas uma avaliação justa de sua redação - eis tudo o que o jovem Drummond aspirava. Aspirava a uma avaliação =>VTI = a que.

    c)"Subordinação mental" é a expressão à que chega o autor, subentendendo o sentido de uma outra. Não há crase antes do pronome relativo que.

    d)Entendendo o rapaz que não fazia jus aquela nota, solicitou ao professor uma nova avaliação. Fazia jus a aquela nota = àquela

    e)O caso narrado deixa claro de que pequenas injustiças podem gerar grandes ressentimentos. Deixa claro que => VTD = que


ID
4207
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto
seguinte.

Falamos o idioma de Cabral?

Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou o
monte Pascoal, certamente não foi "terra ã vishta", assim, com
o "a" abafado e o "s" chiado que associamos ao sotaque
português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam
vogais nem chiavam nas consoantes - essas modas surgiram
no século XVII. Cabral teria berrado um "a" bem aberto e dito
"vista" com o "s" sibilante igual ao dos paulistas de hoje. Na
verdade, nós, brasileiros, mantivemos sons que viraram arcaísmos
empoeirados para os portugueses.
Mas, se há semelhanças entre a língua do Brasil de hoje
e o português antigo, há ainda mais diferenças. Boa parte delas
é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número
imenso de negros que não falavam português. "Já no século
XVI, a maioria da população da Bahia era africana", diz Rosa
Virgínia Matos, lingüista da Universidade Federal da Bahia.
"Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, sem escola",
afirma. Na ausência da educação formal, a mistura de idiomas
torna-se comum e traços de um impregnam o outro. "Assim os
negros deixaram marcas definitivas", diz Rosa.
Também no século XVI, começaram a surgir diferenças
regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas
costeiras, onde os índios foram dizimados e se multiplicaram os
escravos africanos. No outro, o interior, persistiam as raízes
indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as
imigrações, que geraram diferentes sotaques.
Mas o grande momento de constituição de uma língua
"brasileira" foi o século XVIII, quando se explorou ouro em
Minas Gerais. "Lá surgiu a primeira célula do português brasileiro",
diz Marlos Pessoa, da Universidade Federal de Pernambuco.
A riqueza atraiu gente de toda parte - portugueses,
bandeirantes paulistas, escravos que saíam de moinhos de
cana e nordestinos. Ali, a língua começou a uniformizar-se e a
exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas
comerciais que a exploração do ouro criou.

(Super Interessante. Almanaque de férias 2003. São
Paulo, Abril, 2003, pp. 50-51)

A língua começou a uniformizar-se e a exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas comerciais que a exploração do ouro criou.

Se na frase acima substituirmos a forma verbal criou pela forma deu ensejo, o termo que deverá dar lugar à expressão

Alternativas
Comentários
  • O que está errado em: a cujas (ROTAS) a exploração do ouro deu ensejo ?
  • Julius, acho que o erro está em não haver possuidor e possuído na frase.
  • O que está errado em: a cujas (ROTAS) a exploração do ouro deu ensejo ?- Para que a alternativa A estivesse correta, o pronome relativo CUJAS deveria estar no singular para combinar com o substantivo exploração e o artigo "a" antes de exploração não deveria existir, pois não admite-se artigo após cujo, cuja, cujos, cujas.A frase poderia ser reescrita: A língua começou a uniformizar-se e a exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas comerciais a cuja exploração do ouro deu ensejo.Como na questão não há a alternativa A CUJA, a correta é a letra D, A QUE.
  • Inicialmente temos na questão:

    ...que a exploração do ouro criou

    Neste caso o que é PRONOME RELATIVO. A função do PRONOME RELATIVO é basicamente substituir o SUBSTANTIVO que o antecede, neste caso é "rotas comerciais".
    O PRONOME RELATIVO sempre terá função sintática na oração, que neste caso ele é OBJETO DIRETO do verbo CRIAR.

     Então, substituindo ficaria...   A exploração do ouro criou rotas comerciais. 

    Depois:
    com a mudança do verbo CRIAR pelo verbo DAR há mudança radical no OBJETO, deixa de exigir OBJETO DIRETO e passa a exigir OBJETO DIRETO E INDIRETO.
    " A exploração do ouro deu ensejo"... ????...a rotas comerciais. Observe que o verbo DAR exige OBJETO DIRETO(ensejo) e INDIRETO( a rotas comerciais, o "a"não é artigo.)

    Acredito ser isso.
  • É só fazer a pergunta: "deu ensejo ...a que?" Parece-me o mais adequado!


ID
4654
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

Ensino que ensine

Jogar com as ambigüidades, cultivar o improviso, juntar
o que se pretende irreconciliável e dividir o que se supõe
unitário, usar falta de método como método, tratar enigmas
como soluções e o inesperado como caminho
? são traços da
cultura do povo brasileiro. Estratégias de sobrevivência? Por
que não também manancial de grandes feitos, tanto na prática
como no pensamento? A orientação de nosso ensino costuma
ser o oposto dessa fecundidade indisciplinada: dogmas
confundidos com idéias, informações sobrepostas a
capacitações, insistência em métodos "corretos" e em respostas
"certas", ditadura da falta de imaginação. Nega-se voz aos
talentos, difusos e frustrados, da nação. Essa contradição
nunca foi tema do nosso debate nacional.

Entre nós, educação é assunto para economistas e
engenheiros, não para educadores, como se o alvo fosse
construir escolas, não construir pessoas. Preconizo revolução
na orientação do ensino brasileiro. Nada tem a ver com falta de
rigor ou com modismo pedagógico. E exige professorado
formado, equipado e remunerado para cumprir essa tarefa
libertadora.

Em matemática, por exemplo, em vez de enfoque nas
soluções únicas, atenção para as formulações alternativas, as
soluções múltiplas ou inexistentes e a descoberta de problemas,
tão importante quanto o encontro de soluções. Em leitura e
escrita, análise de textos com a preocupação de aprofundar,
não de suprimir possibilidades de interpretação; defesa, crítica e
revisão de idéias; obrigação de escrever todos os dias,
formulando e reformulando sem fim. Em ciência, o despertar
para a dialética entre explicações e experimentos e para os
mistérios da relação entre os nexos de causa e efeito e sua
representação matemática. Em história, e em todas as
disciplinas, as transformações analisadas de pontos de vista
contrastantes.

Isso é educação. O resto é perda de tempo. (...) Quem
lutará para que a educação no Brasil se eduque?

(Roberto Mangabeira Unger, Folha de S. Paulo, 09/01/2007)

Nosso sistema de ensino tem falhas estruturais; para revolucionar nosso sistema de ensino, seria preciso despir nosso sistema de ensino dos dogmas que norteiam nosso sistema de ensino.

Evitam-se as viciosas repetições do trecho acima substituindo- se os segmentos sublinhados, respectivamente, por

Alternativas
Comentários
  • Quando os Verbos são Transitivos Diretos, utiliza-se o, a, lo, la e variações

    Quando foi VTI utiliza-se lhe e lhes! ;)
  • Complementando:

    Em verbos transitivos diretos usa-se (o, a, os e as)

    Se termina em S, R ou Z. Nesse caso usa-se (lo, la, los, las)

    Se termina em M, ÃO ou ÕE, usa-se (no, na, nos, nas)
  • Vale acrescentar também que o pronome LHE deve referir-se a pessoa.
    Só com isso já dava para resolver a questão
  • Para responder de forma mais prática e rápida, procure se sem algum verbo em que antes tenha uma palavra atrativa (para fazer próclise).

    Só aí já se eliminam algumas alternativas. É o que ocorre nessa questão. O que (até quando subtendida) atrai, fazendo que restem apemas duas alternativas. Daí é só olhar o verbo depois, que no caso são VTD.


    Nosso sistema de ensino tem falhas estruturais; para
     revolucionar (VTD) nosso sistema de ensino, seria preciso despir (VTD) nosso sistema de ensino dos dogmas que (paralvra atrativa - cortam 3 alternativas restando a letra a e c) norteiam nosso sistema de ensino

    Evitam-se as viciosas repetições do trecho acima substituindo- se os segmentos sublinhados, respectivamente, por
    •  a) revolucioná-lo - despi-lo - o norteiam
    •  b) o revolucionar - despi-lo - lhe norteiam
    •  c) revolucionar-lhe - despir-lhe - o norteiam
    •  d) revolucioná-lo - despir-lhe - norteiam-no
    •  e) o revolucionar - despir-lhe - o norteiam
  • Para quem não sabe o que é VTD e VTI 


    TRANSITIVOS DIRETOS

    Não possuem sentido completo, logo precisam se um complemento (objeto). Esses complementos (sem preposição), são chamados de objetos diretos.

    Ex.: Maria comprou um livro.

    "Um livro" é o complemento exigido pelo verbo. Ele não está acompanhado de preposição. "Um livro" é o objeto direto. Note que se disséssemos: "Maria comprou." a frase estaria incompleta, pois quem compra, compra alguma coisa. O verbo comprar é transitivo direto.

    TRANSITIVOS INDIRETOS

    Também não possuem sentido completo, logo precisam de um complemento, só que desta vez este complemento é acompanhado de uma preposição. São chamados de objetos indiretos.

    Ex. Gosto de filmes.

    "De filmes" é o complemento exigido pelo verbo gostar, e ele está acompanhado por uma preposição (de). Este complemento é chamado de objeto indireto. O verbo gostar é transitivo indireto


    Fonte: http://www.infoescola.com/portugues/predicacao-verbal-2/


ID
5044
Banca
CESGRANRIO
Órgão
EPE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

RECOMEÇAR!

"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).

Assinale a opção em que o pronome pessoal de tratamento referente ao cargo NÃO deve ser abreviado.

Alternativas
Comentários
  • Questão no mínimo estranha....

    Na minha modesta opinião tanto o cargo de Presidente da República quanto o do Papa são abreviados.

    Presidente da República - V.Exª.( Vossa Excelência)

    Papa - V.S. (Vossa Santidade)

    Se alguém souber a pegadinha da pergunta .... agradeço...

    Bons estudos!!!!!!!!!

  • É apenas uma regra que se deve seguir.

    Pronome de Tratamento

     

      • Conforme o Manual de Redação da Presidência da República de 1991 e de acordo com o decreto nº 468/92 e com a Instrução Normativa Nº. 04, de 6 de março de 1992, da Secretaria da Administração Federal, estabelece que nas comunicações oficiais deve-se observar a utilização adequada dos pronomes de tratamento, considerando-se não somente a área de atuação da autoridade (civil, militar, etc.),

    Não se abrevia o vocativo na correspondência dirigida aos três Chefes de Poder, grafando-se:

     

  • Excelentíssimo Senhor Presidente da República
  • Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional
  • Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal
  • Exmº. Sr.
    Exmª. Sra.









    Presidente da República*, Vice-Presidente da República*, Presidentes dos Supremos Tribunais*, Presidentes de Legislativos*, Governadores*, Vice-Governadores*, Prefeitos*, Reitor de Universidade*, Ministros de Estados, Membros do Congresso e Senado Nacional, Desembargadores e Juizes de Tribunais, Embaixadores, Diretor Geral, Departamento de Polícia Federal, Procurador-Geral da República, Procuradores-Gerais, Embaixadores, Membros do Legislativo, Autoridades Militar o mínimo de General de Brigada, Arcebispos, Bispos, Núncio Apostólico.

    * A essas autoridades aconselha-se não abreviar o pronome de tratamento. Santíssimo Padre Papa
  • Alguém por favor pode explicar isso com maestria?
  • tipo de questão que eu já vou chutando kkk

  • Respondendo a questão em 2021, não sei se houve alguma alteração, mas de acordo com um material de estudos que tenho, indica que não abrevia:

    • Presidente da república, Presidente do Congresso Nacional e Presidente do Supremo Tribunal Federal.

    Papa abrevia com V.S (de Vossa Santidade)

    Alguém poderia explicar se é isso mesmo? Ou seria questão passível de recurso?

  • Membros dos poder executivo federal não se usa mais pronome de tratamento,pois o presidente Bolsonaro aboliu.

    EX : SENHOR PRESIDENTE , SENHOR DEPUTADO ETC.


ID
5488
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Transpetro
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O QUE É... DECISÃO


No mundo corporativo, há algo vagamente conhecido
como "processo decisório", que são aqueles insondáveis
critérios adotados pela alta direção da empresa
para chegar a decisões que o funcionário não consegue
entender. Tudo começa com a própria origem da palavra
"decisão", que se formou a partir do verbo latino caedere
(cortar). Dependendo do prefixo que se utiliza, a palavra
assume um significado diferente: "incisão" é cortar para
dentro, "rescisão" é cortar de novo, "concisão" é o que já
foi cortado, e assim por diante. E dis caedere, de onde
veio "decisão", significa "cortar fora". Decidir é, portanto,
extirpar de uma situação tudo o que está atrapalhando e
ficar só com o que interessa.
E, por falar em cortar, todo mundo já deve ter
ouvido a célebre história do não menos célebre rei
Salomão, mas permitam-me recontá-la, transportando
os acontecimentos para uma empresa moderna. Então,
está um dia o rei Salomão em seu palácio, quando duas
mulheres são introduzidas na sala do trono. Aos berros
e puxões de cabelo, as duas disputam a maternidade
de uma criança recém-nascida. Ambas possuem
argumentos sólidos: testemunhos da gravidez recente,
depoimentos das parteiras, certidões de nascimento.
Mas, obviamente, uma das duas está mentindo: havia
perdido o seu bebê e, para compensar a dor, surrupiara
o filho da outra. Como os testes de DNA só seriam
inventados dali a milênios, nenhuma das autoridades
imperiais consultadas pelas litigantes havia conseguido
dar uma solução satisfatória ao impasse.
Então Salomão, em sua sabedoria, chama um
guarda, manda-o cortar a criança ao meio e dar metade
para cada uma das reclamantes. Diante da catástrofe
iminente, a verdadeira mãe suplica: "Não! Se for assim, ó
meu Senhor, dê a criança inteira e viva à outra!", enquanto
a falsa mãe faz aquela cara de "tudo bem, corta aí". Pronto.
Salomão manda entregar o bebê à mãe em pânico, e a
história se encerra com essa salomônica demonstração
de conhecimento da natureza humana.
Mas isso aconteceu antigamente. Se fosse hoje,
com certeza as duas mulheres optariam pela primeira
alternativa (porque ambas teriam feito um curso de Tomada
de Decisões). Aí é que entram os processos decisórios
dos salomões corporativos. Um gerente salomão
perguntaria à mãe putativa A: "Se eu lhe der esse menino,
ó mulher, o que dele esperas no futuro?" E ela diria:
"Quero que ele cresça com liberdade, que aprenda a cantar
com os pássaros e que possa viver 100 anos de felicidade".
E a mesma pergunta seria feita à mãe putativa B, que de
pronto responderia: "Que o menino cresça forte e obediente
e que possa um dia, por Vossa glória e pela glória
de Vosso reino, morrer no campo de batalha". Então, sem
piscar, o gerente salomão ordenaria que o bebê fosse
entregue à mãe putativa B.
Por quê? Porque na salomônica lógica das
empresas, a decisão dificilmente favorece o funcionário
que tem o argumento mais racional, mais sensato, mais
justo ou mais humano. A balança sempre pende para os
putativos que trazem mais benefício para o sistema.

GEHRINGER, Max. Revista Você S/A, jan. 2002.

Assinale a opção em que a alteração, assinalada em negrito, feita em relação à forma original está correta.

Alternativas
Comentários
  • Adverbios possuem a características de puxarem o pronome "se" para eles, por isso, a correção foi feita corretamente.

    Quanto à opção a) Está errada porque quem utiliza, utiliza alguma coisa e não "utiliza de alguma coisa".
  • Diante da locução verbal, não se tratando de particípio, pode usar ênclise ou próclise.

  • Não entendi nada

  • estou triste :(
  • regra da próclise

    tudo que obriga pronome antes do verbo

    negativos

    pronomes relativo que cuja

    advérbios

    pronomes demonstrativos

    pronomes indefinidos

    conjunções subordinadas

    expressões interrogativas

    EM + GERUNDIO

    FRASES QUE EXPRIMAM DESEJO :

    que a levem

    tomara

    quero

    desejo

    gostaria

    MAS Além de conjunção, mas também pode um advérbio. Como advérbio, dá ênfase a uma afirmação.

  • GABARITO = B

  • Gabarito B

    "E, por falar em cortar, todo mundo já deve ter

    ouvido a célebre história do não menos célebre rei

    Salomão, mas permitam-me recontá-la, transportando

    os acontecimentos para uma empresa moderna. "

    Mas ⇾ No texto tem função de conjunção adversativa

    Pode ser usado próclise ou ênclise


ID
5590
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Transpetro
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O QUE É... DECISÃO No mundo corporativo, há algo vagamente conhecido como "processo decisório", que são aqueles insondáveis critérios adotados pela alta direção da empresa para chegar a decisões que o funcionário não consegue entender. Tudo começa com a própria origem da palavra "decisão", que se formou a partir do verbo latino caedere (cortar). Dependendo do prefixo que se utiliza, a palavra assume um significado diferente: "incisão" é cortar para dentro, "rescisão" é cortar de novo, "concisão" é o que já foi cortado, e assim por diante. E dis caedere, de onde veio "decisão", significa "cortar fora". Decidir é, portanto, extirpar de uma situação tudo o que está atrapalhando e ficar só com o que interessa. E, por falar em cortar, todo mundo já deve ter ouvido a célebre história do não menos célebre rei Salomão, mas permitam-me recontá-la, transportando os acontecimentos para uma empresa moderna. Então, está um dia o rei Salomão em seu palácio, quando duas mulheres são introduzidas na sala do trono. Aos berros e puxões de cabelo, as duas disputam a maternidade de uma criança recém-nascida. Ambas possuem argumentos sólidos: testemunhos da gravidez recente, depoimentos das parteiras, certidões de nascimento. Mas, obviamente, uma das duas está mentindo: havia perdido o seu bebê e, para compensar a dor, surrupiara o filho da outra. Como os testes de DNA só seriam inventados dali a milênios, nenhuma das autoridades imperiais consultadas pelas litigantes havia conseguido dar uma solução satisfatória ao impasse. Então Salomão, em sua sabedoria, chama um guarda, manda-o cortar a criança ao meio e dar metade para cada uma das reclamantes. Diante da catástrofe iminente, a verdadeira mãe suplica: "Não! Se for assim, ó meu Senhor, dê a criança inteira e viva à outra!", enquanto a falsa mãe faz aquela cara de "tudo bem, corta aí". Pronto. Salomão manda entregar o bebê à mãe em pânico, e a história se encerra com essa salomônica demonstração de conhecimento da natureza humana. Mas isso aconteceu antigamente. Se fosse hoje, com certeza as duas mulheres optariam pela primeira alternativa (porque ambas teriam feito um curso de Tomada de Decisões). Aí é que entram os processos decisórios dos salomões corporativos. Um gerente salomão perguntaria à mãe putativa A: "Se eu lhe der esse menino, ó mulher, o que dele esperas no futuro?" E ela diria: "Quero que ele cresça com liberdade, que aprenda a cantar com os pássaros e que possa viver 100 anos de felicidade". E a mesma pergunta seria feita à mãe putativa B, que de pronto responderia: "Que o menino cresça forte e obediente e que possa um dia, por Vossa glória e pela glória de Vosso reino, morrer no campo de batalha". Então, sem piscar, o gerente salomão ordenaria que o bebê fosse entregue à mãe putativa B. Por quê? Porque na salomônica lógica das empresas, a decisão dificilmente favorece o funcionário que tem o argumento mais racional, mais sensato, mais justo ou mais humano. A balança sempre pende para os putativos que trazem mais benefício para o sistema. GEHRINGER, Max. Revista Você S/A, jan. 2002.

Assinale a opção em que a alteração, assinalada em negrito, feita em relação à forma original está correta.

Alternativas
Comentários
  • Gab. B) “mas permitam-me recontá-la,” (l. 16)    |    ...mas me permitam recontá-la,

  • Nesse caso tnt faz próclise ou ênclise?

  • Acho que sim pois é locução verbal sem participio

  • Conjunção coordenativa adversativa = proclise ou enclise


ID
5680
Banca
CESGRANRIO
Órgão
EPE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Memória
Potencial para o futuro


Treinar a memória equivale a treinar os músculos
do corpo ? é preciso usá-la ou ela atrofia. Há duas boas
maneiras para fazer isso: a primeira é a leitura, porque,
no instante em que se lê algo, ativam-se as memórias
visual, auditiva, verbal e lingüística. "A qualidade do que
se lê importa mais que a quantidade, porque gostar do
assunto gera interesse", diz o médico e pesquisador
Iván Izquierdo, diretor do Centro de Memória da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A memória
sofre influência do humor e da atenção, despertada
quando existe interesse em determinado assunto ou
trabalho ? o desinteresse, ao contrário, é uma espécie
de "sedativo", que faz a pessoa memorizar mal. A outra
forma de deixar a memória viva é o convívio com
familiares e amigos, com quem se podem trocar idéias
e experiências. "Palavras cruzadas são inferiores à
leitura, mas também ajudam. Da mesma forma que ouvir
uma música e tentar lembrar a letra ou visitar uma cidade
para onde já se viajou e relembrar os pontos mais
importantes", afirma Izquierdo.
É preciso corrigir o estilo de vida para manter a
memória funcionando bem. "Uma pessoa de 40 anos
só sofre de esquecimento se viver estressada e tiver
um suprimento de informações acima do que é capaz
de processar. Não dá para esperar o mesmo nível de
retenção de informação quando se lê um e-mail enquanto
se conversa ao telefone e é interrompido pela secretária.
É preciso dar tempo para o cérebro", explica o psiquiatra
Orestes Forlenza, da USP.
Segundo Barry Gordon, professor da Johns Hopkins
Medical Institution, a memória "comum" focaliza coisas
específicas, requer grande quantidade de energia mental
e tem capacidade limitada, deteriorando-se com a idade.
Já a "inteligente" é um processo que conecta pedaços
de memória e conhecimentos a fim de gerar novas
idéias. É a que ajuda a tomar decisões diárias, aquela
"luz" que se acende quando se encontra a solução de
um problema. Por exemplo: a comum esquece o
aniversário da mulher; a inteligente lembra o que poderia
ser um presente especial para ela. A comum esquece
o nome de um conhecido encontrado na rua; a
inteligente lembra o nome da mulher dele e onde ele
trabalha, pistas que acabam levando ao nome da
pessoa.

CLEMENTE, Ana Tereza; VEIGA, Aida. Receitas para a inteligência.
Revista Época. 31 out.2005. p.77-78.

Em relação ao comentário gramatical, assinale o item INCORRETO.

Alternativas
Comentários
  • Vamos lá...

    Letra "A" está correta porque o primeiro "a" é um artigo, caracterizando a memória e o segundo "a" é uma preposição, já que coisas equivalentes são equivalentes "A" alguma coisa.

    Letra "B"... bom, ninguém errou essa, não tem o que falar também.

    Letra "C", este porque junto é explicativo, portanto, qualquer palavra ou locução com sentido explicativo ali não mudaria a semântica.

    Letra "D" - Idéias acentua-se por ser um ditongo aberto (os famosos éi, éu, ói), e já dá pra ver que experiência não é. Aliás, ideia e ideias perderão os acentos a partir das provas em 2010, já que segundo o acordo ortográfico, ditongos abertos terminados em vogais baixas (a e o) não se acentuam mais.

    Letra "E" - Correto, quem é inferior é inferior A alguma coisa ou alguém - portanto, rege-se pela preposição a.
  • A ORAÇÃO REFERIDA NA LINHA 6-7, CONFORME A INDICAÇÃO NA LETRA "C" É UMA ORAÇÃO SUBORDINADA CAUSAL, PORTANTO TODA CONJUNÇÃO CAUSAL NÃO MUDARIA A SEMÂNTICA! NÃO VISUALIZEI NO MOMENTO DO MEU ERRO. NOSSO COLEGA INFORMOU QUE É UMA CONJUNÇÃO EXPLICATIVA, O MESMO ESTÁ TOTALMENTE EQUIVOCADO, POIS EXPLICATIVA É DE UMA ORAÇÃO COORDENATIVA E NÃO EXISTE EM SUA LISTA O "JÁ QUE". DE FATO O ERRO ESTÁ NA LETRA D, CONFORME A EXPLICAÇÃO DO NOSSO NOBRE COLEGA.

  • Deixa de existir o acento agudo nos ditongos abertos ei e oi das palavras paroxítonas, de acordo com o novo acordo artografico. 
    A questão encontra-se desatualizada.
  • O novo acordo ortográfico será cobrado APENAS a partir de 2013. Portanto, não está desatualizada a questão.
  •  a) Os vocábulos destacados em "Treinar a memória equivale a treinar os músculos do corpo ? " (l. 1-2) pertencem a classes gramaticais diferentes. CORRETO. No primeiro o "a" é artigo e no segundo é preposição.
     
     
     b) Em "é preciso usá-la..." (l. 2), o pronome oblíquo faz referência semântica à "memória" (l. 1). CORRETO
     
     
     c) Na passagem "porque gostar do assunto gera interesse'," (l. 6-7), a palavra destacada não sofre alteração de sentido se for substituída por já que. Correto. A idéia permanece conclusiva.
     
     
     d) Os vocábulos "idéias" e "experiências" (l. 15-16) acentuam-se pela mesma regra. ERRADA . NA REGRA ANTIGA (QUE AINDA PODE SER COBRADA EM CONCURSOS, ATÉ O FINAL DE 2012), PAROXíTONAS COM DITONGO ABERTO -ÉI SÃO ACENTUADAS. NA SEGUNDA, a PALAVRA É PAROXíTONA TERMINADA EM DITONGO CRESCENTE.
     
     
     e) Em "Palavras cruzadas são inferiores à leitura," (l. 16-17), o emprego da preposição constitui caso de regência. CORRETO
  • Nossa! Errei a questão pq juro que li na letra E "constitui erro de regência" rsssss
  • So para saber....
    BRASÍLIA e RIO — A presidente Dilma Roussef decidiu prorrogar por mais três anos a entrada em vigor, em caráter definitivo, do novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa. Em decreto publicado ontem no “Diário Oficial”, a presidente determina que o período de transição para implementação das novas regras vai até 31 de dezembro de 2015. O prazo original ia até 31 de dezembro de 2012.

    Com o novo decreto, as determinações do novo acordo deverão ser seguidas, obrigatoriamente, a partir de 2016. Durante a transição, valem as duas normas ortográficas


    fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/acordo-ortografico-so-entrara-em-vigor-em-2016-7150751#ixzz2LYDQ0hPs
    .

ID
5827
Banca
CESGRANRIO
Órgão
MPE-RO
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O tempo do desenvolvimento

        Levei minha moto para ser consertada em uma
pequena oficina no centro de Genebra. O mecânico abriu
uma agenda (como as de médico) e me instruiu para
que em oito dias voltasse com a moto às 2h e que fos-
se buscá-la às 3h15min. E assim foi. Ainda naquela re-
gião, procurei um carpinteiro. Sem olhar a agenda, ele
foi logo dizendo que estava ocupado pelos próximos três
meses. Contudo, havia uma chance no fim de sema-
na seguinte. Se chovesse, nada feito, não se abre telha-
do com chuva. Se fizesse sol, ele ia escalar um pico
próximo. Mas, se o tempo estivesse nublado, aí talvez
fosse possível. As cartas estavam na mesa, com toda a
sinceridade.
        Um professor chinês em Yale, segurando a xícara
de café, ficava olhando o ponteiro de segundos do
relógio da sala de aula. Quando marcava 8h em ponto,
começava a aula.[...]
        Nos Estados Unidos, é prática corrente lojas e
oficinas darem um prazo máximo para a entrega dos
serviços. Em geral, terminam antes. Mas o cliente
planeja sua vida para o prazo máximo.
        Aqui em Pindorama vivemos numa sociedade que
mescla o melhor e o pior do respeito pelo tempo. Eu tinha
um amigo radicado nos Estados Unidos. Na época em
que morou no Rio, ele costumava marcar com seus
colegas de tênis partidas para o dia seguinte.
Não apareciam ou chegavam atrasados. Voltando a
Washington, passou a marcar partidas com mais de três
meses de antecedência. Na hora aprazada, estavam
todos lá.
        Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a
conferência marcada para as 10h começará em
horas diferentes, dependendo do ministério.
N o Itamaraty, começa na hora. Na área econômica,
cabem alguns minutos de tolerância. Na área social,
estão todos muito ocupados, e meia hora de atraso não
é incomum. Curioso, os ministérios mais eficazes são
aqueles em que as reuniões começam na hora.
        Quem marca com o consertador do computador,
da televisão, da pia ou da máquina de lavar terá uma
surpresa se a criatura vier – e mais ainda se chegar na
hora marcada. Já nas empresas modernas, a chance
de andar no horário é bem maior.[...]
        Tais exemplos dizem o que todos já sabem, pelo
menos na teoria: tempo é dinheiro. A riqueza é resultante
do trabalho. O trabalho é a aplicação do tempo em
atividades produtivas. Quanto mais tempo se perde por
desorganização ou esperando pelos outros, menos
tempo se utiliza produzindo e menos riqueza é gerada.
E isso sem ganhar em lazer.[...]
       O respeito pelo tempo dos outros aumenta a
produtividade social, pois o tempo de todos não é
desperdiçado pelas esperas. Aliás, fazer com antece-
dência é mais rápido e mais barato. Planejamento é
isso. O tempo do desenvolvimento é o aprendizado
social de estruturar o tempo de cada um e cada um não
atrapalhar o tempo dos outros.

CASTRO, Claudio de Moura, Revista Veja, 24 mar. 2004 (adaptado).

Indique a opção em que o pronome oblíquo NÃO está colocado corretamente, de acordo com a norma culta.

Alternativas
Comentários
  • Odeio questões de colocação pronominal com locuções verbais.
    Mas vamos lá:
    Pelos gramáticos, com uma locução verbal formada de auxiliar + particípio, se
    a) Não há fator de próclise: o pronome deve ser colocado depois do verbo auxiliar.
    b) Se houver fator de próclise: pronome antes do auxiliar.

    OU SEJA, NUNCA o pronome virá DEPOIS DO PARTICÍPIO nessas locuções verbais.

    obs: Creio que a rigor, caberia recurso para essa questão, pois não há, a rigor, fator de próclise que justifique as proposições "C" e "E", de acordo com os gramáticos mais tradicionais.
    (ora se em B se adimite a mesóclise, afirma-se que não há fator de próclise e assim a proposição C estaria falsa tb.
    Ademais, o mesmo entendimento - não haver fator de próclise- também tornaria a proposição E incorreta)
  • Apontando somente o erro da alternativa, temos:

    O professor tinha levado a moto para ser consertada - tinha levado-a.

    Locução verbal formada com o particípio, há uma limitação maior. Só duas colocações são rigorosamente corretas, uma delas com a palavra atrativa e a outra não permite ênclise no verbo principal.
  • NA LETRA C,  O VERBO ESTA NO FUTURO DOPRETERITO, NO CASO, OCORRERIA MESOCLISE! POR QUE NAO FOI CONSIDERADA CERTA A OPÇAO?

  • fácil.....

    Quando a locução verbal for um particípio, não é aceito ênclise no verbo principal.

    ITEM A) Caso de próclise facultativo. Nesse caso, devido ao substantivo "professor", a colocação pronominal pode ser tanto próclise quanto ênclise.

    ITEM B) Caso de próclise facultativo. Nesse caso, devido ao substantivo "professor", a colocação pronominal pode ser tanto próclise quanto mesóclise (devido o verbo estar no futuro do indicativo).

    ITEM C) Caso de próclise facultativo. O mesmo caso do ITEM B.

    ITEM D) Quando a locução verbal for um particípio, não é aceito ênclise no verbo principal.

    ITEM E) Caso de próclise facultativo. devido ao substantivo "professor".

  • não entendo. A frase c está no futuro do pretérito ok? Não seria caso de mesoclise?
  • Referente a alternativa C, sim, o verbo está no futuro do pretério e adimite-se a mesóclise, porém a próclise neste casso é facultativa - posposto a substantivo - (professor no caso da questão) não estando errado empregá-la. A questão pede a alternativa INCORRETA, onde só há uma que é a alternativa D

  • Gab. D) O professor tinha levado a moto para ser consertada - tinha levado-a.

    Tinha-a levado.

  • Já estou ficando tonta de tanta colocação pronominal.

  • não se utiliza enclise em participios.. aprender as proibiçoes eh facil e vc ja mata um monte de questoes..as regras das proclises atrativas sao importantes mas aprenda primeiro as proibiçoes.. e este eh mais um caso.. fiquei na duvida com a mesoclise pois aprendi que entra depois do R.. mais pelo que vi existe mesoclise retirando.. leva-la nao tem R jah levar-nos tem.. entao faço lava-los-ia e lavar-nos-ia.. mesmo acertando aprendemos muito tambem com as outras alternativas...

  • Pessoal temos caso de próclise facultativa em todas as proposições ( O PROFESSOR é o SUJEITO= igual a fator facultativo de próclise).

    Letra D, CAUSA DO ERRO, particípio não admite ênclise!

  • Depois de ADO, Depois de IDO nada será METIDO !!!!

  • Aprendo bastante com as resoluções de questões comentadas :)

  • Enclise não é permitido em particípio

  • Só pra deixar claro , na letra C , o sujeito é explícito, então fica facultativo o uso de mesóclise ou próclise.

    Quando o sujeito não for explícito e o verbo estiver no futuro do indicativo é obrigatório a próclise.

  • Se sabemos quem é o sujeito de forma explicita - O PROFESSOR - a próclise ou ênclise - É FACULTATIVA

    não devemos esquecer que verbos em participio ADO - IDO não podem ter ênclise

    erro da letra D

  • a letra C também esta errada.

    levá-la-ia. corrijam-me caso eu tenha errado.

  • Locução Verbal, com o Verbo Principal no Particípio não terá ênclise.


ID
6391
Banca
ESAF
Órgão
MTE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical.

A história do petróleo no Brasil, dos primeiros passos até este(1) novo degrau, que é a conquista da autosuficiência, não tem nome ou fisionomia particular. Pertence, na verdade, a todos os (2) brasileiros e administradores que acreditaram na possibilidade de o nosso país desenvolver o seu setor de petróleo com competência e talento. Ela foi escrita, capítulo a(3) capítulo, por valorosos trabalhadores de várias categorias, do técnico de ponta ao mais modesto operário, e não somente(4) por esses, que labutam na linha de frente, nos trabalhos de pesquisas e análises, como também, com igual dedicação e entusiasmo, pelos que lhe(5) dão suporte, na retaguarda, inclusive no plano administrativo, essencial quando eficiente.

(Joel Mendes Rennó, Jornal do Brasil, 19/04/2006)

Alternativas
Comentários
  • ..., pelos que lhes dão suporte,...
  • Erro de concordancia..

    lhes dão... Tudo ok nas demais opções
  • Retirando os encaixes, (informações acessórias), podemos perceber que o pronome oblíquo LHE é OBJETO INDIRETO do verbo DAR e refere-se ao pronome demonstrativo "esses", que, por sua vez, remete aos trabalhadores, do técnico, operário.


    ...por esses, como também pelos que lhe(5) dão suporte.

     Concluindo: "esses" está no plural, o OBJETO INDIRETO LHE deve concordar.

    ...por esses, como também pelos que dão suporte a eles.
    ...por esses, como também pelos que lhes dão suporte.

    Acho que é isso.
  • ...Pelos que lhes dão suporte, ou seja, dão suporte a eles. 

    gaba E


ID
8605
Banca
ESAF
Órgão
Receita Federal
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que preenche corretamente a seqüência
de lacunas do texto, mantendo sua coerência textual e sua
correção gramatical.

Tendo _____ unidade de análise o gênero humano no
tempo, Morgan dispõe ______ sociedades humanas
na história segundo graus de complexidade crescente
_________ se aproximam da civilização. Diferentes
organizações sociais sucedem-se porque se superam
______ desenvolvimento de sua capacidade de ______ e
de dominar a natureza, identifi cando vantagens biológicas
e econômicas em certas formas de comportamento que
são, então, instituídas ________ modos de organização
social.

(Sylvia G. Garcia, Antropologia, modernidade, identidade. In:
Tempo Social, vol. 5, no. 1 – 2, com adaptações)

Alternativas
Comentários
  • É pelo fato de estar no infinitivo, assim com o verbo "dominar". Não sei muito bem as regras dos verbos infinitivos, mas deve haver alguma faculdade de concordância com o sujeito da frase nesse caso.
  • Teríamos, portanto, caso optássemos pela concordância do verbo "adaptar" com o sujeito da frase (ficando "adaptarem-se"), também modificar o verbo "dominar" para "dominarem", o que não se pode fazer. Pelo princípio da simetria, ficaria mesmo "adaptar-se".
  • Regras de Concordância.
    Casos de NÃO flexão do INFINITIVO:

    4) Quando complemento de adjetivo ou substantivo, precedidos, respectivamente, de preposição DE ou PARA.
    Exemplos:
    Eles têm aptidão PARA APRENDER línguas estrangeiras.

    São casos difíceis DE SOLUCIONAR.

    Gramática para concursos - Fernando Pestana

  • Tendo (POR, COMO) unidade de análise o gênero humano no tempo, Morgan dispõe (AS) sociedades humanas na história segundo graus de complexidade crescente (CONFORME, À MEDIDA QUE) se aproximam da civilização.

    Diferentes organizações sociais sucedem-se porque se superam (PELO, NO) desenvolvimento de sua capacidade de (ADAPTAR-SE) e de dominar a natureza, identificando vantagens biológicas e econômicas em certas formas de comportamento que são, então, instituídas (COMO) modos de organização social.

    Dica: comece eliminando as mais fáceis: 2, 3 ou 5. Mas explicando em ordem:

    1) Para dar coerência pode-se usar por ou como. (a, b, c, d)

    2) DISPOR: (TI) 1. resolver, decidir: preposição “a”; 2. possuir; ter disponível; utilizar: preposição “de”; (TD) colocar em ordem (a, c).

    3) Conforme: conformativa. Pode ser (a, d).

    À medida que: locução proporcional (à proporção que). Pode ser (b, e).

    Na medida em que: locução causal (tendo em vista que, porque). Não pode ser.

    4) O verbo superar pode ser empregado como transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto, regendo as preposição “em” e “por”. Assim, seriam possíveis as opções: pelo e no (a, b).

    5) O verbo fica no singular pois completa o sentido de capacidade. Confirma-se pelo verbo dominar no singular. (a, c, e)

    6) O termo “instituídas” pode ser acompanhado pelas preposições “por”, “como” e “em”, dependendo do sentido da frase. Nesse caso, os “modos de organização social” são a forma como essas “formas de comportamento” são instituídas. Podemos perceber que a preposição “como” é a correta (a, d).


ID
9100
Banca
ESAF
Órgão
TJ-CE
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o aviso para responder às questões 04 e 05.

CUIDADO!
Não se sente o efeito dos agrotóxicos nos alimentos
ao _____________, porém o envenenamento
é progressivo e cumulativo ao longo
dos anos.

Assinale a opção que completa a lacuna de forma correta.

Alternativas
Comentários
  • letra correta é a "C"

    única com correção gramatical

    enclese obrigatória...

  • letra d  - ingeri-los

  • los -indica  Objeto Direto
    lhes - indica objeto indireto
    o verbo ingerir, é verbo transitivo direto.
    a forma correta é ingeri-los.
  • Gabarito letra D

     

    ingeri = ingerir

    -los =eles

     

    ingerir eles (claro que está errado, mas serve para termos uma idéia da transitividade do verbo e flexão do sujeito)

    Neste caso "ingerir" é VTD então admite apenas -LOS (quando VTI, usa-se LHES)

    O que flexiona em números (singular/plural), é o sujeito (los) pois o verbo continua no singular. 

     

  • Ingerir é VTD , tirando quando o verbo possui -r,-s,-z o pronome ganha a forma lo,la,lo,las retirando-se tal letra 

  • Gab. D

    As formas o,a,os,as

    Verbos terminados em R,S,Z (R,S,Z + L)

    Ingerir = - R + lo (Ingeri-los)


ID
9439
Banca
ESAF
Órgão
MRE
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Marque a frase em que o pronome onde está empregado corretamente.

Alternativas
Comentários
  • Onde...sempre idéia de lugar...
  • será que alguem teria um comentario que explicasse mais detalhado?
  • A preposição  " EM"  fica  oculta  antes do  pronome " ONDE "...onde deve  ser   usado  para  LUGARES.

     

    O lugar   onde  paramos  era  perigoso.( em que ) Ou  seja  lugar  físico que  se  pode entrar.

    AONDE: note  que  o   Aonde  tem  ideia  de movimento. (ir).

    Fica longe  o  bairro   a que  me  dirigi   hoje  cedo ( aonde) ideia de  movimento.

    Onde   você está? (Lugar)

    Almocei  na  academia   onde   faço  musculação. ( lugar  físico  em que  se  pode  entrar) Na academia  - lugar.

  • Onde e Aonde são advérbios usados para indicar lugares, porém a preposição a de aonde indica que essa palavra deve ser usada somente quando estiver relacionada a verbos que pedem tal preposição e a orações que sugerem movimento. Isso ocorre em "Aonde você vai?" - já que quem vai sempre irá a algum lugar - e "Aonde ele está me levando?", pois quem leva tem de levar alguém ou algo a um lugar. Para conferir se o uso está correto, basta substituir aonde por para onde: "Para onde você vai?" "Onde" deve ser relacionado a situações que fazem referência a um lugar e quando a ideia de movimento não está presente. Por exemplo: "O bairro onde você mora é perigoso" e "Não conheço a cidade onde minha mãe nasceu". 

    "Onde" somente deve ser empregado para designar locais físicos, ou seja, não pode ser usado em situações como "Ele conta piadas onde a vítima é sempre um português". Nesse caso, o correto é usar em que.

    Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/como-saber-quando-correto-usar-onde-aonde-496241.shtml

  • A letra D está errada, o pronome "onde" dá a ideia de lugar e é anafórico, ou seja, vai retomar algum antecedente expresso indicando lugar, observando a alternativa citada "A visita da delegação estrangeira está prevista para a primeira semana de setembro, onde deverão seus integrantes permanecer [...]" deverão ficar onde? Na visita? 


    Boa sorte nessa luta. 

  • A) DO QUAL - Coisa

    B) A QUAL - Coisa

    C) OS QUAIS - Coisa

    D) QUANDO - Momento

    E) ONDE - Lugar


ID
10951
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ANATEL
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto para os itens de 1 a 8

Como não usar o telefone celular

1 É fácil ironizar os possuidores de telefones celulares.
Mas é necessário descobrir a qual das cinco categorias eles
pertencem. Primeiro, vêm as pessoas fisicamente incapacitadas,
4 ainda que sua deficiência não seja visível, obrigadas a um
contato constante com o médico ou com o pronto-socorro.
Depois, vêm aqueles que, devido a graves deveres profissionais,
7 são obrigados a correr em qualquer emergência (capitães do
corpo de bombeiros, médicos, transplantadores de órgãos). Em
terceiro lugar, vêm os adúlteros. Só agora eles têm a
10 possibilidade de receber ligações de seu parceiro secreto sem
que membros da família, secretárias ou colegas malintencionados
possam interceptar o telefonema.
13 Todas as três categorias enumeradas até agora
merecem o nosso respeito: no caso das duas primeiras, não nos
importamos de ser perturbados em restaurantes ou durante uma
16 cerimônia fúnebre, e os adúlteros tendem a ser muito discretos.
Seguem-se duas outras categorias que, ao contrário,
representam um risco. A primeira é composta de pessoas
19 incapazes de ir a qualquer lugar se não tiverem a possibilidade
de conversar fiado acerca de frivolidades com amigos e
parentes de que acabaram de se separar. Elas nos incomodam,
22 mas precisamos compreender sua terrível aridez interior,
agradecer por não estarmos em sua pele e, finalmente, perdoar.
A última categoria é composta de pessoas preocupadas
25 em mostrar em público o quanto são solicitadas, especialmente
para complexas consultas a respeito dos negócios: as conversas
que somos obrigados a escutar em aeroportos ou restaurantes
28 tratam de transações monetárias, atrasos na entrega de perfis
metálicos e outras coisas que, no entendimento de quem fala,
dão a impressão de que se trata de um verdadeiro Rockfeller.
31 O que eles não sabem é que Rockfeller não precisa de
telefone celular, porque conta com um plantel de secretários tão
vasto e eficiente que, no máximo, se seu avô estiver morrendo,
34 por exemplo, alguém chega e lhe sussurra alguma coisa no
ouvido. O homem poderoso é justamente aquele que não é
obrigado a atender todas as ligações, muito pelo contrário:
37 nunca está para ninguém, como se diz.
Portanto, todo aquele que ostenta o celular como
símbolo de poder, na verdade, está declarando de público sua
40 condição irreparável de subordinado, obrigado que é a pôr-se
em posição de sentido, mesmo quando está empenhado em um
abraço, a qualquer momento em que o chefe o chamar.

Umberto Eco. O segundo diário mínimo. Sergio Flaksman (Trad.).
Rio de Janeiro: Record, 1993, p. 194-6 (com adaptações).

Com base nas idéias e estruturas do texto de Umberto Eco, julgue os itens a seguir.

Com igual correção gramatical a forma pronominal às quais poderia ser empregada em lugar do pronome "que" no segmento "as conversas que somos obrigados a escutar" (l.26-27).

Alternativas
Comentários
  • Podemos colocar as quais sem a crase, porque ESCUTAR é VTD.
    Veja: Somos obrigados a escutar as conversas...
    As conversas AS QUAIS somos obrigados a escutar.
  • A colega acima citou corretamente a regência do verbo escutar (transitivo direto), mas não concluiu o que realmente justifica o gabarito: o verbo escutar não pode ser usado como transitivo indireto. Assim, o correto é "somos obrigados a escutar as conversas, os ruídos" e não "somos obrigados a escutar às conversas, aos ruídos". 
    (Veja como divulgar a Campanha Nota Justa)
  • O problema é crase, jamais poderá ocorrer essa substituição.

  • Cuidado com comentários equivocados, lembre-se preposição sempre deve vir ante dos pronomes o certo seria o seguinte:

    as conversas que somos obrigados a escutar. (errado)

    as conversas às quais somos obrigados escutar. (correto)

    Percebe que o "obrigado" na primeira frase rege a preposição "a", portanto esta preposição deveria vir antes do pronome.

    O erro da questão está na permanência do "a", após a palavra "obrigado"

    Gabarito: Errado

  • Somos obrigados a escutar as conversas

    Como vemos , ao desenvolvermos a frase de tras pra frente , o verbo ñ pediu crase . Em outras palavras, significa dizer que , usando " ÀS QUAIS " com crase , a frase ficaria errada

    SO PODERIAMOS USAR , ENTAO ,O PRONOME "QUE " e " "AS QUAIS " , SEM CRASE .

  • sem crase

  • as conversas que somos obrigados a escutar (certo)

    as conversas as quais somos obrigados a escutar (certo)

    as conversas às quais somos obrigados a escutar (errado)

    Como o verbo escutar, nesse caso, é transitivo direto, não há fusão do artigo com a preposição, portanto não há crase.

    .

    Porém, atentem-se:

    Há denúncias anteriores às quais ele referiu.(certo)

    Há denúncias anteriores as quais ele referiu. (errado)

    (Há fatos anteriores aos que ele referiu).

    Nesse caso, temos o verbo referir com regência indireta, logo ocorrendo a fusão da sua preposição com o artigo "as" de "denuncias".

  • "as conversas as quais somos obrigados a escutar"

  • Essa CRASE matou a questão.

    Rumo à PF.

  • TROCAS ACEITAS:

    De que = do qual, da qual, dos quais.

    Em que= no qual, na qual, nos quais, nas quais, onde.

    Por que= pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais.

    A que= ao qual, à qual, aos quais, às quais, aonde.

    Que= o qual, a qual, os quais, as quais.

    sem crase.

  • Bendita crase

  • Errado.

    Questão antiga, mas muito boa para fins de revisão.

    "as conversas que somos obrigados a escutar" (l.26-27).

    Quem escuta, escuta alguma coisa, logo, o verbo ESCUTAR figura-se como TRANSITIVO DIRETO e seu complemento (objeto direto) não é regido por preposição. Assim, a substituição correta será:

    "as conversas AS QUAIS somos obrigados a escutar". Isso mesmo, "AS QUAIS" sem crase.

    Ademais, "AS QUAIS" é morfologicamente classificado, na questão, como pronome relativo.

    Sonhe, lute, conquiste.

  • Diante dos pronomes relativos a qual, as quais, quando o verbo da oração subordinada adjetiva exigir a preposição a, ocorre crase.

    Escutar é VTD, ou seja, dispensa a preposição.

  • Poderia ser analisado pelo verbo "somos" (Nós somos) SER, como não há predicativo do sujeito se caracteriza como intransitivo, não pedindo preposição.

  • Quem escuta, escuta algo/alguma coisa. É um verbo transitivo DIRETO, ou seja, não necessita de crase no segmento "as quais".

  • "as conversas que SOMOS obrigados a escutar" 

    que = as quais

    a que = às quais

    Gab.: Errado


ID
11404
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

Devaneios, quem não tem devaneios? Têm devaneios as crianças e os jovens, dão aos devaneios menos crédito os adultos, mas é impossível abolir os devaneios completamente. Evitam-se as indesejáveis repetições da frase acima substituindo- se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

Alternativas
Comentários
  • No primeiro caso, temos uma partícula atrativa "não", que obriga o uso de próclise. Logo, quando substituirmos "devaneios" por um pronome oblíquo, este pronome deverá ser colocado logo após o "não", da seguinte forma: "não os tem"

    No segundo caso, em início de período não se usa próclise, devendo então vir enclítico o pronome, da seguinte forma: "Têm-nos".

    Terceiro caso. Conforme é possível perceber, o verbo "dar" aqui é transitivo direto e indireto e "aos devaneios" (expressão que será substituída) tem papel de objeto indireto. Para esse tipo de caso o pronome correto a ser usado é o "lhes", ficando então a expressão com a seguinte formatação: "dão-lhes".

    E no último caso, sabemos que verbos terminados em "r", para que seja feita a colocação pronominal de "o(os)" "a(as)" deverá perder essa letra final e ganhar um "l" antes do pronome para que se respeite a norma culta. A formatação final será essa: "aboli-los"

    Bons estudos a todos! ;-)

  • os tem - Têm-nos - dão-lhes - aboli-los

    1º O pronome pessoal do caso reto não pode exercer a função de objeto direto, logo construções como:

    tem ele, dão a ele, chama ele, são incorretas.

    2º diante de som nasal sendo caso de objeto direto substituímos por no(s) na(s).

    3º Terminações com r, s,z = Lo(s), la(s)

    fí-lo, vendê-lo..

    Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

  • Devaneios, quem não tem devaneiosTêm devaneios as crianças e os jovens, dão aos devaneios menos crédito os adultos, mas é impossível abolir os devaneios completamente. Evitam-se as indesejáveis repetições da frase acima substituindo- se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

    1 - Uso obrigatório da prócrise em razão da palavra não, que tem sentido negativo

    2 - Início de período - logo obrigação do uso da ênclise, quem tem, tem alguma coisa, logo não pode usar o lhe, pois a ausência da preposição

    3 - quem da dá algo a alguem, no caso aos desvaneior temos a preposição A - assim usamos o lhe

    4 - Se o verbo terminar em RS ou Z, essas terminações serão retiradas, e os pronomes o, a, os, as se transformam em lo, la, los, las. Exemplo: Se você encontrar o menino, deverá trazê-lo imediatamente para cá.


ID
11422
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

Considere as seguintes frases:

I. É muito restritivo o aspecto da "razoabilidade" dos sonhos, de que o autor do texto analisa no segundo parágrafo.

II. Talvez um dos "dragões" a que se deva dar combate em nossos dias seja o império dos interesses materiais.

III. Os sonhos em cuja perseguição efetivamente nos lançamos podem transformar-se em conquistas objetivas.

Está correto o emprego do elemento sublinhado APENAS em

Alternativas
Comentários
  • O uso correto do cujo

    O uso correto do cujo (cuja, cujos e cujas) exige três condições:
    a) haver antecedente (possuidor) e conseqüente (coisa possuída) diferentes;
    b) existir equivalência com do qual (da qual, dos quais e das quais);
    estar clara a idéia de posse.
    Exemplos: O país cuja população cresce sem parar enfrenta problemas. / Os meninos cuja mãe estava sendo operada aguardavam no corredor.

    Desdobramento a explicação:
    a) Há antecedentes, possuidores (o país, os meninos), e conseqüentes, coisas possuídas (cuja população, cuja mãe), ambos diferentes;
    b) existe equivalência com do qual: o país a população do qual cresce sem parar, os meninos a mãe dos quais estava sendo operada;
    c) está clara a idéia de posse: a população é do país e a mãe, dos meninos.
  • O "EM" vai sair do dos LANÇAMOS(nos lançamos EM algum lugar) ou do TRANSFORMAR-SE(quem transforma-se, tranforma-se EM algo)?

    Deus é com nós SEMPRE!!!
  • GABARITO LETRA D

    I. É muito restritivo o aspecto da "razoabilidade" dos sonhos, de que o autor do texto analisa no segundo parágrafo. 

    ANALISAR, verbo trans. direito, não pede preposição de, está incorreta.

    II. Talvez um dos "dragões" a que se deva dar combate em nossos dias seja o império dos interesses materiais. 

    DAR: verbo transitivo direito e indireto: da ALGO, A ALGUÉM, logo pede a preposição a que antecede "que''

    III. Os sonhos em cuja perseguição efetivamente nos lançamos podem transformar-se em conquistas objetivas

    1) Quem se lança, se lança EM ALGO (PERSEGUIÇÃO), ou seja, pede a preposição ''em''. 

    2) perseguição tem relação com sonhos, então está OK.


ID
11437
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 16 a 20 referem-se ao
texto seguinte.

Página de História

De uma História Universal editada no século XXXIII: "Os
homens do século XX, talvez por motivos que só a miséria
explicaria, costumavam aglomerar-se desconfortavelmente em
enormes cortiços de cimento. Alguns atribuem o fato a não se
sabe que misterioso pânico ao simples contato com a natureza;
mas isso é matéria de ficcionistas, místicos e poetas... O
historiador sabe apenas que chegou a haver, em certas grandes
áreas, conjuntos de cortiços erguidos lado a lado sem o
suficiente espaço e arejamento, que poderiam alojar vários
milhões de indivíduos. Era, por assim dizer, uma vida de insetos
- mas sem a segurança que apresentam as habitações
construídas por estes."

(Mário Quintana ? Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1973, p. 14)

Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas em:

Alternativas
Comentários
  • a) ONDE / EM QUE

    c) CUJO (e sem o artigo "o") / A QUE (a frase está meio sem coerência)
    d) POR QUE / A QUEM
    e) DOS QUAIS / DA QUAL
  • Eu quebrei a cabeça p/ resolver essa questão...mas fui excluindo as que estavam ruins demais.
    Ficou um tanto quanto estranha essa correta, não ficou?
    " a que faltavam espaço..." Acho que o melhor emprego seria: "aos quais..."
  • Meu raciocínio:

    b) quando falta espaço e arejamento, falta espeço e arejamento a alguém, a algum lugar (a que) ...

        quando a natureza apresenta uma ameaça, ela apresenta uma ameaça para alguém (para quem) ...

    Deus é com Nósss...

  • Achei a última estranha demais...

    Os espaços urbanos pelos quais se espanta o imaginário.

    Quem espanta espanta alguém DE algum lugar...

    foda essa aí...

  • Resposta: letra B

    Em A, aonde está inadequado. O adequado é onde (estático, em que lugar). Além disso, cujo só pode ser usado entre substantivos, portanto em cujos ……. .

    Em C, a preposição DE antes de cujo está inadequada, além de o artigo depois de cujo ser proibido (cujo autor era). Muitos autores são tentados por alguma coisa; então: por que ou pelos quais muitos autores são tentados.

    Em D, por que é escrito separadamente, pois a palavra quê é pronome relativo; é o mesmo que pelo qual. Em vez de em cujos, deveria colocar-se aos quais.

    Em E, espanta-se com alguma coisa; daí: com os quais se espanta o imaginário…..


ID
13492
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao
texto seguinte.

A família na Copa do Mundo

A rotina de uma família costuma ser duramente atingida
numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter
novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputaa
com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente
para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa rara,
nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão
interminável de jogos, as bandeiras, os rojões e os alaridos da
vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria
está em jogo nos gramados estrangeiros.
É preciso também reconhecer que são muito distintas as
atuações dos membros da família, nessa época de gols. Cabe
aos homens personificar em grau máximo as paixões
envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória, recolher o
drama de uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista da
Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la. Quando
solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com
intensidade muito menor, essas alegrias ou dores dos homens.
Entre as crianças menores, a modificação de comportamento é
mínima, ou nenhuma: continuam a se interessar por seus
próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas
maiores tendem a reproduzir, respectivamente, algo da atuação
do pai ou da mãe.
Claro, está-se falando aqui de uma "família brasileira
padrão", seja lá o que isso signifique. O que indiscutivelmente
ocorre é que, sobretudo nos centros urbanos, uma Copa do
Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas
pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição, à
alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às
tensas expectativas, às súbitas mudanças de humor coletivo
? e
disseminam pela casa uma insatisfação, um rancor, uma
vingança que afetam o companheiro, a companheira ou os
filhos. Como toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo
pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim, costumam
cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem, por
força dos diferentes papéis que os familiares desempenham
durante os jogos. Cicatrizam, volta a rotina, retornam os papéis
tradicionais
? até que chegue uma outra Copa.
(Itamar Rodrigo de Valença)

A expressão de que preenche corretamente a lacuna da seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • NÃO SERIA O CORRETO As paixões DAS QUAIS trata o texto talvez pareçam incompreensíveis para outros povos ?
  • Alternativa C está correta pois > o texto trata DAS paixões.
  • a) Nenhuma paixão ...... QUE se pode imaginar é, para ele, comparável à que lhe desperta uma Copa do Mundo.
    b) A expectativa .....QUE . nós alimentávamos em relação a esta Copa resultou em franca decepção.
    c) As paixões ...... DE QUE trata o texto talvez pareçam incompreensíveis para outros povos.
    d) A expressão "família brasileira padrão", ...... A QUE se refere o autor, nem mesmo para ele parece fazer muito sentido.
    e) As emoções ...... PELAS QUAIS os torcedores se deixam arrastar, numa Copa do Mundo, são exacerbadas e incontroláveis.
  • Letra C

    Quem trata....trata DE alguma coisa (com preposição)

    As paixões ...DE QUE..... trata o texto talvez pareçam incompreensíveis para outros povos.

  • quem tem espectativa nao tem espectativa DE alguma coisa tbm?
  • Felix, acredito que temos que tomar como referência o Verbo "alimentávamos". Nós alimentávamos o que? A expectativa. O Verbo não exige preposição. O que tem de ser analisado é a transitividade verbal, acredito.


ID
13636
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto
seguinte.

As crônicas de Rubem Braga

Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam
contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,
observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem
límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma
crônica de Rubem Braga. Os chamados "assuntos menores",
que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista
uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um
passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma
empregada doméstica esperando alguém num portão de
subúrbio
? tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais
importante que a escandalosa manchete do dia. É o que
costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de
humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual
costumamos passar desatentos.
Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como
profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um
dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a
um gênero considerado "menor": a crônica sempre esteve longe
de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do
teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de
dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos
de "páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas
recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de
jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:
resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,
são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram
escritas ou publicadas.
Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo
impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes
de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,
naquele evento organizado por uma grande empresa, a que
comparecera apenas por força de contrato profissional.
Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar
distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já
estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que
os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era
evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,
talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento
(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,
povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas
observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se
nos dissesse: "Não me perguntem mais nada, estou cansado,
tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,
meninos."
E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho
Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do
que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,
meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.

(Manuel Régio Assunção)

Rubem Braga escreveu muitas crônicas, nutriu as crônicas com a matéria do cotidiano, fez as crônicas atingir um patamar que parecia interditado às crônicas, e notabilizouse empregando todo o seu talento nas crônicas.

Evitam-se as viciosas repetições e mantém-se a correção do período acima, substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

Alternativas
Comentários
  • Importante o conhecimento do uso dos pronomes oblíquos como complementos verbais:
    o,a,os,as --> objeto direto
    lhe, lhes--> objeto indireto
    Somente esse entendimento já te daria a resposta por eliminação.

    Observe também, no 3º caso, o uso do pronome oblíquo tônico no lugar do lhes, objeto indireto (lembre-se: oblíquos tônicos são precedidos de preposição).

    Mais observações:1) 'fê-las'--> Os verbos terminados em 'r', 's's ou 'z' seguidos de pronomes 'o(s)', 'a(s)', perdem a consoante e o pronome se tranforma em 'lo(s)', 'la(s)'.

    2) 'as nutriu'= errado. Início de períodos não se usa próclise.
  • PRÓCLISE- Não deve ser usada no início de oração ou período. Apesar disso, o uso da próclise é generalizado no Brasil, de modo que na fala popular é comum o uso inclusive no início de oração.

    Ex.: *Se faz justiça com as próprias mãos naquele lugar.
  • Sobre a resposta, temos:

    Rubem Braga escreveu muitas crônicas, nutriu as crônicas...

    "Nutriu" pede objeto direto.
    O pronome oblíquo "o"(e flexões) é usado como complemento de verbos transitivos diretos ou diretos e indiretos.
    Logo, teremos que substituir o termo repetitivo por seu pronome equivalente, nesse caso:

    "Rubem Braga escreveu muitas crônicas, nutriu-as..."
    Repise-se: Não se começa frase com pronome átono, por isso
    temos uma ênclise.

    "fez as crônicas atingir um patamar"
    Ele fez algo; portanto o verbo fazer pede como complemento um objeto direto. O complemento pronominal para verbos que pedem objetos diretos é "o" e flexões.
    Ainda mais, o verbo começa a oração e vem depois de uma vírgula sem termo antecedente que possa pedir próclise, então, temos uma ênclise. O pronome oblíquo o e flexões se transforma em "lo", quando o verbo termina em R, S ou Z, com a queda dessa letra.

    Por isso teremos:

    Fê-las atingir...

    parecia interditado às crônicas...
    Temos a presença de uma preposição mais um artigo,
    e temos Também a conjunção subordinativa "que", esta atrai a presença da próclise.

    dessa forma:

    a elas parecia interditado.

    "e notabilizouse empregando todo o seu talento nas crônicas."

    Nessa parte em "nas crônicas" temos uma contração de uma preposição "em" com o artigo "as", formando "nas".
    Empregando em "algo", o verbo pede complemento pronominal indireto.

    "nelas todo o seu talento."

    De cara, letra "A".


ID
13912
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1    No que diz respeito à esfera política, a
     democratização se coloca em vários planos e tem como
     exigência primordial o reconhecimento dos diversos sujeitos
4   e das causas que defendem. Esse reconhecimento está
     diretamente ligado à ruptura com a tradição conservadora,
     cuja visão política hierarquiza as formas de participação e
7   não reconhece os vários campos de conflitos e contradições
     sociais presentes na sociedade.

Maria Betânia Ávila.
Democracia radical em foco.
Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Julgue os itens subseqüentes, relativos ao texto acima.

O pronome "cuja" (R.6) corresponde, no texto, a de que.

Alternativas
Comentários
  • corresponde a tradição conservadora
  • Cujo equivale a DO QUAL, DOS QUAIS, DA QUAL, DAS QUAIS

  • ocorreu um zeugma no texto(zeugma de tradição conservadora), tal termo deveria ser encaixado antes do pronome CUJA.

     

  • errada 

     

  • corresponde a tradição conservadora

  • ERRADO

    Pergunta para o verbo, HIERARQUIZA (quem hierarquiza, hierarquiza alguma coisa) sem preposição

  • cujo só pode ser substituído por "da qual, do qual, das quais e dos quais'
  • substituindo por de que , perde o sentimento de posse

    Possuidor 'tradição política ' e possuído ' visão política '.

  • Errado.

    Bizu das trocas possíveis, a fim de fixar o conteúdo:

    De que = do qual, da qual, dos quais.

    Em que= no qual, na qual, nos quais, nas quais, onde(quando vier a ideia de lugar).

    Por que= pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais.

    A que= ao qual, à qual, aos quais, às quais, aonde.

    Que= o qual, a qual, os quais, as quais.

    Cujo (ideia de posse; refere-se ao antecedente e concorda com o subsequente) = da qual, do qual, das quais e dos quais.

    Ademais, necessário observar sempre a regência verbal/nominal.

    Pertenceremos !!!

  • Onde = Pede preposição EM ... Em que, na qual, nas quais. Ação em ponto fixo.

    Aonde = Pede preposição A .... A qual, As quais. Ação em que há deslocamento.

    Que --> O qual, A qual, Os quais, As quais.

    A que --> Ao qual, À qual, aos quais, às quais.

    Em que --> No qual, Na qual, onde.

    De que --> Do qual, Da qual.


ID
16213
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I - itens de 1 a 20
Apostando na leitura
1 Se a chamada leitura do mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais
regular, que geralmente acontece na escola. Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia, de forma
plena, coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se
4 reajustam e se redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa compreensão dos outros, do mundo
e de nós mesmos. Da proibição de certos livros (cuja posse poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual
juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.
7 Foi o texto escrito, mais que o desenho, a oralidade ou o gesto, que o mundo ocidental elegeu como linguagem que cimenta a
cidadania, a sensibilidade, o imaginário. É ao texto escrito que se confiam as produções de ponta da ciência e da filosofia; é ele
que regula os direitos de um cidadão para com os outros, de todos para com o Estado e vice-versa. Pois a cidadania plena, em
10 sociedades como a nossa, só é possível - se e quando ela é possível - para leitores. Por isso, a escola é direito de todos e dever
do Estado: uma escola competente, como precisam ser os leitores que ela precisa formar. Daí, talvez, o susto com que se observa
qualquer declínio na prática de leitura, principalmente dos jovens, observação imediatamente transformada em diagnóstico de
13 uma crise da leitura, geralmente encarada como anúncio do apocalipse, da derrocada da cultura e da civilização. Que os jovens
não gostem de ler, que lêem mal ou lêem pouco é um refrão antigo, que de salas de professores e congressos de educação ressoa
pelo país afora. Em tempo de vestibular, o susto é transportado para a imprensa e, ao começo de cada ano letivo, a terapêutica
16 parece chegar à escola, na oferta de coleções de livros infantis, juvenis e paradidáticos, que apregoam vender, com a história que
contam, o gosto pela leitura. Talvez, assim, pacifique corações saber que desde sempre - isto é, desde que se inventaram livros
e alunos - se reclama da leitura dos jovens, do declínio do bom gosto, da bancarrota das belas letras! Basta dizer que Quintiliano,
19 mestre-escola romano, acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos literários, para garantir um mínimo de leitura aos
estudantes de retórica. No século I da era cristã! Estamos, portanto, em boa companhia. E temos, de troco, uma boa sugestão: se
cada leitor preocupado com a leitura do próximo, sobretudo leitores-professores, montar sua própria biblioteca e sua antologia
22 e contagiar por elas outros leitores, sobretudo leitores-alunos, por certo a prática de leitura na comunidade representada por tal
círculo de pessoas terá um sentido mais vivo. E a vida será melhor, iluminada pela leitura solidária de histórias, de contos, de
poemas, de romances, de crônicas e do que mais falar a nossos corações de leitores que, em tarefa de amor e paciência, apostam
25 no aprendizado social da leitura.

Marisa Lajolo. Folha de S. Paulo, 19/9/1993 (com adaptações).

A partir da análise do emprego das classes de palavras e da
sintaxe das orações e dos períodos do texto I, julgue os itens que
se seguem.

Na linha 5, na estrutura "(cuja posse poderia ser punida com
a fogueira)", o pronome relativo "cuja" refere-se à expressão
"certos livros".

Alternativas
Comentários
  • Cuja : pronome relativo de sentido anaforico(que so' pode referir-se a termos anteriores)
    Vale lembrar que todo pronome relativo tem funcao de evitar repetioes de termos ja citados anteriormente, com isso, o termo que cuja evita repeticao e' "certos livros"

    Bons estudos.
  • vamos lá:                cuja está referindo a 'certos livros',pois o pronome se refere a termos anteriores 
  • CERTO 

    CUJA/CUJO : 

    1) JAMAIS PRECEDIDOS DE ARTIGO
    2) RELACIONAM-SE COM POSSE
    3) É UM TERMO ANAFÓRICO.

  • Cujo: pronome possessivo referente ao anterior, concordando com o posterior

  • CERTO 

    Se falasse para substituir o pronome cujo por qualquer outra expressão, dever-se-ia marcar ERRADO, já que você não deve trocar o seu CUJO por nada.

  • Para a correta utilização do cujo, é necessário um nome anterior e um posterior, pois ele retoma a um termo antecedente o qual estabelecerá relação de posse com o consequente.

    Aulas Clayton Natal (o gato)

  • Mas tá cuja

  • "Cujo" se relaciona com dois termos: o POSSUÍDO e o POSSUIDOR. Portanto, "certos livros" é o referente possuidor e "posse" é o referente possuído. Lembre-se, no entanto, que "cujo" sempre concordará com o possuído, tanto é que na questão ficou "cuja" concordando com "posse".

  • Texto: “Da proibição de certos livros (cuja posse (de certos livros)  poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.”

    Assertiva: Na linha 5, na estrutura "(cuja posse poderia ser punida com a fogueira)", o pronome relativo "cuja" refere-se à expressão "certos livros". Correto.

  • GABARITO CERTO

    O pronome cujo só está corretamente empregado quando se relaciona a um antecedente, tem um consequente e equivale a do qual (ou da qual, dos quais, das quais). Outros exs.:

    Existem ali belas árvores cujos ramos se entrelaçam em forma de cúpula.

    São crianças ainda pequenas, cuja única preocupação é brincar.

    Dicionário de dificuldades da Língua Portuguesa - Domingos Paschoal Cegalla

  • CUJO     =            ideia de POSSE         

     

    Cujo equivale a DO QUAL, DOS QUAIS, DA QUAL, DAS QUAIS

     

    1-     Sempre entre dois substantivos

     

     

    2-        Estabelece entre dois substantivos IDEIA DE POSSE – ler do segundo substantivo para o primeiro e coloca a preposição “de, do, da”

     

     

    3-        Não pode vir seguido de verbo  NÃO UTILIZA:    “CUJO”     +     É   (VERBO)

     

    4-       Não pode vir seguido de artigo  NÃO UTILIZA:    “CUJO”    +       ARTIGO (a, o um)     PREPOSIÇÃO

     

     

     

    5-     Adjunto Adnominal:

     

    NÃO EXISTE !!   CUJO +  FOI (VERBO)   CUJO     O     ou    CUJO    A  =     

    NÃO CABE CUJA = DE QUE (do qual, da qual, dos quais).

                SUBSTANTIVO   +       CUJO    +      SUBSTANTIVO  =   POSSE

     

    FUNÇÃO ADJUNTO ADNOMINAL: SUBSTANTIVO ANTERIOR

     

    CUJO    =  PRONOME RELATIVO que retoma um ANTECEDENTE

     

    - VEM ENTRE DOIS SUBSTANTIVO COM IDEIA DE POSSE

     

    -      concorda com o substantivo SEGUINTE

     

    Ex.      Eis o homem CUJA filha foi aprovada.

                  Eis o homem CUJO filho foi aprovado.

     

     

     

    -   EVITA A REPETIÇÃO DO SUBSTANTIVO

     

    -   DICA PERGUNTE AO VERBO ANTECEDENTE:     preposição obrigatória: 

    concordei   com     / com cuja  

    se referiu,  a  cujos

               caminhar em   / em cuja     

               depende de    / de cujo

               

    Ex.     Vi o filme a cujos atores você se referiu (pede preposição A)

     

    Aquele é o político de cuja honestidade duvidamos.

    CORRETO I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.

    CORRETO II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo-nos inimigas desde aquele episódio.

    ERRADO III- A criança cuja a (SIC) família não compareceu ficou inconsolável.


ID
17272
Banca
FCC
Órgão
TRE-PB
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.
Nem o cientista mais ortodoxo pode negar que mexer
com equações é difícil e cansativo. Mas a ciência não deixa de
ser bonita ou agradável apenas por causa disso. A arte, apesar
de bela, também não é fácil: todo profissional sabe a dor e a
delícia de aprender bem um instrumento ou de dominar o pincel
com graça e precisão. É verdade que dificilmente alguém
espera encontrar numa equação ou num axioma as qualidades
próprias da arte, como a harmonia, a sensibilidade e a elegância.
A graça e a beleza das teorias, no entanto, sempre
tiveram admiradores - e hoje mais do que nunca, a julgar pela
quantidade de livros recentes cujo tema central é a sedução e o
encanto dos conceitos científicos. Exagero?
"As leis da física são em grande parte determinadas por
princípios estéticos", afirma o astrônomo americano Mario Livio,
do Telescópio Espacial Hubble, também autor de um livro em
que analisa a noção de beleza dentro da ciência. Ele afirma
que, quando a estética surgiu na Antigüidade, os conceitos de
beleza e de verdade eram sinônimos. Para ele, o traço de união
entre arte e ciência reside exatamente nesse ponto. "As duas
representam tentativas de compreender o mundo e de organizar
fatos de acordo com uma certa ordem. Em última instância,
buscam uma idéia fundamental que possa servir de base para
sua explicação da realidade."
Mas, se o critério estético é tão importante para o pensamento
científico, como ele se manifesta no dia-a-dia dos
pesquisadores? O diretor do Instituto de Arte de Chicago acha
que sabe a resposta. "Ciência e arte se sobrepõem naturalmente.
Ambas são meios de investigação, envolvem idéias,
teorias e hipóteses que são testadas em locais onde a mente e
a mão andam juntas: o laboratório e o estúdio", afirma.
Acredita-se que as descobertas científicas sirvam de
inspiração para os artistas, e as obras de arte ajudem a alargar
o horizonte cultural dos cientistas. Na prática, essa mistura gera
infinitas possibilidades. A celebração que artistas buscam hoje
já ocorreu diversas vezes no passado, de maneira mais ou
menos espetacular. Na Renascença, a descoberta da
perspectiva pelos geômetras encantou os pintores, que logo
abandonaram as cenas sem profundidade do período clássico e
passaram a explorar sensações tridimensionais em seus
quadros. Os arquitetos também procuravam dar às igrejas um
desenho geometricamente perfeito; acreditavam, com isso, que
criavam um portal para o mundo metafísico das idéias
religiosas.
No século XX, essa tendência voltou a crescer. A grande
preocupação dos pintores impressionistas com a luz, por
exemplo, tem muito a ver com as conquistas da ótica. A
matemática também teria influenciado a pintura do russo
Wassily Kandinsky, segundo o qual "tudo pode ser retratado por
uma fórmula matemática". Seu colega Paul Klee achou um jeito
de colocar em vários quadros alguma referência às progressões
geométricas. Bem-humorado, brincava com as idéias da matemática
dizendo que "uma linha é um ponto que saiu para
passear".
(Adaptado de Flávio Dieguez. Superinteressante, junho de
2003, p. 50 a 54)

A substituição da expressão grifada por um pronome correspondente está INCORRETA em:

Alternativas
Comentários
  • Os pronomes o, a , os e as sempre exercem a função de objeto direto e os pronomes lhe, lhes , de objeto indireto . Os demais podem exercer ambas as funções e também as de adjunto.
  • * ou de dominar o pincel = de dominá-lo.

    * b) analisa a noção de beleza = analisa-la.

    * c) buscam uma idéia fundamental = buscam-na.

    * d) envolvem idéias, teorias e hipóteses = envolvem-nas.

    * e) teria influenciado a pintura = tê-la-ia influenciado
  • A alternativa a ser marcada é a letra "c", pois o verbo "buscar" pede um objeto direto, tendo sido o pronome "lhe" empregado incorretamente.
  • Julius, a alternativa B está correta, é a analisa (pois se for verificar no texto, antes do verbo temos o QUE, que é um fator proclítico, logo usaremos o pronome átomo antes do verbo)--> "a analisa"

    A alternativa C está errada pq o verbo não pede preposição (lembre-se que usamos "lhe" e "lhes" apenas em obj indiretos.

  • QUANDO   A PALAVRA TERMINA  EM  : R , S, Z  A  FLEXÃO   É  LO, LA  ,LOS,LAS.

    TERMINANDO  EM   M. A FLEXÃO  É  NOS, NAS  NO, NA.

    buscam (buscam-lhe) errado  pq  terminou  em  M   e palavras  terminadas em M  BUscam-no.

    Boa  sorte !


ID
18007
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1 No que diz respeito à esfera política, a
democratização se coloca em vários planos e tem como
exigência primordial o reconhecimento dos diversos sujeitos
4 e das causas que defendem. Esse reconhecimento está
diretamente ligado à ruptura com a tradição conservadora,
cuja visão política hierarquiza as formas de participação e
7 não reconhece os vários campos de conflitos e contradições
sociais presentes na sociedade.

Maria Betânia Ávila.
Democracia radical em foco.
Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Julgue os itens subseqüentes, relativos ao texto acima.

O pronome "cuja" (L.6) corresponde, no texto, a de que.

Alternativas
Comentários
  • CUJO.Este pronome indica posse (algo de alguém).

    Na montagem do período, deve-se colocá-lo entre o possuidor e o possuído (alguém cujo algo)

    Por exemplo nas orações Antipatizei com o rapaz. Você conhece a namorada do rapaz. O substantivo repetido rapaz possui namorada. Deveremos, então usar o pronome relativo cujo, que será colocado entre o possuidor e o possuído: Algo de alguém = Alguém cujo algo. Então, tem-se a namorada do rapaz = o rapaz cujo a namorada. Não se pode, porém, usar artigo (o, a, os, as) depois de cujo. Ele deverá contrair-se com o pronome, ficando: cujo + o = cujo; cujo + a = cuja; cujo + os = cujos; cujo + as = cujas. Então a frase ficará o rapaz cuja namorada. Somando as duas orações, tem-se

    Antipatizei com o rapaz cuja namorada você conhece
  • Cuja corresponde a tradição conservadora
  • Cujo equivale a DO QUAL, DOS QUAIS, DA QUAL, DAS QUAIS

  • nunca vi na vida

  • Cuja estabelece uma relação de posse, gramaticalmente falando, ele pode corresponder a "do qual, dos quais, das quais, a qual. Mas se tratando de sentido, ele não equivale, pois, nenhum estabelece ideia de posse

  • cujo e suas variaveis equivalem a: do qual, da qual, dos quais, das quais
  • Temos que nos atentar à regência. "Cujo" concorda com o termo que vem posterior a ele. No caso exposto, não temos verbo que requeira uso de preposição.

    Gabarito: errado

  • GABARITO ERRADO

    O pronome cujo só está corretamente empregado quando se relaciona a um antecedente, tem um consequente e equivale a do qual (ou da qual, dos quais, das quais).

    Exemplos:

    Existem ali belas árvores cujos ramos se entrelaçam em forma de cúpula.

    São crianças ainda pequenas, cuja única preocupação é brincar.

    Dicionário de dificuldades da Língua Portuguesa - Domingos Paschoal Cegalla

  • Gab. ERRADO

    de que = do qual, da qual, dos quais.

    em que no qual, na qual, nos quais, nas quais, onde.

    a que = ao qual, à qual, aos quais, às quais.

    que = o qual, a qual, os quais, as quais

    por que = pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais.

  • GAB. ERRADO

    Cujo equivale a "de + antecedente", se invertida a ordem dos termos.

    A gramática para concursos, Fernando Pestana.

  • GAB. ERRADO

    Cujo equivale a "de + antecedente", se invertida a ordem dos termos.

    A gramática para concursos, Fernando Pestana.


ID
18019
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1     Para a direita a noção de cidadania procura
expurgar a noção de igualdade inerente a este termo.
A cidadania é vista como uma outorgação do Estado ou, no
4 limite, o reconhecimento da igualdade jurídica, que
discrimina e escamoteia o fato de que os direitos, para serem
gozados, necessitam de uma certa homogeneidade social e
7 econômica. Assim, ao absolutizar o nivelamento jurídico dos
indivíduos, este raciocínio opera um escamoteamento das
desigualdades econômicas, sociais, políticas e culturais que
10 permeiam uma sociedade onde as classes sociais, os gêneros,
as etnias e os grupos têm acesso diferenciado e desigual aos
bens materiais e simbólicos.

João B. A. da Costa. Democracia,
cidadania e atores políticos de esquerda.
Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Acerca do texto acima, julgue os itens que se seguem.

Para que o texto atenda à exigência de respeito à norma de padrão culto da língua portuguesa, característica da redação de textos oficiais, seria obrigatória a substituição do pronome relativo "onde" (L.10) por em que.

Alternativas
Comentários
  • Embora aparentemente fácil, o candidato pode se enrolar com a noção de que o pronome relativo "onde" só pode ser usado exclusivamente quando relativo a "lugares". E o pensamento está correto, só que no texto, o termo "uma sociedade" cumpre objetivamente o papel desse Lugar, onde "classes sociais (...) têm acesso..."
  • A troca do termo "onde" pelo "em que" pode ser feita sem que a mesma altere o valor semantico do texto, entretanto, a substituiçao dos termos citados acima nao e obrigatoria.
  • A expressão correta para substituir é "na qual".

  • ONDE
    Quando for pronome relativo só retoma lugar
    Equivalências: em que, no qual, nos quais, na qual, nas quais

    (ou seja, as expressões têm o mesmo valor, logo não seria obrigatória a substituição)

    AONDE
    = A QUE, A QUE LUGAR

    EX: A viatura onde o bandido foi levado capotou.

          O presídio aonde foi levado o bandido é seguro



     

  • Pode ocorrer a troca, mas não é obrigatória! 

  • Olhando para o verbo 'TÊM', quem tem, tem algo, logo é VTD e não admite a preposição 'em' antes de 'que'. Lembrando que a expressão 'em que', 'no qual' (variações), equivalem a expressão 'onde' que se refere a LUGAR.

  • onde = em que

  • "uma sociedade" é lugar parado?!

    Vou ali ver a sociedade na esquina entao

  • no meu entendimento pode ocorrer a troca, mas não é obrigatória

  • POSSIVÉL,MAS NÃO OBRIGATORIA

     

  • Roberto isso é uma locução verbal "têm acesso" em algum lugar...blz

  • Essa galera da Cespe ama a direita kkk

  • > onde < (lugar).

    Se quando você trocar fizer sentido rsrs.

    Parabéns.

  • ONDE SÓ RETOMA LUGAR FIXO PORQUE ESTÁ ERRADO??

  • Não é obrigatória a substituição.

  • acredito que asubstituição correta seria na qual. referindo-se à sociedade. uma vez que onde é referente a lugar fixo.

  • A troca não é obrigatória.

  • Onde = Pede preposição EM ... Em que, na qual, nas quais. Ação em ponto fixo.

    Aonde = Pede preposição A .... A qual, As quais. Ação em que há deslocamento.

    Que --> O qual, A qual, Os quais, As quais.

    A que --> Ao qual, À qual, aos quais, às quais.

    Em que --> No qual, Na qual, onde.

    De que --> Do qual, Da qual.

    OBS: Ñ há que se falar em obrigatoriedade, e sim de uma faculdade.


ID
19021
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

Apesar de sua fama internacional como detentor da
maior biodiversidade e da maior floresta tropical do planeta, o
Brasil ainda tira muito pouco proveito de suas belezas naturais
como atração turística. Os prejuízos são tanto econômicos
quanto ambientais: o País deixa de participar de um mercado
bilionário, cujos benefícios podem ser revertidos tanto para o
desenvolvimento quanto para a conservação.
Dos 60 parques nacionais brasileiros, apenas 23 estão
oficialmente abertos para visitação e só 19 deles fazem arrecadação
de ingressos. Outros 6 poderiam ser visitados apenas
com autorização especial, e 31 são visitados de maneira não
oficial
? o que significa que não têm plano de manejo ou estrutura
apropriados para isso. Conseqüentemente, o turismo nessas
áreas não é devidamente controlado e não há retorno
financeiro direto para a conservação. Mesmo para os parques
com visitação oficial, não há estatísticas confiáveis sobre
números de visitantes e valores arrecadados.
Apesar de haver belezas naturais em todo o país, é
importante focar a atenção nos parques nacionais, principalmente
na divulgação para o mercado internacional, segundo
um consultor de ecoturismo da Embratur. É preciso diversificar
a oferta de atrativos ambientais, ainda muito focada no produto
"sol e praia". Além de divulgação, segundo ele, é preciso investir
em infra-estrutura logística e na criação de roteiros mais
acessíveis. O Brasil tem vantagem competitiva muito grande por
causa da riqueza de sua biodiversidade. Entretanto, por causa
do tamanho do país, o acesso a muitos locais é difícil e exige
muitos dias de viagem, o que acaba se tornando uma
desvantagem.
O principal desafio do ecoturismo é fazê-lo de forma
sustentável, para que não se torne uma ameaça à natureza. Há
quem diga, inclusive, que as palavras "eco" e "turismo" são
incompatíveis. Elas são compatíveis sim, desde que a atividade
seja bem planejada e bem gerenciada. Nesses casos o
ecoturismo pode servir como uma importante fonte de recursos
para a conservação e o desenvolvimento econômico das comunidades
locais. Sempre vai haver algum impacto, mas esse
impacto pode ser aceitável.

(Adaptado de Herton Escobar, O Estado de S. Paulo, A30,
Vida&, 21 de maio de 2006)

Está INCORRETA a substituição do segmento grifado pelo pronome correspondente na frase:

Alternativas
Comentários
  • A opção D está errada já que o verbo diversificar é VTD (verbo transitivo direto) e o pronome LHE e usado por VTIs (verbos transitivos indiretos).
  • Devemos observar a terminação do verbo para saber a forma adequada do pronomes:

    1. Verbos terminados em m/n, não tiramos nenhuma letra e colocamos o "n" antes da vogal
    Ex: carregava
    m - carregavam-no

    2. Verbos terminados em vogal, basta adicionar o pronome
    Ex:  pego
    u - pegou-o

    3. Verbos terminados em r/s/z retiramos a última letra e colocamos "lo/la"
    Ex: faze
    r - fazê-lo
  • Gabarito > D



    Macete simples:


    o(s), a(s): funcionam como Objeto Direto;


    lhe, lhes: funcionam como Objeto Indireto;


    me, te, se, nos, vos: funcionam como Objeto Direto e Objeto Indireto.




    Boa batalha!



ID
22297
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Banco do Brasil
Ano
2003
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto VI – questões 19 e 20

1 Câmbio é toda operação em que há troca de
moeda nacional por moeda estrangeira ou vice-versa. Por
exemplo, quando uma pessoa vai viajar para o exterior e
4 precisa de dinheiro para sua estada ou para suas compras, o
banco vende a essa pessoa moeda estrangeira (recebe moeda
nacional e lhe entrega moeda estrangeira). Quando essa
7 pessoa retorna da viagem ao exterior e ainda possui algum
dinheiro do país que visitou, o banco compra a moeda
estrangeira (recebe a moeda estrangeira e lhe entrega moeda
10 nacional). Denomina-se mercado de câmbio o ambiente
abstrato onde se realizam as operações de câmbio entre os
agentes autorizados pelo Banco Central do Brasil (BACEN)
13 — bancos, corretoras, distribuidoras, agências de turismo e
meios de hospedagem — e entre estes e seus clientes.

Com relação ao texto VI e ao tema nele enfocado, julgue os itens a seguir.

O pronome "toda" (L.1) pode, sem prejuízo para a coerência e a correção gramatical do texto, ser substituído por qualquer.

Alternativas
Comentários
  • GALERINHA QUANTO O PRONOME  "TODO" OU "QUALQUER" FAZEM PARTE DOS PRONOMES INDEFINIDOS.....
  • Pronomes indefinidos todo e toda são empregados assim:

    Quando desacompanhado de artigo, significam "QUALQUER"

    Quando acompanhado de artigo no singular, significa "INTEIRO"

    Quando no plural e acompanhado de artigo, indicam "TOTALIDADE"


    Exemplos:

    Meu funcionário não fez todo o trabalho. o trabalho inteiro

    Todo homen tem problema na vida. qualquer homen

    Todos os amigos foram ao lançamento do jogo. a totalidade dos amigos

    []'s

  • Minha contribuição.

    Pronomes indefinidos => Os pronomes indefinidos são pronomes de 3° pessoa e indicam indeterminação ou sentido vago.

    Ex.: Alguém, ninguém, algo, nada, outrem, todo, qualquer, etc.

    Obs.: Todo pode apresentar sentido de ''qualquer'', de ''totalidade das partes'' ou de ''uma parte na sua totalidade''.

    Ex.: Toda pessoa precisa de descanso. (= qualquer)

    Ex.: A fábrica polui todo rio em volta. (= todos os rios)

    Ex.: A fábrica poluiu todo o rio em volta. (= um rio por inteiro)

    Abraço!!!

  • Too ou quaquer são pronomes indefinidos.

  • Os dois são pronomes indefinidos e expressam uma ideia genérica

  • Os dois são pronomes indefinidos e expressam uma ideia genérica

  • Acerca do "todo" e do "todo o", lembre-se:

    TODO - qualquer.

    TODO O - inteiro.

    Lembre-se que o "O" é um artigo, classe de palavra também chamada de determinante, então, se determina, ou seja, se tem o artigo ao lado do "todo", não poderá ser algo "qualquer" já que é determinado.

    Como todo bolo - como qualquer bolo.

    Como todo o bolo - como o bolo inteiro.

  • TODO

    No singular e junto de artigo ou pronome demonstrativo: significa inteiro

    sem artigo: significa qualquer

    no plural: sempre totalidade

    Fonte: Fernando Pestana

  • Minha contribuição.

    -Quando a CESPE afirma “… a reescrita mantém os sentidos do texto”, ela se refere aos sentidos originais do texto, ou seja, quer saber se esse sentido foi ou não alterado com a reescrita proposta.

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    -Quando a CESPE afirma “… a reescrita mantém a coerência no texto“, ela se refere à lógica das ideias, ou seja, quer saber se faz sentido ou não aquela reescrita proposta.

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    -Quando a CESPE afirma “… a reescrita mantém a correção gramatical“, ela está unicamente interessada em saber se as regras gramaticais – de ortografia, pontuação, concordância, etc. – são obedecidas.

    Fonte: Direção Concursos / robconcurseiro

    Abraço!!!


ID
23113
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Banco do Brasil
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1 Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo
Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus a
Abrahão Zarzur, ex-diretor-presidente do Banco
4 Mercantil de Descontos (BMD). O executivo era réu em
uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal
(MPF) em São Paulo a partir de uma autuação do
7 BACEN, que apurou irregularidades no balanço da
instituição financeira em 1994. O julgamento de 12 de
março, cujo acórdão ainda não foi publicado, abre um
10 importante precedente sobre o trancamento de uma ação
penal após um órgão administrativo — BACEN —
concluir que não houve irregularidades e extinguir o
13 processo administrativo que originou a ação penal.
De acordo com o exposto pelo advogado de
Zarzur no pedido de habeas corpus, o seu cliente estaria
16 na iminência de ser submetido ao constrangimento do
processo criminal em virtude de comportamento
reconhecido pacificamente como lícito pelo BACEN,
19 cuja decisão foi confirmada pelo Conselho de Recursos
do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN). Para o
advogado, se a independência entre as instâncias penal
22 e administrativa for interpretada restritivamente, acaba
por subordinar-se o julgador à autoridade administrativa,
não nas suas decisões finais e bem discutidas, mas nos
25 erros que comete.

Valor Econômico, 18/3/2002, ano 3, n.º 468 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue os itens subseqüentes.

O emprego de "cujo" (L.9) indica que a relação entre "julgamento" (L.8) e "acórdão" (L.9) é a de que o segundo consta do primeiro.

Alternativas
Comentários
  • O segundo pertence ao primeiro.
  • O pronome CUJO indica posse (algo de alguém).
    Na montagem do período, deve-se colocá-lo entre o possuidor e o possuído (alguém cujo algo).
    Portanto, no trecho "O julgamento de 12 de março, cujo acórdão ainda não foi publicado..." o emprego de "cujo" indica que a relação entre "julgamento" e "acórdão" é a de que o primeiro consta do segundo.
    Em tempo, o verbo constar significa "consistir em", "ser composto" ou "formado por".

  • Eu não entendi.

    O segundo é "acórdão" = "decisão".

    Ou seja, a decisão do julgamento: A decisão faz parte do julgamento, e não, o contrário.

  • Caro  Felipe, quando li a questão tirei a mesma conclusão; porém não podemos confundir Direito com Português, senão vejamos:

    Pronome Cujo

    Este pronome indica posse (algo de alguém).

    Na montagem do período, deve-se colocá-lo entre o possuidor e o possuído (alguém cujo algo)

    Por exemplo nas orações Antipatizei com o rapaz. Você conhece a namorada do rapaz. O substantivo repetido rapaz possui namorada. Deveremos, então usar o pronome relativo cujo, que será colocado entre o possuidor e o possuído: Algo de alguém = Alguém cujo algo. Então, tem-se a namorada do rapaz = o rapaz cujo a namorada. Não se pode, porém, usar artigo (o, a, os, as) depois de cujo. Ele deverá contrair-se com o pronome, ficando: cujo + o = cujo; cujo + a = cuja; cujo + os = cujos; cujo + as = cujas. Então a frase ficará o rapaz cuja namorada. Somando as duas orações, tem-se

    Antipatizei com o rapaz cuja namorada você conhece.

    Saúde e sorte a todos......

  • Entendo o funcionamento do cujo.
    Ok, mas esta eu ainda não peguei.
    Existe algum detalhe aqui que muda a regra e eu não sei qual.

    O julgamento, cujo acórdão..

    O acórdão do julgamento. - Ok, me parece natural, certo.
    O julgamento do acórdão. - Han?

  • alguem pode explicar o termo " o segundo consta do primeiro"  é = a dizer o segundo contém no primeiro   ou o segundo pertence ao primeiro, está contido... ? 
  • Carla, compare com...

    "Consta dos autos tal documento."

    "Consta do primeiro o segundo."


    Se não estou errado.

  • Significado de constar:

    1. Ser notório, passar por certo.

    2. Estar escrito em.

    3. Compor-se.

    4. Ser formado de, consistir.

    logo o acórdão é formado pelo julgamento, só existe acórdão por causa do julgamento, então o segundo consta do primeiro.

    Entendi assim á questão.


  • Com os sentidos de fazer parte ou constituir-se, o verbo constar pede a preposição de: “Esta história consta de duas partes”. Significando estar registrado, o verbo rege a preposição em: “Seu nome não consta nos livros”.

  • Não entendi o final da questão..."o segundo consta do primeiro"

  • Se a Cespe continuar com questões assim estamos perdidos. Vamos indicar para comentário, a posição de um professor é importante!

  • Interessante é que o índice de erros dessa questão continua altíssimo.

     

    A resposta do Péricles Moura está muito bem explicada.

     

    Gab: ERRADO

  • Nessa Cespe trocou as bolas e não assumiu o erro...

  • Primeiro, esclarecendo o uso de "consta de". Temos dois usos, com significados distintos:

    1) A está contido em B = A consta de B (ou em B). Exemplo: A ata consta dos/nos autos.

    2) A consiste em / é formado por B = A consta de B. Exemplo: Os autos constam de 50 páginas.

     

    Observe que nenhum dos casos se aplica ao proposto na questão:

    Proposta da questão: julgamento cujo acórdão = "o segundo (acórdão) consta do primeiro (julgamento)". A questão pretende dar a sensação de "estar contido em", "O acórdão está contido no julgamento", quando a relação correta seria de posse, referência.

  •  Se o enunciado dissesse que o segundo consta NO primeiro, estaria correto????

  • O Acórdão seria um resumo do julgamento em grosso modo.

  • O Julgamento foi para o Habeas Corpus. O Acordão é quando todos os juízes se juntam para julgar a matéria (balanço irregular contábil irregural). Ou seja o "cujo" introduz semânticamente o "acordão", mas não subordina sintaticamente o "acordão" ao "julgamento".

    Mas eu errei também. kkk

  • Constar no ... é diferente de constar de ...olha a sutileza da banca

  •  "julgamento" é uma coisa e "acórdão" é outra, o pronome relativo,cujo, há necessariamente uma relação de posse. possuidor e coisa possuída.

  • CUJO (Pron. Relativo) indica posse e concorda com o CONSEQUENTE, portanto, na assertiva ==> (...) Acórdão DO julgamento, a banca inverteu a ordem de importância entre os termos.

    Bons estudos.

  • Acredito que o proprio significado da palavra "cujo" consegue esclarecer:

    Cujo: Usado para assinalar ou indicar posse; utilizado para conectar dois nomes ou substantivos, sendo que o primeiro, precedente, apresenta uma ligação de consequência, característica, condição, sentimento ou outra relativamente ao segundo, posterior

  • O segundo (acórdão) consta do (está escrito no) primeiro (julgamento)?

    NÃO!

    O julgamento está escrito no acórdão.

  • "O julgamento de 12 de março, cujo acórdão ainda não foi publicado, abre um 10 importante...."

    x1Primeiro = Julgamento

    x2Segundo = Acórdão

    O segundo consta do primeiro.?

    O x2Segundo consta do x1Primeiro? não é isso?

  • O acórdão do julgamento ainda não foi publicado... Errado. O primeiro que consta no segundo.


ID
24859
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TSE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1   Olhando em retrospectiva os últimos 20 anos, temos
     uma realidade nada alentadora. Em média, o Brasil cresceu
     cerca de 2,4% ao ano. Diante desse cenário, o que precisa ser
4   feito para que atinjamos os tão propalados 5% de crescimento
     sustentado?
     Quando se trata de crescimento sustentado, a teoria
7   econômica indica que o resultado positivo é fruto de dois
     tipos de ação: aumento da produtividade ou acumulação de
     capital (físico e humano).
10  A elevação significativa da produtividade dos fatores
     de produção só será obtida com reformas institucionais
     profundas. Já o acúmulo de capital humano requer
13 investimento em educação, cuja maturação é longa.

 Luiz Guilherme Schymura. Folha de S.Paulo, 1.º/12/2006 (com adaptações).

 Assinale a opção incorreta acerca do texto acima.

Alternativas
Comentários
  • Não é possivel substituir o pronome adjetivo relativo cujo- e eventuais flexoes , pelos pronomes substantivos relativos( que, o qual, - e flexoes- quem, quanto e eventuais flexoes e onde , sem que se promovam outras modificaçoes no texto
  • letra D. Não troque seu CUJO por nada.

  • Não troque seu CUJO por nada! Gostei dessa dica.
  • Letra D

    PRONOME CUJO

    Não pode ser diretamente substituído por outro pronome relativo.

  • Lembrando que o pronome CUJO (A) , pode ser substituído por

    DE QUAL

    DO QUAL

    DA QUAL

  • pediu a incorreta, kkkk errei

  • errei pq pediu a incorreta e não percebi KKKKKKKKKKKKKKKKKK


ID
25090
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TSE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1   Distraídos com a discussão sobre os índices de
     crescimento, deixamos de perceber que desenvolvimento é o
     processo contínuo pelo qual uma sociedade aprende a
4   administrar realidades cada vez mais complexas.
    Quando dizemos que os suíços ou suecos são
    desenvolvidos, o que temos em mente não é apenas que eles
são mais ricos que nós. O que está subentendido é que
    também sabem gerir melhor os trens e as escolas primárias, as
    florestas e os hospitais, as universidades e as penitenciárias,
10 os museus e os tribunais. Em outras palavras, ser
    desenvolvido é uma totalidade.
    No Brasil temos ilhas de excelência: o Departamento
13 do Tesouro, a EMBRAPA, o Itamaraty, entre outras. Mas
    estão afogadas em oceano de incompetência, em certos pontos
    com profundidades abissais. As demandas de exigência
16 crescente de uma sociedade dinâmica são atendidas pelas
    ilhas de eficiência, mas logo se atolam nos gargalos da
    inépcia. Rubens Ricupero.

Folha de S.Paulo, 26/11/2006, p. B2 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.

I O emprego da primeira pessoa do plural em "deixamos" (l.2), "dizemos" (l.5), "nós" (l.7) e "temos" (l.12) indica a inclusão do autor e do leitor na informação.
II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período.
III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito.
IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16).

A quantidade de itens certos é igual a

Alternativas
Comentários
  • Só o item II está incorreto.
    * O pronome cujo deve ter um ANTECEDENTE e um CONSEQUENTE, ambos substantivos e um diferente do outro.
    * Deve concordar em gênero, número com o substantivo CONSEQUENTE.
    * Não admite artigo após si.
    Gramática do Renato Aquino.
  • Assertiva correta "C".
    Apenas o item II está incorreto conforme comentários acima.
  • Expressões de confirmação:
    COM EFEITO, efectivamente, na verdade, de facto, sem dúvida, de certo, deste modo, na verdade, ora, aliás, sendo assim, veja-se, assim, OU SEJA, OU MELHOR...


    http://www.prof2000.pt/users/dani/coesao/coesaofrasicaexp.htm
  • No item III, eu entendi que a expressão OU MELHOR dava idéia de contrário, por exemplo " Isto é desta forma, ou melhor, daquela".....
    Alguém poderia me esclarecer isso??
  • No primeiro item, o uso da primeira pessoa do plural pelo autor, na minha opnião, não inclui obrigatoriamente o interlocutor. Quando ele diz "nós" entendo que está se referindo a ele mesmo e a seus compatriotas brasileiros, não necessariamente ao leitor.

  • II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período. 
    III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito. 
    IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16). 
     

  • O que é isso : 

     d)  4. UnB/CESPE - TSE Caderno 19-ÉPSILON Cargo 19: Técnico Judiciário - Área: Administrativa - 3 -

    Esta na alternativa "D" mas acredito que foge totalmente do contexto . o.O

  • Gabarito: C

    Pensei que o item IV referia-se às "ilhas de eficiência"...

  • não tem questões do tipo certo e errado ?

  • Que texto bacana!

  • Acredito que caberia recurso, visto que, na assertiva IV, o sujeito é '' AS demandas de exigencia crescente...''

  • Alternativa C.

    Vamos explicar essa questão:

    I O emprego da primeira pessoa do plural em "deixamos" (l.2), "dizemos" (l.5), "nós" (l.7) e "temos" (l.12) indica a inclusão do autor e do leitor na informação.

    R: Todos os verbos apresentados estão conjulgados na Terceira Pessoa do Plural do Presente do Indicativo. Logo, se referem a todos que fazem parte do discuro (Nós: eu [escritor], tu [leitor], ele [terceira pessoa qualquer]). Logo, está correto.

    II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período.

    R: "pelo qual" é uma empressão formada por uma preposição (por) + pronome relativo (qual) = "pelo qual". Veja bem, essa expressão pronominal é usado em referência a pessoas ou coisas, enquanto "cuja(s)" ou "cujo(s)" é também um pronome relativo, mas que dá ideia de posse entre substantivos (um possuídor e um possuído), ideia que não encontramos nesse fragmento de texto. Por isso mesmo este item está errado.

    III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito.

    R: "Em outras palavras" dá ideia de reexplicação, de conceito igual através de outros termos e palavras, isto é, uma forma mais explicado para que o raciciocínio seja alcançado. Então, este item está correto.

    IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16).

    R: Ao ler o fragmento do texto você percebe que "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" é o sujeito das duas orações. "Se atolam", quem se atolam? As demandas de exigência... Item correto.

  • Acredito que caberia recurso, pois não pode se afirmar que o leitor faz parte no uso da 1a pessoa do plural. Imagine que seja um sueco ou um suíço lendo a matéria da Folha de SP.


ID
25189
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TSE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1 Um dos lugares-comuns do pensamento político é o de que
o sistema democrático exige a descentralização do poder.
Democracia não é só o governo do povo, mas o governo do povo
4 a partir de sua comunidade. Esse é um dos argumentos clássicos
para o voto distrital: o eleitor fortalece seu poder, ao associá-lo ao
de seus vizinhos. Em países de boa tradição democrática, esses
7 vizinhos discutem, dentro dos comitês dos partidos, mas também
fora deles, suas idéias com os candidatos. Embora isso não
signifique voto imperativo — inaceitável em qualquer situação
10 —, o parlamentar escolhido sabe que há o eleitor múltiplo e bem
identificado, ao qual deverá dar explicações periódicas. Se a esse
sistema se vincula a possibilidade do recall, do contramandato,
13 cresce a legitimidade do instituto da representação parlamentar.
O fato é que, com voto distrital ou não, tornou-se inadiável a
discussão em torno do sistema federativo. Quem conhece o Brasil
16 fora das campanhas eleitorais sabe das profundas diferenças entre
os estados.

Mauro Santayana. Jornal do Brasil, 24/11/2006.

Acerca das relações lógico-sintáticas do texto acima, assinale a opção
incorreta.

Alternativas
Comentários
  • "Ao qual" é pronome relativo que faz referência ao "eleitor" e não ao "parlamentar".
  • Acertei a questão, mas vale a pena comentar que a alternativa "a" faz referência à palavra "poder" da linha 2, no entanto, o certo seria "poder" da linha 5. O que altera o sentido. Não sei até que ponto isso poderia ser uma pegadinha da banca em alguma questão. Temos de ficar atentos a isso também. Embora não tivesse nenhuma dúvida de que a alternativa correta é a letra "d" que traz o pronome relativo "ao qual" retomando o termo antecedente "o eleitor múltiplo e não identificado".
  • Não concordo com o gabarito da questão.

  • N ntendi

  • "Ao qual" refere-se ao "eleitor", ou seja, é a ele que o parlamentar deverá dar explicações.

  • Não entendi essa questão. A questão pede o item incorreto. Pois vamos lá:

    a) O "poder" (L.2) é estrutura de Estado. O "poder" (L.5) é a capacidade de agir/escolher do eleitor. Essa é a diferença conceitual básica, além do que, o pronome "-lo" refere-se ao termo "poder" (L.5); (INCORRETO)
    b) "deles" (L.8) refere-se a "comitês dos partidos" (L.7) não poderia fazer alusão a qualquer outro termo dentro da expressão. No texto o fragmento intercalado por virgula é " dentro dos comitês dos partidos", seguido por conjunção adversativa "mas também fora deles". (CORRETO)
    d)  "ao qual" (L.11) refere-se a "eleitor múltiplo e bem identificado" (L.10-11). (INCORRETO)

    E aí? Qual o Gabarito?
  • Realmente, embora tenha acertado a questão, concordo que a alternativa A faz referência ao poder da linha 5 e não da linha 2.


  • pegadinha ou questão mal formulada????? nunca saberemos.

  • D

    LETRA: D

    "ao qual" (L.11) refere-se a "parlamentar escolhido" (L.10).

  • Tô errada ou a letra A e D ESTÃO incorretas?

    As referencias são bem nítidas rsrs.

  • Ao qual faz referência eleitor múltiplo.

    Gabarito D.

  • Texto: “o parlamentar escolhido sabe que há o eleitor múltiplo e bem identificado, ao qual deverá dar explicações periódicas.”

    Assertiva: "ao qual" (L.11) refere-se a "parlamentar escolhido" (L.10). ERRADO.

    Justificativa:

    "Ao qual" é pronome relativo que faz referência ao "eleitor" e não ao "parlamentar".

    Fonte: Colegas do QC.

  • vamos querer comentar as questoes mais duvidosas qconcursos...


ID
25858
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-PA
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção correta no que se refere ao emprego de forma pronominal em substituição ao termo "diplomas" na oração "Os demais eleitos receberão diplomas assinados pelo presidente do respectivo TRE".

Alternativas
Comentários
  • Visto que "diplomas" é objeto direto do verbo receber só é cabível, no caso, o pronome átono "os", que na mesóclise fica "los", por ser 3ª pessoa do plural.

    Letra "D"
  • Ocorre a mesóclise no Futuro do presente do indicativo ou no Futuro do pretérito. "diplomas" é objeto direto, logo será substituído pelo oblíquo "os". Na divisão do verbo deverá ir até a letra R, acrescenta o pronome e depois completa o restante; sendo que neste caso, de acordo com regra própria dos pronomes o R será perdido e um L será acrescentado ao pronome ficando neste caso: recebê-los-ão.
  • "Os demais eleitos receberão diplomas assinados pelo presidente do respectivo TRE".

    Os demais eleitos recebê-los-ão assinados pelo presidente do respectivo TRE.

  • MESÓCLISE - 1. VERBOS NO FUTURO DO PRESENTE DO INDICATIVO

                            2. VERBOS NO FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO

     

  • O TERMO OMITIDO ( DIPLOMA) É UM OBJETO DIRETO, PORTANTO NÃO DÁ PRA SUBSTIUIR PELO PRONOME ''LHE" 

  • LETRA D

  • vou pra roça

  • Alguém chama o Michel Temer pra explicar esta kkkkk


ID
26746
Banca
FCC
Órgão
TRE-SE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

O futuro da humanidade

          Tudo indica que há um aquecimento progressivo do planeta
e que esse fenômeno é causado pelo homem. Nossos
filhos e netos já conhecerão seus efeitos devastadores: a
subida do nível do mar ameaçará nossas costas, e o desequilíbrio
climático comprometerá os recursos básicos - em
muitos lugares, faltará água e faltará comida.
          Os humanos (sobretudo na modernidade) prosperaram
num projeto de exploração e domínio da natureza cujo custo é
hoje cobrado. Para corrigir esse projeto, atenuar suas conseqüências
e sobreviver, deveríamos agir coletivamente. Ora,
acontece que nossa espécie parece incapaz de ações coletivas.
À primeira vista, isso é paradoxal.
          Progressivamente, ao longo dos séculos, chegamos a
perceber qualquer homem como semelhante, por diferente de
nós que ele seja. Infelizmente, reconhecer a espécie como
grupo ao qual pertencemos (sentir solidariedade com todos os
humanos) não implica que sejamos capazes de uma ação
coletiva. Na base de nossa cultura está a idéia de que nosso
destino individual é mais importante do que o destino dos
grupos dos quais fazemos parte. Nosso individualismo, aliás, é
a condição de nossa solidariedade: os outros são nossos
semelhantes porque conseguimos enxergá-los como indivíduos,
deixando de lado as diferenças entre os grupos aos quais cada
um pertence. Provavelmente, trata-se de uma conseqüência do
fundo cristão da cultura ocidental moderna: somos todos
irmãos, mas a salvação (que é o que importa) decide-se um por
um. Em suma: agir contra o interesse do indivíduo, mesmo que
para o interesse do grupo, não é do nosso feitio.
          Resumo: hoje, nossa espécie precisa agir coletivamente,
mas a própria cultura que, até agora, sustentou seu caminho
torna esse tipo de ação difícil ou impossível.
          Mas não sou totalmente pessimista. Talvez nosso
impasse atual seja a ocasião de uma renovação. Talvez
saibamos inventar uma cultura que permita a ação coletiva da
comunidade dos humanos que habitam o planeta Terra.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 8/02/07)

Nossos recursos básicos já estão ameaçados, o desequilíbrio climático comprometerá os recursos básicos, tornará escassos os recursos básicos, entre eles a água e a comida - e quem pode prescindir de água e de comida? Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo- se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

Alternativas
Comentários
  • Apesar de não ter essa alternativa, acredito que "dessas" é mais correto que "destas", pois já foram citadas.
  • (lhe, lhes) substitui um objeto indireto, e (o, a, os, as) substitui objeto direto...
  • Fernanda, está correta "DESTAS", pois está se referindo à "água" e à "comida" cataforicamente.
  • i) Usa-se esse, essa, isso para referência a elemento, frase ou oração anterior (anafórica) . Ex.:
    > O saneamento tem grande efeito sobre o bem-estar da população. Por isso, é inexplicável o fato de esse setor não se ter tornado prioridade do atual governo.
    > A crise de energia demonstrou que a introdução de um novo modelo nos setores de infra-estrutura envolve riscos. Isso não significa, porém, que o modelo privado seja inviável.
    ii) Usa-se este, esta, isto para referência a elemento, frase ou oração posterior (catafórica). Ex.:
    > Espero sinceramente isto: que seja muito feliz.
    > Nosso povo sofre com mutos problemas, dentre os quais estes: miséria, fome e ignorância.
    iii) O pronome este refere-se ao elemento imediatamente anterior, Ex.:
    > Admiração, respeito, amizade? Talvez, pensava ela, este (último) seja o mais importante e perene dos sentimentos.
    > Essas questões não são tão complexas quanto às de outros setores, como o de telecomunicações e o de energia, sendo este o mais importante de todos. 
        (O pronome este refere-se ao elemento imediatamente anterior, ou seja, a setor de 
    energia)

    > É preciso que o Executivo promova as reformas necessárias no saneamento básico, pois este é o problema mais grave de hoje.
        (O pronome este refere-se ao elemento imediatamente anterior, ou seja, a saneamento básico).
  • Também penso que se trata de uma anáfora... 

ID
26755
Banca
FCC
Órgão
TRE-SE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

O futuro da humanidade

          Tudo indica que há um aquecimento progressivo do planeta
e que esse fenômeno é causado pelo homem. Nossos
filhos e netos já conhecerão seus efeitos devastadores: a
subida do nível do mar ameaçará nossas costas, e o desequilíbrio
climático comprometerá os recursos básicos - em
muitos lugares, faltará água e faltará comida.
          Os humanos (sobretudo na modernidade) prosperaram
num projeto de exploração e domínio da natureza cujo custo é
hoje cobrado. Para corrigir esse projeto, atenuar suas conseqüências
e sobreviver, deveríamos agir coletivamente. Ora,
acontece que nossa espécie parece incapaz de ações coletivas.
À primeira vista, isso é paradoxal.
          Progressivamente, ao longo dos séculos, chegamos a
perceber qualquer homem como semelhante, por diferente de
nós que ele seja. Infelizmente, reconhecer a espécie como
grupo ao qual pertencemos (sentir solidariedade com todos os
humanos) não implica que sejamos capazes de uma ação
coletiva. Na base de nossa cultura está a idéia de que nosso
destino individual é mais importante do que o destino dos
grupos dos quais fazemos parte. Nosso individualismo, aliás, é
a condição de nossa solidariedade: os outros são nossos
semelhantes porque conseguimos enxergá-los como indivíduos,
deixando de lado as diferenças entre os grupos aos quais cada
um pertence. Provavelmente, trata-se de uma conseqüência do
fundo cristão da cultura ocidental moderna: somos todos
irmãos, mas a salvação (que é o que importa) decide-se um por
um. Em suma: agir contra o interesse do indivíduo, mesmo que
para o interesse do grupo, não é do nosso feitio.
          Resumo: hoje, nossa espécie precisa agir coletivamente,
mas a própria cultura que, até agora, sustentou seu caminho
torna esse tipo de ação difícil ou impossível.
          Mas não sou totalmente pessimista. Talvez nosso
impasse atual seja a ocasião de uma renovação. Talvez
saibamos inventar uma cultura que permita a ação coletiva da
comunidade dos humanos que habitam o planeta Terra.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 8/02/07)

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • c) O projeto de exploração e domínio da natureza, a que vimos nos dedicando há séculos, gerou danosas conseqüências para o planeta

    Não seria "ao qual vimos nos dedicando há séculos"...
  • Aqui no caso estamos nos dedicando a quê? AO projeto de exploração ou ao domínio da natureza?

    Dedicação AO projeto
    Dedicação AO domínio da natureza.

    Não concordo com a resposta.
  • Concordo com você, mas a C parece ser a mais correta dentre as alternativas..
  • Poderia ser "ao qual" também.
    "ao qual" equivale a "a que".
    Grosseiramente, "a qual" equivale a "que" que equivale a "o qual". E, "ao qual" equivale a "a que" e "à qual", considerando, é claro, se teremos palavras femininas ou masculinas.
    Deu pra entender?
  • Comentário objetivo:

    a) O aquecimento progressivo do planeta, do qual NO QUAL tantos encontram razões de pânico, talvez ainda seja reversível.

    b) O fundamento cristão, de cujo DO QUAL trata o autor, implica tanto o plano do individualismo humano como o da fraternidade universal.

    c) O projeto de exploração e domínio da natureza, a que vimos nos dedicando há séculos, gerou danosas conseqüências para o planeta.   PERFEITO!  

    d) Junto com o JUNTO DO fenômeno do desequilíbrio climático associa-se o comprometimento dos nossos recursos básicos.

    e) Ao longo dos séculos, onde QUANDO ocorreram tantos abusos contra o equilíbrio natural, o homem mostrou- se insensível aos fundamentos da ecologia.

  • Para saber qual pronome devemos fazer uso, é necessário verificarmos a regência do verbo. No caso da alternativa C, o verbo utilizado é dedicar (transitivo direto). Quem se dedica se dedica a algo ou a alguma coisa, ou ainda a alguém. Logo, quando perguntarmos ao verbo, encontraremos "O projeto de exploração e domínio da natureza" que foi substituído pelo pronome relativo "que", que neste caso deve ser preposicionado (pela proposição a) por estar sintaticamente funcionando como objeto direto na oração. Espero ter ajudado!!!
  • Em relação a:

    d) Junto com o fenômeno do desequilíbrio climático associa-se o comprometimento dos nossos recursos básicos.

    como neste caso o verbo associar não é reflexivo, o mesmo não aceita como regência a preposição com.
    ex: o comprometimento dos nossos recursos básicos associou-se com o fenômeno do desequilírio climático (correto)

    Porém, no caso da questão a regência do verbo associar é a preposição a, então:

    JUNTO AO fenômeno do...
  • a) Errado - pelo qual ?
    b) Errado -   substantivo - cujo - substantivo 
    c) Correto
    d) Errado - Junto ao fenômeno do desequilíbrio climático associa-se o comprometimento dos nossos recursos básicos (O comprometimento dos nossos recursos básicos associa-se ao fenômeno do desequilíbrio climático).
    e) Errado - Ao longo dos séculos, quando ocorreram tantos abusos contra o equilíbrio natural, o homem mostrou-se insensível aos fundamentos da ecologia.
  • Gostaria de saber o porque do Cujo estar errado;


ID
27949
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Prefeitura de Manaus - AM
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

SABIÁ GANHA STATUS DE AVE NACIONAL

          O sabiá sempre foi o pássaro escolhido por poetas
     e compositores brasileiros para representar o país.
     Já ganhou versos de alguns dos maiores artistas nacionais:
     de Gonçalves Dias, em sua "Canção do exílio", a
5   Tom Jobim e Chico Buarque, em "Sabiá", passando por
     Luiz Gonzaga, na canção também chamada "Sabiá".
     Tamanho currículo capacitou o passarinho de peito
     alaranjado a ser considerado a ave nacional do Brasil,
     desbancando uma concorrente de peso: a ararajuba,
10 com suas vistosas penas verdes e amarelas.
          Um decreto assinado pelo Presidente da República
     confirmou que o Dia da Ave é 5 de outubro e informou que
     "o centro de interesse para as festividades desse dia será
     o sabiá, como símbolo representativo da fauna ornitológica
15  brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do
     Brasil."
          - A ave nacional de um país não pode ser escolhida
     em razão da cor da bandeira - afirma o ornitólogo
     Johan Dalgas Frisch, presidente da ONG Associação de
20  Preservação da Vida Selvagem e um dos maiores cabos
     eleitorais do passarinho. - Ela representa o folclore, a
     música, a poesia, a alma do povo. E não existe qualquer
     música com ararajuba, poesia alguma.
     Dalgas Frisch lembra ainda que, se a ararajuba
25  fosse indicada ave nacional, correria o risco de ser
     extinta:
          - Uma ararajuba vale hoje cerca de US$ 5 mil
     entre os traficantes de animais. Se fosse ave nacional,
     passaria a valer uns US$ 50 mil. Acabaria sendo extinta
30  e não representaria o espírito poético e folclórico da
     nação.
          O Brasil, com 1.667 espécies de aves, era um dos
     poucos países a não ter ave nacional. A águia de cabeça
     branca, nos Estados Unidos, simboliza a união de todos
35  os estados. Já o robim, na Grã-Bretanha, foi escolhido
     por ter inspirado William Shakespeare. Na Argentina, a
     ave nacional é o hornero (joão-de-barro), que representa
     o gaúcho dos pampas.
          A campanha de Frisch para que o sabiá se tornasse
40  ave nacional tem mais de 35 anos. Remonta ao tempo
     em que o então presidente Costa e Silva assinou um
     decreto criando o Dia da Ave.
          - Foram anos de luta, mas ganhamos a batalha e
     ainda salvamos a ararajuba - comemora.

          O Globo, 23 nov. 2002 (com adaptações)

Aponte a opção em que o pronome qualquer está sendo usado da mesma forma como em "E não existe qualquer música com ararajuba," (l. 22-23).

Alternativas
Comentários
  • Resposta: (E).

    Para esta questão basta substituir: QUALQUER por NENHUMA.
  • E não existe qualquer música com ararajuba.

    Pronome indefinido variável

    Qualquer, Quaisquer. 

    __________________________________________________________________________________

    No caso da questão ele está sendo empreado com o sentido de 'nenhuma'. Para resolver, basta substituir nas opções:

     

    Nenhuma pessoa reconhece um sabiá.

    Ninguém gosta de ser considerado um nenhuma.

    Existem pessoas que querem ganhar fama a nenhuma preço.

    Os brasileiros tomam café bem quente nenhuma que seja a temperatura.

    Nunca houve nenhuma queixa quanto ao trabalho do cientista.

  • Não entendi porque a alternativa A não poder ser considerada correta...

  • A - Qualquer equivale a Todo, por isso nao cabe usar Nenhum.

    E - Qualquer equivale a nenhum, pois existe uma palavra Negativa (Nunca) anterior, da mesma forma que NAO no texto.

     

    GAB E

  • Questão refeita, questão compreendida!

    Como disse o colega abaixo... Qualquer pode significar todo ou nenhum. No caso da questão é nenhum. Basta procurar nas alternativa a que equivale a nenhum.

    #quemquerarranjaumjeitoenãoumadesculpa

  • Qualquer alternativa é certa.


ID
28090
Banca
CESGRANRIO
Órgão
TCE-RO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O Senhor Computador

          Acabo de perder a crônica que havia escrito.
     Sequer tenho onde reescrevê-la, além desse caderninho
     onde inclino com mãos trêmulas uma esferográfica preta,
     desenhando garranchos que não vou entender daqui a meia
5    hora. Explico: tenho, para uso próprio, dois computadores.
     E hoje os dois me deixaram órfão, fora do ar, batendo
     pino, encarando o vazio de suas telas obscuras. A carroça
     de mesa pifou depois de um pico de energia. O portátil,
     que muitas vezes levo para passear como um cachorrinho
10  cheio de idéias, entrou em conflito com a atualização do
     antivírus e não quer "iniciar". O temperamental está fazendo
     beicinho, e não estou a fim de discutir a relação homemmáquina
     com ele.
          Farei isso, pois, com os leitores. Tenho consciência
15  de que a crônica sobre as agruras do escritor com computadores
     indolentes virou um clichê, um subgênero batido
     como são as crônicas sobre falta de idéia. Mas não tenho
     opção que não seja registrar meu desalento com as
     máquinas nos poucos minutos que me restam até que a
20  redação do jornal me telefone cobrando peremptoriamente
     esse texto.
          E registrar a decepção comigo mesmo - com a
     minha dependência estúpida do computador. Não somente
     deste escriba, aliás: somos todos cada vez mais
25 subordinados ao senhor computador. Vemos televisão no
     computador, vamos ao cinema no computador, fazemos
     compras no computador, amigos no computador. Música
     no computador. Trabalho no computador.
     Escritores mais graduados me confessam escrever
30  somente a lápis. Depois de vários tratamentos, passam o
     texto para o computador, "quando já está pronto". Faço
     parte de uma geração que não apenas cria direto no
     computador, mas pensa na frente do computador. Teclamos
     com olhos dilatados e dedos frementes sobre a cortina
35 branca do processador de texto, encarando uma tela que
     esconde, por trás de si, um trilhão de outras janelas,
     "o mundo ao toque de um clique".
          Nada mais ilusório.
          O que assustou por aqui foi minha sincera reação
40  de pânico à possibilidade de perder tudo - como se a
     casa e a biblioteca pegassem fogo. Tenho pelo menos
     seis anos de textos, três mil fotos e umas sete mil
     músicas em cada um dos computadores - a cópia de
     segurança dos arquivos de um estava no outro. Claro, seria
45 impossível que os dois quebrassem - "ainda mais no
     mesmo dia!" Os técnicos e entendidos em informática
     dirão que sou um idiota descuidado. Eles têm razão.
          Há outro lado. Se nada recuperar, vou me sentir
     infinitamente livre para começar tudo de novo. Longe do
50 computador, espero.

CUENCA, João Paulo. Megazine. Jornal O Globo. 20 mar. 2007.
(com adaptações)

ERRO na substituição do termo destacado pelo pronome pessoal oblíquo correspondente em:

Alternativas
Comentários
  • O erro nesta questão foi relativamente simples, pois o pronome pessoal oblíquo utilizado foi o correto, a colocaçao também o foi. Porém, o erro foi a não retirada do "s" quando da colocação do pronome. Boa questão.
  • Quando os verbos terminam em R, S, Z e os pronomes pedidos são o(s) e a(s), ocorre a QUEDA daquelas terminações, acrescentando-se o L lo(s) e la(s).
    Quando os verbos terminam em som nasal (m ou til), ACRESCENTA-se o N no(s) e na(s).

    Erro da alternativa D: não houve a queda do S.
  • fazemo-las


ID
28099
Banca
CESGRANRIO
Órgão
TCE-RO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O Senhor Computador

          Acabo de perder a crônica que havia escrito.
     Sequer tenho onde reescrevê-la, além desse caderninho
     onde inclino com mãos trêmulas uma esferográfica preta,
     desenhando garranchos que não vou entender daqui a meia
5    hora. Explico: tenho, para uso próprio, dois computadores.
     E hoje os dois me deixaram órfão, fora do ar, batendo
     pino, encarando o vazio de suas telas obscuras. A carroça
     de mesa pifou depois de um pico de energia. O portátil,
     que muitas vezes levo para passear como um cachorrinho
10  cheio de idéias, entrou em conflito com a atualização do
     antivírus e não quer "iniciar". O temperamental está fazendo
     beicinho, e não estou a fim de discutir a relação homemmáquina
     com ele.
          Farei isso, pois, com os leitores. Tenho consciência
15  de que a crônica sobre as agruras do escritor com computadores
     indolentes virou um clichê, um subgênero batido
     como são as crônicas sobre falta de idéia. Mas não tenho
     opção que não seja registrar meu desalento com as
     máquinas nos poucos minutos que me restam até que a
20  redação do jornal me telefone cobrando peremptoriamente
     esse texto.
          E registrar a decepção comigo mesmo - com a
     minha dependência estúpida do computador. Não somente
     deste escriba, aliás: somos todos cada vez mais
25 subordinados ao senhor computador. Vemos televisão no
     computador, vamos ao cinema no computador, fazemos
     compras no computador, amigos no computador. Música
     no computador. Trabalho no computador.
     Escritores mais graduados me confessam escrever
30  somente a lápis. Depois de vários tratamentos, passam o
     texto para o computador, "quando já está pronto". Faço
     parte de uma geração que não apenas cria direto no
     computador, mas pensa na frente do computador. Teclamos
     com olhos dilatados e dedos frementes sobre a cortina
35 branca do processador de texto, encarando uma tela que
     esconde, por trás de si, um trilhão de outras janelas,
     "o mundo ao toque de um clique".
          Nada mais ilusório.
          O que assustou por aqui foi minha sincera reação
40  de pânico à possibilidade de perder tudo - como se a
     casa e a biblioteca pegassem fogo. Tenho pelo menos
     seis anos de textos, três mil fotos e umas sete mil
     músicas em cada um dos computadores - a cópia de
     segurança dos arquivos de um estava no outro. Claro, seria
45 impossível que os dois quebrassem - "ainda mais no
     mesmo dia!" Os técnicos e entendidos em informática
     dirão que sou um idiota descuidado. Eles têm razão.
          Há outro lado. Se nada recuperar, vou me sentir
     infinitamente livre para começar tudo de novo. Longe do
50 computador, espero.

CUENCA, João Paulo. Megazine. Jornal O Globo. 20 mar. 2007.
(com adaptações)

A situação ___________ se deparou o surpreendeu. Tendo em vista a regência verbal, a opção que completa corretamente a frase acima é:

Alternativas
Comentários
  • olá pessoal.
    Quem se depara...depara COM alguma coisa...então..

    A situação COM que se deparou o surpreendeu.
    boa sorte a todos
  • Deparar (v.t.d ou v.t.i c/ prep. com)

    Exemplos:

    Deparei dois erros em sua carta.

    Deparei com dois erros em sua carta.

     

    Fonte: Apostila Vestcon - Curso Básico - Língua Portuguesa - Pág. 50

  • Pra resolver a questão, basta fazer a seguinte análise: Quem se depara, se depara com alguém ou com alguma coisa. 
  • [A situação [com que se deparou] o surpreendeu]

    Temos duas orações. Pronome relativo introduz nova oração.
    se deparou: Quem se depara se depara COM algo ("que" retomando "situação")

    Força, moçada! 
  • A regência e as orações subordinadas

     

    Um período composto é aquele que apresenta uma oração principal e uma ou mais orações dependentes desta principal. As orações subordinadas são dependentes e, em geral, ligam-se à oração principal por meio de conectivos (pronomes, conjunções e etc.).

    As orações subordinadas adjetivas e as orações subordinadas adverbiais, quando introduzidas por um pronome relativo (quequalquem e etc.), devem conservar a regência dos seus verbos.

     

    Exemplo:

    A vaga para o emprego o qual/que eu lhe falei continua aberta. [Inadequado]

    A vaga para o emprego do qual/de que eu lhe falei continua aberta. [Adequado]

    ...[A vaga para o emprego continua aberta: oração principal]

    ...[do qual eu lhe falei: oração subordinada]

    ...[falei de emprego a você = de que/do qual OU falei sobre o emprego a você = sobre o qual]

    Notem que a preposição regida pelo verbo da oração subordinada vem antes do pronome relativo. Deve-se compreender, no entanto, que essa regência verbal é relativa ao verbo da oração subordinada (falei defalei sobre) e não ao verbo da oração principal (continua). 

     

    [ Fonte: http://www.interaulaclube.com.br/portugues/aregenciaeasoracoessubordinadas.htm ]


ID
28354
Banca
CESGRANRIO
Órgão
DNPM
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

COMO NAVEGAR EM ALTO MAR

A família Schürmann ficou conhecida no Brasil pelas
viagens que fez pelo mundo a bordo de seu veleiro. Como
um de seus membros, posso dizer que vivemos
incontáveis aventuras, mas descobrimos que o nosso
projeto ia além da busca por novas culturas e desafios.
Percebemos que diariamente vivíamos a realidade – e
até mesmo o sonho – de muitos empresários. Aprendemos
na prática o que empresas e executivos procuram
aprimorar no seu dia-a-dia, como, por exemplo, reagir em
situações adversas, enfrentar desafios e transformá-los
em oportunidades, tomar decisões para administrar um
empreendimento com sucesso e conviver em equipe.
Em nossas palestras, procuramos destacar que o
barco a vela é uma excelente ferramenta para fazer uma
analogia com as empresas. Nós vivemos durante 20 anos
dentro de um veleiro de 44 metros quadrados. Para que
tudo desse certo nessas condições, foi preciso um bom
planejamento, uma tripulação unida e perseverança para
enfrentar as mais inesperadas situações. As empresas
passam por problemas similares. Veja alguns deles:
• Quando nos deparávamos com um mar tempestuoso,
procurávamos enfrentá-lo com firmeza. A
análise das condições meteorológicas através de
mecanismos de informações, como satélite, barômetro
e formações de nuvens nos ajudava a prever
a dimensão da situação. Com esses dados em
mãos, tudo ficava mais fácil e previsível. Tínhamos
também uma tripulação bem treinada. Numa empresa
é a mesma coisa. Você precisa utilizar os
recursos tecnológicos e intelectuais disponíveis para
cada uma das situações. E, para se sentir seguro,
não há nada melhor do que promover treinamentos
periódicos e sistemáticos.
• Sempre que estamos no mar, temos de ajustar
constantemente a embarcação, regular as velas,
revisar os materiais e preparar a tripulação. É importante
administrar riscos em situações de pressão
e tomar decisões rápidas nos momentos difíceis.
[...]
• Os ventos fortes sempre forçam o velejador a fazer
mudanças de rumo, mas ele nunca esquece que o
objetivo precisa ser alcançado. Tem de encontrar
soluções e fazer o barco se mover com rapidez e
segurança na tempestade. Para isso, deve contar
com uma tripulação unida, em que cada um cumpre
bem o seu papel.
Para que tudo siga o planejado, é preciso investir em
comunicação. Em um veleiro oceânico, assim como nas
empresas, a comunicação é fator crítico para o sucesso.
Essas são algumas das lições preciosas que aprendemos
em alto-mar. Acredite sempre em dias melhores.
Nem mesmo quando perdemos os nossos mastros em
meio a uma tempestade na Nova Zelândia e ficamos dias
à deriva deixamos de acreditar. O segredo foi estarmos
preparados para superar momentos difíceis e tensos como
aquele.
SCHÜRMANN, Heloisa, Revista Você S/A, Ago. 2004.

Indique a opção cujo pronome entre parênteses substitui adequadamente a expressão em destaque.

Alternativas
Comentários
  • Faltou, ao editar a questão, o hífen em :"salientou-os".
  • Comentário de cada alternativa:a) Ele salientou os pontos mais importantes. (salientou-os)CORRETAb) Ele assumiu o cargo de capitão. (assumiu-lhe)ELE ASSUMIU-O.c) Ele obedeceu às ordens das administradoras. (obedeceu- as)ELE OBEDECEU-LHES.d) Ele enviou as encomendas para as filiais. (enviou-lhes)ELE ENVIOU-AS PARA AS FILIAIS.e) Ele convenceu os amigos a comprarem a firma. (convenceu- lhes)ELE CONVENCEU-OS A COMPRAREM A FIRMA.Dica:Lhe(s): é usado como VTIEx: Ele obedeceu às ordens - Ele obedeceu-lhes.o(s)e a(s): são udados como VTDEx: Ele enviou as encomendas - Ele enviou-as.
  •  Querida Cleide, muito obrigado pelo seu esclarecimento! Tirou uma grande dúvida das minhas costas!

     

    Valeu!

  • SUGIRO AOS CAROS COLEGAS QUE FAÇAM E COMENTEM AS PROVAS DA COPEVE-IFAL,

    POIS SÃO PARECIDAS COM A CESGRANRIO

    ABRAÇOS FRATERNOS !

  • Não entendi pq são Êncleses?


ID
29821
Banca
FCC
Órgão
TRE-PI
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções para as questões de números 1 a 11.

Assinale, na folha de respostas, a alternativa que
preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Afinal, os papéis não haviam ficado ......, mas sim ...... .

Alternativas
Comentários
  • A questão é muito simples. Usamos somente o "com nós" quando houver após ele determinantes: MESMOS, PRÓPRIOS, DOIS. E "conosco" quando nao houver nada após essa expressão.
    Dúvidas de português? andremartins@yahoo.com Um abraço!
  • Usamos sempre o termo "com nós" quando o termo vier sendo ampliado pelos pronomes "outros", 'todos", "mesmos" e próprios" e por termo numeral. E se utiliza "conosco" quando nao houver nada após essa expressão.


ID
29842
Banca
FCC
Órgão
TRE-PI
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções para as questões de números 1 a 11.

Assinale, na folha de respostas, a alternativa que
preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

A pessoa ...... eu falava não reconheceu o moço ...... retrato eu lhe mostrei.

Alternativas
Comentários
  • Resposta é a letra "d", pois;1) quem fala, fala com alguém, ou seja Com quem se eu falava? Com a pessoa. "com quem eu falava"2) após cujo não cabe "o, a, os, as" então a letra b e e estão erradas; quem mostra, mostra a alguém, não mostra de alguém então a letra c esta errada.
  • Como alertou o colega acima, o verbo "falar" solicita regência "com". Ou seja, quem fala, fala com alguém (Na frase em destaque possui sentido de VTI).
    Em relação ao pronome relativo "cujo" é bom gravar as dicas abaixo, vejamos: o pronome relativo cujo e reflexões equivale a um pronome possesivo e sempre se posiciona antes de um substantivo com o qual concorda em gênero e número.
    Desta forma, as alternativas "b" e "e" já poderiam ser descartadas, pois o pronome relativo "cujo" só será aceito antes de substantivo.
    Em relação à letra "c", o verbo mostrar (V.T.D) não pede regência.
  •  Não se usa artigo definido entre o pronome  cujo e o substantivo subsequente.

    O garoto cujo (o) pai esteve aqui (situação inadequada)

    O garoto cujo pai esteve aqui... (forma conveniente)


  • Quem fala, fala COM alguém
    Eu mostrei o retrato DELE (ideia de posse, então devemos usar o CUJO)

    Quem mostra, mostra algo. Ou seja, eu mostrei o retrato do moço. (sendo assim, não há preposição antes do CUJO)

    OBS: Não podemos usar artigo após o CUJO

    Alternativa D

  • DICA PERGUNTE AO VERBO ANTECEDENTE:

     

    Quem fala, fala COM alguém

     

     

    CUJO =   PRONOME RELATIVO que retoma um ANTECEDENTE

     

    -  VEM ENTRE DOIS SUBSTANTIVO COM IDEIA DE POSSE

     

    -  concorda com o substantivo SEGUINTE

     

    Ex. Eis o homem CUJA filha foi aprovada.

          Eis o homem CUJO filho foi aprovado.

     

    -    EVITA A REPETIÇÃO DO SUBSTANTIVO

     

    -   PERGUNTAR AO VERBO, preposição obrigatória: 

    concordei com / com cuja  ;  se referiu, a cujos

     

    Ex.      Vi o filme a cujos atores você se referiu (pede preposição A)

     

    ..........................

     

    1-    Sempre entre dois substantivos

     

     

    2-       Estabelece entre dois substantivos IDEIA DE POSSE – ler do segundo substantivo para o primeiro e coloca a preposição  “de, do, da”

     

     

    3-       Não pode vir seguido de verbo   NÃO UTILIZA:     “CUJO”      +      É    VERBO

     

    4-      Não pode vir seguido de artigo   NÃO UTILIZA:      “CUJO”     +        ARTIGO (a, o um)

     

     

     

    5-          Exercem a função de adjunto adnominal.

     

    O restaurante Reis,  DE QUE  o poeta era assíduo frequentador       (quem é frequentador, é frequentador DE algum lugar).

     

     

     

     AONDE  =            IDEIA DE MOVIMENTO (    Aonde está indo)

     ONDE =         LUGAR    (Estático)    

     NA QUAL  =    EM QUE

     

  • O Pronome Relativo é uma classe de pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelece relação entre duas orações.

    -

    A pessoa com quem eu falava não reconheceu o moço cujo retrato eu lhe mostrei.

    -

    Eu falava com a pessoa

    -

    Eu mostrei o retrato do moço a ele (lhe)

    -

    O cujo tem sentido de posse (retrato do moço), mas nessa oração não há elemento "pedindo" preposição.


ID
37723
Banca
FCC
Órgão
TJ-PA
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.

Liberdade minha, liberdade tua
     Uma professora do meu tempo de ensino médio, a propósito de qualquer ato de indisciplina ocorrido em suas aulas, invocava a sabedoria da frase “A liberdade de um termina onde começa a do outro". Servia-se dessa velha máxima para nos lembrar limites de comportamento. Com o passar do tempo, esqueci-me de muita coisa da História que ela nos ensinava, mas jamais dessa frase, que naquela época me soava, ao mesmo tempo, justa e antipática. Adolescentes não costumam prezar limites, e a ideia de que a nossa (isto é, a minha...) liberdade termina em algum lugar me parecia inaceitável. Mas eu também me dava conta de que poderia invocar a mesma frase para defender aguerridamente o meu espaço, quando ameaçado pelo outro, e isso a tornava bastante justa... Por vezes invocamos a universalidade de um princípio por razões inteiramente egoístas.

    Confesso que continuo achando a frase algo perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, no fundo, subsiste como um atributo de todas?

     Acredito que uma das lutas mais ingentes da civilização humana é a que se desenvolve, permanentemente, contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência na selva - lei do instinto mais primitivo - tem voz forte e procura resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço de educadora e combatia a expansão do nosso território anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da civilização.

                                                                                                                          (Valdeci Aguirra, inédito)




Atente para as frases abaixo.

I. Todos queremos defender nossa liberdade, tornar-lhe imune a qualquer restrição, proclamar-lhe aos quatro ventos.

II. Sim, o egoísmo é uma inclinação natural, mas acatar-lhe é curvar-se a um instinto primitivo; cumpre, a todo custo, restringi-lo a violência.

III. As palavras daquela frase ressoaram fortemente em nossa consciência arrogante, abalaram-na, retiraram-lhe o falso triunfalismo.

Está plenamente adequado o emprego de pronomes em

Alternativas
Comentários
  • I. Todos queremos defender nossa liberdade, tornar-lhe imune a qualquer restrição, proclamar-lhe aos quatro ventos. (ERRADA) correção: TORNA-LAII. Sim, o egoísmo é uma inclinação natural, mas acatar-lhe é curvar-se a um instinto primitivo; cumpre, a todo custo, restringi-lo a violência. (ERRADA) correção: ACATA-LOIII. As palavras daquela frase ressoaram fortemente em nossa consciência arrogante, abalaram-na, retiraram-lhe o falso triunfalismo. (CORRETO)
  • I. Todos queremos defender nossa liberdade, tornar-lhe imune a qualquer restrição, proclamar-lhe aos quatro ventos. (ERRADA).    Os verbos são transitivos diretos e não admitem o pronome "lhe" - o correto é torná-la e  proclamá-la.

    II.Sim, o egoísmo é uma inclinação natural, mas acatar-lhe é curvar-se aum instinto primitivo; cumpre, a todo custo, restringi-lo a violência. (ERRADA)   O verbo é transitivo direto e não admite o pronome "lhe"- o correto é acatá-lo.

    III.As palavras daquela frase ressoaram fortemente em nossa consciênciaarrogante, abalaram-na, retiraram-lhe o falso triunfalismo. (CORRETA)
  • Comentário objetivo:

    I. Todos queremos defender nossa liberdade, tornar-lhe TORNÁ-LO imune a qualquer restrição, proclamar-lhe PROCAMÁ-LO aos quatro ventos.

    II. Sim, o egoísmo é uma inclinação natural, mas acatar-lhe ACATÁ-LO é curvar-se a um instinto primitivo; cumpre, a todo custo, restringi-lo a violência.

    III. As palavras daquela frase ressoaram fortemente em nossa consciência arrogante, abalaram-na, retiraram-lhe o falso triunfalismo. CORRETA.

  • Para mim, a C também está incorreta.
    Pois quem retira, retira algo DE alguém. O pronome lhe substitui a preposição A e não DE.
    O correto, para mim, seria: As palavras daquela frase ressoaram fortemente em nossa consciência arrogante, abalaram-na, dela retiraram o falso triunfalismo.

    E aí, o que acham?
  • Na frase: "Sim, o egoísmo é uma inclinação natural, mas acatar-lhe é curvar-se a um instinto primitivo; cumpre, a todo custo, restringi-lo a violência.", o termo LO não deveria ser substituído por "LHE" (restringir a violência do egoísmo)?

  • Daniel,
    o A que antecede violência não se trata de artigo, mas sim de uma preposição.

    Quem restringe, restringe alguém A algo.
    Caso existisse um artigo ocorreria crase.

    espero ter ajudadoooo!!!! 

ID
44698
Banca
ESAF
Órgão
ANA
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Julgue se os itens estão gramaticalmente corretos e assinale a opção correspondente.

I. A visão pan-americana sobre os desafios que envolvem o tema água constitui a Mensagem de Foz do Iguaçu, documento lançado na cidade paranaense, durante o encerramento do Fórum de Águas das Américas.
II. O Fórum visa diagnosticar a política e a gestão da água na América e propor políticas adequadas para enfrentar os desafios globais relacionados à água, entre cujos as mudanças climáticas e o crescimento da população mundial.
III. Após um debate democrático, várias idéias foram escolhidas para compor a Mensagem de Foz do Iguaçu. Há desde temas que abrangem todo o continente americano, até propostas que contemplam uma região específica.
IV. A Mensagem será enviada para o Fórum Mundial da Água que ocorrerá em março de 2009, em Istambul Turquia.

(Adaptado de Raylton Alves http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/noticiasExibe.asp?ID_Noticia=6119)

Estão corretos apenas os itens:

Alternativas
Comentários
  • O erro da IV é exatamente a vírgula depois de "Água"A Mensagem será enviada para o Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em março de 2009, em Istambul Turquia.
  • A alternativa II está errada pelo uso indevido do "CUJOS"no trecho "à água, entre cujos as mudanças climáticas e o crescimento".A alternativa IV está incorreta pelo não emprego da vírgula no trecho: "...Fórum Mundial da Água que ocorrerá em março de 2009, em Istambul Turquia.Dica: A vírgula será utilizada:Orações subordinadas adverbiais: São separadas por vírgula quando estiverem no início ou no meio do período. Elas também estão explicadas em uma das colunas anteriores.Para isolar adjuntos adverbiais deslocados: Adjuntos adverbiais são termos de valor adverbial que denotam alguma circunstância do fato expresso pelo verbo ou intensifica o sentido deste, ou de um adjetivo, ou de um advérbio. As principais circunstâncias são as de tempo, lugar, causa, modo, meio, afirmação, negação, dúvida, intensidade, finalidade, condição, assunto, preço, etc...Para separar, nas datas, o lugar. Dentre outras regras.Valeu galera!
  • na opção "IV. A Mensagem será enviada para o Fórum Mundial da Água que ocorrerá em março de 2009, em Istambul Turquia."
    o correto não seria  "IV. A Mensagem será enviada ao Fórum Mundial da Água que ocorrerá em março de 2009, em Istambul Turquia."

    Haja vista a regência do verbo enviar, quem envia envia algo a alguém.
  • Istambul faz parte da Turquia, mas o nome da cidade não é "Istambul Turquia". Assim precisa de vírgula.
    IV. A Mensagem será enviada para o Fórum Mundial da Água que ocorrerá em março de 2009, em Istambul, Turquia.
  • No item III, não deveria haver uma vírgula após o verbo "Há"? E se houvesse, incorreria em erro gramatical?
  • Errados os itens II e IV.
    O erro do item II é observado no uso do pronome relativo CUJO, o qual só pode ser usado entre substiantivos ou, no máximo, ter uma preposição antes.
    Os erros do item IV estão nas vígulas: Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em março de 2009, em Istambul, Turquia.
  • Hoje a questão seria nula, pois no item III a palavra ideias não tem mais acento devido às novas regras da gramática.

    "O acento agudo foi abolido apenas nos ditongos abertos das palavras paroxítonas: ideia, giboia"

  • Jeferson Oliveira, também achava que "No item III, não deveria haver uma vírgula após o verbo HÁ". Não encontrei explicação para a exigência da vírgula. Deve ser facultativa. Mas gostaria que alguém explicasse...

  • fala sério..

  • Vi várias explicações pro item IV estar errado, mas no meu ponto de vista, o erro está na regência do ver enviar.

    - Usa-se a preposição para quando se refere a envio de algo para algum lugar.

    - Usa-se a preposição a quando se refere a envio de algo a alguém.

    Na frase entendi o "Fórum" como uma entidade ou "alguém".


ID
48856
Banca
CESGRANRIO
Órgão
ANP
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Observe as mudanças de colocação de pronomes propostas abaixo.

I - Só 46 delegados compareceram ao Parlamento, o que os tinha deixado em minoria. - o que tinha deixado-os
II - Um historiador acredita que o Brasil poderia ter se desintegrado em três diferentes países. - se poderia ter desintegrado
III - Antes da mudança da corte portuguesa, os conflitos regionais da colônia estavam se aprofundando. - se estavam aprofundando
IV- As colônias no Brasil estariam perdidas para Portugal, pois os ingleses queriam ocupá-las. - os ingleses as queriam ocupar

Tais mudanças são possíveis APENAS em

Alternativas
Comentários
  • colocação pronominal.1.verbo auxiliar + infinitivo antes da locução verbal entre os dois verbos depois da locução verbal2. verbo auxiliar + gerúndio antes da locução verbal entre os dois verbos depois da locução verbal3. verbo auxiliar + particípio antes da locução verbal entre os dois verbos
  • colocação pronominal.1.verbo auxiliar + infinitivoantes da locução verbalentre os dois verbosdepois da locução verbal2. verbo auxiliar + gerúndioantes da locução verbaldepois da locução verbal3. verbo auxiliar + particípioantes da locução verbalentre os dois verbos
  • (I) o que os tinha deixado em minoria. Pronome relativo é atrativo e fator de próclise. Portanto, a ênclise não é permitida.
    (II) poderia ter se desintegrado em três diferentes países. A locução verbal na forma de verbo de ligação + infinitivo admite-se a seguintes construções:

    1. Próclise ao verbo auxiliar
    2. Ênclise ao verbo auxiliar 
    3. Ênclise ao verbo principal - infinitivo
    (III) os conflitos regionais da colônia estavam se aprofundando. A locução verbal na forma de verbo de ligação + gerúndio admite-se a seguintes construções:

    1. Próclise ao verbo auxiliar
    2. Ênclise ao verbo auxiliar 
    3. Ênclise ao verbo principal - gerúndi
    (IV) pois os ingleses queriam ocupá-las.  A locução verbal na forma de verbo de ligação + infinitivo admite-se a seguintes construções:
    1. Próclise ao verbo auxiliar
    2. Ênclise ao verbo auxiliar 
    3. Ênclise ao verbo principal - infinitivo
    Portanto, a única alteração que não é cabível é a da alternativa I. Letra E gabarito da questão.
  • Gab. E) II, III e IV

  • Gabarito:E

    #concurseirosFORÇA

  • q inferno essa matéria, q inferno...

  • que conteúdo horrível

ID
67111
Banca
ESAF
Órgão
Receita Federal
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que corresponde a  erro  gramatical.

O IDH é um índice que, pela simplicidade, se (1) disseminou mundialmente, tornando-se (2) um parâmetro de avaliação de políticas públicas na área social, o que não é pouco, levando-se em consideração que há respaldo científico.No entanto, para além das filigranas metodológicas, é preciso não se perder (3) de vista o ponto fundamental do IDH, que é medir a qualidade de vida para além de indicadores econômicos. Nesse sentido, ele é uma bem-sucedida alternativa ideológica do indicador puro e simples do Produto Interno Bruto, no qual (4) pode camufl ar o real nível de bem-estar da maioria da população. Com o IDH, medir desenvolvimento humano passou a ser tão ou mais importante que aferir (5) o mero, e às vezes enganador, desenvolvimento econômico.
(Jornal do Brasil, Editorial, 7/10/2009, adaptado.)

Alternativas
Comentários
  • "...ele é uma bem-sucedida alternativa ideológica do indicador puro e simples do Produto Interno Bruto, O QUAL pode camuflar o real nível de bem-estar da maioria da população. "Quem pode camuflar ? O PIB !!!
  • No (1), o correto não seria "Disseminou-se"? Por que a ênclise não é obrigatória nesse caso? 
  • Anderson,

    A ênclise, nesse caso, não é obrigatória, pois o "que" exerce função de pronome relativo.
    Dessa forma, ainda que se tenha um adjunto adverbial isolado por vírgulas, o "que" acaba por atrair a referida colocação pronominal.

    Bons estudos.
  • Caro colega,
    realmente a próclise é proibida no início de orações, inclusive naquelas que começam com vírgulas.
    Porém, neste caso (O IDH é um índice que, pela simplicidade, se (1) disseminou...) o termo: "pela simplicidade" é um termo interferente, ou seja, poderia ser retirado sem prejuízo para a oração (sintatica e semanticamente), logo, as vírgulas que o separam não demarcam fim ou início de oração, admitindo-se a próclise.

ID
72184
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Duas linguagens

Na minha juventude, tive um grande amigo que era estudante
de Direito. Ele questionava muito sua vocação para os
estudos jurídicos, pois também alimentava enorme interesse
por literatura, sobretudo pela poesia, e não achava compatíveis
a linguagem de um código penal e a freqüentada pelos poetas.
Apesar de reconhecer essa diferença, eu o animava, sem muita
convicção, lembrando-lhe que grandes escritores tinham formação
jurídica, e esta não lhes travava o talento literário.

Outro dia reencontrei-o, depois de muitos anos. É juiz de
direito numa grande comarca, e parece satisfeito com a profissão.
Hesitei em lhe perguntar sobre o gosto pela poesia, e ele,
parecendo adivinhar, confessou que havia publicado alguns livros
de poemas - "inteiramente despretensiosos", frisou. Ficou de
me mandar um exemplar do último, que havia lançado
recentemente.

Hoje mesmo recebi o livro, trazido em casa por um amigo
comum. Os poemas são muito bons; têm uma secura de estilo
que favorece a expressão depurada de finos sentimentos.
Busquei entrever naqueles versos algum traço bacharelesco,
alguma coisa que lembrasse a linguagem processual. Nada.
Não resisti e telefonei ao meu amigo, perguntando-lhe como
conseguiu elidir tão completamente sua formação e sua vida
profissional, freqüentando um gênero literário que costuma
impelir ao registro confessional. Sua resposta:

? Meu caro, a objetividade que tenho de ter para julgar
os outros comunica-se com a objetividade com que busco tratar
minhas paixões. Ser poeta é afinar palavra justas e precisos
sentimentos. Justeza e justiça podem ser irmãs.

E eu que nunca tinha pensado nisso...

(Ariovaldo Cerqueira, inédito)

Está adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Meu amigo juiz escrevia poemas CUJO estilo de linguagem era muito depurado. b) Expressava-se numa linguagem poética em que ele se obrigara a ser contido e disciplinado. CORRETO c) Logo recebi o livro de poemas Dos quais o grande valor expressivo eu sequer desconfiava. d) Surpreendeu-me que tivesse escrito poemas NOS QUAIS não havia vestígio de academicismos. OBS: NA FRENTE DO CUJO SÓ PODE VIR SUBSTANTIVO! e) Meu amigo deu-me uma explicação PELA qual pude aproveitar uma lição muito original
  • Comentários (fonte: Henrique Nuco, Português FCC, editora Ferreira)


    a) Meu amigo juiz escrevia poemas que o estilo de linguagem era muito depurado. ERRADO. CORREÇÃO: Meu amigo juiz escrevia poemas CUJO estilo de linguagem era muito depurado. JUSTIFICATIVA: O pronome "cujo" e flexões (cujo, cuja, cujos, cujas), correspondente a DO QUAL, DA QUAL, DOS QUAIS, DAS QUAIS, DE QUEM, usam-se somente quando houver indicação de POSSE; esse pronome fica entre o possuidor (sbustantivo antecedente > poemas) e o possuído (substantivo posterior > estilo) e concorda obrigatoriamente com a coisa possuída (poemas CUJO estilo de linguagem = estilo de linguagem dos poemas = seu estilo). Oração principal: Meu amigo escrevia poema; oração subordinada adjtiva: CUJO (cujo = seu) estilo de linguagem era muito depurado. 

    b) Expressava-se numa linguagem poética em que ele se obrigara a ser contido e disciplinado. CERTO. JUSTIFICATIVA: Oração principal: Expressava-se numa linguagem poética; oração subordinada adjetiva explicativa: EM QUE ele se obrigara a ser contido e disciplinado. Ordem direta da oração adjetiva: ele se obrigara a ser contido e disciplinado EM QUE (em que = na linguagem poética). 

     c) Logo recebi o livro de poemas nos quais o grande valor expressivo eu sequer desconfiava.ERRADO. CORREÇÃO: Logo recebi o livro de poemas DOS QUAIS (ou DE QUE) o grande valor expressivo eu sequer desconfiava. JUSTIFICATIVA: Oração principal: Logo que recebi o livro de poemas; oração subordinada adjetiva: DOS QUAIS (ou DE QUE) o grande valor expressivo eu sequer desconfiava. Ordem direta da oração adjetiva: eu sequer desconfiava DOS QUAIS (DOS QUAIS ou DE QUE = do grande valor expressivo; quem desconfia, desconfia DE algo). 


    d) Surpreendeu-me que tivesse escrito poemas em cujos não havia vestígio de academicismos. ERRADO. CORREÇÃO; Supreendeu-me que tivesse escrito poemas EM QUE (ou NOS QUAIS) não havia vestígio de academicismos. JUSTIFICATIVA: Oração principal + oração substantiva: Surpreendeu-me que tivesse escrito poemas; oração subordinada adjetiva: EM QUE (ou NOS QUAIS) havia vestígio de academicismos. Ordem direta da oração adjetiva: não havia vestígio de academicismos em que (= nos quais = nos poemas). 

    e) Meu amigo deu-me uma explicação à qual pude aproveitar uma lição muito original. ERRADO. CORREÇÃO: Meu amigo deu-me uma explicação; oração subordinada adjetiva: DA QUAL pude aproveitar uma lição muito original. Ordem direta da oração adjetiva: pude aproveitar uma lição muito original DA QUAL (=da explicação).


ID
72349
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

CNBB fecha questão contra a redução
da maioridade penal


A cúpula da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos
do Brasil) divulgou a posição da entidade, que é totalmente
contrária às propostas de redução da maioridade penal de 18
para 16 anos, que tramitam no Congresso Nacional.
O presidente da entidade, dom Geraldo Majella, disse
que os congressistas deveriam se esforçar em combater as
causas da violência e melhorar a educação para evitar que mais
jovens entrem para a criminalidade. "Não basta baixar a idade
penal para resolver o problema. A questão do adolescente
infrator deve ser resolvida não só com a polícia, mas com
políticas públicas que ajudem a dar educação", afirmou dom
Geraldo.

Os bispos também se manifestaram contra a intenção de
se fazer um plebiscito nacional sobre a redução da maioridade.
Para dom Geraldo, a força da mídia e a violência dos crimes
recentes podem influenciar as pessoas. Segundo ele, "o
plebiscito vai refletir toda a paixão que a sociedade expõe
quando ocorre algum crime de grande repercussão."
Os bispos também afirmaram que vão conversar com
deputados e senadores para tentar convencê-los a não votarem
as matérias que tratem do assunto. Só na Câmara, há 177
matérias que tratam de crimes praticados por adolescentes, 58
das quais abordam a redução da maioridade. No Congresso, o
projeto mais recente apresentado pelo líder do PL, é bastante
rigoroso: propõe a redução da maioridade para 13 anos.

(Folha on line, "Cotidiano", 26/11/2003)

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

Alternativas
Comentários
  • alternativa C correta com a utilização do empregodos elementos:cuja tramitação (os projetos de redução de maioridade)de quem (deseja uma política de inclusão dos menores carentes)
  • a) A CNBB, cuja a cúpula acabou de se manifestar, mostrou-se intransigente por qualquer medida radical que venha a prejudicar os menores infratores.. - Não se usa artigo depois de pronome relativo CUJA.


    b) A matéria de que   (A QUE)   dizem respeito 58 dos projetos tem a ver com a redução da maioridade, na qual os bispos da CNBB posicionaram-se desfavoravelmente.


    c) Os projetos de redução de maioridade, cuja tramitação está acelerada, não contam com a simpatia de quem deseja uma política de inclusão dos menores carentes. - CORRETA


    d) A força da mídia, à qual nem todos mostram consciência, costuma ser decisiva nos momentos onde    (EM QUE)   a opinião pública está emocionalmente abalada.


    e) É um mito imaginar de que    (QUE)   basta reduzir a maioridade penal para que os problemas da delinqüência juvenil, que sua existência ninguém nega, sejam definitivamente resolvidos



    Identifiquei esses erros. Se algum colega discordar ou observar outros mais, poste aqui! Será de grane valia!

  • Em relação à questão "D", acredito que o correto seria: A força da mídia, DA QUAL nem todos mostram consciência, costuma ser decisiva nos momentos em que a opiniãoa está emocionalmente abalada.

    QUEM MOSTRA CONSCIÊNCIA MOSTRA CONSCIÊNCIA DE ALGUMA COISA.

    Aguardo opiniões a respeito.
  • Corrigindo os erros!

    a) A CNBB, cuja (não se usa artigo depois de pronome relativo cuja) cúpula acabou de se manifestar, mostrou-se intransigente com qualquer medida radical que venha a prejudicar os menores infratores. ( o termo intransigente pede a preposição com para se fazer a regência)


    b) A matéria a que dizem respeito 58 dos projetos tem a ver com a redução da maioridade, sobre o qual os bispos da CNBB posicionaram-se desfavoravelmente. (o termo respeito pede a preposição a e o verbo posicionar pede a preposição sobre para se fazerem a regência))


    c) Os projetos de redução de maioridade, cuja tramitação está acelerada, não contam com a simpatia deseja uma política de inclusão dos menores carentes. - CORRETA


    d) A força da mídia, sobre a qual nem todos mostram consciência, costuma ser decisiva nos momentos em que a opinião pública está emocionalmente abalada. (o termo consciência pede a preposição sobre para se fazer a regência e o termo onde só é cabível quando se tratar de lugares, o que não é o caso)


    e) É um mito imaginar que basta reduzir a maioridade penal para que os problemas da delinqüência juvenil, cuja existência ninguém nega, sejam definitivamente resolvidos ( o que está introduzindo uma oração substantiva iniciada pelo verbo transitivo direto imaginar, portanto não cabe preposição. Quanto a segunda relação sintática analisada, trata-se de ideia de posse. Nesse sentido, o termo adequado é o pronome cuja)

    Espero que possa ter contribuído


ID
72358
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

CNBB fecha questão contra a redução
da maioridade penal


A cúpula da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos
do Brasil) divulgou a posição da entidade, que é totalmente
contrária às propostas de redução da maioridade penal de 18
para 16 anos, que tramitam no Congresso Nacional.
O presidente da entidade, dom Geraldo Majella, disse
que os congressistas deveriam se esforçar em combater as
causas da violência e melhorar a educação para evitar que mais
jovens entrem para a criminalidade. "Não basta baixar a idade
penal para resolver o problema. A questão do adolescente
infrator deve ser resolvida não só com a polícia, mas com
políticas públicas que ajudem a dar educação", afirmou dom
Geraldo.

Os bispos também se manifestaram contra a intenção de
se fazer um plebiscito nacional sobre a redução da maioridade.
Para dom Geraldo, a força da mídia e a violência dos crimes
recentes podem influenciar as pessoas. Segundo ele, "o
plebiscito vai refletir toda a paixão que a sociedade expõe
quando ocorre algum crime de grande repercussão."
Os bispos também afirmaram que vão conversar com
deputados e senadores para tentar convencê-los a não votarem
as matérias que tratem do assunto. Só na Câmara, há 177
matérias que tratam de crimes praticados por adolescentes, 58
das quais abordam a redução da maioridade. No Congresso, o
projeto mais recente apresentado pelo líder do PL, é bastante
rigoroso: propõe a redução da maioridade para 13 anos.

(Folha on line, "Cotidiano", 26/11/2003)

Os menores infratores constituem, de fato, um problema, mas não nos cabe apenas punir os menores infratores, e sim permitir aos menores infratores que tenham acesso à educação, para que se livrem da condição de menores infratores.

Evitam-se as repetições do período acima substituindo-se, de modo correto, os elementos sublinhados por, respectivamente:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta, letra Bb) puni-los; permitir seu acesso; dessa sua condição
  • VERBOS NO INFINITIVO TERMINADOS EM ''R '' OU ''Z'' ADMITEM O PRONOME : LO(S) LA(S). TERMINADOS EM 'M' ADMITEM O PRNOME ''NO (S) , NA(S).
  • Resumindo:

     

    Verbos que terminam em RSZ admitem os pronomes: LA,LO (S)

     

    Pronome possessivo: Seu indica algo que pertence a 2°,3° pessoa. [Ele e sua boca grande!]

     

    Pronomes demonstrativo: Anafórico [SS] Catafórico[ ST] 

     

    Anafórico: Algo que já foi mencionado,visto, ouvido.

    Esse carro que você viu é meu.

     

    Catafórico: Algo que não foi mencionado, visto, ouvido.

    Este carro é meu, sabia?!

     

     

  • 9A)puni-los; permiti-los o acesso; da condição deles

    Ñ PODE SER A ALTERNATIVA "A", porque QUEM PERMITE, permite ALGUÉM A ALGO

    , ENTAO teria que ser :

    PEMITI-LOS AO ACESSO

    B) puni-los; permitir seu acesso; dessa sua condição

    Quem pune , pune algo ou alguém verbo VTD, EXIGE COMPLENTO : "LOS", DE acordo com as regras

    QUEM PERMITE, PERMITE ALGO OU ALGUEM A ALGO : permitir seu acesso à educação....

    enquanto A DESSA SUA CONDIÇÃO, TEMOS AI UM PRONOME anaforico SE REFERINDO A ALGO que já foi dito junto com o pronome possessivo "SUA"

    esse é o gabarito

    C) punir a eles; permitir-lhes o acesso; dela

    Ñ PODE ser , porque o primeiro item já tá errado , pois punir EXIGE objeto direto ASSIM JA ELIMINAMOS TAMBEM A " D"

    E

    E )os punir; permiti-los ao acesso; desta condição

    ESSA FOI A QUE ME DEIXOU COM MAIS DUVIDAS , PORQUE " OS PUNIR" e PERMITI-LOS AO ACESSO estão certos , o erro está em DESTA CONDIÇÃO, não sei se pela ausência do pronome "SUA" ou pelo uso do pronome DESTA , POIS ESTE PODE SE REFERIR TANTO A TERMOS JA CITADOS OU QUE AINDA VAO SER MECIONADOS ,( anaforico ou cataforico )

    diferente do " DESSA" , QUE SÓ SE REFEREM A TERMOS QUE VEM ANTES DELE ( anaforico )


ID
72556
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Velocidade das imagens

Quem folheia um daqueles velhos álbuns de fotografias
logo nota que as pessoas fotografadas prepararam-se longamente
para o registro solene. As roupas são formais, os corpos
alinham-se em simetria, os rostos adotam uma expressão sisuda.
Cada foto corporifica um evento especial, grava um momento
que aspira à eternidade. Parece querer garantir a imortalidade
dos fotografados. Dificilmente alguém ri nessas fotos:
sobra gravidade, cerimônia, ou mesmo uma vaga melancolia.
Nada mais opostos a esse pretendido congelamento do
tempo do que a velocidade, o improviso e a multiplicação das
fotos de hoje, tiradas por meio de celulares. Todo mundo fotografa
tudo, vê o resultado, apaga fotos, tira outras, apaga, torna
a tirar. Intermináveis álbuns virtuais desaparecem a um toque
de dedo, e as pouquíssimas fotografias eventualmente salvas
testemunham não a severa imortalidade dos antigos, mas a
brincadeira instantânea dos modernos. As imagens não são feitas
para durar, mas para brilhar por segundos na minúscula tela
e desaparecer para sempre.

Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua
própria forma de interpretá-lo em imagens. É curioso como em
nossa época, caracterizada pela profusão e velocidade das
imagens, estas se apresentem num torvelinho temporal que as
trata sem qualquer respeito. É como se a facilidade contemporânea
de produção e difusão de imagens também levasse a
crer que nenhuma delas merece durar mais que uma rápida
aparição.

(Bernardo Coutinho, inédito)

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Há, nas velhas fotos dos álbuns amarelados, personagens CUJA identidade permanece misteriosa. b) Antigamente tratavaM-se com reverência as fotos que se costumava organizar em belos álbuns. c) Fotografar é hoje uma brincadeira, COM QUE se entretêm milhões de pessoas, em todos os lugares. d) Quase todo mundo tira fotos, mas a arte da fotografia ainda se circunscreve aos que de fato são talentosos. CORRETA e) A produção e difusão de imagens constituem operações A que hoje todos têm fácil acesso.
  • "Tratava-se", a meu ver está correto, pois é índice de indetermininação do sujeito.
  • Caro Ademar,
    sua observacão faz sentido, porém a questão requer a identificação do erro de uso no termo sublinhado da alternativa.
    No caso da alternativa que você mencionou - b) Antigamente tratava-se com reverência as fotos de que se costumava organizar em belos álbuns - o emprego da expressão "de que" fere o uso culto da gramática.

    Espero ter ajudado =)

    Fé sempre!
  • Olá pessoal!!
    A resposta é a letra “D” de Diferente!
    Corrigindo as erradas:

    a) Há, nas velhas fotos dos álbuns amarelados, personagens cuja identidade permanece misteriosa. .... O pronome cuja é usado na indicação de posse. "A identidade dos personagens...".
    b) Antigamente tratava-se com reverência as fotos que se costumava organizar em belos álbuns. "As fotos as quais se costumava organizar"... Quem organiza, organiza algo. VTD. Não há amparo ao uso do "DE" antes do pronome relativo.
    c) Fotografar é hoje uma brincadeira, com a qual se entretêm milhões de pessoas, em todos os lugares. Quem se entretém, se entretém COM.
    e) A produção e difusão de imagens constituem operações a que hoje todos têm fácil acesso. Quem tem acesso, tem acesso A alguma coisa.
     
    Forte abraço a todos e fiquem com Deus!!
  • a) Há, nas velhas fotos dos álbuns amarelados, personagens cuja identidade permanece misteriosa. (indica posse)

    b) Antigamente tratava-se com reverência as fotos que = as quais se costumava organizar em belos álbuns.

    c) Fotografar é hoje uma brincadeira, com que = com a qual se entretêm milhões de pessoas, em todos os lugares.

    d) correta.    ...circunscreve aos que = àqueles que de fato...

    e) A produção e difusão de imagens constituem operações a que = às quais hoje todos têm fácil acesso.

  • Na Letra D  "aos que" concorda com "circunscreve" ou "são talentosos"?
    Me ajudem :(


ID
72559
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Velocidade das imagens

Quem folheia um daqueles velhos álbuns de fotografias
logo nota que as pessoas fotografadas prepararam-se longamente
para o registro solene. As roupas são formais, os corpos
alinham-se em simetria, os rostos adotam uma expressão sisuda.
Cada foto corporifica um evento especial, grava um momento
que aspira à eternidade. Parece querer garantir a imortalidade
dos fotografados. Dificilmente alguém ri nessas fotos:
sobra gravidade, cerimônia, ou mesmo uma vaga melancolia.
Nada mais opostos a esse pretendido congelamento do
tempo do que a velocidade, o improviso e a multiplicação das
fotos de hoje, tiradas por meio de celulares. Todo mundo fotografa
tudo, vê o resultado, apaga fotos, tira outras, apaga, torna
a tirar. Intermináveis álbuns virtuais desaparecem a um toque
de dedo, e as pouquíssimas fotografias eventualmente salvas
testemunham não a severa imortalidade dos antigos, mas a
brincadeira instantânea dos modernos. As imagens não são feitas
para durar, mas para brilhar por segundos na minúscula tela
e desaparecer para sempre.

Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua
própria forma de interpretá-lo em imagens. É curioso como em
nossa época, caracterizada pela profusão e velocidade das
imagens, estas se apresentem num torvelinho temporal que as
trata sem qualquer respeito. É como se a facilidade contemporânea
de produção e difusão de imagens também levasse a
crer que nenhuma delas merece durar mais que uma rápida
aparição.

(Bernardo Coutinho, inédito)

É preciso corrigir, em nível estrutural, a redação da seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • Please, alguém pode explicar o que a alternativa do gabarito tem de errado?
  • Ao tentar passar a frase da alternativa A para a ordem direta, percebe-se com mais facilidade o erro:- A gravidade daquelas velhas fotos amareladas nos costuma passar uma sensação de vaga melancolia.Então, passando da forma correta para a ordem inversa:- Uma sensação de vaga melancolia nos costuma passar a gravidade daquelas velhas fotos amareladas.Assim a frase fica "mais limpa".
  • O erro está em misturar pessoas verbais: o correto seria TEMOS UMA SENSAÇÃO DE VAGA MELANCOLIA QUE ...
  • Como a questão pede correção de estrutura, creio que deva ter relação com a ordem direta de uma frase:

    Sujeito + Verbo + Complemento

    A letra "a" começa com verbo(está desorganizada).

    As outras opçoes estão na ordem direta:

    Sujeito de "b": A gravidade das pessoas fotografadas.

    Sujeito da "c": Folhear os velhos albúns de fotografias.

    Sujeito da "d": Um forte sentimento de malancolia.

    Sujeito da "e": Quem não gosta de mergulhar no passado.

    Que Deus seja SEMPRE com todos nós!!! 

  • Também não entendi o erro.

  • Erro: Tem-se uma sensação de vaga melancolia que nos costuma passar a gravidade daquelas velhas fotos amareladas.

    Falta a vírgula para a oração tornar-se explicativa: Tem-se uma sensação de vaga melancolia, que nos costuma passar a gravidade daquelas velhas fotos amareladas.

  • Vamos pedir comentário do professor, para nos auxiliar!

  • Na minha opinião a resposta é a letra d, pois não se usa próclise depois de vírgula.

  • Rafael, acredito que nesse caso da alternativa D o SE não se trata de um pronome, logo não existe o fato de estar errado por ser obrigado uma próclise. No caso da letra D o SE desempenha uma função de conjunção subordinativa condicional. Posso estar enganado, mas assim analisei. Logo, o SE nesse caso é permitido após a virgula por não se tratar de pronome.

  • Letra A. A mais estranha de todas as outras alternativas.

  • Não adianta , quem bolou a questão é o que menos saberia dizer alguma coisa.

  • 01.24 da Manhã, tenho que me deparar com uma questão mi... Dessa


ID
72562
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Velocidade das imagens

Quem folheia um daqueles velhos álbuns de fotografias
logo nota que as pessoas fotografadas prepararam-se longamente
para o registro solene. As roupas são formais, os corpos
alinham-se em simetria, os rostos adotam uma expressão sisuda.
Cada foto corporifica um evento especial, grava um momento
que aspira à eternidade. Parece querer garantir a imortalidade
dos fotografados. Dificilmente alguém ri nessas fotos:
sobra gravidade, cerimônia, ou mesmo uma vaga melancolia.
Nada mais opostos a esse pretendido congelamento do
tempo do que a velocidade, o improviso e a multiplicação das
fotos de hoje, tiradas por meio de celulares. Todo mundo fotografa
tudo, vê o resultado, apaga fotos, tira outras, apaga, torna
a tirar. Intermináveis álbuns virtuais desaparecem a um toque
de dedo, e as pouquíssimas fotografias eventualmente salvas
testemunham não a severa imortalidade dos antigos, mas a
brincadeira instantânea dos modernos. As imagens não são feitas
para durar, mas para brilhar por segundos na minúscula tela
e desaparecer para sempre.

Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua
própria forma de interpretá-lo em imagens. É curioso como em
nossa época, caracterizada pela profusão e velocidade das
imagens, estas se apresentem num torvelinho temporal que as
trata sem qualquer respeito. É como se a facilidade contemporânea
de produção e difusão de imagens também levasse a
crer que nenhuma delas merece durar mais que uma rápida
aparição.

(Bernardo Coutinho, inédito)

Quem não gosta de fotos antigas, não busque essas fotos nos velhos álbuns, nesses velhos álbuns nos quais nossos avós colecionavam aquelas fotos com todo o amor.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo- se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

Alternativas
Comentários
  • O erro da letra E reside no fato de que o pronome corre é ONDE, e não, AONDE, pois "nesses velhos álbuns" remonta a ideia de lugar fixo.

    BIZU:

    Quando não tiver certeza se se trata mesmo de lugar, substitua "onde" por "em que".

    LUGAR EM QUE

    O relativo onde pressupõe "o lugar onde", o que pode ser dito igualmente como "o lugar em que". Façamos a confirmação com os mesmos exemplos:

    • Nasci onde nasceste = Nasci no lugar onde nasceste = Nasci no lugar em que nasceste.
    • Todos procuram saber onde a Vera Fischer está = Todos procuram sabero lugar onde a Vera está = Todos procuram saber o lugar em que a Vera está.

ID
72706
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As crônicas de Rubem Braga



Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam
contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,
observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem
límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma
crônica de Rubem Braga. Os chamados "assuntos menores",
que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista
uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um
passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma
empregada doméstica esperando alguém num portão de
subúrbio ? tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais
importante que a escandalosa manchete do dia. É o que
costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de
humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual
costumamos passar desatentos.



Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como
profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um
dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a
um gênero considerado "menor": a crônica sempre esteve longe
de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do
teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de
dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos
de "páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas
recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de
jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:
resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,
são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram
escritas ou publicadas.



Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo
impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes
de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,
naquele evento organizado por uma grande empresa, a que
comparecera apenas por força de contrato profissional.
Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar
distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já
estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que
os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era



evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,
talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento
(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,
povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas
observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se
nos dissesse: "Não me perguntem mais nada, estou cansado,
tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,
meninos."



E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho
Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do
que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,
meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.



(Manuel Régio Assunção)

Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: B

    A) O autor faz-nos deduzir de que já não se encontra, nos jornais de hoje, crônicas que se possa comparar com o nível das que escrevia Rubem Braga, há décadas atrás.

    CORREÇÃO= O autor faz-nos deduzir que já não se encontraM, nos jornais de hoje, crônicas que se possaM comparar com o nível das que escrevia Rubem Braga, há décadas atrás.

    B) A certa altura do texto, quando relembra o autor a imagem que lhe ficou do rápido contato que teve com o cronista, a figura evocada é a de um homem melancólico. (a certa altura= não tem crase, porque "certa" é pronome indefinido)

    C) Não é tão simples como possa parecer, alguém retirar da matéria do cotidiano uma linguagem capaz de expressar-se com a limpidez e a elegância como Rubem Braga. (NÃO SE COLOCA VÍRGULA ENTRE SUJEITO E VERBO)

    CORREÇÃO= Não é tão simples como possa parecer alguém retirar da matéria do cotidiano uma linguagem capaz de expressar-se com a limpidez e a elegância como Rubem Braga.

    D) Rubem Braga provou tratar-se de uma injustiça que a crônica seja vista como um gênero menor, quando o mesmo as escreveu promovendo-lhes ao mais alto nível. (PROMOVE ALGO- VTD)

    CORREÇÃO= Rubem Braga provou tratar-se de uma injustiça que a crônica seja vista como um gênero menor, quando o mesmo as escreveu promovendo ao mais alto nível.

    E) Quando se julga que há assuntos maiores e menores, se parte do erro de não prevenir que justamente os grandes artistas desdenham tal preconceito, que lhes vêm de fora.

    COERREÇÃO= Quando se julga que há assuntos maiores e menores, parte-SE do erro de não prevenir que justamente os grandes artistas desdenham tal preconceito, que lhes vêm de fora.


ID
72877
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A tribo que mais cresce entre nós

A nova tribo dos micreiros* cresceu tanto que talvez já não
seja apenas mais uma tribo, mas uma nação, embora a
linguagem fechada e o fanatismo com que se dedicam ao seu
objeto de culto sejam quase de uma seita. São adoradores que
têm com o computador uma relação semelhante à do homem
primitivo com o totem e o fogo. Passam horas sentados, com o
olhar fixo num espaço luminoso de algumas polegadas,
trocando não só o dia pela noite, como o mundo pela realidade
virtual.

Sua linguagem lembra a dos funkeiros** em quantidade de
importações vocabulares adulteradas, porém é mais ágil e rica,
talvez a mais rápida das tribos urbanas modernas. Dança quem
não souber o que é BBS, modem, interface, configuração,
acessar e assim por diante. Alguns termos são neologismos e,
outros, recriações semânticas de velhos significados, como
janela, sistema, ícone, maximizar.
No começo da informatização das redações de jornal,
houve um divertido mal-entendido quando uma jovem repórter
disse pela primeira vez: "Eu abortei!". Ela acabava de rejeitar
não um filho, mas uma matéria. Hoje, ninguém mais associa
essa palavra ao ato pecaminoso. Aborta-se tão impune e
freqüentemente quanto se acessa.
Nada mais tem forma e sim "formatação". Foi-se o tempo
em que "fazer um programa" era uma aventura amorosa. O
"vírus" que apavora os micreiros não é o HIV, mas uma
intromissão indevida no "sistema", outra palavra cujo sentido
atual nada tem a ver com os significados anteriores. A geração
de 68 lutou para derrubar o sistema; hoje o sistema cai a toda
hora.

Alguns velhos homens de letras olham com preconceito
essa tribo, como se ela fosse composta apenas de jovens, e
ainda por cima iletrados. É um engano, porque há entre os
micreiros respeitáveis senhoras e brilhantes intelectuais. Falar
mal do computador é tão inútil e reacionário quanto foi quebrar
máquinas no começo da primeira Revolução Industrial. Ele veio
para ficar, como se diz, e seu sucesso é avassalador. Basta ver
o entusiasmo das adesões.

(Zuenir Ventura, Crônicas de um fim de século)

* micreiros = usuários de microcomputador.
** funkeiros = criadores ou entusiastas da música funk.

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) "Formatação" é uma palavra à qual se costuma recorrer quando se trata de um procedimento cujo sentido só é possível compreender no campo da informática.

    o acento grave se justifica em razão da regência do verbo recorrer. Quem recorre, recorre a alguma coisa ou a alguém. 
    • a) "Formatação" é uma palavra à qual (preposição a + a qual) se costuma recorrer quando se trata de um procedimento cujo sentido só é possível compreender no campo da informática. CERTO
    • b) A expansão da tribo de micreiros, a de que (ou: da qual) o autor dá notícia, é um fato de que se pode comprovar a cada dia.
    • c) A nova acepção da palavra "vírus", a cujo sentido sempre teve algo de ameaçador, representa uma nova ameaça com àqueles que se valem da informática.
    • d) O autor aproxima a linguagem dos micreiros com àquela dos funkeiros, uma vez que de em ambas costuma-se reconhecer uma grande quantidade de importações vocabulares.
    • e) A linguagem do computador, a cujo acesso não é nada simples para muita gente, costuma mostrar-se muito rápida para aqueles que nela com ela passam a ter intimidade.

ID
72907
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Carta aberta à assembléia geral das Nações Unidas*

Os representantes de 55 governos, reunidos na segunda
Assembléia Geral das Nações Unidas, terão sem dúvida
consciência do fato de que, durante os dois últimos anos -
desde a vitória sobre as potências do Eixo - não se fez nenhum
progresso sensível rumo à prevenção da guerra, nem rumo ao
entendimento em campos específicos, como o controle da
energia atômica e a cooperação econômica na reconstrução de
áreas devastadas pela guerra.

A ONU não pode ser responsabilizada por esses
malogros. Nenhuma organização internacional pode ser mais
forte do que os poderes constitucionais que lhe são conferidos,
ou do que os membros que a compõem desejam que seja. Na
verdade, as Nações Unidas são uma instituição extremamente
importante e útil, contanto que os povos e governos do mundo
se dêem conta de que a ONU nada mais é que um sistema de
transição para a meta final, que é o estabelecimento de um
poder supranacional, investido de poderes legislativos e
executivos suficientes para manter a paz. O impasse atual
reside na inexistência de uma autoridade supranacional
suficiente e confiável. Assim, os líderes responsáveis de todos
os governos são obrigados a agir na presunção de uma guerra
eventual. Cada passo motivado por essa presunção contribui
para aumentar o medo e a desconfiança gerais, apressando a
catástrofe final. Por maiores que sejam os armamentos
nacionais, eles não geram a segurança militar para nenhum
país, nem garantem a manutenção da paz.

* Trecho de carta escrita em 1947

(Albert Einstein, Escritos da maturidade.)

A expressão com que preenche corretamente a lacuna da seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • Questão sobre regência verbal. De acordo com o contexto, as regências dos verbos são:a) referir-se À (o impasse à que einstein se refere...)b) conferir A alguém (os poderes QUE foram conferidos aos países...)c) confrontar-se COM algo(os temas COM QUE Einstein se confrontou... resposta correta!)d) ser assaltado POR (o espanto por que muitos leitores são assaltados...)e) ser preocupado POR (no caso, a frase deveria ser "a questão QUE preocupou o autor..."
  • a) O impasse do qual Einstein se refere no texto está na inexistência de um poder supranacional.
    b) Os poderes os quais foram conferidos aos países da ONU revelam-se insuficientes para a criação de um poder supranacional.
    c) Os temas com que Einstein se confrontou em seu livro indicam suas altas preocupações de natureza ética e política.
    d) O espanto do qual muitos leitores desse livro são assaltados deve-se ao fato de acreditarem que Einstein só cuidava de temas relativos à Física.
    e) A questão a qual preocupou o autor da carta prova seu interesse em contribuir para a reconstrução do mundo no pós-guerra.

    RESPOTA CERTA LETRA C
  • Discutindo a questão:


    ---> na altern a) o verbo que serve de base é referir-se (grifado) VTI – prep A,


    Ficará “O impasse a que Einstein se refere...”


    ---> na altern. b) o verbo principal é conferir – VTD – sem prep.


    Ficará “Os poderes que foram conferidos aos países...


    --- > na altern d) o verbo principal que serve de base é assaltar – VTD – prep DE / POR.


    Ficará “O espanto      de que / por que      muitos leitores desse livro são assaltados...”


    --- > na altern e) o verbo que serve de base é preocupar (no texto) VTD – sem prep.


    Ficará “ A questão que preocupou o autor...


    RESPOSTA: altern C . O verbo que serve de referência é confrontar VTI – prep com.


    Ficará “Os temas com que Einstein se confrontou em seu livro...


ID
72910
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Carta aberta à assembléia geral das Nações Unidas*

Os representantes de 55 governos, reunidos na segunda
Assembléia Geral das Nações Unidas, terão sem dúvida
consciência do fato de que, durante os dois últimos anos -
desde a vitória sobre as potências do Eixo - não se fez nenhum
progresso sensível rumo à prevenção da guerra, nem rumo ao
entendimento em campos específicos, como o controle da
energia atômica e a cooperação econômica na reconstrução de
áreas devastadas pela guerra.

A ONU não pode ser responsabilizada por esses
malogros. Nenhuma organização internacional pode ser mais
forte do que os poderes constitucionais que lhe são conferidos,
ou do que os membros que a compõem desejam que seja. Na
verdade, as Nações Unidas são uma instituição extremamente
importante e útil, contanto que os povos e governos do mundo
se dêem conta de que a ONU nada mais é que um sistema de
transição para a meta final, que é o estabelecimento de um
poder supranacional, investido de poderes legislativos e
executivos suficientes para manter a paz. O impasse atual
reside na inexistência de uma autoridade supranacional
suficiente e confiável. Assim, os líderes responsáveis de todos
os governos são obrigados a agir na presunção de uma guerra
eventual. Cada passo motivado por essa presunção contribui
para aumentar o medo e a desconfiança gerais, apressando a
catástrofe final. Por maiores que sejam os armamentos
nacionais, eles não geram a segurança militar para nenhum
país, nem garantem a manutenção da paz.

* Trecho de carta escrita em 1947

(Albert Einstein, Escritos da maturidade.)

As guerras são sempre atrozes, cabe evitar as guerras a qualquer custo, pois uma vez que alguém desencadeia as guerras, não há como deter as guerras.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

Alternativas
Comentários
  • Casos que exigem Próclise:1 - Conectivos de oração subordinada (substantiva, adjetiva ou adverbial)2 - Advérbios, quando sem pausa (vírgula)3 - Pronomes indefinidos e demonstrativos (tudo, nada isso, aquilo, etc.)4 - "em" + pronome oblíquo átono + gerúndio (ex. em se tratando dos fatos)5 - "por" + pronome oblíquo átono + particípio (ex. por se tratarem das coisas)6 - Palavras com idéia negativa (não, nunca, jamais, etc.)Casos que exigem Mesóclise:1 - Futuro do presente (terminação rei)2 - Futuro do pretérito (terminação ria)Bizu: Quando o REI RIA põe no meio.Casos que exigem Ênclise:1 - Advérbio com pausa (ex. Aqui, reúnem-se alunos aprovados)2 - Imperativo (ex. Levante-se3 - Conectivo "e" (ex. Falou e disse-me verdades)Nunca utilizar pronome átono:1 - ínicio de frase2 - depois de futuro (Rei - Ria)3 - depois de particípio (Ado - Ido)
  • Evitar, Desencadiar e Deter são todos verbos transitivos diretos:

    o pronome lhe só é usado para verbos transitivos indiretos. Então já eliminamos as alternativas a, c e d.

    Em verbos terminados em S, R ou Z, os pronomes passam a ser:  lo, la, los e las. Evitar => Evitá-las.

    Algumas particulas atraem o pronome, como os pronomes indefinidos, demonstrativos e advérbios.

    "como" é advérbio de modo, então atrai o pronome.  "dete-las" torna-se "as deter"


  • "alguém" é pronome indefinido - atraindo o pronome para ANTES do VERBO.

    ...alguém AS desencadeia

ID
74278
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leis para indigentes morais

Acaba de chegar a Massachussets um grupo de
adolescentes sudaneses que viajaram diretamente da Idade da
Pedra, ou quase, para a América do século XXI. São cinco mil
refugiados, que estão sendo distribuídos pelos EUA. Para
muitos, a viagem de avião é a primeira experiência em um
transporte motorizado.

Qual será o maior estranhamento para esses
jovens? A neve e a calefação? Os celulares? A Internet? (...)
O susto virá da quantidade de leis formais
detalhadas e explícitas que regram a vida americana, enquanto
a vida da tribo era regrada por poucas normas quase sempre
implícitas - ou seja, pela confiança de todos numa moral
comum tácita.

Nossas leis tornam-se cada vez mais detalhadas,
pois há a idéia de que um código exaustivo garantiria o
funcionamento de uma comunidade justa. De fato, essa
proliferação revela a angústia de uma cultura insegura de suas
opções morais. Por sermos indigentes morais, compilamos uma
casuística da qual esperamos que diga exatamente o que fazer
em cada circunstância. O dito legalismo da sociedade
americana, tão freqüentemente denunciado, é apenas o sinal
dessa indigência.

A tentativa de animar uma comunidade por uma
lengalenga de leis testemunha a fraqueza do vínculo social. Não
podemos confiar numa inspiração moral compartilhada, por isso
inventamos regras para ter, ao menos, muitas obrigações
comuns.

(Contardo Calligaris, Terra de ninguém. S. Paulo: Publifolha,
2004, pp. 66/68)

Há um excesso de leis, e quando há leis em excesso deve-se reconhecer nessas leis o vício da excessiva particularização, excessiva particularização que só revela a fragilidade dos princípios morais.

Evitam-se as desagradáveis repetições do período acima substituindo-se os segmentos sublinhados, respectivamente, por

Alternativas
Comentários
  • questão confusa e mal elaborada.
  • Acho que foi grifado errado a parte "excessiva particularização", pois "a qual" refere-se a um termo anterior e não posterior.
  • A última parte grifada está incorreta. Os segmentos destacados do texto original da prova são:

    Há um excesso de leis, e quando há leis em excesso deve-se reconhecer nessas leis o vício da excessiva particularização, excessiva particularização que só revela a fragilidade dos princípios morais.

  • Casos que exigem Próclise:

    1 - Conectivos de oração subordinada (substantiva, adjetiva ou adverbial)

    2 - Advérbios, quando sem pausa (vírgula)  (QUANDO)

    3 - Pronomes indefinidos e demonstrativos (tudo, nada isso, aquilo, etc.)

    4 - "em" + pronome oblíquo átono + gerúndio (ex. em se tratando dos fatos)

    5 - "por" + pronome oblíquo átono + particípio (ex. por se tratarem das coisas)

    6 - Palavras com idéia negativa (não, nunca, jamais, etc.)

    Casos que exigem Mesóclise:

    1 - Futuro do presente (terminação rei)

    2 - Futuro do pretérito (terminação ria)Bizu: Quando o REI RIA põe no meio.

    Casos que exigem Ênclise:

    1 - Advérbio com pausa (ex. Aqui, reúnem-se alunos aprovados)

    2 - Imperativo (ex. Levante-se

    3 - Conectivo "e" (ex. Falou e disse-me verdades)

    Nunca utilizar pronome átono:

    1 - inicio de frase

    2 - depois de futuro (Rei - Ria)

    3 - depois de particípio (Ado - Ido)

  • Alguém sabe me explicar por que a expressão "as há" está correta?


ID
74290
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As razões .......... ele deverá invocar para justificar o que fez não alcançarão qualquer ressonância ........ membros do Conselho, ....... votos ele depende para permanecer na empresa.

Preenchem de modo correto as lacunas da frase acima, respectivamente, as expressões:

Alternativas
Comentários
  • As razões QUE ele deverá invocar (quem invoca, incoca ALGO -> dispensa complemento) para justificar o que fez não alcançarão qualquer ressonância JUNTO AOS membros do Conselho, DE CUJOS votos ele depende (quem depende, depende DE algo -> pediu o complemento DE antes de CUJOS) para permanecer na empresa.
  • VIDE   Q773698   Q292271

     

     

    CUJO =   PRONOME RELATIVO que retoma um ANTECEDENTE

     

    -  VEM ENTRE DOIS SUBSTANTIVO COM IDEIA DE POSSE

     

    -  concorda com o substantivo SEGUINTE

     

    Ex. Eis o homem CUJA filha foi aprovada.

          Eis o homem CUJO filho foi aprovado.

     

    -    EVITA A REPETIÇÃO DO SUBSTANTIVO

     

    -    DICA PERGUNTE AO VERBO ANTECEDENTE: preposição obrigatória: 

     

    concordei com / com cuja  ;  se referiu, a cujos

                caminhar em / em cuja    

               

    Ex.      Vi o filme a cujos atores você se referiu (pede preposição A)

     

     

     

     

    ..........................

     

    1-    Sempre entre dois substantivos

     

     

    2-       Estabelece entre dois substantivos IDEIA DE POSSE – ler do segundo substantivo para o primeiro e coloca a preposição  “de, do, da”

     

     

    3-       Não pode vir seguido de verbo   NÃO UTILIZA:     “CUJO”      +      É    VERBO

     

    4-      Não pode vir seguido de artigo   NÃO UTILIZA:      “CUJO”     +        ARTIGO (a, o um)

     

     

     

    5-    Adjunto Adnominal:

    Não consigo conviver com pessoas cujas aspirações sejam essencialmente materiais. (Não consigo conviver com pessoas / As aspirações dessas pessoas são essencialmente materiais).

     

               Complemento Nominal:

     

    O livro, cuja leitura agradou muito aos alunos, trata dos tristes anos da ditadura. (cuja leitura = a leitura do livro)

     

     

    "Cujo" e sua flexões equivalem a "DE QUE", "DO QUAL" (ou suas flexões "da qual", "dos quais", "das quais")  "de quem"

     

    ............................

     

     

     

     

     

    O restaurante Reis,  DE QUE  o poeta era assíduo frequentador       (quem é frequentador, é frequentador DE algum lugar).

     

     

    O conhecimento __A  que______ se referia o profissional

     

    Quem se refere, se refere, A algo ou A alguma coisa. Neste caso: O conhecimento A QUE se referia

    Quem fala, fala COM alguém

     

     

     AONDE  =            IDEIA DE MOVIMENTO (    Aonde está indo)

     ONDE =         LUGAR    (Estático)    

     NA QUAL  =    EM QUE


ID
74449
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A economia vai devorar o planeta?

Para a maioria dos ecologistas, o impacto das atividades
humanas sobre a natureza é real. A salvação do planeta
passaria necessariamente pelo fim do crescimento de
economias e populações, além da adoção de uma economia
ecológica ? com a reforma dos sistemas de produção de
alimentos, materiais e energia. Uma economia ambientalmente
sustentável seria movida por fontes renováveis de energia:
eólica, solar e geotérmica. A eletricidade eólica seria usada para
produzir hidrogênio. As estruturas atuais de gasodutos fariam o
transporte do gás que moveria a frota de automóveis. Nesse
sistema, a indústria da reciclagem e reutilização substituiria em
grande parte as atividades extrativistas.

Para se alcançar esse estágio, os sistemas tributários
mundiais precisariam ser reformulados, de modo a oferecer
subsídios à reciclagem e à geração de energia limpa e
renovável e taxar atividades insustentáveis, como o uso de
combustível fóssil.

No entanto, sem estacionar a população mundial,
nenhuma mudança terá realmente efeito. Mais pessoas
requerem mais comida, mais água, mais espaço, bens, serviços
e energia. Ocorre que deter ou até mesmo reduzir o
crescimento da população mundial não é tão simples. O
tamanho das famílias, em muitos países, está ligado à maneira
como os casais encaram o sexo e a virilidade.
O tamanho e a complexidade dos sistemas mundiais
tornam a adoção da ecoeconomia uma tarefa gigantesca e
muito distante de ser realizada. O aumento da temperatura
global, a superpopulação e a contaminação dos ecossistemas
mundiais estão por toda parte: somente podem-se corrigir os
efeitos que eles criam, com medidas de alcance global.
Pequenas substituições e correções de rumo em alguns setores
não constituem uma solução. Com 6 bilhões de pessoas no
mundo, até metas mais óbvias, como deter o nível de
desflorestamento, parecem distantes.


(Adaptado de Bruno Versolato, Superinteressante, maio de
2004, p. 69)

O pronome que substitui a expressão grifada está INCORRETO na alternativa:

Alternativas
Comentários
  • Tb pelo fato de produzir ser VTD que pede um OD( o,a,os,as) e nao OI (lhe, lhes)
  • As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como complementos de verbos transitivos diretos, ao passo q/ as formas LHE, LHES são sempre empregadas como complementos de verbos transitivoa indiretos.Como PRODUZIR é VTD,a alternativa "a" é a incorreta.
  • Letra ADe modo geral o "lhe" refere-se a pessoas...
  • Verbos com a terminação em r, s ou z, perdem sua última letra e acrescenta-se lo(s), la(s), observando-se que devem ser VTD, os quais pedem os pronomes oblíquos O, A, OS, AS e são empregados como objeto direto, ao passo q/ as formas LHE, LHES são sempre empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos, funcionando como Objeto Indireto, e no geral, para estes verbos, referem-se às pessoas.Assim, PRODUZIR é VTD e a alternativa "a" é a incorreta por apresentar o "lhe" em vez de o "lo".

ID
74620
Banca
FCC
Órgão
TRT - 21ª Região (RN)
Ano
2003
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Ganhamos a guerra, não a paz

Os físicos se encontram numa posição não muito
diferente da de Alfred Nobel. Ele inventou o mais poderoso
explosivo jamais conhecido até sua época, um meio de
destruição por excelência. Para reparar isso, para aplacar sua
consciência humana, instituiu seus prêmios à promoção da paz
e às realizações pacíficas. Hoje(*), os físicos que participaram
da fabricação da mais aterradora e perigosa arma de todos os
tempos sentem-se atormentados por igual sentimento de
responsabilidade, para não dizer culpa. E não podemos desistir
de advertir e de voltar a advertir, não podemos e não devemos
relaxar em nossos esforços para despertar nas nações do
mundo, e especialmente nos seus governos, a consciência do
inominável desastre que eles certamente irão provocar, a
menos que mudem sua atitude em relação uns aos outros e em
relação à tarefa de moldar o futuro.

Ajudamos a criar essa nova arma, no intuito de impedir
que os inimigos da humanidade a obtivessem antes de nós, o
que, dada a mentalidade dos nazistas, teria significado uma
inconcebível destruição e escravização do resto do mundo.
Entregamos essa arma nas mãos dos povos norte-americano e
britânico, vendo neles fiéis depositários de toda a humanidade,
que lutavam pela paz e pela liberdade. Até agora, porém, não
conseguimos ver nenhuma garantia das liberdades que foram
prometidas às nações no Pacto do Atlântico. Ganhamos a
guerra, não a paz. As grandes potências, unidas na luta, estão
agora divididas quanto aos acordos de paz. Prometeu-se ao
mundo que ele ficaria livre do medo, mas, na verdade, o medo
aumentou enormemente desde o fim da guerra. Prometeu-se ao
mundo que ele ficaria livre da penúria, mas grandes partes dele
se defrontam com a fome, enquanto outras vivem na
abundância. (...)

Possa o espírito que motivou Alfred Nobel a criar sua
notável instituição, o espírito de fé e confiança, de generosidade
e fraternidade entre os homens, prevalecer na mente daqueles
de cujas decisões dependem nossos destinos. Do contrário, a
civilização humana estará condenada.

(Albert Einstein, Escritos da maturidade. Tradução de Maria
Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994)

(*) Este texto foi escrito em 1945, logo depois do fim da
II Guerra Mundial.

Estando inadequado o emprego da expressão sublinhada, a frase será corrigida por meio da substituição dessa expressão pela que vem entre parênteses, em:

Alternativas
Comentários
  • Comentário objetivo:

    a) As liberdades   NAS QUAIS   os cientistas devem se empenhar dizem respeito ao modelo da vida democrática.

    b) Os povos   AOS QUAIS   se confiou a missão crucial de utilizar politicamente o potencial da nova arma foram os britânicos e os norte-americanos.

    c) A instituição   NA QUAL   criação Alfred Nobel pretendeu aplacar sua consciência premia, até hoje, aqueles que se destacam na luta pela paz.

    d) As promessas do Pacto do Atlântico,   COM AS QUAIS   se pretendia tranqüilizar o mundo, deixaram de ser cumpridas pelos signatários.

    e) Os novos desastres   A QUE   Einstein temia que a humanidade viesse a se submeter permaneceram incubados no período da Guerra Fria.

  • E) A QUE ou AOS QUAIS

    Alternativa D

  • Gab.D

    com as quais -> uso correto, tendo em vista a regência verbal de TRANQUILAZAR.

    Tranquilizar alguém (o mundo) COM alguma coisa (as promessas).

    A luta continua !


ID
74647
Banca
FCC
Órgão
TRT - 21ª Região (RN)
Ano
2003
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Considere as frases abaixo:

I. De que você se queixe, eu aceito; só não admito de que você não busque superar sua dor.

II. A fraqueza de que ele mais acusa em si mesmo é aquela de que muitos de nós não nos conformamos: a covardia.

III. A suspeição de que sua doença seja grave só fez crescer o temor de que tenhamos sido injustos com o nosso amigo.

O emprego da expressão de que está plenamente adequado APENAS em

Alternativas
Comentários
  • I. De que você se queixe, eu aceito; só não admito de que você não busque superar sua dor.

    Queixar DE                         Buscar ALgo (o que)

    II. A fraqueza de que ele mais acusa em si mesmo é aquela de que muitos de nós não nos conformamos: a covardia.

    Acusar alguem DE algo           Conformar COM

    III. A suspeição de que sua doença seja grave só fez crescer o temor de que tenhamos sido injustos com o nosso amigo.

    Suspeitar DE        TEmor DE

     

  • Na frase I, há duas orações subordinadas substantivas objetivas diretas, por isso não devem ser precedidas de preposição.

    Que você se queixe eu aceito; só não admito que você não busque superar sua dor.

    Na frase II, temos orações adjetivas.
    pronome relativo “que” é o objeto direto, por isso não pode ser precedido da preposição “de”
    Na outra oração adjetiva, “muitos de nós” é o sujeito e o verbo pronominal “nos conformamos” rege, na realidade, a preposição “com”.

    A fraqueza que ele mais acusa em si mesmo é aquela com que muitos de nós não nos conformamos: a covardia

    Na frase III, as orações “de que sua doença seja grave” e “de que tenhamos sido injustos com o nosso amigo” são subordinadas substantivas
    completivas nominais e as preposições “de” foram corretamente inseridas, porque foram exigidas pelos substantivos “suspeição” e “temor”.

    A suspeição de que sua doença seja grave só fez crescer o temor de que tenhamos sido injustos com o nosso amigo.

    gabarito letra E
    bons estudos!

ID
74839
Banca
FCC
Órgão
TRT - 21ª Região (RN)
Ano
2003
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Urbanização abala a saúde de moradores do interior da
Amazônia

Mesmo que aumente o conforto, as conseqüências
do ingresso na vida moderna - com alimentos prontos,
televisão, telefone e máquina de lavar roupa - não são nada
boas para a saúde. Hilton Pereira da Silva, médico e
antropólogo do Museu Nacional, encontrou uma taxa elevada
de hipertensão arterial na população de três comunidades rurais
do Pará que gradativamente deixaram o extrativismo (*) e
começaram a usar bens de consumo tipicamente urbanos.
Aracampina, a maior comunidade estudada,

localizada na ilha de Ituqui, às margens do rio Amazonas, tem
cerca de 600 habitantes. Eram 460 há sete anos, quando Hilton
Silva chegou lá pela primeira vez e notou que a vida mudava
rapidamente - conseqüência da proximidade com Santarém, a
quatro horas de barco. "Quando ocorre a transição para o estilo
de vida moderno e urbano, a primeira mudança é a dieta", diz
ele. "Aumenta o consumo de sal, de enlatados e de comida
industrializada, cheia de aditivos químicos."

Nas primeiras vezes em que esteve lá, o
pesquisador notou que os caboclos pescavam intensamente.
Completavam a alimentação com farinha de mandioca, frutas,
feijão e milho. "Hoje, os caboclos deixaram o extrativismo,
trabalham na pesca industrial, para as madeireiras ou em
fazendas e compram carne em conserva, açúcar, café e
biscoitos", relata. "As mudanças na dieta estão causando uma
mudança gradual na fisiologia do organismo, que leva à
hipertensão."

Ainda não há água encanada em Aracampina, mas
os caboclos agora têm luz elétrica, graças ao gerador a diesel,
fogão a gás, televisão ligada a bateria de carro e telefone que
funciona por meio de rádio. Em conseqüência, houve uma
redução da atividade física que ajuda a equilibrar a pressão
arterial. "Por terem acesso a fogão a gás, não buscam mais
lenha na mata", exemplifica Hilton Silva. "E já usam fralda
descartável, que também reduz o trabalho das mulheres". Mas
surgem outras fontes de estresse, como a necessidade de
ganhar mais dinheiro para comprar comida, relógios, bicicletas e
aparelhos de som.

(Pesquisa. São Paulo: Fapesp, abril 2003.)

(*) extrativismo = atividade que consiste em extrair da natureza
quaisquer produtos que possam ser cultivados para fins
comerciais ou industriais.

Estão corretos o emprego e a posição de ambos os pronomes sublinhados na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Muita gente diz: - Se é para eu desistir das vantagens do progresso, por que todo mundo fala bem do que é moderno? b) Os avanços tecnológicos a que os caboclos haviam SE submetido os trouxeram também algumas desvantagens. c) Há quem diga: - Não sei POR QUE tantas pessoas trocam o prazer da vida natural pelas complicações que o progresso as trazem. d) Se cada um de nós SE preocupasse mais com a saúde, não SE queixaria mais tarde. e) Não SE deve dar ouvidos a quem nos vende a idéia de que tudo o que é novo só traz-nos benefícios.
  • Casos que exigem Próclise:1 - Conectivos de oração subordinada (substantiva, adjetiva ou adverbial)2 - Advérbios, quando sem pausa (vírgula)3 - Pronomes indefinidos e demonstrativos (tudo, nada isso, aquilo, etc.)4 - "em" + pronome oblíquo átono + gerúndio (ex. em se tratando dos fatos)5 - "por" + pronome oblíquo átono + particípio (ex. por se tratarem das coisas)6 - Palavras com idéia negativa (não, nunca, jamais, etc.)Casos que exigem Mesóclise:1 - Futuro do presente (terminação rei)2 - Futuro do pretérito (terminação ria)Bizu: Quando o REI RIA põe no meio.Casos que exigem Ênclise:1 - Advérbio com pausa (ex. Aqui, reúnem-se alunos aprovados)2 - Imperativo (ex. Levante-se3 - Conectivo "e" (ex. Falou e disse-me verdades)Nunca utilizar pronome átono:1 - ínicio de frase2 - depois de futuro (Rei - Ria)3 - depois de particípio (Ado - Ido)
  • a - lembrando que 'mim' não conjuga verbo. emprego do 'por que' corretob - 'os' seria objeto direto, mas os avanços tecnológicos trouxeram 'algumas desvantagens' 'aos índios'. ou seja, 'algumas...' - obj. direto e 'aos índios' - obj. indireto, não podendo o 'os' e sim o 'lhes'.c - emprego do 'porquê' errado. seria 'por que'. de 'por que razão', digamos...d - caso de próclise no 'não se queixaria', pois o 'não' puxa o 'se'.
  • Olá,

    Letra B:

    Verbo principal no particípio NUNCA poderá haver ênclise ao verbo principal.

    Abraços!

  • Mas o EU veio preposicionado, e segundo a regra não pode!!!!
    Tem algum caso em que essa regra não se aplica???
  • B) Os avanços tecnológicos a que os caboclos haviam SE submetidos trouxeram também algumas desvantagens, PARTICÍPIO NÃO ADMITE ÊNCLISE 
    C) Há quem diga: - Não sei PORQUE tantas pessoas trocam o prazer da vida natural pelas complicações que o progresso as trazem. 
    D) Se cada um de nós nos preocupasse mais com a saúde, não SE queixaria mais tarde. 
    E) Não SE deve dar ouvidos a quem nos vende a idéia de que tudo o que é novo só traz-nos benefícios.

  • e) (...) tudo o que é novo só traz-nos benefícios. (só nos traz)

    só -> advérbio, por ser palavra atrativa puxa o pronome para a frente do verbo (próclise obrigatória). 

  • gab a

     

  • Kassio você deve perguntar ao verbo. 

    Quem deve desistir das vantagens? Eu ou Mim? Nesse caso EU. 

     

    se estiver errado me avisem! Bons estudos!

  • Eu   = sujeito ativo

    Mim = Sujeito paciente

     

    Eu estudo  =Pratico o verbo

    Por mim.    =Sofro a ação do verbo. (No sentido literal, porque licitações é coisa de outro planeta.)

  • Explico a concordância verbal que poucos observaram na alternativa D.

    (D)Se cada um de nós nos preocupasse mais com a saúde, não queixaria-se mais tarde.

    O verbo preocupasse faz a concordância obrigatória com a locução pronominal indefinida cada um, poder-se-ia fazer a concordância com o pronome reto se a locução estivesse no plural - tratando-se dessa locução especificamente nem variar ela pode.


ID
74848
Banca
FCC
Órgão
TRT - 21ª Região (RN)
Ano
2003
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Urbanização abala a saúde de moradores do interior da
Amazônia

Mesmo que aumente o conforto, as conseqüências
do ingresso na vida moderna - com alimentos prontos,
televisão, telefone e máquina de lavar roupa - não são nada
boas para a saúde. Hilton Pereira da Silva, médico e
antropólogo do Museu Nacional, encontrou uma taxa elevada
de hipertensão arterial na população de três comunidades rurais
do Pará que gradativamente deixaram o extrativismo (*) e
começaram a usar bens de consumo tipicamente urbanos.
Aracampina, a maior comunidade estudada,

localizada na ilha de Ituqui, às margens do rio Amazonas, tem
cerca de 600 habitantes. Eram 460 há sete anos, quando Hilton
Silva chegou lá pela primeira vez e notou que a vida mudava
rapidamente - conseqüência da proximidade com Santarém, a
quatro horas de barco. "Quando ocorre a transição para o estilo
de vida moderno e urbano, a primeira mudança é a dieta", diz
ele. "Aumenta o consumo de sal, de enlatados e de comida
industrializada, cheia de aditivos químicos."

Nas primeiras vezes em que esteve lá, o
pesquisador notou que os caboclos pescavam intensamente.
Completavam a alimentação com farinha de mandioca, frutas,
feijão e milho. "Hoje, os caboclos deixaram o extrativismo,
trabalham na pesca industrial, para as madeireiras ou em
fazendas e compram carne em conserva, açúcar, café e
biscoitos", relata. "As mudanças na dieta estão causando uma
mudança gradual na fisiologia do organismo, que leva à
hipertensão."

Ainda não há água encanada em Aracampina, mas
os caboclos agora têm luz elétrica, graças ao gerador a diesel,
fogão a gás, televisão ligada a bateria de carro e telefone que
funciona por meio de rádio. Em conseqüência, houve uma
redução da atividade física que ajuda a equilibrar a pressão
arterial. "Por terem acesso a fogão a gás, não buscam mais
lenha na mata", exemplifica Hilton Silva. "E já usam fralda
descartável, que também reduz o trabalho das mulheres". Mas
surgem outras fontes de estresse, como a necessidade de
ganhar mais dinheiro para comprar comida, relógios, bicicletas e
aparelhos de som.

(Pesquisa. São Paulo: Fapesp, abril 2003.)

(*) extrativismo = atividade que consiste em extrair da natureza
quaisquer produtos que possam ser cultivados para fins
comerciais ou industriais.

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Quase todas as novidades ÀS QUAIS os moradores tiveram acesso são produtos da moderna tecnologia. b) O gerador a diesel é o meio pelo qual os moradores de Aracampinas têm acesso à luz elétrica. c) A hipertensão A QUAL foram acometidos muitos moradores tem suas causas na mudança de estilo de vida. d) O extrativismo, NO QUAL os caboclos tanto se empenhavam, foi substituído por outras atividades econômicas. e) Biscoitos e carne em conserva são alguns dos alimentos PELOS QUAIS o antropólogo exemplifica a mudança dos hábitos alimentares dos caboclos.
  • c) A hipertensão PELA QUAL foram acometidos muitos moradores tem suas causas na mudança de estilo de vida. (A FRASE ESTÁ NA VOZ PASSIVA: OS MORADORES FORAM ACOMETIDOS PELA HIPERTENSÃO)e) Biscoitos e carne em conserva são alguns dos alimentos COM OS QUAIS o antropólogo exemplifica a mudança dos hábitos alimentares dos caboclos. (O antropólogo exemplifica a mudança dos hábidos dos caboclos cCOM biscoitos e carne em conserva)
  • a) Quase todas as novidades A QUE os moradores tiveram acesso são produtos da moderna tecnologia. -> Não pode usar crase nesse caso.b) O gerador a diesel é o meio pelo qual os moradores de Aracampinas têm acesso à luz elétrica. CORRETAc) A hipertensão A QUE foram acometidos muitos moradores tem suas causas na mudança de estilo de vida. d) O extrativismo, EM QUE os caboclos tanto se empenhavam, foi substituído por outras atividades econômicas. e) Biscoitos e carne em conserva são alguns dos alimentos QUE o antropólogo exemplifica a mudança dos hábitos alimentares dos caboclos.
  • Penso que na letra "e", o termo mais adequado a ser empregado seria "com os quais". Exemplifica-se com alguma coisa ou através de aguma coisa...
  •  Letra A: Errada. Não caberia crase em "a que";

    Letra B: Certa;

    Letra C: Errada. Poderia ser "da qual", por exemplo;

    Letra D: Errada. 

    Letra E: Errada. Poderia usar "através dos quais", por exemplo.

  • Letra a:
    Sujeito: Todas as palavras
    Verbo: Acesso
    Resolução: Quem tem acesso tem acesso a alguma coisa. Sendo assim pelo verbo a crase está OK. Porém o sujeito está no plural, então deveria conconcordar com o sujeito, sendo o correto às quais;

    Letra b:
    Sujeito: O gerador
    Verbo: Acesso
    Resolução: Quem tem acesso tem acesso por alguma coisa ( considerndo o contexto da frase ). Sendo assim pelo verbo OK. Sujeito no singular, portanto correto utilizar PELO QUAL

    Letra c:
    Sujeito: A hipertensão
    Verbo: acometidos
    Resolução: Quem é acometido é acometido a / com alguma coisa, portanto errado utilizar NA. Afinal não se diz: Acometer em alguma coisa. O correto seria  à qual ou com qual

    Letra d:
    Erro ao utilizar cujo no singular, pois ele deve concordar com OS CABOCLOS (plural). Em cujos caboclos.....
    Quanto ao verbo tudo OK, pois quem se empenha, se empenha EM alguma coisa. Assim, o correto seria em cujos

    Letra e:
    Sujeito: Biscoitos e carne
    Verbo: Mudança
    Resolução: Aqui a mudança refere-se a biscoitos e carne. Mudança de hábitos POR biscoitos e carnes. O correto seria PELOS QUAIS.

    Obrigado pelo comentário abaixo, passou despercebido este erro básico :)  Retificado
  • Ótimo comentário Giovanni, lembrando que na letra D, o termo cujo os, não existe, pois, após cujo não se aceita artigo.

    Abraços e bons estudos!

  • Letra D - o certo é em que, pois extrativismo não é dos caboclos, não é posse para usar "cujo".

  • Retificando: os caboclos não são do extrativismo.

  • CUJO/CUJA deve concordar com NÚMERO E GÊNERO.

  • O erro da A é so o numero ( QUEM TEM ACESSO, TEM ACESSO ''A ALGO.'')

    Quase todas as novidades ÀS QUAIS os moradores tiveram acesso são produtos da moderna tecnologia.

     

    GABARITO ''B''

  • LETRA :B 

    Reparei isso na hora também, Eliel medeiros; Bicho fera!

     

     

     

    Para efeito do resumo: Vide regências!

    ______________________________________________

    Quando se tratar de lugar, os pronomes relativos serão:

    -Onde

    -Em que

    -No qual 

    -Na qual

     

    Quando se tratar de restrição/explicação/ ,os pronomes relativos serão:

    -O qual

    -a qual

    -Os quais

    -As quais 

     

    Quando se tratar de partícula integrante e p.explicativo será o :

    -Que

     

    Quando se tratar de ''relação de posse'' o pronome relativo virá entre dois substantivos (sem preposição)

    -Cujo.

    ______________________________________________

  • A) O Verbo Ter é VTD e também o pronome relativo que não aceita ser precedido por crase . 

    B) Correto

    C)

    D) Pronome relativo ''cujo'' não aceita ser sucedido por artigo

    E) Exemplifica é VTD

  • Desculpas ,usuário inativo, mas a alternativa " A" PODERIA-SE USAR TAMBÉM " A QUE , SEM CRASE SÓ FICA " AS QUAIS " QUANDO SUBSTUIMOS O RELATIVO " QUE " por " AS QUAIS " daí somamos A + AS QUAIS = ÁS QUAIS


ID
75193
Banca
FCC
Órgão
TRT - 18ª Região (GO)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Viagem para fora

Há não tanto tempo assim, uma viagem de ônibus,
sobretudo quando noturna, era a oportunidade para um passageiro
ficar com o nariz na janela e, mesmo vendo pouco, ou
nada, entreter-se com algumas luzes, talvez a lua, e certamente
com os próprios pensamentos. A escuridão e o silêncio no
interior do ônibus propiciavam um pequeno devaneio, a memória
de alguma cena longínqua, uma reflexão qualquer.

Nos dias de hoje as pessoas não parecem dispostas a
esse exercício mínimo de solidão. Não sei se a temem: sei que
há dispositivos de toda espécie para não deixar um passageiro
entregar-se ao curso das idéias e da imaginação pessoal. Há
sempre um filme passando nos três ou quatro monitores de TV,
estrategicamente dispostos no corredor. Em geral, é um filme
ritmado pelo som de tiros, gritos, explosões. É também bastante
possível que seu vizinho de poltrona prefira não assistir ao filme
e deixar-se embalar pela música altíssima de seu fone de
ouvido, que você também ouvirá, traduzida num chiado
interminável, com direito a batidas mecânicas de algum sucesso
pop. Inevitável, também, acompanhar a variedade dos toques
personalizados dos celulares, que vão do latido de um cachorro
à versão eletrônica de uma abertura sinfônica de Mozart. Claro
que você também se inteirará dos detalhes da vida doméstica
de muita gente: a senhora da frente pergunta pelo cardápio do
jantar que a espera, enquanto o senhor logo atrás de você
lamenta não ter incluído certos dados em seu último relatório.
Quando o ônibus chega, enfim, ao destino, você desce tomado
por um inexplicável cansaço.

Acho interessantes todas as conquistas da tecnologia da
mídia moderna, mas prefiro desfrutar de uma a cada vez, e em
momentos que eu escolho. Mas parece que a maioria das pessoas
entrega-se gozosa e voluptuosamente a uma sobrecarga
de estímulos áudio-visuais, evitando o rumo dos mudos pensamentos
e das imagens internas, sem luz. Ninguém mais gosta
de ficar, por um tempo mínimo que seja, metido no seu canto,
entretido consigo mesmo? Por que se deleitam todos com tantas
engenhocas eletrônicas, numa viagem que poderia propiciar
o prazer de uma pequena incursão íntima? Fica a impressão de
que a vida interior das pessoas vem-se reduzindo na mesma
proporção em que se expandem os recursos eletrônicos.

(Thiago Solito da Cruz, inédito)

Sempre gostei das viagens de ônibus, mas atualmente considero as viagens de ônibus uma verdadeira provação, pois o que vem caracterizando as viagens de ônibus é uma profusão de ruídos de toda espécie, o que torna as viagens de ônibus um desafio aos nervos de um pacato passageiro.

Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

Alternativas
Comentários
  • Por eliminação fica fácil de matar essa questão, haja vista, que o prononome LHE,só é empregado em relação à pessoa.
  • Casos que exigem Próclise:1 - Conectivos de oração subordinada (substantiva, adjetiva ou adverbial)2 - Advérbios, quando sem pausa (vírgula)3 - Pronomes indefinidos e demonstrativos (tudo, nada isso, aquilo, etc.)4 - "em" + pronome oblíquo átono + gerúndio (ex. em se tratando dos fatos)5 - "por" + pronome oblíquo átono + particípio (ex. por se tratarem das coisas)6 - Palavras com idéia negativa (não, nunca, jamais, etc.)Casos que exigem Mesóclise:1 - Futuro do presente (terminação rei)2 - Futuro do pretérito (terminação ria)Bizu: Quando o REI RIA põe no meio.Casos que exigem Ênclise:1 - Advérbio com pausa (ex. Aqui, reúnem-se alunos aprovados)2 - Imperativo (ex. Levante-se3 - Conectivo "e" (ex. Falou e disse-me verdades)Nunca utilizar pronome átono:1 - ínicio de frase2 - depois de futuro (Rei - Ria)3 - depois de particípio (Ado - Ido)
  • Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por: a) considero-as - as vem caracterizando - as torna
  • O item certo é o "A", mas gostaria de fazer uma ressalva: não seria "as considero", já que existe um advérbio (atualmente) atraindo o pronome oblíquo "as"?

  • Gabarito letra A.

    ENTRETANTO, concordo que o advérbio atrai o pronome, levando a "as considero".

    TALVEZ esse advérbio indique pausa (mesmo SEM VÍRGULA o acompanhando), e isso justificaria a ênclise.

  • Saint-Clair, você fez uma importante ressalva. O Certo é "as considero". O advérbio, nesse caso, funcionar-se-ia como fator de próclise obrigatório. Logo, essa questão é passível de recurso, pois o gabarito não é completamente correto. Todavia, dentre as demais, é a melhor opção a ser marcada.
  • Logo de cara notei o fato que os ilustres colegas tb ressaltaram, o advérbio "atualmente" ordena que seja usada a próclise, portanto, a questão deveria ter sido anulada, se é que não foi...
  • Sempre gostei das viagens de ônibus, mas atualmente considero- as uma verdadeira provação, pois o que as vem caracterizando é uma profusão de ruídos de toda espécie, o que as torna um desafio aos nervos de um pacato passageiro. 

    Gabarito:Letra A
  • Acertei pelo contexto pois o advérbio  "atualmente" exige a próclise. Enfim, tem questão que se acerta mesmo sabendo que tá errada.

  • Já vi em outras questões que o "atualmente" parece não ser partícula atrativa. Alguém saberia explicar?

  • E bem provalvel que esta questao tenha sido anulada pela banca

  • Questão toda cagda!

     

  • Engraçado! O verbo considerar está no indicativo - considero. Se estivesse no infinitivo poderiamos até procurar uma brecha para justificar a atração do pronome. 

  • O advérbio (atualmente) é fator de próclise obrigatória.

    Logo, essa questão é passível de recurso, pois o gabarito não é completamente correto.

    Todavia, em concurso, marque a melhor alternativa e garanta o seu ponto!.

  • O certo seria ''as considero - as vem caracterizando - as torna''

  • ACRESCENTANDO:

    Próclise (antes do verbo): A pessoa não se feriu.

    Ênclise (depois do verbo): A pessoa feriu-se.

    Mesóclise (no meio do verbo): A pessoa ferir-se-á.

     

    Próclise é a colocação do pronome oblíquo átono antes do verbo (PRO = antes)

    Palavras que atraem o pronome (obrigam próclise):

    -Palavras de sentido negativo: Você NEM se preocupou.

    -Advérbios: AQUI se lava roupa.

    -Pronomes indefinidos: ALGUÉM me telefonou.

    -Pronomes interrogativos: QUE me falta acontecer?

    -Pronomes relativos: A pessoa QUE te falou isso.

    -Pronomes demonstrativos neutros: ISSO o comoveu demais.

    -Conjunções subordinativas: Chamava pelos nomes, CONFORME se lembrava.

     

    **NÃO SE INICIA FRASE COM PRÓCLISE!!!  “Me dê uma carona” = tá errado!!!

     

    Mesóclise, embora não seja muito usual, somente ocorre com os verbos conjugados no futuro do presente e do pretérito. É a colocação do pronome oblíquo átono no "meio" da palavra. (MESO = meio)

     Comemorar-se-ia o aniversário se todos estivessem presentes.

    Planejar-se-ão todos os gastos referentes a este ano. 


    Ênclise tem incidência nos seguintes casos: 

    - Em frase iniciada por verbo, desde que não esteja no futuro:

    Vou dizer-lhe que estou muito feliz.

    Pretendeu-se desvendar todo aquele mistério. 

    - Nas orações reduzidas de infinitivo:

    Convém contar-lhe tudo sobre o acontecido. 

    - Nas orações reduzidas de gerúndio:

    O diretor apareceu avisando-lhe sobre o início das avaliações. 

    - Nas frases imperativas afirmativas:

    Senhor, atenda-me, por favor!

    FONTE: QC


ID
75505
Banca
FCC
Órgão
TRT - 19ª Região (AL)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O homem moral e o moralizador

Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria
dinâmicas, estamos certos disto: o moralizador e o homem moral
são figuras diferentes, se não opostas. O homem moral se
impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; o moralizador
quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não consegue
respeitar.
A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes.
Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se
soubesse respeitar o padrão moral que ele impõe, ele não
precisaria punir suas imperfeições nos outros. Segundo, é
possível e compreensível que um homem moral tenha um
espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar
um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre
o ato de um moralizador. Em geral, as sociedades em que as
normas morais ganham força de lei (os Estados confessionais,
por exemplo) não são regradas por uma moral comum, nem
pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares,
mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas
morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que
todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se agüentam.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008)

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

Alternativas
Comentários
  • "qual" é pronome relativo. sendo assim retoma o termo anterior. Então, "qual" na questão equivale a qualidade....qualidade da qual não abrem mão os homens....A frase deve ser compreendida assim: - Os homenes não abrem mão da qualidade......os homens a quem não se pode acusar de hipócritas...Da mesma forma: Não se pode acusar os homens de hipócritas
  • Questão de regência:a) quem costuma acusar, costuma acusar alguém ou a alguém;b) cujo seguido de artigo NÃO EXISTE!!!!c) quem insiste reincidir, insiste reincidir em alguma coisae) quem demonstra, demonstra alguma coisa A alguém, não EM alguém.
  • 90% desse tipo de questão se resolve analisando a transitividade do verbo!!

    Bons Estudos!

  • na letra d, o verbo "acusar" é transitivo direto (não se pode acusar os homens). Logo, não deveria vir com preposição (os homens a quem...)

    Atenção então ao pronome "quem": quando ele for complemento, deve vir precedido de preposição.


    Ex.

    Ela é a mulher que eu amo (o objeto direto  "que" vem sem preposição)

    Ela é a mulher a quem eu amo (aqui, o objeto direto vem com preposição).
  • Complementando:

    d) O verbo acusar é Verbo Transitivo Direto, portanto, não deveria vir com a preposição "a quem". 

    Porém, casos há, em que o objeto direto pode vir introduzido por preposição, que evidentemente não será obrigatória

    , isto é, não será exigida pelo verbo, é o que chamamos de Objeto Dirto Preposicionado.


    É isso aí, bons estudos!

    Graça e paz!
  • Esta questão cobra a regência nas orações adjetivas. Portanto, o ideal é grifar a oração adjetiva, identificar o verbo e o sujeito, para em seguida saber que preposição será aceita antes do pronome. Os períodos estão reescritos já com a correção.
    Na alternativa (A), o verbo “acusar” é transitivo direto e indireto (acusar alguém de algo).
    O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não costuma acusar a si mesmo.
    Na alternativa (B), já percebemos o erro, porque o pronome relativo “cujo” não pode ser seguido de artigo.
    Um homem moral empenha-se numa conduta cujo padrão moral ele não costuma impingir à dos outros.
    Na alternativa (C), o verbo “reincidir” tem como sujeito “o moralizador”.
    Os pecados nos quais insiste reincidir o moralizador são os mesmos de que ele acusa seus semelhantes.
    A alternativa (D) é a correta, pois, na primeira oração adjetiva, “os homens” é o sujeito, “abrem” é verbo transitivo direto e indireto, “mão” é objeto direto e “da qual” é o objeto indireto. O pronome relativo “quem”, quando paciente, é precedido de preposição, mesmo sendo um sujeito paciente. A locução verbal “pode acusar” é transitiva direta e indireta (acusar alguém de alguma coisa). O pronome “se” é apassivador, “de hipócritas” é objeto indireto e “a quem” é o sujeito paciente. Perceba que só se pode inserir a preposição, porque o pronome relativo é “quem”.
    Na alternativa (E), o pronome cujo não pode ser seguido de pronome.

    Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral  que ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia de que é capaz.
    Fonte: Décio Terror - Ponto dos Concursos
    Bons estudos
     

  • O pronome relativo "quem" refere-se a pessoas ou coisas personificadas, no singular ou no plural. É sempre precedido de preposição, podendo exercer diversas funções sintáticas. Observe os exemplos:

    a) Objeto Direto Preposicionado: Clarice, a quem admiro muito, influenciou-me profundamente.

    b) Objeto Indireto: Este é o jogador a quem me refiro sempre.

    c) Complemento Nominal: Este é o jogador a quem sempre faço referência.

    d) Agente da Passiva: O médico por quem fomos assistidos é um dos mais renomados especialistas.

    e) Adjunto Adverbial: A mulher com quem ele mora é grega.


    Fonte:http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint38.php
  • O pronome relativo QUEM, quando possuir um antecedente explícito, no caso OS HOMENS, sempre virá precedido de preposição. Nesse caso é classificado como OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO.
  • a) O moralizador está carregado de imperfeições de que (das quais) ele não costuma acusar si mesmo.

    b) Um homem moral empenha-se numa conduta cujo padrão moral ele não costuma impingir à dos outros.

    c) Os pecados nos quais (em que) insiste reincidir o moralizador são os mesmos dos quais (de que) ele acusa seus semelhantes.

    d) correta.   a quem = objeto direto preposicionado

    e) Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral que (o qual) ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia de que (da qual) é capaz.

  • Existe algum macete para descobrir que o objeto direto é preposicionado diferenciando do objeto indireto?

  • "O Leblon, cujos m² e IPTU ficam nas estratosferas, também tem os seus [marginais de estimação]."

    O fragmento traz-nos a questão do emprego do pronome relativo "cujo" e de sua concordância. Em primeiro lugar, é bom lembrar que o pronome "cujo" tem valor adjetivo, pois sempre acompanha um substantivo, com o qual concorda em gênero e número.

    Assim, dizemos "o rapaz cuja mãe" (ela é a mãe do rapaz), "a moça cujo pai" (ele é o pai da moça), "o escritor cujos livros" (os livros são do escritor), "a jovem cujas pernas" (as pernas são da jovem). Até aí, não há grandes dificuldades (é bom observar que não se usa artigo depois do "cujo" e de suas flexões).

    O problema aparece quando se pretende antepor o pronome "cujo" a mais de um substantivo. Emprega-se, nesse caso, a regra de concordância nominal do adjetivo anteposto a dois ou mais substantivos: ele concorda com o elemento mais próximo. É o que ocorre em construções como "Escolheu hora e lugar", "Havia pouco dinheiro e comida" etc. Emprega-se o plural apenas quando se trata de nomes próprios: "Os grandes Machado e Bandeira", por exemplo.

    Assim, há duas saídas: deixar o "cujo" em concordância com o mais próximo, de acordo com a regra, ou repeti-lo antes de cada núcleo. Abaixo, as duas sugestões:

    O Leblon, cujo metro quadrado e cujo IPTU ficam na estratosfera, também tem os seus [marginais de estimação].

    O Leblon, cujo metro quadrado e IPTU ficam na estratosfera, também tem os seus [marginais de estimação].


ID
75745
Banca
FCC
Órgão
TJ-PI
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Abstrações

"Deus não joga dados com o Universo", disse Einstein,
para nos assegurar que existe um plano por trás de,
literalmente, tudo, e que o comportamento da matéria é lógico e
previsível. A física quântica depois revelou que a matéria é mais
maluca do que Einstein pensava e que o acaso rege o Universo
mais do que gostaríamos de imaginar. Mas fiquemos com a
palavra do velho. Deus não é um jogador, o Universo não está
aí para Ele jogar contra a sorte e contra Ele mesmo. Já os
semideuses que controlam o capital especulativo do planeta
Terra jogam com economias inteiras e podem destruir países
com um lance de dados, ou uma ordem de seus computadores,
em segundos.

Às vezes eles têm uma cara, e até opiniões, mas quase
sempre são operadores anônimos, todos com 28 anos, e um
poder sobre as nossas vidas que o Deus de Einstein invejaria.
Deus, afinal, é sempre o ponto supremo de uma cosmogonia
organizada, não importa qual seja a religião. Todas as igrejas
têm metafísicas antigas e hierarquizadas. Todos os deuses
podem tudo, mas dentro das expectativas e das tradições de
seus respectivos credos. Até a onipotência tem limites.

A metafísica dos operadores das bolsas de valores, dos
deuses de 28 anos, é inédita. Não tem passado nem
convenções. É a destilação final de uma abstração, a do capital
desassociado de qualquer coisa palpável, até do próprio
dinheiro. Como o dinheiro já era a representação da
representação de um valor aleatório, o capital transformado em
impulso eletrônico é uma abstração nos limites do nada - e é
ela que rege as nossas economias e, portanto, as nossas vidas.
E quem pensava ter liberado o mundo de um ideal inútil, o de
sociedades regidas por abstrações como igualdade e
solidariedade, se vê prisioneiro do invisível, de um sopro que
ninguém controla, da maior abstração de todas.

(Adaptado de Luis Fernando Veríssimo, O mundo é bárbaro)

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Os operadores controlam um capital especulativo, cujos rendimentos representam uma incógnita. b) Certo. c) Os operadores das bolsas preferem apostar que investir dinheiro em empreendimentos mais produtivos. d) A idade dos operadores das bolsas sugere o ímpeto que as operações de investimento são executadas. e) Os adeptos da física quântica julgam que o acaso é também um princípio, à qual o comportamento da matéria não é alheio.
  • a) Os operadores controlam um capital especulativo, cujos rendimentos representam uma incógnita. b) Certo. c) Os operadores das bolsas preferem apostar a investir dinheiro em empreendimentos mais produtivos. d) A idade dos operadores das bolsas sugere o ímpeto que as operações de investimento são executadas. e) Os adeptos da física quântica julgam que o acaso é também um princípio, à qual o comportamento da matéria não é alheio.
  • A letra "c" apresenta um clássico nas questões da FCC: quem prefere, prefere alguma coisa A outra, não DO QUE outra!
  • Na letra "c": ímpeto com que são executadas as operações (invertendo)
  • Acredito que o comentário do colaborador Iran (o segundo é apenas uma cópia...) está equivocado quanto às alternativas "d" e "e":

    d) A idade dos operadores das bolsas sugere o ímpeto com que as operações de investimento são executadas. (são executadas com ímpeto)

    e) Os adeptos da física quântica julgam que o acaso é também um princípio, ao qual o comportamento da matéria não é alheio. (não é alheio ao princípio)

    : )

  • Comentário objetivo:

    a) Os operadores controlam um capital especulativo, em cujos CUJOS rendimentos representam uma incógnita.

    b) São impulsos eletrônicos, sobre os quais há pouco ou nenhum controle, que comandam as operações das bolsas.   
    PERFEITO!!!  

    c) Os operadores das bolsas preferem apostar do que
    A investir dinheiro em empreendimentos mais produtivos.

    d) A idade dos operadores das bolsas sugere o ímpeto   
    de que   COM O QUAL as operações de investimento são executadas.

    e) Os adeptos da física quântica julgam que o acaso é também um princípio, do qual
    AO QUAL o comportamento da matéria não é alheio.
  • A alternativa D também poderia ser escrita desta forma: ''A idade dos operadores das bolsas sugere o ímpeto pelo qual as operações de investimento são executadas''?  Concordo com o gabarito, mas fiquei na dúvida quando li os comentários acima. O que vocês acham?
  • São impulsos eletrônicos, sobre os quais há pouco ou nenhum controle, que comandam as operações das bolsas.

    Pense o seguinte, caro amigo: Os quais é um pronome relativo que retoma o termo anterior impulsos eletrônicos. Dessa forma, você deve fazer a pergunta HÁ POUCO OU NENHUM CONTROLE SOBRE O QUê? SOBRE impulsos eletrônicos.

    assim, fica fácil saber se os termos seguintes ao pronome relativo pedem alguma preposição.

    espero ter ajudado.

ID
77611
Banca
FCC
Órgão
TRT - 18ª Região (GO)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Viagem para fora

Há não tanto tempo assim, uma viagem de ônibus,
sobretudo quando noturna, era a oportunidade para um passageiro
ficar com o nariz na janela e, mesmo vendo pouco, ou
nada, entreter-se com algumas luzes, talvez a lua, e certamente
com os próprios pensamentos. A escuridão e o silêncio no
interior do ônibus propiciavam um pequeno devaneio, a memória
de alguma cena longínqua, uma reflexão qualquer.

Nos dias de hoje as pessoas não parecem dispostas a
esse exercício mínimo de solidão. Não sei se a temem: sei que
há dispositivos de toda espécie para não deixar um passageiro
entregar-se ao curso das idéias e da imaginação pessoal. Há
sempre um filme passando nos três ou quatro monitores de TV,
estrategicamente dispostos no corredor. Em geral, é um filme
ritmado pelo som de tiros, gritos, explosões. É também bastante
possível que seu vizinho de poltrona prefira não assistir ao filme
e deixar-se embalar pela música altíssima de seu fone de
ouvido, que você também ouvirá, traduzida num chiado
interminável, com direito a batidas mecânicas de algum sucesso
pop. Inevitável, também, acompanhar a variedade dos toques
personalizados dos celulares, que vão do latido de um cachorro
à versão eletrônica de uma abertura sinfônica de Mozart. Claro
que você também se inteirará dos detalhes da vida doméstica
de muita gente: a senhora da frente pergunta pelo cardápio do
jantar que a espera, enquanto o senhor logo atrás de você
lamenta não ter incluído certos dados em seu último relatório.
Quando o ônibus chega, enfim, ao destino, você desce tomado
por um inexplicável cansaço.

Acho interessantes todas as conquistas da tecnologia da
mídia moderna, mas prefiro desfrutar de uma a cada vez, e em
momentos que eu escolho. Mas parece que a maioria das pessoas
entrega-se gozosa e voluptuosamente a uma sobrecarga
de estímulos áudio-visuais, evitando o rumo dos mudos pensamentos
e das imagens internas, sem luz. Ninguém mais gosta
de ficar, por um tempo mínimo que seja, metido no seu canto,
entretido consigo mesmo? Por que se deleitam todos com tantas
engenhocas eletrônicas, numa viagem que poderia propiciar
o prazer de uma pequena incursão íntima? Fica a impressão de
que a vida interior das pessoas vem-se reduzindo na mesma
proporção em que se expandem os recursos eletrônicos.

(Thiago Solito da Cruz, inédito)

Sempre gostei das viagens de ônibus, mas atualmente considero as viagens de ônibus uma verdadeira provação, pois o que vem caracterizando as viagens de ônibus é uma profusão de ruídos de toda espécie, o que torna as viagens de ônibus um desafio aos nervos de um pacato passageiro.

Evitam-se as viciosas repetições do texto acima subs- tituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

Alternativas
Comentários
  • O(S), A(S) - funcionam sempre sem preposição, e são portanto sempre Objeto Direto. LHE(S) - sempre representa um termo preposicionado, logo funcionará sempre como Objeto Indireto ou Complemento Nominal (que é sempre preposicionado):
  • Considero --> verbo transitivo diretocaracterizando --> verbo transitivo direto com próclise devido ao pronome "que"torna --> verbo transitivo direto com próclise devido ao pronome "que"
  • Peraí, mas atualmente num é um advérbioooooo de tempo, e por isso é um fato de atração?
    Ou será que me perdi no raciocínio?
  • O verbo “considero” é transitivo direto, e o pronome adequado seria “as”. Por isso, eliminam-se as alternativas (D) e (E).
    A locução verbal “vem caracterizando” é transitiva direta, e o pronome adequado seria “as”. Por isso, elimina-se também a alternativa (C). A forma “vem-nas” deve ser evitada, tendo em vista a palavra atrativa “que”. Isso elimina também a alternativa (B). Além de isso eliminar esta alternativa, percebe-se que o verbo “torna” é transitivo direto e não admite “lhes”, como ocorreu com a alternativa (B). Assim, a correta é a (A).
    Fonte: Prof. Décio Terror - Ponto dos Concursos
    Bons estudos

  • Quando a pessoa que cobra conhecimentos de gramática não sabe gramática fica foda, questão mais do que anulada. Por conta do "atualmente" advérbio de tempo que deveria atrair o pronome. Ou tem algo a se considerar sobre isso?

  • E quanto ao adverbio "atualmente". O correto não seria; as considero ? 


ID
77614
Banca
FCC
Órgão
TRT - 18ª Região (GO)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A amizade

Uma amizade verdadeira possui tão grandes vantagens
que mal posso descrevê-las. Para começar, em que pode
consistir uma "vida vivível" que não encontre descanso na
afeição partilhada com um amigo? Que há de mais agradável
que ter alguém a quem se ousa contar tudo como a si mesmo?
De que seria feita a graça tão intensa de nossos sucessos, sem
um ser para se alegrar com eles tanto quanto nós? E em
relação a nossos reveses, seriam mais difíceis de suportar sem
essa pessoa, para quem eles são ainda mais penosos que para
nós mesmos.

Os outros privilégios da vida a que as pessoas aspiram
só existem em função de uma única forma de utilização: as
riquezas, para serem gastas; o poder, para ser cortejado; as
honrarias, para suscitarem os elogios; os prazeres, para deles
se obter satisfação; a saúde, para não termos de padecer a dor
e podermos contar com os recursos de nosso corpo.

Quanto à amizade, ela contém uma série de possibilidades.
Em qualquer direção a que a gente se volte, ela está lá,
prestativa, jamais excluída de alguma situação, jamais importuna,
jamais embaraçosa. Por isso, como diz o ditado, "nem a água nem
o fogo nos são mais prestimosos que a amizade". E aqui não se
trata da amizade comum ou medíocre (que, no entanto,
proporciona alguma satisfação e utilidade), mas da verdadeira, da
perfeita, à qual venho me referindo. Pois a amizade torna mais
maravilhosos os favores da vida, e mais leves, porque
comunicados e partilhados, seus golpes mais duros.

(Adaptado de Cícero, filósofo e jurista romano)

É importante que você possa contar com minha amizade; confie nela, que eu não o decepcionarei. A frase acima permanecerá correta no caso de substituirmos os elementos sublinhados, respectivamente, por:

Alternativas
Comentários
  • ...que você possa(está no presente do subjuntivo)- que eu possa- que tu possas- que ele(você)possa...confie nela (está no imperativo afirmativo)- confia tu- confie vocênão o decepcionarei( não decepcionarei a você)não te decepcionarei ( não decepcionarei a ti)
  • Único comentário que foi direito ao artigo.

    Obrigada.

  • Único comentário que foi direito ao artigo.

    Obrigada.


ID
77863
Banca
FCC
Órgão
TRT - 18ª Região (GO)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A sociedade democrática

Que significam as eleições? Muito mais do que a
mera rotatividade de governos ou alternância no poder.
Simbolizam o essencial da democracia: que o poder não se
identifica com os ocupantes do governo, não lhes pertence, mas
é sempre um lugar disponível, que os cidadãos, periodicamente,
preenchem com um representante, podendo revogar seu mandato
se não cumprir o que lhe foi delegado para representar.

As idéias de situação e oposição, maioria e minoria,
cujas vontades devem ser respeitadas e garantidas pela lei, vão
muito além dessa aparência. Significam que a sociedade não é
uma comunidade una e indivisa, voltada para o bem comum
obtido por consenso, mas, ao contrário, que está internamente
dividida e que as divisões são legítimas e devem expressar-se
publicamente. A democracia é a única forma política que
considera o conflito legítimo e legal, permitindo que seja
trabalhado politicamente pela própria sociedade.

As idéias de igualdade e liberdade como direitos civis
dos cidadãos vão muito além de sua regulamentação jurídica
formal. Significam que os cidadãos são sujeitos de direitos e
que, onde tais direitos não existam nem estejam garantidos,
tem-se o direito de lutar por eles e exigi-los. É esse o cerne da
democracia.

(Marilena Chauí, Convite à Filosofia)

As eleições são importantes, mas não se empreste às eleições um valor absoluto, ainda que muitos ainda vejam as eleições como finalidade última do processo democrático, sem falar nos que consideram as eleições uma aborrecida obrigação.

Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

Alternativas
Comentários
  • Casos que exigem Próclise:1 - Conectivos de oração subordinada (substantiva, adjetiva ou adverbial)2 - Advérbios, quando sem pausa (vírgula)3 - Pronomes indefinidos e demonstrativos (tudo, nada isso, aquilo, etc.)4 - "em" + pronome oblíquo átono + gerúndio (ex. em se tratando dos fatos)5 - "por" + pronome oblíquo átono + particípio (ex. por se tratarem das coisas)6 - Palavras com idéia negativa (não, nunca, jamais, etc.)Casos que exigem Mesóclise:1 - Futuro do presente (terminação rei)2 - Futuro do pretérito (terminação ria)Bizu: Quando o REI RIA põe no meio.Casos que exigem Ênclise:1 - Advérbio com pausa (ex. Aqui, reúnem-se alunos aprovados)2 - Imperativo (ex. Levante-se3 - Conectivo "e" (ex. Falou e disse-me verdades)Nunca utilizar pronome átono:1 - ínicio de frase2 - depois de futuro (Rei - Ria)3 - depois de particípio (Ado - Ido)
  • se empreste às eleições -> às eleições é objeto indireto, então deve ser substituído por "lhes"; "se" é partícula atrativa de pronome. Então só restam as alternativas A e E.vejam as eleições -> as eleições é objeto direto, então não pode ser substituído por "lhes", o que elimina a alternativa E.
  • Gabarito letra A.

    Vejam que nessa questão temos duas coisas a analisar:

    (1) A colocação pronominal: próclise, mesoclise, ênclise;

    (2) qual o pronome que substitui corretamente o sublinhado;

    Compreendendo o que atrai o pronome e o que o repele, você poderá eliminar muitas alternativas, para então, por fim, verificar a substituição.

  • Gente, alguem pode me esclarecer uma dúvida? Já ví vários professores dizerem que o pronome obliquo "lhe" só pode ser usado para substituir pessoas. isso procede? Pois em muitas questões aqui já o vi sendo usado para substituir coisas. Qual o correto?


  • Gabarito. A.

    se ligar que a palavra ainda é um advérbio.

    pois advérbios atrai o pronome oblíquo para antes do verbo.


    Bons Estudos!!

  • No caso de uma locucao verbal em que ha uma palavra de sentido negativo, a qual obrigatoriamente torna a próclise obrigatoria, o pronome oblíquo átono vira sempre antes do verbo auxiliar.


ID
78352
Banca
FCC
Órgão
TRT - 18ª Região (GO)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Durante milênios convivemos com a convicção de que
não haveria limites para a atividade humana, seja quanto ao uso
de recursos naturais, seja de energia, de praticamente tudo. O
tempo encarregou-se de mostrar o contrário - com os limites na
área dos recursos hídricos acentuados pelo crescimento da
população; com o uso de combustíveis fósseis detonando a
questão das mudanças do clima; com a insustentabilidade dos
atuais padrões de produção e consumo, além da capacidade de
reposição do planeta. Agora, mais alguns limites se esboçam no
horizonte para a fabricação e uso dos computadores, por causa
do consumo de energia; da emissão de gases em razão de seu
uso; da sobrecarga em vários tipos de utilização, que ameaça
até com um "apagão planetário"; e da geração de lixo tecnológico,
muitas vezes exportado para países pobres.

Estudo recente mostrou que o consumo de energia pelos
computadores no mundo todo mais que dobrou entre 2000 e
2005; outro estudo situa as emissões de gases poluentes
gerados pela tecnologia da informação e comunicação no mesmo
nível das emissões feitas pelo transporte aéreo no mundo.

São números que começam a preocupar a própria
indústria de produção de equipamentos nessas áreas. Divulgado
o último relatório, as principais produtoras criaram um sistema
conjunto para aumentar a eficiência de hardwares e
softwares. Pensam em novas formas de suprimento de energia,
talvez a solar, em substituição ao tipo de corrente nos centros
armazenadores de informações e em avisos que advirtam sobre
os problemas de estocagem ilimitada de informações, imagens
ou som.

Há outros ângulos do problema que chegam a atingir o
campo da política, como nos EUA, em que procedimentos
antiéticos preocupam, com a divulgação de mensagens provocadoras
ou portadoras de falsas informações. Nem é preciso
falar no problema dos spams, que entopem as caixas de recepção
de mensagens no mundo, todos os dias, muitos deles
portadores de vírus extremamente problemáticos. E ainda há o
problema do lixo tecnológico (peças e pedaços de computadores,
pilhas, baterias), já tão grave que a própria ONU criou
diretrizes mundiais que apontam caminhos para ampliar a vida
dos componentes e promover a reciclagem. Especialistas
começam a perguntar se haverá um limite para a internet, em
razão dessa sobrecarga. Seus efeitos desastrosos já se fazem
sentir, em todo o mundo.

(Washington Novaes. O Estado de S. Paulo, A2, 15 de fevereiro
de 2008, com adaptações)

O pronome que substitui corretamente o segmento grifado, respeitando também as exigências de colocação, está em:

Alternativas
Comentários
  • a) não OS haveria (próclise) => "não" é advérbio atrativob) detonando-A (ênclise)=> correto seria usar ênclise, e no SINGULAR substituindo o núcleo da informação, o substantivo feminino "questão"c) criaram-no (ênclise) => alternativa corretad) para aumentá-LA ou para => substituindo o substantivo feminino "eficiência"e) promovê-LA => "a reciclagem" é objeto direto e não é uma pessoa. Dois bons motivos para não utilizar "LHE".
  • ITEM A) errado, pois a palavra "não" é uma palavra atrativa que faz com que seja obrigatório o pronome em próclise.

    ITEM B) errado, o pronome deveria concordar com o núcleo do segmento grifado, no caso "questão", ou seja, deveria estar o pronome no singular.

    ITEM C) certo, quando o verbo terminar com M, ÃO e ÕE, o pronome "o" se transforma em "no".

    ITEM D) errado, pois o pronome deveria concordar com o núcleo do segmento grifado, no caso "eficiência", ou seja, deveria estar o pronome no feminino.

    ITEM E) errado, o pronome "lhe" funciona como objeto indireto e na questão o verbo é um objeto direto.

  • Na alternativa (A), o verbo haveria” é transitivo direto e “limites” é o seu objeto direto; por isso o pronome oblíquo átono está  adequado, porém a sua colocação deve se dar antes do verbo, pois o advérbio “não” é uma palavra atrativa.
    Na alternativa (B), o verbo “detonando” é transitivo direto e “a questão das mudanças do clima” é o objeto direto. Como o núcleo desse termo é o substantivo “questão”, o pronome adequado é “a”.
    A alternativa (C) é a correta, pois o verbo “criaram” é transitivo direto e “um sistema conjunto” é o objeto direto, por isso está correto o pronome “o”. Como o verbo termina em “m”, esse pronome recebe “n”, corretamente.
    Na alternativa (D), o verbo “aumentar” é transitivo direto e “a eficiência de hardwares e softwares” é o objeto direto. Como o núcleo desse termo é o substantivo feminino singular “eficiência”, o pronome adequado seria “a”. Esse pronome deve receber a letra “l”, tendo em vista o verbo terminar em “r”. (aumentá-la)
    Na alternativa (E), o verbo “promover” é transitivo direto e “a reciclagem” é objeto direto. Por isso, o pronome ideal seria “a”, o qual deve receber “l”, tendo em vista o verbo terminar em “r”. (promovê-la)
    Fonte: Prof. Décio Terror - Ponto dos Concursos
    Bons estudos


ID
80764
Banca
FCC
Órgão
TRE-AM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A leitura dos clássicos

Os clássicos são livros que exercem uma influência
particular quando se impõem como inesquecíveis e também
quando se ocultam nas dobras da memória, preservando-se no
inconsciente.

Por isso, deveria existir um tempo na vida adulta dedicado
a revisitar as leituras mais importantes da juventude. Se os
livros permaneceram os mesmos (mas também eles mudam, à
luz de uma perspectiva histórica diferente), nós com certeza
mudamos, e o encontro é um acontecimento totalmente novo.
Portanto, usar o verbo ler ou o verbo reler não tem muita
importância. De fato, poderíamos dizer: toda releitura de um
clássico é uma leitura de descoberta, como a primeira.

(Ítalo Calvino, "Por que ler os clássicos")

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) cuja particular influencia...b) onde se ocultam...c) um tempo do qual poderiamos utilizar... (utilizar do tempo)d) cujos classicos ganham...e) correta ! (se imbuem de que? de revelação)
  • Não entendi esta questão; Até onde eu sabia o uso do se neste caso deveria colocar o verbo no singular, pois o verbo imbuir e VTI ...
  • Lucas, eles não querem saber se a flexão verbal está correta, só querem saber a respeito do que está SUBLINHADO. E mesmo assim, o verbo está certo em estar no plural... Para tu veres se o verbo deve ficar impessoal (no singular), tu acha o sujeito perguntando: "que(m) é que se + verbo?"... no caso, "quem é que se imbui?". Se NA RESPOSTA houver preposição, o verbo fica impessoal. Aqui, a resposta é "os clássicos"... não tem preposição, então o verbo concorda e fica no plural.
  • Apenas para retificar a justificativa de erro na questão 'd', já que cujo não se refere aos clássicos, não estando pertinente, portanto, o 'd) cujos classicos ganham...'O erro está na preposição utilizada.
  • Gente, só para contribuir com os comentários abaixo. A letra d está incorreta não só pela utilização da preposição, mas também porque não existe "cuja" ou "cujo" seguido de artigo, pois podemos alterar o próprio elemento e fazer a concordância, por exemplo: cujas obras ou cujos clássicos. E o cujo sempre liga dois substantivos, então nunca poderia existir cuja (no feminino, singular) ligada a um substantivo masculino e no pluaral (no caso, clássicos).
  • e) O poder de revelação [de que se imbuem os clássicos] acaba por nos revelar para nós mesmos. [de que se imbuem os clássicos] = Oração Sub. Adjetiva Restritiva (que = qual).Os clássicos se imbuem de algo. >>> Os clássicos se embuem de revelaçãoIMBUIR É VERBO TRANSITIVO INDIRETO e o pronome relativo "que" está fazendo papel de Objeto Indireto e NÃO poderia estar sem a preposição "DE", por isso, CORRETA LETRA "e".
  • a) Os clássicos são livros cuja particular influência torna-os inesquecíveis.
    b) As dobras da memória, nas quais / em que se ocultam imagens dos clássicos, são o refúgio do inconsciente. ("as dobras da memória" não são lugares físicos)
    c) Há um tempo na vida adulta que poderíamos utilizar para uma redescoberta dos clássicos.
    d) A perspectiva histórica é determinante, na qual / em que os clássicos ganham um novo significado. (não há relação de posse)
    e) O poder de revelação de que se imbuem os clássicos acaba por nos revelar para nós mesmos. (se imbui de) 
  • Resposta certa: item E.

    O item C está certo se fosse "o qual".

  • A letra "b" não poderia ser. É só lembrar que as palavras onde, aonde e donde indicam lugar físico.
  • Sobre a letra A , consideração do REVISACO 2015, PORTUGUÊS,  2 EDICAO :

    "Particular influência possui função de sujeito e não se usa preposição ao lado do termo que exerce função do sujeito do verbo posposto."

     

     

     Portanto, deve-se tirar o "em "》 ficando apenas "cuja  particular influência "


ID
81199
Banca
FCC
Órgão
TRE-AM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A frase que atende integralmente ao padrão culto escrito é:

Alternativas
Comentários
  • Em negrito os erros e entre parênteses sua correção:a) Vossa Excelência, é certo que vossa presença está sendo reclamada: todos querem que continui a prestar apoio ao grupo de trabalho. vossa presença (certo: sua presença), continui (certo: continue)b) As alterações que provirem da reunião com o prefeito serão bem recebidas, se contemplarem os direitos de todos os cidadãos da comunidade. provirem (certo: provieremc) Os guardas-florestais requereram revisão do acordo feito com empresas que não respeitam as normas ambientais. corretad) Se o manual contesse todas as informações necessárias, não haveria necessidade de eu estar solicitando mais esclarecimentos. contesse (certo: contivessee) Se você o ver ainda hoje, avise que o prazo para entrega do documento expirará amanhã. ver (certo: vir)
  • Comentário objetivo:

    a) Vossa Excelência, é certo que vossa SUA presença está sendo reclamada: todos querem que continui CONTINUE a prestar apoio ao grupo de trabalho.

    b) As alterações que provirem PROVIEREM da reunião com o prefeito serão bem recebidas, se contemplarem os direitos de todos os cidadãos da comunidade.

    c) Os guardas-florestais requereram revisão do acordo feito com empresas que não respeitam as normas ambientais. PERFEITA! Cabe aqui uma observação. O verbo requerer não é derivado do verbo querer, por isso não tem a mesma conjugação deste. Muita gente deve ter pensado que o certo deveria ser REQUISERAM não é?!

    d) Se o manual contesse CONTIVESSE todas as informações necessárias, não haveria necessidade de eu estar solicitando mais esclarecimentos.

    e) Se você o ver VIR ainda hoje, avise que o prazo para entrega do documento expirará amanhã.

  • pessoal me tirem uma duvida.

    verbo + substantivo- diz a gramatica que somente o segundo elemento varia.

    iae o que voçêis tem a me dizer ???????? 

  • A)CONTINUE

    B)PROVIEREM

    C)CERTO

    D)CONTIVESSE

    E)VIR

  • a) Errada. "sua presença" / "continue"

    b) Errada.  "provierem" 

    c) Correta.

    d)  Errada. "contivesse" /  "solicitar" 

    e) Errada.  "vir" 

  • a) Vossa Excelência, é certo que vossa presença está sendo reclamada: todos querem que "continui" (continue) a prestar apoio ao grupo de trabalho.

    b) As alterações que "provirem" (provierem) da reunião com o prefeito serão bem recebidas, se contemplarem os direitos de todos os cidadãos da comunidade.

    c) Os guardas-florestais requereram revisão do acordo feito com empresas que não respeitam as normas ambientais.

    d) Se o manual "contesse" (contivesse) todas as informações necessárias, não haveria necessidade de eu estar solicitando mais esclarecimentos.

    e) Se você o "ver" (vir) ainda hoje, avise que o prazo para entrega do documento expirará amanhã.

    GABARITO: LETRA C

  • a)Vossa Excelência, é certo que vossa presença está sendo reclamada: todos querem que continui a prestar apoio ao grupo de trabalho.Errado, o correto seria a SUA presença.(A fcc gosta disso hehehe)

     b)As alterações que provirem da reunião com o prefeito serão bem recebidas, se contemplarem os direitos de todos os cidadãos da comunidade.Errado, o correto seria provierem (A fcc também gosta disso)

     c)Os guardas-florestais requereram revisão do acordo feito com empresas que não respeitam as normas ambientais.Correto, 

    Regra do SAN vão para o plural

    Substantivo

    Adjetivos

    Numeral

     d)Se o manual contesse todas as informações necessárias, não haveria necessidade de eu estar solicitando mais esclarecimentos.Errada, contIVESSE

     e)Se você o ver ainda hoje, avise que o prazo para entrega do documento expirará amanhã.Errado, o correto seria vIr

  • Maria Estuda, você é 10! 


ID
81214
Banca
FCC
Órgão
TRE-AM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de
infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia
era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e
insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,
que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo
público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam
pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas
décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região
é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem
comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia
representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%
da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o
território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em
extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma
quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva
um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz
por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que
caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,
a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no
qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões
de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente
hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta
observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor
forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a
floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da
saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino
da região depende muito mais de seus habitantes do que
de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações
não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas
deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições
econômicas para que seus habitantes tenham alternativas
à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a
floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua
riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro
2009, pp. 22-24, com adaptações)

O segmento grifado foi substituído de modo INCORRETO pelo pronome em:

Alternativas
Comentários
  • eles vão preservar a floresta // preserva-la
  • Pessoal, Uma dica para não esquecer: - Quando os verbos terminarem com R-S-Z vamos colocar L + (o, a, os, as) - Quando os verbos terminarem com M - ÃO - ÔE vamos colocar N + (o, a, os , as) O pronome LHE só para verbos transitivos indiretos e quando se referirem a pessoa.
  • O verbo preservar é VTD, pois quem preserva, preserva algo, não havendo preposição após o mesmo.

    Quando o verbo é VTD ele pode vir sucedido de o, a, os, as, substituindo o OD.

    Quando o verbo for VTI ele pode vir sucedido de lhe, lhes, substituindo o OI.
    ex: Chamaram-lhe de louco.

  • la


ID
81247
Banca
FCC
Órgão
TRE-AM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para responder à questão, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

O funcionário ..... o chefe se dirigiu era a pessoa ...... todos confiavam.

Alternativas
Comentários
  • Quem se dirige se dirige "a" - O chefe dirigiu-se ao funcionário, por isso, O funcionário a que o chefe....;Quem confia, confia "em" - Todos confiavam na(em+a) pessoa, e, por isso, ...pessoa em quem todos confiavam.
  • Quem se dirige, se dirige a (a quem)Quem confia, confia em (em quem)
  • Dirigir = Verbo Transitivo Direto, portanto não admite preposição.


    Se dirigiu a quem ?


    Confiar = Verbo Transistivo Indireto, portanto admite preposição.


    Todos confiavam em quem?


  • O funcionário ..... o chefe se dirigiu era a pessoa ...... todos confiavam

    Dirigiu a quem? Ao funcionário, Dirigir VTI = pede preposição A
    quem = pronome que substitui o nome de pessoa.
    lacuna 1 = a quem

    Confiava em quem? No funcionário, Confiar VTI = pede preposição em
    no = contração de em + o
    lacuna 2 = em quem
  • Olha, questão fácil. Uma dessa não cai na minha prova :(


ID
81250
Banca
FCC
Órgão
TRE-AM
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Para responder à questão, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

O edital, entregue a todos os candidatos, pretendia ...... o Concurso seria realizado em breve.

Alternativas
Comentários
  • Quem informa, informa alquém de algo (VTDI). O edital informava os candidatos do concurso.Objeto direto = os candidatosObjeto indireto = do concurso.
  • Verbos terminados com R, S ou Z, ficarão com o pronome -lo/-la/-los/-las. Outros VTD, regra geral, terão os seus OD substituídos por o/a/os/as.

  • Duas contruções são possíveis, salvo engano:
     

    Informava aos candidatos o concurso;

    Informava os candidatos do concurso.

  • A primeira assertiva é a que apresenta-se correta.
  • Os verbos: Informar, Avisar, Certificar, Cientificar, Notificar, Prevenir. Podem ser usados de duas formas:

       1.Objeto Indireto de Pessoa   +    Objeto Direto de Coisa  : Informar algo a alguém

       2.ou vice-versa:   Informar alguém de algo

    Informe os novos preços aos clientes.  (Informo algo (OD coisa) a alguém (OI Pessoa))

    Informe os clientes dos novos preços. (ou: sobre os novos preços) – (informo alguém (OD Pessoa) de algo (OI coisa))

    ¨  Quando utilizam pronomes como complementos obtêm-se:

       Informe-os aos clientes. Informe-lhes os novos preços.

      Informe-os dos novos preços. Informe-os deles. (ou: sobre eles)

    ¨  No período composto, quando o complemento é oracional:

    Informe aos clientes que os preços não são mais os mesmos. Informe-lhes que os preços não são mais os mesmos.

    Informe os clientes de que os preços não são mais os mesmos. Informe-os de que os preços não são mais os mesmos.

  • a

     

  • Quem informa,

    informa alguma coisa a alguém, (I)

    ou, alternativamente​,

    informa alguém de alguma coisa. (II)

    Na resposta correta está empregado o formato (II).

    Obs. Para corretamente empregar o formato I, ficaria "informar-lhes que", mas não há tal alternativa.


ID
89338
Banca
FUNRIO
Órgão
PRF
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

"Quando você me ouvir cantar, Venha, não creia, eu não corro perigo"

A canção de Caetano Veloso emprega uma estrutura sintática que combina os verbos "ouvir" e "cantar" com o pronome "me". Quanto a essas palavras, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Resposta: A)ERRADA. Quando você vir dois verbos juntos, não ache você que sempre será uma locução verbal. "Locuções Verbais são conjuntos formados por um verbo auxiliar seguido de um verbo principal. O Verbo principal aparece sempre em uma das formas nominais (gerúndio, infinitivo ou particípio). O verbo auxiliar, por sua vez, parece flexionado, pois tem a função de ampliar a significação do verbo principal". (Gramática Objetiva, Filemon Félix)Ex: Procurava cumprir seu dever. (Procurava cumprir é uma locução verbal)B)ERRADA. O verbo cantar é INTRANSITIVO. Quem canta, canta.C)ERRADA. Próclise -> "PRÉ" -> me ouvirMesóclise -> "MEIO" -> Ouvir-me-eiÊnclise -> "APÓS" -> Ouvir-meD)ERRADA. o verbo cantar é intransitivo.E)CORRETA.
  • esta oração no sua ordem direta é : " quando você ouvir o meu cantar, Venha, não creia, eu não corro perigo".

    Ou seja, o "cantar" não é verbo e sim substantivo, logo a única opção correta é a letra E.
  • O pronome "ME" é objeto direto sintático de ouvir e sujeito semântico de cantar.


    Quem é ouvido? Me.
    Quem canta? Me.

    O "me" se relaciona com os dois verbos. Alternativa "E".
  • Só complementando o comentário do confrade Rodrigo, existem certas estruturas em que a sequência de verbos não formará locução verbal. Como ocorre nas estruturas formadas por verbos causativos (mandar, deixar, fazer) ou sensitivos (ver, ouvir, sentir) + verbo no infinitivo, que é o exemplo da letra a. Percebam que quem ouve é uma pessoa e quem canta é outra.

     

    Um exemplo para fixar:

     

                                                                     OSSOD

    A aluna se atrasou, mas o professor deixou/-a entrar.

    Quem deixou? O professor.

    Quem entrou? A aluna. O 'a' após 'deixou' exerce a função de sujeito de infinitivo do verbo entrar.

     

    Porém, nem sempre o sujeito semântico será diferente, somente o sujeito na própria frase. Exemplo:

     

    Capitu sentiu/-se fraquejar.

    Quem sentiu? Capitu.

    Quem fraquejou? Capitu. Porém, o sujeito de fraquejar é o 'se', que é o sujeito de infinitivo nesse caso.

  • GABARITO= E

    QUANDO VOCÊ ME OUVIR CANTAR

    ME OUVIR CANTAR = ME RELACIONA A OUVIR E CANTAR.

    JÁ A QUESTÃO (C) ESTA ERRADA:

    QUANDO= ADVÉRBIO DE TEMPO

    ADVÉRBIOS ATRAEM O PRONOME OBLÍQUO.

    A QUESTÃO DIZ QUE O PRONOME OBLÍQUO ESTA RELACIONADO AO VERBO OUVIR, ESTA ERRADA POIS, O PRONOME RELACIONA COM OS DOIS VERBO OUVIR E CANTAR.

    AVANTE GUERREIROS.

    TENHO FÉ QUE UM DIA SEREI SERVIDOR.

  • Quando você ouvi o menino *(me)* cantar, venha, não creia, Eu não corro perigo. ( Essa estrutura está dentro daqueles casos de verbos causativos MANDAR, DEIXAR E FAZER e sensitivos VER, OUVIR e SENTIR que o pronome entre eles tanto pode exercer a função de OBJETO DIRETO do verbo AUXILIAR quanto SUJEITO do verbo PRINCIPAL.

    Quando você ouvi cantar o menino *( me)*, venha, não creia, Eu nao corro perigo.

    O pronome "me" está relacionado gramaticalmente com os verbos "ouvir e cantar" 

    Erro da letra B) é afirmar que só que o verbo "cantar" é transitivo direto, haja vista que o verbo "ouvir" também tem a mesma transitividade de acordo com a explicação acima.

    GABARITO E

  • GABARITO= E

    Verbo sensitivo + Pronome oblíquo + infinitivo.

    O pronome "me" será "objeto direto" no verbo auxiliar e "sujeito" do verbo Principal ( Infinitivo)


ID
91876
Banca
FCC
Órgão
TCM-PA
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Duas sociedades

Na formação histórica dos Estados Unidos, houve desde
cedo uma presença constritora da lei, religiosa e civil, que
plasmou os grupos e os indivíduos, delimitando os comportamentos
graças à força punitiva do castigo exterior e do
sentimento interior do pecado.

Esse endurecimento do grupo e do indivíduo confere a
ambos grande força de identidade e resistência, mas desumaniza
as relações com os outros, sobretudo os indivíduos de outros
grupos, que não pertençam à mesma lei e, portanto, podem
ser manipulados ao bel-prazer. A alienação torna-se ao mesmo
tempo marca de reprovação e castigo do réprobo; o duro modelo
bíblico do povo eleito, justificando a sua brutalidade com os
não eleitos, os outros, reaparece nessas comunidades de leitores
cotidianos da Bíblia. Ordem e liberdade - isto é, policiamentos
internos e externos, direito de arbítrio e de ação violenta
sobre o estranho - são formulações desse estado de coisas.

No Brasil, nunca os grupos ou os indivíduos encontraram
efetivamente tais formas; nunca tiveram a obsessão da ordem
senão como princípio abstrato, nem da liberdade senão como
capricho. As formas espontâneas de sociabilidade atuaram com
maior desafogo e por isso abrandaram os choques entre a
norma e a conduta, tornando menos dramáticos os conflitos de
consciência.

As duas situações diversas se ligam ao mecanismo das
respectivas sociedades: uma que, sob alegação de enganadora
fraternidade, visava a criar e manter um grupo idealmente
monorracial e monorreligioso; outra que incorpora de fato o
pluralismo étnico e depois religioso à sua natureza mais íntima.
Não querendo constituir um grupo homogêneo e, em consequência,
não precisando defendê-lo asperamente, a sociedade
brasileira se abriu com maior largueza à penetração de grupos
dominados ou estranhos. E ganhou em flexibilidade o que perdeu
em inteireza e coerência.

(Adaptado de Antonio Candido, Dialética da malandragem)

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

Alternativas
Comentários
  • Acho que o correto da alternativa A, seria:A formação histórica dos Estados Unidos, cujo endurecimento é sabido de todos, deu-se em consonância com leis duras, das quais nos livramos.
  •  "compensar"

    • compensar - v.t. Equilibrar um efeito com outro; neutralizar a perda com o ganho, o mal com o bem: compensar os defeitos pelas qualidades....

    Carente "de" alguma coisa...

  • A opção que contempla as regras que regem a Língua Portuguesa estão presentes na última alternativa.
  • Complemento o excelente comentário anterior:

    A) A formação histórica dos Estados Unidos, cujo endurecimento é sabido de todos, deu-se em consonância com leis duras, das quais nos livramos.

    B) Há formas espontâneas de convìvio, das quais somos um exemplo, assim como há formas rígidas, pelas quais os Estados Unidos se notabilizam.

    C) São desumanas as relações em que existem preconceitos, assim como são odiosas aquelas cujo processo é movido por falso moralismo.

    D) Nas sociedades mais flexíveis, as quais o autor não deixa de criticar, os estranhos são vistos como indesejáveis, os quais cabe despresar.

    E) Como já foi genialmente observado anteriormente, não apresenta quaisquer tipo de falha.

ID
93352
Banca
FCC
Órgão
TRF - 1ª REGIÃO
Ano
2001
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Um sonho de simplicidade

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz
da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um
sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a
tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos
cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem
falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque,
por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no
bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?

Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata,
tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim,
a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoço.

Mas, para instaurar uma vida mais simples e sábia, seria
preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio
de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de
dizer coisas, dizer coisas... Seria preciso fazer algo de sólido e
de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de
útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma
sossegada e limpa.

Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho
assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento!
Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, de um
número... Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de
nada, precisamos apenas viver - sem nome, nem número,
fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o
ribeirão.

(Rubem Braga, 200 crônicas escolhidas

Está correto o emprego da expressão sublinhada na frase:

Alternativas
Comentários
  • b) com a qualc)cujo [jamais seguida de artigo, pois já o contém - cuj+o]d) com os quaise) Que
  • Na letra A não precisaria ser "aos quais"?valeu..
  • a) "a que" = a (preposição do verbo entregar) + que (pronome relativo = atividades)
  • Respodendo ao Marcelo (abaixo), se usasse "o qual", ocorreria crase (às quais), uma vez q ele retomaria o termo "atividades": "Tirar areia do rio e cortar lenha são atividades às quais o cronista se entregaria com amor". Já o pronome relativo "que" retoma termos tanto no singular quanto no plural. No mais os amigos abaixo já responderam.

  • Comentário objetivo:

    a) Tirar areia do rio e cortar lenha são atividades a que o cronista se entregaria com amor.   PERFEITO!!!  

    b) Ele julga ridícula a tira de pano colorido do qual
    COM A QUAL se pretende ficar elegante.

    c) A pessoa cujo o
    CUJO nome anotamos, significará de fato algo para nós?

    d) O ribeirão e o boi, aos quais
    COM OS QUAIS o cronista deseja pactuar, são exemplos de simplicidade.

    e) Com que
    QUE providências haveremos de tomar, para mudar nossa vida?
  • Pessoal, ao invés de vocês sublinharem o que está errado e corrigir, ficaria melhor colocar o por quê?

    Dessa forma todos entendem, não acham?


    Graça e paz!
  • Pronome relativo é uma classe de pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelecem relação entre duas orações.

    Os pronomes relativos são os seguintes:

    Variáveis

    O qual, a qual
    Os quais, as quais
    Cujo, cuja
    Cujos, cujas
    Quanto, quanta
    Quantos, quantas

    Invariáveis

    Que (quando equivale a o qual e flexões)
    Quem (quando equivale a o qual e flexões)
    Onde (quando equivale a no qual e flexões)

    Logo a letra a) está correta, pois o pronomes relativo que é invariável . O uso do pronome relativo as quais também estaria correto.
  • Tirar areia do rio e cortar lenha são atividades a que o cronista se entregaria com amor. 

    Essa estrutura é bem típica em provas

    Regência +Pronome relativo.......... Verbo

    a que o cronista se entregaria

    quem se entrega, entrega a algo

    Outro ex : a coisa a que me refiro

    quem se refere , se refere a algo.

  • A) Tirar areia do rio e cortar lenha são atividades a que o cronista se entregaria com amor.

    -- Tirar areia do rio e cortar lenha são atividades

    -- O cronista entregar-se-ia às atividades com amor (quem se entrega, entrega-se a alguém)

    B) Ele julga ridícula a tira de pano colorido do qual se pretende ficar elegante.

    -- Ele julga ridícula a tira de pano colorido

    -- Pretende-se ficar elegante com a tira de pano colorido

    C) A pessoa cujo o nome anotamos, significará de fato algo para nós?

     -- Anotamos nome dA pessoa (não há nenhum elemento que "pede" preposição)

    D) O ribeirão e o boi, aos quais o cronista deseja pactuar, são exemplos de simplicidade.

    -- O ribeirão e o boi são exemplos de simplicidade

    -- O cronista deseja pactuar com ribeirão e o boi

    E) Com que providências haveremos de tomar, para mudar nossa vida?


ID
93556
Banca
FCC
Órgão
DNOCS
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não
solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem
não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que
nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais
sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da
propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da
liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis,
a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a
apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A
esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus
Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo
de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e
outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e
ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição
privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para
o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando
a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da
correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam
com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O
assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,
quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme
diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita
gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se
interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos
em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que
passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a
temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do
que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de
uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase
a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope
elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de
correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da
privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade
trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem
não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz
destinatário.

(Walnice Nogueira Galvão, O tapete afegão)

O e-mail veio para ficar, ainda que alguns considerem o e-mail uma invasão de privacidade, ou mesmo atribuam ao e-mail os desleixos linguísticos que costumam caracterizar o e-mail.

Evitam-se as viciosas repetições do trecho acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por

Alternativas
Comentários
  • Casos que exigem Próclise:1 - Conectivos de oração subordinada (substantiva, adjetiva ou adverbial)2 - Advérbios, quando sem pausa (vírgula)3 - Pronomes indefinidos e demonstrativos (tudo, nada isso, aquilo, etc.)4 - "em" + pronome oblíquo átono + gerúndio (ex. em se tratando dos fatos)5 - "por" + pronome oblíquo átono + particípio (ex. por se tratarem das coisas)6 - Palavras com idéia negativa (não, nunca, jamais, etc.)Casos que exigem Mesóclise:1 - Futuro do presente (terminação rei)2 - Futuro do pretérito (terminação ria)Bizu: Quando o REI RIA põe no meio.Casos que exigem Ênclise:1 - Advérbio com pausa (ex. Aqui, reúnem-se alunos aprovados)2 - Imperativo (ex. Levante-se3 - Conectivo "e" (ex. Falou e disse-me verdades)Nunca utilizar pronome átono:1 - ínicio de frase2 - depois de futuro (Rei - Ria)3 - depois de particípio (Ado - Ido)
  • Quando tiver preposição após o verbo - AO EMAIL - usa-se "LHE" (a ele)Quando tiver artigo O,A,OS,AS - O E-MAIL - usa-se "O" (antes do verbo) ou "LO" (após o verbo).
  • GABARITO: B

    O verbo ‘considerar’ é VTD, portanto exige OD (complemento não preposicionado). O pronome oblíquo ‘o’ substitui ‘o e-mail’. Fica antes do verbo (próclise) por causa do pronome indefinido ‘alguns’ (palavra atrativa).

    O verbo ‘atribuir’ exige complemento preposicionado (OI), portanto usa-se ‘lhe’, que fica antes do verbo facultativamente.

    O verbo ‘caracterizar’ (VTD) não exige complemento preposicionado, logo usamos –o, -a, -os, -as (e variações). Como verbo termina em ‘–r’, usamos ‘-lo’, que substitui ‘o e-mail’.

    FONTE: "A" Gramática para Concursos Públicos, professor Fernando Pestana, Editora Campus/Elsevier, 1a.edição 2013

ID
93559
Banca
FCC
Órgão
DNOCS
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não
solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem
não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que
nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais
sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da
propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da
liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis,
a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a
apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A
esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus
Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo
de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e
outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e
ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição
privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para
o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando
a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da
correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam
com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O
assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,
quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme
diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita
gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se
interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos
em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que
passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a
temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do
que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de
uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase
a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope
elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de
correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da
privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade
trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem
não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz
destinatário.

(Walnice Nogueira Galvão, O tapete afegão)

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • Comentário objetivo:

    Para resolver essa questão basta verificar e regência verbal e o uso de pronomes relativos para cada uma das alternativas:

    a) Quem não se irrita por ser o destinatário de mensagens por cujo assunto não tem o menor interesse? PERFEITA! Quem não tem interesse, não tem interesse POR alguma coisa...

    b) Como reagir à recepção de textos aos quais OS QUAIS jamais houve solicitação nossa? Quem solicita, solicita alguma coisa...

    c) A autora refere-se ao deus Janus Bifronte, às duas faces suas em cujas QUE representavam-se o passado e o futuro. Quem representa, representa alguma coisa...

    d) Quem matou o hábito das cartas foi o telefone, em que o CUJO reinado começou junto com o século XX. Exige o cujo pois apresente o elemento possuidor (telefone) e o elemento possuido (reinado).

    e) Os e-mails acabam chegando a destinatários de cuja CUJA privacidade não costumam respeitar. Quem respeita, respeita alguma coisa...

  • GABARITO: A

    (A) “Quem não se irrita por ser o destinatário de mensagens por cujo assunto não tem o menor interesse?” Quem não tem interesse, não tem interesse POR algo/alguém. Certíssimo. O uso do ‘cujo’ também está adequado uma vez que estabelece relação de posse entre os termos que o ladeiam.

    (B) “Como reagir à recepção de textos Dos quais jamais houve solicitação nossa?” O substantivo solicitação rege a preposição A quando se refere à pessoa, o que não é o caso, porque a solicitação é Dos textos.

    (C) “A autora refere-se ao deus Janus Bifronte, às duas faces suas em cujas representavam-se o passado e o futuro.” O uso de ‘cujo’ está equivocado porque ele não está entre dois nomes, como deve vir estabelecendo a relação de posse. A frase está truncada e deve ser reescrita assim, por exemplo: “A autora refere-se ao deus Janus Bifronte, em cujas duas faces representavam-se o passado e o futuro”.

    (D) “Quem matou o hábito das cartas foi o telefone, em que o reinado começou junto com o século XX.” Há uma relação de posse entre ‘reinado’ e ‘telefone’, logo o uso de ‘cujo’ é bem-vindo. A frase deveria estra escrita assim: “Quem matou o hábito das cartas foi o telefone, cujo reinado começou junto com o século XX.”

    (E) “Os e-mails acabam chegando a destinatários cuja privacidade não costumam respeitar.” Não há termo algum após o pronome relativo que exija preposição, logo não deve haver preposição antes dele.
  • Dica sobre o uso do cujo:

    - usado entre substantivos

    - relação de posse entre esses substantivos

    - Pode ser preposicionado, dependerá da regência do verbo


ID
95071
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Justiça e burocracia
A finalidade maior de todo processo judicial é chegar a
uma sentença que condene o réu, quando provada a culpa, ou
o absolva, no caso de ficar evidenciada sua inocência ou se
nada vier a ser efetivamente comprovado contra ele. O
pressuposto é o de que, em qualquer dos casos, a sentença
terá sido justa. Mas nem sempre isso ocorre. O caminho
processual é ritualístico, meticuloso, repleto de cláusulas, de
brechas para interpretação subjetiva, de limites de prazos, de
detalhes técnicos - uma longa jornada burocrática, em suma,
em que pequenos subterfúgios tanto podem eximir de
condenação um culpado como penalizar um inocente. Réus
poderosos contam com equipes de advogados particulares
experientes e competentes, ao passo que um acusado sem recursos
pode depender de defensores públicos mal remunerados
e indecisos quanto à melhor maneira de conduzir um processo.
No limite, mesmo os réus de notória culpabilidade,
reincidentes, por exemplo, em casos de corrupção, acabam por
colecionar o que cinicamente chamam de "atestados de
inocência", sucessivamente absolvidos por força de algum
pequeno ou mesmo desprezível detalhe técnico. Quanto mais
burocratizados os caminhos da justiça, maior a possibilidade de
que os "expedientes" das grandes "raposas dos tribunais" se
tornem decisivos, em detrimento da substância e do mérito
essencial da ação em julgamento. A burocracia dos tortuosos
caminhos judiciais enseja a vitória da má-fé e do oportunismo,
em muitos casos; em outros, multiplica entraves para que uma
das partes torne evidente a razão que lhe assiste.
(Domiciano de Moura)

Está correto o emprego do elemento sublinhado em:

Alternativas
Comentários
  • Esta questão trata de concodância, vamos analisar as alternativas:a) De todo e qualquer réu assiste o direito da ampla defesa.Verbo assistir no sentido de caber é VTI (o direito assiste A todo e qualquer réu)b) O único apoio de que um acusado sem recursos pode contar é o de um defensor público.Verbo contar = quem conta, conta com alguma coisa. (o acusando pode contar COM um apoio)c) Encerrou-se um processo cujo o mérito sequer foi avaliado.Breve análise do CUJO (e flexões) – liga dois substantivos indicando idéia de posse (entre os substantivos, haveria uma preposição de) – “O rapaz cuja mãe faleceu recentemente procurou por você.” (mãe do rapaz faleceu – rapaz cuja mãe faleceu); concorda com o substantivo subseqüente, flexionando-se em gênero e número, e dispensa o artigo (não existe “cujo o” ou “cuja a”) Esta observação é de extrema importância para provas da FCC, frequentemente a banca usa o "cujo o" ou "cujo a" e você já pode eliminar de cara alternativas que os utilize.d) Foi uma sentença estranha, cuja acabou por provocar grande descontentamento. O “cujo” liga dois substantivos que apresentam uma relação de dependência, e nesta alternativa está ligando sentença a um verbo.e) É um rito tortuoso, de cuja burocracia os espertos tiram proveito. Quem tira proveito, tira proveito DE alguma coisa. Veja que existe a idéia de dependência entre "rito tortuoso" e "burocracia", a burocracia do rito tortuoso. Alternativa corretíssima.
  • caro colega,cuidado com sua observação: "Esta observação é de extrema importância para provas da FCC, frequentemente a banca usa o "cujo o" ou "cujo a" e você já pode eliminar de cara alternativas que os utilize"ela está parcialmente certa, o pronome cujo realmente não admite a anteposição ou posposição de artigo, mas PODE vir preposicionado, dependendo da regência verbal ou nominal.só uma dica.abs.
  •  Na letra C está o erro, pois não cabe usar artigo imediatamente após o pronome relativo cujo.

  • Letra E

    É um rito tortuoso, de cuja burocracia os espertos tiram proveito.

    Saiba usar corretamente "cujo" e "cuja": Um pronome com regras fáceis de usar, mas específicas

    Regra 1 O pronome une dois elementos. Aquele que vem antes do “cujo” tem uma relação de posse, ou propriedade, com o elemento que vem depois.

    Regra 2 Não se usa artigo entre o pronome e o termo seguinte, justamente porque esse “o” e esse “a” das palavras cuj­o e cuja são os artigos que se referem ao termo antecedente.

    Regra 3 Os pronomes cujo e cuja serão antecedidos de preposição quando o verbo exigir.

    Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/duvidas-portugues/saiba-como-usar-corretamente-cujo-e-cuja/


ID
95077
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Justiça e burocracia
A finalidade maior de todo processo judicial é chegar a
uma sentença que condene o réu, quando provada a culpa, ou
o absolva, no caso de ficar evidenciada sua inocência ou se
nada vier a ser efetivamente comprovado contra ele. O
pressuposto é o de que, em qualquer dos casos, a sentença
terá sido justa. Mas nem sempre isso ocorre. O caminho
processual é ritualístico, meticuloso, repleto de cláusulas, de
brechas para interpretação subjetiva, de limites de prazos, de
detalhes técnicos - uma longa jornada burocrática, em suma,
em que pequenos subterfúgios tanto podem eximir de
condenação um culpado como penalizar um inocente. Réus
poderosos contam com equipes de advogados particulares
experientes e competentes, ao passo que um acusado sem recursos
pode depender de defensores públicos mal remunerados
e indecisos quanto à melhor maneira de conduzir um processo.
No limite, mesmo os réus de notória culpabilidade,
reincidentes, por exemplo, em casos de corrupção, acabam por
colecionar o que cinicamente chamam de "atestados de
inocência", sucessivamente absolvidos por força de algum
pequeno ou mesmo desprezível detalhe técnico. Quanto mais
burocratizados os caminhos da justiça, maior a possibilidade de
que os "expedientes" das grandes "raposas dos tribunais" se
tornem decisivos, em detrimento da substância e do mérito
essencial da ação em julgamento. A burocracia dos tortuosos
caminhos judiciais enseja a vitória da má-fé e do oportunismo,
em muitos casos; em outros, multiplica entraves para que uma
das partes torne evidente a razão que lhe assiste.
(Domiciano de Moura)

O advogado de defesa encaminhou uma apelação. Para fundamentar a apelação, organizou a apelação numa progressão de itens bem articulados. Ainda assim, recusaram a apelação os juízes do Supremo, que consideraram a apelação inconsistente de todo. Evitam-se as abusivas repetições do período acima subs- tituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

Alternativas
Comentários
  • Casos que exigem Próclise:1 - Conectivos de oração subordinada (substantiva, adjetiva ou adverbial)2 - Advérbios, quando sem pausa (vírgula)3 - Pronomes indefinidos e demonstrativos (tudo, nada isso, aquilo, etc.)4 - "em" + pronome oblíquo átono + gerúndio (ex. em se tratando dos fatos)5 - "por" + pronome oblíquo átono + particípio (ex. por se tratarem das coisas)6 - Palavras com idéia negativa (não, nunca, jamais, etc.)Casos que exigem Mesóclise:1 - Futuro do presente (terminação rei)2 - Futuro do pretérito (terminação ria)Bizu: Quando o REI RIA põe no meio.Casos que exigem Ênclise:1 - Advérbio com pausa (ex. Aqui, reúnem-se alunos aprovados)2 - Imperativo (ex. Levante-se3 - Conectivo "e" (ex. Falou e disse-me verdades)Nunca utilizar pronome átono:1 - ínicio de frase2 - depois de futuro (Rei - Ria)3 - depois de particípio (Ado - Ido)
  • fundamentar a apelação

    Fundamentar a apelação: VTD (quem fundamenta, fundamenta alguma coisa). Logo, exige-se o pronome oblíquo A.

    Formas verbais terminadas por R, S ou Z: cortam-se essas letras e coloca-se a letra L antes do pronome oblíquo.

    Resposta: Fundamentá-la

     

    organizou a apelação  

    VTD - quem organiza, organiza alguma coisa. Exige-se o pronome oblíquo A e, como é caso de ênclise, o pronome é colocado após o verbo.

    Resposta: organizou-a

     

    recusaram a apelação  

    VTD - quem recusa, recusa alguma coisa. Exige-se o pronome oblíquo A.

    Formas verbais terminadas por ÕE, ÃO ou M: acrescenta-se N antes do pronome oblíquo.

    Resposta: recusaram-na

     

    consideraram a apelação  

    VTD - quem considera, considera algo. Exige-se o pronome A, mas como é um caso de próclise (o verbo está antecedido do pronome que), o pronome é atraído para a frente do verbo.

    Resposta: a consideraram

  • Macete para questão.

    Tema: colocação pronominal

    Caro colega, observe que o pronome oblíquo LHE sempre vai ser O.I( objeto indireto) sendo necessário no momeno da SUBSTITUIÇÃO por A ELE..... esse "A" de A ELE é uma preposição.

    Conclusão:

    Se tem LHE tem que existir À.....(crase)

     

    Para fundamentar a apelação, organizou a apelação (NÃO TEM CRASE = NÃO TEM LHE)numa progressão de itens bem articulados. Ainda assim, recusaram a apelação(NÃO TEM CRASE = NÃO TEM LHE) os juízes do Supremo, que consideraram a apelação(NÃO TEM CRASE = NÃO TEM LHE) inconsistente de todo.

    Elimina-se as alternativas A, C, D, E. (todas essas tem LHE)

     

     

     


ID
95929
Banca
FCC
Órgão
DPE-SP
Ano
2010
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Administração da linguagem

Nosso grande escritor Graciliano Ramos foi, como se
sabe, prefeito da cidade alagoana de Palmeira dos Índios. Sua
gestão ficou marcada não exatamente por atos administrativos
ou decisões políticas, mas pelo relatório que o prefeito deixou,
terminado o mandato. A redação desse relatório é primorosa,
pela concisão, objetividade e clareza (hoje diríamos:
transparência), qualidades que vêm coerentemente combinadas
com a honestidade absoluta dos dados e da autoavaliação -
rigorosíssima, sem qualquer complacência - que faz o prefeito.
Com toda justiça, esse relatório costuma integrar sucessivas
edições da obra de Graciliano. É uma peça de estilo raro e de
espírito público incomum.

Tudo isso faz pensar na relação que se costuma promover
entre linguagens e ofícios. Diz-se que há o "economês", jargão
misterioso dos economistas, o "politiquês", estilo evasivo
dos políticos, o "acadêmico", com o cheiro de mofo dos baús da
velha retórica etc. etc. E há, por vezes, a linguagem processual,
vazada em arcaísmos, latinismos e tecnicalidades que a tornam
indevassável para um leigo. Há mesmo casos em que se pode
suspeitar de estarem os litigantes praticando - data venia - um
vernáculo estrito, reservado aos iniciados, espécie de senha
para especialistas.

Não se trata de ir contra a necessidade do uso de conceitos
específicos, de não reconhecer a vantagem de se empregar
um termo técnico em vez de um termo impreciso, de abolir,
em suma, o vocabulário especializado; trata-se, sim, de evitar o
exagero das linguagens opacas, cifradas, que pedem "tradução"
para a própria língua a que presumivelmente pertencem. O
exemplo de Graciliano diz tudo: quando o propósito da comunicação
é honesto, quando se quer clareza e objetividade no que
se escreve, as palavras devem expor à luz, e não mascarar, a
mensagem produzida. No caso desse honrado prefeito alagoano,
a ética rigorosa do escritor e a ética irrepreensível do
administrador eram a mesma ética, assentada sobre os princípios
da honestidade e do respeito para com o outro.

(Tarcísio Viegas, inédito)

Está plenamente adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • Nem ONDE nem AONDE, está se referindo a período, que não é lugar, logo pode ser utilizado EM QUE ou NO QUAL.
  • e) Sempre haverá quem sinta prazer em produzir uma linguagem da qual é preciso um grande esforço para PENETRAR.

    Penetrar em...

    e) Sempre haverá quem sinta prazer em produzir uma linguagem EM QUE (ou NA QUAL) é preciso um grande esforço para PENETRAR.

  • Regência e emprego de palavras: preposição; verbo e pronomes relativos; Procure o correspondente depois do termo.

    a)para cujo autor do texto chama a atenção; após o"cujo" só o substantivo; b)para o qual concorreram: Correta; d)com o qual nos deparamos, e)na qual é preciso um grande esforço para penetrar.

  • (a) Erro da questão a (Cujo o)

    O pronome “cujo” tem como principais características:

    I - Indica posse e sempre vem entre dois substantivos, possuidor e possuído;

    II - Não pode ser seguido nem precedido de artigo, mas pode ser antecedido por preposição; (Para lembrar: nada de cujo o, cuja a, cujo os, cuja as...)

    III - Não pode ser diretamente substituído por outro pronome relativo

    (B) correta

    Temos que ter atenção à preposição que o verbo/nome vai pedir, pois ela não deve ser suprimida e vai aparecer antes do pronome relativo.

    Exige preposição a palavra "concorre"

    Concorre para ou concorre em

    (c) Erro da c

    O pronome relativo “aonde” é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “a, com sentido de “em direção a.

    (d) Erro da d

    ao qual = a (preposição) + o qual (pronome)

    a palavra "deparamos" não rege a preposição a

    (e) Erro da e

    O pronome não pode ser precedido pela preposição "de", pois nem um termo a rege.


ID
102583
Banca
FCC
Órgão
MPU
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A frase que está totalmente de acordo com o padrão culto é:

Alternativas
Comentários
  • * a) Vossa SENHORIA, senhor Ministro, PODERÍEIS me receber amanhã em audiência, para que lhe entregue pessoalmente meu projeto? * b) Ele é ambidestro, sabe até desenhar com ambas AS mãos, mas jamais QUIZ colocar sua habilidade em evidência. * c) Queria sair com nós três, não sei bem por quê; talvez haja assuntos sobre os quais ela queira nos colocar a par. (CORRETA) * d) Essas pinturas são consideradas as maiores OBRAS DE ARTES do período, mas nada tem HAVER com a temática que você quer estudar. * e) Ela vivia dizendo "Eu MESMO desenho meu futuro", mas essa era uma forma dela ocultar sua relação MAU resolvida com os pais.Os erros das frases estão escritos em letras maiúsculas e elas ficarão totalmente de acordo com o padrão culto, se forem reescritas da seguinte forma: * a) Vossa Excelência, senhor Ministro, poderia me receber amanhã em audiência, para que lhe entregue pessoalmente meu projeto? * b) Ele é ambidestro, sabe até desenhar com ambas as mãos, mas jamais quis colocar sua habilidade em evidência. * d) Essas pinturas são consideradas as maiores obras de arte do período, mas nada tem a ver com a temática que você quer estudar. * e) Ela vivia dizendo "Eu mesma desenho meu futuro", mas essa era uma forma dela ocultar sua relação mal resolvida com os pais.
  • A letra C é a "menos pior": o por quê (para que seja separado e acentuado), deve vir seguido de artigo, pois é substantivo. Na frase em questão, bastaria que fosse separado. O acento está em desacordo...
  • Aniella,

    A questão está correta. Para ser substantivo, o porquê deve ser junto e com acento. A alternativa está correta, pois quando vem no fim da frase, é separado e com acento, exatamente como está na questão.
  • Não entendi o porquê de a questão ter sido anulada. Alguém sabe o motivo?

  • a) Vossa Senhoria, senhor Ministro, poderíeis me receber amanhã em audiência, para que lhe entregue pessoalmente meu projeto? (pode)

    b) Ele é ambidestro, sabe até desenhar com ambas mãos, mas jamais quiz colocar sua habilidade em evidência. (quis)

    c) Queria sair com nós três, não sei bem por quê; talvez haja assuntos sobre os quais ela queira nos colocar a par. (o porquê, o motivo)

    d) Essas pinturas são consideradas as maiores obras de artes do período, mas nada tem haver com a temática que você quer estudar. (a ver)

    e) Ela vivia dizendo "Eu mesmo desenho meu futuro", mas essa era uma forma dela ocultar sua relação mau resolvida com os pais. (mesma)

    Não há gabarito, pois todas contêm erros gramaticais.


ID
103132
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Petrobras
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos