SóProvas


ID
2722831
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

                                                     Texto 1


                    Pessoas que têm pesadelos são mais criativas,

                                                 diz estudo


              É hora de repensar o papel do pesadelo na nossa sociedade


      A origem etimológica da palavra “pesadelo” diz muito sobre o sentimento que temos ao despertar de um sonho apavorante. Em português, é derivada da palavra “pesado”, ou seja, remete àquela sensação de peso sobre o peito que só um pesadelo dos bons pode causar. Em inglês, a origem da palavra é ainda mais interessante: é uma conjunção de “night” (noite) e “mare”, que faz referência a espíritos malignos que, para os antigos, possuíam as pessoas durante o sono. Por muito tempo, foi assim que a ciência encarou os pesadelos: como algo negativo, assombroso e estranho criado pelo cérebro. Mas estudos recentes vêm mostrando que é hora de repensar o papel dos pesadelos na nossa sociedade.

      Em um estudo recente publicado na New Scientist, a pesquisadora Michelle Carr, que estuda sonhos na Universidade de Montreal, explica que existem duas teorias dominantes para o surgimento dos pesadelos. Uma é que eles são uma reação a experiências negativas que acontecem enquanto estamos acordados. A outra é a “teoria de simulação de risco”, a ideia de que usamos os pesadelos para “treinar” adversidades, de forma que estejamos mais preparados quando coisas ruins realmente acontecerem. Seja como for, os pesadelos trazem realmente alguns benefícios reais. Um estudo de 2013, por exemplo, descobriu que pessoas que sofrem com pesadelos de forma recorrente são, em geral, mais empáticas. Elas também demonstraram mais tendência a bocejar quando outra pessoa boceja na frente delas, o que é um indicador de empatia.

      Além disso, Carr descobriu que pessoas que têm pesadelos constantes costumam pensar mais “fora da caixa” em tarefas de associação de palavras. Essa é mais uma pesquisa que relaciona sonhos ruins à criatividade; durante os anos 80, o pesquisador do sono Ernest Hartmann, que trabalhou como psiquiatra em uma universidade de medicina em Boston, descobriu que pessoas que buscavam ajuda para ter noites mais tranquilas não eram necessariamente mais assustadiças ou ansiosas, mas tinham maior sensibilidade emocional em geral. Segundo o Science of Us, ele concluiu que sensibilidade é a força motriz por trás de sonhos intensos. Uma sensibilidade mais alta a ameaças ou medo durante o dia pode resultar em sonhos ruins, enquanto paixão e empolgação causarão sonhos mais felizes. E ambos os casos acabam criando impacto na vida real, seja aumentando níveis de estresse após um pesadelo ou criando laços sociais mais fortes após um sonho positivo com alguém que você conhece.

      Mas os efeitos vão além. O estudo de Hartmann aponta que a sensibilidade influencia percepções e pensamentos acordados. Pessoas que têm muitos pesadelos passam a ter pensamentos mais parecidos com sonhos, fazendo conexões inesperadas. É aí que entra a criatividade: estudos anteriores mostram que essas pessoas têm mais aptidão para a criatividade e a expressão artística. Para comprovar isso, Carr realizou o teste com uma série de voluntários, entre eles uma pintora e um músico. Batata: ambos tiraram notas altas no teste de criatividade e, curiosamente, revelaram que sonham constantemente. Para Carr, “a riqueza da imaginação não fica confinada ao sono, mas permeia o pensamento e os sonhos acordados”. 

      Outra conclusão de Carr é que pessoas que têm mais pesadelos acabam tendo mais sonhos positivos que a média geral. Seria uma compensação do cérebro? Só mais pesquisa dirá.

Retirado e adaptado de <http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/05/pessoas-que-tem-pesadelos-sao-mais-criativas-diz-estudo.html> 

Em “[...] a pesquisadora Michelle Carr, que estuda sonhos na Universidade de Montreal, explica que existem duas teorias dominantes [...]”, o excerto em destaque exerce a função de oração subordinada

Alternativas
Comentários
  • Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo. As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.

    A oração subordinada adjetiva explicativa é separada da oração principal por uma pausa, que, na escrita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja indicada como forma de diferenciar as orações explicativas das restritivas: de fato, as explicativas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.

    Fonte: https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint36.php

  • Gabarito: B

  • As orações adjetivas explicativas possuem um valor aproximado de um aposto explicativo.

  • adjetiva expliCatiVa - Com Virgula.


    adjetiva reStritiVa - Sem Virgula.

  •  Michelle Carr, que ( ISSO ) estuda sonhos na Universidade de Montreal,


    Conjunção INTEGRANTE


    adjetiva restritiva - Sem Virgula.--------> adjetiva explicativa - Com Virgula.






  • Anelo por questões dessa forma na PCES

  • eu tambem gostaria alfartano alexsander mas acho que nao kkkkk

  • A) substantiva objetiva direta.

    B) adjetiva explicativa.

    C) substantiva predicativa.

    D) adjetiva restritiva.

    E) substantiva completiva nominal.

    Há aquelas que restringem ou especificam o sentido do termo a que se referem, individualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa, sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas.

    Existem também orações que realçam um detalhe ou amplificam dados sobre o antecedente, que já se encontra suficientemente definido, as quais denominam-se subordinadas adjetivas explicativas.

    Exemplo 1:

    Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um homem que passava naquele momento. 

          Oração Subordinada Adjetiva Restritiva

    Nesse período, observe que a oração em destaque restringe e particulariza o sentido da palavra "homem": trata-se de um homem específico, único. A oração limita o universo de homens, isto é, não se refere a todos os homens, mas sim àquele que estava passando naquele momento.

    Exemplo 2:

    O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente.

          Oração Subordinada Adjetiva Explicativa

    Nesse período, a oração em destaque não tem sentido restritivo em relação à palavra "homem": na verdade, essa oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de "homem".

    Fonte: https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint36.php

  • Explicativa o QUE dá sentido de explicação !!

  • O trecho da frase que está entre virgulas significa que é explicativa.

    Entre ,..........,>>EXPLICATIVA

    Sem............>>RESTRITIVA

    e para descobrir se é adjetiva, basta observar se a oração subordinada é iniciada por pronome relativo

    no caso o que é PR.

  • ta mais para sub.subs. apositiva.

  • GABARITO B.

    Com vírgula - Explica.

    Sem vírgula - Restringe.

  • pra ser oração subordinada adjetiva tem que ter pronome relativo, e é o caso da questão, para saber se é pronome relativo troca o QUE pela a qual, os quais, as quais, com Vírgulas explicativas, sem vírgulas restritivas!

    #Pertenceremos#

  • Orações coordenadas possuem independência sintática. Podem ser assindéticas – sem conjunção – ou sindéticas – com conjunção.

    Orações subordinadas possuem dependência sintática. Elas podem ser

    Substantivas: exercem função de complemento verbal e nominal, sujeito, predicativo, aposto. Podem ser substituídas por ISSO.

    Adjetivas: exercem função de adjunto adnominal. São introduzidas por pronome relativo. Podem ser restritivas – sem vírgula – ou explicativas – com vírgula.

    Adverbiais: exercem função de adjunto adverbial. São introduzidas por conjunções, e são estas conjunções que as classificam.

    ERA PARA SER UMA ANOTAÇÃO PARTICULAR, MAS O QC ESTÁ ''TENTANDO'' RESOLVER MEU PROBLEMA COM AS ANOTAÇÃO (ELAS NÃO SALVAM) HÁ QUASE 15 DIAS.

    SE NÃO ESTIVESSE PAGO ATÉ O FIM DO ANO JÁ TERIA TROCADO DE SITE HÁ MUITO TEMPO. QUE ARREPENDIMENTO!