SóProvas


ID
2554960
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

E aqui, antes de continuar este espetáculo, é necessário que façamos uma advertência a todos e a cada um. Neste momento, achamos fundamental que cada um tome uma posição definida. Sem que cada um tome uma posição definida, não é possível continuarmos. É fundamental que cada um tome uma posição, seja para a esquerda, seja para a direita. Admitimos mesmo que alguns tomem uma posição neutra, fiquem de braços cruzados. Mas é preciso que cada um, uma vez tomada sua posição, fique nela! Porque senão, companheiros, as cadeiras do teatro rangem muito e ninguém ouve nada.

FERNANDES, M.; RANGEL, F Liberdade, liberdade. Porto Alegre: L&PM, 2009.


A peça Liberdade, liberdade, encenada em 1964, apresenta o impasse vivido pela sociedade brasileira em face do regime vigente. Esse impasse é representado no fragmento pelo(a)


Alternativas
Comentários
  • Sendo da Direita, vá para a direita

    sendo da esquerda, vá para a esquerda

    sendo neutro, cruze os braços

    Tomem as posições e fiquem nela

  • Gabarito D

  • O Texto fala sobre o posicionamento politico


    Sendo da Direita, vá para a direita


    sendo da esquerda, vá para a esquerda


    sendo neutro, cruze os braços


    Tomem as posições e fiquem nela


    E é justamento sobre esse posicionamento que a questão fala, se você a da esquerda politica se sente no lado esquerdo se você for de direita politica vá para o lado direito do teatro mas se você for neutro cruze os braços tomando esse posicionamento corporal de acordo com sua posição politica.

  • Letra D

    A única alternativa que representa, inequivocamente, o impasse a que se refere o enunciado é a D. Há uma referência a um possível barulho produzido pelo ranger das cadeiras, e não a descrição do barulho em si, como afirma a alternativa A. Há a admissão de uma posição neutra, com os braços cruzados, como uma das posições possíveis sugeridas, mas não como sendo a melhor a ser adotada, como propõe a alternativa B. A peça é de fato engajada, mas o impasse não advém da constatação da censura que ela possa eventualmente sofrer; isso seria uma possibilidade, e não o que se pode concluir a partir do que se apreende do texto. Não há, por fim, nenhuma indicação de que o espetáculo tenha sido interrompido por causa do comportamento do público, como crava a alternativa E. Por meio da quebra de expectativa, afinal o contexto leva a crer que o personagem se refira a posições políticas, é que a metáfora entre as posições dos espectadores na plateia e o alinhamento político deles se estabelece e cria o efeito de humor.

    Fonte: Anglo

  • Letra D

    01 de abril de 1964 foi quando se instaurou a Ditadura Militar e, antes dela ou mesmo naquele comecinho (o AI-5 só foi promulgado no final desse ano, por exemplo, e não é possível saber quando exatamente a peça foi escrita), não era possível prever com clareza o que aconteceria se você assumisse uma posição política contrária à oficial. Por conta disso, as pessoas evitavam assumir posicionamentos claros, precisando esconder o que de fato pensavam. Esse é o fato denunciado pelo texto: a voz narrativa (simbolizando o Estado) pede que cada um assuma uma posição definitiva, pois o barulho de ficar mudando de posição impede que a peça (ou, metaforicamente, o Governo) ande, mas as pessoas, naquele momento de enorme instabilidade política, tinham medo de assumirem uma posição clara e serem perseguidas por ela. A letra “D” é a que explicita esse impasse, pois ao falar de censura em função do engajamento fala sobre o perigo de se falar o que pensa numa sociedade que não sabe respeitar a diversidade de posicionamentos.

    Fonte: Descomplica