SóProvas


ID
3523735
Banca
FUNDEP (Gestão de Concursos)
Órgão
CAU-MG
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos podem enviesar internet, alertam especialistas

Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo. Eles viraram o núcleo dos serviços digitais na última década.

Embora a vida tenha ficado mais fácil desde que eles apareceram – basta lembrar de como era pesquisar sobre qualquer assunto sem o Google –, há indícios de que esses softwares não sejam tão neutros e inofensivos quanto parecem.

“Os algoritmos têm um grande papel nas escolhas das pessoas hoje em dia”, diz o professor de Ciências da Computação da Universidade de Washington, Pedro Domingos. “Eles determinam o que vemos no Google, escolhem três quartos dos filmes assistidos no Netflix e sugerem um terço de tudo o que é comprado na Amazon.”

Isso não seria um grande problema, se todo mundo soubesse como os algoritmos funcionam e que, dependendo de quem o desenvolveu, eles podem apresentar resultados enviesados. Contudo, hoje eles são como segredos industriais. “Os algoritmos são feitos para beneficiar quem está por trás deles”, alertou, em entrevista ao Estado, a matemática norte-americana Cathy O’Neil, autora do livro Weapons of Math Destruction (Armas de Destruição Matemática, em tradução livre). “Eles têm sido usados para separar vencedores de perdedores na internet.”

Viés

Nos Estados Unidos, os exemplos de algoritmos “viciados” se acumulam. Em 2016, a agência de notícias Bloomberg revelou que a Amazon não entregava produtos no mesmo dia em bairros predominantemente negros. A empresa negou que seu algoritmo levasse em conta a raça dos clientes.

Outro caso envolve o uso da tecnologia por juízes norte-americanos para determinar penas. Uma investigação da organização sem fins lucrativos ProPublica mostrou que negros tinham o dobro de chances de receberem uma pena mais longa que brancos. Há também casos de sites de emprego que não mostram vagas com altos salários para mulheres e de financeiras que cobram taxas mais altas de quem mora na periferia.

“Os algoritmos aprendem com os dados que são oferecidos a ele”, explica Júlio Monteiro, doutorando em Ciências da Computação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “Se quem está por trás é preconceituoso, ele pode manter esse perfil.” 

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, o uso intensivo de algoritmos prejudica a sociedade, pois limita o acesso à web. “A regulação algorítmica melhora a democracia? Acredito que não”, defende o pesquisador. “É o acesso pleno a todos os conteúdos da rede que me ajuda a ampliar os pontos de vista.” Essa curadoria automatizada é o que tem provocado o “efeito bolha” nas redes sociais, em que as pessoas só veem conteúdos que reforçam suas crenças.

Solução

Especialistas consultados são unânimes em defender que é preciso criar órgãos independentes para auditar os algoritmos. “Imagino um futuro em que decisões são tomadas por eles”, diz Cathy. “Mas é preciso poder pedir explicações.”

Por enquanto, esse tipo de garantia só está prevista na União Europeia, onde o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) deve entrar em vigor em maio de 2018. A nova lei, que representa a maior mudança na área de privacidade online em 20 anos, prevê que cidadãos possam exigir explicações às empresas por trás dos algoritmos.

Apesar de apresentarem riscos, esses programas são considerados um mal necessário no mundo digital. “Antes, a TV decidia o que veríamos, mas na internet passamos a escolher livremente o que consumir”, diz Edney Souza, professor da ESPM. “A maioria não estava pronta para este salto. O algoritmo está no meio do caminho.” [...]
Disponível em: <encurtador.com.br/tuGH0>.
Acesso em: 23 abr. 2019.

Releia este trecho.

Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo.”

A respeito dos verbos destacados no trecho anterior, analise as afirmativas a seguir.

I. Os verbos destacados estão, respectivamente, no pretérito imperfeito (era); pretérito perfeito (chegou, pegou, correu) e presente (é), todos na terceira pessoa do singular.
II. A mudança dos verbos do pretérito para verbos no presente indica a transição entre a parte narrativa e a parte descritiva do texto.
III. Em “o rapaz chegou em casa”, observa-se o uso do modo subjuntivo do verbo ‘chegar’, que indica certeza em relação à ação descrita.

Está correto o que se afirma em

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

    Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo.”

    I. Os verbos destacados estão, respectivamente, no pretérito imperfeito (era); pretérito perfeito (chegou, pegou, correu) e presente (é), todos na terceira pessoa do singular → CORRETO.

    II. A mudança dos verbos do pretérito para verbos no presente indica a transição entre a parte narrativa e a parte descritiva do texto → CORRETO. Somente em negrito (=indicam a parte narrativa, um conto); em vermelho (presente do indicativo, indicam a parte descritiva, modalidade de composição textual cujo objetivo é fazer um retrato por escrito (ou não) de um lugar, uma pessoa, um animal, um pensamento, um sentimento, um objeto, um movimento etc).

    III. Em “o rapaz chegou em casa”, observa-se o uso do modo subjuntivo do verbo ‘chegar’, que indica certeza em relação à ação descrita → INCORRETO. O verbo está conjugado na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo.

    ☛ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

  • A questão exige conhecimento sobre tempo e modo verbal, e também de tipologia textual. Vejamos:

    I. Correta.

    Era - Podemos observar um passado inacabado, função essa representada pelo pretérito imperfeito do indicativo.

    Chegou, pegou e correu- são ações que iniciaram e terminaram, por isso, são classificadas como pretérito perfeito do indicativo.

    É- está sendo alguma coisa no momento em que se fala, momento atual, chamamos isso de presente do indicativo.

    Portanto, essa alternativa está correta.

    II. Correta.

    A primeira parte representada pelos verbos do passado estão narrando um fato e a segunda está fazendo uma descrição do acontecimento que ocorria todas as noites. Portanto, a assertiva está certa.

    III. Incorreta.

    Quando diz "“o rapaz chegou em casa”, podemos ter certeza que o rapaz chegou em casa, porque a ação foi concluída. Esse é o aspecto semântico do verbo pretérito perfeito do indicativo. Por isso, não se confunde com um verbo do modo subjuntivo que tem a semântica de incerteza.

    Vejam: se o rapaz chegasse em casa... (verbo conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo.)

     Após análise das frases, foi possível ter a seguinte sequência: V, V, F

    Com isso, podemos afirmar que a correta é a alternativa B

     GABARITO: B

  • Objetivo..

    I.Pretérito perfeito: ação finalizada no passado.

    Jogou bola com os colegas.

    Pretérito Imperfeito:

    Ação repetitiva no passado.

    Pretérito Mais-que-perfeito:

    Ação no passado anterior a outra.

    Terminação (ara).

    II. Ao alterar a mudança temporal causa alteração de sentido.

    III. O subjuntivo = incerteza, hipótese

    Imperativo = ordem, desejo, súplica.

    Indicativo= indica certeza.

    Cada dia de estudos = próximo da aprovação

  • QC, por que razão trocam o que está dando certo?

    Um dos maiores pontos positivos é o comentário em vídeo de Português. 

    Por que regredir para comentários escritos?

  • Letra B

    III - Modo Indicativo = indica certeza.