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ID
2463334
Banca
FUNDEP (Gestão de Concursos)
Órgão
CRM - MG
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

                        A política de bom senso e o Mais Médicos

Nos recentes editais de convocação para o programa Mais Médicos, a presença de brasileiros tem sido dominante. No último chamamento público, finalizado em janeiro, médicos com CRM preencheram 99% das vagas, distribuídas em 1.390 postos, ofertados em 642 municípios e dois Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Nesse grupo, se destacam os que têm até cinco anos de formado (86,2%), graduados em instituições privadas brasileiras (53,9%), jovens – na faixa etária de 26 a 30 anos – (44,4%) e do sexo feminino (54%).

Esse comportamento registrado desde 2015 torna evidente que o Governo pode substituir, sem sobressaltos, os vínculos estabelecidos no programa Mais Médicos pela contratação de profissionais aprovados em concursos públicos nos moldes de uma carreira de Estado para o médico do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o estudo Demografia Médica no Brasil, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com o apoio do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), para a absoluta maioria dos médicos brasileiros (acima de 95%), a fixação dos profissionais em determinado vínculo empregatício ou localidade depende não apenas de um, mas de vários fatores, que, articulados, podem ser resumidos em uma expressão: condições de trabalho.

Na percepção dos médicos, a permanência por longos períodos num município ou no serviço público se relaciona, entre outros pontos, à existência de infraestrutura de atendimento, ao acesso a aperfeiçoamento contínuo, à oferta de remuneração adequada e à garantia de progressão funcional.

Todos esses aspectos estão incluídos na proposta de criação de uma carreira de Estado para a categoria no âmbito do SUS, tema tratado em diferentes propostas em tramitação no Congresso Nacional, sendo que uma delas – a PEC 454/2009 – está pronta para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

A manifestação expressa na referida Demografia Médica indica o efeito positivo que a aprovação dessa PEC trará para o país ao assegurar aos médicos condições de um ético desempenho da medicina, sendo decisiva para eliminar de forma permanente os vazios assistenciais. A criação de uma carreira de Estado para o médico no SUS é a única solução viável para se fazer a interiorização da medicina no Brasil de forma consequente e estruturada. Ao contrário de outras ações [...] não visa o resultado imediato, fugaz e duvidoso, mas prepara o terreno para mudanças com ganhos de longo prazo, com [...] respeito à legislação, à ética e aos princípios da gestão eficiente.

No passado, algo semelhante aconteceu no âmbito do Judiciário e do Ministério Público que, apenas após a criação de carreiras estatais específicas, conseguiram ampliar seu espectro de ação pelo país. Esse foi o caminho para consolidar a presença da Justiça em municípios pequenos e distantes.

Deste modo, a carreira de Estado para o médico do SUS beneficiará a Nação como um todo, sendo que a adesão a esse chamado, dentro do escopo definido pela PEC em tramitação, sem sombra de dúvidas será significativa. Afinal, historicamente, o médico brasileiro vem cumprindo seu papel, garantindo assistência aos pacientes e familiares, mesmo quando as condições de trabalho estão longe do ideal.

[...]

Além de o País poder contar com recursos humanos, nos postos de saúde, com formação reconhecida, entre os ganhos concretos estaria a permanência no território nacional de bilhões de reais, que desde 2013 têm sido enviados ao exterior, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), para custear o pagamento de intercambistas cubanos. Num momento de crise econômica, como o atual, seria uma sábia decisão no sentido de controle e recuperação das finanças do País.

[...]

VITAL, Carlos. A política de bom senso e o Mais Médicos. Saúde Jur. 6 fev. 2017. Disponível em: <https://goo.gl/9XRIZE> . Acesso em: 22 mar. 2017 (Fragmento adaptado).

Releia o trecho a seguir.

“[...] com respeito à legislação, à ética e aos princípios da gestão eficiente.”

Sobre o uso dos acentos indicativos de crase nesse trecho, analise as afirmativas a seguir.

I. Seu uso é obrigatório.

II. Ocorrem em virtude da determinação dos substantivos femininos “legislação” e “ética”.

III. São regidos pelo substantivo masculino “respeito”.

De acordo com a norma padrão, estão corretas as afirmativas:

Alternativas
Comentários
  • III. São regidos pelo substantivo masculino “respeito”.

    Respeito não é verbo?

  • por que não é obrigatória a crase neste enunciado? Obs, de acordo ao item I.

  • O respeito, nete caso, não representa auma ação. Foi substantivado.

  • ACHEI EQUIVOCADO O GABARITO, NA ASSERTIVA 2 POR EXEMPLO: ELE AFIRMA QUE OCORRE EM RAZÃO DA DETERMINAÇÃO DOS SUBSTATIVOS FEMININOS. ISSO É UM DOS REQUISITOS , POIS FALTOU ELE AFIRMAR QUE ALÉM DESSE FATO, O TERMO ANTERIOR REGE A PREPOSIÇÃO "A". AO MEU VER , RESPOSTA INCOMPLETA.

  • Definição de Respeito

    Classe gramatical: substantivo masculino
    Flexão do verbo respeitar na: 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo
    Separação silábica: res-pei-to
    Plural: respeitos

  • respeito nao é verbo ,respeitar sim

  • diante de palavra feminina é facultativo o uso da crase. não entendi

     

  • Vamos indicar para o comentário do professor

  • ''Com respeito à legislação, à ética e aos princípios da gestão eficiente.”

    - Respeito substantivo masculino, Preposição + Artigos: De + a(s) = da(s)

    ''Com respeito ''da'' legislação, ''da'' ética e aos princípios da gestão eficiente.”

    Meu entendimento.

     

    Josué 1:9

    “Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.”

     

  • Colega GUSTAVO BARBOZA sua dúvida: 

    "diante de palavra feminina é facultativo o uso da crase. não entendi" 

    Ocorre que o uso de crase é FACULTATIVO em 3 casos,e diante de PALAVRA FEMININA não é um deles, muito pelo contrário 

    é uma das regras que exige o uso da crase, a FACULTATIVIDADE se dá nos seguintes casos :

    a) Antes do PRONOME POSSESSIVO FEMININO : SUA 

    b) Depois da PREPOSIÇÃO : ATÉ

    c) Antes de nome PRÓPRIO FEMININO.

     

     

  • “[...] com respeito à legislação, à ética e aos princípios da gestão eficiente.”

    Sobre o uso dos acentos indicativos de crase nesse trecho, analise as afirmativas a seguir.

     

    I. Seu uso é obrigatório.

    CORRETO: é obrigatório para se manter o paralelismo sintático. Não seria obrigatório se estivesse assim:

    ...com respeito a legislação, ética e trabalho. (neste caso só há a preposição "a" exigida pela regência de respeito ==> quem tem respeito, tem respeito a; sem artigo, por isto não há crase e nem artigo nos substantivos seguintes.

     

    II. Ocorrem em virtude da determinação dos substantivos femininos “legislação” e “ética”.

    CORRETO. Conforme item anterior ==> a (preposição exigida por "respeito" + artigo "a")

     

     

    III. São regidos pelo substantivo masculino “respeito”.

    CORRETO, conforme já dito.

  • O gabarito é a D)

  • Essa questão me parece ser uma baita pegadinha de interpretação da pergunta. Vejam o porquê:

    “[...] com respeito à legislação, à ética e aos princípios da gestão eficiente.”

    Sobre o uso dos acentos indicativos de crase nesse trecho, analise as afirmativas a seguir.

    JUSTIFICATIVA: A pergunda é muito sutil e, num primeiro momento, me fez errar a resposta. Isso porque eu analisei o trecho "I" (Seu uso é obrigatório) como sendo errado, levando em conta que em situações de paralelismo sintático há várias possibilidades de se construir um período, inclusive utilizando-se somente a preposição, sem a ocorrência da crase. E por isso eu julguei que não seria obrigatório.

    Acontece que a pergunta é sobre a abrigação da utlização do ACENTO GRAVE no treco mencionado e não quanto a OBRIGAÇÃO DA OCORRÊNCIA CRASE (são coisas parecidas, mas diferentes). Como saber se a utilização do acento é obrigatória ou não nesse caso específico? Uma das formas de se contruir um período em que há paralelismo sintático é colocando a preposição e o artigo antes de todos os elementos (respeito... a+a=à legislação; a+a=à ética; a+os=aos princípios). Observa-se que nos dois primeiors casos houve a fusão dos sons da preposição a (regência de "respeito") com o artigo a, o que obriga a utilização do acento grave. No terceiro caso não há a ocorrência da crase, apenas a junção da preposição a com o artigo os.

    Então a alterganiva "I. Seu uso é obrigatório." está correta.

  • Substantivo masculino pensei que não pudesse usar crase...

  • Keila Cristina, a palavra "respeito" é apenas o substantivo responsável por reger a preposição "a", é diferente de o artigo "a" vir precedido de palavras femininas! 

  • Concordo com o Eric Macedo.

  • I - Correto, o uso apenas será facultativo diante da preposição "até", antes dos nomes próprios femininos e pronomes pessoais femininos.

    II - Correto,pois para que haja o acento grave indicativo da crase, necessário a contração da preposição com o determinante (artigo) feminino.

    III - Correto, tem-se complemento nominal ao substantivo "respeito".

    OBS: complemento nominal é o termo preposicionado, com função passiva, que completa o significado de substantivos abstratos, adjetivos e advérbios.

    Fundep adora ter como alternativa correta as três assertivas...

  • Incompleta não é errada.