SóProvas


ID
3019147
Banca
IBADE
Órgão
Câmara de Jaru - RO
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                         Einstein tinha razão


      Os buracos negros são há muito tempo as superestrelas da ficção científica. Mas a sua fama hollywoodesca é um pouco estranha porque ninguém tinha visto um — pelo menos até agora. Para quem precisa de ver para crer, pode agradecer ao Event Horizon Telescope (EHT), que acabou de nos oferecer a primeira imagem direta de um buraco negro. Este feito notável exigiu uma colaboração global para transformar a Terra num gigante telescópio e captar um objeto a milhares de trilhões de quilômetros.

      Sendo assombroso e inovador, o projeto do EHT não é apenas um desafio. É na verdade um teste sem precedentes para ver se as ideias de Einstein sobre a própria natureza do espaço e do tempo se confirmam em circunstâncias extremas, e lança o olhar mais próximo que obtivemos até hoje sobre o papel dos buracos negros no universo.

      Para resumir: Einstein tinha razão.

      Um buraco negro é uma zona do espaço cuja massa é tão grande e densa que nem sequer a luz consegue escapar à sua atração gravitacional. Capturá-lo contra o fundo negro do além é uma tarefa quase impossível. Mas graças ao trabalho inovador de Stephen Hawking, sabemos que estas massas colossais não são apenas um abismo de onde nada sai. Os buracos negros são capazes não só de emitir grandes jatos de plasma, como a sua gravidade imensa também puxa fluxos de matéria para o seu núcleo.

      Quando a matéria se aproxima do horizonte de eventos de um buraco negro — o ponto a partir do qual nem a luz escapa — esta forma um disco orbital. A matéria neste disco converte alguma da sua energia em fricção entre as partículas. Isto aquece o disco, tal como nós aquecemos as mãos esfregando-as num dia frio. Quanto mais próxima estiver a matéria, maior a fricção. A matéria mais próxima do horizonte de eventos irradia um grande brilho ao atingir o calor de centenas de sóis. Foi esta luz que o EHT detectou, junto com a "silhueta" do buraco negro.

      Analisar estes dados e produzir uma imagem é uma tarefa hercúlea. Como astrônomo que estuda os buracos negros em galáxias distantes, é raro eu conseguir obter uma imagem clara sequer de uma estrela nessas galáxias, muito menos do buraco negro no centro delas.

      A equipe do EHT decidiu concentrar-se em dois dos buracos negros supermassivos mais próximos de nós — na grande galáxia em forma de elipse M87, e em Sagitário A, no centro da nossa Via Láctea. 

      Para dar uma ideia da dificuldade da tarefa: embora o buraco negro da Via Láctea tenha uma massa de 4,1 milhões de sóis e um diâmetro de 60 milhões de quilômetros, ele encontra-se a 250 614 750 218 665 392 quilômetros de distância da Terra — o equivalente a ir de Londres a Nova Iorque 45 trilhões, ou milhões de milhões de vezes. Como a equipe do EHT comentou, isto é como estar em Nova Iorque a tentar contar os sulcos de uma bola de golfe em Los Angeles, ou fotografar uma laranja na lua a partir da Terra.

      Para fotografar um objeto tão impossivelmente distante, a equipe do EHT precisaria de um telescópio tão grande como a própria Terra. Não existindo uma máquina desse tamanho, a equipe ligou entre si telescópios por todo o mundo e combinou os dados recolhidos por eles. Para captar uma imagem precisa a uma tal distância, os telescópios tinham de ter grande estabilidade e as suas leituras sincronizadas na perfeição.

      Para atingir este feito, a equipe usou relógios atômicos tão precisos que a cada 100 milhões de anos perdem apenas um segundo. Os 5 mil Terabytes de dados recolhidos ocuparam centenas de discos duros que tiveram de ser transportados e ligados fisicamente a um supercomputador, que corrigiu as diferenças de tempo nos dados e produziu a imagem do buraco negro.

(Por Kevin Pimbblet, professor de Física da Universidade de Hull – Texto adaptado)

“Naquele encontro se viam grandes cientistas entusiasmados com a inédita descoberta.” O pronome SE pertence à seguinte classe gramatical:

Alternativas
Comentários
  • Não é laborioso notar que a frase tem sentido passivo: cientistas eram vistos. A partícula "se" é apassivadora.

    Letra C

  • GABARITO: LETRA C

    → “Naquele encontro se viam grandes cientistas entusiasmados com a inédita descoberta.” → voz passiva sintética, o "se" é uma partícula apassivadora.

    → Grandes cientistas eram vistos → voz passiva analítica para ter certeza da nossa resposta.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☻

  • Gab: C

    Naquele encontro se viam grandes cientistas entusiasmados com a inédita descoberta.

    > Fazendo uma análise da ocorrência do "se" percebemos que se trata de uma voz passiva sintética, passando para a ativa teríamos:

    "Grandes cientistas eram vistos..."

    > Logo, a partícula "se" é apassivadora.

  • quem ver, ver algo, VTD. 

    Cientístas eram vistos

    #PartiuPosse!

  • Naquele encontro se viam grandes cientistas entusiasmados com a inédita descoberta.”

    Se colocar a frase em voz passiva analítica e obter sentido a frase com dois verbos , ser + verbo. Logo o "SE" é partícula apassivadora .

  • se viam - eram vistos.

    viam e eram - pretérito imperfeito.

  • Funções do “SE”

    I-Pronome reflexivo ou recíproco sempre que vier acompanhado de verbos VTD/VTI/VTDI, como, por exemplo, a menina se cortou, ou ainda a modelo se impôs uma dieta muito severa

    II-Parte integrante do verbo (PIV) são verbos que não são conjugados sem a presença do SE verbos VI,VTI VL queixar-se, esquecer-se

    III-Partícula expletiva VI pode ser retirado da frase sem prejuízo.

    IV-Indeterminação do sujeito verbos na 3 pessoa do singular VL,VI,VTI e VTD

    V-Partícula apassivadora VTD e VTDI uma dica é quando conseguir transforma o verbo em locução verbal ( ser+ particípio ) será PA. Lia-se no jornal um tempo, mas hoje, é tudo na internet = Era lido no jornal.....

  • Partícula apassivadora: acompanha verbo transitivo direto e serve para indicar que a frase está na voz passiva sintética. Para comprovar, pode-se colocar a frase na voz passiva analítica, como está feito abaixo.

    Fazem-se unhas. (voz passiva analítica: Unhas são feitas)

    Alugam-se casas e apartamentos. (casas e apartamentos são alugados)

    -Naquele encontro se viam grandes cientistas entusiasmados com a inédita descoberta.” → voz passiva sintética, o "se" é uma partícula apassivadora.

    -Grandes cientistas eram vistos → voz passiva analítica para ter certeza da nossa resposta.

    Índice de Indeterminação do Sujeito: vem acompanhando um verbo transitivo indireto, um verbo intransitivo (sem sujeito claro), um verbo de ligação ou um transitivo direto, em casos de objeto direto preposicionado. Serve para indicar que o Sujeito da oração é indeterminado. A voz é ativa. Neste caso, caso seja feita a tentativa, não é possível pôr a oração na voz passiva analítica.

    - Necessita-se de voluntários para o hospital. (VTI)

    - Neste lugar se é tratado como um animal. (VL)

    - Ainda se corre o risco de perder o oxigênio. (VI)

    - Ama-se a Deus. (VTD) (quem ama a Deus?)

  • Eu sei que o se nessa questão é uma partícula apassivadora, mas a questão pede a CLASSE GRAMATICAL (morfologia), e entre as 10 classes não existe nenhuma que se chame classe gramatical da partícula apassivadora, o que a englobaria seria o pronome oblíquo átono.

  • Concordo contigo @Regis.

  • Assim como colocou o Regis, existe uma imensa diferença entre função sintática (papel na oração) e função morfológica (classe gramatical). O termo "se" pode assumir 5 (cinco) funções sintáticas e 7 (sete) funções morfológicas.

    Funções sintáticas do termo "se": índice de indeterminação do sujeito (PIS), partícula apassivadora (PA), parte integrante do verbo (PIV), partícula expletiva (realce), sujeito, objeto direto ou objeto indireto.

    Funções morfológicas do termo "se": pronome oblíquo reflexivo, pronome oblíquo recíproco, conjunção integrante, conjunção condicional ou conjunção causal.

    Agora vamos avaliar a questão:

    “Naquele encontro se viam grandes cientistas entusiasmados com a inédita descoberta.” O pronome SE pertence à seguinte classe gramatical:

    a) pronome reflexivo. (classe gramatical)

    b) conjunção subordinativa. (classe gramatical)

    c) partícula apassivadora. (função sintática)

    d) pronome oblíquo átono. (classe gramatical)

    e) índice de indeterminação do sujeito. (função sintática)

    Assim observa-se que de acordo com o comando da questão a alternativa correta estaria entre as letras "a", "b" ou "d". Nesse caso, como o "se" não pode ser substituído por "isso", afastar-se-ia a conjunção integrante. Como o "se" não pratica e ao mesmo tempo sofre a ação verbal, afar-se-iao pronome reflexivo. Restando, assim, a alternativa "d". Contudo a alternativa "d" também possui problemas, uma vez que o "se" como pronome oblíquo átono, frente a verbo transitivo direto, funciona como objeto direto. E o objeto direto da oração em apreço é "grandes cientistas", situação que pode ser observada ao passarmos a oração da foz passiva sintética para foz passiva analítica, uma vez que o objeto direto "grandes cientistas" passa ser o sujeito apassivado (naquele encontro se viam grandes cientistas - grandes cientistas eram vistos naquele encontro).

    Foi mal o examinador ao cobrar, no comando da questão, a classe gramatical, pois caso tivesse cobrado a função sintática existiria uma a alternativa correta, nesse caso a letra "c".

    Questão merece ser anulada por não conter resposta correta.

  • GABARITO LETRA C.

    “Naquele encontro se viam grandes cientistas entusiasmados com a inédita descoberta.” convertendo em voz passiva analítica "cientistas entusiasmados com a inédita descoberta eram vistos naquele encontro".

    Concordância correta com o sujeito paciente (que é o OD na voz ativa).

    Cuidado para não se confundirem com a alternativa A. Esse "se viam" não é no sentido de "viam uns aos outros" e sim no sentido autor interagir com o leitor fazendo referência ao fato de estarem entusiasmados com a inédita descoberta. O autor está descrevendo um fato interagindo com o leitor a fim de causar um proximidade.

    Daqui a pouco eu volto.

  • Perfeitas análises, Regis e Deli. Assim como os amigos, eu havia passado direto sem perceber que a questão pede a função morfológica. A questão é (era, né) anulável.
  • Fala, galera!

    No meu ponto de vista, a única alternativa correta é a letra D, já que o enunciado pede a classe gramatical. Verifiquei no site do IBADE, e não vi recurso contra essa questão, sendo assim, nenhuma análise foi feita pela banca pra mudar o gabarito. Segue o baile.

  • GAB: LETRA C

    “Naquele encontro SE viam grandes cientistas entusiasmados com a inédita descoberta.” 

    Que vê, vê ALGO (VTD) logo sera PARTÍCULA APASSIVADORA

  • Partícula apassivadora agora é classe gramatical ? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Simplesmente ridículo esse gabarito.

  • Desde quando "partícula apassivadora" é um das classes gramaticais?

  • Bizu do professor Antônio abreu do ''se'' '' se voltar é PA ( partícula apassivadora ) não voltou é índice '' .gabarito da questão ''C''

  • Ele está pedindo é a classe gramatical e não a função sintática kkkkk, a resposta certa é pronome obliquo mesmo.( letra "D") Cabe nem anulação teria era que mudar esse gabarito.