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ID
563605
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Petrobras
Ano
2010
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

O Código de Ética Profissional de 1986 é considerado um importante marco no rompimento com o Serviço Social tradicional. Entretanto, nesse código, é possível identificar a persistência de alguns limites diante da(o)

Alternativas
Comentários
  • GABARITO E

  • Código de 1947

    Aprovado em 29 de setembro de 1947 em uma assembleia da Associação Brasileira de Assistentes Sociais (ABAS);

    Tinha uma visão de Homem, Sociedade e Estado alimentada pela doutrina católica;

    Concepção conservadora e influências do Neotomismo;

    Código de 1965

    Aprovado pelo Conselho Federal dos Assistentes Sociais em 08 de maio de 1965;

    Não rompeu com o tradicionalismo, mas avançou na tecnificação profissional;

    Reproduzia a base filosófica humanista cristã e a perspectiva despolitizante e acrítica, porém apontava para pluralismo; Segundo Barroco, o Código de 65 mantinha a base tomista, mas buscava imprimir uma direção ética, que não estava presente no anterior;

    Nesse Código, o Serviço Social já não era mais tratado como atividade humanista, mas como profissão liberal e de natureza técnico-científica os deveres profissionais não estavam mais ligados ao compromisso religioso, mas sim numa legislação;

    Este Código se difere do anterior ao falar de amplitude técnica e científica, respeito às posições filosóficas, políticas e religiosas, em democracia e justiça social.

    Código de 1975

    Aprovado em 30 de janeiro de 1975, em pleno período de ditadura militar;

    Ele reflete uma adequação às demandas desse período de ditadura e não expressa a tendência modernizadora de 65, mas reafirma o conservadorismo tradicional;

    O Neotomismo é substituído pelo personalismo, porém o mesmo é utilizado para reafirmar os mesmos princípios do humanismo cristão tradicional (personalismo: pessoa no centro);

    Duas alterações com relação a esse Código são altamente significativas: a exclusão das referências sobre democracia e pluralismo. Isso nega o respeito à diversidade e reafirma a posição acrítica.

  • Código de 1986

    Aprovado em 09 de maio de 1986;

    Nesse momento a sociedade civil se posicionava a favor da democracia e da cidadania, traços que marcaram o Código de 86; claramente definido;

    Foi um marco de mudança e ruptura com o conservadorismo, os conceitos da Igreja e com a defesa da neutralidade profissional;

    Inaugura uma nova concepção do Homem: ser histórico e social e não mais como determinado pela vontade divina;

    Traz clara opção a favor da classe trabalhadora, privilegiando o usuário;

    O sigilo profissional também aparece vinculado aos interesses da classe trabalhadora a quebra do sigilo só é admissível quando se tratar de situações cuja gravidade possa trazer prejuízo aos interesses da classe trabalhadora;

    Este Código também traz a negação da neutralidade;

    Barroco afirma que há 3 dimensões de mudanças no Código de 86: a negação à neutralidade, aos pressupostos metafísicos e idealistas e ao papel profissional tradicional;

    Este código supera a visão do assistente social como mero executor de políticas sociais e insere o profissional e o usuário nas decisões institucionais.

    Código de 1993

    Aprovado em 13 de março de 1993, regulamentado através da resolução CFESS nº 273/93, em um cenário com forte presença do neoliberalismo; 

    Foi consolidado num processo gradual de amadurecimento intelectual e político ocorrido no âmbito do Serviço Social; Rompe com o conservadorismo ético-moral e supera a concepção ética tradicional abstrata e a-histórica; Este Código delimita com clareza os valores e compromissos éticos e profissionais. 

    Se pauta por 2 preocupações principais: Torná-lo um instrumento efetivo no processo de amadurecimento político da profissão e na defesa da qualidade dos serviços profissionais’ Torna-lo mecanismo de defesa do exercício profissional por meio da garantia da legalidade Se pauta por um conceito claro de liberdade; A ética em pesquisa também é contemplada nesse Código; 

    Há também referência às questões de gênero, etnia e questões relacionadas aos Direitos Humanos e o direito de expressão; O código consolida 11 princípios fundamentais da Ética do Serviço Social: Reconhecimento da liberdade como valor ético central e demais demandas políticas inerentes a ela: autonomia, emancipação e expansão dos indivíduos sociais Consolidação da cidadania Defesa dos Direitos Humanas contra o autoritarismo Defesa da democracia A favor da equidade e justiça social Eliminação de qualquer forma de preconceito Garantia do pluralismo Projeto profissional vinculado a construção de uma nova ordem societária, sem dominação/exploração Articulação com outras categorias profissionais Compromisso com a qualidade dos serviços prestados e aprimoramento profissional Exercício do Serviço Social sem ser discriminado e sem discriminar.

    O Código trata das competências, dos direitos e da responsabilidade na relação com o usuário, com o empregador e com a justiça; Também fala sobre sigilo profissional, penalidade e aplicação/cumprimento do Código;

  • O Código de Ética de 1986 é o primeiro deste instrumento, desde 1948 até 1975, a romper com o conservadorismo na profissão, a negar a perspectiva a histórica e a crítica, pautando-se na teoria social crítica. Assim, esse código também rompe com a neutralidade presente na intervenção profissional, supondo que toda ação está direcionada ética e politicamente, portanto, é incapaz de ser neutra. Além disso, ele institui o seu compromisso com a classe trabalhadora e suas lutas.

  • letra E - Predomínio de bases teóricas em detrimento de elementos normativos.

  • Para Barroco3 dimensões de mudanças no Código de 86:

    ➝ a negação à neutralidade,

    ➝ aos pressupostos metafísicos e idealistas e;

    ➝ ao papel profissional tradicional.

    Ele tbm supera a visão do assistente social como mero executor de políticas sociais e insere o profissional e o usuário nas decisões institucionais.