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ID
1096192
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFGD
Ano
2014
Provas
Disciplina
Farmácia
Assuntos

Paciente diabético, 56 anos, hipertenso, passou a fazer uso de um beta-bloqueador para o tratamento da hipertensão arterial e de um quadro de angina recém-diagnosticado. Após o início do tratamento com o beta-bloqueador, notou-se em seus exames laboratoriais um descontrole nos níveis glicêmicos e lipídicos. O farmacêutico, durante um atendimento, identificou o problema e sugeriu ao médico a indicação de um beta-bloqueador de terceira geração, pois estes têm um impacto neutro ou até podem melhorar o metabolismo da glicose e lipídico. Qual dos beta-bloqueadores a seguir seria indicado para este caso?

Alternativas
Comentários
  • primeira geração: propranolol,  timolol, nadolol, etc

    segunda geração: bisoprolol, metoprolol, atenolol, esmolol, etc

    terceira geração: carvedilol, bucindolol, celiprolol, nebivolol, talinolol, etc

  • Betabloqueadores de primeira e segunda geração podem acarretar também intolerância à glicose, induzir ao aparecimento de novos casos de diabetes, hipertrigliceridemia com elevação do LDL-colesterol e redução da fração HDL-colesterol. Além disso, são formalmente contraindicados a pacientes com asma brônquica, DPOC e bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus.O impacto sobre o metabolismo da glicose é potencializado quando os betabloqueadores são utilizados em combinação com diuréticos.

    Diferentemente, betabloqueadores de terceira geração, como o carvedilol e o nebivolol, têm impacto neutro ou até podem melhorar o metabolismo da glicose e lipídico, possivelmente em decorrência do efeito de vasodilatação com diminuição da resistência à insulina e melhora da captação de glicose pelos tecidos periféricos. Estudos com o nebivolol também têm apontado para uma menor interferência na função sexual, possivelmente em decorrência do efeito sobre a síntese de óxido nítrico endotelial.

    A suspensão brusca dos betabloqueadores pode provocar hiperatividade simpática, com hipertensão de rebote e/ou manifestações de isquemia miocárdica, sobretudo em hipertensos com pressão arterial prévia muito elevada.