SóProvas


ID
3089032
Banca
VUNESP
Órgão
IPREMM - SP
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

      Membro da equipe curatorial do Brooklyn Museum desde 1998, Edward Bleiberg é especialista em arqueologia e em arte egípcias. Ele é o autor de uma pesquisa que busca compreender por que as estátuas egípcias têm não só o nariz quebrado, mas outras partes do corpo, como as mãos.

      Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes quebradas não são comuns apenas em se tratando de protuberâncias de estátuas, mas também em baixos-relevos, como entalhes em placas de pedra, por exemplo.

      Isso indica que não se trata apenas de eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas sugere que ele é proposital.

     Os egípcios acreditavam que a essência de uma deidade ou parte da alma de um ser humano morto podiam habitar estátuas que os representassem.

      Em tumbas e templos, estátuas e relevos em pedra tinham propósitos ritualísticos e eram um ponto de encontro entre o mundo sobrenatural e o mundo natural.

      Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma tumba tinham o propósito de alimentar a pessoa morta com a comida deixada como oferenda.

      Segundo a explicação encontrada por Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o objetivo de “desativar a força da imagem”.

      Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.

      Normalmente, as oferendas eram transmitidas com a mão esquerda. Por isso, muitas estátuas dedicadas à transmissão de oferendas tinham os braços esquerdos depredados. Por outro lado, estátuas que recebiam as oferendas tinham as mãos direitas depredadas.

      Posteriormente, durante o período cristão, entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as estátuas eram vistas como demônios pagãos e, também, acabavam atacadas.

(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019. Adaptado)

Uma das crenças derrubadas pelo pesquisador Edward Bleiberg é a de que

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    → Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes quebradas não são comuns apenas em se tratando de protuberâncias de estátuas, mas também em baixos-relevos, como entalhes em placas de pedra, por exemplo.

    >>> Ou seja, o pesquisador derrubou/desfez a crença de que o fato de o nariz ser uma protuberância do corpo explicava sua comum ausência.

    FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • Assertiva A

    Segundo a explicação encontrada por Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o objetivo de “desativar a força da imagem”.

       Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.

  • Por que a E está errada?

  • Alternativa A.

    O fato do nariz estar localizado na parte superior do corpo (cabeça), e estar quebrado, não significa dizer que houve eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas segundo Edward Bleiberg é proposital.

    Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.

    Desta forma, Edward Bleiberg derruba essa crença errônea que uma estátua egípcia com o nariz quebrado, é fruto de eventual acidente ou desgaste em razão do tempo.

  • Tá aqui o porquê da E está equivocada:

    "Isso indica que não se trata apenas de eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas sugere que ele é proposital."

    Esse "apenas" quer dizer que o autor não desconstruiu totalmente a condição de intempéries serem a causa (quis dizer que havia outros motivos além desse).

  • Esta questão avalia a capacidade do concurseiro de localizar e interpretar informações em um texto. Além disso, o candidato deve demonstrar que conhece o sentido de certas palavras.  

     

    Pois bem, após a leitura do texto associado – uma matéria publicada no Nexo Jornal em 2019 – o candidato deveria assinalar qual era uma das crenças rechaçadas (derrubadas) pelo pesquisador Edward Bleiberg, cientista citado na matéria. Dito isto, vamos à resolução:

     

    Na verdade a resposta está já no segundo parágrafo. O cientista afirma que era algo comum que protuberâncias do corpo fossem quebradas nas estátuas egípcias. E lembrem-se de que eu falei sobre a importância de o concurseiro conhecer os sentidos das palavras? Pois então. Protuberância é uma coisa que se destaca em uma superfície. Se pensarmos que os narizes das estátuas eram elementos que se destacavam da superfície do material esculpido e se associamos essa informação às afirmações de Bleiberg (segundo parágrafo), concluiremos que a única alternativa correta é a A.

     

    Gabarito do Professor: Letra A.