SóProvas


ID
3376798
Banca
FCC
Órgão
SPPREV
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                            [Modos de valor]


      “O ouro é uma coisa maravilhosa”, escreveu Colombo, da Jamaica, aos reis de Espanha em 1503, “seu dono é o senhor de tudo que deseja; o ouro faz até mesmo as almas entrarem no paraíso”. A fé no padrão-ouro e a crença no paraíso cristão saíram combalidas do correr dos séculos, mas o poder do dinheiro se mantém incólume.

      O que lhe dá essa força? Papel-moeda ou bit digital, o poder do dinheiro na sua carteira depende da falta dele na carteira dos demais. Se os outros não precisassem dele nem o desejassem, o dinheiro de nada valeria. O dinheiro é poder de mando sobre o trabalho e os bens disponíveis no mercado, mas ele vai muito além disso: o dinheiro representa uma singular fonte de poder nas relações interpessoais – tem o dom de proporcionar ao seu possuidor a renda psíquica suplementar de um especial comando sobre a atenção, o respeito, a deferência e o afeto alheios.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo, Companhia das Letras, 2016, p. 107-108) 

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    ? O padrão-ouro despertou em muitos a certeza de que jamais se (depreciar).

    ? O quê se depreciará? O padrão-ouro (=temos nosso referente que com que o verbo seja flexionado no singular).

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • GABARITO D

    Nesse tipo de questão deve-se identificar o sujeito. Para tal, basta fazer a pergunta "o que" para o verbo.

    A) A distribuição dos benefícios da riqueza não (costumar) se pautar pelo mérito pessoa.

    O que não costuma se pautar pelo mérito da pessoa? A distribuição dos benefícios da riqueza. Esse é o sujeito total, mas a concordância ocorre com o núcleo do sujeito (substantivo). Nesse caso, o núcleo é "distribuição" porque é o único termo não preposicionado. Ou seja, o verbo concordará com distribuição e não com benefícios.

    B) A poucos (importar) saber se é justa ou não a distribuição das riquezas disponíveis.

    O que importa a poucos? Saber se é justa ou não a distribuição das riquezas disponíveis. Nessa assertiva, o sujeito é oracional porque vem em forma de verbo "saber se...", portanto, a concordância deverá ser feita com o sujeito oracional e não com "poucos". A FCC inverte a ordem dos termos da oração com muita frequência para confundir.

    C) Há quem julgue as qualidades alheias pelo montante de dinheiro de que (derivar).

    Nesse caso, temos um predicado do objeto, o qual deve concordar com o objeto.

    VTD: julgue

    OD: as qualidades alheias

    Predicado do objeto: pelo montante de dinheiro de que derivam

    De forma mais clara: o que é julgado pelo montante de que derivam? As qualidades alheias.

    D) O padrão-ouro despertou em muitos a certeza de que jamais se (depreciar).

    O que jamais se depreciaria? O padrão-ouro. GABARITO.

    E) Há os que veem no dinheiro uma reparação para o sacrifício que lhes (caber).

    Nesse caso, o verbo "caber" irá concordar com o pronome "que" o qual exerce a função de sujeito, retomando "o sacrifício".

    Qualquer erro, por favor, me informe.

    Instagram com mais questões comentadas: @simplesqresolve

  • Nesse tipo de questão é para se encontrar o sujeito, pois o verbo concorda com o sujeito, logo, ele não pode ser preposicionado.

  • Localize o sujeito e estabeleça concordância

    O padrão-ouro despertou em muitos a certeza de que jamais se (depreciar).

    Bons estudos!

  • entendi foi nada da pergunta

  • O padrão-ouro despertou em muitos a certeza de que jamais se (depreciar).

    "a certeza" é complemento.

    Há os que veem no dinheiro uma reparação para o sacrifício que lhes (caber).

    o sacrifício cabe a alguém = lhes.

  • O padrão-ouro despertou em muitos a certeza de que jamais se (depreciar).

    "a certeza" é complemento.

    Há os que veem no dinheiro uma reparação para o sacrifício que lhes (caber).

    o sacrifício cabe a alguém = lhes.

  • O padrão-ouro despertou em muitos a certeza de que jamais se (depreciar).

    "a certeza" é complemento.

    Há os que veem no dinheiro uma reparação para o sacrifício que lhes (caber).

    o sacrifício cabe a alguém = lhes.

  • Dica: identificar o sujeito e inverter a oração.

  • Esta questão avalia os conhecimentos sobre concordância verbal. De acordo com a gramática normativa, o verbo deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa com o sujeito da frase

    Agora vamos à resolução.

    O enunciado nos diz o seguinte:

    verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase: 

    Analisemos cada uma das alternativas:

    A) A distribuição dos benefícios da riqueza não (costumar) se pautar pelo mérito pessoa. Incorreta. O sujeito da frase é distribuição, no singular. Portanto, o verbo entre parênteses fica no singular.

    B) A poucos (importar) saber se é justa ou não a distribuição das riquezas disponíveis. Incorreta. Nesta oração o sujeito é distribuição, no singular. Portanto, o verbo entre parênteses fica no singular.

    C) Há quem julgue as qualidades alheias pelo montante de dinheiro de que (derivar).  Incorreta. Aqui, o sujeito é qualidades, no plural. Portanto, o verbo entre parênteses fica no plural.

    D) O padrão-ouro despertou em muitos a certeza de que jamais se (depreciar). Correta. Como o sujeito é o termo sublinhado e ele está no singular, o verbo entre parênteses fica no singular.

    E) Há os que veem no dinheiro uma reparação para o sacrifício que lhes (caber). Incorreta. Aqui, o verbo deve ficar no singular, pois ele tem de concordar com sacrifício, que está no singular.

    Gabarito do Professor: Letra D.

  • Troquei padrão-ouro por "homens" pra ficar mais fácil a interpretação e assim vi que o verbo ''depreciar'' tinha que seguir o plural de "homens", que substituiu o "padrão-ouro".

    Letra D.

  • Alternativa correta "letra D"

    A questão pediu para identificar a quem o verbo deve sua flexão (que no caso é ao sujeito) e dizer se quem está sublinhado é essa pessoa que o verbo deve sua flexão (no caso se é o sujeito).

    Existem várias análises que poderiam ser feitas, mas farei a mais simples e rápida possível, pois quando estivermos fazendo a prova, a forma mais rápida de resolução da questão será sempre a mais ideal.

    a) A distribuição dos benefícios da riqueza não (costumar) se pautar pelo mérito pessoa.

    O sujeito nunca vem preposicionado, como "benefícios" tem a preposição "dos", logo benefícios não pode ser sujeito.

    b) poucos (importar) saber se é justa ou não a distribuição das riquezas disponíveis.

    A palavra "a" não é um artigo, uma coisa que nos indica isso é que ela está no singular e a palavra seguinte está no plural, logo trata-se de uma preposição, como a palavra "poucos" está preposicionada, logo ela não é sujeito.

    c) Há quem julgue as qualidades alheias pelo montante de dinheiro de que (derivar).

    Ocorre aqui o mesmo que nas anteriores, a palavra "montante" está preposicionada pela palavra "pelo", logo "montante" não pode ser sujeito.

    d) padrão-ouro despertou em muitos a certeza de que jamais se (depreciar).

    Aqui não trata-se de uma preposição e sim de um artigo, caso "padrão-ouro" fosse para o plural, a palavra "o" também o acompanharia, além disso ao perguntar quem jamais se depreciaria chegamos a resposta "o padrão-ouro".

    e) Há os que veem no dinheiro uma reparação para o sacrifício que lhes (caber).

    Lhe é um pronome que é usado para substituir o complemento de um VTI, ou seja, que exige preposição como antecedente, e como já sabemos, se há uma preposição que o antecede, logo não é o sujeito, desse modo o "lhe" enquanto pronome jamais será o sujeito.

    Espero ter ajudado!

    Qualquer equívoco favor me avisar!!

    Um abraço.