SóProvas


ID
5313334
Banca
Instituto UniFil
Órgão
Prefeitura de Itambé - PR
Ano
2020
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Leia o texto para responder a questão.


    Pesquisa mostra que brasileiros precisam cuidar melhor dos rins 


Levantamento da SAÚDE avalia o conhecimento e o comportamento da população

a respeito de causas, prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças renais

Por Goretti Tenorio


    O periódico científico The Lancet acaba de publicar um retrato global sobre doença renal crônica: em 2017, foram computados cerca de 700 milhões de pessoas com a condição pelo mundo e 1,2 milhão de mortes em função do problema. Só no Brasil temos hoje 10 milhões de cidadãos convivendo com o comprometimento dos rins. 

    “Vivemos uma epidemia, com grande impacto na saúde e na qualidade de vida dos pacientes”, diz o nefrologista Alexandre Cabral, do Instituto de Saúde do Rim, em Campo Grande (MS). Por aqui, o número de indivíduos em diálise, ou seja, usando uma máquina para filtrar o sangue no lugar dos rins que não funcionam direito, aumentou de 40 mil em 2000 para 120 mil em 2017. Mas será que a população está ciente dos riscos de negligenciar os cuidados com essa dupla de órgãos, responsável por retirar as impurezas do sangue, controlar a pressão e produzir hormônios e vitaminas?

    Para traçar um panorama a respeito, a revista SAÚDE e a área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril realizaram a pesquisa Como os Brasileiros Cuidam dos Rins, que contou com o apoio das farmacêuticas AstraZeneca, Baxter e Bristol-Myers Squibb. Realizada pela internet, a sondagem teve a participação de 1885 pessoas de todas as regiões — 331 delas com alguma doença renal.

    De saída, chama a atenção que metade dos respondentes sem a condição afirma nunca ter procurado um médico para avaliar a situação dos rins. “Como o problema apresenta sintomas tardios e inespecíficos, quando a pessoa busca ajuda ele já avançou perigosamente, sem possibilidade de marcha a ré”, explica João Egidio Romão Júnior, chefe de nefrologia e transplantes da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. 

    O atraso no diagnóstico é, de fato, um dos achados mais preocupantes do estudo. Entre os participantes com insuficiência renal, 45% receberam o diagnóstico em estágios 4 ou 5. “Aí a capacidade dos rins já está em torno de 30% e 15%, respectivamente”, aponta Romão Júnior.

    [...]

Disponível em https://saude.abril.com.br/medicina/pesquisa-mostra-que-brasileiros-precisam-cuidar-melhor-dos-rins/

As aspas do quarto parágrafo foram utilizadas para

Alternativas
Comentários
  • Assertiva B

    citar uma fala direta.  “Vivemos uma epidemia, com grande impacto na saúde e na qualidade de vida dos pacientes”, 

  • Citação direta é aquela que transcreve parte de uma obra, com as palavras do autor. Quando usamos esse tipo de citação devemos colocar entre parênteses o sobrenome do autor, o ano da publicação da obra e o número da página (tudo separado por vírgulas).

    Além da citação direta, há mais dois tipos de citação:

    Citação indireta: é aquela que se baseia em uma obra, com as nossas palavras. Neste caso, indicamos o sobrenome do autor e o ano da publicação da obra (o número da página é opcional).

    Citação de citação: é aquela sem que tenhamos tido acesso ao texto original. Um exemplo utilizamos a expressão latina apud, que significa “citado por".

    https://www.todamateria.com.br/citacao-direta-e-indireta/

  • A questão é de pontuação e quer saber por qual motivo as aspas do quarto parágrafo foram utilizadas. Vejamos:

     .

    A) citar uma fala indireta.

    Errado.

    Citação indireta é aquela em que dizemos com nossas palavras o que autor escreveu.

     .

    B) citar uma fala direta.

    Certo. Temos uma citação direta em "Como o problema apresenta sintomas tardios e inespecíficos, quando a pessoa busca ajuda ele já avançou perigosamente, sem possibilidade de marcha a ré”, explica João Egidio Romão Júnior, chefe de nefrologia e transplantes da BP...".

    Citação direta é aquela em que é transcrito o que autor escreveu, sem mudar nenhuma palavra. Esse tipo de citação deve ser apresentada obrigatoriamente entre aspas duplas.

     .

    C) citar uma expressão coloquial.

    Errado. Não há que se falar em expressão coloquial (informal, descontraída) nesse caso.

     .

    D) citar uma parte de um artigo.

    Errado. As aspas, no 4º parágrafo, não foram usadas para citar uma parte de um artigo, mas, sim, uma fala do chefe de nefrologia e transplantes da BP.

     .

    Gabarito: Letra B 

  • GABARITO: B (discurso direto)

    Rapidinho para você nunca mais esquecer:

    “Aí a capacidade dos rins já está em torno de 30% e 15%, respectivamente”, aponta Romão Júnior."

    ➥ Pessoal, aqui temos uma citação direta. Veja que transcrevemos na íntegra o que o autor disse, sem mudar nenhum ponto ou vírgula.

    ➥ Seria diferente se disséssemos: "Romão Júnior disse que a capacidade dos rins está em torno de 30%...", aqui teríamos um discurso indireto. Não é o autor que fala diretamente, nós falamos por ele.

    Outro exemplo:

    • Discurso direto: "Eu vou ao mercado", disse Joaquim.
    • Discurso indireto: "Joaquim disse que vai ao mercado."

    Espero ter ajudado.

    Bons estudos! :)