SóProvas


ID
3000574
Banca
FUNCERN
Órgão
Prefeitura de Apodi - RN
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                       A (in)segurança pública e os reflexos na sociedade

                                                                                                         José Ricardo Bandeira


      A cada dia que passa os cidadãos das grandes cidades e capitais brasileiras são obrigados a conviver com a explosão de violência e criminalidade que assola o país. Balas perdidas, arrastões, roubos e homicídios já não são surpresas em uma nação que tem a incrível taxa de mais de 60 mil assassinatos por ano.

      E, nessa esteira de violência, muitos políticos são eleitos. Infelizmente, exploram a bandeira da repressão — a exemplo das últimas eleições — com um discurso muitas vezes demagógico e sem profundidade. Falam coisas que o cidadão cansado e acuado espera ouvir. Mas, assim como os anteriores, repetem as mesmas práticas de combate à criminalidade, que, por evidentes razões, não surtiram efeito.

      A saber, nas últimas décadas, tornou-se prática obrigatória no Brasil combater a criminalidade por meio do enfrentamento policial em detrimento de muitas outras medidas racionais e científicas que poderiam trazer resultados sólidos.

      Em uma caixa chamada segurança pública, onde existem diversas outras alternativas, a polícia é única e tão somente uma das ferramentas no combate à criminalidade.

      Apenas para ilustrar como os nossos governantes priorizam o enfrentamento policial, a primeira grande operação no Brasil ocorreu no dia 21 de março de 1963 na “comunidade da favela”, hoje conhecida como morro da Providência, no Rio. Com o apoio de um helicóptero, cerca de 500 policiais cercaram a comunidade e fizeram 200 presos. Daí por diante, essa foi a política de segurança implementada por praticamente todos os governadores do Brasil.

      Entretanto, ao priorizar o enfrentamento policial, os efeitos colaterais são inevitáveis. Há morte de inocentes, caos e transtornos nas grandes cidades e prejuízos ao comércio e turismo, além de graves sequelas psicológicas provocadas naqueles que vivenciam a violência diariamente.

      A segurança pública é uma ciência e, como tal, deve ser tratada e conduzida. Logo, a forma mais eficiente de lidar com a violência nas grandes cidades é por meio de investimento em inteligência, impedindo que drogas, armas e munições cheguem às comunidades dominadas pelo tráfico de drogas e pelas organizações criminosas. Asfixia-se, assim, suas ações e corta-se seus recursos — sem drogas, armas e munições, o crime naturalmente sucumbe.

      Todavia, nesse critério, o governo federal sempre foi o grande vilão da segurança pública, pois nunca impediu que drogas, armas e munições atravessassem fronteiras, percorressem estradas, portos e aeroportos e chegassem às comunidades.

      Em paralelo à aplicação das medidas de inteligência, é necessário também um grande projeto de geração de emprego e renda em substituição ao dinheiro gerado pela narcoeconomia que circula nas comunidades. Infelizmente, enquanto tais medidas não forem implementadas, continuaremos a velha política de enfrentamento e com a triste classificação de termos a polícia que mais mata e que mais morre no mundo.

                         Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 16 abr. 2019

A sequência dominante no texto também é dominante em gêneros discursivos como

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    ===> O texto editorial é um tipo de texto jornalístico que geralmente aparece no início das colunas. Diferente dos outros textos que compõem um jornal, de caráter informativo, os editoriais são textos opinativos.

    ===> Observamos que é um texto jornalístico (FOLHA.UOL) e a opinião é mostrada.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • GABARITO: LETRA D

    ===> O texto editorial é um tipo de texto jornalístico que geralmente aparece no início das colunas. Diferente dos outros textos que compõem um jornal, de caráter informativo, os editoriais são textos opinativos.

    ===> Observamos que é um texto jornalístico (FOLHA.UOL) e a opinião é mostrada.

  • OS EDITORIAS SÃO TEXTOS OPINATIVOS.

  • qual a diferença entre EDITORIAL e NOTÍCIA?

  • Ótimo texto !

    Gabarito Letra D

  • O EDITORIAL TEM OPINIÃO (NORMALMENTE DO VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO) EM REGRA NÃO TEM ASSINATURA DE NENHUM JORNALISTA. TEM CARÁTER OPINATIVO E INFORMATIVO.

    JÁ A NOTÍCIA É SECA! ISENTA DE OPINIÃO.

  • A diferença de NOTÍCIA E EDITORIAL, é que aquela é meramente informativa e esta o texto é opinativo.

    Como o texto nos trouxe explicitamente marcas de "opiniões" o GABARITO só podia ser a letra D Editorial

    UFCG2019

  • A grande pegadinha é saber a diferença entre uma "notícia" e um "editoral". Noticias são textos narrativos (sequência temporal), já editoriais são textos dissertativos (estáticos no tempo).

  • O que e relatoio tecnico?

  • característica marcante de um editorial, a opinião:

    "(...) é necessário também um grande projeto de geração de emprego."

  • O editorial, diferentemente da notícia, possui uma opnião, um ponto de vista

    #Rumoa2020!

  • Normalmente a notícia é um texto narrativo que expressa um "fato novo" e jamais uma opinião. Além disso, é também um texto de estilo "narrativo", expressando uma cadeia de eventos dentro de um espaço de tempo. O texto acima não é narrativo, mas sim dissertativo. Logo, não pode ser considerado uma notícia.

    Editorial são textos dissertativos ,que expõem uma opinião acerca de um tema ou assunto polêmico. Normalmente apresentam marcas de 1° pessoal e são assinadas pelo autor.

    Gabarito ´´D´´ de ACDC. RSRSRRSRSRS...

  • É um texto jornalístico. A pergunta busca aferir qual o gênero detém a sequência argumentativa similar, por isso gabarito letra "d".

    #pas