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ID
4942690
Banca
CETRO
Órgão
TCM-SP
Ano
2006
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Algo que se nota claramente nos alunos, ao se iniciarem nos cursos universitários, é a inconsciência da diferença entre o seu próprio discurso e o discurso dos outros. Tudo se passa como se a pluralidade de discursos se resumisse a um continuum, no qual houvesse um acordo maior, um ponto de vista comum, uma continuidade entre o que eu falo e penso, de um lado, e o que todos os outros falam e pensam, de outro lado. A própria forma do falar deve ser igual. Nada deve nem pode prejudicar essa harmonia. E por isso a atividade de desenvolver um trabalho científico, em que se utilizem citações, referências a outros textos e comentários, torna-se em geral tão árdua, cansativa e dolorosa para os alunos, mesmo no último ano do curso: não há consciência da diferença entre o eu falar e os outros falarem, não há consciência da diferença de grau entre o meu discurso e o discurso dos outros, nem mesmo entre a diversidade dos discursos dos outros – por isso as técnicas de citações, notas de rodapé, referências bibliográficas etc. não fazem sentido, parecem apenas “frescuras” de acadêmicos, e é necessário um longo aprendizado para compreender sua verdadeira função. Estabelecer um diálogo entre diferentes pontos de vista: em geral, os alunos não conseguem compreender que esta é uma das funções do texto. E reproduzem discursos alheios, crentes que eles próprios estejam a falar. Por isso mesmo, neste livro insistimos nas notas de rodapé, referências, citações: para que muitos falem.

MATTAR, João. Filosofia e ética na administração. SPaulo: Saraiva, 2004.

Sobre o texto acima, levando-se em consideração as recomendações da gramática normativa tradicional, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Como eu poderia ter errado essa
  • uma questão dessa sem comentário do professor pqp

  • Assertiva B

    o terceiro período – “a própria forma do falar deve ser igual” – revela a diferença existente entre o conteúdo do discurso e a sua forma.

    (...) A própria forma do falar deve ser igual. Nada deve nem pode prejudicar essa harmonia. E por isso a atividade de desenvolver um trabalho científico, em que se utilizem citações, referências a outros textos e comentários, torna-se em geral tão árdua, cansativa e dolorosa para os alunos, mesmo no último ano do curso: não há consciência da diferença entre o eu falar e os outros falarem, não há consciência da diferença de grau entre o meu discurso e o discurso dos outros, nem mesmo entre a diversidade dos discursos dos outros – por isso as técnicas de citações, notas de rodapé, referências bibliográficas etc(.....)

  • gabarito letra B

    A) o terceiro período – “a própria forma do falar deve ser igual” – expressa literalmente o ponto de vista do autor. ➡ errado, ele somente explica algo. a própria forma do falar deve ser igual (a dos outros)

    B)o terceiro período – “a própria forma do falar deve ser igual” – revela a diferença existente entre o conteúdo do discurso e a sua forma. ➡ certo, pois os alunos tem certa "dificuldade" em escrever e diferenciar o discurso dos outros (citações referencias...)

    no texto: "é a inconsciência da diferença entre o seu próprio discurso e o discurso dos outros." ou seja, eles ainda são meio imaturos nesse sentido. ai quando fazem trabalho notam essa dificuldade para separar o discurso deles do discurso de outras pessoas.

    C)o quarto período – “Nada deve nem pode prejudicar essa harmonia” – expressa literalmente o ponto de vista do autor. ➡ errado, ele explica que em atividade de desenvolver cientifica uma tarefa cientifica o seu discurso não pode prejudicar o discurso de um outro citado (não pode prejudicar a harmonia)

    D)no quarto período, o termo “essa harmonia” refere-se à coincidência entre o discurso do autor e o dos alunos universitários. ➡ errado, é a harmonia entre o discurso que eles citam de outros e o discurso deles

    E)no quinto período, a preposição “em”, no trecho “em que se utilizem citações” pode ser suprimida . ➡ errado, o professor Celso Pedro Luft, em seu Dicionário prático de regência verbal na página 524 nos ensina que a preposição EM é regida pelo verbo utilizar e deve ficar antes do pronome relativo QUE.

    ➡ utilizar as citações EM trabalhos científicos.

    bons estudos