SóProvas


ID
1110523
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara Municipal de Sorocaba
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                             Quem precisa de Cerimonial e Protocolo?

     O Brasil já assistiu a inúmeras cerimônias e solenidades nas quais se deu posse a titulares de cargos públicos. Nessas oca siões, os brasileiros, que costumam ser descritos recorrentemente como informais, calorosos e não afeitos à ritualística e ao rigor protocolares, notam a necessidade da “liturgia civil,” do simbolismo de Estado, da magia que o poder exerce sobre todos.

     O problema é que o Cerimonial e o Protocolo não estão lá somente quando há uma cerimônia, uma festividade. Eles sempre estão lá. Onde houver poder, comando, governo, haverá necessariamente aqueles que orientam, assessoram os que comandam e governam. Até a vida humana, individual e coletivamente, é prenhe de ritos e de hierarquias.

     Porém, não há uma Teoria de Cerimonial e Protocolo academicamente estabelecida e este acaba sendo o motivo principal para evitar seu estudo nas universidades. Além disso, os que trabalham com C & P não costumam problematizar e sistematizar suas atividades e os conceitos que as orientam, permitindo lacunas e mal-entendidos na ideia que se tem a seu respeito. 

     O senso comum tende a imaginar C & P como “etiqueta”, “pompa e circunstância” e até, jocosamente, como “afrescalhamento”. A etiqueta, aqui entendida como “pequena Ética” ou “Ética dos detalhes”, permeia o Protocolo, sedimenta-o, mas não o limita. O Cerimonial é a arte, a ciência, o conhecimento que fundamenta o curso dos rituais, dos eventos, das solenidades; já o Protocolo é a arte, a ciência, o conhecimento que comunica esses eventos, é o código civilizacional por meio do qual o ser humano perscruta os ritos imemoriais, as tradições ancestrais das normas de convívio social.

     O desempenho e os encargos de um chefe de C & P, bem como de seus assessores e agentes, são extremamente diplomáticos, e envolvem conhecimentos de Relações Públicas, Relações Internacionais e Ciências Sociais.Vejo falta de respeito, de apego, mas, sobretudo, de conhecimento, no que tange à Etiqueta, ao Cerimonial e ao Protocolo em diversos setores de nossa sociedade: nas religiões institucionalizadas, nas agremiações culturais e desportivas, nas escolas públicas e privadas, nas universidades, nas ONGs e até nos condomínios

     É necessária uma valorização do humano e uma ecovisão em que a polidez e a cortesia constituam um imperativo categórico, no dizer de Kant, filósofo alemão. Para tanto, urge que os dirigentes, os governantes concentrem seus esforços e atenções na Educação

     Concluo rogando aos agentes da administração pública que tomem consciência da precisão do Cerimonial e do Protocolo, não permitindo que incumbências tão elevadas sejam desconsideradas. E que haja investimentos na devida formação e capacitação dos que são chamados a trabalhar na área.

                                                               (Bruno de Cerqueira. Pós-graduado em Relações Internacionais)

                                                                                (www.brunodecerqueira.blogspot.com.br. Adaptado)



Assinale a alternativa correta quanto a colocação de pronome pessoal.

Alternativas
Comentários
  • Gab. E)

    • a) Tomara sistematizem-se os conceitos de C & P! (Tomara que se sistematizem...)
    • b) Não concebe-se que as instituições desconheçam regras de polidez. (Não se concebe...)
    •  c) Há universidades que privam-se da ciência do protocolo. (Há universidades que se privam...)
    •  d) Se afirma que o brasileiro não é afeito aos rituais litúrgicos. (Afirma-se que...)


  • Jocosamente (em que há deboche, ironia) - advérbio, portanto atrai o pronome oblíquo "se".

  • a)ERRADO-em frases exclamativas, usa-se próclise

    b)ERRADO- palavra negativa próclise obrigatória

    c)ERRADO-Nesse caso, seria próclise,após pronome relativo próclise obrigatória

    d)ERRADO-Pronome no começo da frase,ênclise

    e)CERTO-Antes de advérbio, próclise obrigatória


  • afinal de conta, onde usa o SE?!

  • A) Errado. Frasea exclamativa ou interrogativa, usa-se a próclise.
    Correto: Tomara que se sistematizem os conceitos de C & P!

    B) Errado. Frase Negativa atrai a próclise.
    Correto: Não se concebe...

    C) Errado. Após pronome relativo ou oração subordinada (Que..quando...Embora), usa-se a próclise.
    Correto: Há universidades que se privam da ...

    D) Errado. Não se começa frase com colocação pronominal proclítica, o certo seria a ênclise.
    Correto: Afirma-se que o brasileiro.

    E) Correto.
    Após advérbio, usa-se a próclise.
    Jocosamente = adverbio de modo.  Qual a forma que ele disse? Jocosamente.

     

  • Assertiva e

    Jocosamente se diz que C & P é afrescalhamento.

    A PRÓCLISE

    Embora a tendência, no português do Brasil, seja a próclise, a colocação normal dos pronomes oblíquos átonos é em ênclise. Porém, determinadas palavras ou tipos de frases atraem o pronome para antes do verbo (próclise), nos seguintes casos:

    01. Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nenhum, nem, de modo algum:

    =•> Nada me perturba. / Ninguém se mexeu.

    =•> De modo algum me afastarei daqui.

    02. Com as conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, embora, com, contanto, caso, conforme, logo, quanto, segundo, consoante, enquanto, quanto mais... mais:

    =•> Quando se trata de comida, ele é um bom garfo.

    =•> É necessário que a deixe na escola.

    =•> Agiu conforme o irmão lhe sugerira.

    03. Com os advérbios: aqui, ali, cá, lá, muito, bem, mal, sempre, somente, depois, após, já, ainda, antes, agora, talvez, acaso, porventura: Aqui se tem paz. / Talvez o veja na escola.