SóProvas


ID
3194113
Banca
FCC
Órgão
Câmara de Fortaleza - CE
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                 Ela canta, pobre ceifeira,

                                 Julgando-se feliz talvez;

                                 Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia

                                 De alegre e anônima viuvez,


                                 Ondula como um canto de ave

                                 No ar limpo como um limiar,

                                 E há curvas no enredo suave

                                 Do som que ela tem a cantar.


                                 Ouvi-la alegra e entristece,

                                 Na sua voz há o campo e a lida,

                                 E canta como se tivesse

                                 Mais razões p’ra cantar que a vida.


                                 Ah, canta, canta sem razão!

                                 O que em mim sente ’stá pensando.

                                 Derrama no meu coração

                                 A tua incerta voz ondeando!


                                 Ah, poder ser tu, sendo eu!

                                Ter a tua alegre inconsciência,

                                 E a consciência disso! Ó céu!

                                 Ó campo! Ó canção! A ciência


                                  Pesa tanto e a vida é tão breve!

                                  Entrai por mim dentro! Tornai

                                  Minha alma a vossa sombra leve!

                                  Depois, levando-me, passai!

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 144

O poeta

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ? Bem sútil de se perceber: "A ciência Pesa tanto e a vida é tão breve!", ou seja, para o poeta, a ciência pe um incômodo à vida.

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  • Não entendi pois no texto está descrito: Ah, poder ser tu, sendo eu!

    Ter a tua alegre inconsciência

  • Difícil interpretar esses poemas.

  • Não é a letra B pq essa alternativa diz que ele anseia por "completa inconsciência". Mas no poema fala "Ter a tua alegre inconsciência, E a consciência disso!" Ou seja, ela não é completa.

  • Achei que ele estava apaixonado kkkkkkkkk... esses poemas aí, tudo sem noção! Só em prova pra ler isso mesmo

    Estou vendo umas questões aí da Câmara de Fortaleza, botaram pra regaçar!

  • Tive que ler tres vezes o poema pra entender na 4 estrofe que eles estava se referiando a ciência 

     

    Depois precisei ler mais uma vez pra entender de que modo ele se refere à ciência 

     

    estes trechos exemplificam o gabarito 

     

    E canta como se tivesse

                                     Mais razões p’ra cantar que a vida.

     

                                     Ah, canta, canta sem razão!

  • Letra A. Mais a questão parece até raciocínio lógico!

  • Pq esta aparecendo RLM nos meus filtros de PORTUGUÊS?

    Fui igual patinho na alternativa da Inconsciencia, mas uma parte da resposta tmb se encontra bem sutil " O canção! O Campo! A ciencia."

    Nota, tmb, como ele nao da o mesmo tratamento para a ciencia. 
    Arthur, ja evidenciou o outro fato que leva ao gabarito tmb.

     

  • Eu jamais marcaria essa na minha interpretação...kkkk

    Onde já se viu ciência um incômodo...onde tá isso no texto meu Deus..li trocentas vezes e não vi isso.

    Essa derrubou um monte de gente

  • Poeminha velho ridicil@... sem pé e sem cabeça...

  • odeio poemas

  • GABARITO: A

    Poema belíssimo! Interpretação completa do poema:

    "Ela canta, pobre ceifeira, / Julgando-se feliz talvez; /Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia / De alegre e anônima viuvez,"

    → Desta estrofe nós percebemos que uma mulher canta com alegria, apesar de ser viúva (imagine uma mulher cantando ao limpar a casa ou estender as roupas, facilita a visualização)

    .

    "Ondula como um canto de ave / No ar limpo como um limiar, / E há curvas no enredo suave / Do som que ela tem a cantar."

    → Aqui o autor descreve como é o canto da mulher. É um canto leve, despreocupado.

    .

    "Ouvi-la alegra e entristece, /Na sua voz há o campo e a lida, / E canta como se tivesse / Mais razões p’ra cantar que a vida."

    → Novamente, o autor descreve o canto, que é alegre, enérgico. A mulher tem mais razões para cantar do que a vida.

    .

    "Ah, canta, canta sem razão! / O que em mim sente ’stá pensando. / Derrama no meu coração / A tua incerta voz ondeando!"

    → Nesta estrofe, percebemos um desejo do autor. Ele quer que a mulher continue cantando, que ela derrame no coração dele a magnífica voz, que é calma e despreocupada com o que acontece ao redor.

    .

    "Ah, poder ser tu, sendo eu! / Ter a tua alegre inconsciência, / E a consciência disso! Ó céu! Ó campo! Ó canção!"

    → Novamente, percebemos um desejo do autor. Ele diz: Imagine se eu tivesse sua inconsciência e tivesse a consciência disso (consciência da minha insconsciência). Quão feliz eu seria!

    .

    "A ciência / Pesa tanto e a vida é tão breve!"

    → Aqui achamos o gabarito. A ciência é um fardo, é um peso, um incômodo à vida breve e despreocupada como a da mulher que canta. Ela não se preocupa com inúmeras questões incompreendidas pela ciência. Apenas canta e aproveita a vida enquanto lava suas roupas (no exemplo que você pode pensar).

    .

    "Entrai por mim dentro! Tornai / Minha alma a vossa sombra leve! / Depois, levando-me, passai!"

    → Um claro desejo do autor. Ele quer que a mulher dê a ele esta leveza de viver. Ele até pede para que ela pegue a sombra leve dela e torne a alma dele, deixando-o depois.

    Espero ter ajudado com a interpretação.

    Bons estudos! :)

  • Odeio poemas!