SóProvas


ID
3447589
Banca
CONSULPLAN
Órgão
Prefeitura de Patos de Minas - MG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Aborto legal
Mariana Fusco Varella.
    A criminalização do aborto divide o mundo em dois: a maioria dos países do hemisfério Norte não trata o aborto como crime, e tem leis mais liberais em relação ao procedimento. Por outro lado, as leis de quase todos os países do hemisfério Sul criminalizam o aborto na imensa maioria dos casos.
      As leis restritivas, além de não impedirem que as mulheres abortem, tornam o aborto inseguro.  
    No Brasil, o aborto é permitido pelo Código Penal em duas situações: em caso de estupro e quando há risco de morte para a gestante. A partir de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) deixou de considerar crime o abortamento em casos de anomalias fetais graves e incompatíveis com a vida extrauterina.
    Em 2013, foi sancionada a lei que obriga os hospitais do SUS a prestar atendimento emergencial, integral e interdisciplinar às vítimas de violência sexual. Apesar de não mencionar a palavra “aborto”, a lei garante os cuidados das lesões físicas, o amparo social e psicológico, a profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez, entre outros direitos. Em último caso, a mulher pode interromper a gravidez forçada.
    A realidade, no entanto, não é bem assim. Nem todos os hospitais garantem acesso a serviços de saúde voltados às vítimas de estupro, e poucos oferecem o abortamento seguro, realizado em condições de higiene e segurança e por equipe de saúde, nos casos previstos na lei.
    Em momento em que tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que visa a descriminalização do aborto, como garantir o abortamento legal e seguro nos casos previstos pela lei se os serviços de saúde do país sequer estão preparados para atender as vítimas de violência sexual?
    Esse parece ser o desafio da maioria dos serviços de saúde e dos governos, que falham ao deixar a vítima de crime tão bárbaro à mercê da própria sorte.
(Disponível em: http://drauziovarella.com.br/mulher‐2/aborto‐legal/. Acesso em: 14/09/2015. Adaptado.)

A palavra “psicológico”, transcrita do texto, é acentuada pelo mesmo motivo que a seguinte palavra:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA C

    ? ?psicológico? (=antepenúltima sílaba tônica, temos uma proparoxítona e é isso que procuramos): 

     a) Saúde ? palavra acentuada devido à regra dos hiatos, "u" tônico formando hiato com a vogal anterior.
     b) Países ? palavra acentuada devido à regra dos hiatos, "i" tônico formando hiato com a vogal anterior.
     c) Vítimas (=proparoxítona e nossa resposta).
     d) Violência (=paroxítona terminada em ditongo crescente).

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    ? FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Devemos nos escorar no Novo Acordo Ortográfico, uma vez que se pede a regra de acentuação de palavras. Analisemos a que traz o enunciado:

    Psicológico → trata-se de uma proparoxítona e, como toda palavra pertencente a essa classe, recebe acento

    a) Saúde.

    Acentua-se devido à regra do hiato: a vogal "u", tônica, forma hiato com a anterior;

    b) Países.

    Acentua-se devido à regra do hiato: a vogal "u", tônica, forma hiato com a anterior;

    c) Vítimas.

    Acentua-se por ser proparoxítona, ou seja, pelo mesmo motivo de "psicológico";

    d) Violência.

    Acentua-se devido à terminação em ditongo (-ia) e por ser paroxítona.

    Letra C

  • Sobre D: Já vi questões dessa banca cobrar a separação eventual. Cuidado!!

  • Toda paroxítona terminada em ditongo crescente é considerada proparoxítona eventual.

    Ex: me-mó-ria ---> paroxítona terminada em ditongo crescente.

    me-mó-ri-a ---> proparoxítona.

    A banca CEBRASPE aceita as duas.