SóProvas


ID
2684602
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara Municipal de São José dos Campos - SP
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

      Nas minhas pesquisas, tenho constatado que muitas mulheres brasileiras reproduzem e fortalecem, consciente ou inconscientemente, a lógica da dominação masculina. É verdade que o discurso hegemônico atual é o de libertação dos papéis que aprisionam a maioria das mulheres. No entanto, os comportamentos femininos não são tão livres assim; muitos valores mais tradicionais permanecem internalizados. Existe uma enorme distância entre o discurso libertário das brasileiras e seu comportamento e valores conservadores.

      Não pretendo alimentar a ideia de que as mulheres são as piores inimigas das mulheres, mas provocar uma reflexão sobre os mecanismos que fazem com que a lógica da dominação masculina seja reproduzida também pelas mulheres. Nessa lógica, como argumentou Pierre Bordieu, os homens devem ser sempre superiores: mais velhos, mais altos, mais fortes, mais poderosos, mais ricos, mais escolarizados. Essa lógica constitui as mulheres como objetos, e tem como efeito colocá-las em um permanente estado de insegurança e dependência. Delas se espera que sejam submissas, contidas, discretas, apagadas, inferiores, invisíveis.

Em O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir escreveu que não definiria as mulheres em termos de felicidade, e sim de liberdade. Ela acreditava que, para muitas, seria mais confortável suportar uma escravidão cega do que trabalhar para se libertar. A filósofa francesa afirmou que a liberdade é assustadora, e que, por isso, muitas mulheres preferem a prisão à sua possível libertação. No entanto, ela acreditava que só existiria uma saída para as mulheres: recusar os limites que lhes são impostos e procurar abrir para si e para todas as outras o caminho da libertação.

            (Miriam Goldenberg, O inferno são as outras. Veja, 07.03.2018)

Assinale a alternativa em que a passagem – Ela acreditava que, para muitas, seria mais confortável suportar uma escravidão cega do que trabalhar para se libertar. – está reescrita de acordo com a norma-padrão de regência e de emprego do sinal de crase.

Alternativas
Comentários
  • Lestras (a, b e e) à pena >>> errado!

    c >>> às levasse >>> errado

    Gab D

     

  • a pegadinha ta na regência dos verbos confiar e desconfiar...

    quem confia, confia EM alguma coisa

    e quem desconfia, desconfia DE algo

  • Interessamte observar como a questão usou da crase errada e da regência do verbo para deixar apenas uma alternativa válida. Parabéns para as observações do Leonardo e do José!

  • Desculpem minha ignorância, mas alguém pode me explicar por que "levasse" não está no plural. A concordânia não é com "para muitas"?

  • Lembrei do Vale a pena ver de novo

  • Gab. D

     

    a) Ela desconfiava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que às levasse a libertação.

    O correto seria valeria mais a pena, pois não é caso de exigência de crase (o que vale, vale e ponto final). 

    Já o segundo erro é o contrário, pois é um caso obrigatório de crase (quem leva, leva algo A alguém, "a libertação" subs. feminino, portanto a + a = à) → Levasse à libertação.

     

    b) Ela desconfiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as levasse a libertação.

    Quem desconfia, desconfia DE ALGO. Portanto → Ela desconfiava de que,... Os dois outros erros foram comentados na alternativa acima.

     

    c) Ela confiava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que às levasse à libertação.

    Quem confia, confia EM ALGUMA COISA. Portanto → Ela confiava em que,...

     

    d) Ela confiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que as levasse à libertação.  (Gabarito)

     

    e) Ela confiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as levasse a libertação.

    Conforme justificado na primeira alternativa, o primeiro erro é caso que não se pede crase, e o segundo erro necessita da crase.

     

     

    Abraço e bons estudos.

  • Gabarito D

  • Gabarito Letra D

     

     

    Sabendo a regência de dois verbos já eliminaríamos as letra B/C.

     

    Desconfiava - rege preposição DE

    Confiar - rege preposição EM 

     

    Sobram letras A/D/E

     

    A)  às levasse ( palavra no singular, "a" no plural? = crase nem a pau!) eliminamos a letra A

     

    E) levasse a libertação. (Aqui o erro foi na omissão da crase, pois levar é VTDI pede a preposição "a" e libertação aceita o artigo, portanto, deveria estar craseado)

     

    Sobra a D que é o gabarito. 

     

     

     

     

  • LETRA (D) de doido.

    Levasse quem leva leva (a),,quem liberta liberta (a),a+a crase À

  • Quem desconfia, desconfia DE algo

    Quem confia, confia EM alguém

  • quem leva leva algo a alguém

    LEVAR O QUÊ?  O TRABALHO

    PARA ONDE ? PARA A LIBERTAÇÃO   (Á LIBERTAÇÃO)

  • O verbo "valer" é transitivo direto: alguma coisa vale o esforço, vale o castigo, vale um prêmio. É por isso, por ele não pedir complemento com a preposição “a”, que não há crase em “vale a pena”: A verdade sempre vale a pena.

  • levasse é verbo, logo se é verbo não se permiti crase!! 

  • Levando em consideração que a expressão "valer a pena" não abona o uso do acento grave, já se eliminam três alternativas. Entre C e D, as que restaram, a alternativa D é a correta, haja vista trazer o verbo transitivo  indireto "confiar" regulando a preposição correta, ou seja, "em".

     

    Letra D

  • Quem confia, confia EM alguém.

    Quem desconfia, desconfia DE  alguém.

  • Gab D

    Desconfiar de, Confiar em (já elimina a B e C)

    Às levasse (levasse no singular) - elimina A

    Sobram D e E 

    à libertação (aceita o artigo a ) =  a (a libertação)  > à 

     

     

     

     

  • erro muito por dexar passar despercebido esses detalhes que vocês comentaram kkk.

  • Levasse AO livramento!!!

  • Melhor e mais completo comentário é o do Tadeu Rafael, diferente do comentário do Leonardo Umbelino, que incrivelmente tem 71 curtidas!

  • «Desconfiar de alguém ou de alguma coisa»

     

    Confiar (= ter confiança) é TI. Use-o com a preposição [em]:

    ●   Confio em meus amigos.

    ●   Ele sempre confiou em sua namorada.

    Confiar (= entregar com confiança) e Ensinar são TDI (prep. a):

    ●   Ensinava [dança] [a Joana]. Ensinamos [alguma coisa] [a alguém]

    ●   Confiou os documentos a você. Confiamos [alguma coisa] [a alguém]

  • a)       Ela desconfiava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que às levasse a libertação.

    ·          A palavra “desconfiava” não possui o mesmo significado que a palavra “acreditava”;

    ·          A expressão “valer mais a pena” não apresenta a ocorrência da crase. Pois, o verbo “valer” é transitivo direto;

    ·          No trecho “que as levasse”, observamos a presença do pronome oblíquo átono “as”, ou seja, não há o aparecimento de preposição + artigo;

    ·          O verbo levar é bitransitivo, logo seria correto o uso da crase.

     

    b)      Ela desconfiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as levasse a libertação.

    A palavra “desconfiava” não possui o mesmo significado que a palavra “acreditava”. Além disso, o correto seria: “desconfiava de que”.

     

    c)       Ela confiava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que às levasse à libertação.

    O correto seria: “confiava em que”.

     

    d)      Ela confiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que as levasse à libertação.

     

    e) Ela confiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as levasse a libertação.

  • A - Ela desconfiava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que às levasse a libertação.

    Valer não pede complemento l quem opta, opta por alguma coisa, não tem crase l quem leva, leva alguma coisa A algum lugar + A libertação, tem crase!

    B - Ela desconfiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as levasse a libertação.

    Quem desconfia, desconfia de alguma coisa l Valer não pede complemento l quem leva, leva alguma coisa A algum lugar + A libertação, tem crase!

    C - Ela confiava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que às levasse à libertação.

    Quem confia, confia em alguma coisa l uem opta, opta por alguma coisa, não tem crase

    D - Ela confiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que as levasse à libertação. 

    Alternativa correta

    E - Ela confiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as levasse a libertação.

    Valer não pede complemento l quem leva, leva alguma coisa A algum lugar + A libertação, tem crase!


  • forma correta de escrita da expressão é valer a pena, sem acento indicador de crase. A expressão valer à pena, com acento indicador de crase, está errada. 

    Exemplos com valer a pena

    Valerá a pena continuar com esse trabalho? 

    Nesta expressão, a palavra pena pode ser substituída por palavras sinônimas, como:

    valer o sacrifício;

     

  • GABARITO: D

  •  d) Ela confiava em que (quem confia, confia EM alguma coisa), para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais (Não necessita de preposição) (artigo) pena do que optar por trabalho que as levasse (Quem leva, leva algum lugar. Necessita de preposição. Preposição + Artigo = Levar A + A libertação = Crase) à  libertação. 

  • a)      Ela desconfiava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que às levasse a libertação.

     

    ·         Desconfiar é um verbo transitivo indireto (VTI) que exige a preposição “de”. Quem desconfia, desconfia de alguma coisa.

     

    ·         Não há qualquer palavra que exija estas preposições.

     

    b)     Ela desconfiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as levasse a libertação.

     

    ·         O mesmo raciocínio se aplica à explicação dada na letra A

     

    c)      Ela confiava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que às levasse à libertação.

     

    ·         O mesmo raciocínio se aplica à explicação dada na letra D

     

    d)     Ela confiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que as levasse à libertação (CORRETA).

     

    ·         Confiar é um verbo transitivo indireto (VTI) que exige a preposição “em”. Quem confia, confia em alguém ou em alguma coisa.

     

    ·         Levar, neste caso, é um verbo transitivo indireto (VTI) que exige a preposição “a”.

     

    e)     Ela confiava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as levasse a libertação.

     

    ·         O mesmo raciocínio se aplica à explicação dada na letra D

     

    Gabarito: D

     

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  • fui pela crase

  • gab. D

  • ALTERNATIVA A: OPÇÃO INCORRETA. ERROS: 1. Crase em “valeria mais à pena”, o verbo “valer” não rege a preposição A; 2. Não ocorre crase com pronome pessoal oblíquo: “por trabalho que às levasse”.

    ALTERNATIVA B: OPÇÃO INCORRETA. ERROS: 1. O verbo “desconfiar” rege a preposição DE, e não EM: “Ela desconfiava em que”; 2. “valeria mais à pena”, já explicado na opção anterior; 3. “ que as levasse A libertação”, ausência da crase, “que as levasse A + A (À) libertação.

    ALTERNATIVA C: OPÇÃO INCORRETA. ERROS: 1. O verbo “confiar” rege a preposição EM, e não DE; 2. Não ocorre crase com pronome pessoal oblíquo: “por trabalho que às levasse”.

    ALTERNATIVA D: OPÇÃO CORRETA. CONFIAR EM – verbo que rege a preposição EM; VALERIA MAIS A PENA – “suportar uma escravidão cega” vale mais a pena (o sacrifício) (vale ALGO, sem preposição); QUE AS LEVASSE À LIBERTAÇÃO.

    ALTERNATIVA E: OPÇÃO INCORRETA. ERROS: 1. Crase em “valeria mais à pena”, o verbo “valer” não rege a preposição A; 2. “ que as levasse A libertação”, ausência da crase, “que as levasse A + A (À) libertação.

    Resposta: D

  • VERBO LEVAR TRANSITIVO DIRETO, MAS QUE LEVA LEVA UMA COIAS A OUTRA. E A LIBERTAÇÃO FEMININA ACETA A CRASE

    GABARITO D

    COM DEUS

  • ALTERNATIVA A: OPÇÃO INCORRETA. ERROS: 1. Crase em “valeria mais à pena”, o verbo “valer” não rege a preposição A; 2. Não ocorre crase com pronome pessoal oblíquo: “por trabalho que às levasse”.

    ALTERNATIVA B: OPÇÃO INCORRETA. ERROS: 1. O verbo “desconfiar” rege a preposição DE, e não EM: “Ela desconfiava em que”; 2. “valeria mais à pena”, já explicado na opção anterior; 3. “ que as levasse A libertação”, ausência da crase, “que as levasse A + A (À) libertação.

    ALTERNATIVA C: OPÇÃO INCORRETA. ERROS: 1. O verbo “confiar” rege a preposição EM, e não DE; 2. Não ocorre crase com pronome pessoal oblíquo: “por trabalho que às levasse”.

    ALTERNATIVA D: OPÇÃO CORRETA. CONFIAR EM – verbo que rege a preposição EM; VALERIA MAIS A PENA – “suportar uma escravidão cega” vale mais a pena (o sacrifício) (vale ALGO, sem preposição); QUE AS LEVASSE À LIBERTAÇÃO.

    ALTERNATIVA E: OPÇÃO INCORRETA. ERROS: 1. Crase em “valeria mais à pena”, o verbo “valer” não rege a preposição A; 2. “ que as levasse A libertação”, ausência da crase, “que as levasse A + A (À) libertação.

    Resposta: D

  • Vale a pena - sem crase.