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ID
3952876
Banca
FCC
Órgão
AL-AP
Ano
2020
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Klein (1946) via as crianças como se estivessem constantemente engajando-se em um conflito básico entre a pulsão de vida e a pulsão de morte, ou seja, entre bom e ruim, amor e ódio, criatividade e destruição. Em sua tentativa de lidar com essa dicotomia entre sentimentos bons e ruins, as crianças organizam suas experiências em

Alternativas
Comentários
  • Posição esquizo-paranoide: criança vê a mãe como ''seio-bom'' ou ''seio-mau''

    Posição depressiva: criança enxerga a mãe como um todo, em seus aspectos positivos e negativos.

    Gabarito:E

  • Em sua tentativa de lidar com essa dicotomia entre sentimentos bons e ruins, as crianças organizam suas experiências em posições

    Posição esquizo-paranoide: criança vê a mãe como ''seio-bom'' ou ''seio-mau''

    Posição depressiva: criança enxerga a mãe como um todo, em seus aspectos positivos e negativos.

  • Melanie Klein desenvolveu uma escola de psicanálise na Inglaterra. Ela foi uma teórica das relações de objeto, autora da teoria do "desenvolvimento psicossexual e piscopatologia" embasada em eventos intrapsíquicos e interpessoais que supostamente ocorrem durante o primeiro ano de vida. Sua teoria da psicopatologia, baseada na observação de brinquedo livre de crianças, diz que a agressão inata excessiva ou a reação psíquica à agressão era a causa de distúrbios emocionais severos como os transtornos psicóticos. Ela tentou lidar com as forças intrapsíquicas com a técnica analítica clássica e interpretação precoce de impulsos inconscientes. Assim como Anna Freud, ela foi uma pioneira em análise infantil, mas, ao contrário de Anna Freud, ela excluiu os pais do tratamento porque acreditava que o problema fundamental era intrapsíquico. As principais contribuições de Klein estão em sua ênfase sobre a importância das relações de objetos iniciais, a demonstração da função do superego cedo no desenvolvimento psíquico, sua descrição das defesas primitivas características do transtorno de personalidade limítrofe e psicose e seu uso do brinquedo das crianças com um meio para a interpretação.
    O termo "posição foi preferido por Klein em relação a "estágio" porque ele enfatiza o efeito do ponto de vista da criança sobre suas relações de objeto. A posição paranóide-esquizóide e a posição depressiva ocorrem na primeira e segunda metade, respectivamente, do primeiro ano de vida. Elas também podem ocorrer em diversos momentos na vida como constelações defensivas e estão envolvidas em conflitos relacionados a todos os níveis psicossexuais.
    A posição paranóide-esquizóide é caracterizada por dissociação, idealização, negação, identificação projetiva, relações de objetos parciais e uma preocupação básica ou ansiedade persecutórias sobre a sobrevivência do self.
    Os medos persecutórios são impulsos oral-sádicos e anal-sádicos projetados. Se eles não são super intensos, a posição esquizo-paranóide dá lugar, nos segundos seis meses de vida, à posição depressiva. Se, no entanto, a agressão inata é abertamente forte e se maus introjetos predominam, a dissociação secundária dos maus introjetos pode levar a projeção sobre muitos objetos externos, resultando em muitos perseguidores externos. A dissociação pode persistir e fragmentar experiências afetivas, levando a despersonalização ou superficialidade afetiva. Ela pode também interferir na percepção acurada e conduzir à negação da realidade. Na posição depressiva, a libido predomina sobre a agressão, o bebê reconhece que sua mãe tanto gratifica como frustra e ele se torna ciente de sua própria agressão voltada em direção a ela. O reconhecimento da mãe como uma pessoa integral torna a criança vulnerável à perda, especialmente perda causada pela agressão da criança. O mecanismo da idealização evolui durante o período depressivo na idealização do objeto bom (mãe) como uma defesa contra a agressão da criança em direção a ela e sua culpa acompanhante. Este tipo de idealização conduz a uma super dependência sobre outros. Os maus aspectos de pessoas necessárias são negados, levando a um empobrecimento tanto da experiência de realidade como da testagem de realidade. A posição depressiva também mobiliza defesas maníacas, cuja principal característica é a negação de realidades psíquicas dolorosas. Sentimentos ambivalentes e dependência de outros são negados; objetos são onipotentemente controlados e tratados com desprezo, de modo que a sua perda não dá lugar à dor ou culpa.

    GABARITO: E