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ID
5378245
Banca
COPESE - UFPI
Órgão
ALEPI
Ano
2020
Provas
Disciplina
Administração Pública
Assuntos

Marque a opção cujo elemento NÃO apresenta uma ênfase da administração pública gerencial.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: letra D.

    O rigor técnico é característica marcante da burocracia.

    Administração Pública Burocrática - Surge na segunda metade do século XIX, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização, a idéia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese, o poder racional-legal. Os controles administrativos visando evitar a corrupção e o nepotismo são sempre a priori. Parte-se de uma desconfiança prévia nos administradores públicos e nos cidadãos que a eles dirigem demandas. Por isso são sempre necessários controles rígidos dos processos, como por exemplo na admissão de pessoal, nas compras e no atendimento a demandas.

    Fonte: http://www.bresserpereira.org.br/Documents/Mare/Planodiretor/Planodiretor.Pdf

  • BUROCRÁTICA: O modelo foi preconizado por Max Weber na segunda metade do Séc. XIX, surge como uma resposta ao crescente desenvolvimento do capitalismo e da democracia, sendo uma solução para combater a corrupção e o nepotismo do sistema patrimonialista.

    GERENCIAL: basicamente o gerencialismo tem como características principais: controle por resultados “a posteriori”, maior autonomia e flexibilidade, descentralização, responsabilidade (accountability), orientação para o cidadão, participação social, transparência e eficiência..

    Creio que embora o combate ao nepotismo seja o principal objetivo da adm burocrática não podemos dizer que na adm gerencial também não vise isso, pois ela veio para "aperfeiçoar" o que já existia na adm burocrática e pelo fato de possuir ênfase no controle acaba que tendo essa característica de combater o nepotismo também.

  • Errei e fiquei sem entender

    Achei que esse gabarito estava bichado.

    Aí vi que no meu material tem anotado isso:

    "O paradigma gerencial contemporâneo, fundamentado nos princípios da confiança e da descentralização da decisão, exige formas flexíveis de gestão, horizontalização de estruturas, descentralização de funções, incentivos à criatividade.

    Contrapõe-se à ideologia do formalismo e do rigor técnico da burocracia tradicional.

    À avaliação sistemática, à recompensa pelo desempenho, e à capacitação permanente, que já eram características da boa administração burocrática, acrescentam-se os princípios da orientação para o cidadão-cliente, do controle por resultados, e da competição administrada"

    PDRAE-Pág 17

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    E acho que a explicação da Josy sobre o "combate ao nepotismo" faz sentido.

  • GABARITO - D

    Vi que muitos colegas cogitaram a letra d), contudo , o entendimento que prevalece

    é no sentido de que a "Administração Pública gerencial constitui um avanço, e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública burocrática. Isso não significa, entretanto, que negue todos os seus princípios."

    Créditos : Heron Lemos.

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    Bons estudos!

  • GABARITO D

    Rigor técnico >>> burocracia

    NOVA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (NAP)/GERENCIAL

    Objetiva:

    ·        Superar a crise fiscal;

    ·        Superar a ideologia do formalismo e do rigor técnico da burocracia tradicional.

    Atenção! Embora a administração pública gerencial tenha surgido para superar a rigidez burocrática, não se pode afirmar que os princípios da administração burocrática são incompatíveis com o desenvolvimento e expansão dos mercados, uma vez que diversos princípios desta teoria continuam a balizar a atuação da administração pública tais como o mérito profissional e a impessoalidade.

  • A questão pede que tenhamos conhecimentos sobre o modelo gerencial de administração pública. A alternativa a ser marcada é a que não NÃO apresenta uma ênfase da administração pública gerencial.

    A - incorreta. Atendimento ao Cliente-Cidadão é ênfase do modelo gerencial .

    B - incorreta. Descentralização da decisão é ênfase do modelo gerencial .

    C - incorreta. Combate ao nepotismo é ênfase do modelo gerencial e burocracia (essa alternativa não pode ser o gabarito porque o combate ao nepotismo foi herdade pelo modelo gerencial. Entendamos de uma vez, o gerencialismo só não quer a parte ruim da burocracia. O modelo gerencial incorporou as práticas que concordava, e buscou eliminar aquelas que não. Basicamente é isso.)

    D - correta. Rigor técnico é uma marca da administração burocrática.

    Segundo Paludo (2020 apud Robert Kaplan 1966), “o principal mérito da burocracia está na eficiência técnica, devido à ênfase que dá a precisão, rapidez, controle técnico, continuidade, discrição, e por suas ótimas quotas de produção”. 

    E - incorreta. Formas flexíveis de gestão é ênfase do modelo gerencial .

    Concluímos que a alternativa "D" é a correta.

    GABARITO: D

    Fonte:

    PALUDO, Augustinho. Administração Pública. Salvador: Juspodivm, 2020.

  • Para resolução da questão em análise, faz-se necessário o conhecimento sobre Modelo de Administração Pública Gerencial.

    Diante disso, vamos a uma breve explicação.

    A Nova Administração Pública (Gerencialismo) foi um conjunto de teorias surgidas nos anos 70, que orientavam reformas na administração pública baseadas nos princípios gerenciais das empresas privadas, ou seja, buscava-se trazer a mesma eficiência e eficácia do ambiente privado para o público.

    Cabe destacar que o modelo gerencial está fundado nos pilares: Busca da eficácia, foco em resultados, redução de custos, aumento da produtividade e foco fulcral no cidadão.

    Além disso, esse modelo é pautado em princípios das empresas privadas, trazendo novos conceitos para a gestão, como a administração por objetivos, o downsizing e os serviços públicos voltados para o cidadão-consumidor, buscando direcionar a atenção dos provedores de serviços públicos para as necessidades dos beneficiários, em detrimento dos interesses da própria burocracia.

    Assim, as bases da reforma administrativa do setor público, também denominada nova administração pública ou administração pública gerencial, contempla o foco em resultados, a orientação para o cidadão-consumidor e a capacitação dos recursos humanos.

    Dentre as inovações introduzidas pela nova administração pública no aparato estatal, ressalta-se a descentralização de processos e a delegação de poder.

    No Brasil, segundo Paludo, “o novo modelo de administração gerencial teve início na era Fernando Henrique Cardoso (1995), e tinha o firme propósito de que o Estado deveria coordenar e regular a economia, e, finalmente, começa a reforma da administração rumo ao modelo gerencial. (PALUDO, 2013, pág. 94).

    Por conseguinte, ocorreu a criação do Ministério da Administração e Reforma do Estado (MARE) e nomeado como ministro Bresser-Pereira, que é o criador do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE). Sendo este, o marco do gerencialismo no Brasil.

    Neste contexto, Bresser Pereira (1998) estabelece algumas características básicas, as quais definem a administração pública gerencial:

    - É orientada para o cidadão e para a obtenção de resultados;

    - Pressupõe que os políticos e os funcionários públicos são merecedores de um grau real ainda que limitado de confiança; 

    - Como estratégia, serve-se da descentralização e do incentivo à criatividade e à inovação; 

    - O instrumento mediante o qual se faz o controle sobre os órgãos descentralizados é o contrato de gestão.

    Ante o exposto, a alternativa incorreta é a letra D, uma vez que rigor técnico não é uma característica da Administração Pública Gerencial, a qual busca maior flexibilidade e autonomia, guardando maior relação com a Administração Pública Burocrática.

    Por fim, cabe destacar que o paradigma pós-burocrático, apesar de se contrapor à ideologia e ao rigor técnico da burocracia tradicional, possui diversas características do modelo burocrático.


    Fontes:

    PALUDO, Augustinho. Administração geral e pública para AFRF e AFT. 2ª ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

    BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Brasília, 1998.


    Gabarito do Professor: Letra D.