SóProvas


ID
3489223
Banca
IBADE
Órgão
CRMV - ES
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Resenha do filme: ARRANHA-CÉU - CORAGEM SEM LIMITE


      Eis um filme que nos faz ter saudades das aventuras de ação tanto dos anos 1980 quanto da década seguinte. Isso porque ARRANHA-CÉU - CORAGEM SEM LIMITE (2018) acaba remetendo, inevitavelmente, ao hoje clássico DURO DE MATAR, que para muitos é considerado um divisor de águas entre o tipo de filme de ação que se fazia nos anos da Era Reagan e o que surgiria com mais sofisticação e mais diretores renomados na década seguinte. A lembrança tem a ver principalmente com a figura de um herói passando por situações perigosas em um prédio alto.

      Acontece que tudo é anabolizado e o efeito para o espectador, que até tenta embarcar com boa vontade no filme, é de certa indiferença. Talvez por Dwayne Johnson ser uma figura tão forte e tão cheia de músculos que parece um super-herói já pronto e capaz até mesmo de passar de um lado a outro de um prédio com auxílio de fitas adesivas nas mãos, como um Homem-Aranha. Em DURO DE MATAR, Bruce Willis, por sua vez, encarna a figura de uma pessoa normal, que até sangra bastante.

      Deixando as comparações de lado, o que temos é um filme em que não se espera nenhuma sutileza. O que o diretor Rawson Marshall Thurber, que já havia trabalhado com Johnson em UM ESPIÃO E MEIO (2016), poderia fazer era usar os exageros a seu favor. Uma pena que nem a equipe de efeitos especiais tenha se preocupado em deixar as cenas críveis a ponto de as aproximarem do espectador. Não se trata, portanto, de uma produção feita no capricho como um MISSÃO IMPOSS[VEL. E nem tem a pretensão de ser, na verdade. De todo modo, há pontos positivos a destacar.

      Um deles é ter novamente Neve Campbell em ação depois de passarmos quase uma década vendo-a como protagonista da antológica cinessérie PÂNICO, de Wes Craven, nos anos 1990. Em ARRANHA-CÉU, ela interpreta a esposa do protagonista. Curiosamente, veremos que ela é mais do que apenas uma esposa em perigo cuidando de seus dois filhos. Ter um protagonista com uma deficiência física (o herói perde a perna em ação no início do filme) acaba por tornar Johnson não um sujeito com pontos fracos. Ao contrário, ele se torna ainda mais invencível com aquela perna que lhe será útil em determinadas situações de perigo.

      Outro ponto positivo é a locação. Hong Kong é um charme e foi um grande pólo dos filmes de ação por décadas. Parte do elenco é composta por atores de lá. Além do homem que idealizou o prédio mais alto do mundo, vivido por Chin Han, há uma personagem coadjuvante, do grupo dos vilões, que poderia ter sido melhor aproveitada, a jovem e bela Hannah Quinlivan. Ela e Neve Campbell tem um momento juntas, mas é muito pouco.

      O que sobra mesmo é espaço para a inteligência e as habilidades do protagonista, que passa a ter suas ações acompanhadas por uma multidão através de uma imensa tela de televisão, enquanto o prédio está em chamas e sua família corre perigo. A trama é o de menos: envolve os inimigos do empresário que planejam pôr em chamas o prédio mais alto do mundo. As cenas não deixam de passar uma lembrança do 11 de setembro. Talvez a ideia de Thurber tenha sido esta: fazer um grande épico de ação que remetesse a um grande drama americano.

Ailton Monteiro (retirado em: https:/lscoretracknews.wordpress.com/2018I07/19/resenha-de-filme-arranha-ceu-coragem-sem-límitel)

"De todo modo, há pontos positivos a destacar."

Pode-se observar que a maioria das frases apresenta sujeito, seja ele determinado ou indeterminado.

Na oração retirada do texto o sujeito deve ser classificado como:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA D

    ? "De todo modo, pontos positivos a destacar."

    ? O verbo "haver" está sendo usado com o sentido de "existir", trata-se de um verbo impessoal e que não deve ser flexionado, não possui sujeito, ou seja, classifica-se como "sujeito inexistente".

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  • Verbo haver com sentido de existir, ocorrer ou acontecer é impessoal, logo não possui sujeito.

    GABARITO. E

  • Quando na ocorrência de verbo “haver” na acepção de existência, inexiste sujeito. Há, entretanto, objeto direto.

    Letra E

  • Verbo, no sentido de “ocorrer” ou “existir”, é impessoal. Isso significa que permanece na terceira pessoa do singular e não tem sujeito.

  • A questão quer que encontremos o SUJEITO na frase "De todo modo, há pontos positivos a destacar.". Analisemos as alternativas:

    A elíptico

    Sujeito desinencial, elíptico, oculto ou implícito: é expresso pela desinência verbal, está subentendido. Ex.: Fizeste o exercício. (Quem fez? TU)

    B oculto

    Sujeito desinencial, elíptico, oculto ou implícito: é expresso pela desinência verbal, está subentendido. Ex.: Estivemos em São Paulo. (Quem esteve? NÓS)

    C simples 

    Sujeito simples: possui um só núcleo. Ex.: O menino estuda muito.

    D composto

    Sujeito composto: possui dois ou mais núcleos. Ex.: João e Maria saíram.

    E inexistente

    Sujeito inexistente ou oração sem sujeito: há orações constituídas apenas de predicado. Os verbos utilizados nas orações sem sujeito são denominados impessoais. São usados sempre na 3ª pessoa do singular e, se acompanhados de verbos auxiliares, transmitem a eles sua impessoalidade. Ex.: Faz 10 anos que me formei (e não fazem 10 anos...). Vai fazer 15 anos que ministro aula (e não vão fazer).

    Um dos casos em que ocorre sujeito inexistente é o do verbo HAVER no sentido de O FERA (Ocorrer, Fazer, Existir, Realizar-se e Acontecer).

    .

    Em relação à questão, em "há pontos positivos a destacar.", temos uma oração sem sujeito / sujeito inexistente, pois o verbo "haver" está no sentido de existir (= existem pontos positivos a destacar)

    Gabarito letra E

  • VERBO HAVER IMPESSOAL = ORAÇÃO SEM SUJEITO

  • Para fins de complementação, o verbo "destacar" da oração está no infinitivo impessoal, pois preposicionado, não tendo, assim, sujeito.

  • "nos" é objeto indireto?

  • gab E

  • "De todo modo, há pontos positivos a destacar."

    Pode-se observar que a maioria das frases apresenta sujeito, seja ele determinado ou indeterminado.

    Na oração retirada do texto o sujeito deve ser classificado como:

    E)inexistente

    comentário:O verbo haver, quando utilizado com sentido de existir, é um verbo impessoal. Isso significa que não tem sujeito, sendo conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular.