SóProvas


ID
1110829
Banca
FEPESE
Órgão
IPREV
Ano
2013
Provas
Disciplina
Redação Oficial
Assuntos

“É difícil encontrar persuasão onde existe fraqueza de redação; sem a virtude gramatical não existe fascínio ideológico; não convence o expositor de uma ideia quando demonstra insegurança gramatical na forma de expô-la. Quem se acostumou à Filosofa, às Letras Clássicas e ao Direito dá à ideia valor igual ao de sua externação; escolaridade e falta de educação linguística não se coadunam para quem se familiarizou com a civilização greco-latina. Como respeitar a ideia de quem não respeita o idioma em que a expõe?”

Napoleão Mendes de Almeida, Dicionário de Questões Vernáculas (adaptado)


Sobre Redação Ofcial, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • 1.1. A Impessoalidade

    (...)

    Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações

    oficiais decorre:

    a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente

    assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação.

    Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em diferentes setores

    da Administração guardem entre si certa uniformidade;

    b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um

    cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário

    concebido de forma homogênea e impessoal;

    c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se restringe

    a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pessoal.

    Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de

    uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser

    isenta da interferência da individualidade que a elabora.

  • ... expressamente proibida a entrada...

  • a) A clareza é uma qualidade essencial do texto oficial, ou seja, é preciso evitar a ambiguidade. Exemplo disso é a frase: “João e Mário vão separar-se”. ERRADA, segundo o gabarito oficial! Mas não entendi o erro, tendo em vista que a clareza é qualidade essencial da redação oficial e a ambiguidade deve ser evitada. Além disso, a frase destacada me parece ambígua, pois afinal João e Mário vão se separar um do outro ou cada um vai se separar de alguém diferente?  Se alguém puder explicar... 

    "FUNDAMENTO: A concisão, CLAREZA, formalidade e precisão, ELEMENTOS ESSENCIAIS DA REDAÇÃO OFICIAL, somente serão alcançadas mediante a prática da escrita e a leitura de textos escritos em bom português. (...) Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido. COMO A CLAREZA É REQUISITO BÁSICO DE TODO O TEXTO OFICIAL (v. 1.4. Concisão e Clareza), deve-se atentar para as construções que possam gerar equívocos de compreensão. A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade de identificar-se a que palavra se refere um pronome que possui mais de um antecedente na terceira pessoa". FONTE: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm


    b) Está correta a seguinte frase extraída de um Ofício, dirigido ao Procurador do Estado: “Rogo vossa atenção especial ao caso em tela, para a efetividade da ação corrente”. Não sei explicar...


    c) A norma culta é imprescindível aos textos oficiais. A frase a seguir é exemplo desse uso: “Reitero à Vossa Senhoria que é expressamente proibido a entrada de qualquer ação judicial referente à este processo em tese.” ERRADA! O correto seria: proibidA a entrada.

    Continua...


  • Continuação...


    d) A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade de quem a elabora, já que, nesse tipo de redação, quem comunica é o Serviço Público. CORRETA!

    FUNDAMENTO: A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários: a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c) alguém que receba essa comunicação. No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União. FONTE: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm


    e) O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Ilustríssimo Senhor, seguido do cargo respectivo. ERRADA! Aos chefes de Poder não se usa o Ilustríssimo Senhor, mas sim o EXCELENTÍSSIMO SENHOR.

    FUNDAMENTO: O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. FONTE: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm


  • Sobre a alternativa "B":


    “Rogo vossa (SUA) atenção especial ao caso em tela, para a efetividade da ação corrente”.


    Sobre a alternativa "C":


    Além do erro, citado pelos colegas, de concordância do vocábulo "proibido", há uma incorreta utilização da crase antes do "vossa". 


  • Confesso que também não entendi o porquê da letra A estar errada. 

  • GABARITO: LETRA D


    Gabriela e Babi, acredito que tenha ocorrido erro na colocação pronominal. Trata-se de uma Mesóclise e não Ênclise. 

    Para essa estrutura o correto seria: 


    João e Maria separar-se-ão (futuro do presente simples, pois vai acontecer).


    Caso alguém discorde...


    Bons estudos!

  • Acredito que a "A" está errada pois pode gerar uma dupla interpretação. João e Mário vão separar-se um do outro? João e Mário vão separar-se de quem? Ou seja, pode gerar uma interpretação ambígua.

  • A respeito da Letra A.

    João e Mário vão separar-se.

    1 Hipótese: João e Mário tem uma união e não se aguentam mais juntos, por isso vão se separar. Cada um pra um canto.

    2 Hipótese: João e Mário vão separar-se. Ou seja. Os dois são casados, diferentemente da situação 1, com outras pessoas, e não eles próprios.

    Conclusão: Vão separar-se de quem? Ambiguidade

  • Ao meu ver, quando a frase fala exemplo DISSO, está se referindo ao termo mais próximo, ou seja, ambiguidade. Logo, a letra A também está correta...

  • Acho q no item "a"está errada porque,  não é só a clareza que dá qualidade ,mas a concisão tbm. As duas são essenciais para dar objetividade. Vejam no Manual de redação que as duas estão juntinhas.

     

  • Sem dúvidas Letra D.. Por eliminação

    A- frase ambígua

    B - Rogo vossa atenção= não tem isso no Manual

    C -  Não há crase antes de pronome de tratamento .. exceção de: Senhora e Senhorita 

    D -  Gabarito

    E - não existe mais Ilustríssimo nem Digníssimo. 

  • Concordo com a Gabriela Ferreira. A letra A também está correta em sua afirmação.

  • LETRA C : A norma culta é imprescindível aos textos ofciais. A frase a seguir é exemplo desse uso: “Reitero à Vossa Senhoria que é expressamente proibidA a entrada de qualquer ação judicial referente à este processo em tese.”

  • Sobre a letra A estar errada:

     

    ''A clareza é uma qualidade essencial do texto oficial, ou seja, é preciso evitar a ambiguidade. Exemplo disso é a frase: “João e Mário vão separar-se”.

     

    Acredito que a banca formulou o exemplo se referindo à clareza, e não à ambiguidade. Confuso, mas enfim.

     

  • Concordo com o Tiger Tank e o Eduardo Silva. Parece que a banca foi ambígua em relação à assertiva que fala de ambiguidade. No entanto, a assertiva mais correta é a D.

  • Há outro erro na letra C.

    NÃO HÁ CRASE DIANTE DE PRONOME DE TRATAMENTO. Portanto: "Reitero a Vossa..."