SóProvas


ID
128563
Banca
FCC
Órgão
MPE-SE
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Jornalismo e universo jurídico

É frequente, na grande mídia, a divulgação de informações ligadas a temas jurídicos, muitas vezes essenciais para a conscientização do cidadão a respeito de seus direitos. Para esse gênero de informação alcançar adequadamente o público leitor leigo, não versado nos temas jurídicos, o papel do jornalista se torna indispensável, pois cabe a ele transformar informações originadas de meios especializados em notícia assimilável pelo leitor.
Para que consiga atingir o grande público, ao elaborar uma notícia ou reportagem ligada a temas jurídicos, o jornalista precisa buscar conhecimento complementar. Não se trata de uma tarefa fácil, visto que a compreensão do universo jurídico exige conhecimento especializado. A todo instante veem-se nos meios de comunicação informações sobre fatos complexos relacionados ao mundo da Justiça: reforma processual, controle externo do Judiciário, julgamento de crimes de improbidade administrativa, súmula vinculante, entre tantos outros.
Ao mesmo tempo que se observa na mídia um grande número de matérias atinentes às Cortes de Justiça, às reformas na legislação e aos direitos legais do cidadão, verifica-se o desconhecimento de muitos jornalistas ao lidar com tais temas. O campo jurídico é tão complexo como alguns outros assuntos enfocados em segmentos especializados, como a economia, a informática ou a medicina, campos que também possuem linguagens próprias. Ao embrenhar-se no intrincado mundo jurídico, o jornalista arrisca-se a cometer uma série de incorreções e imprecisões linguísticas e técnicas na forma como as notícias são veiculadas. Uma das razões para esse risco é lembrada por Leão Serva:


Um procedimento essencial ao jornalismo, que necessariamente induz à incompreensão dos fatos que narra, é a redução das notícias a paradigmas que lhes são alheios, mas que permitem um certo nível imediato de compreensão pelo autor ou por aquele que ele supõe ser o seu leitor. Por conta desse procedimento, noticiários confusos aparecerão simplificados para o leitor, reduzindo, consequentemente, sua capacidade real de compreensão da totalidade do significado da notícia.

(Adaptado de Tomás Eon Barreiros e Sergio Paulo França de
Almeida. http://jus2.uol.com.br.doutrina/texto.asp?id=1006)


As normas de concordância verbal estão plenamente atendidas na frase:

Alternativas
Comentários
  • b) transformar informações especializadas em notícias assimiláveis pelo grande público cabe aos jornalistas.

  • Tipo assim na "A":

    “PODEM existir boas músicas”, “DEVEM existir boas músicas”, “HÃO de existir boas músicas” — os auxiliares podem, devem e hão estão flexionados no plural, seguindo o modelo imposto pelo principal existir, que é um verbo pessoal, normal, que concorda com o sujeito boas músicas. Já em “PODE haver boas músicas”, “DEVE haver boas músicas”, “HÁ de haver boas músicas”, o verbo principal é haver, que transmite sua impessoalidade característica para os seus auxiliares (todos ficam invariáveis). Nessas estruturas, boas músicas é apenas objeto direto.

    Se tivesse ali o verbo haver seria diferente, ficaria: há de haver ou haverá de haver, maaaas por causa do verbo ocorrer a coisa muda de figura, tal verbo não é impessoal.

    Na questão, o verbo ocorrer não transfere essa impessoalidade para o verbo haver, por isso o  certo seria: haverão de ocorrer.

    Corrijam-me, por favor.

  • PADRÃO 1 – Verbo haver usado em uma forma simples, no singular, pois indica existência. Criou-se uma oração sem sujeito. 

    PADRÃO 2 – Verbo haver usado em uma forma simples, no singular, pois refere-se a tempo passado. Criou-se uma oração sem sujeito.

    PADRÃO 3 – Verbo haver usado como verbo auxiliar de uma locução verbal; a oração traz sujeito e, por isso, ocorre a concordância. 

    PADRÃO 4 – Verbo haver usado como verbo auxiliar da locução verbal “há de…”; a oração traz sujeito e, por isso, ocorre a concordância.

    PADRÃO 5 – Verbo haver usado como verbo principal de uma locução verbal; como o verbo haver indica existência, criou-se uma oração sem sujeito e, por isso, a locução fica no singular.

    PADRÃO 6 – Verbo haver usado como verbo auxiliar e também como verbo principal da locução verbal “há de haver”; o segundo haver , o principal, traz o sentido de existir e com isso forma oração sem sujeito, o que exigirá a concordância singular na locução