SóProvas



Questões de Morfologia - Verbos


ID
715
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Da ação dos justos

Em recente entrevista na TV, uma conhecida e combativa
juíza brasileira citou esta frase de Disraeli*: “É preciso que
os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. Para a
juíza, o sentido da frase é atualíssimo: diz respeito à freqüente
omissão das pessoas justas e honestas diante das manifestações
de violência e de corrupção que se multiplicam em
nossos dias e que, felizmente, têm chegado ao conhecimento
público e vêm sendo investigadas e punidas. A frase propõe
uma ética atuante, cujos valores se materializem em reação
efetiva, em gestos de repúdio e medidas de combate à barbárie
moral. Em outras palavras: que a desesperança e o silêncio não
tomem conta daqueles que pautam sua vida por princípios de
dignidade.

Como não concordar com a oportunidade da frase?
Normalmente, a indignação se reduz a conversas privadas, a
comentários pessoais, não indo além de um mero discurso
ético. Se não transpõe o limite da queixa, a indignação é
impotente, e seu efeito é nenhum; mas se ela se converte em
gesto público, objetivamente dirigido contra a arrogância
acanalhada, alcança a dimensão da prática social e política, e
gera conseqüências.

A frase lembra-nos que não costuma haver qualquer
hesitação entre aqueles que se decidem pela desonestidade e
pelo egoísmo. Seus atos revelam iniciativa e astúcia, facilitadas
pela total ausência de compromisso com o interesse público.
Realmente, a falta de escrúpulo aplaina o caminho de quem não
confronta o justo e o injusto; por outro lado, muitas vezes faltam
coragem e iniciativa aos homens que conhecem e mantêm viva
a diferença entre um e outro. Pois que estes a deixem clara, e
não abram mão de reagir contra quem a ignore.

A inação dos justos é tudo o que os contraventores e
criminosos precisam para continuar operando. A cada vez que
se propagam frases como “Os políticos são todos iguais”,
“Brasileiro é assim mesmo” ou “Este país não tem jeito”,
promove-se a resignação diante dos descalabros. Quem vê a
barbárie como uma fatalidade torna-se, ainda que não o queira,
seu cúmplice silencioso.


* Benjamin Disraeli, escritor e político britânico do século XIX.
(Aristides Villamar)

É exemplo de construção verbal na voz passiva:

Alternativas
Comentários
  • Voz verbal é uma categoria gramatical que indica a relação entre o sujeito, o verbo e o objeto da oração. O sujeito pode praticar ou sofrer a ação expressa pelo verbo. Se a pratica, a voz é ativa; se a sofre, a voz é passiva.
    Nesse caso a única alternativa que mostra uma ação sendo sofrida pelo verbo é a da alternativa (D) (...) vêm sendo investigadas e punidas.
    As demais praticam a ação. Reparem sempre no verbo.
    (A) não concordar; (B) não transpõe; (C) pautam...e (E) ...indo além
  • Alternativa D
    Por ser a única que existe uma locução verbal (Vêm sendo).
  • Ser+ particípio = voz passiva analítica

  • Gabarito: Letra D

     

    Resuminho de voz passiva:

     

    Voz passiva Analítica

    *  Ser + Particípio do Verbo Principal

     

    Voz passiva Sintética

    *  Verbo na 3° pessoa + Pronome apassivador

     

    DICAS:

    * Em geral, se voz ativa tiver um verbo, voz passiva terá dois verbos. Se tiver dois verbos na voz ativa, a voz passiva conterá três verbos.

    * Deve-se preservar a correlação verbal


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  • vêm sendo investigadas e punidas.

  • Normalmente, as orações na voz passiva analítica são contruídas por locuções verbais (verbo ser auxiliar + verbo principal no particípio)

    Ex: A menina foi salva pelo médico

    Foi - verbo ser no presente do indicativo (auxiliar)

    Salva - particípio irregular do verbo salvar (principal)

  • Obrigado a todos

  • Gabarito: Letra D

     

    Resuminho de voz passiva:

     

    Voz passiva Analítica

    *  Ser + Particípio do Verbo Principal

     

    Voz passiva Sintética

    *  Verbo na 3° pessoa + Pronome apassivador


ID
730
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Da ação dos justos

Em recente entrevista na TV, uma conhecida e combativa
juíza brasileira citou esta frase de Disraeli*: “É preciso que
os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. Para a
juíza, o sentido da frase é atualíssimo: diz respeito à freqüente
omissão das pessoas justas e honestas diante das manifestações
de violência e de corrupção que se multiplicam em
nossos dias e que, felizmente, têm chegado ao conhecimento
público e vêm sendo investigadas e punidas. A frase propõe
uma ética atuante, cujos valores se materializem em reação
efetiva, em gestos de repúdio e medidas de combate à barbárie
moral. Em outras palavras: que a desesperança e o silêncio não
tomem conta daqueles que pautam sua vida por princípios de
dignidade.

Como não concordar com a oportunidade da frase?
Normalmente, a indignação se reduz a conversas privadas, a
comentários pessoais, não indo além de um mero discurso
ético. Se não transpõe o limite da queixa, a indignação é
impotente, e seu efeito é nenhum; mas se ela se converte em
gesto público, objetivamente dirigido contra a arrogância
acanalhada, alcança a dimensão da prática social e política, e
gera conseqüências.

A frase lembra-nos que não costuma haver qualquer
hesitação entre aqueles que se decidem pela desonestidade e
pelo egoísmo. Seus atos revelam iniciativa e astúcia, facilitadas
pela total ausência de compromisso com o interesse público.
Realmente, a falta de escrúpulo aplaina o caminho de quem não
confronta o justo e o injusto; por outro lado, muitas vezes faltam
coragem e iniciativa aos homens que conhecem e mantêm viva
a diferença entre um e outro. Pois que estes a deixem clara, e
não abram mão de reagir contra quem a ignore.

A inação dos justos é tudo o que os contraventores e
criminosos precisam para continuar operando. A cada vez que
se propagam frases como “Os políticos são todos iguais”,
“Brasileiro é assim mesmo” ou “Este país não tem jeito”,
promove-se a resignação diante dos descalabros. Quem vê a
barbárie como uma fatalidade torna-se, ainda que não o queira,
seu cúmplice silencioso.


* Benjamin Disraeli, escritor e político britânico do século XIX.
(Aristides Villamar)

Quanto à forma dos verbos e à correlação entre os tempos e os modos empregados, está inteiramente correta a frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Se não transpor o limite da queixa, a indignação será impotente e se reduziria a conversas privadas.--> Se não transpuser/transpusesse o limite da queixa, a indignação será/seria impotente e se reduzirá/reduziria a conversas privadas.

    b) A inação dos justos será tudo o que os contraventores e criminosos sempre requiseram para ter seu caminho bem aplainado --> A inação dos justos é tudo o que os contraventores e criminosos sempre requereram para ter seu caminho bem aplainado. * Atenção a conjugação do verbo requerer é diversa do verbo querer.
    http://www.conjuga-me.net/verbo-requerer x http://www.conjuga-me.net/verbo-querer

    c) CORRETA

    d) Quem doravante ver a barbárie como uma fatalidade, saiba que, ainda que não o quisesse, estaria sendo seu cúmplice silencioso. --> Quem doravante vê a barbárie como uma fatalidade, saiba que, ainda que não o queira, estará sendo seu cúmplice silencioso.

    e) Caso seja visto como uma fatalidade, a barbárie teria como cúmplices silenciosos os que assim a considerariam. --> Caso seja/fosse visto como uma fatalidade, a barbárie terá/teria como cúmplices silenciosos os que assim a consideram/considerariam.
  • Só complementando....

    A letra correta (C) obedece as regras de correlação verbal:

    Caso não transpusesse (Pretérito Imperfeito do subjuntivo) o limite da queixa, a indignação seria ( Futuro do pretérito) impotente, reduzindo-se a conversas privadas. 
  • (A) Se não transpusermos o limite da queixa, a indignação será impotente e se reduzirá a conversas privadas.
    (B) A inação dos justos será tudo o que os contraventores e criminosos sempre requereram para ter seu caminho bem aplainado.
    (C) Correta, “transpusesse” é derivado de “pôr”:
    (D) Quem doravante vir a barbárie como uma fatalidade, saiba que, ainda que não o queira, estará sendo seu cúmplice silencioso. 
    (E) Caso seja vista como uma fatalidade, a barbárie terá como cúmplices silenciosos os que assim a considerarão.
    Bons estudos

  • Resposta c.

    Conjugação de transpor no presente subjuntivo:

    se eu transpusesse

    se tu transpusesses

    se ele/ela transpusesse

    se nós transpuséssemos

    se vós transpusésseis

    se eles/elas transpusessem

     Conjugação de requerer no futuro subjuntivo

    quando tu requereres

    quando ele/ela requerer

    quando nós requerermos

    quando vós requererdes

    quando eles/elas requererem

  • GABARITO LETRA C 

     

    CORRELAÇÃO VERBAL 

     

    FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO + PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO 


ID
2437
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso - tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de dois dias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

No trecho "a paisagem mudara por completo" (l. 6), observa-se a utilização do pretérito mais-que-perfeito com o intuito de descrever uma ação:

Alternativas
Comentários
  •  O pretérito mais que perfeito, semânticamente, indica uma ação que aconteceu antes de outra também no passado...

    Gabarito:B

  • As alternativas "A", "C" e "E" nem estão no pretérito.

    E por que, mesmo estando no pretérito, a alternativa "D" está incorreta.


    O pretérito IMPERFEITO é também chamado de passado IMPONTUAL, e é o único dentre os pretéritos que tem essa característica.

    Logo o  "+ que perfeito" refere-se a um fato pontual realizado no passado. Se é Pontual, não pode ser VAGAMENTE. 

ID
2455
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso - tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de dois dias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

O texto II se inicia com um período escrito na voz ativa. Transpondo-o para a voz passiva, o resultado será:

Alternativas
Comentários
  • Errei..Dei mole.

    A letra B tá certa pois somente o que era O.D. ("parte de nosso efetivo" ) na voz ativa, é que se transforma em Sujeito na voz passiva.

    Verbo SER + V.T.D. no PARTICÍPIO. = VOZ PASSIVA ANALÍTICA ou VOZ PASSIVA COM AUXILIAR.



  • Na passiva analítica o objeto direto se transforma em sujeito paciente.

    Eu comprei um carro.
    Um carro foi comprado por mim.

    Se não houver um objeto direto, não será possível fazer a voz passiva.


    Porém a questão cobrou conhecimentos mais básicos que isso.

    Na voz passiva analítica sempre haverá um verbo auxiliar. E ele sempre estará no mesmo tempo verbal que a voz ativa.

    Os verbos auxiliares são: ser, estar e ficar.

    Os verbos que iniciam a locução verbal das alternativas A, C e E não são auxiliares.

    Na alternativa "D" nem há verbo auxiliar.
  • O professor estava inspirado!! :)

  • Muito boas as aulas. Parabéns!

    • Parte de nosso efetivo foi posta enjoada e cabisbaixa pelo balanço do barco, o mar instável e a chuva, durante as quatro horas de travessia;

    • FOI (verbo SER) POSTA (PARTICÍPIO)

    Passiva analítica.

    • o barco, o mar instável e a chuva, (Suj. Ativo)


ID
2629
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 apóiam-se no texto
apresentado abaixo.

Rios caudalosos e lagos deslumbrantes, cachoeiras e
corredeiras, cavernas, grutas e paredões. Onças, jacarés, tamanduás,
capivaras, cervos, pintados e tucunarés, emas e
tuiuiús. As maravilhas da geologia, fauna e flora do Brasil Central
reunidas em três ecossistemas únicos no mundo - Pantanal,
Cerrado e Floresta Amazônica
?, poderiam ser uma abundante
fonte de receitas turísticas. Mas não são, e os Estados da
região agradecem.
Para preservar seus delicados santuários ecológicos, o
Centro-Oeste mantém rigorosas políticas de controle do turismo,
com roteiros demarcados e visitação limitada. Assim é feito
em Bonito, município situado na Serra da Bodoquena, cujas
belezas naturais despertaram os fazendeiros para as oportunidades
do turismo.

(Adaptado de O Estado de S. Paulo, Novo mapa do Brasil,
H16, 20 de novembro de 2005)

O verbo flexionado corretamente está grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) requereramb) vieramc) dispuseram-sed) sobrevierame) obtiveram
  • (A), o verbo “requerer” corretamente flexionado no pretérito perfeito do indicativo é “requereram”.
    (B), o verbo “vir” corretamente flexionado no futuro do presente do indicativo é “virão”.
    (C), o verbo “dispor” (derivado de “pôr”) corretamente flexionado no pretérito perfeito do indicativo é “dispuseram”.
    (D) é a correta, pois “sobrevieram” é derivado do verbo “vir” (vieram).
    (E), o verbo “obter” (derivado do verbo “ter”) corretamente flexionado no pretérito perfeito do indicativo é “obtiveram”
    Bons estudos

  • Como a FCC gosta da conjugação do verbo VIR, PÔR, TER E VER  e seus derivados! Não podemos ir para a prova sem saber isso =)

  • A) Requereram, pretérito perfeito do indicativo.

    B) Virão, do futuro do presente do indicativo.

    C) Dispuseram, pretérito perfeito do indicativo. "Dispor" deriva de "pôr". Assim, lembre de "puseram"

    D) Sobrevieram, pretérito perfeito do indicativo. "Sobrevir" deriva de "vir". Assim, lembre de "vieram"

    E) Obtiveram, pretérito perfeito do indicativo. "Obter" deriva de "ter". Assim, lembre de "tiveram"

  • Em 2006 eu teria passado em um concurso rs


ID
2668
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Saiba mais sobre nossos serviços, acessando o site www.com.br

O verbo grifado em cada uma das alternativas, que está flexionado de maneira idêntica à do verbo também grifado na frase acima, é:

Alternativas
Comentários
  • TANTO O VERBO DA LETRA "C" COMO O DA LETRA "D" ESTÃO NO PRESENTE DO SUBJUNTIVO. CONCORDAM?
  • Saiba / Espere: Imperativo
  • Neste caso a letra D também seria imperativo? ESTEJA ?
  • A questão fala de presente do subjuntivo, mas a letra D está errada, pois a formação do pres. do subj. é a seguinte: Deve-se cortar o "O" da 1ª pess. do sing. do pres. do ind. e trocá-lo pela vogal "E", caso o verbo pertença a 1ª conjugação. Se o verbo pertencer à 2ªou 3ª conjugação, troca-se o "O" pela vogal "A".
    Ex.: Magoar= eu magoo- que eu magoe;
    poder= eu posso- que eu possa;
    partir= eu parto- que eu parta.
    Letra.D verbo estar= pres. ind. eu estou; pres. do subj. que eu esteje, que tu estejes, que ele esteje e não esteja.
  • NA LETRA "C" E "D" ENCONTRAMOS VERBOS NO PRESENTE DO SUBJUNTIVO. NESSE CASO DEVEMOS NOS ATENTAR PARA O COMANDO DA QUESTÃO, POIS LÁ, PEDE-SE A FLEXÃO IDÊNTICA DO VERBO DO ENUNCIADO. E TEMOS LÁ "SAIBA" (QUE ESTÁ NA 1ª OU 3ª PESSOA DO SUBJUNTIVO) IGUALMENTE A LETRA "C", ENQUANTO QUE A LETRA "D" ESTÁ TAMBÉM NA 1ª OU 3ª PESSOA DO SUBJUNTIVO, NO ENTANTO, FAZ UMA MENÇÃO À 2ª PESSOA "VOCÊ". CERTO!
  • Bom! Temos que ver, neste caso, primeiro se é uma ordem, o que é de fato. Então é IMPERATIVO, assim pegue em tua apostila ou livro as conjugações do presente do indicativo (tu e vós), e o presente do subjuntivo (ele, nós, eles). SAIBA - seu infinitivo é sabER; (que saibA tu) - vem do TU saibAS sem "s".Espere - seu infinitivo é esperAR; (que esperE tu) - vem do TU esperES sem "s".Abração
  • Gabarito letra C.

    Saiba = Imperativo afirmativo

    Espere = Imperativo afirmativo (ORDEM - espere) ou Presente Subjuntivo (DUVIDOSO - que você espere)

    Esteja = Imperativo afirmativo (ORDEM - esteja) ou Presente Subjuntivo (DUVIDOSO - que você esteja)

    BOM, podemos constatar que apenas a lera C reproduz uma ordem.

  • muitas abobrinhas foram ditas aqui, concordam ?

    o fato é que "Espere", na alternativa C, e "esteja", na alternativa D, ambas estão conjugadas na 3ª pessoa do singular do Imperativo Afirmativo, que é a conjugação de "Saiba", do enunciado da questão.

    Sabe (tu) .... Saiba (você)
    Espera (tu)... Espere (v0cê)
    Está (tu) [estranho, mas é o correto]... Esteja (você)
     
    Contudo o que torna a letra C correta, e não a letra D, não é a conjugação isolada do verbo, mas o contexto da frase...
    Na letra C, percebemos a idéia de ordem ou pedido...
    Na letra D, embora a conjugação bata com a exigida pelo imperativo, temos a construção "que você esteja", que, neste caso, é presente do subjuntivo, e não uma conjugação do modo imperativo...

    Dúvidas sobre conjugação ?
    O site abaixo me ajuda bastante:

    http://www.conjuga-me.net/
  • (Que eu) Saiba mais sobre nossos serviços, acessando o site www.com.br


    (Que eu) Espere até sua senha ser apontada por um de nossos atendentes.


    Questão morta!


    Letra C

ID
2815
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

"A batalha para alimentar a humanidade acabou.
Centenas de milhões vão morrer nas próximas décadas, apesar
de todos os programas contra a fome", escreveu o biólogo
americano Paul Ehrlich em seu livro A bomba populacional, de
1968. Não era à toa. O número de pessoas no mundo chegava
a assustadores 3,5 bilhões e, de fato, não existia terra suficiente
para alimentar todas elas.


Mas Ehrlich errou. Ele não acreditava que um daqueles
programas contra a fome daria certo. Era a Revolução Verde,
um movimento que começou nos anos 40. O revolucionário ali
foi dotar a agricultura de duas novidades. A primeira foram os
fertilizantes de laboratório. Criados no começo do século XX,
esses compostos químicos permitiam maior crescimento das
plantas, com três nutrientes fundamentais: nitrogênio, potássio e
fósforo. A segunda novidade eram os pesticidas e herbicidas
químicos, capazes de destruir insetos, fungos e outros inimigos
das lavouras com uma eficiência inédita.

E o resultado não poderia ter sido melhor: com essa dupla,
a produtividade das lavouras cresceu exponencialmente.
Tanto que, hoje, dá para alimentar uma pessoa com o que cresce
em 2 mil metros quadrados; antes, eram necessários 20 mil.


A química salvou a humanidade da fome. Mas cobrou
seu preço. Os restos de fertilizantes, por exemplo, tendem a
escapar para rios e lagos próximos às plantações e chegar à
vegetação aquática. As algas se multiplicam a rodo e, quando
finalmente morrem, sua decomposição consome o oxigênio da
água, sufocando os peixes. Com os pesticidas é pior ainda. Eles
não são terríveis só contra os insetos que destroem lavouras,
mas também contra borboletas, pássaros e outras formas de
vida. A biodiversidade ao redor das fazendas fica minguada e,
quando os agricultores exageram na dose, sobram resíduos nos
alimentos, toxinas que causam danos à saúde das pessoas.
Diante disso, muitos consumidores partiram para uma alternativa:
os alimentos orgânicos, que ignoram os pesticidas e
fertilizantes químicos em nome de integrar a lavoura à natureza.

(Adaptado de Ana Gonzaga. Superinteressante, novembro
2006, p.90-92)

... esses compostos químicos permitiam maior crescimento das plantas... (2o parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do verbo grifado acima está na frase:

Alternativas
Comentários
  • letra d. consumir é verbo transitivo direto, não exigindo preposição, igual ao verbo permitir.

  • a) O número de pessoas no mundo chegava(VTI) a assustadores 3,5 bilhões...  b) ... que começou(VI) nos anos 40 (adj. adv tempo).  c) A primeira foram(VL) os fertilizantes de laboratório(predicativo).  d) ... sua decomposição consome (VTD) o oxigênio da água (OD)...  e) Com os pesticidas é (VL)pior ainda (PREDICATIVO DO SUJEITO).

ID
2818
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

"A batalha para alimentar a humanidade acabou.
Centenas de milhões vão morrer nas próximas décadas, apesar
de todos os programas contra a fome", escreveu o biólogo
americano Paul Ehrlich em seu livro A bomba populacional, de
1968. Não era à toa. O número de pessoas no mundo chegava
a assustadores 3,5 bilhões e, de fato, não existia terra suficiente
para alimentar todas elas.


Mas Ehrlich errou. Ele não acreditava que um daqueles
programas contra a fome daria certo. Era a Revolução Verde,
um movimento que começou nos anos 40. O revolucionário ali
foi dotar a agricultura de duas novidades. A primeira foram os
fertilizantes de laboratório. Criados no começo do século XX,
esses compostos químicos permitiam maior crescimento das
plantas, com três nutrientes fundamentais: nitrogênio, potássio e
fósforo. A segunda novidade eram os pesticidas e herbicidas
químicos, capazes de destruir insetos, fungos e outros inimigos
das lavouras com uma eficiência inédita.

E o resultado não poderia ter sido melhor: com essa dupla,
a produtividade das lavouras cresceu exponencialmente.
Tanto que, hoje, dá para alimentar uma pessoa com o que cresce
em 2 mil metros quadrados; antes, eram necessários 20 mil.


A química salvou a humanidade da fome. Mas cobrou
seu preço. Os restos de fertilizantes, por exemplo, tendem a
escapar para rios e lagos próximos às plantações e chegar à
vegetação aquática. As algas se multiplicam a rodo e, quando
finalmente morrem, sua decomposição consome o oxigênio da
água, sufocando os peixes. Com os pesticidas é pior ainda. Eles
não são terríveis só contra os insetos que destroem lavouras,
mas também contra borboletas, pássaros e outras formas de
vida. A biodiversidade ao redor das fazendas fica minguada e,
quando os agricultores exageram na dose, sobram resíduos nos
alimentos, toxinas que causam danos à saúde das pessoas.
Diante disso, muitos consumidores partiram para uma alternativa:
os alimentos orgânicos, que ignoram os pesticidas e
fertilizantes químicos em nome de integrar a lavoura à natureza.

(Adaptado de Ana Gonzaga. Superinteressante, novembro
2006, p.90-92)

A segunda novidade eram os pesticidas e herbicidas químicos... (2º parágrafo)

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o verbo grifado acima está na frase:

Alternativas
Comentários
  • ERAM: Pretérito Imperfeito do Indicativo.

    a) - ERROU: Pretérito Perfeito do Indicativo;
    b) - EXISTIA: Pretérito Imperfeito do Indicativo;
    c) - CRESCE: Presente do Indicativo;
    d) - MULTIPLICAM-SE: Presente do Indicativo;
    e) - PARTIRAM: Pretérito Perfeito do Indicativo.

    RESPOSTA: "B".

ID
2935
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As crônicas de Rubem Braga



Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam
contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,
observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem
límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma
crônica de Rubem Braga. Os chamados "assuntos menores",
que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista
uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um
passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma
empregada doméstica esperando alguém num portão de
subúrbio
? tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais
importante que a escandalosa manchete do dia. É o que
costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de
humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual
costumamos passar desatentos.
Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como
profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um
dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a
um gênero considerado "menor": a crônica sempre esteve longe
de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do
teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de
dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos
de "páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas
recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de
jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:
resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,
são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram
escritas ou publicadas.
Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo
impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes
de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,
naquele evento organizado por uma grande empresa, a que
comparecera apenas por força de contrato profissional.
Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar
distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já
estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que
os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era
evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,
talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento
(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,
povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas
observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se
nos dissesse: "Não me perguntem mais nada, estou cansado,
tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,
meninos."
E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho
Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do
que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,
meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.



(Manuel Régio Assunção)

Transpondo-se para a voz passiva a frase tudo o que me importou na vida já escrevi, ela ficará:

Alternativas
Comentários
  • Regras da transposição de vozes verbais.Voz ativa: Sujeito ativo + verbo transitivo direto + objeto diretoEntre parênteses o que foi usado da frase na ativa para transformar a voz passiva.Voz passiva: sujeito passivo (O.D.) + locução verbal (V.T.D.) + agente da passivaPara transformar o verbo transitivo direto em locução verbar deveremos utilizar o seguinte esquema:locução verbal = verbo auxiliar (verbo ser) + verbo principal (no particípio)verbo auxiliar: sempre no mesmo tempo e modo do VTDverbo principal: é o mesmo verbo (VTD) no particípiovamos a alguns exemplos para facilitar:Voz ativaObina faz o gol.sujeito ativo: ObinaVTD: faz (presente do indicativo)Objeto direto: o golO gol é feito pelo Obina.Sujeito passivo: o gollocução verbal: é feito > é = mesmo tempo e modo (presente do indicativo) feito = mesmo verbo no particípioagente da passiva: pelo ObinaAgora um exemplo de voz passiva para ativa:Minha mente foi habitada por gnomos.sujeito passivo: minha menteverbo auxiliar: foi (pretérito perfeito do indicativo)verbo principal: habitada (participio)agente da passiva: por gnomosGnomos habitaram minha mente.sujeito ativo: gnomosVTD: habitaramobjeto direto: minha menteComo cheguei ao VTD?sujeito é Gnomos (eles) o verbo principal é habitar, e o tempo e modo eu pego do verbo auxilar foi (pretérito perfeito):Verbo habitarPretérito perfeitoeu habiteitu habitasteele habitounós habitamosvós habitasteseles habitaram Agora análise da frase da questão:tudo o que me importou na vida já escreviSubstituindo: tudo o que me importou na vida = issoescrevi isso.Passando para voz passiva:isso foi escrito por mim.
  • Transpondo-se para a voz passiva a frase tudo o que me importou na vida já escrevi, ela ficará: Tudo o que me importou na vida já foi por mim escrito. Alternativa correta letra "A".
  • Apenas VTD poderá assumir a forma passiva. Onde, o OD será o sujeito da passiva; o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma passiva. 

    Exemplo: Eu o acompanharei. Voz Ativa

                    Ele será acompanhado por mim. Voz Passiva.

    Alternativa correta: A

    Vamos em frente!

  • Lembrar sempre de atentar-se ao tempo do verbo na ativa, pois terá de ser o mesmo tempo na passiva para o verbo "ser". Nesse caso, "já escrevi" que é pretérito perfeito, então na passiva o "ser" estará também no pretérito perfeito "foi".

    Já escrevi - Já foi escrito por mim - Já por mim foi escrito

  • Já foi (loc. verbal): verbo SER + PARTICÍPIO - PASSIVA ANALÍTICA..


ID
2941
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As crônicas de Rubem Braga



Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam
contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,
observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem
límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma
crônica de Rubem Braga. Os chamados "assuntos menores",
que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista
uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um
passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma
empregada doméstica esperando alguém num portão de
subúrbio
? tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais
importante que a escandalosa manchete do dia. É o que
costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de
humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual
costumamos passar desatentos.
Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como
profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um
dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a
um gênero considerado "menor": a crônica sempre esteve longe
de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do
teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de
dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos
de "páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas
recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de
jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:
resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,
são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram
escritas ou publicadas.
Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo
impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes
de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,
naquele evento organizado por uma grande empresa, a que
comparecera apenas por força de contrato profissional.
Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar
distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já
estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que
os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era
evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,
talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento
(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,
povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas
observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se
nos dissesse: "Não me perguntem mais nada, estou cansado,
tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,
meninos."
E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho
Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do
que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,
meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.



(Manuel Régio Assunção)

O leitor que percorrer crônicas do velho Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do que já disse.

Na frase acima, está correta a articulação entre os tempos verbais sublinhados, assim como também estaria no caso da seguinte seqüência:

Alternativas
Comentários
  • O leitor que percorrer crônicas do velho Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do que já disse. Na frase acima, está correta a articulação entre os tempos verbais sublinhados, assim como também estaria no caso da seguinte seqüência:percorresse - saberia - precisava - dissera Alternativa correta letra "C".
  • Para resolver esta questão é importante ter conhecimento dos tempos verbais e substitui-los para que se mantenha a coerência na frase. 

    Percorresse--> Pret. Imperfeito do Subjuntivo

    Saberia --> Futuro do Pretérito do Indicativo

    Precisava--> Pretérito Imperfeito do Indicativo

    Dissera --> Pretérito Mais que Perfeito

  • É uma questão onde se busca identificar as correlações verbais:

    O leitor que percorrer crônicas do velho Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do que já disse.

                                               Fut. Subj x Fut Pres. INd.                              -                    Fut. Pret. Ind x Pret. Imperf. Subj.

    Letra c está correta pois há a relação:

    c) percorresse ? saberia (Fut. Pret. Ind x Pret. Imperf. Subj.) - precisava ? dissera (Pret. IMperf. Ind. x Pret. + Q Perf.)

     

  • A) Não há combinação entre “percorrerá” e “terá sabido”.
    B) O tempo pretérito imperfeito do subjuntivo (“percorresse”) não combina com o futuro do presente do indicativo (“saberá”).
    C) Veja a combinação (futuro do subjuntivo: percorrer / futuro do presente do indicativo: saberá). Isso já leva você a combinar o pretérito imperfeito do subjuntivo (percorresse) com o futuro do pretérito do indicativo (saberia). Note que a ação de “dizer” ocorre antes de “ele não precisar”. Se este verbo já está no passado, cabe ao verbo “dizer” o tempo pretérito mais-que-perfeito: dissera.
    D) Note que “saber” ocorre depois de o leitor “percorrer”, por isso “soubera”
    (pretérito mais-que-perfeito do indicativo) não cabe neste contexto. 
    E)
    Sabendo-se que o ato de “percorrer” ocorre antes de o leitor “saber”, cabe o tempo pretérito-mais-que-perfeito do indicativo e naturalmente o verbo “sabia” fica no pretérito imperfeito do indicativo. Porém essas ações no passado não admitem o verbo “precise” no presente do subjuntivo.
    Letra C

    Fonte: Prof. Décio Terror
    Bons estudos

  • Percorresse - pretérito imperfeito do modo Subjuntivo ( ação hipotética).

    Saberia - futuro do pretérito no modo Indicativo ( ação concreta).

    Precisava - pretérito imperfeito do modo Indicativo ( ação concreta, não concluída )

    Dissera - pretérito mais que perfeito do modo Indicativo ( ação concreta, realizada a algum tempo - antiga )

    Alternativa correta: C

    Bons estudos!


ID
3595
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 31 a 41 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

O governo inglês divulgou recentemente o que é até
agora o mais detalhado estudo sobre custos e riscos econômicos
do aquecimento global e sobre medidas que poderiam reduzir
as emissões de gases do efeito estufa, na esperança de
evitar algumas de suas piores conseqüências. Ele deixa claro
que o problema não é mais se podemos nos dar ao luxo de
fazer algo sobre o aquecimento global, mas sim se podemos
nos dar ao luxo de não fazer nada.

Esse relatório propõe uma agenda que custaria apenas o
equivalente a 1% do consumo mundial, mas evitaria riscos que
custariam cinco vezes mais. Os custos são mais altos do que
em estudos anteriores porque levam em conta que o processo
de aquecimento é bastante complexo e não-linear, com a possibilidade
de que possa ganhar ritmo muito mais alto do que se
imaginava, além de ser muito maior do que o previsto anteriormente.
O estudo talvez esteja subestimando significativamente
os custos: por exemplo, a mudança do clima pode fazer desaparecer
a Corrente do Golfo - de particular interesse para a
Europa - e provocar doenças.

Já em 1995 havia sinais evidentes de que a concentração
de gases do efeito estufa na atmosfera tinha aumentado
acentuadamente desde o início da era industrial, de que a
atividade humana contribuíra significativamente para esse
aumento e de que ele teria efeitos profundos sobre o clima e o
nível dos mares. Mas poucos previram a rapidez com que a calota
de gelo do Ártico parece derreter. Mesmo assim, alguns
sugerem que, já que não estamos seguros da extensão do problema,
pouco ou nada devemos fazer. A incerteza deve, porém,
levar-nos a agir hoje mais resolutamente, e não menos.

Um efeito global pode ser enfrentado com uma mudança
tributária globalmente consensual. Isso não quer dizer aumento
geral de tributação, mas simplesmente a substituição em cada
país de algum imposto comum por outro, específico, sobre
atividades poluidoras. Faz mais sentido tributar coisas más do
que coisas boas, como a poupança e o trabalho. A boa notícia é
que há muitas formas pelas quais melhores incentivos poderiam
reduzir as emissões. Mudanças de preços que mostrem os
verdadeiros custos sociais da energia extraída de combustíveis
fósseis devem estimular inovação e conservação. Pequenas
alterações práticas, multiplicadas por centenas de milhares de
pessoas podem fazer uma enorme diferença. Por exemplo,
plantar árvores em volta das casas ou mudar a cor de telhados
em clima quente, para que reflitam a luz do sol, podem produzir
uma grande economia na energia consumida pelo ar
condicionado.

Só temos um planeta e devemos cuidar dele. O aquecimento
global é um risco que simplesmente não podemos mais
ignorar.

(Adaptado de Joseph E. Stiglitz. O Globo, Opinião, 19 de novembro de
2006)

... de que a atividade humana contribuíra significativamente para esse aumento ... (3o parágrafo)

O emprego da forma verbal grifada acima denota, considerando- se o contexto,

Alternativas
Comentários
  • PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO.
  • Contribuíra é pretérito mais-que-perfeito; passado. A única alternativa que remete ao passado é a E. O pretérito mais-que-perfeito é exatamente isso: "fato passado em relação a outro, também passado."
  • Já em 1995 havia sinais evidentes de que a concentração
    de gases do efeito estufa na atmosfera tinha aumentado

    acentuadamente desde o início da era industrial, de que a
    atividade humana contribuíra
    significativamente para esse
    aumento e de que ele teria efeitos profundos sobre o clima e o
    nível dos mares.


    e) fato passado em relação a outro, também passado.
  • LETRA - E

    Pretérito  Mais-Que-Perfeito: Indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação JÁ passada

    ... a concentração de gases...tinha aumentado...desde o início da era industrial ( FATO NO PASSADO )
    ...a atividade humana contribuíra...para esse aumento...( o homem já contribuia naquela época - FATO NO PASSADO )

  • Resuminho dos Pretéritos:

     

    PERFEITO - Ação PONTUAL / ACABADA no Passado
    IMPERFEITO - Ação CONTÍNUA / REPETIDA
    + QUE PERFEITO - Ação ANTERIOR / Ação PASSADA em relação a outra PASSADA

     

    Excecões:
     

    Tempos Compostos = TER/HAVER + PARTICÍPIO
    (
    Sempre olhe o Tempo Composto do Auxiliar  = Terei chegado cedo (O "terei" verbo auxiliar está no Futuro do Presente Composto)

     

    1 - Pretérito Perfeito COMPOSTO (Verbo Auxiliar no Presente + Particípio)
    Ex: Ele tem(Presente) lido(Particípio) o artigo (Ação que começou no passado e vai até o presente = contínuidade)

    2 - Pretérito + que Perfeito COMPOSTO (Verbo Auxiliar no Pretérito Imperfeito + Particípio)
    Ex: Ele tinha(Pret.Imperfeito) estudado(Particípio) o assunto (Ação anterior a outra)
    (Pode ser trocado pelo Pretérito + que Perfeito Simples) =
    Ele estudara(Pret + Q Perf) o assunto.


     

    Bons Estudos!Fui!

  • LETRA E.

    e) Certo. CONTRIBUÍRA (pretérito mais-que-perfeito do indicativo).

    Questão comentada pelo Prof. Elias Santana


ID
3598
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 31 a 41 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

O governo inglês divulgou recentemente o que é até
agora o mais detalhado estudo sobre custos e riscos econômicos
do aquecimento global e sobre medidas que poderiam reduzir
as emissões de gases do efeito estufa, na esperança de
evitar algumas de suas piores conseqüências. Ele deixa claro
que o problema não é mais se podemos nos dar ao luxo de
fazer algo sobre o aquecimento global, mas sim se podemos
nos dar ao luxo de não fazer nada.

Esse relatório propõe uma agenda que custaria apenas o
equivalente a 1% do consumo mundial, mas evitaria riscos que
custariam cinco vezes mais. Os custos são mais altos do que
em estudos anteriores porque levam em conta que o processo
de aquecimento é bastante complexo e não-linear, com a possibilidade
de que possa ganhar ritmo muito mais alto do que se
imaginava, além de ser muito maior do que o previsto anteriormente.
O estudo talvez esteja subestimando significativamente
os custos: por exemplo, a mudança do clima pode fazer desaparecer
a Corrente do Golfo - de particular interesse para a
Europa - e provocar doenças.

Já em 1995 havia sinais evidentes de que a concentração
de gases do efeito estufa na atmosfera tinha aumentado
acentuadamente desde o início da era industrial, de que a
atividade humana contribuíra significativamente para esse
aumento e de que ele teria efeitos profundos sobre o clima e o
nível dos mares. Mas poucos previram a rapidez com que a calota
de gelo do Ártico parece derreter. Mesmo assim, alguns
sugerem que, já que não estamos seguros da extensão do problema,
pouco ou nada devemos fazer. A incerteza deve, porém,
levar-nos a agir hoje mais resolutamente, e não menos.

Um efeito global pode ser enfrentado com uma mudança
tributária globalmente consensual. Isso não quer dizer aumento
geral de tributação, mas simplesmente a substituição em cada
país de algum imposto comum por outro, específico, sobre
atividades poluidoras. Faz mais sentido tributar coisas más do
que coisas boas, como a poupança e o trabalho. A boa notícia é
que há muitas formas pelas quais melhores incentivos poderiam
reduzir as emissões. Mudanças de preços que mostrem os
verdadeiros custos sociais da energia extraída de combustíveis
fósseis devem estimular inovação e conservação. Pequenas
alterações práticas, multiplicadas por centenas de milhares de
pessoas podem fazer uma enorme diferença. Por exemplo,
plantar árvores em volta das casas ou mudar a cor de telhados
em clima quente, para que reflitam a luz do sol, podem produzir
uma grande economia na energia consumida pelo ar
condicionado.

Só temos um planeta e devemos cuidar dele. O aquecimento
global é um risco que simplesmente não podemos mais
ignorar.

(Adaptado de Joseph E. Stiglitz. O Globo, Opinião, 19 de novembro de
2006)

... para que reflitam a luz do sol ... (4o parágrafo)

O verbo que se encontra flexionado nos mesmos tempo e modo em que está o grifado acima é:

Alternativas
Comentários
  • Reflitam: tempo presente; modo subjuntivo.a) Levam: presente do indicativo.b) Sugerem: presente do indicativo.c) Poderia: futuro do indicativo.d) Mostrem: presente do subjuntivo.e) Podem: presente do indicativo.
  • O modo Subjuntivo exprime um fato incerto, duvidoso, em contraste ao Indicativo, fato preciso, seja no passado, presente ou futuro.Na questão, é como se existisse uma condição X "PARA QUE reflitam a luz do sol...". Pode-se pegar o "para que" e verificar se as frases se encaixam: a)seria: "para que levEM em conta; b)para que sugIRAM...; c)para que pUDESSEM...; d)para que MOSTREM; e)para que produZAM.
  • ... para que reflitam a luz do sol ... (4o parágrafo) 

    que eles reflitam

     ... que mostrem os verdadeiros custos sociais da energia ...

    que eles mostrem


    Letra D
  • Subjuntivo:

     

    PRESENTE - QUE eu fale (No caso da questão =  QUE eles Mostrem)
    PRETÉRITO IMPERFEITO - SE eu falasse
    FUTURO - QUANDO eu falar

     

    Dessa forma eu consigo achar o tempo do subjuntivo com mais facilidade.

     

    Bons Estudos!Fui!


ID
3688
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

Transpondo-se para a voz passiva a frase transmiti o respeito de meus pais pelas ficções, a forma verbal resultante será

Alternativas
Comentários
  • A única alternativa que mantém o tempo verbal da frase inicial é a letra C.Transmiti o respeito -> O respeito foi transmitido
  • O respeito de meus pais pelas ficções foi transmitido para mim.
  • Assertiva C correta.

    Na voz passiva analítica, o verbo auxiliar deve ficar no mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Desse modo, o verbo "transmitir" está empregado no pretério perfeito (tempo) do indicativo (modo), qual seja, "transmiti". O mesmo deve ocorrer com o verbo auxiliar "ser". Salienta-se que para formar a locução verbal com o auxiliar, o verbo pricipal deve ficar no particípio.



  • Por que não poderia ser a letra A? Algém pode explicar? Grato.

  • Fora é um verbo mais-que-perfeito, o mais-que-perfeito é uma ação passada em relação a outra ação também passada, por isso que não é.

ID
3697
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

Está correta a articulação entre os tempos e modos verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • * a) Embora a leitura nos faça conhecer a particularidade do Afeganistão, o que tornaria o romance irresistível SERIA a história singular de Amir, o protagonista.

    * b) Mesmo que a leitura nos FAÇA conhecer a particularidade do Afeganistão, o que torna o romance irresistível teria sido a história singular de Amir, o protagonista.

    * c) Tanto QUANTO a leitura nos fazia conhecer a particularidade do Afeganistão, tanto mais a história singular de Amir, o protagonista, tornou o romance irresistível.

    * d) Se a leitura nos fazia conhecer a particularidade do Afeganistão, o que tornava o romance irresistível era a história singular de Amir, o protagonista.

    * e) A leitura nos FAZIA conhecer a particularidade do Afeganistão, mas fora a história singular de Amir, o protagonista, que tornasse o romance irresistível.

  • "Se a leitura nos fazia conhecer a particularidade do Afeganistão, o que tornava o romance irresistível era a história singular de Amir, o protagonista."

    O que faz a "D" ser a certa? Frase muito estranha.

  • Olá Isa,

    Foque o que a banca está cobrando: Está correta a articulação entre os tempos e modos verbais na frase.

    Os 3 verbos estão no pretérito imperfeito do indicativo ( fazia, tornava e era)

  • questão dificil...é se matar de tanto estudar e sem surtar! rsrsr


ID
3700
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

Estão inteiramente corretas a forma e a flexão dos verbos na frase:

Alternativas
Comentários
  • * A boa ficção não INSTITUI fantasias gratuitas; ela aprende o real por meio da mais fecunda imaginação.

    * b) Embora muitos DIVIRJAM, não há por que não admitir que um romance policial reuna vários atributos estéticos.

    * c) Embora não sejam propriamente ficções, os bons documentários PROPICIAM a abertura de novos horizontes do real.

    * d) Se achamos que a vida dos afegãos não tem nada A VER com a nossa, o autor lembra que a história de Amir conflue para a de muita gente.

    * e) Muitos autores entremeiam realidade e imaginação em suas narrativas para proverem a ficção dos mais estimulantes atrativos.
  • Alternativa D - No verbo CONFLUIR não existe a conjugação CONFLUE. O correto é conflui.

ID
3712
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto
que segue.

Para que servem as ficções?

Cresci numa família em que ler romances e assistir a
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventualmente,
pediam que organizasse melhor meu horário, mas deixavam
claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
crucial (e aprovada) da minha "formação". Eles sequer exigiam
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tratados
com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
pai, agi da mesma forma. Por quê?

Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
"escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.

Tome, por exemplo, "O Caçador de Pipas", de Khaled
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afeganistão,
mas o que torna o romance irresistível é a história singular
de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela particularidade
de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade
de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
história fictícia "daquele" afegão o torna meu semelhante e meu
irmão.

Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
descobrir o que há de humano em mim.

Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
moral.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)

O verbo indicado entre parênteses deverá adotar obrigatoriamente uma forma do plural para preencher de modo adequado a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Ao meu ver a questão C também estaria correta:

    Impõem-se nas ficções como na vida.
  • A rigor, fora engano meu, também seria possível usar o singular na frase da alternativa E. Isto porque o sujeito composto da oração ("um romance policial e uma novela de Dostoiévski") está pós-posto.
  • O sujeito do verbo impor é "um fundo universal de humanidade"
  • QUE EU SAIBA NAO É OBRIGATÓRIO O USO DO PLURAL NA ALTERNATIVA "E" POIS O SUJEITO COMPOSTO VEM DEPOIS DO VERBO, E NESSES CASOS  TORNA-SE OPCIONAL O USO DO PLURAL.
    FIQUEI EM DÚVIDA POIS AS ALTERNATIVAS  A, B E C ESTAO FORA, ACABEI OPTANDO PELA  ALTERNATIVA  D MAS ACHO QUE TB NAO CABE O PLURAL, LOGO PRA MIM  A QUESTAO É DUVIDOSA, SEM UMA RESPOSTA 100% CORRETA.
  • Analisando as questões:
    a) ...... (persistir), a par de tão distintas particularidades dos grupos étnicos, a singularidade dos traços humanos comuns a todas as criaturas.

    Verbo no singular = A singularidade (...) persisti
                                         Suj.                  vb.

    b) Não ...... (caber) apenas aos documentaristas assumir todos os compromissos com a complexidade do real.

    Verbo no singular = Sujeito Oracional=

    Cabe aos documentaristas / assumir
      VTI             OI                    Isto (sujeito Oracional de Cabe)

    c) Acima de todas as diferenças culturais, ......-se (impor), nas ficções como na vida, um fundo universal de humanidade.

    Verbo no Singular = Impor-se Um fundo universal (ordem indireta)
    Ordem direta = Um fundo Universal (..) impõe-se
                                         
    d) Ler romances e assistir a filmes são atividades prazerosas a que se ...... (dever) entregar todo aquele que cultive seu processo de formação.
    Verbo no Singular
    Colocando na Ordem direta = Todo aquele deve entregar ...
                                                     Sujeito    Verb.

    e) ......-se (ler) com a mesma deferência, na família do autor, um romance policial e uma novela de Dostoiévski.

    Verbo pode ir para o Plural ou Singular, pois sujeito pósposto ao verbo é facultado concorda com o primeiro ou com os dois sujeitos:

    Ordem Indireta da Oração:  Leu -se Um romance e Uma Novela.

    Assim: Essa questão pode ser anulada. Por não ter a resposta que adotar obrigatoriamente uma forma do plural.

    Espero Ter ajudo abs.

  • Acho que essa questão é uma daquelas estilo "a alternativa mais correta". Já que nenhuma das outras alternativas aceita a forma plural. Por outro lado o enunciado diz "O verbo indicado entre parênteses deverá adotar obrigatoriamente". Sendo assim concordo com Rafael Fernandes, a questão pode ser anulada pois não exige obrigatoriamente a forma plural.
  • Na verdade a questão nos trás 2 numerais com o sujeito 



    Um romance e UMA novela ora, um mais um são 2 caracterizando sujeito composto
  • Me indigna muito essa questão. Não há alternativa correta. A letra E admite singular ou plural do verbo ler.


ID
4003
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 9 a 14 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Permitir às empresas que utilizem, em projetos artísticos,
parte do dinheiro que gastariam com tributos. É esse o espírito
das leis de incentivo, sejam elas municipais, estaduais ou
federais. A proposta é simples: como no orçamento da maioria
dos governos os recursos destinados à cultura são geralmente
escassos, os artistas e produtores, em vez de recorrer ao
Estado, procuram patrocínio da iniciativa privada, com o
atraente argumento de que, sem desembolsar nenhum centavo,
além do que gastaria em impostos, o empresário poderá
vincular sua marca àquele livro, show, produção de artesanato
ou outra ação desse tipo.
A Lei Rouanet é o principal instrumento de captação de
recursos para iniciativas culturais no Brasil. Por meio dela, as
empresas podem investir em produções até 4% do imposto de
renda devido e deduzir o valor na hora de pagar ao Fisco. A
verba investida só não é abatida integralmente em investimentos
em filmes de ficção
? que já têm uma lei específica ? e
em projetos de música popular, cuja dedução é de 30% do valor
aplicado. Pessoas físicas também podem patrocinar iniciativas
culturais, com um desconto de, no máximo, 6% do imposto de
renda.
Há, ainda, as leis de incentivo à cultura estaduais, que
oferecem geralmente abatimentos no Imposto sobre Comércio
de Mercadorias e Serviços (ICMS), e municipais, que isentam
os investimentos do pagamento do Imposto sobre Serviços (ISS)
ou do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
(IPTU).

(Adaptado de Alan Infante, Vida Bosch, out/nov/dez 2005, p. 43)

... além do que gastaria em impostos, o empresário poderá vincular sua marca... (1o parágrafo)

O emprego das formas verbais grifadas acima indica, respectivamente,

Alternativas
Comentários
  • hipótese futura e um fato real. DESDE QUANDO "PODERÁ" indica um fato real? Que eu saiba é uma possibilidade...
  • Esse tipo de questão é f%@#$...de praxe da fcc!
  • É um fato real: ele pode com certeza. Se vai fazer ou não, não interessa à questão. Diferente seria se "talvez pudesse".
  • gastaria = futuro do pretérito do indicativo

    poderá = futuro do presente do indicativo
  • Para mim, a resposta seria a letra "e". "Gastaria" indica a finalidade que com certeza o dinheiro teria na empresa (o pagamento de impostos), e "poderá" indica que apenas se o dinheiro for destinado ao investimento a marca será vinculada, ou seja, é uma condição que pode ser satisfeita ou não, não trazendo qualquer certeza.
  • 90% (ou mais) das questões desse tipo da FCC, e que possue uma opção com a palavra "HIPÓTESE", é correta (eles adoram o modo subjuntivo). Notem isso. Na hora de chutar, já sabem, né?
  • sempre erro essa questão kkkk

    para mim esse gabarito não é corereto.

  • Gastaria = Fut. do pretérito (hipótese)

    Poderá = Fut. do presente (certeza)

    O emprego das formas verbais grifadas acima indica, respectivamente,

    A hipótese futura e um fato real.

    B condição incerta e ação habitual (pres. do ind).

    C fato dado como certo (fut do pret, é possibilidade) e repetição de ação futura.

    D ação repetida no presente (não, é possibilidade) e desejo a ser concretizado.

    E certeza (gastaria = possibilidade) na concretização de um fato e possibilidade futura.


ID
4009
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 9 a 14 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Permitir às empresas que utilizem, em projetos artísticos,
parte do dinheiro que gastariam com tributos. É esse o espírito
das leis de incentivo, sejam elas municipais, estaduais ou
federais. A proposta é simples: como no orçamento da maioria
dos governos os recursos destinados à cultura são geralmente
escassos, os artistas e produtores, em vez de recorrer ao
Estado, procuram patrocínio da iniciativa privada, com o
atraente argumento de que, sem desembolsar nenhum centavo,
além do que gastaria em impostos, o empresário poderá
vincular sua marca àquele livro, show, produção de artesanato
ou outra ação desse tipo.
A Lei Rouanet é o principal instrumento de captação de
recursos para iniciativas culturais no Brasil. Por meio dela, as
empresas podem investir em produções até 4% do imposto de
renda devido e deduzir o valor na hora de pagar ao Fisco. A
verba investida só não é abatida integralmente em investimentos
em filmes de ficção
? que já têm uma lei específica ? e
em projetos de música popular, cuja dedução é de 30% do valor
aplicado. Pessoas físicas também podem patrocinar iniciativas
culturais, com um desconto de, no máximo, 6% do imposto de
renda.
Há, ainda, as leis de incentivo à cultura estaduais, que
oferecem geralmente abatimentos no Imposto sobre Comércio
de Mercadorias e Serviços (ICMS), e municipais, que isentam
os investimentos do pagamento do Imposto sobre Serviços (ISS)
ou do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
(IPTU).

(Adaptado de Alan Infante, Vida Bosch, out/nov/dez 2005, p. 43)

Pessoas físicas também podem patrocinar iniciativas culturais. (2o parágrafo)

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal passa a ser:

Alternativas
Comentários
  • Iniciativas culturais podem se patrocinadas também por pessoas fisícas.
  • Alternativa B
    Iniciativas culturais também podem ser patrocinadas(locução verbal) pelas(preposição por) pessoas físicas.
  • Assertiva B é a correta.

    Na voz passiva analítica, o verbo auxiliar deve ficar no mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Desse modo, o verbo "patrocinar" está empregado no infinitivo. O mesmo ocorre com o verbo auxiliar "ser". Salienta-se que para formar a locução verbal com o verbo ser, o principal deve ficar no particípio.
  • podem ser patrocinadas.


ID
4018
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 16 a 20 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Em todo o mundo, há 175 milhões de pessoas vivendo e
trabalhando fora do país em que nasceram. A maior parte desse
contingente é de imigrantes de países pobres em busca de
melhores empregos no Primeiro Mundo. Outro êxodo, mais
discreto mas igualmente intenso, percorre um caminho diferente.
É formado por cidadãos do mundo próspero que vão viver
em outros países. Emprego e qualidade de vida estão no topo
dessa migração.
Uma semelhança entre os dois fluxos é a de que ambos
se dirigem sobretudo aos países ricos. O número de americanos
que vivem fora dos Estados Unidos cresceu; a cada ano
aumenta o número de franceses que moram no exterior; Inglaterra
e Alemanha, que nas últimas décadas foram inundadas
por levas de imigrantes, bateram recentemente o recorde histórico
em emigração. Desde a II Guerra não se viam tantos
alemães de mudança para o exterior. No ano passado, a
quantidade foi equivalente à que saía do país no fim do século
XIX
? época das grandes migrações, quando 44 milhões de
pessoas fugiram da pobreza na Europa, em busca de oportunidades
no Novo Mundo.
Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes, que
saem de países ricos, é o de profissionais que encontram no
exterior oportunidade de investir na carreira, se possível
conciliando trabalho com qualidade de vida. A globalização da
economia é o principal catalisador dessa tendência.

(Adaptado de José Eduardo Barella, Veja, 14 de setembro de
2005, p. 100)

A forma verbal que pode ser empregada também no plural, permanecendo a frase correta, está grifada em:

Alternativas
Comentários
  • alguém pode me dizer pq é a letra E a correta?

  • Gabarito letra E.

    Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes ...OU

     

    Um dos tipos que caracterizam os novos migrantes ...

    Vejam que a concordância poderia ser com "Um dos que" OU  com "tipos"

  • Eu acredito q a letra B tb esteja correta, vejamos:

    SÃO FORMADOS por cidadãos do mundo póospero....a parte grifada foi pro plural e o restante da frase se manteve correta no singular.

    Alguém poderia me fazer enxergar o erro dessa alternativa???

  • só passar da voz ativa para passiva veja que cabe o plural na duvida vc deve ter mais de uma maneira de responder aa questão.

    os novos migrantes são caracterizados por um dos tipos.
  • Acredito que seja mais ou menos assim, temos que ver se a expressão grifada quando colocada no plural, vai continuar concordando com o sujeito da frase. Vejamos:

    •  a) A maior parte desse contingente é de imigrantes...
    • Como o sujeito MAIOR PARTE continua no singular, o verbo não pode ir para o plural.
    •  b) É formado por cidadãos do mundo próspero...
    • Como o sujeito MUNDO PRÓSPERO continua no singular, o verbo não pode ir para o plural.
    •  c) ... a cada ano aumenta o número de franceses...
    • Como o sujeito NÚMERO DE FRANCESES continua no singular, o verbo não pode ir para o plural.
    •  d) ... à que saía do país no fim do século XIX...
    • Como À refere-se a QUANTIDADE e esta continua no singular, o verbo não pode ir para o plural.
    •  e) Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes...
    • Este caso é diferente pois o verbo pode variar com UM (CARACTERIZA) ou com TIPOS (CARACTERIZAM), sendo está a resposta.
  • LETRA B = Incorreta

    Temos que voltar no texto para identificar que o sujeito de "É formado por cidadão do mundo próspero" é "Outro êxodo", contido na frase anterior.


    Abraço a todos!
  • Esta questao deveria ter sido anulada pois existem duas alternativas corretas letras A e E, Nao podemos esquecer  que o verbo ser admite esse tipo de concordancia especial tanto pode concordar com o sujeito singular como com o predicativo plural ou vice-verca no entando e mais comum fazer a concordancia com o sujeito plural ou predicativo plural.
  • Qual o erro da A?


ID
4021
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 16 a 20 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Em todo o mundo, há 175 milhões de pessoas vivendo e
trabalhando fora do país em que nasceram. A maior parte desse
contingente é de imigrantes de países pobres em busca de
melhores empregos no Primeiro Mundo. Outro êxodo, mais
discreto mas igualmente intenso, percorre um caminho diferente.
É formado por cidadãos do mundo próspero que vão viver
em outros países. Emprego e qualidade de vida estão no topo
dessa migração.
Uma semelhança entre os dois fluxos é a de que ambos
se dirigem sobretudo aos países ricos. O número de americanos
que vivem fora dos Estados Unidos cresceu; a cada ano
aumenta o número de franceses que moram no exterior; Inglaterra
e Alemanha, que nas últimas décadas foram inundadas
por levas de imigrantes, bateram recentemente o recorde histórico
em emigração. Desde a II Guerra não se viam tantos
alemães de mudança para o exterior. No ano passado, a
quantidade foi equivalente à que saía do país no fim do século
XIX
? época das grandes migrações, quando 44 milhões de
pessoas fugiram da pobreza na Europa, em busca de oportunidades
no Novo Mundo.
Um dos tipos que caracteriza os novos migrantes, que
saem de países ricos, é o de profissionais que encontram no
exterior oportunidade de investir na carreira, se possível
conciliando trabalho com qualidade de vida. A globalização da
economia é o principal catalisador dessa tendência.

(Adaptado de José Eduardo Barella, Veja, 14 de setembro de
2005, p. 100)

Considere as formas verbais que aparecem no texto saem e saía. A mesma relação existente entre ambas, quanto à flexão, está no par

Alternativas
Comentários
  • Gabarito  letra B.

    saem = presente do indicativo

    saía = pretérito imperfeito indicativo

    Logo, a mesma relação existente entre ambas, quanto à flexão, está no par estão e estava.

  •  Um exemplo:  Eles saem -Presente do Indicativo (ação que ocorre no presente ,agora)                                                                          
     
    Ele saía -Pretérito Imperfeito do Indicativo (ação interrompida ele saía no passado e nao sai mais )

    Eles estão aqui -Presente do Indicativo

    Ele estava aqui -Pretérito Imperfeito do Indicativo (ação interrompida ele estava e não está mais)
  • Alguém pode me dizer o tempo e o modo das formas verbais fogem e fugiu da letra "C"?
  • Fogem - 3a pessoa do plural do presente do indicativo
    Fugiu - 3a pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo
  • A)“vão” (presente do indicativo) e “foi” (pretérito perfeito do indicativo). 
    B) “estão” e “estava” encontram-se respectivamente nos tempos presente do indicativo e pretérito imperfeito do indicativo, respectivamente. 
    C) “fogem” (presente do indicativo) e “fugiu” (pretérito perfeito do indicativo).  
    D) “dirigem” (presente do indicativo) e “dirigira” (pretérito mais-que-perfeito do indicativo).  
    E) “trabalham” (presente do indicativo) e “trabalharia” (futuro do pretérito do indicativo.
    Letra B
    Bons estudos
     

ID
4168
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto
seguinte.

Caso de injustiça

Quando adolescente, o poeta Carlos Drummond de
Andrade foi expulso do colégio onde estudava. A razão alegada:
"insubordinação mental". O fato: o jovem ganhara uma nota
muito alta numa redação de Português, mas o professor, ao lhe
devolver o texto avaliado, disse-lhe que ele talvez não a
merecesse. O rapaz insistiu, então, para que lhe fosse atribuída
uma nota conforme seu merecimento. O caso foi levado ao
diretor da escola, que optou pela medida extrema. Confessa o
poeta que esse incidente da juventude levou-o a desacreditar
por completo, e em definitivo, da justiça dos homens.
Está evidente que a tal da "insubordinação mental" do
rapaz não foi um desrespeito, mas uma reação legítima à
restrição estapafúrdia do professor quanto ao mérito que este
mesmo, livremente, já consignara. O mestre agiu com a
pequenez dos falsos benevolentes, que gostam de transformar
em favor pessoal o reconhecimento do mérito alheio.
Protestando contra isso, movido por justa indignação, o jovem
discípulo deu ao mestre uma clara lição de ética: reclamou pelo
que era o mais justo. Em vez de envergonhar-se, o professor
respondeu com a truculência dos autoritários, que é o reduto da
falta de razão. E acabou expondo o seu aluno à experiência
corrosiva da injustiça, que gera ceticismo e ressentimento.
A "insubordinação mental", nesse caso, bem poderia ter
sido entendida como uma legítima manifestação de amorpróprio,
que não pode e não deve subordinar-se à
agressividade dos caprichos alheios. Além disso, aquela
expressão deixa subentendido o mérito que haveria numa
"subordinação mental", ou seja, na completa rendição de uma
consciência a outra. O que se pode esperar de quem se rege
pela cartilha da completa subserviência moral e intelectual? Não
foi contra esta que o jovem se rebelou? Por que aceitaria ele
deixar-se premiar por uma nota alta a que não fizesse jus?
Muitas vezes um fato que parece ser menor ganha uma
enorme proporção. Todos já sentimos, nos detalhes de situações
supostamente irrelevantes, o peso de uma grande injustiça.
A questão do que é ou do que não é justo, longe de ser
tão-somente um problema dos filósofos ou dos juristas, traduzse
nas experiências mais rotineiras. O caso do jovem poeta
ilustra bem esse gosto amargo que fica em nossa boca, cada
vez que somos punidos por invocar o princípio ético da justiça.

(Saulo de Albuquerque)

Transpondo-se para outra voz verbal a frase ......, a forma verbal resultante será .......

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima apresentada, respectivamente:

Alternativas
Comentários
  • a) já está na voz passiva, logo não entra no enunciado da questão já que ela pede para tranpor a frase para "outra voz", e nesse caso estaríamos alternando dentro da voz passiva(da analítica para a sintética).

    b)Idem letra A. Ademais, o "se" da voz passiva sintética deve vir depois do verbo já flexionado.

    c)Os auxiliares só da voz passiva só podem ser SER e ESTAR, e não o verbo TER.

    d)A forma correspondente seria "foi dada" e não "foi dodo" como aparece na alternativa.

    e) Opção correta.
  • a)  o poeta foi expulso do colégio = expulsaram o poeta do colégio;

    b) que lhe fosse atribuída uma nota = que lhe atribuíssem uma nota.

    c) o mérito que este já consignara = o mérito que já fora consignado

    d) deu ao mestre uma clara lição = uma clara lição foi dada ao mestre.

    e) acabou expondo seu aluno = acabou sendo exposto.
    CORRETA 

ID
4192
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto
seguinte.

Falamos o idioma de Cabral?

Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou o
monte Pascoal, certamente não foi "terra ã vishta", assim, com
o "a" abafado e o "s" chiado que associamos ao sotaque
português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam
vogais nem chiavam nas consoantes - essas modas surgiram
no século XVII. Cabral teria berrado um "a" bem aberto e dito
"vista" com o "s" sibilante igual ao dos paulistas de hoje. Na
verdade, nós, brasileiros, mantivemos sons que viraram arcaísmos
empoeirados para os portugueses.
Mas, se há semelhanças entre a língua do Brasil de hoje
e o português antigo, há ainda mais diferenças. Boa parte delas
é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número
imenso de negros que não falavam português. "Já no século
XVI, a maioria da população da Bahia era africana", diz Rosa
Virgínia Matos, lingüista da Universidade Federal da Bahia.
"Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, sem escola",
afirma. Na ausência da educação formal, a mistura de idiomas
torna-se comum e traços de um impregnam o outro. "Assim os
negros deixaram marcas definitivas", diz Rosa.
Também no século XVI, começaram a surgir diferenças
regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas
costeiras, onde os índios foram dizimados e se multiplicaram os
escravos africanos. No outro, o interior, persistiam as raízes
indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as
imigrações, que geraram diferentes sotaques.
Mas o grande momento de constituição de uma língua
"brasileira" foi o século XVIII, quando se explorou ouro em
Minas Gerais. "Lá surgiu a primeira célula do português brasileiro",
diz Marlos Pessoa, da Universidade Federal de Pernambuco.
A riqueza atraiu gente de toda parte - portugueses,
bandeirantes paulistas, escravos que saíam de moinhos de
cana e nordestinos. Ali, a língua começou a uniformizar-se e a
exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas
comerciais que a exploração do ouro criou.

(Super Interessante. Almanaque de férias 2003. São
Paulo, Abril, 2003, pp. 50-51)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • Fiquei um tempão em duvida entre a C e a D. Ai me dei conta que na letra C havia um tempo composto onde o verbo principal é o impessoal haver. Portanto o verbo auxiliar acompanha o principaal ficando no singular.
  • Letra D - correta. Fazer a pergunta. O que é que cabe? Resposta: as iniciativas. Diante disso, o verbo concorda com o sujeito - cabem.
  • A) Quem teria recorrido? o comandante, logo, fica no singular.
    B) O verbo importar, aqui, está com sentido impessoal, logo não irá variar.
    C) O verbo haver significando existir é impessoal e passa a impessoalidade para o verbo auxiliar. Logo o verbo ter ficará no singular.
    D) O que não cabe à educação? as iniciativas. Logo, não cabem à educaçao as iniciativas. Verbo vai para o PLURAL.
    E) O que importa? o fluxo. Portanto, o verbo ficará no singular.


ID
4201
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto
seguinte.

Falamos o idioma de Cabral?

Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou o
monte Pascoal, certamente não foi "terra ã vishta", assim, com
o "a" abafado e o "s" chiado que associamos ao sotaque
português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam
vogais nem chiavam nas consoantes - essas modas surgiram
no século XVII. Cabral teria berrado um "a" bem aberto e dito
"vista" com o "s" sibilante igual ao dos paulistas de hoje. Na
verdade, nós, brasileiros, mantivemos sons que viraram arcaísmos
empoeirados para os portugueses.
Mas, se há semelhanças entre a língua do Brasil de hoje
e o português antigo, há ainda mais diferenças. Boa parte delas
é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número
imenso de negros que não falavam português. "Já no século
XVI, a maioria da população da Bahia era africana", diz Rosa
Virgínia Matos, lingüista da Universidade Federal da Bahia.
"Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, sem escola",
afirma. Na ausência da educação formal, a mistura de idiomas
torna-se comum e traços de um impregnam o outro. "Assim os
negros deixaram marcas definitivas", diz Rosa.
Também no século XVI, começaram a surgir diferenças
regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas
costeiras, onde os índios foram dizimados e se multiplicaram os
escravos africanos. No outro, o interior, persistiam as raízes
indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as
imigrações, que geraram diferentes sotaques.
Mas o grande momento de constituição de uma língua
"brasileira" foi o século XVIII, quando se explorou ouro em
Minas Gerais. "Lá surgiu a primeira célula do português brasileiro",
diz Marlos Pessoa, da Universidade Federal de Pernambuco.
A riqueza atraiu gente de toda parte - portugueses,
bandeirantes paulistas, escravos que saíam de moinhos de
cana e nordestinos. Ali, a língua começou a uniformizar-se e a
exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas
comerciais que a exploração do ouro criou.

(Super Interessante. Almanaque de férias 2003. São
Paulo, Abril, 2003, pp. 50-51)

Está correta a articulação entre os tempos e os modos verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) quando AVISTOU
    c)que GERAVAM
    itens D e E estão errados por conta do gerúndio.

ID
4204
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto
seguinte.

Falamos o idioma de Cabral?

Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou o
monte Pascoal, certamente não foi "terra ã vishta", assim, com
o "a" abafado e o "s" chiado que associamos ao sotaque
português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam
vogais nem chiavam nas consoantes - essas modas surgiram
no século XVII. Cabral teria berrado um "a" bem aberto e dito
"vista" com o "s" sibilante igual ao dos paulistas de hoje. Na
verdade, nós, brasileiros, mantivemos sons que viraram arcaísmos
empoeirados para os portugueses.
Mas, se há semelhanças entre a língua do Brasil de hoje
e o português antigo, há ainda mais diferenças. Boa parte delas
é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número
imenso de negros que não falavam português. "Já no século
XVI, a maioria da população da Bahia era africana", diz Rosa
Virgínia Matos, lingüista da Universidade Federal da Bahia.
"Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, sem escola",
afirma. Na ausência da educação formal, a mistura de idiomas
torna-se comum e traços de um impregnam o outro. "Assim os
negros deixaram marcas definitivas", diz Rosa.
Também no século XVI, começaram a surgir diferenças
regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas
costeiras, onde os índios foram dizimados e se multiplicaram os
escravos africanos. No outro, o interior, persistiam as raízes
indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as
imigrações, que geraram diferentes sotaques.
Mas o grande momento de constituição de uma língua
"brasileira" foi o século XVIII, quando se explorou ouro em
Minas Gerais. "Lá surgiu a primeira célula do português brasileiro",
diz Marlos Pessoa, da Universidade Federal de Pernambuco.
A riqueza atraiu gente de toda parte - portugueses,
bandeirantes paulistas, escravos que saíam de moinhos de
cana e nordestinos. Ali, a língua começou a uniformizar-se e a
exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas
comerciais que a exploração do ouro criou.

(Super Interessante. Almanaque de férias 2003. São
Paulo, Abril, 2003, pp. 50-51)

Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • VERBO CONVIR
    se eu conviesse
    se tu conviesses
    se ele conviesse
    se nós conviéssemos
    se vós conviésseis
    se eles conviessem

  • Não é verdade que os portugueses do século XV engulissem as vogais ou chiassem nas consoantes - ENGULISSEM? NÃO SERIA ENGOLISSEM?
    Imperfeito do Subjuntivo
    se eu engolisse
    se tu engolisses
    se ele engolisse
    se nós engolíssemos
    se vós engolísseis
    se eles engolissem
  • Alguém pode explicar por que a alternativa D está errada?
  • Vinícius, 

    o erro da questão está na forma verbal REVER, quando o correto é REVIR ( Futuro do subjuntivo).
    • a) engulissem --> correto:  engolissem (verbo engolir)
    • b)  trazerem --> correto:  trouxerem (erro crasso)
    • c) convisse --> correto:  conviesse (verbo convir conjuga de acordo com o "vir". Ex: "se ele viesse para o Brasil, iriámos ao aeroporto", e não "se ele visse..."
    • d) rever --> correto:  revir (verbo rever conjuga de acordo com o "ver". Ex: "se ele vir o sinal de trânsito, parará", e não "se ele ver o sinal de trânsito..."
    • e) correto: Foram-se somando ao português do Brasil, ao longo dos séculos, os traços que advieram das línguas dos que para cá emigraram. O verbo advir conjuga conforme o "vir", então o (ad)vieram está perfeito.
  • Uma pequena observação: Quantas vezes perdemos tempo lendo um texto de prova quando as perguntas nem dependem dele? Minutos preciosos que poderiam ser dedicados a uma questão mais difícil. Um professor já me recomendou tentar fazer as questões antes de ler. Boa sorte a todos!

ID
4474
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

Brasileiro se realiza em arte menor. Com raras exceções
aqui e ali na literatura, no teatro ou na música erudita, pouco
temos a oferecer ao resto do mundo em matéria de grandes
manifestações artísticas. Em compensação, a caricatura ou a
canção popular, por exemplo, têm sido superlativas aqui, alcançando
uma densidade raramente obtida por nossos melhores
artistas plásticos ou compositores sinfônicos. Outras artes, ditas
"menores", desempenham um papel fundamental na cultura
brasileira. É o caso da crônica e da telenovela. Gêneros inequivocamente
menores e que, no entanto, alcançam níveis de superação
artística nem sempre observada em seus congêneres
de outros quadrantes do planeta.

Mas são menores diante do quê? É óbvio que o critério
de valoração continua sendo a norma européia: a epopéia, o
romance, a sinfonia, as "belas artes" em geral. O movimento é
dialético e não pressupõe maniqueísmo. Pois se aqui não se
geraram obras como as de Cervantes, Wagner ou Picasso, "lá"
também - onde quer que seja esse lugar - nunca floresceu uma
canção popular como a nossa que, sem favor, pode compor um
elenco com o que de melhor já foi feito em matéria de poesia e
de melodia no Brasil.

Machado de Assis, como de costume, intuiu admiravelmente
tudo. No conto "Um homem célebre", ele nos mostra
Pestana, compositor que deseja tornar-se um Mozart mas,
desafortunadamente, consegue apenas criar polcas e maxixes
de imenso apelo popular. Morre consagrado - mas como autor
pop. Aliás, não foi à toa que Caetano Veloso colocou uma frase
desse conto na contracapa de Circuladô (1991). Um de nossos
grandes artistas "menores" por excelência, Caetano sempre
soube refletir a partir das limitações de seu meio, conseguindo
às vezes transcendê-lo em verso e prosa. [...]

O curioso é que o conceito de arte acabou se alastrando
para outros campos (e gramados) da sociedade brasileira. É o
caso da consagração do futebol como esporte nacional, a partir
da década de 30, quando o bate-bola foi adotado pela imprensa
carioca, recebendo status de futebol-arte.

Ainda no terreno das manifestações populares, o ibope
de alguns carnavalescos é bastante sintomático: eles são os
encenadores da mais vista de todas as nossas óperas, o
Carnaval. Quem acompanha a cobertura do evento costuma
ouvir o testemunho deliciado de estrangeiros a respeito das
imensas "qualidades artísticas" dos desfiles nacionais...

Seguindo a fórmula clássica de Antonio Candido em
Formação da literatura brasileira ("Comparada às grandes, a
nossa literatura é pobre e fraca. Mas é ela, e não outra, que nos
exprime."), pode-se arriscar que muito da produção artística
brasileira é tímida se comparada com o que é feito em outras
paragens. Não temos Shakespeare nem Mozart? Mas temos
Nelson Rodrigues, Tom Jobim, Nássara, Cartola - produtores
de "miudezas" da mais alta estatura. Afinal são eles, e não
outros, que expressam o que somos.

(Adaptado de Leandro Sarmatz. Superinteressante, novembro de
2000, p.106, (Idéias que desafiam o senso comum)

Pois se aqui não se geraram obras... (2o parágrafo)

A forma verbal correta, de sentido idêntico ao da forma grifada acima é:

Alternativas
Comentários
  • Nesta questão a banca quis que o candidato soubesse a transformação de voz ativa, como está o enunciado, para a voz passiva, escolher umas das alternativas .
    Deve-se verificar qual é o tempo da frase - PRETÉRITO IMPERFEITO. Logo ao passarmos para a voz passiva devemos manter o mesmo tempo, acrescentar o verbo auxiliar "ser" e o objeto direto - obras - passará a ser o sujeito na voz passiva. Obras está no plural, então a construção deverá concordar com "obras".
     
    Reescrevendo a frase:

    Obras FORAM GERADAS aqui.
  • Cuidado!
    Eles/elas GERARAM -   pretérito PERFEITO/pretérito MAIS-QUE-PERFEITO
    Eles/elas GERAVAM -   pretérito IMPERFEITO
     

  •  Analisando a frase, temos:   Pois se aqui não se geraram obras...

     

                Há, na frase, a presença de forma verbal na voz passiva sintética. Vale ressaltar que há equivalência entre a forma passiva sintética (verbo + partícula "se") e analítica (locução verbal + agente da passiva), porém é importante destacar que o tempo e modo verbal deve ser o mesmo. Logo, o correto seria: Pois se aqui não foram geradas obras, preservando o pretérito perfeito do indicativo no verbo auxiliar (ser) e colocando o verbo principal (gerar) no particípio.


ID
4489
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 10 a 15 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Um fator até pouco tempo negligenciado deve entrar na
conta do desmatamento da Amazônia dentro de alguns anos.
As chamadas florestas secundárias, produto da regeneração da
mata após a derrubada, devem começar a ser contabilizadas
pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia
(Prodes).

O rebrotamento de florestas não reconstitui toda a
biodiversidade, mas pode ser relevante no longo prazo. Sabese,
por exemplo, que florestas secundárias podem reabsorver
até 15% do carbono emitido pela perda da mata primária - o
que ajuda a reduzir o efeito estufa. Só que esse dado não entra
na conta dos milhões de toneladas de carbono que a destruição
da Amazônia lança no ar por ano, porque ainda não se mediu a
capacidade de "ressurreição" da floresta.

Estudos mostram que alguns proprietários de terras
abandonam certas áreas ao longo do tempo e nelas a vegetação
pode começar a regenerar-se. Não se sabe ainda com
que intensidade esse fenômeno acontece na Amazônia.
Entender o que ocorre nas florestas secundárias também é
importante, porque elas podem ser cortadas novamente para
suprir parte da demanda por madeira e voltar a receber pasto.

Os fatores que influenciam o grau de regeneração das
matas, porém, são inúmeros, e não é tão simples prever como
uma área desmatada e depois abandonada se comportará.
Tudo isso depende, por exemplo, do tipo de uso que a terra
teve antes. Um terreno desgastado por pastagens durante muito
tempo pode se recuperar mais lentamente do que outro,
submetido à agricultura com rotação de culturas. A proximidade
do trecho desmatado com áreas de floresta primária também
conta. Terras muito isoladas não estão sujeitas a processos de
polinização e semeadura naturais. "Se houver um banco de
sementes próximo, em uma área florestal ainda grande, com
pássaros, ou algum vetor que possa trazer sementes, ela pode
recuperar parte da biodiversidade", explica um pesquisador do
Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

(Adaptado de Rafael Garcia. Folha de S. Paulo, Mais!, 11 de junho de
2006, p. 10)

A forma verbal que, além de corretamente flexionada, indica fato passado anterior a outro, também passado, está grifada na frase:

Alternativas
Comentários
  • Me expliquem: Fato passado anterior a outro, também passado:

    O especialista ativera-se à análise dos dados obtidos, para defender o programa de responsabilidade ambiental.

    Então ao meu ver o especialista analisou primeiro e só depois obteve os dados!?
    O forma verbal grifada refere-se á análise, posterior a outro fato, a obtenção dos dados!
  • O que está grifado na questão é simplesmente a definição do PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO.
  • Gabarito letra C.

    fato passado anterior a outro, também passado = PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO.

    http://www.conjuga-me.net/verbo-ater

  • Vamos ao tempo verbal de cada letra:

    Procuramos o pretérito mais-que-perfeito do indicativo

    a) precavissem = precavir = imperfeito do subjuntivo;

    b) sobreviram = sobrever = pode ser o pretérito perfeito ou é o mais-que-perfeito do indicativo;
    CUIDADO:
    Sobreviram pode ser tanto pretérito perfeito quanto mais-que-perfeito, faz-se necessário analisar a frase:
    Após a derrubada da mata, sobreviram alterações ...
    Vejamos que o termo "Após" já demonstra que não se trata de mais-que-perfeito, pois não é um fato passado anterir a outro, também no passado; mas sim um fato que aconteceu após outro: 1º derrubaram, depois (após) 2º é que sobreviram, logo é um pretérito perfeito.

    c) ativera-se = ater = pretérito mais-que-perfeito do indicativo;

    d) proporam-se = NÃO EXISTE ESTA FORMA E SIM PROPUSERAM, QUE É O PERFEITO DO INDICATIVO;

    e) transformar-se-ia = transformar = futuro do pretérito
  • a) Precavessem 
    b) Sobrevieram
    c) Ok
    d) Propuseram-se
    e) ... a região se transformaria (é isso?)
  • a) precaver - não deriva do verbo ver , sua base é PRECAVE, dessa forma será: precaveu, PRECAVESSEM, precaver...ERRADO

    b) sobrevir - deriva do verbo vir - SOBREVIERAM - ERRADO 

    c) ater- deriva do verbo ter - TIVERA- ATIVERA - CORRETO (PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO = fato passado anterior a outra também passado)

    d) propor - deriva de por- puseram - PROPUSERAM  -ERRADO

    e) transformar-se-ia futuro do pretérito não é a resposta 




  • GABARITO: LETRA C

    ACRESCENTANDO:

    pretérito mais-que-perfeito do indicativo é usado para indicar uma ação que ocorreu antes de outra ação passada. Pode indicar também um acontecimento situado de forma incerta no passado. 

    Este tempo verbal tem uma utilização muito limitada, sendo maioritariamente utilizado em exclamações, em linguagem poética ou na sua forma composta.

    Frases com verbos no pretérito mais-que-perfeito do indicativo:

    -Quando notei, a água já transbordara da banheira.

    -Com o olhar triste, explicou a todos por que regressara a casa.

    -Apenas de noite admitiu que esperara por ele ansiosamente durante todo o dia.

    -Quem me dera que isso acontecesse!

    -Tomara que eu seja o escolhido!

    FONTE: https://www.conjugacao.com.br/preterito-mais-que-perfeito-do-indicativo/


ID
4648
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

Ensino que ensine

Jogar com as ambigüidades, cultivar o improviso, juntar
o que se pretende irreconciliável e dividir o que se supõe
unitário, usar falta de método como método, tratar enigmas
como soluções e o inesperado como caminho
? são traços da
cultura do povo brasileiro. Estratégias de sobrevivência? Por
que não também manancial de grandes feitos, tanto na prática
como no pensamento? A orientação de nosso ensino costuma
ser o oposto dessa fecundidade indisciplinada: dogmas
confundidos com idéias, informações sobrepostas a
capacitações, insistência em métodos "corretos" e em respostas
"certas", ditadura da falta de imaginação. Nega-se voz aos
talentos, difusos e frustrados, da nação. Essa contradição
nunca foi tema do nosso debate nacional.

Entre nós, educação é assunto para economistas e
engenheiros, não para educadores, como se o alvo fosse
construir escolas, não construir pessoas. Preconizo revolução
na orientação do ensino brasileiro. Nada tem a ver com falta de
rigor ou com modismo pedagógico. E exige professorado
formado, equipado e remunerado para cumprir essa tarefa
libertadora.

Em matemática, por exemplo, em vez de enfoque nas
soluções únicas, atenção para as formulações alternativas, as
soluções múltiplas ou inexistentes e a descoberta de problemas,
tão importante quanto o encontro de soluções. Em leitura e
escrita, análise de textos com a preocupação de aprofundar,
não de suprimir possibilidades de interpretação; defesa, crítica e
revisão de idéias; obrigação de escrever todos os dias,
formulando e reformulando sem fim. Em ciência, o despertar
para a dialética entre explicações e experimentos e para os
mistérios da relação entre os nexos de causa e efeito e sua
representação matemática. Em história, e em todas as
disciplinas, as transformações analisadas de pontos de vista
contrastantes.

Isso é educação. O resto é perda de tempo. (...) Quem
lutará para que a educação no Brasil se eduque?

(Roberto Mangabeira Unger, Folha de S. Paulo, 09/01/2007)

NÃO admite transposição para a voz passiva a seguinte construção:

Alternativas
Comentários
  • Temos que ter em mente o seguinte:
    1- O Objeto da voz ativa passará a ser o sujeito da voz passiva;
    2- Na passiva o verbo ser estará no mesmo tempo e modo do verbo trans. direto da ativa;
    3- Na voz passiva o vtd ficará no participio.

    É só achar o verbo e ver se ele é VTD OU VTI

    Eu resolvi assim, se alguém tiver outra dica, eu agradeço.

    abraço a todos
  • Basta lembrar que VTI não vai para a passiva.
  • verbo depender é "VTI"

    verbos transitivos indiretos, de ligação, intransitivos e oração sem sujeito não admitem transposição para a voz passiva.

  • Colegas, como ficaria a alternativa A na voz passiva?

  • Tiago acredito que a letra A  ficaria assim: Nossa fecundidade indisciplinada  deveria ser contemplada pela orientação do nosso ensino.

  • Tiago vieira

    nossa fecundidade indisciplinada deveria ser contemplada pela orientação do nosso ensino

    é so lembrar e adaptar

    POR, PELO e DE introduz a voz passiva na maioria das vezes

  • SÓ ADMITE TRANSPOSIÇÃO EM OBJ DIRETO


ID
4657
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

Ensino que ensine

Jogar com as ambigüidades, cultivar o improviso, juntar
o que se pretende irreconciliável e dividir o que se supõe
unitário, usar falta de método como método, tratar enigmas
como soluções e o inesperado como caminho
? são traços da
cultura do povo brasileiro. Estratégias de sobrevivência? Por
que não também manancial de grandes feitos, tanto na prática
como no pensamento? A orientação de nosso ensino costuma
ser o oposto dessa fecundidade indisciplinada: dogmas
confundidos com idéias, informações sobrepostas a
capacitações, insistência em métodos "corretos" e em respostas
"certas", ditadura da falta de imaginação. Nega-se voz aos
talentos, difusos e frustrados, da nação. Essa contradição
nunca foi tema do nosso debate nacional.

Entre nós, educação é assunto para economistas e
engenheiros, não para educadores, como se o alvo fosse
construir escolas, não construir pessoas. Preconizo revolução
na orientação do ensino brasileiro. Nada tem a ver com falta de
rigor ou com modismo pedagógico. E exige professorado
formado, equipado e remunerado para cumprir essa tarefa
libertadora.

Em matemática, por exemplo, em vez de enfoque nas
soluções únicas, atenção para as formulações alternativas, as
soluções múltiplas ou inexistentes e a descoberta de problemas,
tão importante quanto o encontro de soluções. Em leitura e
escrita, análise de textos com a preocupação de aprofundar,
não de suprimir possibilidades de interpretação; defesa, crítica e
revisão de idéias; obrigação de escrever todos os dias,
formulando e reformulando sem fim. Em ciência, o despertar
para a dialética entre explicações e experimentos e para os
mistérios da relação entre os nexos de causa e efeito e sua
representação matemática. Em história, e em todas as
disciplinas, as transformações analisadas de pontos de vista
contrastantes.

Isso é educação. O resto é perda de tempo. (...) Quem
lutará para que a educação no Brasil se eduque?

(Roberto Mangabeira Unger, Folha de S. Paulo, 09/01/2007)

Está inteiramente adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • A questão apresenta um dos casos de correção entre tempos verbais mais cobrados em concurso!
    Futuro do pretérito + Pretérito imperfeito do subjuntivo. EX: Eu iria se você fosse

    Outros casos muito cobrados: Dica: memorize apenas os exemplos
    Futuro do presente + Futuro do subjuntivo. EX: Eu irei se você for

    Presente do indicativo + Presente do subjuntivo. EX: Eu espero que você faça

    Pret imp. indicativo + Pret. imp. do Subjuntivo. EX: Eu esperava que você fizesse

    Fut. do subjuntivo + Fut. presente. EX: se você fizer isso ficarei feliz.

    Pres. ind + Fut do Pres. EX: Será bom que levem você daqui.
                     

ID
4663
Banca
FCC
Órgão
TRE-MS
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

Ensino que ensine

Jogar com as ambigüidades, cultivar o improviso, juntar
o que se pretende irreconciliável e dividir o que se supõe
unitário, usar falta de método como método, tratar enigmas
como soluções e o inesperado como caminho
? são traços da
cultura do povo brasileiro. Estratégias de sobrevivência? Por
que não também manancial de grandes feitos, tanto na prática
como no pensamento? A orientação de nosso ensino costuma
ser o oposto dessa fecundidade indisciplinada: dogmas
confundidos com idéias, informações sobrepostas a
capacitações, insistência em métodos "corretos" e em respostas
"certas", ditadura da falta de imaginação. Nega-se voz aos
talentos, difusos e frustrados, da nação. Essa contradição
nunca foi tema do nosso debate nacional.

Entre nós, educação é assunto para economistas e
engenheiros, não para educadores, como se o alvo fosse
construir escolas, não construir pessoas. Preconizo revolução
na orientação do ensino brasileiro. Nada tem a ver com falta de
rigor ou com modismo pedagógico. E exige professorado
formado, equipado e remunerado para cumprir essa tarefa
libertadora.

Em matemática, por exemplo, em vez de enfoque nas
soluções únicas, atenção para as formulações alternativas, as
soluções múltiplas ou inexistentes e a descoberta de problemas,
tão importante quanto o encontro de soluções. Em leitura e
escrita, análise de textos com a preocupação de aprofundar,
não de suprimir possibilidades de interpretação; defesa, crítica e
revisão de idéias; obrigação de escrever todos os dias,
formulando e reformulando sem fim. Em ciência, o despertar
para a dialética entre explicações e experimentos e para os
mistérios da relação entre os nexos de causa e efeito e sua
representação matemática. Em história, e em todas as
disciplinas, as transformações analisadas de pontos de vista
contrastantes.

Isso é educação. O resto é perda de tempo. (...) Quem
lutará para que a educação no Brasil se eduque?

(Roberto Mangabeira Unger, Folha de S. Paulo, 09/01/2007)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Uma forte inspiração ESTÁ...

    b) Uma proposta PODE convencer...

    c) O despertar ABRE um caminho...

    D!!! OS SEGMENTOS HÃO DE CONCORRER...

    e)Qualquer tipo de resposta não DEVE constar...
  • Discordo que a D esteja correta, por favor me corrijam:

    * a) ESTÁ (estar) nos traços da cultura brasileira, que são também estratégias de sobrevivência, uma forte inspiração para um ensino que ensine.

    * b) São muitas as pessoas a quem PODE (poder) convencer uma proposta ampla, honesta e revolucionária para o nosso ensino.

    * c) O despertar para a dialética e para as relações contrastantes ABREM (abrir) um caminho mais conseqüente para a reflexão e para a prática.

    * d) Para uma revolução no ensino, como a aqui preconizada, HAVERÃO (haver) de concorrer os segmentos mais vivos da sociedade brasileira.
    obs: «Os homens haverão de encontrar a paz.»
    «Os homens hão de encontrar a paz.»
    Pergunto: qual é a diferença de significado entre uma frase e outra?
    Quando empregar uma ou a outra?

    * e) Não DEVE (dever) constar, entre as possibilidades de interpretação de um texto, qualquer tipo de resposta estereotipada.
  • Julius, do jeito que você escreveu tá com sentido de existir e não de ter.

    Hão de concorrer = terão de concorrer.

    Corrijam-me, por favor.

  • A) ...... (estar) nos traços da cultura brasileira, que são também estratégias de sobrevivência, uma forte inspiração para um ensino que ensine.

    CUIDADO: Sujeito não pode ser “nos traços”, por ser termo preposicionado

    B) São muitas as pessoas a quem ...... (poder) convencer uma proposta ampla, honesta e revolucionária para o nosso ensino.

    O que pode convencer??? uma proposta(SINGULAR)

    C)O despertar para a dialética e para as relações contrastantes ...... (abrir) um caminho mais conseqüente para a reflexão e para a prática.

    O DESPERTAR ABRIRÁ (SINGULAR)

    D) para uma revolução no ensino, como a aqui preconizada, ...... (haver) de concorrer os segmentos mais vivos da sociedade brasileira.

    QUEM HAVERÁ (TERÁ) DE CONCORRER?? os segmentos mais vivos da sociedade brasileira (PLURAL)

    E)Não ...... (dever) constar, entre as possibilidades de interpretação de um texto, qualquer tipo de resposta estereotipada.

    O QUE NÃO DEVE CONSTATAR?? qualquer tipo (SINGULAR)


ID
4840
Banca
CESGRANRIO
Órgão
TCE-RO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

Na construção de uma das opções abaixo foi empregada uma forma verbal que segue o mesmo tipo de uso do verbo haver em "Houve muitos esforços meritórios para superar esse impasse." (l. 20-21). Indique-a.

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta - CEmprega-se o verbo HAVER como impessoal – isto é, sempre na 3ª pessoa do singular – quando tem o sentido de existir. Este é um dos casos de "oração sem sujeito". Exatamente por isso o verbo haver fica neutro, impessoal, pois ele não tem um sujeito com quem concordar. Os substantivos que complementam o verbo haver são considerados seu objeto direto. Assim, para atender aos preceitos da língua culta, é preciso observar a forma no singular quando o verbo haver está conjugado nos tempos pretéritos ou futuros (no presente dificilmente se cometeria um engano: ninguém diria * hão outros casos). Da mesma forma que ‘haver’, o verbo FAZER conserva-se na 3ª pessoa de singular quando indica TEMPO TRANSCORRIDO ou FENÔMENO METEOROLÓGICO. Estando o verbo fazer na função de verbo impessoal (sem sujeito), deve também assumir a forma impessoal o verbo auxiliar que porventura o acompanhar: * Faz dois dias que não chove. [Não caia no erro comum de dizer *Fazem dois dias] * Quando saí da cidade, fazia 40 graus à sombra. * Vai fazer cinco anos que eles estão noivos. * Poderá fazer três anos sem que ele saia do sanatório. * Dizem que faz 10 meses estão se preparando para o concurso. * Em julho fez uns dias de verão.
  • Alguém pode explicar por que a letra B não é impessoal também?
  • Brasileiro cocurseiro. V erbos que indicam fenomenos  da natureza  geralmente são impessoais, mas na letra B o choveram não indica  fenomeno da naureza. Tanto que se vc colocar o sujeito no singular o  verbo também ficara no singular, "choveu elogio ao chefe"

  • Neste caso a letra B seria correta pois o verbo não esta indicando fenômeno da natureza.

  • A. O antropólogo já havia observado a atitude dos grupos sociais. (já tinha observado- verbo pessoal)

    há uma locução verbal, mas o verbo principal é "observar" que é pessoal, assim o verbo auxiliar (haver) ira se flexionar de acordo com o verbo principal se tornando pessoal.

    DIFERE

    HAVER NAS LOCUÇÕES VERBAIS COMO VERBO PRINCIPAL

    Quando o verbo haver no sentido de existir faz parte de uma locução verbal, ele transfere sua impessoalidade ao verbo auxiliar dessa locução, que permanece, por isso, no singular:

    Deve haver outras técnicas para melhorar o cultivo.

    Pelas informações recebidas, está novamente havendo discussões clandestinas

    . Está havendo coisas de arrepiar os cabelos. Não sei se chegou a haver sessões no Senado naquele período. 

    B. Na época da publicação choveram elogios aos livros. (o verbo se flexiona ao sujeito)

    ORDEM DIRETA: Elogios aos livros choveram na época da publicação.

    c. VERBO FAZER IMPESSOAL- Da mesma forma que haver, fazer conserva-se na 3ª pessoa do singular quando indica tempo transcorrido ou fenômeno meteorológico.

    Estando o verbo fazer na função de verbo impessoal (sem sujeito), deve também assumir a forma impessoal o verbo auxiliar que porventura o acompanhar:

    Faz dois dias que não chove.

    Dizem que faz 10 meses estão se preparando para o concurso.

    Quando saí da cidade, fazia 40 graus à sombra.

    Em julho fez uns dias de verão.

    Vai fazer cinco anos que eles estão noivos.

    Poderá fazer três anos sem que ele saia do sanatório.  

    FONTE:NÃO TROPECE NA LÍNGUA nº 046 3ª Edição por Maria Tereza de Queiroz Piacentini *  * * Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros “Só Vírgula”, “Só Palavras Compostas” e “Língua Brasil – Crase, Pronomes & Curiosidades” www.linguabrasil.com.br-

    resposta: LETRA C.


ID
5671
Banca
CESGRANRIO
Órgão
EPE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Memória
Potencial para o futuro


Treinar a memória equivale a treinar os músculos
do corpo ? é preciso usá-la ou ela atrofia. Há duas boas
maneiras para fazer isso: a primeira é a leitura, porque,
no instante em que se lê algo, ativam-se as memórias
visual, auditiva, verbal e lingüística. "A qualidade do que
se lê importa mais que a quantidade, porque gostar do
assunto gera interesse", diz o médico e pesquisador
Iván Izquierdo, diretor do Centro de Memória da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A memória
sofre influência do humor e da atenção, despertada
quando existe interesse em determinado assunto ou
trabalho ? o desinteresse, ao contrário, é uma espécie
de "sedativo", que faz a pessoa memorizar mal. A outra
forma de deixar a memória viva é o convívio com
familiares e amigos, com quem se podem trocar idéias
e experiências. "Palavras cruzadas são inferiores à
leitura, mas também ajudam. Da mesma forma que ouvir
uma música e tentar lembrar a letra ou visitar uma cidade
para onde já se viajou e relembrar os pontos mais
importantes", afirma Izquierdo.
É preciso corrigir o estilo de vida para manter a
memória funcionando bem. "Uma pessoa de 40 anos
só sofre de esquecimento se viver estressada e tiver
um suprimento de informações acima do que é capaz
de processar. Não dá para esperar o mesmo nível de
retenção de informação quando se lê um e-mail enquanto
se conversa ao telefone e é interrompido pela secretária.
É preciso dar tempo para o cérebro", explica o psiquiatra
Orestes Forlenza, da USP.
Segundo Barry Gordon, professor da Johns Hopkins
Medical Institution, a memória "comum" focaliza coisas
específicas, requer grande quantidade de energia mental
e tem capacidade limitada, deteriorando-se com a idade.
Já a "inteligente" é um processo que conecta pedaços
de memória e conhecimentos a fim de gerar novas
idéias. É a que ajuda a tomar decisões diárias, aquela
"luz" que se acende quando se encontra a solução de
um problema. Por exemplo: a comum esquece o
aniversário da mulher; a inteligente lembra o que poderia
ser um presente especial para ela. A comum esquece
o nome de um conhecido encontrado na rua; a
inteligente lembra o nome da mulher dele e onde ele
trabalha, pistas que acabam levando ao nome da
pessoa.

CLEMENTE, Ana Tereza; VEIGA, Aida. Receitas para a inteligência.
Revista Época. 31 out.2005. p.77-78.

Assinale a opção cuja estrutura apresenta o verbo na voz ativa.

Alternativas
Comentários
  • A) "ativam-se as memórias visual, auditiva, verbal e lingüística."
         Voz passiva sintética

      
    B) "com quem se podem trocar idéias e experiências"
         Voz passiva sintética

     C) "...quando se lê um e-mail..."
          Voz passiva sintética


     D)"...enquanto se conversa ao telefone..."
          Voz ativa. 
          Neste caso o verbo conversar é intransitivo .
          Só se admite voz passiva com verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos.

     E)"...quando se encontra a solução de um problema."
         Voz passiva sintética

  • A solução mais simples é prestar atenção nos verbos:
    a) ativar - VTD (as memórias = OD)
    b) poder - VTD (trocar idéias e experiências = OD)
    c) ler - VTD (um e-mail = OD)
    d) conversar - VI (ao telefone = adjunto adverbial)
    e) encontrar - VTD (a solução = OD)
    Já que verbo intransitivo não admite voz passiva, logo, a frase está na voz ativa.

ID
5677
Banca
CESGRANRIO
Órgão
EPE
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Memória
Potencial para o futuro


Treinar a memória equivale a treinar os músculos
do corpo ? é preciso usá-la ou ela atrofia. Há duas boas
maneiras para fazer isso: a primeira é a leitura, porque,
no instante em que se lê algo, ativam-se as memórias
visual, auditiva, verbal e lingüística. "A qualidade do que
se lê importa mais que a quantidade, porque gostar do
assunto gera interesse", diz o médico e pesquisador
Iván Izquierdo, diretor do Centro de Memória da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A memória
sofre influência do humor e da atenção, despertada
quando existe interesse em determinado assunto ou
trabalho ? o desinteresse, ao contrário, é uma espécie
de "sedativo", que faz a pessoa memorizar mal. A outra
forma de deixar a memória viva é o convívio com
familiares e amigos, com quem se podem trocar idéias
e experiências. "Palavras cruzadas são inferiores à
leitura, mas também ajudam. Da mesma forma que ouvir
uma música e tentar lembrar a letra ou visitar uma cidade
para onde já se viajou e relembrar os pontos mais
importantes", afirma Izquierdo.
É preciso corrigir o estilo de vida para manter a
memória funcionando bem. "Uma pessoa de 40 anos
só sofre de esquecimento se viver estressada e tiver
um suprimento de informações acima do que é capaz
de processar. Não dá para esperar o mesmo nível de
retenção de informação quando se lê um e-mail enquanto
se conversa ao telefone e é interrompido pela secretária.
É preciso dar tempo para o cérebro", explica o psiquiatra
Orestes Forlenza, da USP.
Segundo Barry Gordon, professor da Johns Hopkins
Medical Institution, a memória "comum" focaliza coisas
específicas, requer grande quantidade de energia mental
e tem capacidade limitada, deteriorando-se com a idade.
Já a "inteligente" é um processo que conecta pedaços
de memória e conhecimentos a fim de gerar novas
idéias. É a que ajuda a tomar decisões diárias, aquela
"luz" que se acende quando se encontra a solução de
um problema. Por exemplo: a comum esquece o
aniversário da mulher; a inteligente lembra o que poderia
ser um presente especial para ela. A comum esquece
o nome de um conhecido encontrado na rua; a
inteligente lembra o nome da mulher dele e onde ele
trabalha, pistas que acabam levando ao nome da
pessoa.

CLEMENTE, Ana Tereza; VEIGA, Aida. Receitas para a inteligência.
Revista Época. 31 out.2005. p.77-78.

O texto apresentado constrói-se de forma impessoal. Em que passagem o(s) verbo(s) NÃO se apresenta(m) de forma impessoal?

Alternativas
Comentários
  • Verbos impessoais são verbos que, não apresentando sujeito, são conjugados apenas na 3.ª pessoa do singular.



    O desinteresse é uma espécie de sedativo

    suj. v. de ligação predicativo do sujeito

  • É só observar que em todas as alternativas com exceção do ítem D estão com verbos no infinitivo,foi assim que consegui resolver se eu estiver errado por favor me corrijam.

  • GAB: LETRA D

    Complementando!

    Fonte: Sandra

    Verbos impessoais são aqueles sobre os quais não se pode atribuir sujeito

    Os casos mais conhecidos são:

    • verbos que indicam fenômenos da natureza

    Ex: Choveu hoje.

    • "haver" no sentido de "existir" ou de tempo decorrido

    Ex: Há muito tempo isso ocorreu.

    Ex: Há dias estamos sem água.

    • "fazer" no sentido de tempo decorrido ou meteorológico

    Ex: Faz calor aqui.

    Ex: Faz tempo que isso ocorreu.

    •  "ser" e "estar" acompanhando palavras que indicam fenômenos naturais ou climáticos

    Ex: Estava frio ontem.

    Ex: Aqui é frio.

    ===

    A - “Treinar a memória equivale a treinar os músculos do corpo ⎯ ” (l. 1-2)

    INCORRETA

    Analisemos a frase:

    "Treinar a memória equivale a treinar os músculos do corpo"

    Quem está fazendo a ação de treinar? Ninguém, não cabe essa pergunta. É uma frase que se propõe como verdade, não havendo sujeito.

     Treinar, nesta frase, é impessoal, pois não apresenta sujeito.  

    ===

    B - “Há duas boas maneiras para fazer isso:” (l. 2-3)

    INCORRETA

    Analisemos a frase:

    "Há duas boas maneiras para fazer isso"

    Quem há? Quem está fazendo essa ação? Não cabe essa pergunta: "Haver" no sentido de existir não tem sujeito, sendo impessoal. 

    ===

    C - “porque gostar do assunto gera interesse’,” (l. 6-7)

    INCORRETA

    Analisemos a frase:

    “porque gostar do assunto gera interesse"

    Nenhum dos verbos ("gostar" e "gera") tem sujeito nesta frase. São, portanto, impessoais. 

    É interessante notar que além dos verbos "haver" no sentido de existir ou de tempo decorrido, "fazer" nas indicações de tempo, "ir" também aplicado a tempo decorrido, "ser" e "estar" indicando fenômeno natural, as frases que apresentam sentido geral também não têm sujeito, sendo apresentadas como verdades (ex: Gostar do assunto gera interesse).

    ===

    D - “o desinteresse, ao contrário, é uma espécie de ‘sedativo’,” (l. 12-13)

    CORRETA

    O verbo "é" não é impessoal porque tem sujeito claroo desinteresse.

    O verbo ser será impessoal (não terá sujeito) quando indicar horas ou tempo:

    Ex: Já são são 12 horas.

    Ex:  É manhã aqui em São Paulo. 

    ===

    E - “Não dá para esperar o mesmo nível de retenção de informação...” (l. 25-26)

    INCORRETA

    Analisemos a frase:

    "Não dá para esperar o mesmo nível de retenção de informação...”

    "" e "esperar" são impessoais, pois não apresentam sujeito. Se perguntarmos " Quem não dá?" Não há um sujeito que esteja praticando essa ação. 

    • É importante saber que além dos conhecidos casos de verbos impessoais, é necessário analisar cada frase, observando se é possível atribuir ao verbo da frase em questão um sujeito.  


ID
6169
Banca
CESGRANRIO
Órgão
AL-TO
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto I

Conta-se que, certa vez, ligaram para Brasília
uns cientistas americanos intrigados com o que viram
em algumas fotos de satélite. Eles queriam saber o
que havia na região ao norte do Distrito Federal, porque
as imagens mostravam um brilho intenso naquelas
coordenadas, algo muito incomum. Bem, esse
telefonema pode nem ter ocorrido, mas o certo é que a
Chapada dos Veadeiros, a 230 quilômetros de Brasília,
está sobre uma das mais generosas jazidas de cristal
de que se tem notícia.
Os tais cientistas americanos, caso tenham
ligado mesmo, não estavam descobrindo nenhuma
América, pois durante longo tempo a garimpagem do
cristal movimentou a Chapada e seus arredores. Esse
minério translúcido servia como matéria-prima para
fabricação de componentes eletrônicos e de
computador, em vista de sua altíssima condutividade.
Com o tempo, os pesquisadores desenvolveram outros
materiais em laboratório e o cava-cava acabou.
Os místicos falam que há uma gigantesca placa
de cristal sob toda a região. E sobre ela, como você
pode imaginar, uma gigantesca massa de místicos.
Atraídos pela inegável atmosfera divinal da Chapada,
que é um manancial de água e luz (a solar, ok?) e com
visuais que chamam à contemplação, milhares de
terapeutas, psicólogos, massagistas e líderes
espirituais se mudaram para lá, o que faz de Alto
Paraíso e da vizinha vila de São Jorge um "território
alto-astral" de fama internacional.

RODRIGUES, Otávio. Viagem, Edição Especial (Ecoturismo)
Ed. Abril - Edição 108-A.

Se ______ informações sobre a localização das minas, seriam atendidos e _______ sua curiosidade. As formas verbais que completam corretamente a frase acima são:

Alternativas
Comentários
  • O verbo satisfazer conjuga igual ao verbo fazer.

  • O primeiro é= quisessem
    Se eles quisessem.Com S porque o verbo querer é grafado com S
    O segundo é= satisfariam
    Porque eles seriam atendidos e satisfariam sua curiosidade
    Letra A
  • Correlações verbais exigidas pela gramática normativa e pela lógica modo-temporal: Futuro do pretérito do indicativo (SATISFARIAM) à Pretérito imperfeito do subjuntivo (QUISESSEM)
  • Dica: Pôr e Querer sempre S nunca Z!
  • GABARITO LETRA A 

     

    CORRELAÇÃO VERBAL 

     

    FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO + PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO 


ID
8605
Banca
ESAF
Órgão
Receita Federal
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Assinale a opção que preenche corretamente a seqüência
de lacunas do texto, mantendo sua coerência textual e sua
correção gramatical.

Tendo _____ unidade de análise o gênero humano no
tempo, Morgan dispõe ______ sociedades humanas
na história segundo graus de complexidade crescente
_________ se aproximam da civilização. Diferentes
organizações sociais sucedem-se porque se superam
______ desenvolvimento de sua capacidade de ______ e
de dominar a natureza, identifi cando vantagens biológicas
e econômicas em certas formas de comportamento que
são, então, instituídas ________ modos de organização
social.

(Sylvia G. Garcia, Antropologia, modernidade, identidade. In:
Tempo Social, vol. 5, no. 1 – 2, com adaptações)

Alternativas
Comentários
  • É pelo fato de estar no infinitivo, assim com o verbo "dominar". Não sei muito bem as regras dos verbos infinitivos, mas deve haver alguma faculdade de concordância com o sujeito da frase nesse caso.
  • Teríamos, portanto, caso optássemos pela concordância do verbo "adaptar" com o sujeito da frase (ficando "adaptarem-se"), também modificar o verbo "dominar" para "dominarem", o que não se pode fazer. Pelo princípio da simetria, ficaria mesmo "adaptar-se".
  • Regras de Concordância.
    Casos de NÃO flexão do INFINITIVO:

    4) Quando complemento de adjetivo ou substantivo, precedidos, respectivamente, de preposição DE ou PARA.
    Exemplos:
    Eles têm aptidão PARA APRENDER línguas estrangeiras.

    São casos difíceis DE SOLUCIONAR.

    Gramática para concursos - Fernando Pestana

  • Tendo (POR, COMO) unidade de análise o gênero humano no tempo, Morgan dispõe (AS) sociedades humanas na história segundo graus de complexidade crescente (CONFORME, À MEDIDA QUE) se aproximam da civilização.

    Diferentes organizações sociais sucedem-se porque se superam (PELO, NO) desenvolvimento de sua capacidade de (ADAPTAR-SE) e de dominar a natureza, identificando vantagens biológicas e econômicas em certas formas de comportamento que são, então, instituídas (COMO) modos de organização social.

    Dica: comece eliminando as mais fáceis: 2, 3 ou 5. Mas explicando em ordem:

    1) Para dar coerência pode-se usar por ou como. (a, b, c, d)

    2) DISPOR: (TI) 1. resolver, decidir: preposição “a”; 2. possuir; ter disponível; utilizar: preposição “de”; (TD) colocar em ordem (a, c).

    3) Conforme: conformativa. Pode ser (a, d).

    À medida que: locução proporcional (à proporção que). Pode ser (b, e).

    Na medida em que: locução causal (tendo em vista que, porque). Não pode ser.

    4) O verbo superar pode ser empregado como transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto, regendo as preposição “em” e “por”. Assim, seriam possíveis as opções: pelo e no (a, b).

    5) O verbo fica no singular pois completa o sentido de capacidade. Confirma-se pelo verbo dominar no singular. (a, c, e)

    6) O termo “instituídas” pode ser acompanhado pelas preposições “por”, “como” e “em”, dependendo do sentido da frase. Nesse caso, os “modos de organização social” são a forma como essas “formas de comportamento” são instituídas. Podemos perceber que a preposição “como” é a correta (a, d).


ID
9097
Banca
ESAF
Órgão
TJ-CE
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder às questões de 01 a 03.

A modernização da agricultura dos últimos
cinqüenta anos trouxe como salvação da
lavoura os agrotóxicos e os adubos solúveis.
Esses venenos químicos são capazes de
entrar na planta seja através das folhas, dos
frutos, das sementes, dos galhos ou dos troncos.
Tais produtos químicos destroem microorganismos
úteis ao solo, prejudicando a
planta na sua retirada de nutrientes do solo,
como fósforo, cálcio, potássio, nitrogênio e
outros. Eles também exterminam minhocas,
besouros e outros pequenos organismos
altamente benéficos para a agricultura. No
homem, os venenos químicos modificam o
DNA - a essência da vida -, atacam o sistema
imunológico e geram mutações, provocando
câncer ou feto defeituoso em mulheres
grávidas. Ao mesmo tempo, bloqueiam a
absorção de nutrientes, debilitando o organismo
humano, aumentam a ansiedade e
provocam alteração do comportamento.

Assinale a opção que apresenta, de forma correta, o primeiro período do texto na voz passiva.

Alternativas
Comentários
  • A modernização da agricultura dos últimos cinqüenta anos trouxe como salvação da lavoura os agrotóxicos e os adubos solúveis.

    Como no período acima na voz ativa, o verbo transitivo direto trouxe está no pretérito perfeito do indicativo, então na voz passiva o verbo auxiliar obrigatoriamente ficará também no pretérito perfeito do indicativo, e o encontramos na alternativa C - foram.

  • letra c é a correta.

  • Uma das melhores sensacoes da vida é acertar questoes. :)


ID
9421
Banca
ESAF
Órgão
MRE
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia estes versos da música "Jura secreta", de Sueli Costa e Abel Silva:


Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada que eu quero me suprime


Muitos dos verbos que aparecem em tais versos foram empregados nas frases abaixo.
Assinale a opção que apresenta erro gramatical relacionado ao emprego do verbo.

Alternativas
Comentários
  • O erro foi a falta de mesóclise. Seria escrito assim:

    Os apaixonados vivem se fazendo juras: Far-te-ei feliz! Farei de ti a pessoa mais feliz! -, mas são poucos os que realmente cumprem o prometido.
  • Quanto à letra B, não deveríamos conjugar os verbos como imperativo negativo?
    Sendo assim, deverámos conjugar o presente do subjuntivo e de lá tirar o imperativo negativo.
    Ocorre que ao fazermos isso, os verbos são conjugados de maneira diferente ao enunciado e portanto o item estaria incorreto.
    Realmente não entendi.
  • Não terás, não matarás, não furturás, não dirás...” o tempo verbal aqui utilizado é o futuro do presente do modo indicativo com força de imperativo.Não é incrível?! Mas por que isso? É simples. O modo imperativo expressa o momento presente (então a ordem é momentânea), enquanto que o futuro do presente, assim contextualizado, expressa a ordem continuada, ou seja, o mando que deve ser obedecido  vida afora. Ok? Não matar, não roubar, não adulterar, assim por toda a vida, como o expressa tão bem o infinitivo, cujo valor é atemporal. Para designar o futuro do presente do modo indicativo os gramáticos dizem mais ou menos assim: O futuro do presente do indicativo expressa uma ação futura tida como certa em relação ao hoje. Uma ação futura tida como certa: Não matarás, não roubarás, não adulterarás, não dirás falso testemunho etc. Não matarás hoje, amanhã, depois, depois de amanhã, em 2020, 2030, e até quando Jesus te chamar para estares com ele no paraíso.
  • A) Se nós nos entristecêssemos com todos os beijos não dados, viveríamos em constante estado de depressão. entristecêssemos, pretérito imperfeito do subjuntivo

    B) Obedece aos mandamentos: Não roubarás, não farás mal a teu semelhante, não causarás dor a teu irmão. O futuro do presente do indicativo expressa uma ação futura tida como certa em relação ao hoje. Uma ação futura tida como certa: Não matarás, não roubarás, não adulterarás, não dirás falso testemunho etc

    C) Os apaixonados vivem se fazendo juras: Farei-te feliz! Farei de ti a pessoa mais feliz! -, mas são poucos os que realmente cumprem o prometido. Falta mesóclise, porque o caso é de futuro do presente. Certo: Far-te-ei feliz! Farei de ti a pessoa mais feliz!

    D) Será suprimida a dor de amor quando não mais fizermos juras falsas. Fizermos como hipótese futura, nós fizermos, futuro do subjuntivo na 1a pessoa do plural.

    E) Quisera ter mais vidas para roubar todos os beijos de amor que não roubei. Quisera é pretérito-mais-que-perfeito do indicativo, 1a pessoa singular. Tempo verbal empregado para indicar uma ação passada que ocorreu antes de outra, também no passado. A ação passada é "não roubei", e antes dessa, vem o desejo do autor da frase sobre não "ter mais vidas". Não confundamos com o "queria", pois esse se refere a um fato ocorrido no passado, não completamente terminado, pois o autor da frase ainda quer ter mais vidas.


ID
9442
Banca
ESAF
Órgão
MRE
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Indique a frase em que o verbo sublinhado está flexionado incorretamente.

Alternativas
Comentários
  • o correto da letra "a" seria intreviram ?
  • O certo na letra "a" seria INTERVIERAM
  • O verbo INTERVIR é derivado do verbo VIR e deve ser conjugado como tal.
    Basta fazer a substituição na frase.
    Vc falaria "As tropas viram" ou "As tropas vieram" ?
    O correto seria vieram (pq nesse caso, apesar de ter coerência, o "viram" muda o sentido da frase pq aí seria do verbo ver)
    Então será INTERVIERAM.

    Esta é a técnica do verbo paradigma e dá pra fazer isso com vários outros verbos: por/interpor - calar/intercalar - fazer/refazer etc...
  • Dicas de Português:

    SACIP - todos os verbos que formam o SACIP se conjugam como o verbo VIR

    Sobrevir

    Advir

    Convir

    Intervir

    Provir

    Conjugação do verbo VIR no pretérito perfeito do indicativo: eu vim, tu vieste, ele veio, nós viemos, vós viestes, eles vieram

    Portanto, eu intervim, tu intervieste, ele interveio, nós interviemos, vós interviestes, eles intervieram.

    a) As tropas aliadas intervieram com violência para deter o conflito.

     

  • Comentário válido sobre a alternativa E, fiquei um pouco com o pé atrás em relação a esse "provejo":

    Provejo é a conjugação do verbo PROVER, na primeira pessoa do presente do indicativo.

    Vale destacar a diferença entre PROVER e PROVIR.

    PROVER = providenciar

    PROVIR = ser proveniente, consequência ou descendente de

    Logo o sentido usado na alternativa E é o de prover, " EU sempre provejo (providencio) .. "


ID
10948
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ANATEL
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto para os itens de 1 a 8

Como não usar o telefone celular

1 É fácil ironizar os possuidores de telefones celulares.
Mas é necessário descobrir a qual das cinco categorias eles
pertencem. Primeiro, vêm as pessoas fisicamente incapacitadas,
4 ainda que sua deficiência não seja visível, obrigadas a um
contato constante com o médico ou com o pronto-socorro.
Depois, vêm aqueles que, devido a graves deveres profissionais,
7 são obrigados a correr em qualquer emergência (capitães do
corpo de bombeiros, médicos, transplantadores de órgãos). Em
terceiro lugar, vêm os adúlteros. Só agora eles têm a
10 possibilidade de receber ligações de seu parceiro secreto sem
que membros da família, secretárias ou colegas malintencionados
possam interceptar o telefonema.
13 Todas as três categorias enumeradas até agora
merecem o nosso respeito: no caso das duas primeiras, não nos
importamos de ser perturbados em restaurantes ou durante uma
16 cerimônia fúnebre, e os adúlteros tendem a ser muito discretos.
Seguem-se duas outras categorias que, ao contrário,
representam um risco. A primeira é composta de pessoas
19 incapazes de ir a qualquer lugar se não tiverem a possibilidade
de conversar fiado acerca de frivolidades com amigos e
parentes de que acabaram de se separar. Elas nos incomodam,
22 mas precisamos compreender sua terrível aridez interior,
agradecer por não estarmos em sua pele e, finalmente, perdoar.
A última categoria é composta de pessoas preocupadas
25 em mostrar em público o quanto são solicitadas, especialmente
para complexas consultas a respeito dos negócios: as conversas
que somos obrigados a escutar em aeroportos ou restaurantes
28 tratam de transações monetárias, atrasos na entrega de perfis
metálicos e outras coisas que, no entendimento de quem fala,
dão a impressão de que se trata de um verdadeiro Rockfeller.
31 O que eles não sabem é que Rockfeller não precisa de
telefone celular, porque conta com um plantel de secretários tão
vasto e eficiente que, no máximo, se seu avô estiver morrendo,
34 por exemplo, alguém chega e lhe sussurra alguma coisa no
ouvido. O homem poderoso é justamente aquele que não é
obrigado a atender todas as ligações, muito pelo contrário:
37 nunca está para ninguém, como se diz.
Portanto, todo aquele que ostenta o celular como
símbolo de poder, na verdade, está declarando de público sua
40 condição irreparável de subordinado, obrigado que é a pôr-se
em posição de sentido, mesmo quando está empenhado em um
abraço, a qualquer momento em que o chefe o chamar.

Umberto Eco. O segundo diário mínimo. Sergio Flaksman (Trad.).
Rio de Janeiro: Record, 1993, p. 194-6 (com adaptações).

Com base nas idéias e estruturas do texto de Umberto Eco, julgue os itens a seguir.

As formas verbais de infinitivo "ir" (l.19), "conversar" (l.20) e "separar" (l.21) poderiam assumir corretamente as seguintes formas flexionadas, respectivamente: irem; conversarem; separarem.

Alternativas
Comentários
  • Será que alguém pode me ajudar? Não há flexão porque todos os verbos estão relacionados com o mesmo sujeito?
  • Mauro, não existe "IREM", foi invenção do membro da banca.
  • Rodrigo,
    a forma verbal irem existe.

    Conjugação do infinitivo pessoal do verbo ir.
    para eu ir
    para tu ires
    para ele ir
    para nós irmos
    para vós irdes
    para eles irem

    A questão propõe:

    A primeira é composta de pessoas incapazes de irem a qualquer lugar se não tiverem a possibilidade de conversarem fiado acerca de frivolidades com amigos e parentes de que acabaram de se separarem.

    Está errado porque, quando o verbo é regido por preposição e funciona como complemento de um substantito, adjetivo ou verbo da oração anterior, deve-se usar o infinitivo impessoal (ir, conversar e separar), a não ser que o verbo esteja na voz passiva.

    Pessoas incapazes de (adjetivo + preposição) ir;
    Possibilidade de (substantivo + preposição) conversar;
    Acabaram de (verbo + preposição) se separar.

    Para mais regras acerca do uso do infinitivo pessoal/impessoal, ver: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php
  • Um amigo dizendo que não há a forma verbal ¨irem¨... Fiquem atentos com a falta de visão de quem lhes ensina o caminho.

  • São formas conjugadas do verbo irIr é o infinitivo impessoal (não flexionado); Irem é o infinitivo pessoal (flexionado). A dúvida no uso de ir ou irem surge porque há situações em que devemos obrigatoriamente usar a forma flexionada (irem) e outras em que devemos obrigatoriamente usar a forma não flexionada (ir).

  • Quando há um infinitivo como complemento nominal, ele não poderá ser flexionado

  • Deixar claro que a pessoalidade do infinitivo é facultativa em qualquer caso, exceto na formação de locuções verbais!!!!!!! No caso acabar de separar, parem de estudar por site de concursos.

  • Infinitivos precedidos de preposição não devem ser flexionados, com exceção se vier antes da oração principal:

    Ex sem flexão: Os alunos não foram capazes de concluir a prova.

    Ex com flexão: Ao persistirem os sintomas, procure um médico.

    Portanto, os verbos em questão não podem sofrer flexão.

    fonte: https://www.linguaminha.com.br/artigos/a-flexao-do-infinitivo/

  • Gabarito: Errado

    ▸O infinitivo não flexiona quando é complemento de adjetivo ou substantivo, precedido, respectivamente, de preposição de ou para.

    “São casos difíceis de solucionar.”

    “Eles têm aptidão para aprender línguas estrangeiras.”

    Prof. Fernando Pestana.

  • gab e!!

    dica de Aula de concordância com infinitivo para quem quiser:

    prof top

    https://www.youtube.com/watch?v=sAiCjQyy-Z0&list=PLR2b-AkWav5FEMmfDJMQtR-n-J-wbi_3q&index=8

  • Gab e! Infinitivo flexionado x infinitivo impessoal:

    NÃO FLEXIONAR:

    • LOCUÇÕES: ''eles acabaram de sair''
    • SUJEITO DO INFINITIVO FOR PRONOME OBLÍQUO ÁTONO: ''Deixei-os sair''
    • SEM SUJEITO ESPECÍFICO: ''estudar é preciso''
    • INFINITIVO FOR COMPLEMENTO DE ADJETIVO E SUBSTANTIVO '' esses exercícios são difíceis de SER resolvidos'' \ ''temos a obrigação de ajudar nossos alunos''
    • EXCEÇÃO À REGRA: reciprocidade: ''Luana e Levi estão dispostos a se RECONCILIAREM''

    FONTE: editora atualizar.


ID
11260
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto
apresentado abaixo.

1. Coerente com a noção de que o pecado marca
fundamentalmente a condição humana, como estigma
degradante, e que este mundo material é apenas lugar de
perdição ou, na melhor das hipóteses, lugar de penas re-
5. generadoras, o pensamento católico medieval insistiu no
tema da miséria e da indignidade do homem. Indignidade
resultante da Queda, indignidade tornada visceral e que,
sozinho, apenas por si mesmo, apenas com suas parcas
forças o homem não conseguiria superar, necessitando da
10. ação mediadora da Igreja, de seus clérigos, seus sacramentos.
É bem verdade que essa visão pessimista em
relação ao homem e à natureza, que lhe propicia ocasiões
de pecado ou de esquecimento da necessidade de
salvação, encontra seu reverso, na própria Idade Média,
15. no cristianismo de São Francisco de Assis, baseado em
pobreza, alegria e amor à natureza enquanto obra
belíssima de Deus. Essa é justamente uma das
contradições mais fecundas apresentadas pelo universo
religioso medieval (contradição muito bem exposta, em for-
20 ma romanceada, por Umberto Eco, em O nome da rosa).
(...) Mas, franciscanismo à parte, a tese que prevalece na
Idade Média como concepção "oficial" da Igreja é aquela
da degradação do homem em decorrência do pecado
original e da natureza como reino da perigosa e tentadora
25. materialidade.

(PESSANHA, José Américo Motta. Humanismo e pintura.
Artepensamento. Org. Adauto Novaes. São Paulo:
Companhia das Letras, 1994, p. 30-31)

É bem verdade que essa visão pessimista em relação ao homem e à natureza, que lhe propicia ocasiões de pecado ou de esquecimento da necessidade de salvação, encontra seu reverso, na própria Idade Média... Considerado o contexto, o uso da forma destacada no período acima exemplifica o emprego desse tempo e modo verbais para

Alternativas
Comentários
  • gabarito D
  • É bem verdade que essa visão pessimista em relação ao homem e à natureza, que lhe propicia ocasiões de pecado ou de esquecimento da necessidade de salvação, encontra seu reverso, na própria Idade Média...


    Apesar de te-la errado, o interessante eh a gnt ler muito bem o enunciado!


    bons estudoss

  • TEMPOS VERBAIS

    Presente - Ação que ocorre no momento em que se fala,pode ser usado:

    Passado - Colombo Descobre a América
    Futuro - Vou amanhã ao Guarujá

     

    No caso da questão o verbo "Encontrar" está no Presente para dar vivacidade aos fatos ocorridos no Passado como a Banca mesmo explica.


ID
11398
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • A expressão "fosse qual fosse" exprime "qual fosse, de qualquer forma, de qualquer modo, de qualquer maneira".

    [Fosse qual fosse a qualidade dos professores],    [ a escola despertaria interesse]      [quando carregasse consigo uma promessa de futuro].

    "A escola despertaria interesse, qual fosse a qualidade dos professores".
  • GABARITO LETRA A 

     

    CORRELAÇÃO VERBAL 

     

    FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO + PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO 

  • Combinação frequente:

    Ex


    Faria - Fizesse

    Fizesse - Faria


ID
11413
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas no contexto da seguinte frase:

Alternativas
Comentários

  • Não é pedido no enunciado a alternativa que apresenta TODAS as formas verbais corretamente flexionadas?

    Não me parece que os verbos da letra C estão todos corretos?

    Concordam?
  • O sujeito é oracional (cultivar tantos sonhos), portanto, cabe verbo no singular:
    cultivar tantos sonhos aprouve aos adolescentes.
    letra c) correta
  • Letra b- Quando nós conviermos.
  • A) Entretivermos
    B) Conviermos
    C) Certo
    D) Proviessem
    E) Contradisseram
  • Em: "Se as ficções não nos provissem de tantas imagens e informações..."

    O correto é provessem, de prover.
    Nâo confundir o verbo prover com provir (que seria proviessem).

    Provir = ser proveniente de, proceder, originar-se

    Prover = abastecer(-se) do que for necessário, providenciar, dispor

    O que as ficções fazem é nos abastecer (prover) de imagens e informações.
    Imagens e informações originam-se ou provêm (de provir) das ficções.

    É preciso tomar cuidado porque o verbo "prover" foge da regra de seguir "ver".

    O pretérito perf. do subjuntivo é: provesse, provesses...
    Não segue a regra do ver: visse, visses...

    A mesma coisa acontece no fut. do subj: Prover, proveres, prover...
    Não segue a regra do ver: vir, vires...


    Fonte: Dic. Houaiss
  • letra a) Se não nos entretermos.  O "nos" é pronome que indica a conjugação "nós", e olhando a conjugação do verbo, o verbo "entretermos", está no Infinitivo Pessoal. OK!

    Já o verbo "dizem", está na conjugação "eles dizem", no Presente. Algumas pessoas dizem, eles dizem. OK, certo!

    E o verbo "preencherá", está conjugado "ele preencherá". Contudo, o restante da frase diz: "nosso tempo ocioso". Então, aqui a frase deveria ser: "com que preenchermos nosso tempo ocioso" (voltando para o infinito pessoal).

    letra b) Quando finalmente convirmos em que os sonhos são estimulantes ... (Está na conjugação nós do Infinitivo Pessoal: "por convirmos nós").

    a eles (aos sonhos) recorreremos para combater nosso ... (Está no Futuro do Presente).

    Porém, no Infinitivo Pessoal: a eles (aos sonhos) recorrermos para combater nosso ...

    O mais razoável, seria que as duas frases estivessem no Futuro do Presente e, desse modo, estaria certa a alternativa:

    Quando finalmente conviremos em que os sonhos são estimulantes ..., a eles recorreremos para combater nosso ... pragmatismo.

    Letra C) Já que aos adolescentes de ontem aprouve cultivar tantos sonhos, (Está na conjugação "ele aprouve", no Pretérito Perfeito)

    --> os adolescentes de ontem (eles): a conjugação é "eles aprouveram". (Pretérito Perfeito)

    por que os (adolescentes) de hoje terão abdicado do direito ...? (eles terão - Futuro do Presente)

    Deveria ser tempo presente: "por que os de hoje...". 

    Portanto, a frase correta seria: "por que os de HOJE TÊM abdicado do direito ... (tempo Presente).

     

     

     

     

     

  • Letra D: Se as ficções não nos provissem de tantas imagens e informações, ("provissem" não existe!).

    No Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: se as ficções não nos fornecessem   --> conjugação: se eles fornecessem ---> se elas (ficções) fornecessem

    No Pret. Imperf. do Subjuntivo: se as ficções não nos  PROVIESSEM  ----> Conjugação: se eles proviessem.

     

    Segunda Frase: ..., teríamos mais tempo para criar nossas próprias fantasias. (nós teríamos - é Futuro do Pretérito).

    No Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: (se nós tivéssemos).

    Vamos conferir: "se as ficções não nos proviessem (fornecessem) tantas imagens e informações, tivéssemos (ou, teríamos) mais tempo para criar nossas próprias fantasias."

    Ficou esquisito o "tivéssemos", portanto, só o "provissem" (que não existe! Está errado), o verbo "teríamos" está correto no tempo e modo de conjugação.

     

    Letra E: As sucessivas gerações já muito se contradizeram ... (os termos sucessivas gerações querem indicar passado, e um passado que aconteceu, então, é Pretérito Perfeito).

    O termo "contradizeram" não existe na conjugação do verbo contradizer!

    O Pretérito Perfeito de Contradizer: (as gerações ---> elescontradisseram).

    Então, o CORRETO seria: As sucessivas gerações já muito se contradisseram ...

    Agora, vamos para a segunda frase:

    "ao passo que a DE HOJE parece ter renunciado a todos eles. (está correto, está no tempo Presente).

    Enfim, para esta alternativa estar correta, as frases deveriam estar assim:

    As sucessivas gerações já muito se contradisseram, por força da diversidade de seus sonhos, ao passo que a de hoje parece ter renunciado a todos eles.

     

  • Na minha opniao o correto é:

    a- entretivéssemos

    b- conviermos

    d-provêssemos

    e- contradisseram

  • gAB c

    Sempre q vc se deparar com problemas deste tipo, transforma a frase. Use verbos q vc domina.


ID
11419
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Necessário fazer a pergunta para o verbo - Que é que não restrinja? Resposta as imposições. O que correto é: PARA QUE NÃO SE RESTRINJAM.
  • RESPOSTA LETRA A
    Para que não RESTRINJAM (restringir) o sonho de um jovem, as imposições do mercado de trabalho devem ter sua importância relativizada.

    Possibilidade de resposta das alternativas, com os núcleos do sujeito em destaque:

    Letra B:
    Seria essencial que nunca FALTE (faltar) aos adolescentes, mesmo em nossos dias pragmáticos, a liberdade inclusa nos sonhos.
    Letra C:

    Entre as duas hipóteses que EXAMINOU (examinar), considera o autor que o elemento comum é redução da capacidade de sonhar.
    Letra D:
    Não se DELEGA (delegar) às escolas a missão exclusiva de preparar os jovens para sua inserção no mercado de trabalho.
    Letra E:
    É pena que FALTE (faltar) aos jovens a referência dos sonhos que seus pais já tenham alimentado em sua época de adolescentes.
  • Corretaa) Para que não ...... (restringir) o sonho de um jovem, as imposições do mercado de trabalho devem ter sua importância relativizada.
    O  trecho escrito na forma direta:
    as imposiçõesdo mercado de trabalho devem ter sua importância relativizadapara que não  RESTRINJAM (restringir) o sonho de um jovem.
    b) Seria essencial que nunca ...... (faltar) aos adolescentes, mesmo em nossos dias pragmáticos, a liberdade inclusa nos sonhos.
    O  trecho escrito na forma direta:
    Seria essencial que nunca FALTASSE (faltar) a liberdade inclusa nos sonhosaos adolescentes, mesmo em nossos dias pragmáticos.
    c) Entre as duas hipóteses que ...... (examinar), considera o autor que o elemento comum é redução da capacidade de sonhar.
    O  trecho escrito na forma direta:
    o autor  EXAMINOU (examinar) duas hipóteses, entre as quais ele considera que o elemento comum é redução da capacidade de sonhar.
     
    d) Não se ...... (delegar) às escolas a missão exclusiva de preparar os jovens para sua inserção no mercado de trabalho.
    O  trecho escrito na forma direta:
    a missão (...) (de preparar os jovens para sua inserção no mercado de trabalho) Não se DELEGA (delegar) às escolas .

    e) É pena que ...... (faltar) aos jovens a referência dos sonhos que seus pais já tenham alimentado em sua época de adolescentes.
    O  trecho escrito na forma direta:
    É pena que aos jovens  FALTE (faltar) a referência dos sonhos que seus pais já tenham alimentado em sua época de adolescentes.
     
     

ID
12469
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

A eterna juventude

Conforme a lenda, haveria em algum lugar a Fonte da
Juventude, cujas águas garantiriam pleno rejuvenescimento a
quem delas bebesse. A tal fonte nunca foi encontrada, mas os
homens estão dando um jeito de promover a expansão dos
anos de "juventude" para limites jamais vistos. A adolescência
começa mais cedo - veja-se o comportamento de "mocinhos" e
"mocinhas" de dez ou onze anos - e promete não terminar
nunca. Num comercial de TV, uma vovó fala com desenvoltura
a gíria de um surfista. As academias e as clínicas de cirurgia
plástica nunca fizeram tanto sucesso. Muitos velhos fazem
questão de se proclamar jovens, e uma tintura de cabelo é
indicada aos homens encanecidos como um meio de fazer
voltar a "cor natural".
Esse obsessivo culto da juventude não se explica por
uma razão única, mas tem nas leis do mercado um sólido
esteio. Tornou-se um produto rentável, que se multiplica
incalculavelmente e vai da moda à indústria química, dos
hábitos de consumo à cultura de entretenimento, dos salões de
beleza à lipoaspiração, das editoras às farmácias. Resulta daí
uma espécie de código comportamental, uma ética subliminar,
um jeito novo de viver. O mercado, sempre oportunista, torna-se
extraordinariamente amplo, quando os consumidores das mais
diferentes idades são abrangidos pelo denominador comum do
"ser jovem". A juventude não é mais uma fase da vida: é um
tempo que se imagina poder prolongar indefinidamente.
São várias as conseqüências dessa idolatria: a
decantada "experiência dos mais velhos" vai para o baú de
inutilidades, os que se recusam a aderir ao padrão triunfante da
mocidade são estigmatizados e excluídos, a velhice se torna
sinônimo de improdutividade e objeto de caricatura. Prefere-se
a máscara grotesca do botox às rugas que os anos trouxeram, o
motociclista sessentão se faz passar por jovem, metido no
capacete espetacular e na roupa de couro com tachas de metal.
É natural que se tenha medo de envelhecer, de adoecer,
de definhar, de morrer. Mas não é natural que reajamos à lei da
natureza com tamanha carga de artifícios. Diziam os antigos
gregos que uma forma sábia de vida está na permanente preparação
para a morte, pois só assim se valoriza de fato o presente
que se vive. Pode-se perguntar se, vivendo nesta ilusão da
eterna juventude, os homens não estão se esquecendo de
experimentar a plenitude própria de cada momento de sua
existência, a dinâmica natural de sua vida interior.

(Bráulio Canuto)

A construção que admite transposição para a voz passiva é:

Alternativas
Comentários
  • Qual o problema em se transpor para a voz passiva como:

    Esse culto a juventude é favorecido pelas leis de mercado.
  • Na alternativa b, favorecer é verbo transitivo direto e, por isso, admite transposição para voz passiva: esse culto da juventude é favorecido pelas leis do mercado.
  • alguém poderia explicar a alternativa "e"?
  • No contexto, o verbo "CRESCER"  é transitivo indireto: cresce a que maneira? a olhos vistos. A transposição do verbo para a voz passivo só é possível nos verbos transitivos diretos.

    Espero ter ajudado!
  • Na verdade, CRESCER na alternativa 'e' é verbo intransitivo e não admite construção na voz passiva!
  • Na alternativa C?
    deixar normalmente é verbo transitivo, nesta frase ele está intransitivo?
  • Na alternativa (C) existe uma locação verbal, "...deixou de ser...", em que o verbo principal é o "ser" que é verbo de ligação, portanto não se admite transposição para voz passiva.

  • Alguém poderia explicar pq não poderia ser a letra D??

  • Na (D) o verbo "Resultar" está como VTI. 

  •  

    Resolução:

    http://www.migalhas.com.br/Gramatigalhas/10,MI80436,91041-Voz+passiva+quando+e+possivel

  • a)  São  = VL = nao admite VP

    b) favorecem = V transitivo direto = é favorecido 

    c) deixou de ser  =  verbo principal é VL

    d) resulta = V intransitivo = nao admite VP 

    e) cresce = V. intransitivo = nao admite VP 

     

  • Quem favorece, favorece ALGO a ALGUÉM.


ID
12484
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

A eterna juventude

Conforme a lenda, haveria em algum lugar a Fonte da
Juventude, cujas águas garantiriam pleno rejuvenescimento a
quem delas bebesse. A tal fonte nunca foi encontrada, mas os
homens estão dando um jeito de promover a expansão dos
anos de "juventude" para limites jamais vistos. A adolescência
começa mais cedo - veja-se o comportamento de "mocinhos" e
"mocinhas" de dez ou onze anos - e promete não terminar
nunca. Num comercial de TV, uma vovó fala com desenvoltura
a gíria de um surfista. As academias e as clínicas de cirurgia
plástica nunca fizeram tanto sucesso. Muitos velhos fazem
questão de se proclamar jovens, e uma tintura de cabelo é
indicada aos homens encanecidos como um meio de fazer
voltar a "cor natural".
Esse obsessivo culto da juventude não se explica por
uma razão única, mas tem nas leis do mercado um sólido
esteio. Tornou-se um produto rentável, que se multiplica
incalculavelmente e vai da moda à indústria química, dos
hábitos de consumo à cultura de entretenimento, dos salões de
beleza à lipoaspiração, das editoras às farmácias. Resulta daí
uma espécie de código comportamental, uma ética subliminar,
um jeito novo de viver. O mercado, sempre oportunista, torna-se
extraordinariamente amplo, quando os consumidores das mais
diferentes idades são abrangidos pelo denominador comum do
"ser jovem". A juventude não é mais uma fase da vida: é um
tempo que se imagina poder prolongar indefinidamente.
São várias as conseqüências dessa idolatria: a
decantada "experiência dos mais velhos" vai para o baú de
inutilidades, os que se recusam a aderir ao padrão triunfante da
mocidade são estigmatizados e excluídos, a velhice se torna
sinônimo de improdutividade e objeto de caricatura. Prefere-se
a máscara grotesca do botox às rugas que os anos trouxeram, o
motociclista sessentão se faz passar por jovem, metido no
capacete espetacular e na roupa de couro com tachas de metal.
É natural que se tenha medo de envelhecer, de adoecer,
de definhar, de morrer. Mas não é natural que reajamos à lei da
natureza com tamanha carga de artifícios. Diziam os antigos
gregos que uma forma sábia de vida está na permanente preparação
para a morte, pois só assim se valoriza de fato o presente
que se vive. Pode-se perguntar se, vivendo nesta ilusão da
eterna juventude, os homens não estão se esquecendo de
experimentar a plenitude própria de cada momento de sua
existência, a dinâmica natural de sua vida interior.

(Bráulio Canuto)

Está adequada a correlação entre tempos e os modos verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Há em algum lugar a Fonte da Juventude, cujas águas garantirão pleno rejuvenescimento a quem delas VIER a beber. b) Seria natural que tivéssemos medo de envelhecer, mas não que reagíssemos à lei da natureza com tantos artifícios. (CERTA) c) Caso se quisesse valorizar o presente que se vive, uma forma sábia de vida PODERIA SER a permanente preparação para a morte. d) Terão sido várias as conseqüências dessa idolatria, entre elas a de que a "experiência dos mais velhos" TERÁ IDO para o baú de inutilidades. e) Tornara-se um produto rentável, que se MULTIPLICAVA incalculavelmente e IA da moda à indústria química.
  • Correlação Verbal entre Pret. Imperf. Subj x Fut. Pret Ind.

    Seria natural que tivéssemos medo de envelhecer, mas não que reagíssemos à lei da natureza com tantos artifícios.

  • Correlações verbais

    a) em algum lugar a Fonte da Juventude, cujas águas garantirão pleno rejuvenescimento a quem delas (viria) venha a beber.

      Presente do indicativo () à Presente do subjuntivo (venha). (e vice-versa)

    b) Seria natural que tivéssemos medo de envelhecer, mas não que reagíssemos à lei da natureza com tantos artifícios. (CORRETA).

        Futuro do pretérito do indicativo(seria) à Pretérito imperfeito do subjuntivo(reagíssemos)

    c) Caso se quisesse valorizar o presente que se vive, uma forma sábia de vida (poderá) poderia ser a permanente preparação para a morte.

        Pretérito imperfeito do subjuntivo(quisesse) a futuro do pretérito do indicativo(poderia)

    d) Terão sido várias as conseqüências dessa idolatria, entre elas a de que a "experiência dos mais velhos" (iria) TERÁ IDO para o baú de inutilidades.

        
    Futuro do presente do indicativo (terão) futuro do presente do indicativo(terá)

    e) Tornara-se um produto rentável, que se multiplicava incalculavelmente e ia da moda à indústria química.

         Pretérito perfeito do indicativo à Pretérito imperfeito do indicativo (multiplicava/ia)

         TORNARA (pret. mais-que-perfeito). Do pretérito perfeito derivam-se o pretérito mais-que-perfeito do indicativo,o futuro do subjuntivo e o pretérito     imperfeito do subjuntivo. Formam-se pelo tema do pretérito perfeito que é obtido conjugando esse tempo na 2ª pessoa singular, eliminando a desinência ste . Ex.: Tu tornaste ste - torna
                   Tu colheste ste - colhe
                   Tu feriste ste - fere
    Acrescenta-se ao verbo as desinências referentes a cada um dos três tempos derivados:

    Pretérito mais-que-perfeito do indicativo  ra, ras, ramos, reis, ram
    Futuro do subjuntivo  r, res, r, rmos, rdes, rem
    Pretérito imperfeito do subjuntivo  sse, sses, sse, ssemos, sseis, ssem

     

  • GABARITO LETRA B 

     

    CORRELAÇÃO VERBAL 

     

    FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO + PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO 

  • Lembra de regra Hipótese + certeza = errada


ID
12493
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

A eterna juventude

Conforme a lenda, haveria em algum lugar a Fonte da
Juventude, cujas águas garantiriam pleno rejuvenescimento a
quem delas bebesse. A tal fonte nunca foi encontrada, mas os
homens estão dando um jeito de promover a expansão dos
anos de "juventude" para limites jamais vistos. A adolescência
começa mais cedo - veja-se o comportamento de "mocinhos" e
"mocinhas" de dez ou onze anos - e promete não terminar
nunca. Num comercial de TV, uma vovó fala com desenvoltura
a gíria de um surfista. As academias e as clínicas de cirurgia
plástica nunca fizeram tanto sucesso. Muitos velhos fazem
questão de se proclamar jovens, e uma tintura de cabelo é
indicada aos homens encanecidos como um meio de fazer
voltar a "cor natural".
Esse obsessivo culto da juventude não se explica por
uma razão única, mas tem nas leis do mercado um sólido
esteio. Tornou-se um produto rentável, que se multiplica
incalculavelmente e vai da moda à indústria química, dos
hábitos de consumo à cultura de entretenimento, dos salões de
beleza à lipoaspiração, das editoras às farmácias. Resulta daí
uma espécie de código comportamental, uma ética subliminar,
um jeito novo de viver. O mercado, sempre oportunista, torna-se
extraordinariamente amplo, quando os consumidores das mais
diferentes idades são abrangidos pelo denominador comum do
"ser jovem". A juventude não é mais uma fase da vida: é um
tempo que se imagina poder prolongar indefinidamente.
São várias as conseqüências dessa idolatria: a
decantada "experiência dos mais velhos" vai para o baú de
inutilidades, os que se recusam a aderir ao padrão triunfante da
mocidade são estigmatizados e excluídos, a velhice se torna
sinônimo de improdutividade e objeto de caricatura. Prefere-se
a máscara grotesca do botox às rugas que os anos trouxeram, o
motociclista sessentão se faz passar por jovem, metido no
capacete espetacular e na roupa de couro com tachas de metal.
É natural que se tenha medo de envelhecer, de adoecer,
de definhar, de morrer. Mas não é natural que reajamos à lei da
natureza com tamanha carga de artifícios. Diziam os antigos
gregos que uma forma sábia de vida está na permanente preparação
para a morte, pois só assim se valoriza de fato o presente
que se vive. Pode-se perguntar se, vivendo nesta ilusão da
eterna juventude, os homens não estão se esquecendo de
experimentar a plenitude própria de cada momento de sua
existência, a dinâmica natural de sua vida interior.

(Bráulio Canuto)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • a) O SUJEITO É: as evidências do tempo inexorável. PORTANTO O VERBO DEVE CONCORDAR COM O SUJEITO NO PLURAL.
    b) O SUJEITO DO VERBO TER É: esse culto. PORTANTO DEVE CONCORDAR COM O SINGULAR.
    c) O SUJEITO É ORACIONAL: que os efeitos desse culto sejam rapidamente eliminados. PORTANTO DEVE PERMANECER NO SINGULAR
    d) O SUJEITO É: a ilusão dessa suposta juventude eterna. SINGULAR
    e) O SUJEITO DO VERBO PROPOR É: que esqueçam. SUJEITO ORACIONAL. SINGULAR.

  • O sujeito da alternativa A é "o adulto de hoje"... que é usado no singular apesar de indicar plural, uso este aceito pela norma culta. Não sabia que neste caso o verbo concorda no plural... e mais estranho ainda é que o pronome que antecede o verbo a ser completado está no singular!
  • Em relação a letra a: por que AS EVIDÊNCIAS do tempo inexorável não o DEMOVEM desse culto obstinado. Por isso, deve ficar o verbo no plural.O pronome olíquo "o" antes do verbo demover faz referência ao adulto, que está no singular. É por isso que o pronome oblíquo também está no singular.Além disso, o adulto de hoje não dá ideia de plural, mas sim de singular, seja pelo artigo no singular que o está determinando (o), seja pela flexão singular do substantivo (adulto).
  • Essa questão carece de explicações mais claras e precisas!
  • Vamos lá:

    Significado de Demover

    v.t. Fazer renunciar a uma pretensão; dissuadir.

    Classe gramatical de demover: Verbo transitivo direto e indireto
    O quê ou quem que não demove (VTDI)? - O adulto de hoje (OD).
    De quê ou de quem? desse culto obstinado.

    Na ordem direta: Por que as evidências do tempo inexorável não DEMOVEM o adulto de hoje desse culto obstinado?

    Por isso o verbo tem que ir para o plural, pois concorda com o sujeito.

     


ID
13486
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao
texto seguinte.

A família na Copa do Mundo

A rotina de uma família costuma ser duramente atingida
numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter
novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputaa
com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente
para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa rara,
nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão
interminável de jogos, as bandeiras, os rojões e os alaridos da
vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria
está em jogo nos gramados estrangeiros.
É preciso também reconhecer que são muito distintas as
atuações dos membros da família, nessa época de gols. Cabe
aos homens personificar em grau máximo as paixões
envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória, recolher o
drama de uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista da
Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la. Quando
solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com
intensidade muito menor, essas alegrias ou dores dos homens.
Entre as crianças menores, a modificação de comportamento é
mínima, ou nenhuma: continuam a se interessar por seus
próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas
maiores tendem a reproduzir, respectivamente, algo da atuação
do pai ou da mãe.
Claro, está-se falando aqui de uma "família brasileira
padrão", seja lá o que isso signifique. O que indiscutivelmente
ocorre é que, sobretudo nos centros urbanos, uma Copa do
Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas
pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição, à
alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às
tensas expectativas, às súbitas mudanças de humor coletivo
? e
disseminam pela casa uma insatisfação, um rancor, uma
vingança que afetam o companheiro, a companheira ou os
filhos. Como toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo
pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim, costumam
cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem, por
força dos diferentes papéis que os familiares desempenham
durante os jogos. Cicatrizam, volta a rotina, retornam os papéis
tradicionais
? até que chegue uma outra Copa.
(Itamar Rodrigo de Valença)

Transpondo-se para a voz passiva a frase uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares, a forma verbal sublinhada deverá ser substituída por

Alternativas
Comentários
  • Fica assim...A solidez... é posta à prova...
    Cuidado..com o plural de laços familiares.!
    Mas o sujeito é A solidez que está no singular
  • Transpondo-se para a voz passiva a frase uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares

    Para descobrir qual é o sujeito basta perguntar ao verbo principal O QUE ou QUEM, neste caso o verbo é POR = PÕE pergunta-se então O QUE É POSTO À PROVA? A SOLIDEZ, portanto É POSTA.
  • Tudo bem... acertei a questão pois tive que marcar uma alternativa. Porém, no meu entendimento a frase não poderia ser transposta para a voz passiva, pois o trecho põe à indica que o verbo nesta frase foi utilizado como VTI (regendo a preposição a) o que justifica a ocorrência da crase, o que impede a transposição para a voz passiva, visto que apenas VTD aceitam ser transpostos.

  •  a)

    é posta


ID
13498
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 12 referem-se ao
texto seguinte.

A família na Copa do Mundo

A rotina de uma família costuma ser duramente atingida
numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter
novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputaa
com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente
para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa rara,
nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão
interminável de jogos, as bandeiras, os rojões e os alaridos da
vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria
está em jogo nos gramados estrangeiros.
É preciso também reconhecer que são muito distintas as
atuações dos membros da família, nessa época de gols. Cabe
aos homens personificar em grau máximo as paixões
envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória, recolher o
drama de uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista da
Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la. Quando
solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com
intensidade muito menor, essas alegrias ou dores dos homens.
Entre as crianças menores, a modificação de comportamento é
mínima, ou nenhuma: continuam a se interessar por seus
próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas
maiores tendem a reproduzir, respectivamente, algo da atuação
do pai ou da mãe.
Claro, está-se falando aqui de uma "família brasileira
padrão", seja lá o que isso signifique. O que indiscutivelmente
ocorre é que, sobretudo nos centros urbanos, uma Copa do
Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas
pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição, à
alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às
tensas expectativas, às súbitas mudanças de humor coletivo
? e
disseminam pela casa uma insatisfação, um rancor, uma
vingança que afetam o companheiro, a companheira ou os
filhos. Como toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo
pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim, costumam
cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem, por
força dos diferentes papéis que os familiares desempenham
durante os jogos. Cicatrizam, volta a rotina, retornam os papéis
tradicionais
? até que chegue uma outra Copa.
(Itamar Rodrigo de Valença)

Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • b)não é dispor e sim "quem não se dispuser".
    c)não é detessem e sim detivessem, pois o verbo deter deriva-se do verbo ter.
    d)não é retêem e sim retêm, pois devariva-se do verbo ter.
    e)não é detenhem e sim detenham
  • "Querido ou podido"  nunca usaria essa expressao pensado que estaria errada...preciso estudar mais...

  • As outras são de boa... mas essa letra A ..QUERIDO OU PODIDO....kkkkkkk querendo ou não FCC, você me deixou FODIDO...:( : ( 


ID
13921
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1    Para a direita a noção de cidadania procura
      expurgar a noção de igualdade inerente a este termo.
      A cidadania é vista como uma outorgação do Estado ou, no
4    limite, o reconhecimento da igualdade jurídica, que 
     discrimina e escamoteia o fato de que os direitos, para serem
     gozados, necessitam de uma certa homogeneidade social e
7   econômica. Assim, ao absolutizar o nivelamento jurídico dos
     indivíduos, este raciocínio opera um escamoteamento das
     desigualdades econômicas, sociais, políticas e culturais que
10 permeiam uma sociedade onde as classes sociais, os gêneros,
     as etnias e os grupos têm acesso diferenciado e desigual aos
     bens materiais e simbólicos.

João B. A. da Costa.
Democracia, cidadania e atores políticos de esquerda.
Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Acerca do texto acima, julgue os itens que se seguem.

Preservam-se as relações semânticas do texto ao se transformar a oração de voz passiva "A cidadania é vista" (R.3) na oração de voz ativa: A direita vê a cidadania.

Alternativas
Comentários
  • CERTO. essa mesma questão está Q6002 . 
    Na alteração sugerida pela questão, a relação semântica é preservada porque não há alteração de sentido (é isso q significa semântica) para o texto; qto à estrutura sintática não se pode dizer o mesmo. Vejamos: voz ativa (sujeito faz = "a direita"; "a cidadania" é objeto).
    Na voz passiva o sujeito sofre (a cidadania). O segredo é verificar de quem o verbo está falando. Se fala de quem sofre é voz passiva; se fala de quem faz é voz ativa (isso não responde a 100% dos casos, mas resolve por enquanto). (copiado da Colega Andreia Valentim)
  • caracas errei de novo

  • INTERPRETE O TEXTO!

    Força, colega!

  • Essa questão vai na contra mão da regra que afirma: Na transformação da voz ativa → Voz passiva (ou vice versa), altera o sentido!

    POR FAVOR PROFESSORES, AJUDA AI

  • Como transformar da ativa pra passiva?

    1) O verbo tem que ter Objeto Direto e Sujeito!

    2) Haverá a inversão entre o que é OD e o que é SUJ!

    3) Na voz passiva analítica, a estrutura é SER+PARTICIPIO, em que o verbo ser terá o mesmo tempo do verbo na ativa.

    4)Processo inverso também funciona.

    "A cidadania é vista" - Passiva analítica - Sujeito + verbo ser + particípio + OD (que é oculto, mas pelo texto dá pra perceber que é "a direita") - Então é só trocar OD-SUJ e suprimir o verbo ser e colocar o verbo principal no tempo do verbo ser.

    A direita (que antes era OD) (seguiu o presente do indicativo igual ao verbo "é") a cidadania. (que antes era o Sujeito)

  • achei que o termo a direita vê a cidadania estava extrapolando. uma vez que a cidadania é vista, deduz-se que pir todos. agora quando fala: a direita vê a cidadania, ai jà se restringe a visao da direita.

  • essa questão realmente vai na contra mão em relação ao que os professores dizem eles dizem que voz ativa ---> voz passiva - altera o sentido voz passiva analítica ---> voz passiva sintética - não altera o sentido
  • A voz passiva analítica é formada por:


ID
14257
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1 Na cidade de Atenas, considerava-se cidadão
(thetes) qualquer ateniense maior de 18 anos que tivesse
prestado serviço militar e que fosse homem livre. Da reforma
4 de Clistenes em diante, os homens da cidade não usariam
mais o nome da família, mas, sim, o do demos a que
pertenciam. Manifestariam sua fidelidade não mais à família
7 (gens) em que haviam nascido, mas à comunidade (demói)
em que viviam, transferindo sua afeição de uma instância
menor para uma maior. O objetivo do sistema era a
10 participação de todos nos assuntos públicos, determinando
que a representação popular se fizesse não por eleição, mas
por sorteio.

Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.

A estrutura em voz passiva "considerava-se" (l.1) poderia
ser substituída por outra forma de passiva, era considerado,
sem comprometer a coerência do texto.

Alternativas
Comentários
  • CORRETO! O verbo considerar é transitivo direto e na companhia do pronome apassivador 'se' forma a VOZ PASSIVA SINTÉTICA.A proposta de alteração é para a VOZ PASSIVA ANALÍTICA, acrescentando o verbo auxiliar 'ser' no mesmo tempo de 'considerava'(pretérito imperfeito do indicativo)e levando o verbo principal para o participio.Essa alteração é plenamente possível e não compromete a coerência ou a correção gramatical, já que os tempos verbais foram respeitados.Vejamos: VOZ PASSIVA SINTÉTICA '...considerava-se cidadão qualquer ateniente maior de 18 anos...' VOZ PASSIVA ANALÍTICA '...era considerado cidadão qualquer ateniente maior de 18 anos...':)
  • OK, mas e quanto a vírgula? 
  • Como saber se pode trocar da passiva sintética pra analítica? Simples! é só saber se o "se" realmente é partícula apassivadora.

    Considerar - quem considera, considera algo, portanto é VTD! Se é VTD o "se" realmente é partícula apassivadora, já que o se vai ser:

    VTD - Partícula apassivadora.

    VTDI - Partícula apassivadora.

    VI - Índice de indeterminação do sujeito.

    VTI - Índice de indeterminação do sujeito.

    VL - Índice de indeterminação do sujeito.

  • Passo para transformação

    Buscar o objeto direto O.D

    Transformar verbo em SER+PARTICÍPIO

    3º Manter o tempo verbal da voz ativa

    4º Levar o sujeito da voz ativa para função de agente da passiva

    Voz ativa -> Na cidade de Atenas, considerava-se cidadão (thetes) qualquer ateniense maior de 18 anos que tivesse prestado serviço militar e que fosse homem livre.

    Voz passiva -> Qualquer ateniense maior de 18 anos que tivesse prestado serviço militar e que fosse homem livre, era considerado cidadão (thetes) na cidade de Atenas.


ID
14263
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1 Na cidade de Atenas, considerava-se cidadão
(thetes) qualquer ateniense maior de 18 anos que tivesse
prestado serviço militar e que fosse homem livre. Da reforma
4 de Clistenes em diante, os homens da cidade não usariam
mais o nome da família, mas, sim, o do demos a que
pertenciam. Manifestariam sua fidelidade não mais à família
7 (gens) em que haviam nascido, mas à comunidade (demói)
em que viviam, transferindo sua afeição de uma instância
menor para uma maior. O objetivo do sistema era a
10 participação de todos nos assuntos públicos, determinando
que a representação popular se fizesse não por eleição, mas
por sorteio.

Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.

O emprego de futuro do pretérito em "usariam" (l.4) e
"Manifestariam" (l.6) indica que as ações expressas por
essas formas verbais devem ser consideradas a partir da
"reforma de Clistenes" (l.3-4).

Alternativas
Comentários
  • " O tempo futuro do pretérito indica uma consequência futura de um fato passado. Fica claro que o fato passado é a reforma de Clístenes, que gera dois efeitos:1. os homens da cidade não usariam mais o nome da família, mas, sim, o do demos a que pertenciam, e...2. manifestariam sua fidelidade não mais à família em que haviam nascido... ":)
  • resposta certo.

    Neste contexto o futuro do pretérito está relacinado com um acontecimento anterior no caso a reforma Clistenes.

ID
14719
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto
apresentado abaixo.

1 Os princípios éticos são normas de comportamento
social, e não simples ideais de vida, ou premissas
doutrinárias. Como normas de comportamento humano, os
princípios éticos distinguem-se nitidamente não só das regras
5 do raciocínio matemático, mas também das leis naturais ou
biológicas. Ao contrário do que sustentaram grandes
pensadores, como Hobbes, Leibniz e Espinosa, a vida ética
não pode ser interpretada segundo o método geométrico
(ordine geometrico demonstrata). As normas éticas tampouco
10 podem ser reduzidas a enunciados científicos, fundados na
observação e na experimentação, como se se tratasse de
leis zoológicas. Durante boa parte do século XIX, alguns
pensadores, impressionados pelo extraordinário progresso
alcançado no campo das ciências exatas, com a produção
15 de certeza e previsibilidade no conhecimento dos dados
da natureza, sucumbiram à tentação de explicar a vida
humana segundo parâmetros deterministas.
Ora, por mais que se queira eliminar a liberdade do
mundo humano, ela teima em aparecer, desafiando
20 constantemente as previsões "científicas". Somos o único
ser que combina, em sua vida social, a necessidade física e
biológica com os deveres éticos, a sujeição aos fatos naturais
com a autonomia de ação. Como é passível de comprovação,
em toda sociedade o ideário e as estruturas de poder de-
25 senvolvem-se dentro dos limites postos por determinados
fatores básicos, como o patrimônio genético, o meio
geográfico ou o estado da técnica. Vencer tais limitações
tem sido um desafio constante lançado à espécie humana.
Mas nem por isso devemos tomar esses fatores condicionantes
da vida social como seus princípios diretivos.

(Adaptado de COMPARATO, Fábio Konder. Ética: direito,
moral e religião no mundo moderno. São Paulo: Companhia
das Letras, 2006, p. 494-5)
OBS.: Hobbes (1588-1679), Leibniz (1646-1717), Espinosa
(1632- 1677) ? filósofos
ordine geometrico demonstrata -  em tradução
livre, "demonstrado segundo a ordem geométrica"

Vencer tais limitações tem sido um desafio constante lançado à espécie humana. A frase acima, em seu contexto, abona a seguinte assertiva:

Alternativas
Comentários
  • Afirmativa quanto ao texto está correta.
    Mas o exemplo paradigma está errado.
  • Concordo com o colega cima!
  • "Vencer tais limites" é sujeito oracional do predico iniciado em "tem sido". Não é por outra razão (mas essa mesma!) que o verbo "ter" está conjugado na terceira pessoa do singular. De maneira que vencer, dentro do sujeito oracional, funciona como verbo, e não substantivo. A letra está, pois, errada.
  • Formas Nominais: recebem este nome porque assumem valor de nomes da língua.
     
     
     
    1. Infinitivo: tem valor de substantivo. ex: amar é bom.
     
     
     
    2. Particípio: tem valor de adjetivo. ex: a ave era morta.
     
     
     
    3. Gerúndio: tem valor de advérbio, geralmente usadas em locuções adverbiais. ex: Tenho amado.
  • e) ERRADA  o sinal indicativo da crase está usado em conformidade com a norma padrão, assim como o está em "lançado à qualquer que seja o ser humano".
    Justificativa: não se usa crase antes de pronomes em geral - com exceção dos que exijam (Sra. Srta.) - Assim, não se usa antes de pronomes relativos, indefinidos, tratamento (há exceções nestes), interrogativos e demonstrativos.

  • Gabarito A

    a) Infinitivo com valor de substantivo

  • Sobre a letra A errei duas vezes, mas agora entendi. O "x" da questão é ser um sujeito oracional. Nas frases em que há um sujeito oracional o verbo fica no singular, além disso, como os colegas acima falaram, verbos nominais assumem valor de nomes (substantivo, adjetivo, advérbio) e o sujeito é sempre um nome, por isso é assertiva correta a "A". Vejamos:

    Vencer tais limitações tem sido um desafio constante lançado à espécie humana.

    Vencer tais limitações pode ser substituída por ISSO, logo temos que:

    Isso tem sido um desafio constante lançado à espécie humana.


ID
14743
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções: As questões de números 11 a 15 referem-se ao
texto apresentado abaixo.

1 Nos séculos XVIII e XIX e no começo do século
XX, os extraordinários acontecimentos que anunciavam a
promessa de uma nova sociedade pareciam dividir
nitidamente o mundo entre os defensores e os inimigos da
5 liberdade e do progresso social, permitindo aos
revolucionários traduzir em programas políticos sua fé na
força emancipatória da aliança entre o intelectual educador
e o proletário moderno. Contudo, seu diagnóstico da
realidade, embora não chegasse a abalar os alicerces
10 dessa fé, já atentava para as novas formas de manipulação
e domínio emersas das próprias revoluções democráticas,
detectando um problema central para aqueles que ainda
hoje procuram vincular a utopia à lógica dos fatos: até que
ponto a busca intelectual do verdadeiro e a ação solidária
15 podem se ampliar e ter efetividade em um universo
impregnado
? e decodificado ? pela cultura do
individualismo e da competição.

(PIOZZI, Patrizia. Os arquitetos da ordem anárquica: de
Rousseau a Proudhon e Bakunin. São Paulo: Editora
UNESP, 2006, p. 213.)

Transpondo a frase os extraordinários acontecimentos pareciam dividir nitidamente o mundo entre os defensores e os inimigos da liberdade e do progresso social para a voz passiva, a forma verbal corretamente obtida é:

Alternativas
Comentários
  • Na transposição da voz ativa para a voz passiva o objeto direto da ativa (mundo) vira sujeito da passiva e o sujeito da ativa(Os extraordinários acontecimentos) passa a agente da passiva. O verbo permanece no mesmo tempo e modo, concordando agora com o novo sujeito.
    "O mundo parecia ser dividido..."
  • os extraordinários acontecimentos pareciam dividir nitidamente o mundo entre os defensores e os inimigos da liberdade e do progresso social

    Pessoal, na frase acima temos uma locução verbal: encontro de um verbo auxiliar com um verbo principal. Este é o último verbo da locução. Na voz passiva, o verbo auxiliar tem que manter a mesma conjugação do verbo principal da voz ativa. O verbo principal encontra-se no infinitivo. Portanto, a letra "a" encontra-se correta.
  • Dicas para a transposição de vozes:
    1. Em regra, apenas verbos TRANSITIVOS DIRETOS ou TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS podem ser transformados para a voz passiva.
    2. A quantidade de verbos aumenta na tranformação de ativa para passiva e diminui de passiva para ativa. Se há 2 verbos na ativa, serão 3 na passiva, como na questão: pareciam dividir --> parecia ser dividido.
    3. Lembrar que o verbo auxiliar da locução da voz passiva será colocado no mesmo "modo" e "tempo" do verbo principal da voz ativa.
    Exemplo: Ele revisa (pres. do indicativo) o acordo. --> O acordo é (pres. do indicativo) revisado por ele.

    Na frase em questão:  os extraordinários acontecimentos pareciam dividir nitidamente o mundo entre os defensores e os inimigos da liberdade e do progresso social --> o mundo parecia ser dividido nitidamente entre os defensores e os inimigos da liberdade e do progresso social pelos extraordinários acontecimentos.

    Fonte: Nova Gramática da Língua Portuguesa para Concursos, do professor Rodrigo Bezerra.


  • Nessas frases que tem que passar pra voz passiva, quando encontro frases grandes, sempre diminuo a frase pra facilitar.

    EX: os extraordinários acontecimentos pareciam dividir nitidamente o mundo entre os defensores e os inimigos da liberdade e do progresso social

    Eu faço assim: os extraordinários pareciam dividir o mundo

    Passando pra voz passiva: o mundo parecia ser dividido pelos extraordinários.

  • Direito CIVIL


ID
17038
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TSE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto para as questões 5 e 6

Caro eleitor,

1  Nos últimos meses, a campanha política mobilizou
    vivamente os brasileiros. No primeiro turno, foram alcançadas
    marcas extraordinárias: além do alto índice de comparecimento às
urnas e de uma irrepreensível votação, em que tudo aconteceu de
    forma tranqüila e organizada, a apuração dos resultados foi rápida
    e segura, o que coloca o Brasil como modelo nessa área.
Amanhã serão definidos os nomes do presidente da
    República e dos governadores de alguns estados. O país, mais do
    que nunca, conta com você.
10 Democracia é algo que lhe diz respeito e que se aperfeiçoa
    no dia-a-dia. É como uma construção bem-preparada, erguida sobre
    fortes alicerces. Esses alicerces são exatamente os votos de todos
13 os cidadãos. Quanto mais fiel você for no exercício do direito de
    definir os representantes, mais sólidas serão as bases da nossa
    democracia. Por isso, é essencial que você valorize essa escolha,
16 elegendo, de modo consciente, o candidato que julgar com mais
    condições para conduzir os destinos do país e de seu estado.
    Você estará determinando o Brasil que teremos nos
19 próximos quatro anos. Estará definindo o amanhã, o seu próprio
    bem-estar e de sua família, o crescimento geral, a melhoria do
    emprego, da habitação, da saúde e segurança públicas, do
22 transporte, o preço dos alimentos. O momento é decisivo e em suas
    mãos - entenda bem, em suas mãos - está depositada a confiança
    em dias felizes.
25 Compareça, participe. Não se omita, não transfira a outros
    uma escolha que é sua. Pense e vote com a firmeza de quem sabe
    o que está fazendo, com a responsabilidade de quem realmente
28 compreende a importância de sua atitude para o progresso da nação
    brasileira. Esta é a melhor contribuição que você poderá dar a sua
    Pátria.

Ministro Marco Aurélio de Mello. Pronunciamento
oficial
. Internet: (com adaptações).

Assinale a opção em que a substituição sugerida prejudica a correção gramatical do texto.

Alternativas
Comentários
  • * c) "no exercício do" (R.13) por ao exercitarem o (INCORRETO)A substituição correta seria:Quanto mais fiel você for AO EXERCITAR o direito de definir os representantes, mais sólidas serão as bases da nossa democracia.
  • No caso da B não teria que ser "é aperfeiçoada" por se tratar da "Democracia"?
    Posso estar errada, mas se alguém puder me esclarecer, pois a B ao meu ver está incorreta assim como a C.
    Nesse caso o "é aperfeiçoado" prejudica a correção gramatical, ou não?
    Grata,
    Bons estudos!
  • Concordo com a Carolina Moura a meu ver a B também está errada pois seria APERFEIÇOADA POIS TRATA-SE DE DEMOCRACIA,
     
    Alguèm discorda?
     

  • Caros colegas Carolina e José, a alternativa B está correta porque é perfeita a substituição de "se aperfeiçoa" por "é aperfeiçoado", uma vez que a expressão "aperfeiçoado" concorda com a palavra "algo" e não com "democracia". Assim: "democracia é algo que lhe diz respeito e que é aperfeiçoado no dia a dia."
    Espero ter ajudado.
  • No caso da letra B é um caso de passiva sintética passada para a passiva analítica.

  • Boa noite!

    O erro da questão está na concordância nominal e na verbal também.

    Observem...

    (...) quanto mais fiel você for no exercício do direito de (...)

    Para uma substituição sem erro de gramática, o correto seria: vocês forem

  • na B não deveria ser "é aperfeiçoadA"? pois se refere À democracia


ID
17278
Banca
FCC
Órgão
TRE-PB
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.
Nem o cientista mais ortodoxo pode negar que mexer
com equações é difícil e cansativo. Mas a ciência não deixa de
ser bonita ou agradável apenas por causa disso. A arte, apesar
de bela, também não é fácil: todo profissional sabe a dor e a
delícia de aprender bem um instrumento ou de dominar o pincel
com graça e precisão. É verdade que dificilmente alguém
espera encontrar numa equação ou num axioma as qualidades
próprias da arte, como a harmonia, a sensibilidade e a elegância.
A graça e a beleza das teorias, no entanto, sempre
tiveram admiradores - e hoje mais do que nunca, a julgar pela
quantidade de livros recentes cujo tema central é a sedução e o
encanto dos conceitos científicos. Exagero?
"As leis da física são em grande parte determinadas por
princípios estéticos", afirma o astrônomo americano Mario Livio,
do Telescópio Espacial Hubble, também autor de um livro em
que analisa a noção de beleza dentro da ciência. Ele afirma
que, quando a estética surgiu na Antigüidade, os conceitos de
beleza e de verdade eram sinônimos. Para ele, o traço de união
entre arte e ciência reside exatamente nesse ponto. "As duas
representam tentativas de compreender o mundo e de organizar
fatos de acordo com uma certa ordem. Em última instância,
buscam uma idéia fundamental que possa servir de base para
sua explicação da realidade."
Mas, se o critério estético é tão importante para o pensamento
científico, como ele se manifesta no dia-a-dia dos
pesquisadores? O diretor do Instituto de Arte de Chicago acha
que sabe a resposta. "Ciência e arte se sobrepõem naturalmente.
Ambas são meios de investigação, envolvem idéias,
teorias e hipóteses que são testadas em locais onde a mente e
a mão andam juntas: o laboratório e o estúdio", afirma.
Acredita-se que as descobertas científicas sirvam de
inspiração para os artistas, e as obras de arte ajudem a alargar
o horizonte cultural dos cientistas. Na prática, essa mistura gera
infinitas possibilidades. A celebração que artistas buscam hoje
já ocorreu diversas vezes no passado, de maneira mais ou
menos espetacular. Na Renascença, a descoberta da
perspectiva pelos geômetras encantou os pintores, que logo
abandonaram as cenas sem profundidade do período clássico e
passaram a explorar sensações tridimensionais em seus
quadros. Os arquitetos também procuravam dar às igrejas um
desenho geometricamente perfeito; acreditavam, com isso, que
criavam um portal para o mundo metafísico das idéias
religiosas.
No século XX, essa tendência voltou a crescer. A grande
preocupação dos pintores impressionistas com a luz, por
exemplo, tem muito a ver com as conquistas da ótica. A
matemática também teria influenciado a pintura do russo
Wassily Kandinsky, segundo o qual "tudo pode ser retratado por
uma fórmula matemática". Seu colega Paul Klee achou um jeito
de colocar em vários quadros alguma referência às progressões
geométricas. Bem-humorado, brincava com as idéias da matemática
dizendo que "uma linha é um ponto que saiu para
passear".
(Adaptado de Flávio Dieguez. Superinteressante, junho de
2003, p. 50 a 54)

... acreditavam, com isso, que criavam um portal para o mundo metafísico das idéias religiosas. (5o parágrafo) Os verbos grifados acima, considerando-se o tempo e o modo em que se encontram, indicam, no contexto,

Alternativas
Comentários

  • a) processo em decurso permanente no passado = Pretérito Imperfeito do Indicativo = Ação Inacabada.
  • A opção A descreve o Pretérito Imperfeito. Ele apresenta uma idéia de continuidade, de duração do processo verbal mais acentuada que os outros tempos pretéritos.
    " O imperfeito faz ver sucessivamente os diversos momentos da ação, que , à semelhança de um panorama em movimento, se desenrola diante de nossos olhos: é o presente no passado" ( C.M Robert)
  • Ambas estão no Pretérito Imperfeito.
    Logo, dão idéia de processo em decurso permanente no passado.
  • "acreditavam" e "criavam":Os verbos estão conjugados no pretérito imperfeito do indicativo.
    a) processo em decurso permanente no passado. (Correta)
    Refere-se ao pretérito imperfeito do indicativo. Uma ação inacabada no passado. Ex: acreditava, criava.
    b) ação realizada em um tempo determinado, no passado. (Errada)
    Refere-se ao pretérito perfeito do indicativo. Uma ação iniciada e acabada no passado. Ex: acreditou, criou.

    c) probabilidade de realização de um fato qualquer. (Errada)
    Refere-se aqui apenas ao modo subjuntivo. Não menciona o tempo. Expressa a ideia de uma hipótese. Ex: talvez acredite, talvez crie.

    d) situação transcorrida no passado, anterior a outra, também passada. (Errada)
    Refere-se ao pretérito-mais-que-perfeito do indicativo. Ex: acreditara, criara.

    e) condição essencial para a realização de um fato. (Errada)
    "Salvo engano, acredito que" refere-se aqui ao futuro do presente (composto). (Corrijam-me se eu estiver enganado).

    Sugestões:
    Para o estudo das conjugações verbais: www.conjugacao.com.br
    Para o estudo do conceito dos tempos verbais: www.soportugues.com.br

ID
17281
Banca
FCC
Órgão
TRE-PB
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.
Nem o cientista mais ortodoxo pode negar que mexer
com equações é difícil e cansativo. Mas a ciência não deixa de
ser bonita ou agradável apenas por causa disso. A arte, apesar
de bela, também não é fácil: todo profissional sabe a dor e a
delícia de aprender bem um instrumento ou de dominar o pincel
com graça e precisão. É verdade que dificilmente alguém
espera encontrar numa equação ou num axioma as qualidades
próprias da arte, como a harmonia, a sensibilidade e a elegância.
A graça e a beleza das teorias, no entanto, sempre
tiveram admiradores - e hoje mais do que nunca, a julgar pela
quantidade de livros recentes cujo tema central é a sedução e o
encanto dos conceitos científicos. Exagero?
"As leis da física são em grande parte determinadas por
princípios estéticos", afirma o astrônomo americano Mario Livio,
do Telescópio Espacial Hubble, também autor de um livro em
que analisa a noção de beleza dentro da ciência. Ele afirma
que, quando a estética surgiu na Antigüidade, os conceitos de
beleza e de verdade eram sinônimos. Para ele, o traço de união
entre arte e ciência reside exatamente nesse ponto. "As duas
representam tentativas de compreender o mundo e de organizar
fatos de acordo com uma certa ordem. Em última instância,
buscam uma idéia fundamental que possa servir de base para
sua explicação da realidade."
Mas, se o critério estético é tão importante para o pensamento
científico, como ele se manifesta no dia-a-dia dos
pesquisadores? O diretor do Instituto de Arte de Chicago acha
que sabe a resposta. "Ciência e arte se sobrepõem naturalmente.
Ambas são meios de investigação, envolvem idéias,
teorias e hipóteses que são testadas em locais onde a mente e
a mão andam juntas: o laboratório e o estúdio", afirma.
Acredita-se que as descobertas científicas sirvam de
inspiração para os artistas, e as obras de arte ajudem a alargar
o horizonte cultural dos cientistas. Na prática, essa mistura gera
infinitas possibilidades. A celebração que artistas buscam hoje
já ocorreu diversas vezes no passado, de maneira mais ou
menos espetacular. Na Renascença, a descoberta da
perspectiva pelos geômetras encantou os pintores, que logo
abandonaram as cenas sem profundidade do período clássico e
passaram a explorar sensações tridimensionais em seus
quadros. Os arquitetos também procuravam dar às igrejas um
desenho geometricamente perfeito; acreditavam, com isso, que
criavam um portal para o mundo metafísico das idéias
religiosas.
No século XX, essa tendência voltou a crescer. A grande
preocupação dos pintores impressionistas com a luz, por
exemplo, tem muito a ver com as conquistas da ótica. A
matemática também teria influenciado a pintura do russo
Wassily Kandinsky, segundo o qual "tudo pode ser retratado por
uma fórmula matemática". Seu colega Paul Klee achou um jeito
de colocar em vários quadros alguma referência às progressões
geométricas. Bem-humorado, brincava com as idéias da matemática
dizendo que "uma linha é um ponto que saiu para
passear".
(Adaptado de Flávio Dieguez. Superinteressante, junho de
2003, p. 50 a 54)

... que as descobertas científicas sirvam de inspiração para os artistas ... (5o parágrafo) O verbo que se encontra nos mesmos tempo e modo do grifado acima está na frase:

Alternativas
Comentários
  • que as descobertas científicas sirvam de inspiração .. VTD

    que possa servir de base para sua explicação da realidade VTD
  • Sirvam -> Verbo: Servir -> Presente (Tempo) do subjuntivo (modo);
    Possa -> Verbo: Poder -> Presente (Tempo) do subjuntivo (modo);
    Logo, a correta é: C.
  • ... que as descobertas científicas sirvam de inspiração para os artistas ... (5o parágrafo)PRESENTE DO SUBJUNTIVO
    A questão quer saber qual alternativa encontra-se no Presente do SUb

    a)presente do indicativo
    b)presente do indicativo
    c)correto. Trata-se de uma locução verbal que encontra-se no presente do subjuntivo
    d)presente do indicativo
    e)pretérito perfeito do indicativo

ID
17692
Banca
CESGRANRIO
Órgão
BNDES
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO I
MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
     Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
     faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
     fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
     seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
5   você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
     surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
     e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
     cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
     e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
     a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
     considerada pela revista Fortune a mais cool do mundo,
     em uma reportagem de capa.
     Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
15  preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
     motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
     exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
     cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
     Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
20  passagens por outras empresas, implorou para ser
     aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
     posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
     companhia conduzida por valores". Que valores são
     esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
25  alma", diz Chouinard.
     Essa alma está no parque de Yosemite, onde, nos
     anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
     para escalar paredões de granito. Foi quando começou
     a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
     a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
     mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
     A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
     chega, mas como você chega - foi adotada nos
35  negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
     conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
     pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
     por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
     plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
40  Hoje, o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
     desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
     que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
     Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
     tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
45  palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
     Nem de pé.

Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)

"Isso não quer dizer que seus funcionários sejam preguiçosos," (l. 14-15) Assinale a opção em que o verbo está flexionado no mesmo tempo e modo que o destacado na passagem acima.

Alternativas
Comentários
  • Tempo presente do modo subjuntivo. Letra E
  • a) Estejam atentos na hora da reunião.Imperativo afirmativo, que pegadinha...
  • A questão A tbem esta no Presente do Subjuntivo e no Imperativo Afirmativo>Não entendi???
  • o verbo "sejam" está no presente do subjuntivoa)estejam - imperativo afirmativob)sopram - presente do indicativoc)fosse - pretérito imperfeito do subjuntivod)reouver - futuro simples do subjuntivoe)CUMPRA - PRESENTE DO SUBJUNTIVO
  • Que seus funcionários SEJAM - PRESENTE DO SUBJUNTIVOe) Que você CUMPRA - PRESENTE DO SUBJUNTIVO
  • A alternativa A está errada, pois o verbo está no IMPERATIVO AFIRMATIVO, que é usado para manifestar ordem, apelo pela concretização da ação.
  • Uma outra dica na questão é que a única opção que possui conjunção, característica do modo subjuntivo, encontra-se na letra E.
  • Caro Fabiano Marranghello, perceba que a letra "c" - "Gostaria de que ele fosse mais educado" - também está no subjuntivo, só que conjugado no pretérito imperfeito...Abraço.
  • A alternativa correta é a letra E, uma vez que o verbo encontra-se no Presente do Subjuntivo  da mesma forma que o verbo da oração pedida na questão. A alternativa A está incorreta posto que o verbo encontra-se no Imperativo Afirmativo, terceira pessoa do plural que é formada do Presente do Subjuntivo. É fácil confundir quando se trata do impertativo afirmativo com o presente do subjuntivo.

  • a) Imperativo

    b) Presente do Indicativo

    c) Pretérito Imperfeito

    d) Futuro do Subjuntivo

    e) Presente do Subjuntivo

  • Há um macete para descobrir o presente do subjuntivo de verbos regulares

    pegue a desinência do verbo no infinitivo, no caso de cumprir é ''-ir'' e troque por ''a''

    mas se fosse ''-ar'', troque por ''e''

    e se fosse ''-er'' troque por ''a''

    No exemplo fica mais pratico

    Falar (infinitivo)---- Fal-ar--- que eu Fal-e(presente do subjuntivo)

    Mentir(infinitivo)---Ment-ir---que eu Mint-a(presente do subjuntivo)

    Lamber(infinitivo)--Lamb-er--que eu Lamb-a (presente do subjuntivo)


ID
18013
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1     Para a direita a noção de cidadania procura
expurgar a noção de igualdade inerente a este termo.
A cidadania é vista como uma outorgação do Estado ou, no
4 limite, o reconhecimento da igualdade jurídica, que
discrimina e escamoteia o fato de que os direitos, para serem
gozados, necessitam de uma certa homogeneidade social e
7 econômica. Assim, ao absolutizar o nivelamento jurídico dos
indivíduos, este raciocínio opera um escamoteamento das
desigualdades econômicas, sociais, políticas e culturais que
10 permeiam uma sociedade onde as classes sociais, os gêneros,
as etnias e os grupos têm acesso diferenciado e desigual aos
bens materiais e simbólicos.

João B. A. da Costa. Democracia,
cidadania e atores políticos de esquerda.
Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Acerca do texto acima, julgue os itens que se seguem.

Preservam-se as relações semânticas do texto ao se transformar a oração de voz passiva "A cidadania é vista" (L.3) na oração de voz ativa: A direita vê a cidadania.

Alternativas
Comentários
  • De fato amudança não tras prejuizo as rlações semanticas, pois mesmo na voz passiva " A cidadania é vista" por quem?
    Pela direita.
    Passando-se para a voz ativa, o sujeito continua a exercer a ação de "ver a cidadania"
  • Na alteração sugerida pela questão, a relação semântica é preservada porque não há alteração de sentido (é isso q significa semântica) para o texto; qto à estrutura sintática não se pode dizer o mesmo. Vejamos: voz ativa (sujeito faz = "a direita"; "a cidadania" é objeto).
    Na voz passiva o sujeito sofre (a cidadania). O segredo é verificar de quem o verbo está falando. Se fala de quem sofre é voz passiva; se fala de quem faz é voz ativa (isso não responde a 100% dos casos, mas resolve por enquanto).
  • Mais um autor deturpando o conceito de "Direita". Percebe-se o nível de escrita quando se utiliza a palavra "escamoteia" 2 vezes no mesmo texto.

  • A direita vê a cidadania.

  • E impressão minha ou todas as bancas são militantes de esquerda?

  • Questão cespe: A

    Eu: modo comuna ativado

  • Por favor, alguém pode me responder essa: Como assim as Relações semânticas são mantidas ?

    A cidadania é vista (...) Quem é Vista? A Cidadania, ok.

    A direita vê a cidadania. (...) Quem vê a Cidadania ? A Direita, ok

    Não ocorreu alteração de sentido ? Sempre fiz as questões, em que mandava substituir algo e o referente havia mudado, consequentemente, o sentido também, porque isso não aconteceu aqui ?

  • Se fala de quem sofre, é voz passiva!! Se fala de quem faz sofrer, é voz ativa!!!
  • Muito provavelmente se pedisse a correção gramatical, a questão estaria errada


ID
19042
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 9 a 15 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

Metade da população do globo mora e trabalha em
regiões costeiras
? estima-se que duas mil famílias se instalem
diariamente em áreas próximas aos litorais. A ocupação dessas
áreas provoca um fluxo crescente de água doce contaminada
por resíduos de insumos agrícolas, dejetos e esgotos doméstico
e industrial, que é despejado nos oceanos. Todos esses
materiais descartados são ricos em nutrientes, que favorecem a
proliferação de algas de vários tipos.
As algas são parte da vida marinha mas, em excesso,
transformam-se numa ameaça para todas as outras espécies
vegetais e animais. Ao morrerem, elas se depositam no fundo
do mar, onde são degradadas por bactérias. Quando há algas
demais, a ação desses microorganismos consome a maior parte
do oxigênio da água, fazendo que todas as formas de vida
entrem em colapso. O resultado são as zonas mortas,
inabitáveis para a maioria das espécies, salvo organismos que
vivem com pouco oxigênio, como algumas bactérias. Nos anos
50, havia no mundo três zonas mortas reconhecidas pelas
entidades que estudam os oceanos. Hoje, existem 150
? uma
delas no entorno da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro.
O excesso de algas decorrente dos resíduos da ação
humana também é mortal para os corais. Mesmo antes de se
decomporem, as algas formam um escudo que bloqueia a luz
do sol, fundamental para a sobrevivência deles. Embora os
recifes de coral cubram menos de 1% do solo dos oceanos, eles
servem de abrigo para 2 milhões de espécies, ou 25% da vida
marinha. A maioria já não abriga mais uma quantidade de
peixes suficientemente variada e numerosa para manter saudáveis
esses corais.

(Adaptado de Leoleli Camargo, Veja, 27 de setembro de 2006,
p.101-102)

Embora os recifes de coral cubram menos de 1% do solo dos oceanos... (3o parágrafo) O verbo que se encontra flexionado nos mesmos tempo e modo em que está o grifado acima é:

Alternativas
Comentários
  • é só observar a conjugação do verbo cobrir (presente do subjuntivo) e transferi-la para os outros verbos:

    "Que eu cubra
    Que tu cubras
    Que ele cubra..."

    Faça isso com os outros verbos ;)
  • Pelo que eu entendi seria o seguinte:

    Embora os recifes de coral cubram menos de 1% do solo dos oceanos - VTI

    Então o correto seria: as algas formam um escudo... VTI , NÃO é?
  • Não está sendo pedido o complemento do verbo, mas sim um outro verbo que esteja em situação igual, ou seja, mesmo tempo verbal. Nesse caso a resposta está correta, pois os dois verbos estão no presente do subjuntivo.
    • O enunciado aponta o verbo o termo " cubram" que se encontra na 3º pessoa do plural do presente do modo subjuntivo.
    • A - ... que favorecem a proliferação de algas de vários tipos. ( Terceira pessoa do plural do presente do modo indicativo).
    • B - ... elas se depositam no fundo do mar...  ( Terceira pessoa do plural do presente do modo indicativo).
    • C - ... que todas as formas de vida entrem em colapso. (Terceira pessoa do plural do presente do modo subjuntivo).
    • D - ... as algas formam um escudo...( Terceira pessoa do plural do presente do modo indicativo).
    • E - ... que estudam os oceanos.( Terceira pessoa do plural do presente do modo indicativo).
  • Que eles cubram         

    Que eles entrem

    Presente do subjuntivo
    tempo             modo

ID
19045
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 9 a 15 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

Metade da população do globo mora e trabalha em
regiões costeiras
? estima-se que duas mil famílias se instalem
diariamente em áreas próximas aos litorais. A ocupação dessas
áreas provoca um fluxo crescente de água doce contaminada
por resíduos de insumos agrícolas, dejetos e esgotos doméstico
e industrial, que é despejado nos oceanos. Todos esses
materiais descartados são ricos em nutrientes, que favorecem a
proliferação de algas de vários tipos.
As algas são parte da vida marinha mas, em excesso,
transformam-se numa ameaça para todas as outras espécies
vegetais e animais. Ao morrerem, elas se depositam no fundo
do mar, onde são degradadas por bactérias. Quando há algas
demais, a ação desses microorganismos consome a maior parte
do oxigênio da água, fazendo que todas as formas de vida
entrem em colapso. O resultado são as zonas mortas,
inabitáveis para a maioria das espécies, salvo organismos que
vivem com pouco oxigênio, como algumas bactérias. Nos anos
50, havia no mundo três zonas mortas reconhecidas pelas
entidades que estudam os oceanos. Hoje, existem 150
? uma
delas no entorno da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro.
O excesso de algas decorrente dos resíduos da ação
humana também é mortal para os corais. Mesmo antes de se
decomporem, as algas formam um escudo que bloqueia a luz
do sol, fundamental para a sobrevivência deles. Embora os
recifes de coral cubram menos de 1% do solo dos oceanos, eles
servem de abrigo para 2 milhões de espécies, ou 25% da vida
marinha. A maioria já não abriga mais uma quantidade de
peixes suficientemente variada e numerosa para manter saudáveis
esses corais.

(Adaptado de Leoleli Camargo, Veja, 27 de setembro de 2006,
p.101-102)

... onde são degradadas por bactérias. (2o parágrafo) Transpondo-se a frase para a voz ativa, a forma verbal passa a ser, corretamente,

Alternativas
Comentários
  • Onde as bactérias se degradam
  • As bactérias degradam as algas que ao morrerem se depositam no fundo do mar.
  • Bom primeiro não sou professor de português, muito pelo contrário é a matéria que mais dificuldade que eu tenho, por isso tento me dedicar ao máximo.

    Está questão tento resolver deste jeito.

    onde são degradadas por bactérias. VOZ PASSIVA

    O segredo está no SÃO, então vc vai Conjugador o verbo SER
    Presente do Indicativo
    eu sou
    tu és
    ele é
    nós somos
    vós sois
    eles SÃO

    Bom decobrimos que ele é da 3ª pessoa do plural do Presente do Indicativo.

    Meio caminho andado.

    onde são degradadas por bactérias. VOZ PASSIVA
    As bactérias ------- as algas...... VOZ ATIVA

    Como a gente sabe que o SÃO é da 3ª pessoa Presente do Indicativo, devemos encontrar a resposta conjugando o verbo degradar tb na 3ª do Presente do indicativo.

    Presente do Indicativo
    eu degrado
    tu degradas
    ele degrada
    nós degradamos
    vós degradais
    eles DEGRADAM

    Está aí a resposta.
    As bactérias degradam .....

    Espero que não tenha enrolado mais do que explicado.

    Bons esudos



  • Ao passar uma frase da voz passiva para a voz ativa deveremos transformar a locução verbal em 1(um) único verbo. Portanto, já de cara eliminariamos as letras "c" "d" "e". Depois é só colocar o verbo no tempo verbal da frase!
  • Valeu Ricardo! Bem passo a passo p/ iniciantes como eu e q tem dificuldade na matéria... É isso aí! Brigadao

ID
20440
Banca
FCC
Órgão
Banco do Brasil
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto
abaixo.

     "O folhetim é frutinha de nosso tempo", disse Machado
de Assis numa de suas deliciosas crônicas. E volta ao assunto
na crônica seguinte.
     "O folhetinista é originário da França [...] De lá espalhouse
pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções
tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal." E
Machado tenta "definir a nova entidade literária", procura
esmiuçar a "organização do novo animal". Mas dessa nova
entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do
que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra
folhetim designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na
França, há que ir ver o que o termo recobre lá na matriz.
     De início, ou seja, começos do século XIX, "le feuilleton"
designa um lugar preciso do jornal: "o rez-de-chaussée"
? résdo-
chão, rodapé
?, geralmente o da primeira página. Tinha uma
finalidade precisa: era um espaço vazio destinado ao
entretenimento. E pode-se já antecipar, dizendo que tudo o que
haverá de constituir a matéria e o modo da crônica à brasileira
já é, desde a origem, a vocação primeira desse espaço
geográfico do jornal, deliberadamente frívolo, oferecido como
chamariz aos leitores afugentados pela modorra cinza a que
obrigava a forte censura napoleônica. ("Se eu soltasse as
rédeas da imprensa", explicava Napoleão ao célebre Fouché,
seu chefe de polícia, "não ficaria três meses no poder.")

(MEYER, Marlyse, Folhetim: uma história. 2 ed. São Paulo:
Companhia das Letras, 2005, p. 57)

E como na verdade a palavra folhetim designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na França, há que ir ver o que o termo recobre lá na matriz.
 
Substituindo a palavra folhetim, na frase acima, por "as palavras", estará em conformidade com a norma padrão culta a seguinte redação do segmento sublinhado:

Alternativas
Comentários
  • LETRA 'E'

    HÁ = IMPESSOAL
    OS TERMOS RECOBREM= ACOMPANHA "AS PALAVRAS"

  • Pessoal , alguem pode me explicar por que esse que ir ver o que o termo recobre lá na matriz.é Impessoal ?
  • Sujeito impessoal. O verbo haver não terá sujeito quando significar existir, acontecer ou quando indicar tempo decorrido. Quem há de ver?  alguém. Quem? não se sabe. Além disso o verbo haver não concorda com "as palavras".  Outra maneira de analisar é substituir "há" por "é necessário" no qual se observará que o verbo haver não flexiona. Essa é a única explicação que consegui para essa situação. Alguém tem outra, por favor me deixe um recado.

    1. O verbo “haver” nos sentidos de “existir”, “acontecer”, “ocorrer” é um verbo impessoal, ou seja, não possui sujeito, e é empregado na terceira pessoa do singular, independente do tempo verbal. Veja:

    Ex.:
    Havia pássaros no céu.
     muitas vagas ainda.
    Não sei se ainda , mas havia muitas vagas.
    Não haverá mais pássaros no céu se continuarmos a destruir seu habitat.

    Fonte:
    http://quemtemmedodeportugues.wordpress.com/2010/10/21/o-uso-do-verbo-haver-como-impessoal/


ID
20674
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Banco do Brasil
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto para os itens de 1 a 14

1 Os bancos médios alcançaram um de seus
melhores anos em 2006. A rigor, essas instituições não
optaram por nenhuma profunda ou surpreendente mudança
4 de foco estratégico. Bem ao contrário, elas apenas voltaram
a atuar essencialmente como bancos: no ano passado a
carteira de crédito dessas casas bancárias cresceu 39,2%,
7 enquanto a carteira dos dez maiores bancos do país
aumentou 26,2%, ambos com referência a 2005.
É apressado asseverar que essa expansão do
10 segmento possa gerar maior concorrência no setor. Vale
lembrar, apenas como comparação, que a chegada dos
bancos estrangeiros (nos anos 90) não surtiu o efeito
13 esperado quanto à concorrência bancária. Os bancos
estrangeiros cobram o preço mais alto em 21 tarifas. E os
bancos privados nacionais, médios e grandes, têm os preços
16 mais altos em outras 21. O tamanho do banco não determina
o empenho na cobrança de tarifas. O principal motivo da
fraca aceleração da concorrência do sistema bancário é a
19 permanência dos altos spreads, a diferença entre o que o
banco paga ao captar e o que cobra ao emprestar, que não se
altera muito, entre instituições grandes ou médias.
22 Vale notar, também, que os bons resultados dos
bancos médios brasileiros atraíram grandes instituições do
setor bancário internacional interessadas em participação
25 segmentada em forma de parceria. O Sistema Financeiro
Nacional só tem a ganhar com esse tipo de integração. Dessa
forma, o cenário, no médio prazo, é de acelerado movimento
28 de fusões entre bancos médios, processo que já começou.
Será um novo capítulo da história bancária do país.


Gazeta Mercantil, Editorial, 28/3/2007.

O emprego do subjuntivo em "possa" (L10) justifica-se por se tratar de uma afirmação hipotética.

Alternativas
Comentários
  • "O Modo Subjuntivo, assim como o indicativo, se caracteriza por um conceito semântico, é considerado o modo verbal que ao invés de expressar uma certeza expressará uma ideia de dúvida, exprime uma ação irreal, hipotética."

    Segundo o portal http://www.infoescola.com/portugues/modo-subjuntivo-3/ .
  • Aqui basta que você saiba o que é um subjuntivo, sem precisar ler o texto. Segue o jogo campeões.

  • Gabarito: Certo

    Subjuntivo - É o modo verbal que indica dúvida, incerteza, hipótese.

  • Subjuntivo(DUVIDA)

    EXEMPLO:(Talvez "possa" ser que aconteça)IDEIA DE HIPOTESE=DUVIDA /

    pois ainda não aconteceu e não da certeza que vai acontecer^^

  • Subjuntivo(DUVIDA)

    EXEMPLO:(Talvez "possa" ser que aconteça)IDEIA DE HIPOTESE=DUVIDA /

    pois ainda não aconteceu e não da certeza que vai acontecer^^

  • Presente do subjuntivo INICIA-SE COM A CONJUNÇÃO " que".

    QUE ela ( a expansão) possa...


ID
22795
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Banco do Brasil
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1 Abrir conta em banco é mais simples do que encerrá-la, mas também exige alguns cuidados. Veja abaixo os procedimentos mais adequados para os correntistas.

4 Para abrir uma conta

› Leia com atenção o contrato (ou carta-proposta). Não assine nada sem antes esclarecer todas as dúvidas.
7 › Leve uma cópia e o original da carteira de identidade, do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e de um comprovante de residência.
10 › Peça uma cópia de todos os documentos assinados.
< Deposite pelo menos o valor mínimo pedido pelo banco. A quantia varia de acordo com cada banco.
13 › Comunique ao banco, por escrito, qualquer mudança de endereço ou número de telefone.

Para encerrar uma conta

16 › Entregue ao banco uma correspondência em que solicite o encerramento da conta (exija recibo na cópia), ou mande-a pelo correio, por meio de carta registrada.
19 › Verifique se todos os cheques emitidos foram compensados para evitar que seu nome vá parar no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo.
22 › Devolva ao banco os cheques que ainda estão com você. Eles serão incinerados.
› Peça um nada-consta depois do encerramento da conta.

Fonte: IDC/PROCON-DF e Banco Central do Brasil.

Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.

O uso das formas verbais no imperativo concordando com você no lugar de tu contribui para que o texto instrucional seja mais informal, direto e objetivo.

Alternativas
Comentários
  • NAO entendi a pergunta . Ele diz que deve-se fazer a substituição da concordancia com voce ao inves de tu,mas ja nao esta na concordancia com você ???
    Se alguem puder me ajudar me mande um recado
  • TIPO DE QUESTÃO PRA TOMAR TEMPO DO CANDIDATO, OU SEJA, PELO ENUNCIADO NÃO PRECISARIA NEM DE LER O TEXTO, JÁ QUE A BANCA ESTÁ COBRANDO APENAS PARTE CONCEITUAL.

    O USO DAS FORMAS VERBAIS NO IMPERATIVO "VOCÊ" DARÁ AO TEXTO INFORMALIDADE, OBJETIVIDADE E CLAREZA, JUSTAMENTE POR SER DIRETO/COESO.


    QUESTÃO CORRETA

  • Mas porque a forma verbal concordando com "você" seria mais informal, direta e objetiva do que a forma verbal concordando com "tu"??
  • faço das minhas palavras a suas Alan.

    fiquei com cara de poker face..
  • ?!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!?

    KKKKKKKKK, se é conceitual, podem mudar o conceito, pois TU ou VOCÊ usado numa forma imperativa, têm a mesma CLAREZA e mesma OBJETIVIDADE.

    1ª - Tu devolvas ao banco os cheques que ainda tens.
    2ª - Você devolva ao banco os cheques que ainda tem.

    O que NÃO está OBJETIVO e CLARO na primeira frase?!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!?

  • Mas que questão FDP, o cara que fez essa questão deveria esta querendo confundir a cabeça do candidato. Essas banca examinadoras deveriam ser penalizadas por fazerem questões tao absurdamente burras.

  • Na verdade o TU no imperativo afirmativo ficaria assim:

    Devolve tu ao banco os cheques...

  • O texto injuntivo (ou instrucional) é aquele que, através de uma linguagem apelativa, tem como objetivo persuadir o leitor/alocutário a realizar uma ação ou a adotar determinado comportamento. 

    Nessa tipologia textual, exprimem-se ordens, pedidos, sugestões, orientações. Além disso, o texto injuntivo é marcado pelo emprego de formas verbais no imperativo, seja no afirmativo, seja no negativo, e pelo uso da segunda pessoa (pronomes tu e você) para aproximar o receptor da mensagem. Essa tipologia é muito recorrente em textos publicitários, propagandas, receitas, manuais, leis, horóscopos, provérbios e discursos políticos. 


    Professor Fabiano Sales

  • Os verbos do texto que estão definidos no imperativo são, entre outros, "leia", "leve", "peça", "verifique", "devolva", etc.

    O imperativo afirmativo é formado pela conjugação do verbo no Presente do Subjuntivo, com exceção das 2º pessoas (tu e vós), que são retiradas do Presente do Indicativo sem o "s" no final.

    Então, por exemplo, com os verbo "ler" e "verifique", tem-se:

    - lê tu (do indicativo "lês" sem o 's') e leia você (do subjuntivo "leia")

    - verifica tu (do indicativo "verificas" sem o 's') e verifique você (do subjuntivo "verifique")

    Logo, os comandos do texto estão, de fato, dirigidos a "você" e não a "tu". E como sabemos, o tratamento pessoal por "você" denota informalidade com o interlocutor.

    Resposta: CERTO

  • Concordo que o uso de "você" em detrimento de "tu" torna o texto mais informal, mas o que não entendo é por quê deixaria o texto mais direto e objetivo, alguém poderia me explicar?
  • Tu = 2º pessoa singular (Pessoalidade)

    Você = Conjuga-se na 3º (impessoal)

    Não precisava nem ler o texto, fizeram-no apenas para o candidato perder tempo.

     

    Bons Estudos!!!

  • Desde quando VOCÊ é mais informal que TU? 

  • Cadê o comentário do professor nessa questão? Pelo que percebi ela deixou muitos colegas confusos e eu também, eita!

  • Também fiquei na dúvida em relação à informalidade do "você", pois ele é pronome de tratamento, o que traz formalidade. Sugiro que um professor comente essa questão.

  • INFORMAL??????

    QUE P É ESSA.

    ESTÁ ERRADO ISSO

  • TEXTO INJUNTIVO: PARA PODER ALCANÇAR O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE INTERESSADOS. O TRATAMENTO PARA "VOCÊ(IMPESSOAL: ATINGIR MAIS PESSOAS)" NO IMPERATIVO AJUDA A INFORMALIZAR E DESTA FORMA ATRAIR MAIS LEITORES.

  • Más você (terceira pessoa) é mais informal que TU(segunda pessoa).?
  • Quem também errou por pesar que o "você" era forma ??

    Informal "Você" – usado em quase todo país. É o tratamento do linguajar padrão, da mídia, Televisão, Rádio, Cinema, etc. conjugação verbal é na 3ª pessoa do singular, não na 2ª. 

     Informal "Tu" – usado no estado do Rio Grande do Sul, em alguns estados do Norte-Nordeste, em alguns locais da cidade do Rio de Janeiro, embora o "Você" seja, mesmo nesses locais, razoavelmente aceito, por ser o linguajar padrão, universalizado e televisivo. 

     Formal: São usados o senhor, a senhora, Vossa Alteza, Vossa Majestade, Vossa Excelência, Vossa Santidade, Vossa Senhoria e demais Pronomes de tratamento específicos para autoridades civis, militares, judiciárias, universitárias, acadêmicas, religiosas, monárquicas, imperiais, etc, sempre com conjugação na 3ª pessoa do singular.

    Fote: Wikipédia - Distinção t-v

    ✨ Obs: apesar dos pronomes de tratamento indicarem a 2° pessoa e a concordância ser feita na 3° pessoa o "tu" é de 2° pessoa e faz a concordância é na 2° mesmo.✨

  • Esse informal me pegou, heim :/


ID
23245
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Caixa
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto para os itens de 12 a 16.

       O PREVINVEST, da CAIXA, é um excelente investimento para quem quer manter seu padrão de vida durante a aposentadoria. Com ele, você pode escolher o tipo de fundo de investimento em que você quer aplicar seus recursos, o valor da contribuição ou da renda desejada e a partir de quando pretende receber o benefício. O PREVINVEST é oferecido em duas modalidades: PGBL e VGBL.
       A modalidade PGBL é ideal para os clientes que utilizam declaração completa de imposto de renda (IR), pois permite deduzirem-se da base de cálculo as contribuições feitas nos planos até o limite de 12% da renda bruta anual, desde que eles estejam contribuindo para o regime geral de previdência social do INSS ou para outro regime próprio.
       A modalidade VGBL é mais indicada para os clientes que utilizam declaração simplificada de IR ou são isentos, ou ainda para os que ultrapassam o limite de 12% de desconto permitido. Além disso, o IR incide exclusivamente sobre os rendimentos alcançados com a aplicação dos recursos. Considerando o primeiro parágrafo do texto, julgue os próximos itens.

Passando-se o período "Com ele, você pode escolher o tipo de fundo de investimento em que você quer aplicar seus recursos, o valor da contribuição ou da renda desejada e a partir de quando pretende receber o benefício." para o tratamento de segunda pessoa do singular, tem-se: Com ele, tu podes escolher o tipo de fundo de investimento em que tu queres aplicar teus recursos, o valor da contribuição ou da renda desejada e a partir de quando pretendes receber o benefício.

Alternativas
Comentários
  • Questão corretíssima, apenas foi trocado o pronome de tratamento "você" pelo pronome pessoal do caso reto "tu" e fazendo as devidas conjugações.
  • Com ele, tu podes escolher o tipo de fundo de investimento em que tu queres aplicar teus recursos, o valor da contribuição ou da renda desejada e a partir de quando (TU) pretendes receber o benefício. 

    APENAS A SUBSTITUIÇÃO DAS PESSOAS VERBAIS.
    APENAS A SUBSTITUIÇÃO 
  • Cespe, por  mais questões assim! kkkkkkkkkkkkk

  • bah tche

  • Obrigado AFP.

  • EU -1°PESSOA

    TU-2°PESSOA


ID
25090
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TSE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

1   Distraídos com a discussão sobre os índices de
     crescimento, deixamos de perceber que desenvolvimento é o
     processo contínuo pelo qual uma sociedade aprende a
4   administrar realidades cada vez mais complexas.
    Quando dizemos que os suíços ou suecos são
    desenvolvidos, o que temos em mente não é apenas que eles
são mais ricos que nós. O que está subentendido é que
    também sabem gerir melhor os trens e as escolas primárias, as
    florestas e os hospitais, as universidades e as penitenciárias,
10 os museus e os tribunais. Em outras palavras, ser
    desenvolvido é uma totalidade.
    No Brasil temos ilhas de excelência: o Departamento
13 do Tesouro, a EMBRAPA, o Itamaraty, entre outras. Mas
    estão afogadas em oceano de incompetência, em certos pontos
    com profundidades abissais. As demandas de exigência
16 crescente de uma sociedade dinâmica são atendidas pelas
    ilhas de eficiência, mas logo se atolam nos gargalos da
    inépcia. Rubens Ricupero.

Folha de S.Paulo, 26/11/2006, p. B2 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.

I O emprego da primeira pessoa do plural em "deixamos" (l.2), "dizemos" (l.5), "nós" (l.7) e "temos" (l.12) indica a inclusão do autor e do leitor na informação.
II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período.
III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito.
IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16).

A quantidade de itens certos é igual a

Alternativas
Comentários
  • Só o item II está incorreto.
    * O pronome cujo deve ter um ANTECEDENTE e um CONSEQUENTE, ambos substantivos e um diferente do outro.
    * Deve concordar em gênero, número com o substantivo CONSEQUENTE.
    * Não admite artigo após si.
    Gramática do Renato Aquino.
  • Assertiva correta "C".
    Apenas o item II está incorreto conforme comentários acima.
  • Expressões de confirmação:
    COM EFEITO, efectivamente, na verdade, de facto, sem dúvida, de certo, deste modo, na verdade, ora, aliás, sendo assim, veja-se, assim, OU SEJA, OU MELHOR...


    http://www.prof2000.pt/users/dani/coesao/coesaofrasicaexp.htm
  • No item III, eu entendi que a expressão OU MELHOR dava idéia de contrário, por exemplo " Isto é desta forma, ou melhor, daquela".....
    Alguém poderia me esclarecer isso??
  • No primeiro item, o uso da primeira pessoa do plural pelo autor, na minha opnião, não inclui obrigatoriamente o interlocutor. Quando ele diz "nós" entendo que está se referindo a ele mesmo e a seus compatriotas brasileiros, não necessariamente ao leitor.

  • II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período. 
    III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito. 
    IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16). 
     

  • O que é isso : 

     d)  4. UnB/CESPE - TSE Caderno 19-ÉPSILON Cargo 19: Técnico Judiciário - Área: Administrativa - 3 -

    Esta na alternativa "D" mas acredito que foge totalmente do contexto . o.O

  • Gabarito: C

    Pensei que o item IV referia-se às "ilhas de eficiência"...

  • não tem questões do tipo certo e errado ?

  • Que texto bacana!

  • Acredito que caberia recurso, visto que, na assertiva IV, o sujeito é '' AS demandas de exigencia crescente...''

  • Alternativa C.

    Vamos explicar essa questão:

    I O emprego da primeira pessoa do plural em "deixamos" (l.2), "dizemos" (l.5), "nós" (l.7) e "temos" (l.12) indica a inclusão do autor e do leitor na informação.

    R: Todos os verbos apresentados estão conjulgados na Terceira Pessoa do Plural do Presente do Indicativo. Logo, se referem a todos que fazem parte do discuro (Nós: eu [escritor], tu [leitor], ele [terceira pessoa qualquer]). Logo, está correto.

    II A substituição de "pelo qual" (l.3) por cuja mantém a correção gramatical do período.

    R: "pelo qual" é uma empressão formada por uma preposição (por) + pronome relativo (qual) = "pelo qual". Veja bem, essa expressão pronominal é usado em referência a pessoas ou coisas, enquanto "cuja(s)" ou "cujo(s)" é também um pronome relativo, mas que dá ideia de posse entre substantivos (um possuídor e um possuído), ideia que não encontramos nesse fragmento de texto. Por isso mesmo este item está errado.

    III A expressão "Em outras palavras" (l.10) pode, sem prejuízo para a informação do texto, ser substituída por qualquer uma das seguintes: Isto é, Ou seja, Ou melhor, Com efeito.

    R: "Em outras palavras" dá ideia de reexplicação, de conceito igual através de outros termos e palavras, isto é, uma forma mais explicado para que o raciciocínio seja alcançado. Então, este item está correto.

    IV A expressão "se atolam" (l.17) refere-se a "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" (l.15-16).

    R: Ao ler o fragmento do texto você percebe que "demandas de exigência crescente de uma sociedade dinâmica" é o sujeito das duas orações. "Se atolam", quem se atolam? As demandas de exigência... Item correto.

  • Acredito que caberia recurso, pois não pode se afirmar que o leitor faz parte no uso da 1a pessoa do plural. Imagine que seja um sueco ou um suíço lendo a matéria da Folha de SP.


ID
26740
Banca
FCC
Órgão
TRE-SE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

O futuro da humanidade

          Tudo indica que há um aquecimento progressivo do planeta
e que esse fenômeno é causado pelo homem. Nossos
filhos e netos já conhecerão seus efeitos devastadores: a
subida do nível do mar ameaçará nossas costas, e o desequilíbrio
climático comprometerá os recursos básicos - em
muitos lugares, faltará água e faltará comida.
          Os humanos (sobretudo na modernidade) prosperaram
num projeto de exploração e domínio da natureza cujo custo é
hoje cobrado. Para corrigir esse projeto, atenuar suas conseqüências
e sobreviver, deveríamos agir coletivamente. Ora,
acontece que nossa espécie parece incapaz de ações coletivas.
À primeira vista, isso é paradoxal.
          Progressivamente, ao longo dos séculos, chegamos a
perceber qualquer homem como semelhante, por diferente de
nós que ele seja. Infelizmente, reconhecer a espécie como
grupo ao qual pertencemos (sentir solidariedade com todos os
humanos) não implica que sejamos capazes de uma ação
coletiva. Na base de nossa cultura está a idéia de que nosso
destino individual é mais importante do que o destino dos
grupos dos quais fazemos parte. Nosso individualismo, aliás, é
a condição de nossa solidariedade: os outros são nossos
semelhantes porque conseguimos enxergá-los como indivíduos,
deixando de lado as diferenças entre os grupos aos quais cada
um pertence. Provavelmente, trata-se de uma conseqüência do
fundo cristão da cultura ocidental moderna: somos todos
irmãos, mas a salvação (que é o que importa) decide-se um por
um. Em suma: agir contra o interesse do indivíduo, mesmo que
para o interesse do grupo, não é do nosso feitio.
          Resumo: hoje, nossa espécie precisa agir coletivamente,
mas a própria cultura que, até agora, sustentou seu caminho
torna esse tipo de ação difícil ou impossível.
          Mas não sou totalmente pessimista. Talvez nosso
impasse atual seja a ocasião de uma renovação. Talvez
saibamos inventar uma cultura que permita a ação coletiva da
comunidade dos humanos que habitam o planeta Terra.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 8/02/07)

NÃO admite transposição para a voz passiva a seguinte construção:

Alternativas
Comentários
  • os verbos transitivos indiretos não podem passar para a voz passiva, somente os transitivos diretos. Como o verbo tratar-se, pronominal, é transitivo indireto esta é a resposta correta.
  • Verbo Comprometer é VTD? VTDI? Achei que fosse VTI...errei.

    Alguém pode ajudar?
  • Daniel em relação a sua dúvida, ao verbo comprometer analise a frase abaixo:


    A chuva comprometeu(O QUÊ) o desempenho do time
                            VTD                                        OD


    Quando lê-se "A chuva comprometeu" a frase não tem sentido completo necessitando de complemento, neste caso, não podendo ser VI e VTI, pois, não exige preposição em seu complemento.


    Deus abençoe e bons estudos.
      
  • Fiquei na dúvida com o "haverão DE...", alguém pode me ajudar?
  • Thais, é uma locução verbal. na voz passiva ficaria assim: Esses efeitos devastadores haverão de ser conhecidos pelos nossos descendentes.

  • Se alguém puder explicar detalhadamente a letra B e C seria de grande ajuda.


ID
26743
Banca
FCC
Órgão
TRE-SE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

O futuro da humanidade

          Tudo indica que há um aquecimento progressivo do planeta
e que esse fenômeno é causado pelo homem. Nossos
filhos e netos já conhecerão seus efeitos devastadores: a
subida do nível do mar ameaçará nossas costas, e o desequilíbrio
climático comprometerá os recursos básicos - em
muitos lugares, faltará água e faltará comida.
          Os humanos (sobretudo na modernidade) prosperaram
num projeto de exploração e domínio da natureza cujo custo é
hoje cobrado. Para corrigir esse projeto, atenuar suas conseqüências
e sobreviver, deveríamos agir coletivamente. Ora,
acontece que nossa espécie parece incapaz de ações coletivas.
À primeira vista, isso é paradoxal.
          Progressivamente, ao longo dos séculos, chegamos a
perceber qualquer homem como semelhante, por diferente de
nós que ele seja. Infelizmente, reconhecer a espécie como
grupo ao qual pertencemos (sentir solidariedade com todos os
humanos) não implica que sejamos capazes de uma ação
coletiva. Na base de nossa cultura está a idéia de que nosso
destino individual é mais importante do que o destino dos
grupos dos quais fazemos parte. Nosso individualismo, aliás, é
a condição de nossa solidariedade: os outros são nossos
semelhantes porque conseguimos enxergá-los como indivíduos,
deixando de lado as diferenças entre os grupos aos quais cada
um pertence. Provavelmente, trata-se de uma conseqüência do
fundo cristão da cultura ocidental moderna: somos todos
irmãos, mas a salvação (que é o que importa) decide-se um por
um. Em suma: agir contra o interesse do indivíduo, mesmo que
para o interesse do grupo, não é do nosso feitio.
          Resumo: hoje, nossa espécie precisa agir coletivamente,
mas a própria cultura que, até agora, sustentou seu caminho
torna esse tipo de ação difícil ou impossível.
          Mas não sou totalmente pessimista. Talvez nosso
impasse atual seja a ocasião de uma renovação. Talvez
saibamos inventar uma cultura que permita a ação coletiva da
comunidade dos humanos que habitam o planeta Terra.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 8/02/07)

Mas não sou totalmente pessimista. Talvez nosso impasse atual seja a ocasião de uma renovação. Talvez saibamos inventar uma cultura que permita a ação coletiva da comunidade dos humanos que habitam o planeta Terra.

Permanecerá adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais caso as formas verbais sublinhadas na frase acima sejam substituídas, respectivamente, por:

Alternativas
Comentários
  • Mas não sou totalmente pessimista. Talvez nosso impasse atual seja a ocasião de uma renovação. Talvez saibamos inventar uma cultura que permita a ação coletiva da comunidade dos humanos que habitam o planeta Terra.

    Vejam: Todos verbos no presente.

    a) era - fosse - soubéssemos - permitisse (todos os verbos foram para o passado)

  • Não marquei a letra "a" porque achei estranho a construção: "Talvez nosso impasse atual fosse ..."

    Como asim atual combina com fosse no passado?


    Mas depois li direito o enunciado e vi que a questão não se interessa por sentido e sim correlação dos tempos e modos, apenas.

    é isso mesmo?
  • Fiquei em dúvida quanto a letra (a), por achar que fosse era futuro, mas na verdade é pretérito imperfeito!

  • Na verdade, você pode matar a questão por conta dos dois últimos verbos. Saibamos estava no presente do subjuntivo, logo só poderíamos conjugá-lo para o futuro - soubéramos ou pretérito do subjuntivo - soubéssemos, nos deixando as letras A e D. Por tabela, o verbo permitir também deve estar no subjuntivo, eliminando assim a letra D, pois o verbo está conjugado no pretérito imperfeito do indicativo.

    Gabarito letra A. 
  • a) PRET - PRET - PRET - PRET

    b) PRET - FUT - FUT - PRET

    c) FUT - PRET - FUT - FUT

    d) FUT - PRESENTE - PRET - PRET

    e) PRET - PRET - FUT - PRET


ID
26764
Banca
FCC
Órgão
TRE-SE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
abaixo.

O futuro da humanidade

          Tudo indica que há um aquecimento progressivo do planeta
e que esse fenômeno é causado pelo homem. Nossos
filhos e netos já conhecerão seus efeitos devastadores: a
subida do nível do mar ameaçará nossas costas, e o desequilíbrio
climático comprometerá os recursos básicos - em
muitos lugares, faltará água e faltará comida.
          Os humanos (sobretudo na modernidade) prosperaram
num projeto de exploração e domínio da natureza cujo custo é
hoje cobrado. Para corrigir esse projeto, atenuar suas conseqüências
e sobreviver, deveríamos agir coletivamente. Ora,
acontece que nossa espécie parece incapaz de ações coletivas.
À primeira vista, isso é paradoxal.
          Progressivamente, ao longo dos séculos, chegamos a
perceber qualquer homem como semelhante, por diferente de
nós que ele seja. Infelizmente, reconhecer a espécie como
grupo ao qual pertencemos (sentir solidariedade com todos os
humanos) não implica que sejamos capazes de uma ação
coletiva. Na base de nossa cultura está a idéia de que nosso
destino individual é mais importante do que o destino dos
grupos dos quais fazemos parte. Nosso individualismo, aliás, é
a condição de nossa solidariedade: os outros são nossos
semelhantes porque conseguimos enxergá-los como indivíduos,
deixando de lado as diferenças entre os grupos aos quais cada
um pertence. Provavelmente, trata-se de uma conseqüência do
fundo cristão da cultura ocidental moderna: somos todos
irmãos, mas a salvação (que é o que importa) decide-se um por
um. Em suma: agir contra o interesse do indivíduo, mesmo que
para o interesse do grupo, não é do nosso feitio.
          Resumo: hoje, nossa espécie precisa agir coletivamente,
mas a própria cultura que, até agora, sustentou seu caminho
torna esse tipo de ação difícil ou impossível.
          Mas não sou totalmente pessimista. Talvez nosso
impasse atual seja a ocasião de uma renovação. Talvez
saibamos inventar uma cultura que permita a ação coletiva da
comunidade dos humanos que habitam o planeta Terra.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 8/02/07)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Nesse tipo de questão basta localizar o sujeito da oração, aí fica fácil ver se o verbo vai para o plural ou não. Colocando as orações em ordem direta:

    a)O LEGADO das nossas maiores conquistas talvez não se TRANSMITA aos nossos filhos e netos.

    b)EXPANDIR as ações coletivas em nome do bem comum CABE a nós ('cabe-nos') como grupos humanos.

    c) O PROVÁVEL COMPROMETIMENTO dos nossos recursos básicos não se DEVE apenas aos fatores climáticos em si mesmos.

    d) O ATUAL MODELO de desenvolvimento não APRESENTA quaisquer alternativas ao destino dos grupos de que timidamente participamos.

    e)Caso AS TAREFAS COLETIVAS não FOSSEM da competência de cada um, não teríamos razões para esperança.

    Lembrando que o sujeito nunca é precedido de preposição, portanto "aos nossos filhos e netos", "aos fatores climáticos", "dos grupos" etc., não podem funcionar como sujeito.

  • Não se ...... (dever) apenas aos fatores climáticos, em si mesmos, o provável comprometimento dos nossos recursos básicos.

    AQUI O SUJEITO NÃO É FATORES CLIMÁTICOS?
  • só complementando... eu escreveria a alternativa E assim:

    e)Caso AS TAREFAS COLETIVAS não FOSSEM da competência de cada um, não teríamos razões para esperança.
  • No item "c" o sujeito é O PROVÁVEL COMPROMETIMENTO...

    AOS FATORES CLIMÁTICOS não pode ser o sujeito pq tem preposição - a(prep.) + os(art.)

ID
27043
Banca
FCC
Órgão
TRE-SE
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

O debate sobre a preservação do planeta e sua exploração
tem se tornado cada vez mais acirrado e confuso. Cientistas
que pregam a seriedade do aquecimento global são acusados
de alarmismo. Por outro lado, os que afirmam que não há
provas conclusivas para de fato defender a tese de que a Terra
está aquecendo devido à emissão de gases poluentes são
acusados de serem vendidos às indústrias ou ao menos
tendenciosos em suas conclusões.
Manchetes dizem que a década de 1990 foi a mais quente
do século (foi), que o ciclo do El Niño, que marca o aquecimento
das águas do Pacífico perto do Peru, está desregulado
(está), que as calotas polares estão descongelando a taxas
muito altas (estão), que os níveis de poluição em países de rápida
industrialização, como a China e a Índia, estão se tornando
intoleráveis (estão), que o desmatamento acelerado das grandes
florestas, incluindo as nossas, provocará instabilidades climáticas
por todo o planeta (provocará), enfim, notícias que causam
medo, talvez até pânico. Fica difícil saber em que acreditar,
especialmente porque construir uma nova conscientização global
de preservação do planeta pode exigir mudanças custosas
em informar e educar a população, em monitorar indústrias e
plantações, em controlar os esgotos, o lixo, as emissões dos
carros, caminhões, navios, aviões.
O que fazer? Existem três possibilidades. Uma é deixar
para lá essa história de tomar conta do planeta e nos
preocuparmos só quando o problema for realmente óbvio e
irremediável. Péssima escolha. Outra é tentar filtrar do mundo
de informações que recebemos as que de fato são confiáveis e
não tendenciosas. Essa possibilidade é meio difícil pois, a
menos que sejamos especialistas no assunto, não saberemos,
de início, em quem acreditar. A terceira, que me parece a mais
sábia, é usar o bom senso.
Talvez uma analogia entre a Terra e a nossa casa seja
útil. Começamos com a casa limpa, abastecida, e com o
número ideal de pessoas para que todos possam viver com
conforto. O número de pessoas cresce, o espaço aperta, a
demanda por água e alimentos aumenta. Um número maior de
pessoas implica aumento de consumo de energia e maior
produção de lixo. A solução é impor algumas regras, reduzir o
lixo e o consumo de energia. Caso contrário, a casa original
rapidamente não daria conta da demanda crescente dos seus
habitantes.
A Terra é bem maior do que uma casa, mas também é
finita. A atmosfera, os oceanos e o solo reciclam eficientemente
a poluição e o lixo que criamos. Mas todo sistema finito tem um
limite. Não há dúvida de que, se não mudarmos o modo como
usamos e abusamos do planeta, chegaremos a esse limite.
Infelizmente, a ciência ainda não pode prever exatamente
quando isso vai ocorrer. Mas ela, juntamente com o bom senso,
afirma que é mera questão de tempo.

(Adaptado de Marcelo Gleiser. Folha de S. Paulo, Mais!, 30 de
abril de 2006, p. 9)

O verbo corretamente flexionado está grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Propuseram-se;
    b) correto
    c) Previram;
    d) Advieram;
    e) Ativeram-se.
  • Questão muito parecida caiu na prova FCC/TRE-CE 2002 Técnico Judiciário (Área Administrativa, de Transportes, etc). Questão 13. Formas verbais: “proporam-se”, “advieram”, “ateram-se”.
    Questão muito parecida caiu na prova FCC/TRT 15ª Região 2005 Técnico de Transportes. Questão 19. Formas verbais: “propuserem”, “advieram”, “ateu-se”, “satisfazeram”.

  • (A) Propuseram (derivado do verbo “pôr”)
    (B) correta.
    (C) Previram (derivado do verbo “ver”)
    (D) Advieram (derivado do verbo“vir”)
    (E) Ativeram (derivado do verbo “ter”)
    Bons estudos


ID
27718
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Transpetro
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A INTERNET NÃO É RINGUE

          Você já discutiu relação por e-mail? Não discuta.
     O correio eletrônico é uma arma de destruição de massa
     (cerebral) em caso de conflito. Quer discutir? Quer
     quebrar o pau, dizer tudo o que sente, mandar ver, detonar a
 5  outra parte? Faça isso a sós, em ambiente fechado. [...]
          Brigar por e-mail é muito perigoso. Existe pelo
     menos um par de boas razões para isso. A primeira é que
     você não está na frente da pessoa. Ela não é "humana" a
     distância, ela é a soma de todos os defeitos. A segunda
 10 razão é que você mesmo também perde a dimensão de
     sua própria humanidade. Pelo e-mail as emoções ficam
     no freezer e a cabeça, no microondas. Ao vivo, um olhar
     ou um sorriso fazem toda a diferença. No e-mail todo
     mundo localiza "risos", mas ninguém descreve "choro".
15        Eu sei disso, porque cometi esse erro. Várias
     vezes. Nunca mais cometerei, espero. [...] Um tiroteio
     de mensagens escritas tende à catástrofe. Quando você
     fala na cara, as palavras ficam no ar e na memória e uma
     hora acabam sumindo de ambos. "Eu não me lembro de ter
20  dito isso" é um bom argumento para esfriar as tensões.
     Palavras escritas ficam. Podem ser relidas muitas vezes.
          Ao vivo, você agüenta berros [...]. Responde no
     mesmo tom rasteiro. E segue em frente. Por e-mail, cada
     frase ofensiva tende a ser encarada como um desafio para
25 que a outra parte escolha a arma mais poderosa destinada
     ao ponto mais fraco do "adversário". Essa resposta letal
     gera uma contra-resposta capaz de abalar os alicerces
     do edifício, o que exigirá uma contra-contra-resposta
     surpreendente e devastadora. Assim funciona o ser
30  humano, seja com mensagens, seja com bombas nucleares.
          Ao vivo, um pode sentir a fraqueza do outro e eventualmente
     ter o nobre gesto de poupar aquelas trilhas
     de sofrimento e rancor. Ao vivo, o coração comanda. Por
     e-mail é o cérebro que dá as cartas. [...]
35       E tem o fator fermentação. Você recebe um e-mail
     hostil. Passa horas intermináveis imaginando qual será a
     terrível, destrutiva resposta que vai dar. Seu cérebro ferve
     com os verbos contundentes e adjetivos cruéis que serão
     usados no reply. Aí você escreve, e reescreve, e reescreve
40 de novo, e a cada nova versão seu texto está mais
     colérico, e horas se passam de refinamento bélico do
     texto até que você decida apertar o botão do Juízo Final,
     no caso o Enviar. Começam então as dolorosas horas de
     espera pela resposta à sua artilharia pesada. É uma
45 angústia saber que você agora é o alvo, imaginar que
     armas serão usadas. E dependendo do estado de deterioração
     das relações, você poderá enlouquecer a ponto
     de imaginar a resposta que vai dar à mensagem que
     ainda nem chegou.
50      É por isso que eu aconselho, especialmente aos
     mais jovens: se for para mandar mensagens de amizade,
     se é para elogiar, se é para declarar amor, use e abuse
     dos meios digitais. E-mail, messenger, chat, scraps, o
     que aparecer. Mas se for para brigar, brigue pessoalmente.
55  A não ser, claro, que você queira que o rompimento seja
     definitivo. Aí é só abrir uma nova mensagem e deixar o
     veneno seguir o cursor.

     MARQUEZI, Dagomir, Revista Info Exame, jan. 2006. (adaptado)

Complete o período com a oração que apresenta o verbo conjugado de acordo com a norma culta.

Fica mais difícil brigar, se você...

Alternativas
Comentários
  • a) vir - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.

    b) compuser - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.

    c) der - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.

    d) dispuser - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.

    e) crer - terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.


ID
27952
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Prefeitura de Manaus - AM
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

SABIÁ GANHA STATUS DE AVE NACIONAL

          O sabiá sempre foi o pássaro escolhido por poetas
     e compositores brasileiros para representar o país.
     Já ganhou versos de alguns dos maiores artistas nacionais:
     de Gonçalves Dias, em sua "Canção do exílio", a
5   Tom Jobim e Chico Buarque, em "Sabiá", passando por
     Luiz Gonzaga, na canção também chamada "Sabiá".
     Tamanho currículo capacitou o passarinho de peito
     alaranjado a ser considerado a ave nacional do Brasil,
     desbancando uma concorrente de peso: a ararajuba,
10 com suas vistosas penas verdes e amarelas.
          Um decreto assinado pelo Presidente da República
     confirmou que o Dia da Ave é 5 de outubro e informou que
     "o centro de interesse para as festividades desse dia será
     o sabiá, como símbolo representativo da fauna ornitológica
15  brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do
     Brasil."
          - A ave nacional de um país não pode ser escolhida
     em razão da cor da bandeira - afirma o ornitólogo
     Johan Dalgas Frisch, presidente da ONG Associação de
20  Preservação da Vida Selvagem e um dos maiores cabos
     eleitorais do passarinho. - Ela representa o folclore, a
     música, a poesia, a alma do povo. E não existe qualquer
     música com ararajuba, poesia alguma.
     Dalgas Frisch lembra ainda que, se a ararajuba
25  fosse indicada ave nacional, correria o risco de ser
     extinta:
          - Uma ararajuba vale hoje cerca de US$ 5 mil
     entre os traficantes de animais. Se fosse ave nacional,
     passaria a valer uns US$ 50 mil. Acabaria sendo extinta
30  e não representaria o espírito poético e folclórico da
     nação.
          O Brasil, com 1.667 espécies de aves, era um dos
     poucos países a não ter ave nacional. A águia de cabeça
     branca, nos Estados Unidos, simboliza a união de todos
35  os estados. Já o robim, na Grã-Bretanha, foi escolhido
     por ter inspirado William Shakespeare. Na Argentina, a
     ave nacional é o hornero (joão-de-barro), que representa
     o gaúcho dos pampas.
          A campanha de Frisch para que o sabiá se tornasse
40  ave nacional tem mais de 35 anos. Remonta ao tempo
     em que o então presidente Costa e Silva assinou um
     decreto criando o Dia da Ave.
          - Foram anos de luta, mas ganhamos a batalha e
     ainda salvamos a ararajuba - comemora.

          O Globo, 23 nov. 2002 (com adaptações)

Assinale a opção em que o verbo da oração está na voz ativa.

Alternativas
Comentários
  • Acho que o gabarito é a letra E. Alguém concorda?
  • Na letra E: "foi escolhido" - voz passiva.
    A letra D está correta.
  • O meu raciocínio é:
    Quando passamos um verbo na voz ativa para uma voz passiva verificamos que o verbo fica sendo uma locução verbal. Portanto, a unica opção que não existe uma locução verbal é a letra "d".
  • A voz passiva analítica como via de regra é formada por verbo ser/ter + particípio: Jóias são vendidas. Outra maneira de testar se a oraçao está na voz passiva é tranformando-a em voz passiva sintética: Vendem-se jóias.
  • Falou em voz passiva, foca no particípio. Matou a questão!

  • Resposta - D

    VP -> Verbo no particípio (  finaliza com ado, edo, ido )

    a)

    "...passarinho (...) a ser considerado a ave nacional..."(l. 7-8) PASSIVA

     b)

    "- A ave nacional de um país não pode ser escolhida..."(l. 17-18) PASSIVA

     c)

    "...se a ararajuba fosse indicada ave nacional,"(l. 24-25) PASSIVA

     d)

    "...um dos poucos países a não ter ave nacional."(l. 32-33)

     e)

    "Já o robim, na Grã-Bretanha, foi escolhido..."(l. 35) PASSIVA

  • VERBO NA PASSIVA ANALÍTICA = VERBO AUX(SER/ESTAR) + PARTICÍPIO.

    NA VOZ PASSIVA O SUJEITO SOFRE A AÇÃO.

    VERBO NA ATIVA = SUJEITO PRATICA A AÇÃO.


ID
27955
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Prefeitura de Manaus - AM
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

SABIÁ GANHA STATUS DE AVE NACIONAL

          O sabiá sempre foi o pássaro escolhido por poetas
     e compositores brasileiros para representar o país.
     Já ganhou versos de alguns dos maiores artistas nacionais:
     de Gonçalves Dias, em sua "Canção do exílio", a
5   Tom Jobim e Chico Buarque, em "Sabiá", passando por
     Luiz Gonzaga, na canção também chamada "Sabiá".
     Tamanho currículo capacitou o passarinho de peito
     alaranjado a ser considerado a ave nacional do Brasil,
     desbancando uma concorrente de peso: a ararajuba,
10 com suas vistosas penas verdes e amarelas.
          Um decreto assinado pelo Presidente da República
     confirmou que o Dia da Ave é 5 de outubro e informou que
     "o centro de interesse para as festividades desse dia será
     o sabiá, como símbolo representativo da fauna ornitológica
15  brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do
     Brasil."
          - A ave nacional de um país não pode ser escolhida
     em razão da cor da bandeira - afirma o ornitólogo
     Johan Dalgas Frisch, presidente da ONG Associação de
20  Preservação da Vida Selvagem e um dos maiores cabos
     eleitorais do passarinho. - Ela representa o folclore, a
     música, a poesia, a alma do povo. E não existe qualquer
     música com ararajuba, poesia alguma.
     Dalgas Frisch lembra ainda que, se a ararajuba
25  fosse indicada ave nacional, correria o risco de ser
     extinta:
          - Uma ararajuba vale hoje cerca de US$ 5 mil
     entre os traficantes de animais. Se fosse ave nacional,
     passaria a valer uns US$ 50 mil. Acabaria sendo extinta
30  e não representaria o espírito poético e folclórico da
     nação.
          O Brasil, com 1.667 espécies de aves, era um dos
     poucos países a não ter ave nacional. A águia de cabeça
     branca, nos Estados Unidos, simboliza a união de todos
35  os estados. Já o robim, na Grã-Bretanha, foi escolhido
     por ter inspirado William Shakespeare. Na Argentina, a
     ave nacional é o hornero (joão-de-barro), que representa
     o gaúcho dos pampas.
          A campanha de Frisch para que o sabiá se tornasse
40  ave nacional tem mais de 35 anos. Remonta ao tempo
     em que o então presidente Costa e Silva assinou um
     decreto criando o Dia da Ave.
          - Foram anos de luta, mas ganhamos a batalha e
     ainda salvamos a ararajuba - comemora.

          O Globo, 23 nov. 2002 (com adaptações)

Como estava fazendo muito calor, Pedro ___________ comprar um ventilador. Ele ___________ para comprá-lo logo que o seu chefe _____________ . As formas verbais que completam adequada e respectivamente o trecho acima são:

Alternativas
Comentários
  • Os três primeiros no pretérito imperfeito do indicativo: "Eu estava", "Eu pretendia", "Eu sairia". E o último no pretérito imperfeito do subjuntivo: "Se ele permitisse".
  • Gab. E) pretendia - sairia - permitisse.


ID
28057
Banca
CESGRANRIO
Órgão
TCE-RO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O Senhor Computador

          Acabo de perder a crônica que havia escrito.
     Sequer tenho onde reescrevê-la, além desse caderninho
     onde inclino com mãos trêmulas uma esferográfica preta,
     desenhando garranchos que não vou entender daqui a meia
5    hora. Explico: tenho, para uso próprio, dois computadores.
     E hoje os dois me deixaram órfão, fora do ar, batendo
     pino, encarando o vazio de suas telas obscuras. A carroça
     de mesa pifou depois de um pico de energia. O portátil,
     que muitas vezes levo para passear como um cachorrinho
10  cheio de idéias, entrou em conflito com a atualização do
     antivírus e não quer "iniciar". O temperamental está fazendo
     beicinho, e não estou a fim de discutir a relação homemmáquina
     com ele.
          Farei isso, pois, com os leitores. Tenho consciência
15  de que a crônica sobre as agruras do escritor com computadores
     indolentes virou um clichê, um subgênero batido
     como são as crônicas sobre falta de idéia. Mas não tenho
     opção que não seja registrar meu desalento com as
     máquinas nos poucos minutos que me restam até que a
20  redação do jornal me telefone cobrando peremptoriamente
     esse texto.
          E registrar a decepção comigo mesmo - com a
     minha dependência estúpida do computador. Não somente
     deste escriba, aliás: somos todos cada vez mais
25 subordinados ao senhor computador. Vemos televisão no
     computador, vamos ao cinema no computador, fazemos
     compras no computador, amigos no computador. Música
     no computador. Trabalho no computador.
     Escritores mais graduados me confessam escrever
30  somente a lápis. Depois de vários tratamentos, passam o
     texto para o computador, "quando já está pronto". Faço
     parte de uma geração que não apenas cria direto no
     computador, mas pensa na frente do computador. Teclamos
     com olhos dilatados e dedos frementes sobre a cortina
35 branca do processador de texto, encarando uma tela que
     esconde, por trás de si, um trilhão de outras janelas,
     "o mundo ao toque de um clique".
          Nada mais ilusório.
          O que assustou por aqui foi minha sincera reação
40  de pânico à possibilidade de perder tudo - como se a
     casa e a biblioteca pegassem fogo. Tenho pelo menos
     seis anos de textos, três mil fotos e umas sete mil
     músicas em cada um dos computadores - a cópia de
     segurança dos arquivos de um estava no outro. Claro, seria
45 impossível que os dois quebrassem - "ainda mais no
     mesmo dia!" Os técnicos e entendidos em informática
     dirão que sou um idiota descuidado. Eles têm razão.
          Há outro lado. Se nada recuperar, vou me sentir
     infinitamente livre para começar tudo de novo. Longe do
50 computador, espero.

CUENCA, João Paulo. Megazine. Jornal O Globo. 20 mar. 2007.
(com adaptações)

"Acabo de perder..." (l. 1) A locução verbal nos informa que se trata de:

Alternativas
Comentários
  • Pensei dessa forma:"Realmente acabei de perder"Se acabei é porque terminei algo!
  • Q800896

     

     

    Locução verbal sublinhada exprime um processo em sua fase inicial:  começou a viver

     

     

    Q773128

     

    Desenvolve gradualmente, se repete no passado e permanece no presentevem ganhando.

     

     

    MODAIS:  modo da ação que ocorreu

     

     

     

     

    Necessidade, Obrigação (Depende do contexto)

     

     

     

    Ex        Haver de escrever,  ter de escrever       TEM   DE = QUE (preposição) MANTER ISSO

     

     

     

     

     

                                                Possibilidade Ou Capacidade

     

     

    Ex.  Pode escrever

     

     

    VONTADE ou DESEJO (VOLITIVO):   querer escrever, desejar escrever

     

    TENTATIVA ou ESFORÇO

     

     

     

     

     

    CONSECUÇÃO:  conseguir escrever, lograr escrever

     

     

     

    APARÊNCIA ou DÚVIDA:  parece escrever

     

     

     

  • “ ... Havia perdido ... “ = perdera ( término recente da ação )


ID
28096
Banca
CESGRANRIO
Órgão
TCE-RO
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O Senhor Computador

          Acabo de perder a crônica que havia escrito.
     Sequer tenho onde reescrevê-la, além desse caderninho
     onde inclino com mãos trêmulas uma esferográfica preta,
     desenhando garranchos que não vou entender daqui a meia
5    hora. Explico: tenho, para uso próprio, dois computadores.
     E hoje os dois me deixaram órfão, fora do ar, batendo
     pino, encarando o vazio de suas telas obscuras. A carroça
     de mesa pifou depois de um pico de energia. O portátil,
     que muitas vezes levo para passear como um cachorrinho
10  cheio de idéias, entrou em conflito com a atualização do
     antivírus e não quer "iniciar". O temperamental está fazendo
     beicinho, e não estou a fim de discutir a relação homemmáquina
     com ele.
          Farei isso, pois, com os leitores. Tenho consciência
15  de que a crônica sobre as agruras do escritor com computadores
     indolentes virou um clichê, um subgênero batido
     como são as crônicas sobre falta de idéia. Mas não tenho
     opção que não seja registrar meu desalento com as
     máquinas nos poucos minutos que me restam até que a
20  redação do jornal me telefone cobrando peremptoriamente
     esse texto.
          E registrar a decepção comigo mesmo - com a
     minha dependência estúpida do computador. Não somente
     deste escriba, aliás: somos todos cada vez mais
25 subordinados ao senhor computador. Vemos televisão no
     computador, vamos ao cinema no computador, fazemos
     compras no computador, amigos no computador. Música
     no computador. Trabalho no computador.
     Escritores mais graduados me confessam escrever
30  somente a lápis. Depois de vários tratamentos, passam o
     texto para o computador, "quando já está pronto". Faço
     parte de uma geração que não apenas cria direto no
     computador, mas pensa na frente do computador. Teclamos
     com olhos dilatados e dedos frementes sobre a cortina
35 branca do processador de texto, encarando uma tela que
     esconde, por trás de si, um trilhão de outras janelas,
     "o mundo ao toque de um clique".
          Nada mais ilusório.
          O que assustou por aqui foi minha sincera reação
40  de pânico à possibilidade de perder tudo - como se a
     casa e a biblioteca pegassem fogo. Tenho pelo menos
     seis anos de textos, três mil fotos e umas sete mil
     músicas em cada um dos computadores - a cópia de
     segurança dos arquivos de um estava no outro. Claro, seria
45 impossível que os dois quebrassem - "ainda mais no
     mesmo dia!" Os técnicos e entendidos em informática
     dirão que sou um idiota descuidado. Eles têm razão.
          Há outro lado. Se nada recuperar, vou me sentir
     infinitamente livre para começar tudo de novo. Longe do
50 computador, espero.

CUENCA, João Paulo. Megazine. Jornal O Globo. 20 mar. 2007.
(com adaptações)

Não ____________ o que iria acontecer, mas era necessário que ____________ a calma. As formas verbais que preenchem, nesta ordem, as lacunas, são:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta: D

    O verbo PREVER segue a conjugação do verbo VER, do qual PREVER deriva.
    Ele/Ela viu/previu - Pretérito Perfeito


    O verbo MANTER segue a conjugação do verbo TER.
    Ele/Ela mantivesse - Imperfeito do Subjuntivo
  • Prezada Silvia,suas explicações estão corretas, mas se enganou ao indicar a letra certa: EAbraços.
  • Verbo Prever
    INDICATIVO:

    Pretérito Perfeito

    eu previ
    tu previste
    ele previu
    nós previmos
    vós previstes
    eles previram

    Verbo Manter
    SUBJUNTIVO:

    Pretérito Imperfeito

    se eu mantivesse
    se tu mantivesse
    se ele mantivesse
    se nós mantivéssemos
    se vós mantivésseis
    se eles mantivessem


ID
28348
Banca
CESGRANRIO
Órgão
DNPM
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

COMO NAVEGAR EM ALTO MAR

A família Schürmann ficou conhecida no Brasil pelas
viagens que fez pelo mundo a bordo de seu veleiro. Como
um de seus membros, posso dizer que vivemos
incontáveis aventuras, mas descobrimos que o nosso
projeto ia além da busca por novas culturas e desafios.
Percebemos que diariamente vivíamos a realidade – e
até mesmo o sonho – de muitos empresários. Aprendemos
na prática o que empresas e executivos procuram
aprimorar no seu dia-a-dia, como, por exemplo, reagir em
situações adversas, enfrentar desafios e transformá-los
em oportunidades, tomar decisões para administrar um
empreendimento com sucesso e conviver em equipe.
Em nossas palestras, procuramos destacar que o
barco a vela é uma excelente ferramenta para fazer uma
analogia com as empresas. Nós vivemos durante 20 anos
dentro de um veleiro de 44 metros quadrados. Para que
tudo desse certo nessas condições, foi preciso um bom
planejamento, uma tripulação unida e perseverança para
enfrentar as mais inesperadas situações. As empresas
passam por problemas similares. Veja alguns deles:
• Quando nos deparávamos com um mar tempestuoso,
procurávamos enfrentá-lo com firmeza. A
análise das condições meteorológicas através de
mecanismos de informações, como satélite, barômetro
e formações de nuvens nos ajudava a prever
a dimensão da situação. Com esses dados em
mãos, tudo ficava mais fácil e previsível. Tínhamos
também uma tripulação bem treinada. Numa empresa
é a mesma coisa. Você precisa utilizar os
recursos tecnológicos e intelectuais disponíveis para
cada uma das situações. E, para se sentir seguro,
não há nada melhor do que promover treinamentos
periódicos e sistemáticos.
• Sempre que estamos no mar, temos de ajustar
constantemente a embarcação, regular as velas,
revisar os materiais e preparar a tripulação. É importante
administrar riscos em situações de pressão
e tomar decisões rápidas nos momentos difíceis.
[...]
• Os ventos fortes sempre forçam o velejador a fazer
mudanças de rumo, mas ele nunca esquece que o
objetivo precisa ser alcançado. Tem de encontrar
soluções e fazer o barco se mover com rapidez e
segurança na tempestade. Para isso, deve contar
com uma tripulação unida, em que cada um cumpre
bem o seu papel.
Para que tudo siga o planejado, é preciso investir em
comunicação. Em um veleiro oceânico, assim como nas
empresas, a comunicação é fator crítico para o sucesso.
Essas são algumas das lições preciosas que aprendemos
em alto-mar. Acredite sempre em dias melhores.
Nem mesmo quando perdemos os nossos mastros em
meio a uma tempestade na Nova Zelândia e ficamos dias
à deriva deixamos de acreditar. O segredo foi estarmos
preparados para superar momentos difíceis e tensos como
aquele.
SCHÜRMANN, Heloisa, Revista Você S/A, Ago. 2004.

Dos verbos apresentados a seguir, o que pode ser conjugado em todas as pessoas do presente do indicativo é:

Alternativas
Comentários
  • Abolir, explodir, falir e reaver: São verbos defectivos, pois apresentam ausência de alguma forma verbal.

    Presente do Indicativo

    eu magôo
    tu magoas
    ele/ela magoa
    nós magoamos
    vós magoais
    eles/elas magoam

  • Verbos Defectivos muito cobrados:

    Adequar
    Precaver
    Reaver
    Falir

    No Presente do Indicativo só são conjugáveis na primeira e segunda pessoa do plural.
  • Segundo a conjugação do Aurelio: Presente do Indicativo eu explodotu explodesele explodenós explodimosvós explodiseles explodem
  • Por incrível que pareça, explodir é defectivo.
  • Quero mais que essa questão se EXPLODA!
  • c-

    verbos defectivos (alguns): adequar, falir, doer, reaver, abolir, colorir, explodir, ruir, exaurir, demolir, esculpir, extorquir.

  • eu magoo tu magoas ele magoa nós magoamos vós magoais eles magoam

    tu aboles ele abole nós abolimos vós abolis eles abolem

    nós falimos vós falis

    nós reavemos vós reaveis

    eu explodo tu explodes ele explode nós explodimos vós explodis eles explodem

    Existe uma grande polêmica em torno do verbo explodir. Alguns gramáticos consideram explodir um verbo defectivo, não sendo conjugado em todas as pessoas ou tempos verbais. Assim, consideram que as palavras exploda e expluda não existem. Por outro lado, alguns dicionários conjugam explodir como um verbo regular, aceitando essas duas opções como formas conjugadas no presente do subjuntivo, salientando que exploda é a forma mais utilizada no português falado no Brasil e expluda é a forma mais utilizada no português falado em Portugal.

    Exemplos:

    Sendo encarado como um verbo defectivo, o verbo explodir não apresenta conjugações completas, sendo conjugado apenas nas formas em que a seguir ao radical vêm terminações iniciadas por i ou e. 


ID
28672
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Caixa
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

          José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
     alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
     balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
     com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
5   trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
     o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
     criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
     chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
     em que andava:
10        - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
     que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
     dentro...
           E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
     rapaz.
15       Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
     por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
     coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
     a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
     nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
20  mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
     justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
     dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
     Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
     os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
25  eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
     deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
     Mata dos Mineiros.
          De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
     sabia.
30       Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
     comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
     - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
     madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
     tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
     rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.
     
    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
José Olímpio, 1966. (Adaptado)

Em qual das seguintes frases a correspondência entre os tempos verbais está INCORRETA?

Alternativas
Comentários
  • O MENINO AJUDARIA NO QUE PUDESSE.
  • Alternativa E.Ajudaria: futuro do pretérito do indicativoPossa: presente do subjuntivoNão há correspondência, pois a franse fica incoerente.
  • GABARITO LETRA E 

     

    CORRELAÇÃO VERBAL 

     

    FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO + PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO 


ID
29827
Banca
FCC
Órgão
TRE-PI
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções para as questões de números 1 a 11.

Assinale, na folha de respostas, a alternativa que
preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Se você ...... de voltar, mas não ......, com segurança, ...... a hora, telefone-me.

Alternativas
Comentários
  • Reposta Letra "B"Se você TIVER de voltar, mas não PUDER, com segurança, PREVER a hora, telefone-me.
  • Confesso que se tivesse a opção 'tiver - puder - previr', eu ia balançar.

    Vamos na fé.

  • Uma questão dessas em prova do TRE!!! Que vontade de ter sido concurseiro nessa época.

  • Para quem ..como eu ..rsrs...ficou em dúvida se seria prever ou previr:

    • Prever é a forma de infinitivo do verbo prever: Há que prever as consequências. 

    • Previr é o futuro do subjuntivo do mesmo verbo: Quando ele previr a quantidade, eu faço a compra.

ID
29830
Banca
FCC
Órgão
TRE-PI
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções para as questões de números 1 a 11.

Assinale, na folha de respostas, a alternativa que
preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Informaram-nos de que talvez ...... a licença se a ...... a tempo.

Alternativas
Comentários
  • Quem irá requerer e obter algo?
    Nós...
  • Alguém poderia explicar o erro da alternativa D?

  • Letra D) Para combinar com "requiséssemos" deveria ser "obtivéssemos".

  • Sabemos que o subjuntivo expressa dúvida, incerteza, possibilidade, eventualidade. Assim, em que tempo devem estar os verbos, de maneira a garantir que o período tenha lógica? Resposta: Presente do subjuntivo + Futuro do subjuntivo 

    >> Informaram-nos de que talvez ...... a licença // se a ...... a tempo (condicional). >> obtenhamos - requerermos

    Presente do Subjuntivo

    que nós obtenhamos

    que nós requeiramos

    Futuro do Subjuntivo

    quando nós obtivermos

    quando nós requerermos

  • Em relação a alternativa A: Obtêssemos não existe, somente Obtivéssemos.
  • se ainda vai acontecer.... letra A.


ID
29833
Banca
FCC
Órgão
TRE-PI
Ano
2002
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Instruções para as questões de números 1 a 11.

Assinale, na folha de respostas, a alternativa que
preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Transpondo para a voz passiva a frase "Até o final do ano eles terão cumprido o acordo", obtém-se a forma verbal ...... .

Alternativas
Comentários
  • Voz ativa = "Até o final do ano eles terão cumprido o acordo"

    Voz passiva = O acordo terá sido cumprido até o final do ano por eles.
  • Esquema prático:contar os verbos;
                      tempo e modo inalterados;
                     inverter os termos inicial e final
    .
                           
  • UMA ESTRATÉGIA PARA NUNCA ERRAR QUESTÕES DESSE TIPO: SEMPRE.. EU DISSE SEMPRE QUE A VOZ ATIVA TIVER 1 VERBO PRATICANDO A AÇÃO, A VOZ PASSIVA TERÁ 2 VERBOS, E SEMPRE QUE A VOZ ATIVA TIVER 2 VERBOS, A VOZ PASSIVA TERÁ 3 VERBOS.

    SEMPRE A VOZ PASSIVA TERÁ MAIS VERBOS DO QUE A VOZ ATIVA.

  • O acordo terá sido cumprido até o final do ano por eles.

  • Voz ativa - Até o final do ano eles terão cumprido o acordo

    Voz passiva analítica - O acordo terá sido cumprido por eles até o final do ano

    Voz passiva sintética - O acordo ter-se-á cumprido por eles até o final do ano

  • VOZ PASSIVA SERÁ SEMPRE COM UM VERBO A MAIS DO QUE A VOZ ATIVA.


ID
37717
Banca
FCC
Órgão
TJ-PA
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Atenção: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.

Liberdade minha, liberdade tua
     Uma professora do meu tempo de ensino médio, a propósito de qualquer ato de indisciplina ocorrido em suas aulas, invocava a sabedoria da frase “A liberdade de um termina onde começa a do outro". Servia-se dessa velha máxima para nos lembrar limites de comportamento. Com o passar do tempo, esqueci-me de muita coisa da História que ela nos ensinava, mas jamais dessa frase, que naquela época me soava, ao mesmo tempo, justa e antipática. Adolescentes não costumam prezar limites, e a ideia de que a nossa (isto é, a minha...) liberdade termina em algum lugar me parecia inaceitável. Mas eu também me dava conta de que poderia invocar a mesma frase para defender aguerridamente o meu espaço, quando ameaçado pelo outro, e isso a tornava bastante justa... Por vezes invocamos a universalidade de um princípio por razões inteiramente egoístas.

    Confesso que continuo achando a frase algo perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, no fundo, subsiste como um atributo de todas?

     Acredito que uma das lutas mais ingentes da civilização humana é a que se desenvolve, permanentemente, contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência na selva - lei do instinto mais primitivo - tem voz forte e procura resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço de educadora e combatia a expansão do nosso território anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da civilização.

                                                                                                                          (Valdeci Aguirra, inédito)




O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • Qual a flexão do verbo na letra "E"?
  • a) a invocação costuma seguir.b) não é de hábito entre eles.c) correta.d) cabe invocá-la nas aulas.e) se impõe aos homens um desafio. (um desafio é imposto aos homens).
  • a) ERRADA. O sujeito está invertido. O que COSTUMA SEGUIR é "a invocação das sábias palavras". O núcleo do sujeito no singular. O verbo também fica assim.

    b) ERRADA. O sujeito oracional "respeitar os limetes da liberdade individual" também pede o verbo no singular.

    c) CORRETA

    d) ERRADA. Nas aulas em que cabia invocá-las... .

    e) ERRADA. ... se impõe.

     

  • a) Costumava seguir os nossos atos de indisciplina a invocação das sábias palavras daquela velha frase.

    b) Entre os adolescentes não é de hábito respeitar os limites da liberdade individual.

    c) A ninguém da classe deixavam de tocar, naquela época, seus alertas contra o nosso anarquismo.

    d) Nas aulas em que cabia invocá-las, a professora repetia as palavras daquele velho ditado.

    e) Um desafio que aos homens sempre se impôs, em razão dos seus impulsos egoístas, está em respeitar o espaço alheio.

  • d) Nas aulas em que ...... (caber) invocá-las, a professora repetia as palavras daquele velho ditado.

    cabiam invocar as palavras.

    acho que a letra D também cabe como resposta.
  • Olá pessoal!!
    Resposta: letra "C" de Caminhão!
    Na verdade, a letra D não cabe como resposta, porque há um fenômeno que os loucos gramáticos chamam de "Sujeito oracional"... Quando o sujeito de um verbo é uma oração o chamamos de sujeito oracional
    Nas aulas em que ...... (caber) invocá-las, a professora repetia as palavras daquele velho ditado. O que cabe?! Invocá-las!!
    Existe uma regra mais ou menos assim: "Quando o sujeito é oracional, o verbo fica OBRIGATORIAMENTE na 3ª pessoa do SINGULAR".
    Outras alternativas não são a resposta pelo mesmo motivo da letra "D".... Vou colocar as alternativas e os respectivos sujeitos dos verbos em destaque:
    B- Sujeito: Respeitar
    D- Sujeito: Invocá-las
    E- Sujeito: Respeitar
    Forte abraço, gente.
  • C) (GABARITO) Frase ordem direta : Deixam, naquela época, de toca seus alertas contra o nosso anarquismo a ninguém.

    Quem Deixam de tocar seus alertas  ? R: Alguém não especificado na oração, portanto Sujeito Indeterminado, ficando o verbo na 3ª pessoa do plural.

    .


    Explicação do porquê não é a D)

    D) Nas aulas em que cabe  (o que cabe ???)     R: invocá-las, a professora repetia as palavras daquele velho ditado. (Sujeito oracional, o verbo sempre ficará na 3ª pessoa do singular)


ID
68749
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre uma prosa e outra, "seo" Samuca, morador das
cercanias do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no norte
de Minas Gerais, me presenteia com um achado da sabedoria
cabocla: "Pois é, não sei pra onde a Terra está andando, mas
certamente pra bom lugar não é. Só sei que donde só se tira e
não se põe, um dia tudo o mais tem que se acabar." Samuel
dos Santos Pereira viveu seus 75 anos campeando livre entre
cerradões, matas de galeria, matas secas, campos limpos ou
sujos e campos cerrados, ecossistemas que constituem a
magnífica savana brasileira. "Ainda bem que existe o Parque",
exclama o vaqueiro, "porque hoje tudo em volta de mim é
plantação de soja e pastagem pra gado."

Viajar pelo Cerrado do Centro-Oeste é viver a surpresa
permanente. Na Serra da Canastra, em São Roque de Minas,
nascente do Rio São Francisco, podem-se avistar tamanduásbandeira,
lobos-guarás e, com sorte, o pato-mergulhão, ameaçado
de extinção. Lá está também a maravilhosa Casca D'Anta,
primeira e mais alta cachoeira do Velho Chico, com 186 metros
de queda livre.

No Jalapão, no Tocantins, o Cerrado é diferente, parece
um deserto com dunas de até 40 metros de altura. Mas, ao
contrário dos Lençóis Maranhenses, tem água em profusão,
nascentes, cachoeiras, lagoas, serras e chapadões. E uma fauna
exuberante, com 440 espécies de vertebrados. Nas veredas,
os habitantes da comunidade quilombola de Mumbuca
descobriram o capim-dourado, uma fibra que a criatividade local
transformou em artigo de exportação.

Em Goiás, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros,
o viajante se extasia com a beleza das cachoeiras e das
matas de galeria, das piscinas naturais, das formações rochosas,
dos cânions do Rio Preto e do Vale da Lua. Perto do
município de Chapadão do Céu, também em Goiás, fica o
Parque Nacional das Emas, onde acontece o surpreendente
espetáculo da bioluminescência, uma irradiação de luz azul
esverdeada produzida pelas larvas de vaga-lumes nos
cupinzeiros. Pena que todo o entorno do parque foi drenado
para permitir a plantação de soja. Agrotóxicos despejados por
avião são levados pelo vento e contaminam nascentes e rios
que atravessam essa unidade de conservação. Outra tristeza
provocada pela ganância humana são as voçorocas das nascentes
do Rio Araguaia, quase cem, com quilômetros de extensão
e dezenas de metros de profundidade. Elas jogam milhões
de toneladas de sedimentos no rio, inviabilizando sua navegabilidade.

Apesar de tanta beleza e biodiversidade (mais de 300 espécies
de plantas locais são utilizadas pela medicina popular), o
Cerrado do "seo" Samuca está minguando e tende a desaparecer.
O que percebo, como testemunha ocular, é que entra
governo e sai governo e o processo de desertificação do país
continua em crescimento assombroso.

Como disse Euclides da Cunha, somos especialistas em
fazer desertos. Só haverá esperança para os vastos espaços
das Geraes, esse sertão do tamanho do mundo, celebrado pela
genialidade de João Guimarães Rosa, se abandonarmos nosso
conformismo e nossa proverbial omissão.

(Araquém Alcântara, fotógrafo. O Estado de S. Paulo, Especial
H 4-5, 27 de setembro de 2009, com adaptações)

Agrotóxicos despejados por avião são levados pelo vento ... (4º parágrafo) Há também emprego de voz passiva no segmento que se encontra em:

Alternativas
Comentários
  • Não entendi? a letra E tbm pode ir pra passiva, não pode?

  • Juliane, a pergunta foi qual opção já se encontra na voz passiva e não qual pode ser transposta. A alternativa A é a única que já está na voz passiva, sintética no caso. :)

  • Colegas, me ajudem por favor. Não consigo ver voz passiva na letra "A", sendo que para mim, só há passiva na letra "C". 

    Alguém me ajuda??!!
  • Natalia Oliveira, 
    na letra A tem voz passiva sintética, VTD + se.

  • Escolhi a letra A por exclusão e por raciocínio... A frase " donde só se tira..." quer dizer que algo ou um objeto é tirado de algum lugar...

    Ex: "Pedras preciosas são tiradas do rio pelos garimpeiros". Neste exemplo, o verbo "tirar" está na voz passiva porque as pedras foram tiradas pelos garimpeiros. Na voz ativa essa mesma frase ficaria: "Os garimpeiros tiram as pedras preciosas do rio".

    Portanto a frase "donde só se tira..." remete a voz passiva e não a voz ativa.

    Não sei se meu raciocínio está certo, mas foi como escolhi a letra A como resposta certa.

  • Fiz por exclusão. 

    1) Procurei as alternativas em que há VTD para ser possível a voz passiva. No caso, letras A (tirar e por), B (descobrir) e E (abandonar).

    2) Entre as letras A, B e E = A (voz ativa), E (se é condição).

    3) Sobrou a E


  • Questão ridiculamente mal formulada. 


ID
68752
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre uma prosa e outra, "seo" Samuca, morador das
cercanias do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no norte
de Minas Gerais, me presenteia com um achado da sabedoria
cabocla: "Pois é, não sei pra onde a Terra está andando, mas
certamente pra bom lugar não é. Só sei que donde só se tira e
não se põe, um dia tudo o mais tem que se acabar." Samuel
dos Santos Pereira viveu seus 75 anos campeando livre entre
cerradões, matas de galeria, matas secas, campos limpos ou
sujos e campos cerrados, ecossistemas que constituem a
magnífica savana brasileira. "Ainda bem que existe o Parque",
exclama o vaqueiro, "porque hoje tudo em volta de mim é
plantação de soja e pastagem pra gado."

Viajar pelo Cerrado do Centro-Oeste é viver a surpresa
permanente. Na Serra da Canastra, em São Roque de Minas,
nascente do Rio São Francisco, podem-se avistar tamanduásbandeira,
lobos-guarás e, com sorte, o pato-mergulhão, ameaçado
de extinção. Lá está também a maravilhosa Casca D'Anta,
primeira e mais alta cachoeira do Velho Chico, com 186 metros
de queda livre.

No Jalapão, no Tocantins, o Cerrado é diferente, parece
um deserto com dunas de até 40 metros de altura. Mas, ao
contrário dos Lençóis Maranhenses, tem água em profusão,
nascentes, cachoeiras, lagoas, serras e chapadões. E uma fauna
exuberante, com 440 espécies de vertebrados. Nas veredas,
os habitantes da comunidade quilombola de Mumbuca
descobriram o capim-dourado, uma fibra que a criatividade local
transformou em artigo de exportação.

Em Goiás, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros,
o viajante se extasia com a beleza das cachoeiras e das
matas de galeria, das piscinas naturais, das formações rochosas,
dos cânions do Rio Preto e do Vale da Lua. Perto do
município de Chapadão do Céu, também em Goiás, fica o
Parque Nacional das Emas, onde acontece o surpreendente
espetáculo da bioluminescência, uma irradiação de luz azul
esverdeada produzida pelas larvas de vaga-lumes nos
cupinzeiros. Pena que todo o entorno do parque foi drenado
para permitir a plantação de soja. Agrotóxicos despejados por
avião são levados pelo vento e contaminam nascentes e rios
que atravessam essa unidade de conservação. Outra tristeza
provocada pela ganância humana são as voçorocas das nascentes
do Rio Araguaia, quase cem, com quilômetros de extensão
e dezenas de metros de profundidade. Elas jogam milhões
de toneladas de sedimentos no rio, inviabilizando sua navegabilidade.

Apesar de tanta beleza e biodiversidade (mais de 300 espécies
de plantas locais são utilizadas pela medicina popular), o
Cerrado do "seo" Samuca está minguando e tende a desaparecer.
O que percebo, como testemunha ocular, é que entra
governo e sai governo e o processo de desertificação do país
continua em crescimento assombroso.

Como disse Euclides da Cunha, somos especialistas em
fazer desertos. Só haverá esperança para os vastos espaços
das Geraes, esse sertão do tamanho do mundo, celebrado pela
genialidade de João Guimarães Rosa, se abandonarmos nosso
conformismo e nossa proverbial omissão.

(Araquém Alcântara, fotógrafo. O Estado de S. Paulo, Especial
H 4-5, 27 de setembro de 2009, com adaptações)

Pena que todo o entorno do parque foi drenado para permitir a plantação de soja. (4º parágrafo)

Para ser respeitado o padrão culto da Língua, o emprego da forma verbal grifada acima passaria a

Alternativas
Comentários
  • por que nao eh fora drenado?
  • Caro amigo,

    “Foi drenado” é uma locução verbal onde o verbo auxiliar “Foi” leva as flexões do verbo. Foi está no pretérito perfeito simples do indicativo. Para ser respeito o padrão culto, você teria que achar entre as opções qual locução verbal estaria no pretérito perfeito composto. No caso o pretérito perfeito composto de “foi” é “tenha sido”. Por isso a questão certa é letra D.
     

  • Por que não poder ser Fora Drenado? É por que o verbo tem que está no modo subjuntivo; as próprias alternativas nos impõem isso. Vejamos:

    Duas alternativas (a e b) são logo eliminadas, pois não apresentam qualquer lógica.

    Analisando as que restaram, as alternativas (c e e) dizem a mesma coisa; apenas uma está no tempo simples e a outra no composto, respectivamente. Pois, no modo indicativo, o pretérito mais-que-perfeito do tempo simples é equivalente ao do composto, vamos exemplificar.

    - Como na questão a voz é passiva, vamos reescrevê-la na voz ativa: - para o tempo simples (Alguém drenara o entorno e...) / para o tempo composto: ( Alguém havia drenado o entorno e...), a voz passiva respectiva é: (o entorno fora drenado por...) / (o entorno havia sido drenado por...).

    - Querem ou não dizer a mesma coisa???!!!!  Logo, não podemos ter duas alternativas corretas, restando a letra (d) como solução, descartando assim o modo indicativo.

    Se soubéssemos, de imediato, que a expressão "Pena que" faz uma consideração sobre um fato, caracterizando assim o modo subjuntivo, mataríamos a questão em 10 segundos, pois a única opção que apresenta verbo nesse modo é a alternativa (d).

     

    Até.

  • LETRA D

    Ref a 1ª, eu penso que "foi drenado" pode ser substituído por "tenha sido
    drenado", pois o "fora drenado" (PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO) refere-se a um passado anterior ao foi (PRETÉRITO PERFEITO)

    Por ex.:
    À tarde, visitou José, de manhã visitara Maria.
    À tarde, foi à casa de José, de manhã fora à de Maria.
    Embora tenha ido, à tarde, a casa de José, de manhã fora à de Maria.

    Fiz-me entender?
  • Não entendi! O enunciado pra mim dá a entender que a locução empregada em seu exemplo está errada em relação ao padrão culto da língua, enquanto que na alternativa "d" está certa. Ora, na locução do enunciado há verbo auxiliar (foi) e verbo no particípio (drenado), o que é suficiente para satisfazer a voz passiva. Então, no que estaria errado nesse quesito? Não encontrei erro na voz passiva, por isso "pulei" pra um outro sentido na questão e acabei colocando a "c" também.
  • Pena que todo o entorno do parque tenha sido drenado para permitir a plantação de soja.

    A expressão "pena que" exige verbo conjugado no modo subjuntivo (usado para exprimir dúvida, sentimento, desejo ou vontade). A única alternativa que apresenta verbo no subjuntivo é a letra D.


  • Impressionante como a FCC gosta de tempos compostos....


ID
68788
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Escuta a hora formidável do almoço
na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se.
As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas
vitaminosas.
Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos!
Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa,
olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu
osso.
Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é
tempo de comida,
mais tarde será o de amor.
Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios,
forma indecisa, evoluem.
O esplêndido negócio insinua-se no tráfego.
Multidões que o cruzam não veem. É sem cor e sem
cheiro.
Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul,
vem na areia, no telefone, na batalha de aviões,
toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem.

Escuta a hora espandongada da volta.
Homem depois de homem, mulher, criança, homem,
roupa, cigarro, chapéu, roupa, roupa, roupa,
homem, homem, mulher, homem, mulher, roupa, homem
imaginam esperar qualquer coisa,e se quedam mudos, escoam-se passo a passo, sentam-
se,últimos servos do negócio, imaginam voltar para casa,
já noite, entre muros apagados, numa suposta cidade,
imaginam.

(Carlos Drummond de Andrade. Nosso tempo, in Poesia
completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 128)

Escuta a hora formidável do almoço//na cidade. (versos 1 e 2, 1º estrofe)

O verbo flexionado da mesma forma que o grifado acima está no verso:

Alternativas
Comentários
  • O verbo "escutar" está flexionado na 2º pessoa do singular do modo imperativo.Para encontrar a 2º pessoa do singular no modo imperativo basta flexionar o verbo na 2º pessoa do presente do indicativo e retirar o "s" do final da palavra. Ex.: Tu escutas - "s" = escuta - (Amigo, escuta teu pai);Tu comes - "s" = come - (Vem almoçar e come tudo que quiseres).
  • concordo com a explicação mas por que não seria a letra (e)?toma tu (imperativo afirmativo)
  • Na letra "E", alguma coisa toma conta da tua alma. Portanto, o verbo está na terceira pessoa do singular, no presente do indicativo ==> ele ou ela toma.
    .
    Já na letra "C", o verbo está corretamente empregado no imperativo afirmativo ==> come tu
    .
    Escuta tu
    Come tu
  • Discordo plenamente deste gabarito, pois a letra E está CORRETA !!! Tanto a forma verba ''come'' e ''toma'', estão no modo IMPERATIVO AFIRMATIVO da 2ª pessoa do singular (toma tu) e ( come tu).

  • d) Vem tu na areia (imperativo afirmativo) => também está correta!

  • Concordo com Joir e Kaka, pois o verbo da letra "E" também está na 2ª pessoa do imperativo afirmativo. Alguém mais concorda?

  • Pessoal, sem olhar o texto acabei errando a questão. Fica a dica!


    Bons estudos

  • As letras D e E não estão na 2ª do imperativo, não se referem ao interlocutor como ordem. O sujeito dessas ações encontra-se em verso anterior, trata-se de "o esplêndido negócio", logo os verbos estão na 3ª pessoa do presente do indicativo:

    O esplêndido negócio insinua-se no tráfego.
    (...)

    (o esplêndido negócio) Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul,
    (o esplêndido negócio) vem na areia, no telefone, na batalha de aviões,
    (o esplêndido negócio) toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem.

    A opção correta é mesmo a letra C, única na 2ª pessoa do imperativo afirmativo.

    Espero ter ajudado.


  • Escuta a hora formidável do almoço//na cidade.

    escuta tu - imperativo afirmativo - 1ª pessoa do singular

     a) As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas. - presente do indicativo, para ser imperativo afirmativo seria "sugue tu".

     b) Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa... - presente do indicativo, para ser imperativo afirmativo seria "chore tu".

     c) Come, braço mecânico ... - CORRETA, imperativo afirmativo - 1ª pessoa do singular

     d) ... vem na areia, no telefone, na batalha de aviões ... - presente do indicativo, para ser imperativo afirmativo seria "venha tu".

     e) ... toma conta de tua alma ... - presente do indicativo, para ser imperativo afirmativo seria "tome tu".


ID
70861
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

O sucesso da democracia nas sociedades industriais
trouxe inegáveis benefícios a amplos setores antes excluídos da
tomada de decisões; contudo, provocou também a perda de
identidades grupais que tinham sido essenciais nos séculos
anteriores. A consciência de pertencer a determinada comunidade
camponesa, ou família tradicional e poderosa, ou confraria,
ou cidade, ficou esmagada pelo conceito de cidadania que
homogeneíza todos os indivíduos. Novos recortes surgiram -
partido político, condição econômica, seita religiosa etc. - mas
tão maleáveis e mutáveis que não substituíram todas as funções
sociais e psicológicas do velho sentimento grupal. O futebol
inseriu-se exatamente nessa brecha aberta pela industrialização
ao destruir os paradigmas anteriores.

O antropólogo inglês Desmond Morris vai mais adiante e
propõe que se veja no mundo do futebol um mundo de tribos.
Sem dúvida o sentimento tribal é muito forte, acompanha o
indivíduo por toda vida e mesmo além dela. É o que mostra no
Brasil a prática de alguns serem sepultados em caixão com o
símbolo do clube na tampa. [...] A atuação do torcedor no rito do
futebol não é em essência muito diferente da atitude das populações
tribais que, por meio de pinturas corporais, cantos e
gritos, participam no rito das danças guerreiras.

Não é descabido, portanto, falar em tribo no futebol,
porém não parece a melhor opção. Tribo é grupo étnico com
certo caráter territorial, o que não se aplica ao futebol, cujos
torcedores são de diferentes origens e estão espalhados por
vários locais. Tribo é sociedade sem Estado, e o futebol moderno
desenvolve-se obviamente nos quadros de Estados nacionais.
Talvez seja preferível falar em clã. Deixando de lado o debate
técnico sobre tal conceito, tomemos uma definição mínima:
clã é um grupo que acredita descender de um ancestral comum,
mais mítico que histórico, contudo vivo na memória coletiva.
Ainda que todo clube de futebol tenha origem concreta e mais
ou menos bem documentada, com o tempo ela tende a ganhar
ares de lenda, que prevalece no conhecimento do torcedor
comum sobre os dados históricos. É nessa lenda, enriquecida
por feitos esportivos igualmente transformados em lenda, que
todos os membros do clã orgulhosamente se reconhecem. [...]
O clã tem base territorial, mas quando precisa mudar de espaço
(jogar em outro estádio) não se descaracteriza. Em qualquer
lugar, os membros do clã se reconhecem, dizia o grande sociólogo
e antropólogo Marcel Mauss, pelo nome, brasão e totem.

(Hilário Franco Júnior. A dança dos deuses. São Paulo:
Companhia das Letras, 2007, p. 213-215)

Deixando de lado o debate técnico sobre tal conceito, tomemos uma definição mínima ... (3º parágrafo) O verbo cuja flexão é idêntica à do grifado acima está também grifado na frase:

Alternativas
Comentários
  • Verbos Tomar / esperar - desinência de primeira conjugação "AR"Imperativo-o-espera Túespere vocêesperemos nósesperai vósesperem vocês
  • Verbos terminados em er e ir quando vão para o subjuntivo mudam para a, por exemplo saber : que eu saiba, portanto os verbos saber, pretender, querer e reconhecer estão todos conjugados no presente do indicativo. os verbos tomar e esperar quando vão para o subjentivo mudam para e. que nos esperemos e que nós tomemos. Como o nós no imperativo é retirado do presente do subjuntivo, a opção a está no mesmo modo do enunciado da questão.
  • Tomar e Esperar: verbos da primeira conjugação, primeira pessoa do plural. Que nós tomemos; que nós esperemos.Saber, pretender, querer e reconhecer: verbos da segunda conjugação, primeira pessoa do plural. Que nós saibamos; que nós pretendamos; que nós queiramos; que nós reconheçamos.
  • a) Esperemos, todos, que nossos valorosos jogadores se consagrem campeões nesta temporada. b) SAIBAMOS agora que a decisão final do campeonato se transformará em uma grande festa. c) PRETENDAMOS, nós, torcedores, visitar as dependências do clube ainda antes das reformas. d) QUEIRAMOS que alguns dos troféus conquistados pelo clube fiquem expostos ao público. e) RECONHEÇAMOS, embora constrangidos, que os
  • A questão pede um verbo que esteja no imperativo afirmativo.
  • Como a maioria das pessoas do imperativo afirmativo , tirando TU E VOS,  é formada pelo presente do subjuntivo vale lembrar uma regrinha :

    Verbos da primeira conjugacao ex: AMAR conjuga da 1 pessoa do singular do indicativo AMO tira o O e coloca E AME :
    Que eu ame
    Que tu ames
    Que ele ame
    Que nos amemos
    Que vos ameis
    Que eles amem

    Verbos da segunda e terceira conjugacao  tira o O e coloca A BATO E PARTO  passa ser que BATA E PARTA:

    QUE EU BATA E PARTA
    QUE TU BATAS E PARTAS
    QUE ELE BATA E PARTAS
    QUE NOS BATAMOS E PARTAMOS
    QUE VOS BATAIS E PARTAIS
    QUE ELES BATAM E PARTAM

    Espero que tenha ajudado nesta questao pois confunde sempre a 1 pessoa do plural
    :
  • Gabarito letra a).

     

    Dica para o Subjuntivo: (MAIORIA DOS VERBOS)

     

     

    Verbos terminados em "ar" = terminação passa a ser "e". Ex: colocar -> coloque (Subjuntivo).

     

    Verbos terminados em "ir" e "er" = terminação passa ser "a" = Ex: usufruir -> usufrua (Subjuntivo). fazer -> faça (Subjuntivo).

     

    Tomar -> Tome (Link: http://www.conjuga-me.net/verbo-tomar)

     

    Portanto, o verbo "tomar" está no presente do subjuntivo e deve-se procurar nas alternativas qual verbo está nesse mesmo tempo e modo.

     

     

    ANALISANDO AS ALTERNATIVAS

     

     

    a) Esperar -> SUBJUNTIVO = Espere (GABARITO) {Link: http://www.conjuga-me.net/verbo-esperar}

     

    b) Saber -> SUBJUNTIVO = Saiba

     

    c) Pretender -> SUBJUNTIVO = Pretenda

     

    d) Querer -> SUBJUNTIVO = Queira

     

    e) Reconhecer -> SUBJUNTIVO = Reconheça

     

     

     

    => Meu Instagram para concursos: https://www.instagram.com/qdconcursos/


ID
71728
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Responsabilidade fiscal

Para disciplinar a aplicação do dinheiro público e regulamentar
os limites de endividamento, foi promulgada em 2000 a
Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A aprovação da LRF é,
nos últimos anos, a maior modificação na gestão das finanças
públicas no Brasil. Ela é um manual de regras sobre como
administrar as contas públicas, inspirado no Código de Boas
Práticas para a Transparência Fiscal, do Fundo Monetário
Internacional (FMI). Suas principais inovações são: fixar limites
para as despesas com pessoal; estabelecer regras que obrigam
os poderes a indicar de onde virão as receitas para fazer frente
às despesas que suas iniciativas implicam; definir regras para a
criação e a administração de dívidas públicas. Além disso,
estabelece normas e prazos para a divulgação das contas
públicas aos cidadãos, facilitando, assim, a fiscalização dos
poderes pelo povo.

Quem desobedecer à LRF se arrisca a perder o mandato,
os direitos políticos, a pagar pesadas multas e até a ser
preso. Ela viabiliza a fiscalização pela oposição e pela sociedade,
que passaram a ter acesso aos números e às contas públicas.
A lei autoriza, ainda, qualquer cidadão a entrar com uma
ação judicial pedindo seu cumprimento. Outro objetivo da lei é
que ela se torne um obstáculo à corrupção, por meio do controle
público do orçamento.

Mas muitos municípios alegam dificuldade para se adaptar
à legislação, em especial por causa da alta soma que tem de
ser comprometida com o pagamento de dívidas passadas. Os
prefeitos queixam-se de que suas despesas aumentaram muito
desde que assumiram os gastos com o ensino fundamental e o
atendimento básico de saúde, como determina a Constituição
de 1988.

(Almanaque Abril 2009, p. 60)

Está adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • Neste tipo de questão se aparecer a desinencia modo temporal "SSE" deve-se procurar outro SSE e ver se está no mesmo modo ( futuro do subjuntivo)Se aparecer a DMT( desinência modo temporal ) "IA" ( pret imperf do indicativo) deve-se procurar "IA ou VA"(também pret imp do indic).Se aparecer a DMT "RA" (pret mais que perf do Ind) deve-se procurar "RA ou RE". com esse macete as chances de acertar a questão aumentam bastante.
  • a) Se alguém vier a desobedecer a LRF arriscar-se-ia a perder o mandato, a ter os direitos políticos cassados ou mesmo a ser preso. Se alguém vir a desobedecer a LRF arriscar-se-á a perder o madato, a ter os direitos....correta b) Pretende-se que a lei represente um sério obstáculo para quem se propuser a fazer despesas sem qualquer critério. c) Deve-se entender que a LRF tivesse (tenha) representado sérios entraves a quem desejar (desje) envolver-se com a corrupção. d) Muitos prefeitos teriam alegado que as verbas de que dispusessem (dispunham).estão sendo utilizadas para cobrir dívidas passadas. e) A partir de sua promulgação, a LRF tem permitido que os membros da oposição passariam(passem) a ter acesso à fiscalização das contas públicas.
  • Discordo do Rabonfim na resolução da questão A. O verbo "vier" está no Futuro do Subjuntivo (Se ELE VIER), e não no impessoal (para vir eu). Ali está certo. O problema vem depois. Vamos lá: Se ALGUEM vier a desobedecer a LRF (condição), algo CONCRETO (indicativo) tem que acontecer. "Arriscar-se-ia" (ou "arriscaria") está no futuro do pretérito, e o futuro do pretérito indica condição (não por acaso, o futuro do pretérito é conhecido como CONDICIONAL). Portanto, impossível darmos como resposta a uma condição, outra condição. "Se ele jogar bola, seria um ótimo jogador" não faz lá muito sentido, faz? Então, por isso está errada :)

ID
71872
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Entre uma prosa e outra, "seo" Samuca, morador das
cercanias do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no norte
de Minas Gerais, me presenteia com um achado da sabedoria
cabocla: "Pois é, não sei pra onde a Terra está andando, mas
certamente pra bom lugar não é. Só sei que donde só se tira e
não se põe, um dia tudo o mais tem que se acabar." Samuel
dos Santos Pereira viveu seus 75 anos campeando livre entre
cerradões, matas de galeria, matas secas, campos limpos ou
sujos e campos cerrados, ecossistemas que constituem a
magnífica savana brasileira. "Ainda bem que existe o Parque",
exclama o vaqueiro, "porque hoje tudo em volta de mim é
plantação de soja e pastagem pra gado."

Viajar pelo Cerrado do Centro-Oeste é viver a surpresa
permanente. Na Serra da Canastra, em São Roque de Minas,
nascente do Rio São Francisco, podem-se avistar tamanduásbandeira,
lobos-guarás e, com sorte, o pato-mergulhão, ameaçado
de extinção. Lá está também a maravilhosa Casca D'Anta,
primeira e mais alta cachoeira do Velho Chico, com 186 metros
de queda livre.

No Jalapão, no Tocantins, o Cerrado é diferente, parece
um deserto com dunas de até 40 metros de altura. Mas, ao
contrário dos Lençóis Maranhenses, tem água em profusão,
nascentes, cachoeiras, lagoas, serras e chapadões. E uma fauna
exuberante, com 440 espécies de vertebrados. Nas veredas,
os habitantes da comunidade quilombola de Mumbuca
descobriram o capim-dourado, uma fibra que a criatividade local
transformou em artigo de exportação.

Em Goiás, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros,
o viajante se extasia com a beleza das cachoeiras e das
matas de galeria, das piscinas naturais, das formações rochosas,
dos cânions do Rio Preto e do Vale da Lua. Perto do
município de Chapadão do Céu, também em Goiás, fica o
Parque Nacional das Emas, onde acontece o surpreendente
espetáculo da bioluminiscência, uma irradiação de luz azul
esverdeada produzida pelas larvas de vaga-lumes nos
cupinzeiros. Pena que todo o entorno do parque foi drenado
para permitir a plantação de soja. Agrotóxicos despejados por
avião são levados pelo vento e contaminam nascentes e rios
que atravessam essa unidade de conservação. Outra tristeza
provocada pela ganância humana são as voçorocas das nascentes
do Rio Araguaia, quase cem, com quilômetros de extensão
de dezenas de metros de profundidade. Elas jogam milhões
de toneladas de sedimentos no rio, inviabilizando sua navegabilidade.
Apesar de tanta beleza e biodiversidade (mais de 300 espécies
de plantas locais são utilizadas pela medicina popular), o
Cerrado do "seo" Samuca está minguando e tende a desaparecer.
O que percebo, como testemunha ocular, é que entra
governo e sai governo e o processo de desertificação do país
continua em crescimento assombroso.

Como disse Euclides da Cunha, somos especialistas em
fazer desertos. Só haverá esperança para os vastos espaços
das Geraes, esse sertão do tamanho do mundo, celebrado pela
genialidade de João Guimarães Rosa, se abandonarmos nosso
conformismo e nossa proverbial omissão.

(Araquém Alcântara, fotógrafo. O Estado de S. Paulo, Especial
H 4-5, 27 de setembro de 2009, com adaptações)

Agrotóxicos despejados por avião são levados pelo ven- to ... (4 º parágrafo) Há também emprego de voz passiva no segmento que se encontra em:

Alternativas
Comentários
  • a) ... que donde só se tira e não se põe ... o se é partícula apassivadora – De onde só é tirado. De onde só não é postoVoz ativa – Tirar somente b) ... os habitantes da comunidade quilombola de Mumbuca descobriram o capim-douradovoz passiva : O capim dourado foi descoberto pelos habitantes...c) ... o Cerrado do "seo" Samuca está minguando e tende a desaparecer. Na voz passiva o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.Esta oração é nominal, logo, não tem objeto direto para torná-la passiva. A segunda oração “tende a desaparecer”também não possui objeto direto.d) ... é que entra governo e sai governo ... Sai e entra são intransitivos e o sujeito é governo. Não tem objeto direto.e) ... se abandonarmos nosso conformismo e nossa proverbial omissão. “se” introduz uma oração condicional, verbo futuro do presente do subjuntivo de abandonar. Sujeito oculto “nós. - nosso conformismo é obj direto.Voz passiva – se nosso conformismo e nossa proverbial omissão forem abandonados.
  • Não entendi essa letra a. Alguém pode explicar melhor?
  • Chega-se a resposta por exclusão das alternativas b,c,d,e.

    Partícula apassivadora é uma função gramatical desempenhada pelo pronome reflexivo se quando acompanhado de verbo transitivo direto (VTD), e o elemento paciente, que passa a ser sujeito, não for iniciado por preposição.

    SE: Função Sintática = Partícula apassivadora: serve para indicar que a frase está na voz PASSIVA sintética. Para comprovar, pode-se colocar a frase na voz passiva analítica.

    Só sei que donde só se tira e não se põe, um dia tudo o mais tem que se acabar."

    de onde só se tira = VP sintetica

    De onde só é tirado = VP analitica

    de onde não se põe = VP sintetica

    De onde não é posto = VP analitica
     

  • Resposta letra - A :

    Oração com sentido impessoal + verbo TRASITIVO DIREITO (TIRAR/PÔR) = "SE" COMO PARTÍCULA APASSIVADORA.

    Espero ter ajudado =D
    bons estudos.
  • Dica para classificar o SE (professor Ronaldo Silva de Brasília)
    1 teste: passe a frase para a voz passiva analítica
                  se der certo: o SE é partícula apassivadora;
                  se der errado: ele poder se índice de indeterminacao do sujeito (mas faca o segundo teste)

    2 teste: coloque ele ou ela antes do verbo
                  se der certo: o SE é parte integrante do verbo
                  se der errado: o SE é índice de indeterminacao do sujeito.

    Bons estudos!

ID
72157
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Da timidez

Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem
horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório
por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante
timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório
apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com
os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser
notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo
psicanalítico: só alguém que se acha muito superior procura o
analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele
acha que se sentir inferior é doença.

Todo mundo é tímido, os que parecem mais tímidos são
apenas os mais salientes. Defendo a tese de que ninguém é
mais tímido do que o extrovertido. O extrovertido faz questão de
chamar atenção para sua extroversão, assim ninguém descobre
sua timidez. Já no notoriamente tímido a timidez que usa para
disfarçar sua extroversão tem o tamanho de um carro alegórico.
Segundo minha tese, dentro de cada Elke Maravilha* existe um
tímido tentando se esconder, e dentro de cada tímido existe um
exibido gritando: "Não me olhem! Não me olhem!", só para
chamar a atenção.

O tímido nunca tem a menor dúvida de que, quando
entra numa sala, todas as atenções se voltam para ele e para
sua timidez espetacular. Se cochicham, é sobre ele. Se riem, é
dele. Mentalmente, o tímido nunca entra num lugar. Explode no
lugar, mesmo que chegue com a maciez estudada de uma
noviça. Para o tímido, não apenas todo mundo mas o próprio
destino não pensa em outra coisa a não ser nele e no que pode
fazer para embaraçá-lo.


* Atriz de TV muito extrovertida, identificada pela maquiagem e roupas
extravagantes.

(Luís Fernando Veríssimo, Comédias para se ler na escola)

Transpondo-se para a voz passiva o segmento ninguém descobre sua timidez, a forma verbal resultante será:

Alternativas
Comentários
  • Ao transpor para a voz passiva ou ativa, o tempo e o modo do verbo não pode ser mudado.é - presenteterá - passadoserá - futuro
  • Regras da transposição de vozes verbais.Voz ativa: Sujeito ativo + verbo transitivo direto + objeto diretoEntre parênteses o que foi usado da frase na ativa para transformar a voz passiva.Voz passiva: sujeito passivo (O.D.) + locução verbal (V.T.D.) + agente da passivaPara transformar o verbo transitivo direto em locução verbar deveremos utilizar o seguinte esquema:locução verbal = verbo auxiliar (verbo ser) + verbo principal (no particípio)verbo auxiliar: sempre no mesmo tempo e modo do VTDverbo principal: é o mesmo verbo (VTD) no particípiovamos a alguns exemplos para facilitar:Voz ativaObina faz o gol.sujeito ativo: ObinaVTD: faz (presente do indicativo)Objeto direto: o golO gol é feito pelo Obina.Sujeito passivo: o gollocução verbal: é feito > é = mesmo tempo e modo (presente do indicativo) feito = mesmo verbo no particípioagente da passiva: pelo ObinaAgora um exemplo de voz passiva para ativa:Minha mente foi habitada por gnomos.sujeito passivo: minha menteverbo auxiliar: foi (pretérito perfeito do indicativo)verbo principal: habitada (participio)agente da passiva: por gnomosGnomos habitaram minha mente.sujeito ativo: gnomosVTD: habitaramobjeto direto: minha menteComo cheguei ao VTD?sujeito é Gnomos (eles) o verbo principal é habitar, e o tempo e modo eu pego do verbo auxilar foi (pretérito perfeito):Verbo habitarPretérito perfeitoeu habiteitu habitasteele habitounós habitamosvós habitasteseles habitaram
  • Ninguém descobre sua timidez. VOZ ATIVA

    -O objeto direto da voz ativa(sua timidez) será o sujeito da voz passiva.
    -O sujeito da voz ativa(ninguém) será o agente da passiva.
    -O verbo auxiliar 'SER' na voz passiva deverá estar no mesmo tempo verbal que o verbo principal da voz ativa( 'DESCOBRE'-presente do indicativo), e será seguido pelo verbo principal conjugado no particípio.

    Portanto:
    Sua timidez não É descoberta por ninguém. VOZ PASSIVA
  • não é descoberta.


ID
72178
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Duas linguagens

Na minha juventude, tive um grande amigo que era estudante
de Direito. Ele questionava muito sua vocação para os
estudos jurídicos, pois também alimentava enorme interesse
por literatura, sobretudo pela poesia, e não achava compatíveis
a linguagem de um código penal e a freqüentada pelos poetas.
Apesar de reconhecer essa diferença, eu o animava, sem muita
convicção, lembrando-lhe que grandes escritores tinham formação
jurídica, e esta não lhes travava o talento literário.

Outro dia reencontrei-o, depois de muitos anos. É juiz de
direito numa grande comarca, e parece satisfeito com a profissão.
Hesitei em lhe perguntar sobre o gosto pela poesia, e ele,
parecendo adivinhar, confessou que havia publicado alguns livros
de poemas - "inteiramente despretensiosos", frisou. Ficou de
me mandar um exemplar do último, que havia lançado
recentemente.

Hoje mesmo recebi o livro, trazido em casa por um amigo
comum. Os poemas são muito bons; têm uma secura de estilo
que favorece a expressão depurada de finos sentimentos.
Busquei entrever naqueles versos algum traço bacharelesco,
alguma coisa que lembrasse a linguagem processual. Nada.
Não resisti e telefonei ao meu amigo, perguntando-lhe como
conseguiu elidir tão completamente sua formação e sua vida
profissional, freqüentando um gênero literário que costuma
impelir ao registro confessional. Sua resposta:

? Meu caro, a objetividade que tenho de ter para julgar
os outros comunica-se com a objetividade com que busco tratar
minhas paixões. Ser poeta é afinar palavra justas e precisos
sentimentos. Justeza e justiça podem ser irmãs.

E eu que nunca tinha pensado nisso...

(Ariovaldo Cerqueira, inédito)

Está adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • não entendi essa questão. alguém poderia explicar?
  • a) O autor nunca teria suspeitado que seu amigo viesse a se revelar um poeta extremamente expressivo. (CORRETO)b) Embora animasse [PRET IMP SUB em vez de PRES. SUB] seu amigo, o autor não revelou [PRET PERF IND. em vez de PRET M-Q-PERF IND] plena convicção de que um juiz pudesse [PRET IMP SUB em vez de PRET IMP IND] ser um grande poeta. c) O autor logo recebeu [PRET. PERF. em vez de PRET M-Q-PERF IND] em casa o último livro de poemas que seu amigo lhe prometera [PRET M-Q-PERF IND em vez de PRET PERF IND] enviar. d) Naqueles poemas não se notava qualquer traço bacharelesco que viesse [PRET IMP SUB em vez de FUT PRET IND] a toldar o estilo preciso e depurado dos versos. e) Ainda que buscasse [PRET IMP SUB em vez de PRES. SUB] entrever algum excesso de formalismo nos poemas do amigo, o autor não os tinha encontrado.
  • a) O autor nunca teria suspeitado que seu amigo viesse a se revelar um poeta extremamente expressivo.
    TERIA - futuro do pretérito
    VIESSE - pretérito imperfeito do subjuntivo

    b) Embora anime seu amigo, o autor não revelara plena convicção de que um juiz podia ser um grande poeta.
    ANIME - presente do subjuntivo
    REVELARA - pretérito-mais-que-perfeito

    c) O autor logo recebera em casa o último livro de poemas que seu amigo lhe prometeu enviar.
    RECEBERA - pretérito-mais-que-perfeito
    PROMETEU-pretérito perfeito
    (Obs.: na teoria, a correlação dessa alternativa esta correta, no entanto, o 'pretérito-mais- que-perfeito é uma ação que ocorreu antes de outra passada. Então deveria ser : recebeu e prometera) 

    d) Naqueles poemas não se notava qualquer traço bacharelesco que viria a toldar o estilo preciso e depurado dos versos.
    NOTAVA - pretérito imperfeito do indicativo
    VIRIA A TOLDAR - locução verbal - verbo auxiliar(viria)+preposição(a)+infinitivo(toldar)

    e) Ainda que busque entrever algum excesso de formalismo nos poemas do amigo, o autor não os tinha encontrado.
     BUSQUE - presente do subjuntivo
    TINHA ENCONTRADO - pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo

    Segue resumo de correlação para nunca mais errar...
    PARA OS MAIS PROLIXOS...

    1.       Presente do indicativo com presente do subjuntivo
    2.       Presente do indicativo com o pretérito perfeito composto
    3.       Presente do indicativo com o futuro do presente
    4.       Pretérito perfeito com pretérito imperfeito
    5.       Pretérito perfeito com mais-que-perfeito composto do subjuntivo
    6.       Pretérito imperfeito com pretérito-mais-que-perfeito
    7.       Pretérito imperfeito com futuro do pretérito
    8.       Pretérito-mais-que-perfeito com pretérito perfeito
    9.       Imperfeito do subjuntivo com futuro do pretérito
    10.     Futuro do subjuntivo com futuro do presente

    PARA OS MAIS SINTÉTICOS...
    1.       PRESENTE COM PRESENTE
    2.       PASSADO COM PASSADO
    3.       PRESENTE COM FUTURO DO PRESENTE
    4.       PASSADO COM FUTURO DO PRETÉRITO
  • Comentário Perfeito!! Parabens CriS2...


ID
72181
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Duas linguagens

Na minha juventude, tive um grande amigo que era estudante
de Direito. Ele questionava muito sua vocação para os
estudos jurídicos, pois também alimentava enorme interesse
por literatura, sobretudo pela poesia, e não achava compatíveis
a linguagem de um código penal e a freqüentada pelos poetas.
Apesar de reconhecer essa diferença, eu o animava, sem muita
convicção, lembrando-lhe que grandes escritores tinham formação
jurídica, e esta não lhes travava o talento literário.

Outro dia reencontrei-o, depois de muitos anos. É juiz de
direito numa grande comarca, e parece satisfeito com a profissão.
Hesitei em lhe perguntar sobre o gosto pela poesia, e ele,
parecendo adivinhar, confessou que havia publicado alguns livros
de poemas - "inteiramente despretensiosos", frisou. Ficou de
me mandar um exemplar do último, que havia lançado
recentemente.

Hoje mesmo recebi o livro, trazido em casa por um amigo
comum. Os poemas são muito bons; têm uma secura de estilo
que favorece a expressão depurada de finos sentimentos.
Busquei entrever naqueles versos algum traço bacharelesco,
alguma coisa que lembrasse a linguagem processual. Nada.
Não resisti e telefonei ao meu amigo, perguntando-lhe como
conseguiu elidir tão completamente sua formação e sua vida
profissional, freqüentando um gênero literário que costuma
impelir ao registro confessional. Sua resposta:

? Meu caro, a objetividade que tenho de ter para julgar
os outros comunica-se com a objetividade com que busco tratar
minhas paixões. Ser poeta é afinar palavra justas e precisos
sentimentos. Justeza e justiça podem ser irmãs.

E eu que nunca tinha pensado nisso...

(Ariovaldo Cerqueira, inédito)

Todas as formas verbais estão corretamente empregadas e flexionadas na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Não há nada que IMPILA mais ao registro confessional da linguagem do que uma vocação poética essencialmente lírica. b) O juiz disse ao amigo que lhe conviEra freqüentar as duas linguagens, a poética e a jurídica. c) Constatou que nos poemas não se vislumbrava qualquer marca que adviesse da formação profissional do amigo. PERFEITA d) O juiz lembrou ao amigo que o ofício de poeta não destituI de objetividade o ofício de julgar. e) Nem bem se detIVera na leitura dos poemas do amigo e já percebera que se tratava de uma linguagem muito depurada.
  • Comentários (fonte: Henrique Nuco, Português FCC, editora Ferreira)

    a) Não há nada que impela mais ao registro confessional da linguagem do que uma vocação poética essencialmente lírica. ERRADO. O presente do subjuntivo do verbo "impelir" é: que eu impila, tu impilas, ele impila, nós impilamos, vós impilais, eles impilam. CORREÇÃO: não há nada que IMPILA mais ao registro confessional da linguagem que uma vocação poética essecialmente lírica. 

    b) O juiz disse ao amigo que lhe convira freqüentar as duas linguagens, a poética e a jurídica. ERRADO. O verbo "convir" conjuga-se como "vir". Assim: viera>conviera. CORREÇÃO:  O juiz disse ao amigo que lhe CONVIERA...

    c) Constatou que nos poemas não se vislumbrava qualquer marca que adviesse da formação profissional do amigo. CERTO. Todas as formas verbais estão corretas: constatou (pretérito perfeito do indicativo do verbo "constatar"), vislumbrava (pretérito imperfeito do indicativo de "vislumbrar"), adviesse (pretérito imperfeito do subjuntivo de "advir", que se conjuga como "vir" > VIESSE = ADVIESSE. 



  • (A)  Impila
    (B)  Conviera
    (C) Correta.
    (D)  Destitui
    (E)  Detivera
    Bons estudos


ID
72187
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2008
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Duas linguagens

Na minha juventude, tive um grande amigo que era estudante
de Direito. Ele questionava muito sua vocação para os
estudos jurídicos, pois também alimentava enorme interesse
por literatura, sobretudo pela poesia, e não achava compatíveis
a linguagem de um código penal e a freqüentada pelos poetas.
Apesar de reconhecer essa diferença, eu o animava, sem muita
convicção, lembrando-lhe que grandes escritores tinham formação
jurídica, e esta não lhes travava o talento literário.

Outro dia reencontrei-o, depois de muitos anos. É juiz de
direito numa grande comarca, e parece satisfeito com a profissão.
Hesitei em lhe perguntar sobre o gosto pela poesia, e ele,
parecendo adivinhar, confessou que havia publicado alguns livros
de poemas - "inteiramente despretensiosos", frisou. Ficou de
me mandar um exemplar do último, que havia lançado
recentemente.

Hoje mesmo recebi o livro, trazido em casa por um amigo
comum. Os poemas são muito bons; têm uma secura de estilo
que favorece a expressão depurada de finos sentimentos.
Busquei entrever naqueles versos algum traço bacharelesco,
alguma coisa que lembrasse a linguagem processual. Nada.
Não resisti e telefonei ao meu amigo, perguntando-lhe como
conseguiu elidir tão completamente sua formação e sua vida
profissional, freqüentando um gênero literário que costuma
impelir ao registro confessional. Sua resposta:

? Meu caro, a objetividade que tenho de ter para julgar
os outros comunica-se com a objetividade com que busco tratar
minhas paixões. Ser poeta é afinar palavra justas e precisos
sentimentos. Justeza e justiça podem ser irmãs.

E eu que nunca tinha pensado nisso...

(Ariovaldo Cerqueira, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA "D"

    d) Mais que tudo me AGRADAM, naquele livro, os recursos formais que intensificavam o lirismo. Os recursos formais me agradam.


    Nas demais alternativas, o verbo entre parenteses deverá permanecer no singular:

    a) Entre as várias qualidades de seus poemas destaca-se, acima de todas, a virtude da contenção.

    b) Como não de surpreender, em seus poemas, a precisão dos recursos estilísticos?

    c) Aos poetas confessionais costuma apresentar-se o risco de excessos emotivos.

    e) As duas práticas a que faz referência o texto não são, de fato, inconciliáveis.

ID
72337
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

CNBB fecha questão contra a redução
da maioridade penal


A cúpula da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos
do Brasil) divulgou a posição da entidade, que é totalmente
contrária às propostas de redução da maioridade penal de 18
para 16 anos, que tramitam no Congresso Nacional.
O presidente da entidade, dom Geraldo Majella, disse
que os congressistas deveriam se esforçar em combater as
causas da violência e melhorar a educação para evitar que mais
jovens entrem para a criminalidade. "Não basta baixar a idade
penal para resolver o problema. A questão do adolescente
infrator deve ser resolvida não só com a polícia, mas com
políticas públicas que ajudem a dar educação", afirmou dom
Geraldo.

Os bispos também se manifestaram contra a intenção de
se fazer um plebiscito nacional sobre a redução da maioridade.
Para dom Geraldo, a força da mídia e a violência dos crimes
recentes podem influenciar as pessoas. Segundo ele, "o
plebiscito vai refletir toda a paixão que a sociedade expõe
quando ocorre algum crime de grande repercussão."
Os bispos também afirmaram que vão conversar com
deputados e senadores para tentar convencê-los a não votarem
as matérias que tratem do assunto. Só na Câmara, há 177
matérias que tratam de crimes praticados por adolescentes, 58
das quais abordam a redução da maioridade. No Congresso, o
projeto mais recente apresentado pelo líder do PL, é bastante
rigoroso: propõe a redução da maioridade para 13 anos.

(Folha on line, "Cotidiano", 26/11/2003)

Transpondo-se para a voz passiva a frase A força da mídia e a violência dos crimes recentes podem influenciar as pessoas, a forma verbal resultante será

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta, letra ATranscrição para voz passiva:As pessoas PODEM SER INFLUENCIADAS..... força da midia e violencia.....
  • Regras da transposição de vozes verbais.Voz ativa: Sujeito ativo + verbo transitivo direto + objeto diretoEntre parênteses o que foi usado da frase na ativa para transformar a voz passiva.Voz passiva: sujeito passivo (O.D.) + locução verbal (V.T.D.) + agente da passivaPara transformar o verbo transitivo direto em locução verbar deveremos utilizar o seguinte esquema:locução verbal = verbo auxiliar (verbo ser) + verbo principal (no particípio)verbo auxiliar: sempre no mesmo tempo e modo do VTDverbo principal: é o mesmo verbo (VTD) no particípiovamos a alguns exemplos para facilitar:Voz ativaObina faz o gol.sujeito ativo: ObinaVTD: faz (presente do indicativo)Objeto direto: o golO gol é feito pelo Obina.Sujeito passivo: o gollocução verbal: é feito > é = mesmo tempo e modo (presente do indicativo) feito = mesmo verbo no particípioagente da passiva: pelo ObinaAgora um exemplo de voz passiva para ativa:Minha mente foi habitada por gnomos.sujeito passivo: minha menteverbo auxiliar: foi (pretérito perfeito do indicativo)verbo principal: habitada (participio)agente da passiva: por gnomosGnomos habitaram minha mente.sujeito ativo: gnomosVTD: habitaramobjeto direto: minha menteComo cheguei ao VTD?sujeito é Gnomos (eles) o verbo principal é habitar, e o tempo e modo eu pego do verbo auxilar foi (pretérito perfeito):Verbo habitarPretérito perfeitoeu habiteitu habitasteele habitounós habitamosvós habitasteseles habitaram
  •  

                                                                           S                      V                     C

    Voz Ativa = sujeito pratica a ação               [ Agente ]       [ verbo ]          [ Paciente ]

                                                                           S                     V                     C

    Voz Passiva = sujeito sofre a ação               [Paciente ]       [ verbo ]          [ Agente ]

    ==> Analítica = Verbo auxiliar(ser/estar) + verbo principal (no particípio)

    ==> Sintética = Verbo (VTD/VTDI) + se

  • Gabarito - A

     

    Aqui, busque, antes de ler as alternativas, perguntar-se: “como ficaria essa oração na voz passiva”. De preferência, anote.

     

     

    Voz ativa: A força da mídia e a violência dos crimes recentes podem influenciar as pessoas (Objeto direto)

     

     

    Bom, eu sei que, na voz passiva, não há objeto direto, pois ele será o SUJEITO PACIENTE da minha oração, portanto:

     

     

    Voz passiva: As pessoas (Suj. Paciente) podem ser influenciadas pela força da mídia e a violência dos crimes.

     

     

    Perceba que o tempo e modo verbal do verbo "influenciar" na voz ativa são usados no verbo "ser" da loc. verbal (Ser + Particípio) da voz passiva, por isso, ambos os verbos estão no infinitivo. 

  • Gabarito A

    As pessoas podem ser influenciadas pela força da mídia e pela violência dos crimes recentes.

  • A força da mídia e a violência dos crimes recentes podem influenciar as pessoas

    As pessoas podem ser influenciadas


ID
72343
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

CNBB fecha questão contra a redução
da maioridade penal


A cúpula da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos
do Brasil) divulgou a posição da entidade, que é totalmente
contrária às propostas de redução da maioridade penal de 18
para 16 anos, que tramitam no Congresso Nacional.
O presidente da entidade, dom Geraldo Majella, disse
que os congressistas deveriam se esforçar em combater as
causas da violência e melhorar a educação para evitar que mais
jovens entrem para a criminalidade. "Não basta baixar a idade
penal para resolver o problema. A questão do adolescente
infrator deve ser resolvida não só com a polícia, mas com
políticas públicas que ajudem a dar educação", afirmou dom
Geraldo.

Os bispos também se manifestaram contra a intenção de
se fazer um plebiscito nacional sobre a redução da maioridade.
Para dom Geraldo, a força da mídia e a violência dos crimes
recentes podem influenciar as pessoas. Segundo ele, "o
plebiscito vai refletir toda a paixão que a sociedade expõe
quando ocorre algum crime de grande repercussão."
Os bispos também afirmaram que vão conversar com
deputados e senadores para tentar convencê-los a não votarem
as matérias que tratem do assunto. Só na Câmara, há 177
matérias que tratam de crimes praticados por adolescentes, 58
das quais abordam a redução da maioridade. No Congresso, o
projeto mais recente apresentado pelo líder do PL, é bastante
rigoroso: propõe a redução da maioridade para 13 anos.

(Folha on line, "Cotidiano", 26/11/2003)

Os tempos verbais estão adequadamente articulados na frase:

Alternativas
Comentários
  • Questãozinha desgraçada, mas vamo lá:a) Deverão - Futuro do indicativo indica certeza. Melhorasse - está no pretérito do subjuntivo. Subjuntivo não indica certeza de nada. B) Tá certa, pois coloca uma condição "caso os bispos", seguida de "passaria", que indica que esta condição seria implementada. Os verbos estão todos no sbjuntivo.c) Condição "se a força nao afetasse" deveria ser seguida pela consequencia desta implementação. Então, o certo seria "seria possível que esta acabasse".d) "seja" está no subjuntivo. "haveriam", no indicativo.e) "haverá" indicativo. "deseje", subjuntivo. "resolve", indicativo.
  • b) Caso os bispos convencessem os deputados, não passaria nenhum projeto que viesse a prejudicar os menores de 18 anos .

    Correlação verbal entre Pret. Imperf. Subj e Fut. Pret. Ind.

  • Caso os bispos convencessem os deputados, não passaria nenhum projeto que viesse a prejudicar os menores de 18 anos

    Convencessem = Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

    Passaria = Pretérito Imperfeito do indicativo

    Viesse = Pretérito Imperfeito do Subjuntivo


ID
72553
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2009
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Velocidade das imagens

Quem folheia um daqueles velhos álbuns de fotografias
logo nota que as pessoas fotografadas prepararam-se longamente
para o registro solene. As roupas são formais, os corpos
alinham-se em simetria, os rostos adotam uma expressão sisuda.
Cada foto corporifica um evento especial, grava um momento
que aspira à eternidade. Parece querer garantir a imortalidade
dos fotografados. Dificilmente alguém ri nessas fotos:
sobra gravidade, cerimônia, ou mesmo uma vaga melancolia.
Nada mais opostos a esse pretendido congelamento do
tempo do que a velocidade, o improviso e a multiplicação das
fotos de hoje, tiradas por meio de celulares. Todo mundo fotografa
tudo, vê o resultado, apaga fotos, tira outras, apaga, torna
a tirar. Intermináveis álbuns virtuais desaparecem a um toque
de dedo, e as pouquíssimas fotografias eventualmente salvas
testemunham não a severa imortalidade dos antigos, mas a
brincadeira instantânea dos modernos. As imagens não são feitas
para durar, mas para brilhar por segundos na minúscula tela
e desaparecer para sempre.

Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua
própria forma de interpretá-lo em imagens. É curioso como em
nossa época, caracterizada pela profusão e velocidade das
imagens, estas se apresentem num torvelinho temporal que as
trata sem qualquer respeito. É como se a facilidade contemporânea
de produção e difusão de imagens também levasse a
crer que nenhuma delas merece durar mais que uma rápida
aparição.

(Bernardo Coutinho, inédito)

Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase:

Alternativas
Comentários
  • Sabe qual o grande segredo para acertar questões desse tipo? Não se preocupar com o verbo, mas sim ler toda a frase como se estivesse lendo uma frase qualquer, sem realmente procurar um erro. Quando lida a frase toda, ela fica sem sentido, e quase pula aos olhos a resposta correta!
  • Letra b - São correspondentes o Pretérito imperfeito do subjuntivo e o Futuro do pretérito


ID
72694
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

As crônicas de Rubem Braga



Décadas atrás, afortunados leitores de jornal podiam
contar com uma coluna em que sobravam talento, reflexão,
observação atenta das cenas da vida, tudo numa linguagem
límpida, impecável, densamente poética e reflexiva. Era uma
crônica de Rubem Braga. Os chamados "assuntos menores",
que nem notícia costumam ser, ganhavam na pena do cronista
uma grandeza insuspeitada. Falasse ele de um leiteiro, de um
passarinho, de um pé de milho, de um casal na praia, de uma
empregada doméstica esperando alguém num portão de
subúrbio ? tudo de repente se tornava essencial e vivo, mais
importante que a escandalosa manchete do dia. É o que
costumam fazer os grandes artistas: revelam toda a carga de
humanidade oculta que há na matéria cotidiana pela qual
costumamos passar desatentos.



Rubem Braga praticamente só escreveu crônicas, como
profissional. À primeira vista, espanta que seja considerado um
dos grandes escritores brasileiros dedicando-se tão-somente a
um gênero considerado "menor": a crônica sempre esteve longe
de ter o prestígio dos romances ou dos contos, da poesia ou do
teatro. Mas o nosso cronista acabou por elevá-la a um posto de
dignidade tal que ninguém se atreverá de chamar seus textos
de "páginas circunstanciais". Tanto não o foram que estão todas
recolhidas em livros, driblando o destino comum do papel de
jornal. Recusaram-se a ser um entretenimento passageiro:
resistem a tantas leituras quantas se façam delas, reeditam-se,
são lidas, comentadas, não importando o dia em que foram
escritas ou publicadas.



Conheci Rubem Braga já velho, cansado, algo
impaciente e melancólico, falando laconicamente a estudantes
de faculdade. Parecia desinteressado da opinião alheia,
naquele evento organizado por uma grande empresa, a que
comparecera apenas por força de contrato profissional.
Respondia monossilabicamente às perguntas, com um olhar
distante, às vezes consultando o relógio. Não sabíamos, mas já
estava gravemente doente. Fosse como fosse, a admiração que
os jovens mostravam pelo velho urso pouco lhe dizia, era



evidente que preferiria estar em outro lugar, talvez sozinho,
talvez numa janela, ou na rede do quintal de seu apartamento
(sim, seu apartamento de cobertura tinha um quintal aéreo,
povoado de pássaros e plantas), recolhendo suas últimas
observações, remoendo seus antigos segredos. Era como se
nos dissesse: "Não me perguntem mais nada, estou cansado,
tudo o que me importou na vida já escrevi, me deixem em paz,
meninos."



E teria razão. O leitor que percorrer crônicas do velho
Braga saberá que ele não precisaria mesmo dizer nada além do
que já disse e continua dizendo em suas páginas mágicas,
meditadas, incapazes de passar por cima da poesia da vida.



(Manuel Régio Assunção)

Estão corretos o emprego e a forma dos tempos verbais na seguinte frase:

Alternativas
Comentários
  • VERBO CONVIR:

    eu convim
    tu convieste
    ele conveio
    nós conviemos
    vós conviestes
    eles convieram
  • Devem ter digitado errado "valer-se" na hora de passar a prova, só pode ser!
  • Estão corretos o emprego e a forma dos tempos verbais na seguinte frase: Não conveio a Rubem Braga aceitar a suposta fatalidade de ser um gênero "menor", pois decidiu valerse da crônica como veículo de alta expressão literária. Alternativa correta letra "C".
  • a) O leitor que vir... Que vier! Verbo no futuro do subjuntivo.

    b) O grande cronista falava do que lhe prouver... Lhe provera! Verbo no pretérito mais que perfeito do Indicativo.

    c) Verbo convir, já foi conjugado pelo colega acima.

    d) Desafortunado o leitor que não reter... Retem. Verbo no presente do Indicativo.

    e) eu tenho dúvida nessa letra... O verbo advir, poderia ser empregado no futuro do pretérito do indicativo? Adviria...

    Quem puder ajudar?

    Força gente, chegaremos lá!

    Todos temos adversidades, por isso mesmo não podemos desistir!

  • A. O leitor que vir vier a percorrer crônicas do velho Braga estará sabendo atestar o valor de permanência dessas páginas.

    VIR

    Futuro do Subjuntivo

    B. O grande cronista falava do que lhe aprouver aprouvia, confiante na riqueza da matéria oculta de cada cena, de cada fragmento da vida cotidiana com que se depare.

    APROUVER (Aprazer) - VER

    Pretérito Imperfeito do Indicativo

    C. Não conveio a Rubem Braga aceitar a suposta fatalidade de ser um gênero "menor", pois decidiu valer-se da crônica como veículo de alta expressão literária.

    CONVIR - VIR

    Pretérito Perfeito do Indicativo

    D. Desafortunado o leitor que não reter retiver das crônicas de Rubem Braga as lições de poesia e de estilo, que o escritor soubesse ministrar a cada texto.

    RETER - TER

    Futuro do Subjuntivo

    E. Da obra de Rubem Braga advira adviera um prestígio que o gênero da crônica jamais gozara anteriormente, considerada que fosse como simples leitura de entretenimento.

    ADVIR - VIR

    Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo


ID
72874
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A tribo que mais cresce entre nós

A nova tribo dos micreiros* cresceu tanto que talvez já não
seja apenas mais uma tribo, mas uma nação, embora a
linguagem fechada e o fanatismo com que se dedicam ao seu
objeto de culto sejam quase de uma seita. São adoradores que
têm com o computador uma relação semelhante à do homem
primitivo com o totem e o fogo. Passam horas sentados, com o
olhar fixo num espaço luminoso de algumas polegadas,
trocando não só o dia pela noite, como o mundo pela realidade
virtual.

Sua linguagem lembra a dos funkeiros** em quantidade de
importações vocabulares adulteradas, porém é mais ágil e rica,
talvez a mais rápida das tribos urbanas modernas. Dança quem
não souber o que é BBS, modem, interface, configuração,
acessar e assim por diante. Alguns termos são neologismos e,
outros, recriações semânticas de velhos significados, como
janela, sistema, ícone, maximizar.
No começo da informatização das redações de jornal,
houve um divertido mal-entendido quando uma jovem repórter
disse pela primeira vez: "Eu abortei!". Ela acabava de rejeitar
não um filho, mas uma matéria. Hoje, ninguém mais associa
essa palavra ao ato pecaminoso. Aborta-se tão impune e
freqüentemente quanto se acessa.
Nada mais tem forma e sim "formatação". Foi-se o tempo
em que "fazer um programa" era uma aventura amorosa. O
"vírus" que apavora os micreiros não é o HIV, mas uma
intromissão indevida no "sistema", outra palavra cujo sentido
atual nada tem a ver com os significados anteriores. A geração
de 68 lutou para derrubar o sistema; hoje o sistema cai a toda
hora.

Alguns velhos homens de letras olham com preconceito
essa tribo, como se ela fosse composta apenas de jovens, e
ainda por cima iletrados. É um engano, porque há entre os
micreiros respeitáveis senhoras e brilhantes intelectuais. Falar
mal do computador é tão inútil e reacionário quanto foi quebrar
máquinas no começo da primeira Revolução Industrial. Ele veio
para ficar, como se diz, e seu sucesso é avassalador. Basta ver
o entusiasmo das adesões.

(Zuenir Ventura, Crônicas de um fim de século)

* micreiros = usuários de microcomputador.
** funkeiros = criadores ou entusiastas da música funk.

Não é possível alterar a voz da forma verbal da frase:

Alternativas
Comentários
  • Questão complicada, aliás, a prova de Português do TRT/MG, foi um trem de doido mesmo!

    a) constitui o quê? é possível
    b) não é possível, mas pq? houve o quê? Será pq o verbo haver está no sentido de existir, por isso ,é impessoal e assim, uma oração sem sujeito?
    c)olham o quê? é possível
    d) abortado o quê? é possível
    e) não entendi, que pergunta faço aqui? são o quê? Será que não é possível pois já se encontra na voz passiva?


    Será que alguém poderia comentar essa questão? Qual é o racicínio para se chegar à resposta correta? Eu marquei a letra E.

  •   Amigo, não sei se estou certo mas a mim o que chamou mais atenção foi o verbo HAVER no sentido de EXISTIR , que é sempre impessoal . Portanto fica sem os componentes básicos para a transformação de voz .

      Espero ter dado uma direção . Abrçs
  • A questão pergunta apenas sobre a alteração de voz.

    A questão "e)" está na voz passiva com verbo fazer (VTD). Logo, é possível passá-lo para a voz ativa, ou seja, alterar a voz do verbo.

    Como não tem agente da passiva, creio que ficaria assim, indeterminando o sujeito:
    A partir de termos ou expressões já antigos, fazem recriações semânticas.
  • b) No começo da informatização das redações de jornal, houve um divertido mal-entendido.
    ----------------------------------------------------
    a) A quantidade dos micreirosconstitui, de fato, uma nação, mais do que uma simples tribo.
    Uma nação já é constituída pela quantidade dos micreiros.
    ----------------------------------------------------
    c) Alguns velhos homens de letras olham com preconceito essa tribo.
    Essa tribo é olhada com preconceito por alguns velhos homens de letras
    ----------------------------------------------------
     d) A jovem repórter citada no texto tinha abortado uma matéria, e não um filho.
    Uma matéria, e não um filho, tinha sido abortada pela jovem repórter citada no texto
    ----------------------------------------------------
     e) Recriações semânticas são feitas a partir de termos ou expressões já antigos
    Fazem Recriações semânticas a partir de termos ou expressões já antigos
  • Voz ativa - sujeito agente
    Voz Passiva - Sujeito Paciente

    Não há de se falar em voz passiva com o  verbo haver no sentido de existir pois ele é impessoal, não possui sujeito.
    Só podem mudar de voz os verbos VTD ou VTDI. O objeto direto da Voz Ativa, vira sujeito paciente da Voz Passiva.
    Verbos intrasitivos ou transitivos indiretos não aceitam a voz passiva porque não possuem objeto direito. 
    O verbo haver, apesar de transitivo direto, jamais aceita ser apassivado
    Os exemplos em que se vê esse verbo na voz passiva indicam frases nas quais “haver” é mero auxiliar. Como verbo principal, haver não aceita passiva:
    Haverá novos conflitos no sul do Líbano ( não há transposição passiva )
    Estão havendo reuniões secretas no Palácio ( não há transposição passiva )
    Houve um acidente na BR ( não há transposição passiva )
    Deverá haver uma mudança no Código Penal ( não há transposição passiva )
  • Segundo o dicionario, o HAVER com sentido de EXISTIR é VTD. nao admitiria voz passiva? me manda uma resposta quem puder

ID
72889
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

A tribo que mais cresce entre nós

A nova tribo dos micreiros* cresceu tanto que talvez já não
seja apenas mais uma tribo, mas uma nação, embora a
linguagem fechada e o fanatismo com que se dedicam ao seu
objeto de culto sejam quase de uma seita. São adoradores que
têm com o computador uma relação semelhante à do homem
primitivo com o totem e o fogo. Passam horas sentados, com o
olhar fixo num espaço luminoso de algumas polegadas,
trocando não só o dia pela noite, como o mundo pela realidade
virtual.

Sua linguagem lembra a dos funkeiros** em quantidade de
importações vocabulares adulteradas, porém é mais ágil e rica,
talvez a mais rápida das tribos urbanas modernas. Dança quem
não souber o que é BBS, modem, interface, configuração,
acessar e assim por diante. Alguns termos são neologismos e,
outros, recriações semânticas de velhos significados, como
janela, sistema, ícone, maximizar.
No começo da informatização das redações de jornal,
houve um divertido mal-entendido quando uma jovem repórter
disse pela primeira vez: "Eu abortei!". Ela acabava de rejeitar
não um filho, mas uma matéria. Hoje, ninguém mais associa
essa palavra ao ato pecaminoso. Aborta-se tão impune e
freqüentemente quanto se acessa.
Nada mais tem forma e sim "formatação". Foi-se o tempo
em que "fazer um programa" era uma aventura amorosa. O
"vírus" que apavora os micreiros não é o HIV, mas uma
intromissão indevida no "sistema", outra palavra cujo sentido
atual nada tem a ver com os significados anteriores. A geração
de 68 lutou para derrubar o sistema; hoje o sistema cai a toda
hora.

Alguns velhos homens de letras olham com preconceito
essa tribo, como se ela fosse composta apenas de jovens, e
ainda por cima iletrados. É um engano, porque há entre os
micreiros respeitáveis senhoras e brilhantes intelectuais. Falar
mal do computador é tão inútil e reacionário quanto foi quebrar
máquinas no começo da primeira Revolução Industrial. Ele veio
para ficar, como se diz, e seu sucesso é avassalador. Basta ver
o entusiasmo das adesões.

(Zuenir Ventura, Crônicas de um fim de século)

* micreiros = usuários de microcomputador.
** funkeiros = criadores ou entusiastas da música funk.

Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase:

Alternativas
Comentários
  • ERRADA a) Quem se deter por muito tempo diante de um monitor, envolver-se-á de tal modo com o mundo virtual que o sobreporá ao mundo real. Quem se detiver ..Futuro do Conjuntivo .ERRADA b) Os jovens se entreteram tanto com o computador que nem se deram conta das horas que já haviam transcorrido. Os jovens se entretiveram - Pret. Perfeito ERRADA c) Dizendo que não quer que ninguém se imisque em sua vida, o jovem tranca-se no quarto, para acessar a Internet e se pôr a navegar. Verbo pronominal = imiscuir-se (misturar, intrometer-se)CORRETA d) Sobreveio-lhe uma forte irritação, mas conteve-se e abriu a porta com calma, pedindo ao jovem que cessasse a navegação. e) Os prejuízos que advirem do uso abusivo do computador não serão compensados pelas eventuais vantagens de que o usuário se beneficiou. Futuro do Conjuntivo - advierem
  • a) Quem se detIVEer por muito tempo diante de um monitor, envolver-se-á de tal modo com o mundo virtual que o sobreporá ao mundo real. b) Os jovens se entretIVeram tanto com o computador que nem se deram conta das horas que já haviam transcorrido. c) Dizendo que não quer que ninguém se imisque em sua vida, o jovem tranca-se no quarto, para acessar À Internet e se pôr a navegar. d) Sobreveio-lhe uma forte irritação, mas conteve-se e abriu a porta com calma, pedindo ao jovem que cessasse a navegação. CORRETA e) Os prejuízos que adviErem do uso abusivo do computador não serão compensados pelas eventuais vantagens de que o usuário se beneficiou.
  • COMENTANDO OS ERROS LETRA POR LETRA.

    A)   Quem se deter por muito tempo diante de um monitor, envolver-se-á de tal modo com o mundo virtual que o sobreporá ao mundo real.
     O verbo deter é derivado do verbo ter, por isso se conjuga da mesma forma.
     tiver – detiver
     
    B)   Os jovens se entreteram tanto com o computador que nem se deram conta das horas que já haviam transcorrido.
     O verbo entreter é derivado do ter e se conjuga do mesmo modo.
    Tiveram - entretiveram
    O verbo haver está corretamente conjugado, pois não é impessoal e, por isso, pode ser conjugado no plural.
     
    C)  Dizendo que não quer que ninguém se imisque em sua vida, o jovem tranca-se no quarto, para acessar a Internet e se pôr a navegar.
     Verbo imiscuir, cujo significado é intrometer (muito pouco usado) - que ninguém se imiscua (sempre com c, nunca com q no final)
     
    D)   Sobreveio-lhe uma forte irritação, mas conteve-se e abriu a porta com calma, pedindo ao jovem que cessasse a navegação.
     Alternativa correta. O verbo sobrevir conjuga-se como o verbo vir e o verbo conter conjuga-se como o verbo ter.
     
    E)   Os prejuízos que advirem do uso abusivo do computador não serão compensados pelas eventuais vantagens de que o usuário se beneficiou.
     Verbo advir conjuga-se como o verbo vir. Vierem - advierem
  • GABARITO: D

    A) detiver

    B) entretiveram

    C) imiscua

    D) CORRETA

    E) advierem


ID
72901
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2005
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Carta aberta à assembléia geral das Nações Unidas*

Os representantes de 55 governos, reunidos na segunda
Assembléia Geral das Nações Unidas, terão sem dúvida
consciência do fato de que, durante os dois últimos anos -
desde a vitória sobre as potências do Eixo - não se fez nenhum
progresso sensível rumo à prevenção da guerra, nem rumo ao
entendimento em campos específicos, como o controle da
energia atômica e a cooperação econômica na reconstrução de
áreas devastadas pela guerra.

A ONU não pode ser responsabilizada por esses
malogros. Nenhuma organização internacional pode ser mais
forte do que os poderes constitucionais que lhe são conferidos,
ou do que os membros que a compõem desejam que seja. Na
verdade, as Nações Unidas são uma instituição extremamente
importante e útil, contanto que os povos e governos do mundo
se dêem conta de que a ONU nada mais é que um sistema de
transição para a meta final, que é o estabelecimento de um
poder supranacional, investido de poderes legislativos e
executivos suficientes para manter a paz. O impasse atual
reside na inexistência de uma autoridade supranacional
suficiente e confiável. Assim, os líderes responsáveis de todos
os governos são obrigados a agir na presunção de uma guerra
eventual. Cada passo motivado por essa presunção contribui
para aumentar o medo e a desconfiança gerais, apressando a
catástrofe final. Por maiores que sejam os armamentos
nacionais, eles não geram a segurança militar para nenhum
país, nem garantem a manutenção da paz.

* Trecho de carta escrita em 1947

(Albert Einstein, Escritos da maturidade.)

Por maiores que sejam os armamentos nacionais, eles não geram a segurança militar para nenhum país, nem garantem a manutenção da paz.

Alterando-se os tempos das formas verbais sublinhadas, mantém-se uma adequada articulação temporal na seguinte seqüência:

Alternativas
Comentários
  • pretérito imperfeito do subjuntivo se combina com futuro do pretérito
  • Comentário objetivo:

    a) fossem - gerariam - garantiriam

    b) venham a ser - gerarão - garantirão

    c) tenham sido - geraram - garantiram

    d) fossem - gerariam - garantiriam

    e) venham a ser -
    gerarão - garantirão
  • A - Pretérito Imperfeito do Subjuntivo- Futuro do Pretérito- Futuro do Pretérito

  • DICA: Toda vez que uma oração possuir conjugação -RIA a outra, obrigatoriamente, deverá conter -SSE e vice-versa.


ID
74254
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leis para indigentes morais

Acaba de chegar a Massachussets um grupo de
adolescentes sudaneses que viajaram diretamente da Idade da
Pedra, ou quase, para a América do século XXI. São cinco mil
refugiados, que estão sendo distribuídos pelos EUA. Para
muitos, a viagem de avião é a primeira experiência em um
transporte motorizado.

Qual será o maior estranhamento para esses
jovens? A neve e a calefação? Os celulares? A Internet? (...)
O susto virá da quantidade de leis formais
detalhadas e explícitas que regram a vida americana, enquanto
a vida da tribo era regrada por poucas normas quase sempre
implícitas - ou seja, pela confiança de todos numa moral
comum tácita.

Nossas leis tornam-se cada vez mais detalhadas,
pois há a idéia de que um código exaustivo garantiria o
funcionamento de uma comunidade justa. De fato, essa
proliferação revela a angústia de uma cultura insegura de suas
opções morais. Por sermos indigentes morais, compilamos uma
casuística da qual esperamos que diga exatamente o que fazer
em cada circunstância. O dito legalismo da sociedade
americana, tão freqüentemente denunciado, é apenas o sinal
dessa indigência.

A tentativa de animar uma comunidade por uma
lengalenga de leis testemunha a fraqueza do vínculo social. Não
podemos confiar numa inspiração moral compartilhada, por isso
inventamos regras para ter, ao menos, muitas obrigações
comuns.

(Contardo Calligaris, Terra de ninguém. S. Paulo: Publifolha,
2004, pp. 66/68)

Indica-se uma alteração da voz verbal do segmento sublinhado em:

Alternativas
Comentários
  • Regras da transposição de vozes verbais.Voz ativa: Sujeito ativo + verbo transitivo direto + objeto diretoEntre parênteses o que foi usado da frase na ativa para transformar a voz passiva.Voz passiva: sujeito passivo (O.D.) + locução verbal (V.T.D.) + agente da passivaPara transformar o verbo transitivo direto em locução verbar deveremos utilizar o seguinte esquema:locução verbal = verbo auxiliar (verbo ser) + verbo principal (no particípio)verbo auxiliar: sempre no mesmo tempo e modo do VTDverbo principal: é o mesmo verbo (VTD) no particípiovamos a alguns exemplos para facilitar:Voz ativaObina faz o gol.sujeito ativo: ObinaVTD: faz (presente do indicativo)Objeto direto: o golO gol é feito pelo Obina.Sujeito passivo: o gollocução verbal: é feito > é = mesmo tempo e modo (presente do indicativo) feito = mesmo verbo no particípioagente da passiva: pelo ObinaAgora um exemplo de voz passiva para ativa:Minha mente foi habitada por gnomos.sujeito passivo: minha menteverbo auxiliar: foi (pretérito perfeito do indicativo)verbo principal: habitada (participio)agente da passiva: por gnomosGnomos habitaram minha mente.sujeito ativo: gnomosVTD: habitaramobjeto direto: minha menteComo cheguei ao VTD?sujeito é Gnomos (eles) o verbo principal é habitar, e o tempo e modo eu pego do verbo auxilar foi (pretérito perfeito):Verbo habitarPretérito perfeitoeu habiteitu habitasteele habitounós habitamosvós habitasteseles habitaram
  • A) Cinco mil refugiados estão sendo distribuídos pelos EUA . VOZ PASSIVA
        
    Cinco mil refugiados foram distribuídos pelos EUA. VOZ PASSIVA

     B) Qual será o maior estranhamento para esses jovens? VOZ ATIVA
          Qual terá sido o maior estranhamento para esses jovens? VOZ ATIVA

     C) O susto virá da quantidade de leis formais. VOZ ATIVA
          O susto deverá vir da quantidade de leis formais VOZ ATIVA

     D) A vida da tribo era regrada . VOZ PASSIVA ANALÍTICA.

         A vida da tribo regrava-se. VOZ PASSIVA SINTÉTICA

      E) É por isso que inventamos tantas regras. VOZ ATIVA
           É por isso que são inventadas tantas regras. VOZ PASSIVA

     

  • Indica uma alteração na voz verbal:

    É por isso que inventamos tantas regras= voz ativa;

    Tantas regras são inventadas por nós= voz passiva.

    e) houve alteração na voz

    Como diz nosso amigo Daniel: COMENTÁRIO OBJETIVO.

    Que Deus nos ilumine , sempre!

ID
74266
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leis para indigentes morais

Acaba de chegar a Massachussets um grupo de
adolescentes sudaneses que viajaram diretamente da Idade da
Pedra, ou quase, para a América do século XXI. São cinco mil
refugiados, que estão sendo distribuídos pelos EUA. Para
muitos, a viagem de avião é a primeira experiência em um
transporte motorizado.

Qual será o maior estranhamento para esses
jovens? A neve e a calefação? Os celulares? A Internet? (...)
O susto virá da quantidade de leis formais
detalhadas e explícitas que regram a vida americana, enquanto
a vida da tribo era regrada por poucas normas quase sempre
implícitas - ou seja, pela confiança de todos numa moral
comum tácita.

Nossas leis tornam-se cada vez mais detalhadas,
pois há a idéia de que um código exaustivo garantiria o
funcionamento de uma comunidade justa. De fato, essa
proliferação revela a angústia de uma cultura insegura de suas
opções morais. Por sermos indigentes morais, compilamos uma
casuística da qual esperamos que diga exatamente o que fazer
em cada circunstância. O dito legalismo da sociedade
americana, tão freqüentemente denunciado, é apenas o sinal
dessa indigência.

A tentativa de animar uma comunidade por uma
lengalenga de leis testemunha a fraqueza do vínculo social. Não
podemos confiar numa inspiração moral compartilhada, por isso
inventamos regras para ter, ao menos, muitas obrigações
comuns.

(Contardo Calligaris, Terra de ninguém. S. Paulo: Publifolha,
2004, pp. 66/68)

Todas as formas verbais estão adequadamente flexionadas na frase:

Alternativas
Comentários
  • a) Os jovens que proviram (provieram) do Sudão assustar-se-ão com a quantidade de casuísmos a que deverão se submeter em sua nova experiência de vida.

    b) Por vezes, uma comparação da nossa cultura com a de outros povos restitue-nos  (restitui-nos) o desejo de uma sociedade em que nada obstrui o caminho natural da justiça.

    c) Se viajar de avião já constitui, para essa leva de jovens, uma experiência assombrosa, imagine-se o assombro deles quando haverem (houverem) de entrar em contato com nossas leis.

    d) Em suas tribos, os jovens sudaneses entretiam-se (entretinham-se) com as práticas da vida concreta, sem a preocupação de atentarem para intermináveis códigos de leis casuísticas.

    e) Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentido do que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de uma progressiva indigência moral.
     

  • Resposta correta letra "E"

    a) Os jovens que proviram do Sudão assustar-se-ão com a quantidade de casuísmos a que deverão se submeter em sua nova experiência de vida.

    b) Por vezes, uma comparação da nossa cultura com a de outros povos restitue-nos o desejo de uma sociedade em que nada obstrui o caminho natural da justiça.

    c) Se viajar de avião já constitui, para essa leva de jovens, uma experiência assombrosa, imagine-se o assombro deles quando haverem de entrar em contato com nossas leis.

    d) Em suas tribos, os jovens sudaneses entretiam-se com as práticas da vida concreta, sem a preocupação de atentarem para intermináveis códigos de leis casuísticas.

    e) Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentido do que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de uma progressiva indigência moral.
  • c) Na prática, pode-se dizer que reaver é conjugado como haver, mas só existe nas formas em que o verbo haver apresenta “v”. Observe com atenção o pretérito  perfeito  do  indicativo:  reouve,  reouveste,  reouve,  reouvemos, reouvestes, reouveram.

    Por isso, cuidado: 

    Eles reouveram a joia desaparecida.  (Não use reaveram).

  • A - Provieram

    B - Restitui

    C -

    D - Entretiveram

    E - Correta

  • Completando o comentário do Otávio, a letra C deveria ser houverem.

  • Comentário da letra E) É fácil notar que a FCC simplesmente ama as correlações verbais. No caso do "Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentido do que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de uma progressiva indigência moral.", temos a seguinte combinação:

    Futuro do Pretérito do Indicativo (DEVER)

    eu deveria
    tu deverias
    ele deveria
    nós deveríamos
    vós deveríeis
    eles deveriam

    ***

    Pretérito Imperfeito do Subjuntivo (REAVER)

    se eu o reouvesse
    se tu o reouvesses
    se ele o reouvesse
    se nós o reouvéssemos
    se vós o reouvésseis
    se eles o reouvessem

    ***

    Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo

    eu adviera
    tu advieras
    ele adviera
    nós adviéramos
    vós adviéreis
    eles advieram


ID
74284
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Nos próximos dias estaremos enviando-lhe nosso catálogo e o senhor estará tomando conhecimento das nossas novas ofertas.

A frase acima apresenta um vício muito presente no discurso oral em nossos dias, representado

Alternativas
Comentários
  • A regra de utilização do gerúndio é uma regra que é baseada nas regras da gramática inglesa e não portuguesa, portanto, o seu uso no Brasil vem sendo condenado pelos gramaticistas. Tais gramáticos indicam que o gerúndio deve ser usado para frases no presente e não para frases no futuro (conforme as regras do ingles)
  • Item certo: D. Trata-se do vício do "gerundismo":

    Estaremos enviando...

    Estará tomando...

    Quando bastaria dizer:

     

    Enviaremos...

    Tomará...


ID
74428
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2004
Provas
Disciplina
Português
Assuntos