SóProvas


ID
4090561
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFPB
Ano
2014
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Mudança climática pode aumentar pobreza, alerta ONU Documento do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) projeta que, para evitar que consequências do aquecimento global “saiam de controle”, mundo precisa reduzir a emissão dos gases de efeito estufa


    O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas revelou na manhã desta segunda em Yokohama, no Japão, a segunda parte do quinto relatório produzido pelos cientistas do órgão – o anterior foi divulgado há sete anos, em 2007. O documento projeta que a mudança climática irá piorar problemas sociais já existentes, como pobreza, doenças, violência e número de refugiados. Além disso, irá frear os benefícios da modernização, como o crescimento econômico regular e uma produção agrícola mais eficiente.

    Para evitar que as consequências do aquecimento global “saiam de controle”, o mundo precisa reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, afirmou Rajendra Pachauri, presidente do IPCC – e existe pouco tempo para tomar atitudes que possam mitigar os efeitos da mudança climática, permitindo aos países se ajustarem à maior variação de temperaturas.

    Intitulado “Sumário para Formuladores de Políticas”, o documento foi aprovado por unanimidade pelos mais de 100 governos integrantes do IPCC. Uma versão preliminar do sumário havia vazado na internet há alguns meses e já fazia advertências semelhantes, como a de que “as mudanças climáticas vão amplificar os riscos relacionados ao clima já existentes e criar novos”, reduzindo, por exemplo, a oferta de água renovável na superfície e nas fontes subterrâneas nas regiões subtropicais mais secas e aumentando o número de pessoas sob risco de inundações.

    Em média, o texto aprovado pelo IPCC menciona a palavra “risco” cinco vezes e meia em cada uma de suas 49 páginas. Os perigos mencionados envolvem cidades grandes e pequenas e incluem preço e disponibilidade de alimentos. Em escala menor, são citados riscos que envolvem doenças, custos financeiros e até mesmo a paz mundial. “Magnitude crescente do aquecimento aumenta a possibilidade de impactos severos, penetrantes e irreversíveis”, alerta o relatório.

    Desastres naturais como ondas de calor na Europa, queimadas nos Estados Unidos, seca na Austrália, inundações em Moçambique, Tailândia e Paquistão são lembretes de como a humanidade é vulnerável a condições climáticas extremas, diz o texto. Os problemas devem afetar todos de algum modo, mas as pessoas que menos têm recursos para arcar com as consequências serão as que sofrerão mais. “Agora nós estamos em uma era na qual a mudança climática não é algum tipo de hipótese futura”, afirmou Chris Field, um dos autores líderes do estudo.

    Uma parte do relatório discute o que pode ser feito para amenizar os efeitos do aquecimento global e lista como alternativas a redução da poluição de carbono e a preparação para mudanças climáticas com um desenvolvimento mais inteligente. O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ressaltou que o documento é um alerta às novas ações e alertou que os custos da falta de ação serão “catastróficos”.

    Maarten van Aalst, um dos autores do estudo, reforçou que se a comunidade internacional não reduzir as emissões de gases estufa logo, os riscos sairão de controle. “E os riscos já subiram”, disse. Coautor do relatório, o cientista do IPCC Saleemul Huq lembra que “as coisas estão piores do que previmos” em 2007, quando o grupo de cientistas emitiu a última versão do documento. “Nós veremos cada vez mais impactos, mais rápido e antes do que antecipamos”, declarou.

    O relatório, inclusive, cria uma nova categoria de risco. Em 2007, o maior grau de perigo era “alto”, simbolizado pela cor vermelha. Desta vez, o nível máximo é “muito alto” e de cor roxa nas ilustrações gráficas.

    Vice-presidente do painel do ONU, o climatologista Jean-Pascal van Ypersele defendeu os alertas do IPCC contra críticas que apontem alarmismo por parte dos cientistas. “Nós estamos indicando as razões para o alerta. Isso é porque os fatos, a ciência e os dados mostram que há razões para estar alarmado, não é porque nós somos alarmistas”, disse.

    No entanto, outra coautora do estudo, a cientista Patricia Romero-Lankao disse que ainda existe uma janela de oportunidade. “Nós temos escolhas. Nós temos que agir agora”, disse.

Adaptado de http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/mudanca-climatica-pode-aumentar-pobreza-alerta-onu

“... como a humanidade é vulnerável a condições climáticas extremas.”

No período acima, morfologicamente, os termos grifados são, respectivamente,

Alternativas
Comentários
  • GABARITO - C

    como a humanidade é vulnerável a condições climáticas extremas.

    1º Temos um artigo definido que se relaciona com o substantivo " humanidade ".

    2º Para ter certeza de que temos uma preposição veja quem a solicita.

    Vulnerável (a) algo...

    Ou verifiquemos se aparece "ao".

    Vulnerável ao tempo.

    a ( preposição ) + o ( Artigo )

  • Aqui apareceu apenas um termo destacado, mas deu para sacar que se tratava do outro "a".

  • Cadê o outro termo grifado?

  • O meu está só com o primeiro A destacado

  • Preposição sempre se pede!!!

  • É só substituir condições por desafios (que é masculino) e se o "a" fizer sentido ainda, é preposição.

  • caso fosse "as condições" teria crase ?

  • 'O a, como artigo, é uma palavra variável em género e número que, posta antes de um substantivo, o determina; como preposição, o a é uma palavra invariável que liga dois termos de uma frase e mostra a dependência existente entre ambos.'

    Gab. C

    in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-a-como-artigo-ou-preposicao/4317 [consultado em 06-10-2020]

  • se fosse artigo (classe variável) seria a(s) condições climáticas.

  • Minha contribuição:

    "a humanidade"= é um artigo porque está ligado a palavra humanidade que exerce função de substantivo. Quando se tem um artigo anteposto sempre existirá um substantivo a posteriori.

    "a condições"= nesse caso, estabelece função de preposição essencial porque dá sentido, lógica, coesão.

  • 1° Caso: Humanidade é substantivo e artigo acompanha substantivo.

    2°Caso: quem é vulnerável, é vulnerável a alguma coisa, ou seja, vulnerável a condições climáticas externas. Outra dica é observar que condições está no plural, se não há artigo definido "as", logo o "a" destacado será preposição.

  • a humanidade - artigo

    vunerável a - preposição

  • “... como humanidade é vulnerável a condições climáticas extremas.”

    É SÓ OBSERVAR QUE O ARTIGO SEMPRE ACOMPANHA SUSBSTANTIVO

  • O PRIMEIRO A ESTÁ LIGADO A HUMANIDADE POSTERIORMENTE SERA UM ARTIGO!

    O SEGUNDO A É UMA PREPOSIÇÃO