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ID
3377284
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Relações Internacionais
Assuntos

Considerando a trajetória da política externa argentina da década de 1980 ao presente, bem como as relações com o Brasil e as perspectivas daquele país em relação ao Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), julgue o item a seguir.


A aproximação com os países da Aliança do Pacífico, a ênfase no liberalismo comercial e o interesse em concluir as negociações visando à instauração de uma área de livre comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia configuram temas marcantes da política externa argentina sob a gestão de Maurício Macri.

Alternativas
Comentários
  • "Não será a política externa de Carlos Menem (1989-1999), com relações especiais com Washington, e tampouco a relação tensa com Estados Unidos e outros países que foi mantida no governo de Cristina Kirchner (2007-2015)", disse Russell.

    Nos anos 1990, ficou conhecido o termo "relações carnais", dito por um ministro para definir a relação da Argentina com os EUA. Já nos 12 anos de kirchnerismo (2003-2015), algumas autoridades se referiam aos Estados Unidos como "império".

    "Acho que teremos uma relação pragmática com o maior número possível de países e, apesar da crise brasileira, a Argentina (que também vive mau momento econômico) não pretenderá defender discursos como o de querer ser o líder da região", disse Russell.

    Para o analista, a Argentina terá "um papel múltiplo" na região, mantendo a relação com o Mercosul e a Unasul mas ao mesmo tempo com maior aproximação com México e Colômbia (integrantes da Aliança do Pacífico).

    Ainda assim, analistas lembram que Unasul e Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) raramente são citados por Macri.

    https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160225_macri_politica_externa_mc_pai

  • A grande preocupação do projeto Macri e, isto ficou claro desde a campanha para as eleições presidenciais, foi a de um maior protagonismo da Argentina na arena internacional. A ideia era a de promover a “reinserção internacional do país", já que as oscilações de orientação no governo de Cristina Kirchner e as dificuldades financeiras do país em nada contribuíram para uma aceitação de suas ações e propostas de agenda de politica internacional. 
    A nomeação da diplomata Malcorra para o Ministério das Relações Exteriores demonstrou claramente a ideia de uma “ guinada" na política externa: uma postura mais proativa e mais próxima da UE e dos EUA. O histórico da vida profissional de Malcorra já expressava a proposta. Vinte e cinco anos no setor privado (IBM e Telecom). Também dirigiu missões de paz da ONU, sendo líder de 30 delas. Em 2012 foi nomeada pelo então Secretário geral da ONU (Ban Ki- moon) Chefe de gabinete da Nações Unidas. 
    Embora a declarações tenham sido no sentido de “fugir de ideologias" no que se refere à politica externa, é inegável o ideal liberalizante nas relações econômicas o que levou, entre outras medidas, à renegociação da dívida externa e volta dos pagamentos. 
    A reorientação da política externa argentina sob Macri se concentrou em três pontos principais:
    - as modificações no programa econômico-comercial em direção a um paradigma liberalizante, voltado para absorção de investimentos estrangeiros e recuperação da confiança e credibilidade internacionais; 
    - o afastamento do “eixo bolivariano", e o consequente isolamento da Venezuela; 
    - reaproximação com países considerados “tradicionais", como França, Espanha e Estados Unidos, o que possibilitaria melhores negociações nos âmbitos do Mercosul e da União Europeia.
    Desta forma é possível estabelecer que a afirmativa apresentada é verdadeira. 
    RESPOSTA: CERTO
  • MERCOSUL e a União Europeia configuram temas marcantes da política externa argentina sob a gestão de Maurício Macri= aliança com os do pacífico pra liberalismo.

  • O mesmo se aplica ao governo de Michel Temer, no Brasil