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ID
3109183
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Buritizal - SP
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto, para responder a questão.

       Todos sabemos que para falar a uma criança e ser verdadeiramente ouvido por ela é preciso ter clareza sobre o que sentimos e o que queremos transmitir. No caso do luto, nossa dificuldade para lidar com o assunto pode atrapalhar – e muito – a forma como uma criança que perdeu alguém querido vai reagir. A raiz do problema está na nossa cultura: os tabus relacionados à morte tornam ainda mais dura a vivência infantil do luto. Nossa tendência é preferir o silêncio para não enfrentar nossa própria dor nem vê-la refletida no outro.
       No Ocidente, a morte ainda é tabu. Quase não falamos sobre isso e torcemos para que a criança não pergunte e não tenhamos de responder. O desconforto maior, na verdade, é do adulto. É parte da nossa cultura a dificuldade de falar sobre coisas tristes.
    Uma proposta que poderia ajudar a quebrar o tabu é a da psicóloga americana Jessica Zitter. Ela acredita que deveríamos incluir os temas do luto e da morte no currículo escolar. Mas, até uma iniciativa dessa ser aceita e tornar-se acessível a toda a sociedade, as crianças verão e sentirão os adultos lidando de forma problemática com o luto, o que aumentará ainda mais sua insegurança. Tendo perdido um dos pais, elas vivem situações como o Dia dos Pais ou o Dia das Mães na escola. São ocasiões em que a exposição da ausência intensifica a dor. Sobre isso, vai a primeira provocação: não seria hora de as escolas eliminarem esses dias e passarem a adotar – se acharem importante – o Dia da Família? Isso poderia ajudar muito.
(Rita de Almeida. A infância e a morte. Veja, 03.01.2018. Adaptado) 

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de concordância.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA B

    A) Sabe-se que o adulto deve ter clareza ao falar a crianças que verdadeiramente o ouça. ? pronome relativo "que" sendo o sujeito e retomando o substantivo "crianças", o correto seria "ouçam" concordando com o pronome relativo.

    B) Acredita-se que se deveriam incluir os temas do luto e da morte no currículo escolar.

    C) Quase não se comenta assuntos tristes e torcem-se para as crianças não fazer perguntas. ? voz passiva sintética (se); sujeito paciente no plural, o correto é "não se comentam assuntos ? assuntos não são comentados".

    D) Quando chega certas datas especiais, fica complicado para algumas crianças a comemoração. ? o quê fica complicado? A comemoração (=complicada).

    E) Constatam-se que algumas crianças que perderam os pais tem dificuldade de lidar com o assunto. ? isso é constatado (sujeito oracional, o correto é ? constata-se); o correto é "têm" (=concordando com "algumas crianças" ? verbo conjugado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo).

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