SóProvas


ID
2511718
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE-BA
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

       O que acontece quando se divide a casa com quem não cumpre suas tarefas domésticas

                                                                                      Ana Carolina Prado


     Quem mora ou já morou em república sabe que, ainda que você e seus companheiros de casa se gostem, a coisa não é sempre uma maravilha. Na verdade, pode ser meio infernal às vezes. E isso se deve, em grande parte, a diferenças na forma como cada um encara o trabalho doméstico. Quer ver uma receita infalível para brigas? Você, neurótico por limpeza, resolve morar com alguém que costuma deixar um rastro de farelos por onde passa e largar pratos e embalagens sujos em cima da pia por dias.

      Essa diferença de limites do que é aceitável ou não na convivência diária foi objeto de estudo dos pesquisadores Sarah Riforgiate, da Universidade Estadual do Kansas, e Jess Alberts e Paul Mongeau, da Universidade Estadual do Arizona. Diferente do que se possa imaginar, não foi nenhuma experiência pessoal que os inspirou: tudo começou depois de Alberts ler um estudo dizendo que abelhas e formigas têm diferentes níveis de tolerância para as tarefas não concluídas. Sim, até elas. Se abelhas com níveis muito díspares são colocadas juntas, a mais perturbada com o baixo nível de mel produzido acaba trabalhando mais – muitas vezes, até a morte. Isso fez com que se perguntassem se os humanos apresentam um comportamento parecido (claro, nada que chegue perto de precisar esfregar o chão do banheiro até morrer, esperamos).

      Então, os pesquisadores analisaram pares de pessoas do mesmo sexo com idades entre 19 e 20 anos que dividiam apartamentos ou quartos. A conclusão foi que, de fato, essas diferenças realmente são prejudiciais para os relacionamentos e resultam em menor satisfação na amizade e maior propensão a conflitos. Nenhuma surpresa até aí. Mas olha só as outras implicações:

      “Diferentes limites impactam negativamente a ideia de gratidão”, diz Riforgiate. Segundo ela, tanto no caso de um casal que mora junto ou no de companheiros de moradia, a pessoa com o menor nível de tolerância à bagunça muitas vezes sente-se incomodada e acaba fazendo todo o trabalho. A repetição desse comportamento pode fazer com que o companheiro deixe de considerar tais tarefas como problema seu e os deixe sempre para a outra pessoa. “Assim, acabamos achando que não precisamos mais ser gratos pelo trabalho do nosso parceiro nem tentar compensá-lo, pois passamos a pensar que ele não fez nada além de sua obrigação”, completa. E aí entramos na mesma questão daquele estudo sobre casais fazerem pequenos sacrifícios diários: um dos lados trabalha e se cansa mais e o outro nem percebe o que foi feito. Frustração na certa.

      O que fazer para evitar problemas, então? Segundo os autores, conversar muito – especialmente antes de se mudar – para identificar possíveis diferenças na forma de encarar as responsabilidades e estabelecer uma divisão de tarefas.

      Além disso, Riforgiate destaca que uma falha em completar uma tarefa específica nem sempre é pura preguiça ou falta de consideração. Pode ser que ela apenas não tenha percebido ainda que isso é um problema para o outro. “Nós realmente damos atributos negativos para as pessoas com quem vivemos – sejam companheiros de quarto ou parceiros românticos – que não são úteis para a nossa relação e que podem, na verdade, não ter nada a ver com a realidade”, diz Riforgiate.

      O próximo passo do grupo de pesquisadores é estudar duplas mistas de roommates e achar uma forma de usar os resultados das pesquisas para ajudar as pessoas a escolherem bem seus companheiros de casa, além de desenvolver estratégias de comunicação para melhorar os relacionamentos entre eles.

Adaptado de http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/ page/2/

Em “Quem mora ou já morou em república sabe que, ainda que você e seus companheiros de casa se gostem, a coisa não é sempre uma maravilha.”, as vírgulas utilizadas foram empregadas para separar

Alternativas
Comentários
  • ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONCESSIVA

    Indicam uma ideia ou um fato insistente.

    Exemplos: Nem que, por mais que, por menos que, ainda que, ainda se, se bem que, mesmo que, embora, conquanto...

  • CONCESSÃO= oposição de ideias, contraste, quebra de espectativa. Logo, temos na questão uma Oração subordinada adverbial concessiva que está intercalada, por isso o uso das vírgulas é obrigatório.

    Conectivos conessivos: Ainda que, mesmo que, embora, apesar de, posto que, conquanto, se bem que....

    GAB. A

  • DECORE AS CONJUÇÕES!!!!

     

    CONCESSIVAS PRINCIPALMENTTE (SEMPRE CAI)

     

    Ainda que

    Embora

    Malgrado

    Se bem que

    Nem que

    Por mais que

    Mesmo que

    Conquanto

    Em que pese

    Posto que

  • Quem mora ou já morou em república sabe [ISSO] que, ainda que EMBORA você e seus companheiros de casa se gostem, a coisa não é sempre uma maravilha. subordinada adverbial concessiva intercalada.

  • concessivas

     

    EMBORA, MALGRADO, CONQUANTO, AINDA QUE, MESMO QUE, APESAR DE QUE, SE BEM QUE, NEM QUE, POSTO QUE.

  • Essa banca inventa coisa! Nunca tinha ouvido falar dessa: Oração subordinada adverbial deslocada. Não é o lugar dela aí mesmo?????? Alguém me dá uma luz aqui?

  • CONCESSIVAS PRINCIPALMENTTE (SEMPRE CAI)

     

    Ainda que

    Embora

    Malgrado

    Se bem que

    Nem que

    Por mais que

    Mesmo que

    Conquanto

    Em que pese

    Posto que