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ID
5227261
Banca
CIESP
Órgão
CIESP
Ano
2021
Provas
Disciplina
Veterinária
Assuntos

A encefalopatia espongiforme bovina (EEB) é uma doença priônica de comunicação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Com base nos conhecimentos sobre esse tema, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.

( ) Mesmo tendo ocorrido oficialmente dois casos de EEB no Brasil, sendo um no estado do Paraná e outro no estado de Mato Grosso, o país continua sendo reconhecido pela OIE como país de risco controlado para EEB e, com isso, não há restrições ao comércio internacional de produtos e subprodutos de origem bovina originados do Brasil.
( ) Com o objetivo de prevenir a EEB, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proíbe em todo o território nacional a produção, a comercialização e a utilização de produtos destinados à alimentação animal que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal.
( ) Os laboratórios credenciados para a realização de exames para o diagnóstico de raiva dos herbívoros devem encaminhar material biológico aos laboratórios credenciados para a realização de diagnóstico de encefalopatia espongiforme transmissível em todos os casos de doença em ruminantes com sinais clínicos neurológicos que tenham resultado negativo para a raiva dos herbívoros.
( ) A EEB, na dependência da cepa do príon infectante, pode apresentar-se sob duas formas clínicas distintas, sendo uma reconhecida como forma típica da doença e outra como forma atípica. Na forma típica, são observados sinais clínicos clássicos da doença e a forma atípica caracteriza-se, principalmente, por não ocasionar sinais neurológicos antecedendo a morte do animal.
( ) A forma atípica de EEB ocorre de forma espontânea e nela podem ser identificados príons com massa molecular distinta daquelas das cepas clássicas, sendo uma cepa priônica denominada H e outra L.

Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

Alternativas
Comentários
  • 4° se deve ao fato de que as características da forma atípica em bovinos ainda são incompreendidas, e, em sua grande maioria foram diagnosticadas em animais assintomáticos durante a vigilância rotineira, em animais mortos ou em abates de emergência, como no caso registrado no Mato Grosso onde o bovino não apresentou sinais clínicos de alteração de comportamento/sensibilidade, nesse caso apenas entrou em decúbito sem causa aparente sendo destinado ao abate de emergência com coleta de amostra onde foi observado a forma atípica.

    Concluindo: A forma atípica apresenta sinais clínicos neurológicos antecedendo a morte do animal, porém muitas vezes isso não ocorre ou ocorre com sintomas mais brandos.

  • Os casos ATÍPICOS não estão isentos de apresentar sinais clínicos. O que difere é a forma de contágio. Em casos atípicos o animal NÃO INGERIU materiais de risco, e sim adquiriu de forma espontânea.

  • segundo a INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 18, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2002 :

    • a afirmativa ( ) Os laboratórios credenciados para a realização de exames para o diagnóstico de raiva dos herbívoros devem encaminhar material biológico aos laboratórios credenciados para a realização de diagnóstico de encefalopatia espongiforme transmissível em todos os casos de doença em ruminantes com sinais clínicos neurológicos que tenham resultado negativo para a raiva dos herbívoros. Estaria errada
    • Pois não são todos os animais , limita pela idade.

    Art.4º : Parágrafo único: Todo laboratório que realiza diagnóstico de raiva, deverá encaminhar obrigatoriamente, as amostras de material encefálico de animais investigados que tiverem idade superior a 24 meses, para os bovinos, e 12 meses, para os ovinos e caprinos, que resultaram negativas para raiva, a um dos laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para a realização de diagnóstico das EET.

    Portanto , essa questão não teria alternativa correta ( F,F,F,F,V).

  • Forma clássica: infecção pela ingestão de alimentos contaminados com o príon infeccioso;

    Forma atípica: ocorrência de uma mutação espontânea da proteína normal, sem estar relacionada à ingestão de alimento contaminado.

  • O comitê científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) manteve nesta quinta-feira-feira (29) o status do Brasil de risco insignificante para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) – doença neurodegenerativa que afeta o gado bovino.

    O Brasil detém o reconhecimento desde 2012. “Mesmo após o caso atípico da doença registrado no Mato Grosso as autoridades internacionais reconheceram o trabalho sanitário robusto desenvolvido no Brasil. Hoje foi reiterado que a situação ocorrida não representa risco à saúde pública”, disse o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, acrescentando que a manutenção do status só foi possível graças ao trabalho desenvolvido por fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e dos órgãos estaduais de defesa agropecuária.

     Com o objetivo de prevenir a EEB, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proíbe em todo o território nacional a produção, a comercialização e a utilização de produtos destinados à alimentação de RUMINANTES que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal.

    Os laboratórios credenciados para a realização de exames para o diagnóstico de raiva dos herbívoros devem encaminhar material biológico aos laboratórios credenciados para a realização de diagnóstico de encefalopatia espongiforme transmissível em todos os casos de doença em ruminantes com sinais clínicos neurológicos que tenham resultado negativo para a raiva dos herbívoros. VERDADEIRO

     A EEB, na dependência da cepa do príon infectante, pode apresentar-se sob duas formas clínicas distintas, sendo uma reconhecida como forma típica da doença e outra como forma atípica. Na forma típica, são observados sinais clínicos clássicos da doença e a forma atípica caracteriza-se, principalmente, por não ocasionar sinais neurológicos antecedendo a morte do animal. FALSO

     A forma atípica de EEB ocorre de forma espontânea e nela podem ser identificados príons com massa molecular distinta daquelas das cepas clássicas, sendo uma cepa priônica denominada H e outra L. VERDADEIRO