SóProvas


ID
4951063
Banca
IBADE
Órgão
Prefeitura de Vitória - ES
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o TEXTO 1 para responder à questão.

Estrutura da oração

O estudo da análise sintática é um dos pontos fundamentais na formação de quem se pretende um usuário competente de sua língua. Duas das habilidades principais de pessoa culta repousam nas atividades de ler e de escrever, ações que podem caracterizar não só nossas carreiras profissionais, mas também nossa vida como cidadãos.
Ler ou escrever um texto é muito mais do que apenas compreender ou organizar palavras em frases e parágrafos. É algo que envolve um amplo mecanismo a partir do qual o pensamento e as pretensões comunicativas do autor se apresentam para reflexão e avaliação do leitor. Como se constroem esses textos? Com palavras, sintagmas, termos e orações — elementos que mantêm entre si um relacionamento interno de concordância, de regência, de atribuição.
A análise sintática é a análise das relações. Na estrutura da oração, estudamos as relações que as palavras mantêm entre si na frase. Essas relações são binárias: sujeito & verbo; verbo & complemento; núcleo & adjunto... A tradicional prática de exercícios voltados para o reconhecimento da função sintática de um termo nem sempre garante o real objetivo de sua aplicação. Não se pode dizer qual é a função sintática de um termo se não se encontrar o outro termo com o qual ele se relaciona. Ou seja, não se pode reconhecer que existe um objeto direto sem apresentar a "prova" (o verbo transitivo direto); não se pode afirmar que determinado termo é o agente da passiva sem que seu "parceiro" sintático seja revelado (o verbo na voz passiva). E assim sucessivamente com todos os termos da oração, pois cada um deles só tem a classificação que tem porque possui uma relação com outro termo — e cada uma dessas relações é única, e por isso são dez os termos da oração (onze se contarmos com o vocativo). 
A sintaxe tem duas parceiras especiais. Uma é a semântica, a ciência do significado. Afinal o entendimento de uma frase depende da sua estrutura e das sutilezas que envolvem a construção do sentido. Outra é a estilística (a ciência da expressividade), pois compete ao autor da frase fazer as escolhas sobre como será sua organização, a partir do repertório que a língua oferece.
Entretanto, para o estudo da sintaxe do português, há um pré-requisito. Sintaxe e morfologia são assuntos interligados. Ter um bom conhecimento acerca das classes de palavras é fundamental para entender a estrutura de uma oração e de um período. Lembremo-nos, por exemplo, que estudamos verbos, substantivos, adjetivos e advérbios nos livros e aulas de morfologia — suas flexões, significações, desempenhos — e que, agora, estudaremos o verbo como elemento central da oração; o substantivo como núcleo de um termo; o adjetivo como um elemento periférico ou atributivo de outro; o advérbio como um determinante sobretudo dos verbos. 
Com isso, queremos enfatizar que o conteúdo aprendido nos estudos de morfologia precisa estar sedimentado para o que se coloca diante do estudante de sintaxe. Reiteramos, enfim, a convicção de que é a competência discursiva ou textual que caracteriza o saber expressivo de que fala Eugenio Coseriu.
Um texto deve ter uma adequação gramatical compatível com as pretensões e intuitos de seu autor, que — se assim julgar pertinente — procurará atingir o nível de exigência da linguagem padrão praticada por escrito pela comunidade culta em que se insere.
(HENRIQUES, C. Cezar. Sintaxe: estudos descritivos da frase para o texto. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, 2ª reimpressão, p. 15-16.) 

Uma das classes de palavras de maior complexidade flexional e, consequentemente, semântica é a classe dos verbos. Do ponto de vista sintático, funciona como o núcleo do predicado verbal, subordinado ao sujeito da oração com o qual concorda em número e pessoa.
A complexidade flexional torna-se mais ampla se forem considerados os muitos padrões de flexão: verbos regulares, irregulares (em diversos padrões), defectivos, anômalos, com metafonia, com ditongação nas formas rizotônicas, etc.
Considerando-se a complexidade flexional dos verbos irregulares, pode-se afirmar que está INCORRETAMENTE flexionado o verbo, ou um dos verbos, da seguinte oração:

Alternativas
Comentários
  • Verbos que são conjugados como o verbo "vir"

    p rovir

    i ntervir

    c onvir

    a dvir

    s obrevir

  • Questão de 2019 e segue sem comentário do professor...

  • Para mim, letra E. Sofrimento essa vida de concurseiro.

  • Não tem como essa B estar errada, contravierem é o futuro do subjuntivo do verbo contravir

  • A assertiva B está errada porque a forma conjugada na questão pede o verbo contravir no presente do subjuntivo. Muito embora pareça ser o futuro do subjuntivo, não è. Explico: perceba que a estrutura está formada pela conjunção que, cuja partícula è própria do presente do subjuntivo. Se fosse no futuro do subjuntivo a frase deveria estar escrita do seguinte modo: QUANDO (eles) contravierem às normas da escola, os alunos serão punidos.

    Portanto, não pode ser contravierem, mas sim contravenham.

    força colega, cada degrau é um novo conhecimento. Não se abale, pense que tu sabes cade vez mais respondendo as questões e lendo os comentários.

  • Alguém sabe por que a B está correta?

  • O gabarito está errado.

    A prova é de "Cargo: A11 - Professor de Educação Básica III – PEB III – Língua Portuguesa

    Prova: X (Data da Prova: 27/10/2019)"

    GABARITO DA QUESTÃO 39: E

  • Peçam o comentário do professor

  • incorreto letra E

    Se/ quando: tu revires ( VER + terminação IR = Vires ) Futuro do Subjuntivo ( REVIRES)

  • Conjugação do verbo ver e vir no futuro do subjuntivo precedido por SE OU QUANDO

    Letra B está correta se eles contravierem (futuro do subjuntivo/) VIR ACRESCENTA O E (CONTRA/VIEREM) se eles contravierem

    B- Serão punidos os alunos que contravierem às normas da escola.

    Incorreta letra E

    Professor, se tu reveres a minha prova ficarei grato. (futuro do subjuntivo) VER TERMINAÇÃO IR

    Professor, se tu revires

  • gab. E o correto é: se tu revisses - pretérito imperfeito subjuntivo.