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ID
3019993
Banca
Exército
Órgão
EsFCEx
Ano
2018
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito da implementação da mão de obra imigrante nas décadas finais do período monárquico, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

  • Gabarito B O sistema de colonato é caracterizado pela "doação" de terras a colonos que ficavam com parte da sua produção e outra parte era passada aos donos da terra. Característica do período.
  • Os latifundiários ainda estavam acostumados ao sistema escravista mesmo com a abolição da ecravatura em 1888, não seria de uma hora para outra que os trabalhadores teriam todos os seus direitos (Passaram a alcançá-los principalmente no "Governo Provisório" de Vargas). Por isso que a situação empregado-trabalhador ainda era muito próxima à do período colonial (colonato)

  • CARACTERIZA-SE PELAS DOAÇÕES DE TERRAS A COLONOS PARA QUE PLANTASSEM, PARTE DESSA PLANTAÇÃO ERA PASSADA PARA DONOS DA TERRA E PARTE ELES FICAVAM PARA SEU PRÓPRIO CONSUMO.

  • Gostaria de solicitar o comentário do professor, pois nesse período houve dois tipos de imigração para o Brasil, uma com caráter colonialista que vai de encontro a alternativa B e outra que vai contra, isto é, os imigrantes tinham salários o que se aproxima do sistema capitalista. Respectivamente, imigração de parceria e subvencionada.

  • A mão de obra imigrante

    Após 1850, com a dificuldade para obtenção de mão-de-obra escrava, a produção do Vale do Paraíba entrou em declínio. Outros dois fatores também contribuíram para isso: o esgotamento de terras cultiváveis na região e o envelhecimento dos cafezais, que geralmente rendiam colheitas produtivas por 15 anos. Já no Oeste Paulista, a proibição do tráfico fez com que os cafeicultores passassem a investir na substituição do trabalho compulsório pela mão de obra livre, em especial a de imigrantes vindos da Europa.

    O processo de unificação da Itália e Alemanha na segunda metade do século XIX foi acompanhado da expulsão de muitos camponeses de suas terras, o que fazia com que muitos fossem “fazer a América” em países como os Estados Unidos, a Argentina e o Brasil.

    Para o Império, a entrada destes imigrantes era benéfica não somente para suprir a demanda por trabalhadores nas lavouras de café diante do lento fim da escravidão, mas também ia ao encontro de um ideal de embranquecimento em voga no período, inspirado em teorias racialistas trazidas da Europa que defendiam a superioridade da raça branca sobre outros povos.

    Em 1847, o senador Nicolau Vergueiro (1778-1859) introduziu o sistema de parcerias para estimular a vinda de europeus, modelo no qual todos os custos das viagens e instalação para o paíseram financiados pelos cafeicultores. Em troca, os recém-chegados deveriam trabalhar nas lavouras de café até ressarcirem seus “parceiros” de seu investimento, com juros de 6% ao ano.