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ID
1755823
Banca
FCC
Órgão
TRT - 9ª REGIÃO (PR)
Ano
2015
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Considere o texto abaixo para responder à questão.

    Há uma explicação para a escultura de Picasso não ter sido reunida com frequência. Picasso, o filho de pintor, treinado como pintor, não se levava a sério como escultor. Não considerava as esculturas vendáveis ou tema de exposição. Ele as guardava em casa e no estúdio, misturadas aos objetos da decoração. Depois de sua morte, em 1973, a organização do espólio permitiu que obras fossem adquiridas por outras coleções. Embora as esculturas ficassem longe do público, elas foram vistas por artistas que visitavam Picasso.

    O diálogo do pintor com o escultor é constante. A escultura, diz a curadora Ann Temke, adaptava-se ao temperamento irrequieto de Picasso, que se permitia improvisação no meio. Na década em que predomina o metal, ela se diverte com a ideia do artista mais rico da história frequentando ferros-velhos em busca de objetos.

    A influência da arte africana sobre a pintura de Pablo Picasso é conhecida. É só admirar as sublimes Demoiselles D'Avignon, que moram no quinto andar do MoMA. Mas só quando apreciamos a obra em escultura a conexão fica mais evidente e compreensiva. Ann Temke lembra que a visita de Picasso ao Museu Etnográfico de Paris, em 1907, por sugestão do amigo e pintor André Derain, foi um divisor de águas. “A noção de fazer um espírito habitar uma figura vem daí", diz ela. “Você não olha para a escultura europeia daquele tempo e pensa neste poder mágico."

   A curadora vê na representação erótica das formas femininas uma âncora do diálogo entre o pintor e o escultor. “Ele estava mapeando a renovação de sua linguagem em duas e três dimensões ao mesmo tempo.
"

(Adaptado de: GUIMARÃES, Lúcia. O Estado de S. Paulo. 26 Setembro 2015)

Consideradas as normas de concordância verbal, a frase em que estão plenamente respeitadas é:  

Alternativas
Comentários
  • Não entendi o que há de errado com a D. Eu imagino que o autor da pergunta pensou que o "se" em "se olha" está exercendo função de apassivador do sujeito, de modo que o verbo teria de concordar com "as esculturas", mas este 'se' não poderia também ser entendido como índice de indeterminação do sujeito?

  • Boa noite Rodrigo,

    respondendo à sua pergunta: IIS acontece quando no período a transitividade do verbo é V.T.I, VL ou V.I + partícula SE  verbo flexionado na 3° pessoa do plural sem referente ou verbo na 3° pessoa do singular + partícula SE e o sujeito deve ser indeterminado obrigatoriamente.  

  • À época, quando se olhava as esculturas europeias não se pensava em um poder mágico delas derivado.

    Penso que essa é maneira correta de reescritura do item.

  • Gabarito B

    a) Não CHEGARAM  a preocupar..............

    c) Ao PERMITIR improvisações...................

    d) Quando se OLHAM as esculturas..........

    e) DEVE haver explicações................

    Acho que é isso....Se tiver algo errado, por favor dê um toque...

  • Também fiquei com a mesma dúvida do Rodrigo Souza. Indiquei para comentário do professor.

  • O verbo olhar é transitivo direto, então o verbo tem que concordar com o sujeito...

  • Rodrigo, bom dia!

    "À época, quando se olha as esculturas europeias não se pensa em um poder mágico delas derivado."
    Esse "se" está na  voz passiva, para tirar a dúvida, verificar primeiro a transitividade do verbo e depois faça a pergunta para o verbo. Como por exemplo: " se olha" o quê? 
    Espero ter ajudado. Bons estudos.....  


  • O erro da letra D: O SE é P.A,pois o verbo OLHA é VTD. Logo, se há P.A não há OD, pois o OD vai funcionar como SUJEITO PACIENTE. Em outras palavras, quando encontrar o SE partícula apassivadora, não procure o sujeito do verbo, procure o OD, o verbo deverá concordar com ele.

  • Na alternativa D "à época" dá uma ideia de passado, logo os verbos na frase não poderiam estar no presente.

  •  

    alternativa d) À época, quando se olha as esculturas europeias não se pensa em um poder mágico delas derivado. Primeiro achamos o verbo da frase. No caso é olha. Depois de acharmos o verbo, temos que achar o sujeito dele. Para tanto, devemos fazer a seguinte pergunta:o que é olhado? Como nesse caso temos a partícula "se", encontramos um pouco de dificuldade para achar o sujeito. No caso da questão, o "se" está antes do verbo porque é atraído pelo "quando", mas se tirarmos ele, a frase fica assim: "olha-se as esculturas". Aí vem a pergunta: o que é olhado? as esculturas. Logo, a frase olha-se as esculturas está errada. Descobrimos isso quando passamos para a voz passiva analítica: "as esculturas são olhadas". O verbo deve vir no plural e não no singular. O verbo vem no plural para concordar com o sujeito "as esculturas" que também se encontra no plural.

     

    E a expressão "À época" não leva a frase para o passado porque é um adjunto adverbial de tempo. 

     

    Fonte: EPC concursos 

  •  a) Quem é que Não chegou a preocupar Picasso???   as condições. CHEGARAM

     b) Ao se deterem nas obras de Picasso, muitos dos que apreciam a escultura percebem nela uma evidente conexão com a arte africana. = C

     c) Quem é que permite improvisações? a escultura. PERMITIR

     d)  Que é que se olha?? as esculturas. OLHAM

     e) Haver = existir. DEVE haver. A locução segue a mesma regra do verbo haver.

  •  a) Não chegou [ chegaram ]  a preocupar Picasso, evidentemente, as condições de venda de suas esculturas ou mesmo se poderiam ser tema de exposição. 

     b) Ao se deterem nas obras de Picasso, muitos dos que apreciam a escultura percebem nela uma evidente conexão com a arte africana. 

     c) Ao permitirem [ permitir ]  improvisações, segundo a curadora Ann Temke, a escultura se adaptava ao temperamento irrequieto de Picasso. 

     d) À época, quando se olha [ olham ]  as esculturas europeias não se pensa em um poder mágico delas derivado.  

     e) Devem[ deve ]  haver explicações para a escultura de Picasso, embora de reconhecido valor artístico, não ter sido reunida com frequência. 

     

     

    GABARITO "B"