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ID
3035449
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EBSERH
Ano
2018
Provas
Disciplina
Fisioterapia
Assuntos

Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são as causas mais comuns das hemiplegias, quadros clínicos para os quais os fisioterapeutas comumente são indicados a tratar. Com relação aos aspectos clínicos que direcionam o tratamento das hemiplegias e às práticas aplicadas nesse tratamento, julgue o item subsecutivo.


Um paciente vítima de AVC e que tenha desenvolvido a síndrome de Pusher deve ser tratado com ampla oferta de estímulos sensoriais externos, considerando-se que o sistema de retroalimentação interna é deficiente nessa síndrome e que, portanto, apenas o uso de um comando verbal para sua correção postural seria pouco eficaz.

Alternativas
Comentários
  • Os pacientes portadores da Síndrome de Pusher apresentam dificuldades em manter o equilíbrio e controle de tronco em situações estáticas e dinâmicas e apresentando alterações do alinhamento corpóreo. Em vez de se puxarem na tentativa de sustentarem seus hemicorpos paréticos, empurram-se em direção ao lado parético utilizando o membro não-afetado. Quando estáticos, tanto sentados quanto em posição ortostática, apresentam uma inclinação lateral de tronco de aproximadamente 20 graus. Além disso, mantém-se em versão ipsilesional do membro inferior não parético, que leva a um desalinhamento do eixo vertical m.inferior/tronco. Diante da tentativa de correção passiva, esses pacientes utilizam o lado não afetado para resistir à correção, relatando insegurança e medo de cair.

  • Além da fisioterapia motora convencional, o tratamento da síndrome de Pusher deve enfatizar a descarga de peso do lado parético, a auto-correção postural, o uso do sistema e das informações visuais como mecanismos de cueing e as terapias de estimulação e integração sensorial.

  • GABARITO CERTO

    A síndrome de Pusher ou síndrome do empurrador é uma alteração do controle postural, descrita clinicamente. Este comportamento tem três características típicas: 1) inclinação postural no lado oposto à lesão encefálica com grave desequilíbrio, 2) empurrar fortemente para o lado plégico/parético com o hemicorpo não comprometido, 3) resistência à correção passiva.

    Autores sugerem que este comportamento está relacionado com uma alteração na percepção postural vertical (PPV), de modo que estes pacientes têm a percepção de que estão alinhados na vertical, quando estão com aproximadamente 18º de inclinação para o lado ipsilesional. Ao tentarem ficar na postura em pé ou sentada, o centro de massa desloca-se para o lado ipsilesional e, como resposta, empurram-se para o lado oposto à lesão encefálica

    A fisioterapia atua com estimulação sensorial , visual, motora e integração sensório-motora