SóProvas


ID
2516092
Banca
IF-TO
Órgão
IF-TO
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I


                                Público não é gratuito


      Mais uma vez, foi o Supremo Tribunal Federal a dar um passo refugado pelo Congresso. Na quarta-feira (26), 9 dos 10 ministros presentes ao pleno liberaram a cobrança de cursos de extensão por universidades públicas.

      O assunto havia sido objeto de proposta de emenda constitucional que terminou rejeitada – por falta de meros quatro votos para se alcançar o quórum necessário – na Câmara dos Deputados, pouco menos de um mês atrás.

      O tema chegou ao Supremo e ao Parlamento por suposto conflito entre a cobrança, corriqueira em boa parte das instituições federais e estaduais de ensino superior, e o artigo 206 da Constituição – este prevê a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.

      Para o STF, cursos de extensão, como os de especialização e MBA, não se enquadram no conceito do ensino que o Estado está obrigado a prover, em condições de igualdade, para toda a população.

      Seria o caso de questionar se a formação superior deve ou não figurar no escopo da educação que todo brasileiro tem direito de receber sem pagar. Parece mais sensato limitar tal exigência ao ensino básico (fundamental e médio).

      O Supremo não avançou na matéria porque já firmara jurisprudência de que cursos de graduação, mestrado e doutorado estão cobertos pelo artigo 206. A desejável revisão das normas atuais, portanto, depende do Legislativo.

      A educação pública, é bom lembrar, não sai de graça: todos pagamos por ela, como contribuintes. Apenas 35% dos jovens de 18 a 24 anos chegam ao nível superior, e muitos dos matriculados nas universidades públicas teriam meios para pagar mensalidades.

      A resultante do sistema atual é um caso óbvio de iniquidade: pobres recebem educação básica em escolas oficiais de má qualidade e conseguem poucas vagas nas universidades públicas; estas abrigam fatia desproporcional de alunos oriundos de colégios privados, que têm seu curso superior (e futuro acesso a melhores empregos) custeado por toda a sociedade.

      A exceção ora aberta para os cursos de extensão é limitada. As universidades estaduais paulistas, por exemplo, já têm mais de 30 mil pagantes matriculados nessa modalidade, mas a receita adicional assim auferida se conta em dezenas de milhões de reais por ano, contra orçamentos na casa dos bilhões.

      A exceção é igualmente tímida, porque seria mais justo derrubar de vez o tabu da gratuidade e passar a cobrar – só de quem possa pagar, claro esteja – também nos cursos de graduação e pósgraduação.

(PÚBLICO não é gratuito. Folha de S. Paulo. São Paulo, 28 de abril de 2017. Editorial. Disponível em:<www.folha.uol.com.br>. Acesso em: 13 mai 2017.) 

Assinale a alternativa que apresenta concordância verbal condizente com a norma-padrão.

Alternativas
Comentários
  •  b) Votou a favor da liberação da cobrança o ministro-relator Edson Fachin (sujeito) e (oração coordenada sindética aditiva)  oito ministros (sujeito) presentes à sessão.

    Gab.: B

  • Gabarito: B.

     

    O que ocorre, na verdade, é a possibilidade de concordância diferenciada quando o sujeito é posposto ao verbo.

     

    "No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais próximo. Convém insistir que isso é uma opção, e não uma obrigação.

    Por Exemplo:
                 Faltaram
     coragem e competência.
                 Faltou coragem e competência."

     

    http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint53.php

  • Segundo o manual da PUC, a alternativa A não está errada, pois concorda com o núcleo mais próximo. Veja abaixo:

    2.4 "Não só ..... mas também"; "Tanto ...... quanto"; "Não só ..... como"
         = verbo no plural ou concordando com o núcleo mais próximo.
         Exemplo:
         Tanto João como Antônio participarm / participou do evento.

    fonte: http://pucrs.br/manualred/verbal.php

  • Iuri Medeiros,

     

    Pesquisei em outras fontes, e algumas delas mencionam a preferência pela concordância no plural; outras, pela obrigatoriedade. 

     

    Vamos ver se algum recurso irá anular essa questão.

  • Tmbm considerei que a alternativa A não estaria errada, pois concorda com o núcleo mais próximo, mas aqui na gramática consta:

    CUIDADO!

    QUANDO OS NÚCLEOS DOS SUJEITOS VIEREM LIGADOS POR CONJUÇÕES CORRELATAS (NÃO SÓ...BEM COMO; NÃO SÓ...MAS TAMBÉM;

    TANTO...QUANTO; TANTO...COMO ETC), O VERBO IRÁ PARA O PLURAL. 

    a)Tanto o ministro Luís Roberto Barroso quanto a ministra Cármen Lúcia votou ( VOTARAM ) a favor da liberação da cobrança de cursos de extensão nas universidades públicas. ERRADA!

     

  • GAB.: "B"

    Na alternativa "A", temos uma conjunção coordenativa ADITIVA (exprime ideia de acréscimo, soma, adição). É justamente isso que é possível notar nessa assertiva. 

    "Tanto o ministro Luís Roberto Barroso QUANTO a ministra Cármen Lúcia VOTARAM a favor da liberação da cobrança de cursos de extensão nas universidades públicas".

     

    OUTRAS EXRESSÕES USADAS COM O MESMO SENTIDO: NÃO SÓ... MAS (TAMBÉM), TANTO...COMO, NÃO SÓ... (BEM) COMO, NEM...NEM....

     

    P.S.: * Os parênteses indicam que tais palavras podem ou não aparecer. No lugar de não só, pode aparecer não somente ou não apenas, nas conjunções correlativas aditivas.

     

    ALGUMAS PODENRAÇÕES

        * Se a correlação tanto… quanto vier em períodos diferentes, o sentido pode mudar e a análise de tais vocábulos idem: Tanto estudo! Quanto trabalho! Note que agora são advérbios de intensidade.

        *  Não confundir a construção “tanto… quanto” comparativa com aditiva: Ela tanto ri quanto chora. (adição) / Ela chora tanto quanto ri. (comparação).

     

    FONTE: FERNANDO PESTANA, A GRAMÁTICA PARA CONCURSOS PÚBLICO, 2ª ed., PAG 627. 

     

  • A letra E, "Apenas 35% dos jovens entre 18 e 24 anos tem acesso ao ensino superior", está errada, porque o verbo deveria concordar ou com o numeral ou com o termo especificado, ou seja, já que ambos estão no plural o verbo também deveria estar.

     

    Ex.  10% da torcida saiu (concordando com a torcida).

           10% da torcida saíram (concordando com o numeral)

     

    A fé que move montanhas vem acompanhada de pá e enxada.

  • (A) Tanto o ministro Luís Roberto Barroso quanto a ministra Cármen Lúcia VOTARAM a favor da liberação da cobrança de cursos de extensão nas universidades públicas.

     

    (B) Votou a favor da liberação da cobrança o ministro-relator Edson Fachin e oito ministros presentes à sessão. (CERTO)

     

    (C) Com exceção do ministro Marco Aurélio, cada um dos ministros presentes SEGUIU o voto do relator. 

     

    (D) Antes mesmo da decisão do Supremo, já HAVIA instituições públicas a cobrar pelos cursos de extensão. 

     

    (E) Apenas 35% dos jovens entre 18 e 24 anos TÊM acesso ao ensino superior

  • Expressão que indica porcentagem + substantivo o verbo concorda com o substantivo.
    Ex. 25% do eleitorado não votou./  85% dos eleitores votaram. / 1% da classe faltou ./ 1% dos alunos faltaram.

    expressão que indica porcentagem não seguida de substantivo = verbo concorda com o numeral.
    Ex.: 45% votaram contra o plebiscito. / 1% voltou contra o plebiscito.

  • Regra geral para concordância verbal:

    O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

    Ex.: As roupas e os sapatos estavam sujos.

     

    Se o sujeito for posposto ao verbo, o verbo poderá concordar com o sujeito mais próximo ou ficar no plural.

    ex.: 

    b) VOTOU a favor da liberação da cobrança o ministro-relator Edson Fachin e oito ministros presentes à sessão.  

    ou

    b) VOTARAM a favor da liberação da cobrança o ministro-relator Edson Fachin e oito ministros presentes à sessão.

     

    Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como: "não só...mas ainda""não somente"..., "não apenas...mas também""tanto...quanto", o verbo concorda de preferência no plural:

    ex.:  Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Nordeste.

     a) Tanto o ministro Luís Roberto Barroso quanto a ministra Cármen Lúcia VOTARAM a favor da liberação da cobrança de cursos de extensão nas universidades públicas.

     

    Com as expressões "um ou outro" "nem um nem outro", a concordância costuma ser feita no singular, embora o plural também seja praticado.

    A expressão "cada um" pelo que eu pesquisei fica apenas no singular.

    (C) Com exceção do ministro Marco Aurélio, cada um dos ministros presentes SEGUIU o voto do relator. 

     

    O verbo "haver" no sentido de “ocorrer” ou “existir”, é impessoal, portanto não flexiona. O verbo "haver" só vai pro plural qndo ele for auxiliar de outro e o verbo principal também estiver no plural (video com explicação no final)

    (D) Antes mesmo da decisão do Supremo, já HAVIA instituições públicas a cobrar pelos cursos de extensão. 

     

    Expressão que indica porcentagem + substantivo o verbo concorda com o substantivo.
    Ex25% do eleitorado não votou OU 85% dos eleitores votaram.

    expressão que indica porcentagem não seguida de substantivo = verbo concorda com o numeral.
    Ex.: 45% votaram contra o plebiscito. / 1% voltou contra o plebiscito.

    (E) Apenas 35% dos jovens entre 18 e 24 anos TÊM acesso ao ensino superior

     

    http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint54.php

    https://www.youtube.com/watch?v=61T1oXQlhOc

  • Verbo anteposto ao sujeito, a concordancia é logica ou atrativa

  • Quando o sujeito é representado por expressão indicativa de PORCENTAGEM, o verbo pode concordar com o NUMERAL OU com o SUBSTANTIVO a que se refere a porcentagem:

    35% da população APOIAM essas medidas.

    35% da população APOIA essas medidas

    35% dos entrevistados APOIAM essas medidas. <<--- Caso da nossa questão.

    OBSERVAÇÃO!

    a) O plural será obrigatório se o numeral vier com determinantes no plural:

    Os 35% da população APOIAM essas medidas.

    Os citados 15% da produção PERMANECERÃO no mercado interno.

    b) O verbo concordará com o numeral quando vier ANTEPOSTO à expressão de porcentagem:

    Serão EXPORTADOS 60% da produção de café.

    Não COMPARECERAM à eleição 10% do eleitorado.

    Com 1% deixar o verbo sempre no SINGULAR:

    1% dos candidatos não COMPARECEU à prova.

    FONTE: Gramática para concursos - Nílson Teixeira de Almeida.

  • Concordância atrativa neles! Hahahah