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ID
318109
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

No que se refere ao processo psicodiagnóstico, julgue os itens que se seguem.

Por meio dos dados obtidos no psicodiagnóstico, podem-se embasar os objetivos do prognóstico e da prevenção.

Alternativas
Comentários
  • Certo 

    Para CUNHA (2000), o psicodiagnóstico pode ter um ou vários objetivos, dependendo dos motivos do encaminhamento, conforme resumo no quadro abaixo:


    Objetivos Especificação Classificação simples O exame compara a amostra do comportamento do examinando com os resultados de outros sujeitos da população geral ou de grupos específicos, com condições demográficas equivalentes; esses resultados são fornecidos em dados quantitativos, classificados sumariamente como em uma avaliação de nível intelectual. Descrição Ultrapassa a classificação simples, interpretando diferenças de escores, identificando forças e fraquezas e descrevendo o desempenho do paciente, como em uma avaliação de déficits neuropsicológicos. Classificação nosológica Hipóteses iniciais são testadas, tomando como referência critérios diagnósticos. Diagnóstico diferencial São investigadas irregularidades ou inconsistências do quadro sintomático, para diferenciar alternativas diagnósticas, níveis de funcionamento ou a natureza da patologia. Avaliação compreensiva É determinado o nível de funcionamento da personalidade, são examinadas as funções do ego, em especial a de insight, condições do sistema de defesas, para facilitar a indicação de recursos terapêuticos e prever a possível resposta aos mesmos. Entendimento dinâmico Ultrapassa o objetivo anterior, por pressupor um nível mais elevado de inferência clínica, havendo uma integração de dados com base teórica. Permite chegar a explicações de aspectos comportamentais nem sempre acessíveis na entrevista, à antecipação de fontes de dificuldades na terapia e à definição de focos terapêuticos, etc. Prevenção Procura identificar problemas precocemente, avaliar riscos, fazer uma estimativa de forças e fraquezas do ego, de sua capacidade para enfrentar situações novas, difíceis, estressantes. Prognóstico Determina o curso provável do caso. Perícia forense Fornece subsídios para questões relacionadas com “insanidade”, competência para o exercício das funções de cidadão, avaliação de incapacidades ou patologias que podem se associar com infrações da lei, etc.


     

  • Acredito que esta questão caberia recurso. Ela fala:  "Por meio dos dados obtidos no psicodiagnóstico, podem-se embasar os objetivos do prognóstico e da prevenção".

    Para ela estar certa a correta escrita seria: ... embasar os objetivos: (dois pontos) Prognóstico e Prevenção. Na forma como foi feita a redação dá margem para interpretar que prognóstico possui objetivos, e na realidade não tem objetivos envolvidos no prognóstico, mas sim o prognóstico é um objetivo do psicodiagnóstico.
     osOos objetivos do prognóstico e da prevenção oos
    os objetivos do prognóstico e da prevenção.  os objetivos do prognóstico e da prevenção.   
  • Mas colega, o prognóstico É um objetivo do psicodiagnóstico. Portanto, não caberia recurso coisíssima nenhuma. 
  • Para CUNHA (2000), o psicodiagnóstico pode ter um ou vários objetivos, dependendo dos motivos do encaminhamento. Objetivo de:


    Classificação simples;
    Descrição;
    - Classificação Nosológica;
    Diagnóstico diferencial;
    Avaliação compreensiva;
    Entendimento dinâmico;
    Prevenção;
    - Prognóstico;
    Perícia forense.
  • Correto.

    Segundo Cunha, o psicodiagnóstico pode ser classificado em nove objetivos, dentre eles:


    Prevenção: procura identificar problemas precocemente, avaliar riscos, fazer uma estimativa de forças e fraquezas do ego, de sua capacidade para enfrentar situações novas, difíceis, estressantes. Não pressupõe maior profundidade; fundamenta-se no desenvolvimento de programas preventivos, de grupos maiores.


    Prognóstico: determina o curso provável do caso. Depende fundamentalmente da classificação nosológica.

  • Na verdade a Larrisa não disse que o prognóstico não é um objetivo, mas sim que o prognóstico não tem objetivos. 
    Do jeito que a questão está escrita dá a entender que o prognóstico tem objetivos e não que ele é um objetivo. 

  • Para CUNHA (2000), o psicodiagnóstico pode ter um ou vários objetivos, dependendo dos motivos do encaminhamento, conforme resumo no quadro abaixo:

    Objetivos Especificações:

     Classificação simples: O exame compara a amostra do comportamento do examinando com os resultados de outros sujeitos da população geral ou de grupos específicos, com condições demográficas equivalentes; esses resultados são fornecidos em dados quantitativos, classificados sumariamente como em uma avaliação de nível intelectual.

     Descrição: Ultrapassa a classificação simples, interpretando diferenças de escores, identificando forças e fraquezas e descrevendo o desempenho do paciente, como em uma avaliação de déficits neuropsicológicos.

     Classificação nosológicaHipóteses iniciais são testadas, tomando como referência critérios diagnósticos. 

    Diagnóstico diferencial: São investigadas irregularidades ou inconsistências do quadro sintomático, para diferenciar alternativas diagnósticas, níveis de funcionamento ou a natureza da patologia. 

    Avaliação compreensiva: É determinado o nível de funcionamento da personalidade, são examinadas as funções do ego, em especial a de insight, condições do sistema de defesas, para facilitar a indicação de recursos terapêuticos e prever a possível resposta aos mesmos. 

    Entendimento dinâmico: Ultrapassa o objetivo anterior, por pressupor um nível mais elevado de inferência clínica, havendo uma integração de dados com base teórica. Permite chegar a explicações de aspectos comportamentais nem sempre acessíveis na entrevista, à antecipação de fontes de dificuldades na terapia e à definição de focos terapêuticos, etc. 

    Prevenção: Procura identificar problemas precocemente, avaliar riscos, fazer uma estimativa de forças e fraquezas do ego, de sua capacidade para enfrentar situações novas, difíceis, estressantes.

    Prognóstico: Determina o curso provável do caso. 

    Perícia forense: Fornece subsídios para questões relacionadas com “insanidade”, competência para o exercício das funções de cidadão, avaliação de incapacidades ou patologias que podem se associar com infrações da lei, etc.